Blog do Rodrigo Mattos

Por que o Flamengo brigou com provável nova dona do Maracanã
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Com a saída da GL Events da concorrência, a Lagardère aproximou-se de fechar um acordo para comprar da Odebrecht a concessão do Maracanã. O Flamengo e a empresa têm uma relação rompida desde o ano passado o que afasta o time do estádio. O motivo é que a diretoria rubro-negra perdeu a confiança neste grupo francês após negociações entre as partes no ano passado.

Para entender todo o contexto, é preciso contar a história do início. Desde a concessão feita à Odebrecht, a Laragadère estava interessada no Maracanã, tendo participado da concorrência do lado da BWA, firma brasileira que já atuou em bilheteria em vários estádios. A empresa francesa voltou a carga quando a empreiteira manifestou a intenção de sair no final de 2015.

A partir daí, a Lagardère iniciou em paralelo conversas com o governo do Estado e, desde o meio de 2016, também com o Flamengo. A ideia da empresa era comprar a concessão e fechar uma parceria com o clube que poderia ter participação na gestão. As duas partes (clube e empresa) chegaram a assinar um acordo de confidencialidade sobre a negociação.

Um obstáculo era a presença da BWA como parceira da Lagardère já que a empresa tem um histórico de problemas em bilheterias, inclusive com acusações de fraudes e desvio de bilhetes. A empresa francesa é sócia da BWA na Arena Independência e na Arena Castelão.  Formalmente, a Largardère tirou o parceiro da concorrência do Maracanã. Mas a diretoria do Flamengo vê indícios de que a BWA pode fazer parte da operação do estádio, o que gera desconfiança.

Além dessa questão, houve um episódio em setembro de 2016 que azedou de vez a relação entre as partes. Membros do governo do Estado convidaram executivos da Lagardère no Brasil para uma reunião para discutir a concessão, e eles foram ao encontro.

Os dirigentes do Flamengo, que negociavam com os franceses, não foram avisados e se consideraram traídos, entendendo que a empresa tinha negociado nas suas costas. Na versão rubro-negra, a Lagardère tentou forçar uma transferência do Maracanã para suas mãos quando o acordo entre as partes seria participar de uma nova licitação do governo. Para os dirigentes do clube, a empresa tentou obter o estádio em negociação paralela para depois forçar o Flamengo a aceitar um acordo mais favorável aos franceses.

A versão da empresa francesa é de que, ao ser convocado pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, tinha que se apresentar para ouvi-lo. E a Lagardère defende que fez uma proposta favorável ao Flamengo com participação do clube na gestão do estádio, e cobrança de 10% de aluguel no estádio.

A diretoria rubro-negra diz que isso não é verdade: afirma que a empresa francesa estava interessada na bilheteria da agremiação e nunca fez proposta para liberar a renda do clube. Alega que o objetivo da Lagardère é usar o clube para bancar o custo do Maracanã.

Com esse cenário de desentendimento, as conversas entre Flamengo e Lagardère se tornarem inviáveis já no segundo semestre de 2016.  Desde então, o Flamengo se aproximou da GL Events e da CSM para formar um grupo para gerir o estádio – depois essas desistiram do Maracanã. Enquanto isso, a Laragadère iniciou negociações com Fluminense, Vasco e Botafogo.

Há a intenção da Lagardére de, se for confirmada como nova concessionária do Maracanã, fazer uma proposta para o Flamengo para jogar lá. Acena com possibilidade de o clube ser ouvido na gestão, e de reduzir o valor do aluguel.

A diretoria rubro-negra, no entanto, descarta sequer ouvir porque entende que não dá para confiar na empresa e que a Lagardère nunca formalizou proposta favorável ao clube. Dirigentes do Flamengo entendem que a empresa francesa tenta chantagem para obriga-lo a fechar um acordo pela necessidade rubro-negra de ter um estádio de mais de 20 mil lugares. Há até o temor de a empresa tente influenciar na política do clube para enfraquecer a atual gestão com o objetivo de obter um acordo.

É fato que a Lagardère aposta que o atual presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, vai ter que ceder por que o Flamengo não aguentaria jogar só para 20 mil pessoas no Rio. Assim, a longo prazo, a empresa prevê que pode até haver uma mudança de gestão ao final de seu mandato, ou que ele não aguentará a pressão da torcida.

Do seu lado, o clube cogita ir à Justiça para questionar uma possível transferência do estádio à empresa francesa baseado na recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) de que a concessão fosse anulada. Há suspeitas sobre irregularidades e corrupção no processo que deu o estádio para a Odebrecht.

O próximo passo é saber se a Odebrecht vai confirmar a Largadère como nova concessionária do Maracanã e o governo do Estado vai dar aval. Neste caso, a briga entre Flamengo e a empresa francesa promete se estender por mais tempo.


Clubes não enfrentaram a CBF e agora são feitos de ‘otários’
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Na quinta-feira, a CBF passou um pacote de mudança de estatuto tirando peso do votos dos clubes na sua eleição e dando poder às federações. Na sexta-feira, o técnico do Atlético-PR, Paulo Autuori, um dos poucos a ter coragem de tratar do assunto, resumiu seu sentimento em relação à medida da CBF e seu discurso posterior: ''Eles pensam que nós somos otários.''

Foi uma análise precisa. A atitude da CBF é uma demonstração de que pouco se importa com o que pensam seus times filiados. Aprovou as medidas sem ouvi-los e fez um discurso de que era para democratizar a entidade. Tratou os clubes como bobos a ponto de os integrar a um comitê de reformas que não teve peso no novo estatuto da confederação.

A posição da confederação de ignorar as agremiações tem relação com seu fortalecimento recente. Com a investigação sobre ele travada, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, se sente cada vez menos ameaçado. Se afasta cada vez mais o momento em que havia um tormenta sobre seu cargo.

A nau da confederação passou a viver maus bocados em maio de 2015 com a prisão do então vice-presidente da CBF, José Maria Marin, por corrupção em contratos da entidade. Del Nero saiu correndo da Suíça e passou a ser suspeito no caso. Seis meses depois, ele ficaria ainda mais fragilizado ao ser exposto como um dos indiciados pela polícia norte-americana.

Os clubes formaram uma liga e ameaçavam tomar da CBF o Brasileiro. Na parede, Del Nero acenava com promessas de que a confederação pertencia às agremiações e que eles sempre seriam ouvidos. Levou os todos para a sede da entidade para mostrar que tinha apoio nos setores do futebol brasileiro.

E os clubes brasileiros acreditaram. Compraram o discurso de que Del Nero era apenas um suspeito, compraram a ideia de que a CBF ia lhes dar espaços aos poucos, confiaram de que podiam fazer mudanças dentro do sistema. Houve ainda clubes, como os paulistas, que não exigiam alterações profundas na estrutura do futebol brasileiro.

A CBF ainda construiu um projeto para teoricamente mordeniza-la que incluiria a reforma de estatuto, código de ética, licenciamento de clubes, tudo com os clubes participando das dicussões de ideias. E, durante o ano de 2016, não foram poucos os dirigentes de clubes que me fizeram avaliações de que a confederação estava evoluindo, avançando.

Aos poucos, a liga montada pelos clubes foi se enfraquecendo pela sua própria desunião, e também pela mão silenciosa da CBF. Sem avisar ninguém, a confederação se encarregou de dar a pá de cal no movimento de fortalecimento dos clubes com sua mudança de estatuto. Houve críticas pontuais de dirigentes de times, mas nenhum até agora ameaçou se insurgir contra a medida. Fica a posição de Autuori que aqui vai na íntegra reproduzida do Globo.com:

''Estou muito mais preocupado com o Del Nero (presidente da CBF) e a possibilidade de ficar até 2027. Certamente vocês sabiam que eu não ia perder a oportunidade de falar disso, né? É acintosa a maneira como a CBF faz as coisas. E, uma vez mais, vamos separar o brilhante trabalho que o Tite e sua equipe têm feito com o futebol brasileiro. Fez as coisas no dia do jogo. A vulgarização do futebol está nisso. No dia do jogo da Seleção brasileira, tivemos jogos do Campeonato Paulista, Fluminense e Botafogo, ou seja, com públicos pequenos. Não avisou a imprensa que teria a situação na CBF, deu mais poder às federações do que já tinham e vêm falar em democracia? Pô, eles pensam que nós somos otários''

Tags : CBF


Após promessas, CBF dá drible e reduz poder dos clubes sem avisá-los
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Ao reformar seu estatuto, a CBF tinha o discurso de que pretendia democratizar a entidade. Contratou uma consultoria (Ernest & Young), ouviu advogados e representantes de clubes. E, no final, aprovou uma mudança que reduz o poder de votos dos clubes sem nenhuma comunicação ou participação deles na decisão.

Em sua gestão, o presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, prometeu aumentar a participação dos clubes na CBF, principalmente quando estava fragilizado por investigações do FBI. Até lhes deu prerrogativas de mandar nas regras do Brasileiro. Mas os excluiu do centro de poder da entidade.

Um exemplo é que eles foram ignorados na mudança do estatuto. Havia dois representantes dos clubes no Comitê de Reforma da CBF que discutia o novo estatuto, os presidentes do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, e do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. O primeiro desconhecia a mudança no estatuto.

''Não participei. Não tenho notícia. Precisarei me inteirar antes de dar qualquer opinião'', contou o presidente são paulino, Leco. Não foi o único. Nesta quinta-feira, assessores de clubes começavam a repassar as informações aos presidentes. ''Ainda não li, mas somos a favor de pesos iguais para todos'', disse o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A surpresa se explica porque, depois de meses na geladeira, a proposta de mudança de estatuto foi feita exclusivamente pela CBF. Foi levada à assembleia administrativa composta pelas federações e aprovada a mudança que dá peso três aos votos de federações, dois aos clubes da Série A, e um dos times da Série B. Antes, todos tinham peso igual. Agora, federações têm maioria na eleição.

Clubes da Primeira Liga pediram participação nesta assembleia alegando que está previsto na Lei do Profut. Foram ignorados pela CBF que tem entendimento diverso da lei: a entidade defende que nenhuma lei pode interferir no seu estatuto.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, disse que não cabia avisar os clubes, pois não é previsto pelas regras. A confederação também não alertou jornalistas, ou informou em seu site a realização da assembleia surpresa. Só cumpriu a lei ao publicar em jornais que o encontro ocorreria, coincidentemente marcado para o dia de jogo da seleção. Feldman defendeu as mudanças.

''Com essa nova estruturação, que dá peso 2 a Série A, inclusão da Série B, com 1. Mantém-se a proporcionalidade de 42,5%'', contou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. ''A presença de 42,5% é muito expressiva em um sistema federativo.''

Haverá um novo conselho de administração da CBF com oito vices-presidentes, o que teoricamente reduziria o poder do presidente. Mas serão todos da mesma chapa eleita pelo presidente ao contrário do que ocorre na Fifa. Comissões de finanças e ética também terão indicados pelo mandatário.

 

Tags : CBF clubes


CBF muda código de ética e derruba veto a filho de Tite na seleção
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A CBF modificou o texto do seu código de ética para derrubar a proibição à contratação do filho de Tite. O texto inicial do código impedia a contratação de qualquer parente por funcionários ou cartolas de clubes e da confederação. A nova redação exclui o departamento de futebol desse veto.

O texto base do código de ética da confederação foi feito em junho de 2016. Publicado no site da entidade, a redação proibia a contratação de parente até 3o grau por qualquer funcionários da CBF, de federações ou clubes. Afinal, sua abrangência era para todo o sistema de futebol. Assim o texto foi aprovado.

Mas, logo em seguida, o técnico Tite anunciou a formação de sua comissão técnica com o seu filho como auxiliar. Então, o blog de Gabriela Moreira publicou a informação de que havia um veto a ele. A partir daí, a CBF passou a estudar uma forma de modificar o texto.

A versão final foi aprovada nesta quinta-feira pela assembleia geral da CBF, composta pelas federações. E excluiu todo o departamento de futebol da regra, o que passa a valer para a confederação e para os clubes.

''Há uma diferença: os dirigentes estão mantidos isso (veto) até 3o grau. Para o sistema do futebol, comissão técnica, a nossa avaliação é de que não se justifica'', afirmou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. ''Não tem sentido.''

Questionado se a medida tinha sido tomada por conta do filho de Tite, o dirigente afirmou que ele já não deveria ter sido afetado, mas que o texto era duvidoso. Segundo ele, o objetivo da CBF foi adaptar a redação para deixar claro que o veto não se aplicaria a comissões técnicas.

''Quando fomos tratar do filho do Tite, não houve nenhuma dúvida, qualificação indiscutível, inquestionável. Quando foi discutido aquilo, a gente achava que não deveria mudar, mas que deveria ficar bem claro que no sistema futebol isso não deveria ser aplicado'', concluiu Feldman.


Em novo estatuto, CBF reduz votos dos clubes e dá mais poder a federações
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A CBF aprovou um novo estatuto que dá mais peso ao voto das federações estaduais e reduz dos clubes na eleição da entidade. A mudança foi feita em assembleia justamente com as federações, sem os times. A manobra foi articulada para minimizar a entrada dos clubes da Série B no colégio eleitoral que os deixaria em vantagem.

Pela lei, a CBF era obrigada a incluir os times da Segundona na eleição. Tanto que na eleição do vice, Coronel Nunes, já houve participação desses clubes no final de 2015. Assim, seriam 40 clubes diante de 27 federações.

Mas, agora, as federações terão voto peso três na eleição, enquanto os clubes da Série A têm peso dois, e os da Série B têm peso 1. Com isso, as 27 federações passam a controlar 81 votos. Os times das duas séries juntas ficam com apenas 60 votos.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, defendeu a medida afirmando que a entidade dá uma demonstração de democratização. Segundo ele, só a CBF entre as confederações dá voto aos clubes. Alegou que as federações têm que ter maior peso porque representam vários clubes, não só os das duas divisões.

''Quando você olha o estudo, vê que os clubes representam 42,5% do colégio eleitoral .É muito expressivo''; argumentou. ''A formação do colégio eleitoral foi muito sensata. Incorporou democraticamente os clubes da Série B, e deu peso dois para os clubes da Série A, muito parecido com as federações.''

''Foi feito um estudo técnico da CBF. Assim, aumentou o número de votos de todos'', alegou o presidente da Federação do Amapá, Roberto Góes, que alegou que isso favoreceu os clubes. ''Dando poder às federações, dão mais poder aos clubes. Clubes têm participação pela federação que elegem e também têm seu voto'', defendeu o presidente da Federação do Rio Grande do Norte, José Vanildo.

Os clubes continuam fora da assembleia que toma as decisões sobre o poder da entidade. É essa assembleia, por exemplo, que aprova as mudanças no estatuto. Clubes da Primeira Liga alegavam que, pela lei, era obrigatória a presença deles neste organismo. A CBF entende que não pode haver interferência.

Foi mantida também a regra da cláusula de barreira em que um candidato à presidência da CBF precisa do apoio de pelo menos oito federações. Isso impede de os clubes terem candidato próprio à entidade.

Houve ainda modificação na regra para substituição do presidente no caso vacância do cargo. Antes, o vice mais velho assumia o que obrigou a manobra para elevar o Coronel Nunes ao cargo de primeiro substituto de Marco Polo Del Nero. Agora, o mais velho assume apenas por um mês e convoca novas eleições.

No novo pleito, só podem ser eleitos os oito vices-presidentes que serão empossados juntamente com o presidente, isto é, que fazem parte de sua chapa. Esses vices vão compor um Conselho Administrativo da CBF juntamente com o presidente. Teoricamente, é para dividir o poder, mas todos serão aliados do mandatário ao contrário do que ocorre na Fifa.


Corinthians quer negociar Giovanni Augusto em dívida com Galo por atleta
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A diretoria do Corinthians pretende negociar o meia Giovanni Augusto, mas ainda tem uma dívida com o Atlético-MG pela contratação do jogador. Uma parcela do pagamento ao clube mineiro de R$ 1 milhão venceu em outubro de 2016 e ainda não foi paga. Isso não impede uma transferência do meia.

O Corinthians acertou que pagaria € 3,5 milhões (R$ 16 milhões) por parte dos direitos de Giovanni Augusto no início de 2016. O pagamento seria parcelado. Mas o Corinthians não quitou o valor de R$ 1 milhão que vencia no ano passado, e agora incide multa sobre este valor.

O Galo tem negociado amigavelmente para receber a quantia devida sem ainda ter ido à Justiça. Entende ter boa relação com o Corinthians e que o caso será resolvido. Havia até uma possibilidade de incluir o valor como abatimento na negociação envolvendo Marlone no final do ano. Agora, a ideia mudou para uma troca entre ele e Clayton.

A dívida do Corinthians com o Galo não trava uma possível transferência de Giovanni Augusto para o Internacional. Mas o Atlético-MG tem a prerrogativa de fazer cobrança judicial se entender necessário já que tem um contrato não cumprido.

O blog tentou contato com o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, que não atendeu os telefonemas.


Fla fecha acordo e deve voltar a jogar no Maracanã pela Libertadores
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A diretoria do Flamengo chegou a um acordo com a Odebrecht e deve voltar a jogar pela Libertadores no Maracanã diante do Atlético-PR, no dia 12 de abril. Falta a assinatura de um contrato com os termos acordados para o clube anunciar a nova partida da competição no estádio.

O blog não conseguiu apurar as condições acertadas entre as duas partes. É certo que o aluguel será mais baixo do que na primeira partida diante do San Lorenzo quando o clube pagou R$ 1,7 milhão para atuar. Até porque, desta vez, só será pago o aluguel e o clube não custeará despesas do estádio.

A ideia inicial do clube era jogar na Arena da Ilha, estádio construído com estruturas provisórias para o clube atuar lá. Mas houve avanços nas negociações em relação ao uso do Maracanã que tem maior capacidade de público.

Na primeira partida, o Flamengo teve uma renda de R$ 3,7 milhões diante do San Lorenzo. O problema é que, com o alto custo, ficou com apenas R$ 638 mil de lucro. Depois disso, houve negociações com a Odebrecht que já tinha abaixado para valores em torno de R$ 600 mil o aluguel para jogos do Carioca.

Ressalte-se que, pelas regras da concessão, a concessionária não pode cobrar alugueis abusivos para uso do Maracanã. E, antes de desistir da gestão do estádio, a Odebrecht cobrava valores bem inferiores aos praticados atualmente para reabri-lo em 2017.


Governo do Rio cede imóvel em ilha para COB instalar nova sede e museu
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O governo do Rio de Janeiro cedeu um imóvel em uma ilha na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) instalar sua nova sede e o museu olímpico. O terreno é próximo ao Parque Olímpico. Já havia a promessa de cessão do terreno desde 2015 em processo que se concluiu agora em março de 2017.

Na terça-feira, o Diário Oficial publicou a cessão por 20 anos do terreno na Ilha da Pombeba pelo governo do terreno de 50 mil metros quadrados na Salvador Allende. Segundo a assessoria da Casa Civil, o imóvel não tinha nenhum uso no momento.

''Como contrapartida pela cessão de uso do imóvel, o COB deverá, a título de encargo, instalar o Museu Olímpico, visando preservar a memória e abrigar o acervo de documentos e artefatos relacionados aos Jogos Olímpicos de 2016'', informou a assessoria da Casa Civil.

Segundo o governo, o COB tem que assegurar o acesso gratuito de visitantes, investir na reforma e adequação da infraestrutura do imóvel e custear recursos humanos para preservar a memória dos Jogos. A intenção é gerar sinergia com o Parque Olímpico que fica ao lado, e que terá projetos do COB que, por exemplo, faz a gestão do Parque Maria Lenk.

''Os investimentos (do COB) trarão benefícios educativos, culturais, esportivos, além da geração de empregos diretos e indiretos'', afirmou o governo do Estado. O dinheiro do comitê olímpico é majoritariamente público, oriundo de percentual das loterias federais.

O COB não quis se pronunciar sobre o assunto já que a entidade prepara uma apresentação do novo projeto. A atual sede do COB é em outro ponto da Barra da Tijuca.

 


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. ''Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos'', contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Vinicius Jr estreará no profissional mais novo do que Neymar? Fla avalia
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Melhor jogador do Campeonato Sul-Americano sub-17, o atacante Vinicius Junior voltará ao Flamengo ainda sem data certa para subir ao profissional. O departamento de futebol do clube vai avaliar a situação do jogador com cautela, sem querer apressar sua ascensão. O jogador, por exemplo, nem atingiu a idade de Neymar em sua estreia no Santos.

A diretoria do Flamengo tem evitado comentar especulações sobre o novo jogador, tanto em relação a assédio de clubes de fora quanto de seu início profissional. Até porque há a lembrança dentro do clube de como jogadores são exaltados por torcedores nas categorias de base e isso afeta seu rendimento futuro.

Assim, Vinicius Jr e Lincoln continuarão a fazer parte do projeto ''Pratas do Ninho'' enquanto se preparam para ter uma chance no profissional no futuro. Não estão inscritos no Estadual, e não entrarão nesta fase inicial da Libertadores. O Brasileiro, durante o ano, é que seria uma oportunidade para subirem. Por contrato, o destaque do Sul-Americano fica no Flamengo até 2019, quando terá 19 anos.

Em comparação, Vinicius Jr vai fazer 17 anos em julho, e Neymar estreou no Santos quanto tinha 17 anos e um mês em 2009. O craque do Barcelona rapidamente virou destaque santista e se tornou a revelação do Paulista. Seu brilho mais intenso, no entanto, chegou na temporada seguinte com títulos do Paulista e da Copa do Brasil.

Ex-coordenador da base da seleção, Erasmo Damiani, que trabalhou dois anos com Vinicius Jr. na CBF, disse que cada jogador tem seu momento certo para subir. É preciso analisar o físico e a cabeça, e colocá-lo de forma cadenciada. Mas ressalta que há os que queimam etapas com sucesso.

''Os gestores do Flamengo são ótimos. Com a vivência que têm com ele, poderão decidir o momento. Ele pode voltar do Sul-Americano com uma vontade muito grande de sobressair e surpreender. O Gabriel Jesus, por exemplo, a gente sabia que tinha potencial, mas quem achou que ele chegaria tão rápido a titular da seleção? O futebol às vezes é prematuro'', analisou Damiani, que vê grande potencial e boa cabeça do jogador. ''O que ele não pode é ser salvação. Tem que ser como o Neymar (o processo de subida).''

Na seleção, Vinicius Jr teve sua carreira também construídas aos poucos, tendo iniciado pelo time sub-15. Boa parte daquele equipe subiu com ele para o sub-17, tornando-se um elenco que jogou junto durante dois anos até o título do Sul-Americano. Além de Vinicius Jr, o Flamengo recebeu de volta Lincoln, que acabou com cinco gols no torneio, e o lateral Wesley e o zagueiro Patrick. Os dois primeiros são presença praticamente certa no Mundial sub-17 na Índia, em outubro.