Blog do Rodrigo Mattos

Atlético-PR prevê receita de R$ 60 a 70 milhões na Arena da Baixada
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Enquanto desfruta o sucesso desportivo do seu campo, o Atlético-PR desenha o plano final para atingir o modelo de rentabilidade esperado para a Arena da Baixada. O sistema de compõe do sócio-torcedor, de bilheteria, de camarotes, de eventos e de um centro comercial que entrará em operação. A estimativa é de uma receita em torno de R$ 60 milhões e R$ 70 milhões por ano.

Como visto na vitória diante do Flamengo, e a liderança no grupo na Libertadores, a Arena da Baixada já é um dos maiores trunfos para o time do Atlético-PR. Por lá, o time paranaense tem um dos melhores aproveitamentos como mandante no Brasileiro com a grama sintética.

O estádio é superavitário para o clube mesmo com os custos de obras. Ressalte-se que isso ocorre porque a prefeitura de Curitiba e o governo do Estado bancaram dois terços da reforma para Copa por meio de títulos construtivos em um acordo para a cidade ser sede do Mundial. O valor total gasto foi R$ 346 milhões. Há um acordo a ser fechado com a prefeitura.

''Só quem está pagando é o Atlético-PR. Porque o prefeito anterior não cumpriu. Mas agora deve sair acordo porque o Rafael Grecca (novo prefeito) que é do mesmo partido do governador'', contou o presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia. ''A nossa prestação não é alta. Dá uns R$ 800 mil, um técnico de futebol.''

O Atlético-PR consegue superar com sobras esse valor graças ao seu programa de sócio-torcedor e à bilheteria. O programa de sócio já dá automaticamente direito ao ingresso e rende R$ 36 milhões ao clube por ano. Em bilheteria, dos ingressos que sobram, são entre R$ 5 e 6 milhões.

Há ainda receitas de eventos como UFC e Circuito Mundial de Vôlei, além de camarotes e publicidade. Mas, para atingir o patamar superior de receita, o Atlético-PR conta coma  inauguração de um espaço comercial de 15 mil metros que só ficou pronto recentemente. A questão é que a crise da economia nacional tem prejudicado a comercialização desses espaços.

''Dará uma renda anual entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões. Quem não tiver estádio próprio no futebol brasileiro vai ficar para trás'', previu Petraglia, apontando para o cenário do complexo da Arena da Baixada em 2018. ''A estimativa é muito diferente do que prevíamos (era bem maior). Tivemos que baixar preço de sócio-torcedor, de ingresso por causa da crise. O espetáculo ao vivo não é tão valorizado no Brasil.''

A receita significará em torno de um terço do total da renda anual do Atlético-PR. Em 2016, o clube fechou com R$ 180 milhões, valor similar ao do ano anterior. Desse total, um terço vem da venda de jogadores, forte no clube por conta da revelação de atletas, um terço de televisão e um terço de outras rendas. O estádio, portanto, passará a ter parcela significativa nas contas.

Fora a Arena da Baixada, a outra preocupação de Petraglia é a divisão de cotas de televisão, sua maior briga no cenário nacional. Ele prega que o pay-per-view do Brasileiro tem que ter bolo distribuído igualmente como contratos de televisão fechada e aberta. Por isso, participa de um grupo que negocia para tentar convencer a Globo para o contrato de 2019.

 


Times de SP ganham R$ 1,6 bi em 2016. Corinthians lidera com luvas da Globo
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Os quatro grandes clubes de São Paulo ganharam R$ 1,643 bilhão em 2016, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. O número consta de estudo da consultoria BDO Sports Management. O Corinthians lidera a arrecadação do Estado, superando o Palmeiras graças às luvas pagas pela TV Globo.

Ressalte-se que o fato de o time corintiano ter ganho mais dinheiro não significa que suas contas estão em melhor estado do que as palmeirenses. Seu superávit foi de um terço dos rivais por excesso de despesa, e a renda recorde só ocorreu por causa de dinheiro extraordinário (luvas e vendas de jogadores).

De qualquer maneira, a boa notícia é que os quatro clubes apresentaram o seu maior superávit conjunto com R$ 175 milhões, sendo mais da metade vindo do Palmeiras. Isso depois de dois anos seguidos de rombos, principalmente nos casos de São Paulo e Corinthians. Assim, a consultoria BDO calculou uma queda de dívida de 4% para os times.

''Depois de oito anos seguidos de alta, o endividamento líquido dos quatro maiores clubes de São Paulo apresentou uma pequena redução no último ano'', explicou o relatório da BDO. No total, os quatro têm dívida líquida de R$ 1,561 bilhão. Veja um resumo de cada um dos quatro clubes segundo números da BDO:

Corinthians

O Corinthians teve R$ 485,5 milhões em receitas operacionais em 2016, quase R$ 200 milhões a mais do que em 2015. Desse total, R$ 80,7 milhões são de luvas da Globo pela assinatura do novo contrato do Brasileiro para 2019. Com isso, o Corinthians somou R$ 230 milhões em receitas de televisão, ou 47% do total. A venda de jogadores (R$ 144 milhões) foi outro fator, mas metade não ficou com o clube por pertencer a parceiros. Seu superávit foi de R$ 31 milhões, evitando o rombo dos dois anos anteriores.

A contabilização das luvas como receitas no ano da assinatura não era recomendado por norma no Conselho de Contabilidade até 2015. Deveria só entrar no ano do contrato. Mas a Apfut (órgão de controle do Profut) tem indicado aos times que façam esse registro na receita a partir deste balanço de 2016. Flamengo e Santos fizeram o mesmo. A norma ainda não está consolidada.

Palmeiras

Bem menos dependente da televisão, o Palmeiras teve uma receita operacional de R$ 468,6 milhões. O levantamento da BDO aponta que 27% das suas rendas vêm de direitos de TV. O clube teve 19% de publicidade e 15% de bilheteria.

Há de se fazer uma ressalva que, se fossem consideradas as receitas financeiras, o Palmeiras teria um total de renda bruta maior do que o do Corinthians. Com essas receitas, o clube atinge R$ 498 milhões. Não por acaso o Palmeiras teve o maior superávit com R$ 89 milhões.

São Paulo

Sua receita ficou longe dos dois rivais da capital com R$ 393,4 milhões, mas apresentou um crescimento de R$ 60 milhões em relação ao ano anterior. Desse total, um terço vem da televisão, 28% de transferências de jogadores e apenas 9% de publicidade.

Seu superávit foi de apenas 800 mil, o menor entre os quatro grandes clubes do Estado. Ressalte-se que pelo menos o clube conseguiu evitar os rombos nos balanços verificados nos dois últimos anos.

Santos

O Santos também contabilizou as luvas do contrato de televisão do Brasileiro-2019 em seu balanço. Por isso teve um salto para R$ 295,8 milhões em relação a 2015 quando sua renda foi de R$ 169,9 milhões. Apesar de ser a menor renda entre os grandes paulistas, obteve um superávit de R$ 54 milhões, inferior apenas ao Palmeiras.

Assim como o Corinthians, o Santos se mostra bastante dependente da receita de televisão com 50% do total vindo dos contratos de direitos de transmissão. Outros 25% vieram de transferências de jogadores.


Conmebol inclui Arena Corinthians e Allianz Parque na Copa América-2019
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Em reunião em Santiago, dirigentes da CBF e da Conmebol traçaram um plano prévio da Copa América-2019 com sedes e quantidades de times. Entre os sete locais escolhidos, ficou acertado que São Paulo terá duas sedes com o Allianz Parque e a Arena Corinthians. A informação foi publicada primeiro no Globo.com e confirmada pelo blog.

Uma das prioridades dos vigentes é realizar uma Copa América com contenção de custos no Brasil. Assim, a intenção é que a competição fique restrita a poucas sedes com deslocamento reduzido. Já certas estão São Paulo (2), Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. Há a possibilidade da inclusão de Fortaleza e de Recife com a Arena Pernambuco.

Esse é plano inicial, mas os organizadores ainda terão de discutir com os donos dos estádios para fechar o cronograma de jogos para as 16 seleções previstas. O Comitê Organizador Local será formado em acordo entre a Conmebol e a CBF. Serão eles que negociarão com os donos dos estádios a cessão desses.

Depois, a confederação estabelecerá um orçamento para a competição. A Conmebol deve ter bastante peso nas decisões sobre a Copa América já que bancará a maior parte dos custos da competição. Balanço da entidade apontou que a competição, quando realizada nos EUA, foi bastante rentável atingindo receita de quase US$ 90 milhões.

Ainda não há informação de quanto tempo os estádios terão de ser usado exclusivamente para a Copa América. Normalmente, o Brasileiro não para para a Copa América. Mas a intenção da CBF é reduzir bastante o período de cessão para não repetir os prejuízos cometidos pela Copa-2014 e porque não haverá necessidade de grandes estruturas.

Pelo plano inicial, o Allianz Parque será o único estádio da Copa América que não foi utilizado na Copa-2014. Isso porque, em Porto Alegre, há uma preferência pelo Beira-Rio em relação à Arena Grêmio.


Odebrecht tem plano provisório para Fla-Flu no Maracanã até nova licitação
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Diante da indecisão do governo em dar sequência à venda do Maracanã, a Odebrecht já traça um plano de gestão provisória do estádio juntamente com os clubes para viabilizar o estádio até uma nova licitação. A prioridade da construtora, no entanto, é concluir a transferência do equipamento para Lagardère e sair o mais rápido possível da administração.

Na semana passada, após as delações das Odebrecht que apontam suborno na concessão do estádio, o governo do Estado deu sinais de que recuaria do aval da venda do Maracanã para a Lagardère, optando por nova licitação. Isso atendia pleito do Flamengo, mas contraria o Fluminense. Haverá uma audiência pública na assembleia legislativa nesta tarde para tratar do assunto.

Uma grande questão era o medo de o Maracanã ficar abandonado e sem manutenção enquanto se arrastava um novo processo licitatório. Mas a visão da Odebrecht é que dá para viabilizar o cuidado provisório do estádio com a realização de jogos desde que exista colaboração de Flamengo e Fluminense.

O plano da construtora se baseia nas últimas partidas realizadas no estádio. Os aluguéis majorados e o pagamento de despesas operacionais pelos clubes, além deles ajudarem no trato ao gramado, tornaram possível custear as despesas do Maracanã.

Nas contas da Odebrecht, foram gastos R$ 3 milhões no Maracanã desde que a empresa reassumiu o estádio em fevereiro. Desse total, R$ 1,7 milhão foram vitalizados pelo Flamengo em seu primeiro jogo da Libertadores. O restante do dinheiro saiu de outros alugueis de partidas e do caixa da empresa. A empresa Maracanã SA tem recursos em caixa por conta do pagamento do empréstimo do clube rubro-negro.

De resto, a Odebrecht entende ter encontrado um modelo viável de forma provisória com o Fluminense pagando R$ 100 mil de aluguel, mas despesas operacionais, e o Flamengo, R$ 250 mil, mais as despesas. Em jogos maiores, como o com ao Atlético-PR pela Libertadores, o aluguel sobe para R$ 700 mil para pagar o estádio. Não há mais patrocinadores ou receitas extras.

Mas assim se cobre a luz. O gramado tem sido mantido pela Greenleaf, a mesma que atende o Flamengo e o Fluminense, e foi acertado um pacote conjunto.

O restante serve para manter 50 pessoas terceirizadas que fazem serviços de limpeza e segurança do estádio. Foram ainda colocadas cadeiras nos lugares no setor leste. Em visita, o blog constatou que o estádio está limpo, com serviços de limpeza e segurança sendo executados, e sem entulhos acumulados. Há, no entanto, reparos a fazer na cobertura de R$ 16 milhões, remodelagem de camarotes, etc.

A intenção da Odebrecht é concluir a venda para a Lagardère, que ameaça até processar o governo do Estado caso desista da transferência. Já foi assinado até um memorando de entendimento pelo qual a empresa francesa pagaria R$ 60 milhões, a maioria em despesas no estádio e pagamento de outorga ao governo do Rio.

Caso o governo não dê aval ao negócio, a Odebrecht pretende sentar para conversar com Flamengo e Fluminense, e com o governo do Estado para traçar em definitivo um plano provisório. A ideia seria exigir uma data definitiva para a licitação e para entrega ao estádio. E, com o clube, discutir regras como as atuais para bancar o funcionamento do Maracanã até lá.


Conmebol tem lucro de R$ 84 milhões com Libertadores, revelam contas
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Tornadas públicas pela primeira vez, as contas da Conmebol revelaram que a entidade tem um lucro de US$ 26,6 milhões (R$ 84 milhões) com a Libertadores enquanto os clubes reclamam da baixas premiações. O dinheiro ganho com a competição dos times é usado em outros torneios e objetivos da confederação sul-americano.

O balanço da Conmebol foi revelado pela primeira vez nesta quarta-feira no congresso da entidade. Nos números, está registrado um ganho total com a Libertadores de US$ 121,9 milhões (R$ 385 milhões) em 2016. Houve um reajuste considerável em relação a 2015 com o novo contrato já que as receitas eram de US$ 66 milhões.

Com isso, a Libertadores tornou-se a mais rentável e lucrativa para a entidade. Seus gastos são de Us$ 95,3 milhões, os maiores da confederação sul-americano. Não está especificado no balanço quanto desse dinheiro efetivamente vai para os clubes.

Mas fato é que a Conmebol fica com um lucro de US$ 26,6 milhões de sobra. Manteve praticamente o mesmo percentual de lucro na competição que tinha no ano de 2015. Naquela temporada, eram 23% e agora caiu levemente para 21%.

Um campeão da Libertadores ganha US$ 8 milhões ao final da competição em premiação. Considerando todas as receitas da Conmebol, o torneio de clubes representa praticamente metade de suas receitas que somam Us$ 247 milhões. Ainda assim, o lucro da entidade foi de apenas Us$ 1,3 milhão por conta de outras despesas com torneios.


CBF é obrigada a depositar R$ 106 mi em impostos não pagos de patrocínios
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Em 2016, a CBF foi obrigada a depositar R$ 106 milhões em impostos cobrados pela Receita Federal sobre seus contratos de patrocínio e televisões. Isso ocorreu porque a entidade vem perdendo judicialmente as ações de cobranças feitas pelo governo de Cofins (Contribuição para financiamento da Seguridade Social).

A discussão entre a confederação e a Receita Federal já ocorre há alguns anos relacionado ao Cofins sobre contratos de patrocínio e de direitos de televisão. A CBF arrecadou R$ 530 milhões com patrocínios como (Nike, Ambev, Itaú) e direitos de tv (Globo) em 2016. Isso representa mais de 80% das receitas da entidade.

Na Justiça, a CBF alega que tem isenção fiscal dessas receitas porque não são na sua atividade fim. E o governo argumenta que a entidade tem que ser taxada em sua receita bruta como outras empresas. O dinheiro do Cofins vai para a previdência social (onde há um rombo atualmente), para assistência social e para saúde pública.

A questão é que, em 2015 e 2016, a Justiça Federal do Rio deu algumas decisões favoráveis à Receita Federal. Negou pedido de liminares na primeira e na segunda instância da CBF para reconhecer que o imposto não era pertinente e cessar a cobrança. A última decisão saiu em fevereiro de 2017.

Diante das derrotas, a CBF estava sem certidão negativa de débito com efeito positivo. Em um dos recursos, a entidade chegou a alegar que era seriamente prejudicada. Argumentou sérios prejuízos como ''estar ujeita a autuações e imposições de penalidades por parte da autoridade fiscal, com vários efeitos constrangedores, tais como a sua inscrição dos débitos na dívida ativa da União e consequente execução fiscal, inscrição nos registros nacionais de devedores de tributos como o CADIN (cadastro de devedores).''

Sua argumentação foi rechaçada pelos magistrados. Com isso, no meio 2016, a CBF depositou em juízo um total de R$ 94 milhões, referentes ao período de dezembro de 2013 a julho de 2016. Foi reconhecido pela Receita que houve um excesso de 580 mil que serão usados para abater os débitos. Agora, a disputa judicial vai continuar para discutir o mérito e deve ir a esferas superiores.

Há outros três processos administrativos da Receita contra a CBF relacionados à cobrança de Cofins, dois deles iniciados só em 2016. Ou seja, ainda deve haver discussão na Justiça onde a confederação tem perdido suas ações. Por isso, o total dos depósitos judiciais da confederação para o governo foi elevado em R$ 106 milhões durante o ano de 2016.

Isso representa em torno de um sexto do total da receita da CBF no ano. Mas a cobrança constante de Cofins sobre todos os patrocínios e direitos de televisão terá um impacto significativo nas contas da entidade. Afinal, essas receitas representam a maior parte da renda da entidade. O passivo da confederação já teve um aumento de quase R$ 100 milhões embora o ativo da entidade ainda supere com folgas as dívidas.

O blog fez perguntas para a CBF sobre as perdas com os depósitos judiciais, e as disputas relacionadas ao Cofins, mas não obteve resposta.

 


Atletiba recusa sondagens de TVs para final por projeto futuro de ppv
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A dupla Atlético-PR e Coritiba recusou sondagens de TVs abertas para poder transmistir a final do Campeonato Paranaense. De imediato, o objetivo é arrecadar com publicidade nos jogos. E há um projeto no futuro de implantação de canal pay-per-view atleticano para os próximos campeonatos.

A iniciativa da dupla Atletiba de ter jogos na internet foi por conta da falta de acerto com a TV Globo que ofereceu apenas R$ 1 milhão para cada clube pelos direitos do campeonato. Acabou fechando com os outros dez times sem as duas principais equipes. E o primeiro clássico, após briga com a federação parananese, foi transmitido na internet com boa audiência.

Para a final, outras redes de televisões procuraram Atlético-PR e Coritiba para tentar fechar a compra dos direitos da final. A decisão de dirigentes dos dois clubes foi nem ouvir as propostas. Isso porque a intenção é explorar a nova plataforma de transmissão no facebook e youtube.

Os dois clubes já negociam com empresas por anúncios durante os jogos. Mas a principal aposta é em canais de pay-per-view para o futuro. A diretoria atleticana já faz o cálculo que, se atrair pelo menos 5% do total do público que assistiu na internet, terá 150 mil assinantes. Com R$ 10,00 por pessoa em dois jogos, poderia levantar R$ 3 milhões nas duas partidas, mais do que a proposta da Globo por todo o campeonato.

Dirigentes do Atlético-PR, no entanto, sabem que é preciso criar o costume de o torcedor pagar pay-per-view pela internet. Por isso, aposta no costume de acompanhar transmissões nos canais do clube. O projeto ainda está no início e o clube monta sua produtora própria de transmissões.

Nesta final, ainda usará equipes de produção independente que devem custa em torno de R$ 100 mil para as duas partidas. A estimativa é de que anúncios possam cobrir esse valor.

 


Após 22 anos, um Fla-Flu para reerguer o Maracanã
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Após o final de semana, o Estadual do Rio ganhou em atração ao ter um Fla-Flu decidindo título após 22 anos do gol de barriga de Renato Gaúcho que deu o título emblemático ao tricolor. O confronto de 1995 foi, porém, parte de um octogonal final. A última final entre as duas equipes foi em 1991.

O clássico é um sopro de esperança para um campeonato desgastado por uma fórmula esdrúxula feita pela Ferj e pelo excesso de jogos da competição. É também uma chance de os clubes se entenderam sobre um futuro para o Maracanã.

Não dá para dizer que o Estadual de 2017 foi empolgante. A fórmula escolhida criou jogos inúteis como as semifinais e finais dos dois turnos, houve longas 18 datas enquanto os times se preocupavam mais com outras competições e para completar houve pouco público e violência.

As duas semifinais reuniram menos de 50 mil pessoas. O público, o mesmo que tem lotado partidas de Libertadores e de Sul-Americana, não é bobo e tem dado seguidas demonstrações de reprovação ao modelo atual do Estadual, longo e sem sentido.

Em campo, os resultados foram os óbvios. No sábado, o Fluminense de Abel Braga usou sua velocidade e garotos para vencer com sobras um perdido Vasco, mostrando como é grande a diferença entre os dois times. E o Flamengo com seu time encorpado teve domínio sobre o Botafogo em que sobra garra e disciplina tática, mas falta elenco para brigar em duas frentes – melhor priorizar a Libertadores.

A repetição da final depois de duas décadas ocorre em um momento emblemático em que se discute o futuro do Maracanã para muito tempo. E a dupla Flamengo e Fluminense, principais interessados no estádio, demonstrou discursos opostos e sinais de colisão sobre a rota desse patrimônio carioca.

A diretoria rubro-negra briga por uma nova licitação. É um pleito justo diante dos sérios indícios de fraudes na concessão dada à Odebrecht. Não pode, no entanto, o Flamengo esperar uma concorrência que dê o estádio só para si. No discurso, o presidente Eduardo Bandeira de Mello afirma que quer o Fluminense como sócio e prevê abrir o Maracanã a todos.

Mas há o temor expresso pelo presidente tricolor, Pedro Abad, em entrevista no sábado. Como expresso ali, é seu direito pedir acesso igual ao estádio já que seria injusto privilegiar o Flamengo. Discordo dele quando insiste na atual concessão e na venda do estádio à Lagardère pelos problemas já expressos na licitação, não por conta da empresa. Mas seu discurso é de defesa dos interesses do clube.

Flamengo e Fluminense deveriam aproveitar a final para sentar juntos e pensar em um modelo para o Maracanã. A diretoria rubro-negra terá de ceder pois não vai cuidar de tudo sozinha. E a diretoria tricolor terá de ceder porque seu contrato feito com a Odebrecht é impraticável no novo cenário em que todos têm que pagar contas. Nem com a Lagardère o clube ficará imune de pagar despesas.

Para jogar no Maracanã, cada clube terá direitos e ônus, não há outro jeito pois não se deve tirar dinheiro público para isso. Um caminho do meio é bem possível se conversado com o governo do Estado, com participação também de Vasco e Botafogo apesar de ambos terem outros estádios para jogar.

A dupla Flamengo e Fluminense não tem motivo para alimentar suas rivalidades fora de campo, visto que foram bons os resultados para ambos quando se uniram fora dele – um exemplo foi a questão de torcida única. Que reservem todo o seu antagonismo para o jogo da final do Estadual quando poderão viver a sua face de irmãos Karamazov como descrito por Nelson Rodrigues.

 

 


Crefisa desrespeitou lei ao usar imagem do Papa sem aval em propaganda
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Patrocinadora do Palmeiras, a Crefisa só podia usar a imagem do papa Francisco em propaganda com autorização do religioso de acordo com a lei brasileira. A empresa utilizou foto do líder religioso em anúncios no dia 13 de abril. Nesta sexta-feira, a ESPN informou que o Vaticano desconhecia o uso da imagem dele e não descartava um processo.

Dirigentes do Palmeiras foram ao Vaticano e deram uma camisa para o papa Francisco. Foi tirada uma foto e distribuída para jornais. Até aí, nenhum desrespeito à lei. É comum a publicação da imagem dele em material jornalístico e com fotos de camisas de times.

Mas, na sexta-feira, a Crefisa publicou anúncios em grandes jornais e sites com o título: ''A Força de um gigante''. No texto, o ''Papa Francisco entrou para a Família Palmeiras e abençoou o manto. Avanti Palestra!'' Embaixo, os símbolos da Crefisa e da FAM.

''Sim (tinha que pedir autorização), sem dúvida. Muitas vezes isso acontece, mas algumas autoridades não costumam processar por isso'', contou a advogada Mariana Galvão, especialista em legislação de uso de imagem. ''Configura um ilícito cível.''

A advogada explicou que os artigos do Código Civil de 12 a 20 regulam o direito ao uso da imagem. Pelo artigo 18: ''Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.'' O artigo 5o da Constituição também prevê no inciso X que a imagem da pessoa é inviolável.

À ESPN, o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, afirmou que foi um uso ''não autorizado da imagem do papa''. E acrescentou que poderia ser tomada uma medida legal.

Segundo a advogada Mariana Galvão, cabe uma medida judicial no caso de falta de aval em propaganda. ''Pode-se se pedir a suspensão da utilização da imagem e indenização por uso dessa imagem.'' Ressalte-se que o Palmeiras não tem responsabilidade pela propaganda da Crefisa.

Deste a sexta-feira passada, o UOL Esporte tentou uma resposta da Crefisa sobre o uso da imagem indevida do papa. Foi procurada a assessoria de imprensa, o diretor de marketing e a própria Leila Pereira. Nenhum deles respondeu aos questionamentos.


Planilhas apontam R$ 4,1 mi ilegais da Odebrecht por Arena Corinthians
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Planilhas da Odebrecht que constam em inquéritos da Lava-Jato

Incluídas em inquéritos da Lava-Jato, planilhas da Odebrecht apontam R$ 4,1 milhões em pagamentos ilegais por conta da Arena Corinthians. Esses documentos são do departamento de operações estruturadas e não têm indicação de destinatário. As planilhas foram mapeadas pelo blog em inquéritos da operação tornados públicos na semana passada.

Há um inquérito relacionado à Arena Corinthians no STF (Supremo Tribunal Federal) mantido em sigilo pelo ministro Edson Fachin. Um dos pontos investigados é o suposto pagamento de Caixa 2 para o ex-presidente corintiano Andrés Sanchez.

Como já mostrado pela ''Folha de S. Paulo'', há uma planilha que indica o pagamento de R$ 3 milhões para o ex-deputado em contribuições ilegais de campanha. Ele negou que tenha recebido. Ao explicar o propósito do pagamento, a planilha tem escrito na linha do nome de Andres: ''importante interlocutor para a gestão do contrato para as obras/operação da Arena Corinthians''.

Mas há outras planilhas do departamento de operações estruturadas em que não constam nomes, mas apenas codinomes. Dentro desse setor da Odebrecht, só constavam pagamentos por fora, não contabilizados oficialmente. Em delações, ex-executivos da construtora indicaram que a maior parte era propina ou Caixa 2, embora não todos.

Pois bem, o blog identificou dez pagamentos feitos por esse departamento da Odebrecht em que constam como explicação ''Arena Corinthians''. São em datas diferentes, o que indica que não são registros repetidos. Nesses, o codinome em geral é Timão. E há outros com codinomes como Azeitona, Papai Noel, Trenó, Rena.

Os pagamentos começam em fevereiro de 2014. Naquele mês, há dois em menores valores, em total de R$ 15 mil, e há um de R$ 500 mil no dia 25. No mesmo período, é datada de 17 de fevereiro a ata assinada por executivos da Odebrecht e do Corinthians que estabeleceu o aumento do preço da obra do estádio de R$ 820 milhões para R$ 985 milhões. O documento foi assinado de fato alguns dias depois e teve data retroativa, segundo apurou o blog.

Pela Odebrecht, assinaram Antonio Gavioli, cujo nome consta nas planilhas como responsável pelos pagamentos por fora pela arena, e Luis Bueno, que fez delação sobre o estádio mantida em sigilo. Pelo Corinthians, assinou Andrés Sanchez.

Os outros pagamentos que constam das planilhas são no período entre agosto e outubro de 2014. Esse é o período da eleição em que a outra planilha da Odebrecht indica pagamento a Andres. Segundo apurou o blog, pode haver coincidências de registros entre esses dois documentos. Por isso, não foram somados os pagamentos teoricamente destinados ao deputado no total.

Em 13 de agosto, a planilha registra um total de R$ 1,3 milhão em dois pagamentos da Odebrecht referente ao estádio, com os codinomes Azeitona e Timão. Em 2 de setembro, a Odebrecht enviou o Boletim de avanço de obra para o Corinthians, informando que o total de R$ 985 milhões da obra tinha sido todo gasto.

Até outubro há um total de R$ 3,6 milhões referentes à arena neste período eleitoral. Com os pagamentos de fevereiro, todos os valores referentes ao estádio chega a R$ 4,1 milhões.

O ex-presidente corintiano Andrés Sanchez nega ter havido pagamentos referentes à arena pela empreiteira: ''Não houve pagamento na Arena Corinthians. Não tem nada. Não sei, a planilha não é minha. Se houve algum rolo na Arena, o Corinthians é vítima. É vítima. Não fiquei sabendo de nada. Se houve alguma coisa, o Corinthians é vítima'', disse ele.

Procurada, a Odebrecht não respondeu as perguntas e emitiu uma nota: ''A Odebrecht S.A entende que é de responsabilidade da Justiça a avaliação de relatos específicos feitos pelos seus executivos e ex-executivos. A empresa está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades brasileiras e da Suíça e com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas.''

O Corinthans já emitiu nota oficial em que afirma que vai apurar possíveis irregularidades relacionadas às delações no estádio. Em delação, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht afirmou que não pagou propina na Arena Corinthians: disse que o que poderia ter havido foi Caixa 2 para Andres.

Lista de pagamentos feito pela Odebrecht referente à Arena Corinthians:

25/2/2014 – Papai Noel – R$ 500 mil

25/2/2014 – Rena – R$ 5 mil

27/2/2014 – Trenó – R$ 10 mil

13/8/2014 – Azeitona – R$ 300 mil

13/8/2014 – Timão – R$ 1 milhão

19/8/2014 – Timão – R$ 300 mil

11/9/2014 – Timão – R$ 500 mil

18/9/2014 – Timão – R$ 500 mil

25/9/2014 – Timão – R$ 500 mil

16/10/2014 – Timão – R$ 500 mil

Colaborou Diego Salgado