Blog do Rodrigo Mattos

STJD ‘aprova’ Valdivia no clássico apesar de seu histórico de punições
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O acordo entre a procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) e advogados do Palmeiras que liberou Valdivia para atuar contra o Corinthians ocorreu apesar da série de punições anteriores do jogador. Pela legislação, é preciso ter bons antecedentes para obter a transação disciplinar, o que não é o caso do chileno.

A justificativa de advogados do Palmeiras e dos auditores da 3a Comissão Disciplinar do tribunal, primeira instância, no julgamento do atleta, é de que só deveria ser considerado o histórico de um ano. Especialistas em direito esportivo ouvidos pelo blog dizem que esse período é pequeno. Mas o presidente do tribunal, Caio Rocha, referendou a medida como normal.

A figura da transação disciplinar, em que há acordo entre a procuradoria e o clube, surgiu com a alteração do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) em 2009. Foi instituída a possibilidade de acerto a ser proposto pela procuradoria do STJD, que interromperia o processo.

Assim, na terça-feira, foi retirado da pauta de julgamento o nome do jogador que poderia ser suspenso por mais jogos. Ele aceitou dois jogos de suspensão e cumpre o segundo imediatamente, diante do Cruzeiro, nesta quarta-feira.E poderá jogar o clássico com o Corinthians.

“A transação está prevista desde 2009. Acontece sempre. A procuradoria ou o próprio atleta pode pleitear'', defendeu o presidente do tribunal Caio Rocha Jr.

É o artigo 80-A que prevê a transação disciplinar. Há três condições que impedem a concessão do benefício, sendo uma delas: “o infrator não possuir antecedentes e conduta desportiva justificadores da adoção da medida''. Ou seja, só deve ser dado o benefício a quem não tem histórico no tribunal. Não é estabelecido prazo.

“Claro que ninguém pode ficar marcado para sempre. Mas um ano é muito curto para desconsiderar o antecedente (Valdivia tem suspensão em 2013). Tem que se estabelecer uma jurisprudência ou cria uma insegurança jurídica'', contou o advogado Luis Roberto Leven Siano, especialista em direito esportivo.

Pois bem, o chileno Valdivia sofreu uma série de punições no STJD. Sua carreira de polêmicas começou em 2007 quando ele foi acusado de agredir Alan Kardec, então no Vasco. Tomou cinco jogos de suspensão e ficou fora da reta final do Palmeiras no Brasileiro. Esse caso poderia até ser desconsiderado por ser antigo com mais de cinco anos.

Mas, em 2011, ele foi suspenso três vezes. Uma delas por suposta agressão sobre Valencia, do Fluminense, e outra por expulsão diante do Atlético-MG. Outra punição, que só foi cumprida no próximo ano, foi resultante de dura entrada no clássico com o Corinthians.

No ano passado, Valvidia foi suspenso novamente pelo STJD por ter admitido ter forçado um cartão amarelo em jogo contra o Paraná, em jogo da Série B do Brasileiro. A pena foi em setembro, isto é, há apenas um ano e um mês.


Dilma e Aécio omitem dados desfavoráveis ao usar Copa na campanha
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Na reta final da campanha presidencial, os candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) voltaram a usar a Copa-2014 em suas campanhas, a presidente de forma positiva, e o oposicionista, com enfoque negativo. Só que ambos omitem dados do eleitor para pintar o quadro que lhes é mais favorável.

De início, antes da sua realização, o Mundial aparecia com um papel relevante na eleição. A oposição fazia críticas aos atrasos de obras, e o governo federal defendia o legado do evento. Concluída a competição, com boa avaliação dos estrangeiros à operação, as menções passaram a ser tímidas. Até que o tema sumiu da pauta.

Mas, na reta final do segundo turno, o Mundial voltou a ser usado pelos candidatos, de forma direta e indireta. Quem levou a competição para o horário político foi o candidato do PSDB.

Em seus programas, ele atacou o governo por realizar a Copa mais cara da história. Em outra peça de propaganda, o texto menciona os altos preços das arenas: “Você sabia que só com o dinheiro desviado da Petrobras para o PT daria para fazer mais 12 estádios da Copa? E porque aqueles preços, hein?''

De fato, os estádios saíram por um total de R$ 8 bilhões. Só que, quando era governador de Minas Gerais, Aécio Neves foi o idealizador do projeto para incluir Belo Horizonte na Copa, com participação ativa em eventos da Fifa com o amigo e então presidente da CBF Ricardo Teixeira. Aquele cartola que prometeu um Mundial apenas em estádios pagos com dinheiro privado.

Isso não impediu o governo de Aécio de elaborar um modelo para reforma do Mineirão com uma PPP (Parceria Público Privada) cheia de recursos públicos. O total do custo previsto para o Estado durante os anos é de R$ 695 milhões, o que o tornou o quarto estádio mais caro do Mundial. O projeto, de fato, foi tocado pelo seu sucessor e aliado Antônio Anastasia.

E o preço ainda pode subir bastante em relação ao que foi divulgado. A PPP prevê que o governo estadual tem que ressarcir a administradora do Mineirão caso esta não atinja determinado nível de renda. A empresa tem perdido recursos porque o Cruzeiro, principal utilizador do estádio, não paga suas despesas.

A história que Dilma Rousseff conta da Copa-2014 também não é completa. Primeiro, virou um mantra para a presidente repetir que “está investindo R$ 143 bilhões em projetos de mobilidade urbana''. A “Agência Pública'' mostrou que, para atingir esse total, o Ministério das Cidades incluiu os programas do Mundial.

Só que boa parte dos projetos de mobilidade foi excluída da matriz de responsabilidades do Mundial porque não ficaria pronta para a competição. No total, eram R$ 11 bilhões para o setor, número que caiu para R$ 7 bilhões. Como o documento de acompanhamento de obras do governo federal não foi atualizado, não dá para saber sequer se esse segundo número foi concluído. Certo é que cidades como São Paulo, Brasília, Salvador e Manaus ficaram sem os projetos de transporte prometidos.

O programa de governo de Dilma diz que o Mundial “no Brasil é a vitória política de um país que tem vencido a crise econômica internacional com a geração de empregos e distribuição de renda, é a vitória de um país que hoje é respeitado internacional, é a vitória da confiança na capacidade do povo brasileiro e a derrota do pessimismo.''

O impacto econômico positivo do Mundial para o Brasil, no entanto, não é um consenso nem no governo federal. Em balanço final,  Dilma e aliados afirmaram que houve R$ 30 bilhões em receitas geradas por turismo. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a própria presidente culparam a Copa pela recessão vivida pelo Brasil no primeiro semestre. Ambos afirmaram que o grande número de feriados ocorridos por conta da competição afetou a atividade econômica.

Pior, o governo federal até agora ainda não apresentou a conta final da Copa, isto é, a matriz de responsabilidades definitiva sobre o assunto. Isso estava prometido para após o Mundial, depois ficou para outubro, e ainda não saiu. A população só vai saber de fato quanto foi gasto na competição depois da eleição, então, é impossível ter noção se valeu a pena.

Outra menção de Dilma, em debates, é à eficiência da operação de segurança da Copa-2014. O Maracanã foi invadido por cerca de 100 chilenos, e outros estádios apresentaram falhas similares com a entrada até de armas não autorizadas. A “Folha de S. Paulo'' relatou um episódio em que a presidente esteve ameaçada por um policial não identificado no Itaquerão.

Essa proteção interna era, em sua maior parte, responsabilidade da Fifa. Mas era assim porque o governo federal aceitou essa imposição da federação internacional no plano geral de segurança apesar de inúmeros erros privados em Copas e Olimpíadas anteriores. Casa arrombada, o Ministério da Justiça aumentou o número de agentes públicos.


Se punidas, organizadas terão de pagar só R$ 30 mil por morte de torcedor
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O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo abriu inquérito civil para investigar a responsabilidade das organizadas Mancha Alviverde e Torcida Jovem do Santos no confronto que resultou na morte de um torcedor do torcedor Leandro da Mata Santos. A questão é que os processos civis se acumulam contra as organizadas, e as punições são brandas. Se forem consideradas envolvidas na briga, as uniformizadas terão de pagar apenas R$ 30 mil de multa, e correm o risco de banimento que não costuma funcionar.

Não há nenhuma organizada de grandes paulistas proibida de manter atividade no momento apesar dos seguidos conflitos que já resultaram em três mortes neste ano. A Mancha Alviverde, no entanto, responderá ao seu terceiro inquérito civil, e a Torcida Jovem, ao segundo.

“Pelo Estatuto do Torcedor, no artigo 39, as torcidas podem ser banidas. Mas o problema está na legislação frágil que não permite penas maiores para quem comete crime em meio à multidão. Deveria haver uma política mais séria. Banir não é o suficiente'', explicou o promotor Roberto Senise Lisboa.

Em relação à pessoa jurídica da uniformizada, a previsão de punição além do banimento é um multa de R$ 30 mil por evento violento. Isso foi estabelecido em um termo de compromisso feito entre as organizadas e o Ministério Público. E vale para confrontos que resultem em morte ou não.

Senise defende a punição por entender que não é possível estabelecer outras sanções pecuniárias. Por exemplo, ele não vê como possível pedir que a prefeitura de São Paulo interrompa o financiamento público às escolas de samba tocadas pelas organizadas.

A Mancha Alviverde já responde a inquéritos civis por confronto com a Gaviões em 2012, e por nova briga com coritianos neste ano, que resultou em outra morte de palmeirense. O blog procurou os advogados da Mancha, sem sucesso.


Mais bem preparada, Arena Palmeiras já ameaça tomar shows do Morumbi
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Com a estreia marcada para o final de novembro, com Paul Mccartney, a Arena Palmeiras já ameaça tomar shows do Morumbi.  Para sediar eventos, o estádio administrado pela  W/Torre tem custos menores com logística, melhor estrutura e aluguel mais baixo, segundo apuração feita pelo blog com produtores.

Caso se confirme o maior número de shows na casa alviverde, isso representaria mais dinheiro para o Palmeiras, que fica com 5% de todas as receitas da arena, e menos para o São Paulo que conta com seu estádio como reforço de renda. Por enquanto, a diretoria são-paulina entende que não terá perda de mercado pois prevê quatro shows em 2015, mas admite reavaliar o cenário depois.

“No estádio do Palmeiras não cabem 70 mil, 80 mil. A princípio, os shows grandes vão continuar no Morumbi. Tem um em janeiro, e outros três previstos em 2015. Continuamos com nosso plano. E achamos que o Palmeiras só vai complementar'', afirmou o diretor de marketing do São Paulo, Ruy Barbosa. “Mas vamos avaliar. Se enxergamos necessidade, podemos nos adaptar (preços).''

Nos bastidores, responsáveis pelo estádio palestrino entendem que vão tomar, sim, parte do mercado de shows que era do Morumbi porque poderão atender a públicos de cerca de 50 mil, mais do que suficiente para shows de grande porte. Mas também há a opinião de que a arena aumentará o número de eventos na cidade.

A vantagem da Arena Palestra é resultante de ter sido construída com o pensamento em realizar shows.  “A capacidade não é o que faz a diferença. A localização é bem melhor. Tem recursos técnicos e foi projetada para shows com corredores em volta, parte elétrica, etc. Com isso, a impressão é de que vai ter custo menor com empilhadeiras, caminhões que poderão ser locados por menos tempo'', explicou o gerente de produção César Favaro, um dos que atuará no show de Mccartney e já trabalhou no Morumbi.

Veja uma lista com a diferença dos itens dos dois estádios:

Custos da estrutura para shows

No Morumbi, produtores têm que gastar até R$ 200 mil só em rampas para acesso do público ao espaço do gramado, o que é uma exigência do corpo de bombeiros. Outras gastos são com camarins de artistas, adaptados. A Arena Palmeiras já está preparada para o acesso ao público direto no espaço do gramado e nos outros setores, além de já existir estrutura de camarins e backstage.

Aluguel

A locação da Arena Palestra tem valor mais baixo do que o do Morumbi atual. Os preços não são divulgados pelos administradores do estádio alviverde, mas o blog apurou que são inferiores ao montante entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão cobrado pelos são-paulinos.

Acústica

O Morumbi é aberto sem teto, o que obriga a um tratamento maior para que o som não vá embora. Na Arena Palmeiras, houve um projeto de acústica obrigatório até para o som não escapar e incomodar a vizinhança.

Estacionamento, comida e bebida

Construída para receber shows, a Arena Palmeiras tem cerca de 2 mil vagas no estádio, mais adicionais em shoppings ao lado. O número de vagas no Morumbi é limitado. A quantidade de bares para comidas e bebidas também terá maior variedade e eficiência no estádio alviverde.

Número de shows

O São Paulo prevê no máximo quatro shows grandes por ano. A Arena Palmeiras, por conta do investimento, fala em um número entre 6 e 12 eventos com capacidade máxima em uma temporada. Ainda há previsão de um show por semana com o uso do anfiteatro, com capacidade para até 12 mil pessoas. No total, são planejados até 70 eventos.

Futebol x eventos

No Morumbi, a prioridade são os jogos de futebol, embora o time já tenha aberto mão de atuar em jogos importantes em favor do aluguel de shows. No Palmeiras, haverá um equilíbrio entre a demanda por eventos e jogos de futebol. Quando um show for mais importante, o jogo do time poderá ser deslocado.

Arena Palestra

Arena Palestra


CBF convoca fora de data Fifa, e clubes têm direito a adiar liberação
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A convocação da CBF para a seleção brasileira sub-21 se estende por um período maior do que o previsto na data Fifa. Ou seja, clubes como Atlético-MG, Santos, Corinthians e Palmeiras que perderão titulares não são obrigados a liberar os jogadores por todo o tempo requisitado. A diretoria do Galo já analisa o caso, embora se recuse a dizer quais medidas vai tomar.

A seleção foi convocada para um torneio que ocorrerá na China entre os dias 8 e 18 de novembro. Mas há um período de treinamento na Inglaterra de quatro dias antes da competição. Com viagens, a apresentação de jogadores deve ocorrer no início de novembro, embora a confederação não confirme a data oficial.

Só que o calendário oficial da Fifa aponta que o período de cessão para os times nacionais é de 10 a 18 de novembro. O jogador deve se apresentar ao time nacional na segunda e retornar na quarta-feira seguinte. Assim, a CBF demanda os atletas cerca de uma semana antes do prazo oficial.

Estão na lista jogadores como Carlos, do Atlético-MG, Gabriel, do Santos, Malcom, do Corinthians, e João Pedro, do Palmeiras, todos titulares ou constantemente utilizados em seus times. O atleticano e o santista perderiam a segunda partida da semifinal da Copa do Brasil, e uma eventual final. A semi está fora do período da Fifa. E todos ficarão fora de duas a três rodadas do Brasileiro.

“Nós vamos tratar desse assunto internamente'', afirmou o diretor de futebol do Galo, Eduardo Maluf. Questionado se seria tomada alguma atitude, ele respondeu “Com certeza.'' O Corinthians ainda não discutiu o assunto, segundo informou ao blog, e a diretoria do Santos não respondeu a ligações.

De qualquer maneira, os clubes precisariam negociar com a CBF em relação ao período anterior ao dia 10. Todos têm o direito de só liberar os jogadores a partir desta data. Questionada, a confederação não informou a data de apresentação, e o assessor da seleção de base não respondeu às ligações.


Com Cruzeiro disparado, Brasileiro tem rara briga de sete grandes por G4
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A nove rodadas do final, o Brasileiro-2014 tem uma briga rara de sete times grandes por três vagas na Libertadores. Essa disputa é uma das mais acirradas da história do Nacional, principalmente depois que cinco dessas equipes venceram no final de semana. Apenas cinco pontos separam o quarto colocado (Atlético-MG) do oitavo (Fluminense). Só o Cruzeiro tem a vaga praticamente garantida.

Fora esses dois, estão na disputa pelo torneio sul-americano São Paulo, Inter, Corinthians, Grêmio e Santos. Na rodada do final de semana, o trio paulista venceu seus jogos, assim como atleticanos e tricolores cariocas. Gremistas empataram, e os colorados perderam para os corintianos. Os cruzeirenses bateram o Vitória no finalzinho.

Uma pesquisa em todos os Brasileiros de pontos corridos mostra que apenas em três edições houve disputas emocionantes como essa pela Libertadores: 2010, 2009 e 2004. Destas, só nas duas mais recentes havia sete times grandes envolvidos, com outra equipe média na disputa.

Além disso, essa é uma das edições em que a faixa de pontos para garantir uma vaga na Libertadores está mais alta. Quarto colocado, o Atlético-MG tem 50 pontos. O único Nacional que teve um G-4 com pontuação tão alta neste estágio foi em 2008.

Com 59 pontos, o Cruzeiro está praticamente garantido na Libertadores, pois precisa de três ou quatro pontos para atingir o patamar histórico que dá vaga na competição. Além disso, tem nove pontos acima do último do G-4, o Galo. Por isso, considera-se que ele está fora da briga do torneio continental.


Mano insiste na retranca e bate Inter em dois ataques
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O Corinthians foi eliminado pelo Atlético-MG com uma goleada porque abdicou do ataque. No jogo seguinte, o técnico Mano Menezes resolveu armar uma retranca ainda maior diante do Internacional com apenas Paolo Guerrero à frente. Deu certo e venceu o jogo no Beira-Rio.

Até o início foi similar ao jogo contra o Galo. Antes dos 5min, Guerrero, sempre ele, dominou uma bola improvável na cabeça e chutou para abrir o placar.

Pronto, para o Corinthians poderia ter acabado ali. Fora o centroavante, todos os seus homens atuavam atrás da intermediária defensiva. Sem outro atacante, Jádson e Renato Augusto ajudavam a fechar o meio de campo com três volantes. A decisão era aceitar a pressão do Internacional, que vinha das duas laterais e de jogadas articuladas pelo meio.

O ritmo travado do jogo, graças a um corte sofrido por Cássio e confusões, dava alívio ao Corinthians. Quando a bola voltou a correr, era um bombardeio com duas chances desperdiçadas por Nilmar, e vários outros lances rondando a área. Era boa a atuação da zaga corintiana, com uma proteção reforçada dos volantes.

Mas a sorte e a precisão estavam do lado do time alvinegro na tarde deste domingo. Na segunda vez que o time foi ao ataque, em cruzamento na área, a zaga colorada falhou e deixou Gil sozinho para aumentar o placar.

Após o intervalo, a pressão do Inter continuou, e Fabrício perdeu um gol quase embaixo da trave em cabeçada para fora. D'Alessandro era o principal articulador da equipe vermelha, com cruzamentos e chutes pelo setor direito do ataque. Só que o gol não saia.

Foi necessário que houvesse uma falha de Gil, em confusão com Cássio, para que Nilmar descontasse no rebote. Será que se repetiria a virada sofrida no Mineirão? Não desta vez.

O Corinthians se manteve atrás, mas faltou força ao Internacional cujos jogadores sentiram o desgaste de tentar virar e do calor do primeiro tempo. A chuva forte ainda tornou o campo mais pesado. Perto do que acontecera antes até que os 15 minutos finais não foram tão sofridos para o Corinthians. O time até podia ter aumentado em chute de Fábio Santos no travessão.

A vitória aumenta as chances de uma vaga na Libertadores, e alivia a crise sobre o time resultante da eliminação para o Galo. Mas a atuação não é animadora para os corintianos. Não haverá mudanças: será na retranca que o Corinthians jogará até o final do ano para tentar chegar ao torneio sul-americano.

 


Após vetar investidores, Fifa aperta o cerco contra clubes de fachada
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Depois de proibir a participação de investidores em direitos de jogadores, a Fifa apertou o cerco contra clubes de fachada controlados por empresários com uma punição inédita por transferências simuladas. Desta forma, empresas ou fundos terão muito mais dificuldades de manter o controle de jogadores por meio de times como fazem no Brasil, e outros países.

A proibição da federação internacional aos investidores ocorreu no final de setembro em reunião do Comitê Executivo da Fifa. Ainda não foi estabelecida uma regulamentação para o veto, que passa a valer em quatro anos.

Pois bem, em 10 de outubro, a Fifa já deu uma sinalização de que as restrições serão grandes, com uma punição estabelecida pelo seu Comitê de Apelação contra clubes uruguaios e argentinos por transferências-pontes. Esse nome é dado quando a negociação de um jogador passa por um time intermediário, em geral de empresário, que ganha com isso sem que o atleta jogue com a sua camisa.

A investigação da Fifa ocorreu em cima de seis transferências de 2012 que tiveram como intermediário o clube uruguaio Institución Atlética Sud América. Os jogadores foram para gigantes do futebol argentino como o Racing Club e o Independente, além do Rosário Central e o Central Córdoba.

Como os atletas nunca atuaram pelo clube uruguaio, este foi punido com o veto a atuar em duas janelas de transferências, e os outros com multas. A Fifa entendeu que não houve fins esportivos nas vendas e empréstimos dos atletas. Assim, a entidade deixou claro que os empresários não poderão usar clubes de fachada para faturar com direitos de atletas.

“As falas do Blatter e do Valcke já indicavam que tentaria se fechar todas as brechas no futebol para que houvesse um banimento de fato dos direitos de investidores. Essa decisão (do comitê disciplinar) mostra que a Fifa será dura como os clubes que tentarem burlar a futura proibição'', comentou o especialista em direito esportivo internacional Eduardo Carlezzo.

Inseguros, sem saber as regras definitivas, investidores já reduziram os recursos para o futebol. E, para o advogado, a decisão do comitê da entidade é uma demonstração de que haverá um aperto no cerco em relação aos clubes sem finalidade esportiva, que têm apenas intuito de fazer negócios.

Como o blog já mostrou, um clube da terceira divisão de Minas Gerais, o Coimbra, tem jogadores mais valiosos que equipes do Brasileiro da Série A, como Flamengo e Palmeiras.


Por norma da CBF, Jefferson não podia jogar pelo Botafogo contra o Santos
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A ausência do goleiro Jefferson no jogo do Botafogo contra o Santos, após servir a seleção em jogo na Asia, gerou um bate e boca entre o atleta e o clube. Mas, pela norma da CBF, ele não podia e não era obrigado a atuar pelo time carioca porque não foram cumpridas as 66 horas de intervalo entre uma partida e outra. Era situação similar a de Gil e Elias, do Corinthians, e Diego Tardelli, do Atlético.-MG, que preferiu entrar em campo.

Os quatro jogadores atuaram no amistoso do Brasil diante do Japão, que começou 7h45, na terça-feira, em Cingapura. A partida entre Santos e Botafogo, pela Copa do Brasil, ocorreu às 21h30 de quinta-feira. Portanto, há uma diferença em torno de 62 horas entre os jogos.

Pelo artigo 61o das Normas Orgânicas do Futebol Brasileiro, regras da CBF ainda válidas de 95, “nenhum atleta poderá participar de partidas de futebol inclusive em classe, categorias ou divisões diferentes sem que decorra entre o início de uma e de outra o intervalo a que se refere o artigo anterior (66 horas)''.

“Claro que ele não era obrigado a jogar pelas normas. Nenhum jogador era'', afirmou o vice-presidente do sindicato dos atletas profissionais do Rio, Deninho. “O Jefferson sabe da regra porque é diretor do sindicato. Se o Botafogo ameaçar com punição, será tomada uma atitude pelo sindicato.'' Deninho explicou que vai ligar para o jogador do Botafogo assim que a poeira baixar.

Pelas regras das normas orgânicas, há exceções para os clubes em casos de torneios internacionais ou jogos amistosos a menos de 150 km. A regra determina que atletas só podem atuar sem o intervalo mínimo com autorização da diretoria da CBF em “casos excepcionais''. Há até previsão de julgamento na Justiça Desportiva em caso de descumprimento deste ponto.

No caso de Tardelli e Elias, que entraram em campo no Atlético-MG e Corinthians, o intervalo entre os jogos foi ainda menor: ficou em apenas 38 horas. Teoricamente, eles precisariam de autorização da CBF para atuar, mas como estavam com a seleção brasileira basta que o presidente da entidade, José Maria Marin, afirme que eles tinham o aval para jogar.

 


Diretoria do Atlético-MG: semi no Mineirão é ‘quase certa’
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A diretoria do Atlético-MG informou que é quase certo que o time jogará no Mineirão a segunda partida da semifinal da Copa do Brasil, diante do Flamengo. Faltam apenas detalhes para a confirmação dessa decisão, ainda mais depois do ótimo resultado esportivo e financeiro na quartas-feira de final diante do Corinthians. Pelo sorteio da CBF, nesta tarde, o segundo jogo será em Minas e o primeiro no Rio de Janeiro

“É quase certo que vamos jogar lá. A renda foi muito boa e o comportamento da torcida também ajudou'', afirmou o diretor de futebol do Galo, Eduardo Maluf. Foram pouco mais de 30 mil atleticanos na partida de volta contra os corintianos, com renda que chegou a R$ 1,7 milhão.

Assim, está praticamente descartada a partida no Independência, o Horto, onde o Atlético-MG fez a maior parte de sua campanha na Libertadores de 2013 com bons resultados esportivos. A opção pelo estádio menor era justamente por conta dos altos custos do Mineirão, que tem sido reduzidos nas últimas partidas. E a pressão da torcida

Com a tendência do jogo no Mineirão, Atlético-MG e Flamengo repetem uma semifinal de Brasileiro clássica de 1987, quando o time carioca eliminou o mineiro em uma partida fora de casa por 3 a 2. Será a chance de um time tentar repetir o feito e do outro de vingança.