Blog do Rodrigo Mattos

Após um mês, governo não sabe quanto gastou na Copa, nem perda ou ganho
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Antes e depois da sua realização, a Copa-2014 foi exaltada pelo governo federal por um suposto impacto econômico positivo no Mundial. Nesta sexta-feira, a presidente da República, Dilma Roussef, responsabilizou o Mundial pelo PIB reduzido no segundo trimestre do ano. Fica claro que o governo não sabe se o evento representou perda ou ganho. Pior, sequer tem noção de quanto gastou no evento, conta que só deve ser conhecida em outubro.

Vamos aos números. A matriz de responsabilidades do governo para o Mundial mostra uma estimativa de gasto de R$ 25,6 bilhões com todos os projetos do Mundial. Era uma queda em relação ao valor inicial previsto (R$ 33 bilhões) porque vários dos projetos não ficaram prontos e foram excluídos.

Bem, o problema é que essa conta é de setembro de 2013, isto é, há quase um ano. Desde então, o Ministério do Esporte tem prometido uma atualização nos números, mas retarda o fechamento da conta que deveria acontecer logo após a competição.

“Ficou para outubro porque estamos esperando os retornos de todos os municípios e Estados sobre as obras da Copa'', afirmou o secretário-executivo do ministério, Luis Fernandes, ao blog. Ele informou que ainda não sabe nem estimar quanto que o número vai subir ou descer. Mas deu indicação de que não deve incluir novos itens, apenas revisar os antigos.

A única exceção são as instalações provisórias para os estádios da Copa, que devem girar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões. Mas o governo não incluirá as Fan Fest, que tiveram despesas dos governos para sua realização.

Se a União não sabe quanto gastou, também demonstra não saber direito quais os efeitos do Mundial sobre a economia. Antes da Copa, o Ministério apresentava estudos de consultorias que indicavam um impacto entre R$ 135 bilhões e 142 bilhões no Brasil. Ou seja, haveria um acréscimo em torno de 0,3% no PIB nacional, considerado o número de 2013.

Após o evento, o governo ainda divulgou que turistas gastaram R$ 3,6 bilhões no país nos meses de junho e julho. Mais, afirmou que empresas brasileiras fecharam negócios de R$ 13 bilhões com a competição.

Na verdade, o país teve uma queda no PIB de 0,6% no segundo trimestre de 2014, o que caracteriza uma recessão justamente no semestre da Copa visto que foi a segunda retração econômica seguida. Ao explicar o fato, nesta sexta, Mantega viu impacto negativo do evento na economia por causa do excesso de feriados, tese corroborada pela presidente Dilma.

Segundo ele, os dez dias do país parado afetaram a atividade do país. “(Durante o evento) tivemos muito poucos dias úteis. A produção industrial caiu e o comércio cresceu pouco. De fato, não foi um bom resultado'', afirmou à “Folha de S. Paulo'' e ao UOL na semana passada. Antes do Mundial, ele previa que a competição seria positiva para o comércio e serviços.

Em resumo, mais de um mês depois da final, o governo federal não sabe quanto gastou, nem quanto ganhou ou perdeu com a Copa.


Mineirão cobra até R$ 3 mi do Cruzeiro por despesas não pagas em jogos
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Líder do Brasileiro, o Cruzeiro vive uma disputa com a Minas Arena, gestora do Mineirão, em relação ao custo de operação dos jogos e a uma suposta dívida do clube. A administradora do estádio aponta que a agremiação dá um calote nas despesas operacionais das partidas há um ano. A diretoria cruzeirense alega que não tem que pagar esses custos.

O imbróglio começou após a final da Libertadores, em 2013, entre Atlético-MG e Olimpia. Utilizando-se de uma brecha do acordo entre a Minas Arena e o governo estadual, o Galo não pagou nada para usar o estádio. Irritado, o Cruzeiro informou que, a partir dali, não quitaria mais as despesas operacionais de seus jogos, sendo que o time tem contrato com a administradora.

Na versão da diretoria cruzeirense, o contrato previa o pagamento de R$ 80 mil por partida para a Minas Arena. Mas, se fosse oferecida condição melhor para outro clube, o time azul teria o mesmo direito. Por isso, parou de pagar.

“O Cruzeiro vinha pagando, mas, como o governo ofereceu essa condição mais favorável ao Atlético-MG, o presidente Gilvan decidiu não pagar mais'', afirmou o diretor de marketing cruzeirense, Marcone Barbosa. “Não recebemos nenhuma notificação (da Minas). Só houve cobranças extraoficiais. Então, essa questão segue controversa.''

O blog apurou que os diretores da Minas Arena estão extremamente preocupados com a falta de pagamento, e com o futuro da concessão do estádio. Até porque, com maiores despesas, a eficiência de sua gestão e a relação com o governo Estadual são afetadas.

Pelo que apurou o blog, o Estado de Minas paga cerca de R$ 12 milhões mensalmente ao consórcio pelas parcelas de remuneração de gestão da arena e pela sua construção. A reportagem não conseguiu contato com representantes da Minas Arena, já que ninguém atendeu o telefone em seus escritórios.

Desde a final da Libertadores, o Cruzeiro já jogou 37 vezes no Mineirão. Com as despesas de R$ 80 mil por jogo, o clube deixou de pagar R$ 2,960 milhões. Em nota em coluna de Jaeci Carvalho, no jornal “Estado de Minas'', a informação é de que o débito gira em torno de R$ 2 milhões.


Grêmio pode reduzir punição por racismo se ajudar investigação
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Não faltam câmeras na Arena Grêmio para identificar os torcedores que ofenderam o goleiro Aranha, do Santos, com atos racistas. São 239 entre os circuitos internos e externos, como mostram os dados do site do estádio. As câmeras da ESPN pegaram alguns, mas  será que todos os que gritaram a ponto de o jogador ouvir?

Não faltam motivos para o time do Sul tentar identitificá-los já que, além de moralmente correto, isso vai influir na pena que o clube pode sofrer pelos atos de seus torcedores. As punições previstas no CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) vão de uma simples multa até a exclusão do campeonato, quase impossível. Dependerá de quanto a agremiação do Sul se desvincular dos torcedores envolvidos no caso.

Explica-se: o código prevê a punição por atos discriminatórios pelo artigo 243-G. Pela leitura do texto, fica claro que punição padrão para atos racistas de torcedores é a multa entre R$ 100,00 e R$ 100.000. Perdas de pontos e exclusão do campeonato são usados quando pessoas vinculadas a uma entidade esportiva são responsáveis pela discriminação. Em geral, isso se aplicaria a jogadores, comissão técnica e dirigentes.

Ora, para se desvincular dos torcedores acusados de racismo, o Grêmio tem que usar suas câmeras para identificá-los. Eles podem pegar até dois anos de banimento dos estádios pela legislação esportiva.

A questão é que o artigo sobre racismo pode ter punições mais amplas ao clube em casos considerados de extrema gravidade. Se essa for a leitura do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), pode-se aplicar uma variedade de 11 punições, desde advertência à exclusão do campeonato. Isso inclui a perda de mando de campo, como ocorreu ao Esportivo, após ofensas similares ao árbitro Márcio Chagas.

Ressalte-se que a diretoria gremista prometeu ajuda a investigação e negou que o clube seja racista. O problema é que justificou a agressividade dos torcedores por erros de arbitragem. E, pelos relatos de torcedores colorados, não é a primeira vez que parte dos gremistas imita macacos em estádios.

Resta ao Grêmio, que tem e teve jogadores e ídolos negros, demonstrar com medidas práticas que não tem relação com atos racistas. Como consequência, poderá reduzir sua punição. Por isso, as penas aos clubes por atos de torcedores fazem sentido: servem como fator de educação e para exigir das agremiações medidas de prevenção a esse tipo de ato.

Quanto ao racismo no Brasil, obviamente, não será resolvido nem com punições, nem com silêncio de gritos em estádios. Perdurará por anos em um país de herança escravista. E certamente o linchamento de uma torcedora gremista não vai acabar com o problema. Que responda pelo crime perante à lei, mas que tenha seus direitos de defesa e civis preservados como qualquer um que comete uma irregularidade.


‘É lamentável a situação do Vasco’, diz chefe do Ministério do Esporte
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O secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, classificou como “lamentável'' a disputa judicial em torno da eleição do Vasco. Número 2 da pasta e ministro em exercício, Fernandes foi o homem-forte do governo federal na Copa-2014. Como vascaíno, quer participar da vida política do clube e é ligado ao grupo que apoia a volta do ex-presidente Eurico Miranda.

A eleição do Vasco foi marcada para novembro deste ano. Há uma disputa judicial em torno do mandato do atual presidente Roberto Dinamite, que só foi mantido no cargo por uma liminar na Justiça. Além disso, os tribunais devem decidir a validade do cadastro de sócios do clube, que supostamente foram financiados pelos candidatos de oposição Eurico e Roberto Monteiro.

“É lamentável essa judicialização da eleição. Se continuar assim, o Vasco vai se tornar ingovernável se cada um que não concorda com as regras entrar na Justiça'', afirmou Fernandes ao blog. “Os grupos tinham que sentar juntos para estabelecer uma convergência.''

O secretário do ministério já manifestou a intenção de ser mais atuante na política do Vasco com a possibilidade de ocupar um cargo. Mas ressaltou que não pretende fazer isso agora. Até porque não poderia ser dirigente vascaíno e ao mesmo tempo ter um função Ministério do Esporte.

Fato é que Fernandes participou de algumas reuniões políticas do grupo de Eurico Miranda, embora não tenha nenhuma função pública nem ocupação na chapa do ex-presidente. O secretário também se mostrou preocupado com o excesso de candidaturas: devem ser cinco chapas.

Colaborou Pedro Ivo de Almeida

Tags : Vasco


Pública, Arena Pantanal cobra aluguel de só R$ 40 mil em jogo milionário
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Gerida pelo governo de Mato Grosso, a Arena Pantanal tornou-se o estádio da Copa-2014 mais barato do Brasil ao cobrar apenas R$ 40 mil como aluguel para o jogo da Copa do Brasil entre Corinthians e Bragantino, nesta quarta-feira. O valor representa uma pequena fração da renda de R$ 1,630 milhão que foi para os bolsos da Feito Eventos e da federação estadual local.

Detalhe: o Estado investiu R$ 520 milhões na construção do estádio para o Mundial. Não teve nenhuma renda de bilheteria durante a competição. E, agora, no primeiro jogo de alto interesse, o lucro também irá todo para as mãos de particulares: o governo ficará com 2,5% da receita total da partida.

A partida foi transferida para Cuiabá porque o empresário Fabiano Ribeiro Rodrigues, que já esteve envolvido em calote em outro estádio, fez uma proposta de pagar uma cota fixa para o Bragantino, mandante da partida. Houve um acerto com a federação matogrossense para realizar o jogo em conjunto, com uma divisão de renda não divulgada pelas partes. Foram cobrados ingressos entre R$ 35,00 e R$ 100,00.

“Estamos fazendo a estrutura do estádio ser utilizada para eventos. Não adianta ter um estádio e não utilizar'', contou o presidente da federação matogrossense Helmute Lawisch.

A Secopa (Secretaria de Copa de Mato Grosso) confirmou o aluguel de R$ 40 mil. “Mas vale ressaltar que a empresa é encarregada de todos os custos operacionais da partida'', afirmou a assessoria de comunicação do órgão, que desconhecia um processo por calote do empresário.

Em comparação com outros estádios da Copa, é um pechincha. Excluídas as despesas da partida, o Mané Garrincha cobrou R$ 337 mil de aluguel pelo clássico Fluminense e Botafogo, cuja renda foi de R$ 2 milhões. No Rio, o Flamengo dá um percentual de sua renda ao Consórcio Maracanã, o que dá cerca de R$ 214 mil na partida com o Sport, também excluídas despesas.

A Arena Amazônia cobrou 10% da renda ou R$ 197 mil no jogo entre Nacional e Corinthians, além dos custos operacionais. Para se ter uma ideia, o aluguel cobre apenas 0,007% do custo para construir a Arena Pantanal. Em resumo, o dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Sócio Econômico) e do Estado foi usado para financiar o lucro de cartolas e empresários.


Organizador do jogo do Corinthians é processado por calote no Ceará
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Um dos organizadores do jogo entre Bragantino e Corinthians, na Arena Pantanal, pela Copa do Brasil, é acusado de calote e estelionato por outra partida do Brasileiro, no ano passado. Trata-se do empresário Fabiano Rodrigues, dono das empresas Xaxá Produções e Feito Eventos. Ele comprou a partida do time do interior e a realiza com a federação matrogrossesse de futebol. A equipe de Parque São Jorge não tem nada a ver com o negócio, pois joga como visitante.

Há um novo fenômeno de produtores de jogos que adquirem os direitos com os mandantes para transferi-los para outras praças e lucrar com a bilheteria, tudo com a anuência da CBF. Esse tipo de negócio começou no Nacional do ano passado com o surgimento das novas arenas da Copa-2014 em centros de poucas tradição no futebol.

“Acertamos uma cota fixa com o Bragantino que não posso revelar'', explicou Fabiano Rodrigues. Segundo ele, já foram vendidos 28 mil ingressos, de um total de 39 mil postos à venda. Os bilhetes estão sendo comercializados entre R$ 35,00 e R$ 100,00.

Com a previsão é de uma renda alta, haverá uma divisão entre a federação e a Feito Eventos, em uma proporção não anunciada. “O empresário entrou junto conosco na produção. Nós estamos trabalhando juntos pela realização do jogo. Não querem fazer só esse evento. Dependendo de como funcionar, haverá outros'', contou o presidente em exercício da federação matogrossense, Helmute Lawisch.

Uma negócio similar foi feito por Rodrigues, com a empresa Xaxá Produções, no jogo Portuguesa e Flamengo na Arena Castelão, pelo Brasileiro-2013. Sua empresa obteve uma renda de R$ 810 mil, e ele deu alguns pagamentos à federação local e ao estádio.

Só que os administradores da Arena Castelão o acusaram de não pagar o aluguel, e a Federação Cearense reclamou que diversas taxas não foram quitadas. Há um inquérito policial sobre o assunto. Rodrigues alegou que quitou todos os valores, e afirmou que foram desacordos comerciais.

Em processo na Justiça Cearense, a Arena Castelão já ganhou o direito a um pagamento de R$ 157 mil pela Xaxá. A Federação Cearense entrou com uma queixa-crime contra o empresário e a Paxá por estelionato com a alegação de que não foram quitadas despesas com segurança, quadro móvel e lanches de funcionários.

“A empresa teria recebido o dinheiro e sumiu'', afirmou o advogado da federação, Eugênio Vaszques. “Foi apresentada queixa por 171, estelionato, e apropriação indébita. Já foram ouvidas várias pessoas. Faltava ouvir o próprio Fabiano'', alegou Vazquez. O blog não conseguiu confirmar com o delegado para saber o andamento do caso, mas é certo que a investigação não foi concluída.

Rodrigues nega todas as acusações. “Teve um desacordo comercial entre um sócio meu e a federação. Era outra empresa, a Xaxá. Esse sócio não tem relação com a Feito Eventos. Queria que você não divulgasse isso'', defendeu-se o empresário. “Estelionato é outra coisa, cheque sem fundo. Ninguém falou disso lá.''

O empresário afirmou ter ido à audiência do inquérito da polícia civil que não teve a presença do advogado da federação. “Esse meu sócio já fez outros dez eventos depois disso e não teve nada. Não tem porque voltar a isso.''

Mas a dívida da Xaxá Eventos, que deu lugar a Feito Eventos, continua na Justiça do Ceará. E Rodrigues pretende organizar outro jogo na Arena Pantanal, desta vez, entre Flamengo e Goiás, pelo Brasileiro. Faltam detalhes para a mudança do jogo. Com a intenção de movimentar as arenas da Copa, a CBF tem aprovado a maioria das alterações de mando de campo.


Sem dar luxo, Corinthians aumentará número de Vips no Itaquerão
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Fotos do Itaquerão
Fotos do Itaquerão

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Com o Itaquerão incompleto para oferecer grandes luxos, o Corinthians vai aumentar o número de ingressos Vips à venda em seus jogos ainda neste Brasileiro. O objetivo é abrir a área oeste superior, e testar o setor e o sistema de negociação do direito sobre lugares para 2015. Assim, o clube corre para turbinar suas rendas para pagar as dívidas do estádio.

Até por conta das altas despesas não há nenhuma previsão de rever os preços dos setores mais baratos apesar dos protestos de torcedores. A redução implantada no último jogo, restrita a alguns setores, representou uma queda de 18% no bilhete médio, mas é o limite corintiano.

Desde o início dos planos do clube, a intenção era que o prédio Oeste fosse responsável pela maior parte da renda do Itaquerão. Mas, com o estádio incompleto, o setor tem respondido por apenas 25% da renda total. Pior, os bilhetes Vips representaram ganho de apenas R$ 78 mil no último jogo, um percentual pequeno da arrecadação.

O problema é que terá de ser feita uma ampla reforma para a instalação dos restaurantes do setor, que terão serviços Vips aos clientes. Já existe um parceiro fechado. As áreas de estacionamento quase não oferecem vagas no momento, o que é requisito essencial para quem vai pagar alto pelos bilhetes. Outras áreas deste prédio também estão incompletas.

Explica-se: a previsão é de que a Odebrecht só acabe as obras para adaptar o estádio plenamente em janeiro de 2015. A cobertura, que ficou inacabada para a Copa, tem prazo para dezembro deste ano. Por enquanto, as reformas andam devagar, segundo pessoas envolvidas na arena, porque têm de parar quando há jogos.

Mesmo assim, o Corinthians vai vender pacotes Vips de três a cinco jogos para começar a testar o setor oeste. Os preços, que incluirão o bilhete e o direito ao lugar, vão levar em conta as limitações atuais do estádio. A partir de 2015, a ideia é colocar à venda o direito sobre o lugar – chamado PSL pelo modelo americano – que será negociado por entre três e cinco temporadas.

Ao comprar esse direito, o torcedor ainda terá de pagar ingresso quando quiser ir ao jogo, ou revender o direito a outra pessoa. Juntamente com o camarote, e os naming rights, essa é a principal aposta de renda corintiana. Os camarotes também devem ser negociados por preços altos, já existem alguns com donos.


Corinthians parcela todas suas dívidas fiscais com entrada de R$ 6 mi
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O Corinthians conseguiu a inclusão no Refis (Programa de Refinanciamento Fiscal do governo federal) para parcelar todas as suas dívidas fiscais de cerca de R$ 126 milhões feitas na gestão do ex-presidente Andrés Sanchez. Para isso, o clube teve de pagar um valor entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões como uma entrada. A quitação total ocorrerá em 15 anos.

Além desse gasto, o clube também pagou R$ 15 milhões para a Justiça Federal referente a impostos de 2010 para tentar interromper a ação criminal contra Andrés e outros dirigentes por sonegação fiscal, como informou a “Folha de S. Paulo''. Pela jurisprudência da corte federal, quando há o pagamento integral do valor devido, o processo é extinto.

O clube acumulou dívidas fiscais durante a gestão do dirigente porque passou até cinco anos sem pagar todo o imposto de renda, período que também inclui as administrações de Mario Gobbi e Alberto Dualib. Há ainda débitos relacionados a FGTS (Fundo de Garantia Sobre Tempo de Serviço) e INSS que somam cerca de R$ 120 milhões.

Isso gerou a penhora de um percentual de todas as rendas do clube. A Justiça Federal até aceitou parcelar o pagamento em até 15 anos. Mas havia ações em aberto porque nem todos os juízes concordaram esses termos. Além disso, pesava a acusação criminal contra dirigentes do clube.

Diante desse cenário preocupante, o Corinthians vinha articulando a entrada no Refis da Copa, como é chamado o novo parcelamento do governo, e cujo prazo de adesão se encerrou nesta segunda-feira. O problema era obter o dinheiro suficiente para dar uma entrada. Com a inclusão, clube quita R$ 20 milhões, e ainda obtém descontos de multas.

Oficialmente, dirigentes do clube não querem se pronunciar sobre o assunto. Mas confirmaram ao blog a inclusão no Refis. Só não há a informação de onde veio o dinheiro para essa quitação.

Certo é que, com a inclusão no programa, o Corinthians se livra da possibilidade de execuções fiscais pela Justiça, nas ações que estavam em aberto, e também evita a possibilidade de interrupção dos pagamentos do patrocínio da Caixa Econômica Federal. O clube decidiu se antecipar e não esperar o Proforte – programa do governo específico para o futebol- porque não sabia quanto este ia demorar.


Com recuo da Unimed, Flu multiplica por oito gasto com contratos de atletas
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Com o recuo dos investimentos da Unimed, o Fluminense multiplicou por oito seus gastos e pendências com direitos de imagem com jogadores de futebol em um ano. É o que mostra uma análise dos balancetes do clube feita pelo blog. Esse crescimento das despesas é ainda maior se for levado em conta compromissos de longo prazo.

Os direitos de imagem constituem a maior parte dos salários de times de futebol por meio de contratos com empresas. No meio de 2014, o Fluminense tinha que pagar R$ 14,3 milhões nesse tipo de despesa até o final do ano. Esse número era de apenas R$ 1,757 milhão no meio de 2013.

Pelos documentos financeiros, não fica claro quanto desse valor é em direitos que iriam vencer, e quanto já representava dívida porque os prazos de pagamento já se esgotaram. Houve atrasos de pagamentos desse tipo de contrato durante o ano, embora o clube tenha dito que já foram sanados.

O blog pediu esclarecimentos sobre os números à assessoria do Fluminense que informou que não discutiria dados internos do clube. No domingo, o presidente tricolor, Peter Siemsen, deixou claro que já vem assumindo compromissos que antes eram quitados pela Unimed.

“Esse assunto já existe desde o ano passado. Não é novidade. O clube vem fazendo investimentos próprios também e esse time já tem uma mudança na relação (Unimed e Flu)'', afirmou o dirigente, após o jogo com o Sport.  “Quando você diminui um investimento, você acaba gastando menos e precisa ser mais preciso no que se investe. ''

Neste cenário, espanta a escalada de gastos com esses contratos. Explica-se: clubes de futebol registram os direitos de imagem no passivo. Mas os valores não são necessariamente dívidas, e sim, compromissos que o clube tem de quitar durante o ano. Por isso, conforme os salários são pagos, o valor cai. Há variações de acordo com novas contratações.

Vamos aos números. Ao final de 2012, o Fluminense registrava no passivo que teria de pagar R$ 4,5 milhões em direitos de imagem aos jogadores até o final do ano de 2013 (curto prazo). Havia outros R$ 5,6 milhões a serem pagos a longo prazo, isto é, nos anos seguintes.

Ao final de 2013, o clube já registrava um aumento: R$ 8,2 milhões a serem quitados durante a temporada seguinte. E outros R$ 2,8 milhões para os outros anos.

Só que os balancetes de 2014 revelam uma explosão neste tipo de pendências. No primeiro trimestre, o Fluminense registrou que teria de pagar R$ 19,2 milhões em direitos de imagem a jogadores até o final do ano (curto prazo) e outros R$ 18,5 milhões em contratos de longo prazo.

Três meses depois, esses números tiveram uma redução para R$ 14,3 milhões até o final do ano, e R$ 4,7 milhões em acordos futuros. Isso significa que o Fluminense terá de pagar cerca de R$ 2,4 milhões por mês até o final de 2014, quando só tinha de bancar R$ 300 mil mensais no ano passado.

A folha salarial palmeirense representa o menor gasto com atletas. São despesas de cerca de R$ 30 milhões por ano com pessoal registradas no balanço.

Anteriormente, lembre-se, a Unimed bancava quase a totalidade dos direitos de imagem dos jogadores. Essa realidade acabou, e vai obrigar o clube a fazer cada vez mais adaptações.


Com quarteto, São Paulo turbina gols e dá lição ofensiva no Corinthians
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Com o quarteto ofensivo, o São Paulo turbinou seu ataque e conseguiu 100% de aproveitamento em quatro jogos. Assim,  ultrapassou o rival Corinthians na segunda posição no Brasileiro. É uma verdadeira lição do time de Muricy Ramalho no de Mano Manezes, que prioriza o jogo defensivo neste campeonato.

Apenas nos últimos quatro jogos o São Paulo pôde escalar o seu quarteto de jogadores ofensivos, Kaká, Ganso, Alan Kardec e Pato. Ganhou todas as partidas, e marcou oito gols. Com essa formação, a média é de dois por partida, igual a do Cruzeiro.

Em partidas anteriores, quando não contava com todas as estrelas juntas, o time são-paulino tinha média de 1,23 gol por partida. Ou seja, aumentou em 62% o seu desempenho ofensivo com quatro atletas de talento à frente.

Foi justamente nesta arrancada que o São Paulo ultrapassou o Corinthians ao final da 17a rodada, e assumiu a vice-liderança. Pois bem, o time corintiano tem apostado em uma estratégia oposta para tentar se manter na perseguição ao líder Cruzeiro.

Nos últimos quatro jogos até que o time alvinegro foi ofensivo com oito gols, igual ao São Paulo, mas isso se deve à goleada de cinco gols sobre o Goiás no meio de semana. Só que, no Brasileiro, a equipe tem apenas uma média de 1,35 gol, bem inferior ao 1,65 do rival da capital. Em compensação, tem a melhor defesa com 11 gols sofridos.

O histórico do Nacional mostra que é possível ganhar o título com o melhor ataque ou com a defesa menos vazada, ou ambos. Derrubar o Cruzeiro será difícil tanto para são-paulinos quanto para corintianos com a vantagem de sete pontos na liderança. Mas é certo que a estratégia ofensiva do time do Morumbi mostra-se mais eficiente, no momento, do que a do Corinthians.