Blog do Rodrigo Mattos

Inter usa exemplo do Flu em sua ação no STJD contra o Vitória
Comentários 21

rodrigomattos

Com Jeremias Wernek

Em sua ação no STJD, que tem como objetivo rebaixar o Vitória, o Internacional usou como precedente o caso do Fluminense que conseguiu levar a Portuguesa para a Série B. A ação do tricolor carioca que mudou o Brasileiro-2013 é utilizada pelos advogados colorados para reforçar a legitimidade de atuar como parte interessada em um caso de terceiros, no caso do Bahia contra seu rival baiano.

Como mostrado pelo UOL Esporte, o Internacional entrou com notificação de infração do Vitória, alegando má fé do Vitória e erro da CBF na transferência de Victor Ramos, o que o teria deixado irregular no Nacional. Por isso, pede que o time perca 24 pontos no Brasileiro referente aos jogos com participação do zagueiro.

Em sua argumentação, o Inter alega que o Vitória atua na Série A, mesmo campeonato do time gaúcho. E acrescenta: ''A legitimidade do noticiante, por outro lado, se mostra ainda mais patente em razão da posição que ambos os clubes, SC Internacional e EC Vitória, infelizmente ocupam nesta fase final e decisiva do campeonato, disputando, como é cediço, a última vaga para escapar do rebaixamento.''

Por consequência, o time gaúcho afirma que a punição à equipe baiana impactaria positivamente os interesses do Inter. Então, o colorado lembra do caso do Fluminense.

''Invoca-se, outrossim, como precedentes os processos no 319/2013 e 320/2013 desse tribunal, em que o Fluminense foi admitido como terceiro interessado nos casos envolvendo o Flamengo e Portuguesa, em que ambos os clubes foram punidos nas penas do artigo 214 do CBJD, redundando no rebaixamento do clube paulista.''

O blog tentou contato com a procuradoria do STJD e os advogados do Inter para saber sobre o uso da jurisprudência do Fluminense, mas ambos não foram encontrados.


Procuradoria do Brasil quer investigar papel da Lamia em tragédia da Chape
Comentários 7

rodrigomattos

A Procuradoria-Geral da República do Brasil atuará junto a órgãos fiscalizadores da Bolívia e Colômbia para tentar evitar que na tragédia da Chapecoense se repita a impunidade do acidente da Gol. Para isso, faz reunião hoje com órgãos de fiscalização da Bolívia e da Colômbia para investigação conjunta. E um dos focos para a procuradoria é a atuação dos controladores da Lamia no acidente.

De origem boliviana, o avião da Chapecoense caiu na Colômbia próximo do aeroporto de Medelín e a principal suspeita é de houve pane seca. Morreram 71 pessoas, sendo a maioria de brasileiros.

No encontro de hoje, o primeiro passo será tentar se estabelecer as bases da investigação conjunta dos órgãos de Bolívia, Colômbia e Brasil para dar mais velocidade ao caso. Se não houver acordo, podem ocorrer apurações em separado. Encerrada a investigação conjunta, aí haveria uma definição da jurisdição de em qual país seria executado o processo.

''Uma força-tarefa fará a cooperação ter muito mais velocidade. Foi o que aconteceu no acidente do avião da Malásia na Ucrânia'', contou o procurador regional da república, Vladimir Aras. ''Depois se escolheria a jurisdição que fosse mais fácil administrar a justiça.'' Ele entende ser mais provável que seja a Bolívia ou a Colômbia.

A reunião entre os órgãos de fiscalização dos três países ocorrerá em Santa Cruz de La Sierra. Só a partir daí que os procuradores brasileiros terão acesso à investigação já feita nos outros países, que está mais avançada na Colômbia, local do acidente.

O procurador, no entanto, já aponta caminhos prováveis para a investigação das causas dos acidentes e dos possíveis envolvidos. Segundo ele, é preciso se determinar quem teve atuação que levou a causa do acidente.

''É uma cadeia de responsabilidades que tem de ser apurada. O pessoal em terra que tomou decisões, não só os pilotos (que morreram). Donos da empresa que viabilizaram o voo. Porque se os donos tomaram decisões que concorreram para o resultado (acidente do avião) podem ser responsabilizados'', analisou.

''Em uma hipótese, se os donos da companhia tinham dado ordem para economizar e voar sempre no limite, têm responsabilidade evidente.''

Os donos da Lamia eram o piloto Miguel Quiroga, que morreu, e o diretor-geral é Gustavo Vargas, agora detido na Bolívia. Há ainda uma ligação com empresário Ricardo Albacete, venezuelano, que alugava os aviões, mas nega ter relação com a empresa boliviana.

Outro foco são os funcionários da agência boliviana de aviação que liberaram o voo. Isso inclui a funcionária Celia Castelo Monasterio, que atuou na fiscalização do plano de voo e pediu refúgio no Brasil por se considerar ameaçada, e está em Corumbá.

''Ela hoje está com o pedido de refúgio que será analisado pelo Ministério da Justiça. Mas pode se transformar em fugitiva'', disse Aras.

O procurador explicou que, pela legislação brasileira, seriam investigados crimes que iriam de botar uma aeronave em perigo (artigo 261 do código penal) a até homicídio doloso eventual. ''Porque a pessoa assume o risco de um resultado com seu ato. É como se uma pessoa dirigisse embriagada, de olhos fechados, em alta velocidade. Ou atira em uma sala cheia de gente'', comparou.

O resultado do processo criminal também pode servir de fundamento para ações cíveis com pedidos de indenização por parte dos familiares das vítimas. A grande preocupação da procuradoria é evitar a impunidade do ''caso GOL''.

O acidente ocorreu em 2006 em um choque de um jato com o o avião da Gol na selva Amazônica. Pilotos norte-americanos que pilotavam o jato foram condenados pela Justiça do Brasil, mas estão fora de alcance nos EUA pois foram liberados durante o processo. ''É um mau exemplo que não gostaria que se repetisse'', completou Arias.


Entenda o que há por trás da discussão da imunidade da Chape no Brasileiro
Comentários 63

rodrigomattos

Com Danilo Lavieri e Pedro Ivo de Almeida

Os clubes iniciaram um movimento na semana passada para dar imunidade para a Chapecoense de rebaixamento no Brasileiro por três anos. Até agora a CBF tem se mostrado bastante reticente em relação à ideia. E, nesta segunda-feira, o presidente do time catarinense, Ivan Tozzo, disse que era uma besteira que ''não existe''.

Mas o movimento já é oficial: há um documento assinado por sete clubes da Série A e enviado à CBF pedindo que o rebaixamento não ocorra por três anos – o Corinthians também assinaria. O departamento jurídico da Chapecoense está ciente da articulação desde a semana já que faz parte do grupo jurídico de times da Primeira Divisão. No grupo, dirigente do time catarinense agradeceu a iniciativa.

Há legitimidade dos clubes de fazer o pleito. Por decisão da CBF, no meio de 2015, houve uma mudança no estatuto que estabeleceu que os clubes passariam a decidir formato e regulamento do Brasileiro sem precisar de aval da confederação. Ou seja, na verdade, se houver maioria entre eles nem precisam de aprovação da entidade.

Alguns dirigentes de clubes ficaram surpresos com a reação da Chapecoense já que tinha agradecido a iniciativa. Houve outros cartolas que assinaram o documento mesmo sem ter certeza de que o clube catarinense queria a medida. Há um consenso no grupo de que, se o time recusar a imunidade, ela perde o sentido.

Quem mostra clara contrariedade com a suspensão de rebaixamento é a CBF. Uma fonte da confederação diz que a medida não vai acontecer. Dirigentes da confederação, no entanto, evitam explicitar sua oposição aos clubes em público. Se a confederação barrar um maioria dos times, estará revogando a autonomia que deu a eles em 2015.

Desde o acidente, dirigentes da CBF têm conversado bastante com os da Chapecoense. Depois desse contato constante, o presidente do time catarinense, Ivan Tozzo, deu a declaração:  ''Isso não veio da CBF, não veio de ninguém oficial. A gente acha que isso é uma grande de uma besteira. Não existe. Quer a vaga? Joga no campo e garante. Eu posso te dar certeza que não existe essa regra'', analisou.

Logo depois, cartolas da confederação anunciavam que a imunidade não ia acontecer. Uma mudança no regulamento pode causar um imbróglio jurídico para a CBF com questionamentos pelo Estatuto do Torcedor, embora os clubes rechacem que há impedimento legal.

Dentro do movimento dos clubes, há uma certeza de que o assunto vai voltar à pauta na reunião do Conselho Técnico que definirá regulamento do Brasileiro, em 2017. É ali que se saberá se a Chape de fato não quer a imunidade, se a maioria de clubes apoia a medida, e, mais importante, se a informação da CBF de que dava liberdade para os times para decidir as regras do Nacional era real ou para inglês ver.


Conmebol dá ‘vagas mexicanas’ da Libertadores para seis países. Brasil fora
Comentários 22

rodrigomattos

A Conmebol definiu os donos da vaga extras da Libertadores surgidas após o abandono dos times mexicanos. Esses postos ficaram para serem divididos entre Peru, Venezuela, Equador, Bolívia, Paraguai e Uruguai, países que não foram contemplados na primeira reforma da competição. Brasil, Argentina, Chile e Colómbia já tinham ganhado lugares adicionais na competição.

O blog apurou que deve ocorrer um torneio preliminar entre esses seis países para definir os três novos postos na Libertadores. Não foi possível obter detalhes sobre o formato para definição de vagas. Assim, acaba a esperança dos times brasileiros de aumentar ainda mais a presença no campeonato, no qual já tem sete vagas garantidas, a maior entre todos os países.

A decisão de contemplar os seis países não agraciados na primeira reforma foi um jeito político da Conmebol de ficar bem com todas as federações. Não houve oposição de federações mais fortes.


Conmebol evitou prejuízo do Nacional ao igualar prêmio ao da Chape
Comentários 5

rodrigomattos

Na reunião em que definiu que a Chapecoense seria campeã, o Conselho Executivo da Conmebol decidiu dar uma premiação extra para o Atletico Nacional com o objetivo de igualar o valor recebido pelos dois times. A ideia era premiar a atitude nobre da equipe colombiana ao abrir mão do título em favor da agremiação catarinense, envolvida em um acidente que matou a maioria de seus jogadores.

Todas as decisões foram levadas à reunião pelo presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, e aprovadas por unanimidade pela cúpula da entidade. Não houve resistência a ideia de dar a taça ao time nacional, o que já era discutido desde terça-feira. A reunião aconteceu por confederece call. Para referente o título, por regulamento, Dominguez precisava da aprovação de seus pares para ignorar o regulamento.

Como forma de compensação, foi estabelecido o valor de US$ 1 milhão de prêmio extra para o Nacional que será tirado dos cofres da Conmebol. O valor foi estabelecido porque a premiação de vice era de US$ 1 milhão, e do campeão era de US$ 2 milhões. Assim, o clube colombiano não sofreu nenhuma prejuízo financeiro pela sua decisão. O bônus foi classificado como “Centenario Conmebol al Fair Play”.

 


Empresa usa modelo do Borussia para atrair Fla-Flu ao Maracanã
Comentários 8

rodrigomattos

Gestor de 58 arenas pelo mundo, o grupo francês Lagardère foi o primeiro a se mostrar interessado na concessão do Maracanã quando a Odebrecht sinalizou que desistiria do estádio. Sua intenção de administrar a arena tem a concorrência do consórcio formado pela Amsterdam Arena, GL Events e CSM, em parceria com o Flamengo. Caberá à construtora e ao governo do Estado decidirem a questão.

Em uma entrevista ao blog, o CEO da Lagardère, Aymeric Magne, disse que pretende atrair o Flamengo para uma parceria, mas que o Maracanã é viável sem o clube. Afirmou que em seu modelo de negócios há um maior número de shows, sinalizou com a manutenção do contrato do Fluminense, e com um aproveitamento de toda a área do complexo para eventos e atividades.

Em relação aos clubes, promete um modelo inspirado no do Borussia Dormunt, cuja arena é administrada pela Lagardère. Segundo ele, o clube tem influência nas decisões sobre o estádio.

Magne não respondeu, nem deu detalhes sobre diversos pontos de seu modelo e proposta financeira, alegando confidencialidade no negócio. Argumenta que isso será conhecido após a negociação. Lembre-se que o Maracanã foi construído com dinheiro público. Mas o executivo francês garantiu que o grupo atenderá todas as condições da concessão, incluindo R$ 1,5 bilhão para manutenção, R$ 200 milhões em investimento e pagamento de outorga. Veja abaixo a entrevista:

Blog: Qual o modelo que o senhores pensam para a gestão do Maracanã?

Aymeric Magne: Temos 58 arenas pelo mundo, sendo 45 de futebol. Nossa visão é clara: o Maracanã é o maior palco, a melhor arena do mundo. Tem quatro times que podem jogar dentro. É um conteúdo muito forte sem igual no mundo. É o palco do futebol carioca. É um monumento internacional. Nossa ideia é ter um dia a dia, revitalizar o bairro com atividades diárias. Pretendemos receber shows e times internacionais. Depois da Olimpíada, temos que aproveitar o legado para o Rio. O motor será o Maracanã.

Blog: Os senhores já tiveram conversas com os clubes sobre como seria a participação deles? 

Aymeric Magne: Tivemos discussões com times de futebol. Já existe um contrato do Fluminense com o operador. Em todas as nossas arenas nosso objetivo é gerir futebol. São 70 times de futebol pelo mundo que temos parceria. Cuidamos do marketing do Borussia Dortmund uma parte da Juventus, uma parte do Manchester City. A Arena é uma forma receita. O clube tem que participar da arena.

Blog: Então os senhores pretendem manter o contrato com o Fluminense como o feito com a Odebrecht?

Aymeric Magne: Tem um contrato vigente. Não posso entrar em mais detalhes.

Blog: O senhores pretendem negociar com o Flamengo alguma parceria? Como o senhores encaram as declarações do presidente do clube de que não jogará no Maracanã com a Lagardère? O estádio é viável sem o Flamengo?

Aymeric Magne: Como eu falei, sempre estamos querendo conteúdo para o estádio. O Flamengo é um dos grandes conteúdos, um dos maiores do Rio, um dos melhores se não o melhor time. Já temos modelos na Europa que podem ser aplicados no Brasil. Se não tiver o Flamengo, entendemos que o estádio é viável.

Blogs: Os senhores têm conversas com o Botafogo e o Vasco?

Aymeric Magne: Não posso falar sobre isso.

Blog: As informações que temos é de que teria de ser pago um valor entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões pela concessão do estádio. Dentro do sigilo da negociação, é possível revelar qual o valor? 

Aymeric Magne: Como você disse, há o sigilo da negociação. Discutimos há um amo com a Odebrecht. Temos condições pré-definidas. É uma negociação de privado com privado. Depois, o governo tem que dar a anuência porque tem todas as condições para assumir o estádio por 30 anos. Quem assume o estádio por 30 anos tem que poder pagar R$ 1,5 bilhão em manutenção, R$ 200 milhões em investimento no Maracanã e no Maracanãzinho, e ainda tem a outorga para pagar. Se não for uma empresa séria, não vai pagar e quem vai ter que pagar é o governo e o povo. O estádio custou R$ 1,2 bilhão então é muito importante pagar a outorga de R$ 5,8 milhões por ano para reembolsar o valor que foi investido.

Blog: Mas a manutenção do Maracanã custa R$ 30 milhões por ano com as economias feitas pela Odebrecht. Vocês colocam como R$ 50 milhões…

Aymeric Magne: Queremos uma operação no nível do Maracanã. Tem que ser de alto nível. Tem que atender todo o tipo de público. Tudo tem que estar limpo e funcionamento bem.

Blogs: Esse investimento de R$ 200 milhões é o mesmo previsto no edital? Porque inicialmente eram cerca de R$ 500 milhões e depois havia uma renegociação para entre R$ 130 milhões e R$ 140 milhões. Em que será investido?

Aymeric Magne: Com o valor corrigido, está em R$ 200 milhões. Houve uma revisão do primeiro edital. Isso seria investido no Complexo do Maracanã. Ainda não posso dar detalhes.

Blog: A Odebrecht assumiu o estádio em 2013 e não conseguiu torná-lo rentável. Por que seria diferente com a Largadère? O que os senhores fariam de diferente?

Aymeric Magne: Porque temos uma experiência de 20 anos com estádios. Administramos o Castelão e o Independência. Pesquisamos bem o Maracanã. Esse é o nosso core bussiness (negócio principal): é operar estádio e não construção. Temos parceiros globais que podem viabilizar. Teremos mais shows. Queremos que o Maracanã se torne o maior palco internacional. No Castelão, fazemos 12 shows por ano, e 47 jogos de futebol. O Maracanã tem um potencial bem maior. Precisa ter uma operação comercial internacional. Se o Allianz Parque consegue receber oito ou dez shows por ano, não sei o número exato, o Maracanã pode fazer o mesmo. Para isso, temos que flexibilizar a operação. Assim pode ter evento para 70 mil no Maracanã e outros no Maracanãzinho.

Blog: Serão revistas as condições do contrato que impediam a construção de um centro comercial perto do estádio e tombavam o Parque Julio Delamare e o Célio de Barros?

Aymeric Magne: Não posso divulgar. O que posso falar é que o Maracanã é um complexo. Todas as atividades são possíveis no Maracanã, no Maracanãzinho e dentro da área da PPP.

Blog: Vou voltar ao assunto dos clubes. Uma restrição que o Flamengo faz é a exigência de ter maior influência nas decisões do estádio. Qual o modelo que os senhores pretendem oferecer para os clubes em relação à gestão do Maracanã?

Aymeric Magne: Não posso falar em relação aos clubes. Posso dizer que será um contrato bom para eles. Eu te pergunto: quem opera a Arena Dortmund? Somos nós, e você ouve falar da Lagardère? A parceria que temos com os clubes eles têm influência sobre as decisões. Todos os modelos que temos com os clubes são para dar bônus para eles e sem ônus.

Blog: A Lagardère opera dois estádios, Castelão e Independência. O senhor pode dizer se a operação deles é superávitária? Digo se a empresa ganha mais do que investe?

Aymeric Magne: Não posso divulgar números. Posso dizer que é bom para todas as partes. Os clubes estão felizes tanto no Independência quanto no Castelão.

Blog: Um questionamento que se faz em relação à Lagardère é a parceria com a BWA, empresa paulista. A BWA já teve passagem pelo Maracanã cuidando da bilheteria e houve muitos problemas com ingressos e acusações de evasões de renda. A BWA vai participar da parceria do Maracanã? 

Aymeric Magne: Focamos no futuro e não no passado. Queremos fazer do Maracanã a melhor arena do mundo. Não sei o que aconteceu no passado. (A assessoria da Lagardère nega que a BWA faça parte do consórcio que tenta assumir o Maracanã)

Blog: Há uma perspectiva de quando vai se concluir a concorrência e a negociação em relação ao Maracanã? 

Aymeric Magne: A nossa perspectiva era que fosse o mais rápido possível para podermos desenvolver o melhor para o produto. Mas, depois da negociação privada, ainda tem que passar pelo governo. São processos que vão acontecer. Estamos fazendo o trabalho. Os próximos passos estão com a Odebrecht e o governo.

Blog: Isso significa que a proposta dos senhores já foi formalizada?

Aymeric Magne: Não falei isso.

Blogs: O senhor alegou confidencialidade em alguns pontos. Se a Lagardère sair vencedora desse processo, os dados da concessão serão divulgados?

Aymeric Magne: O processo de negociação é sigiloso. Mas, quando concluído, todos os termos da PPP serão transparentes sem frescura. O que posso dizer é que vamos cumprir 100% das condições do edital, 100% da outorga. Essas informações são importantes. Todos os requisitos do governo serão cumpridos.


Manobras do Inter para se livrar da degola parecem fadadas ao fracasso
Comentários 74

rodrigomattos

A diretoria do Internacional iniciou desde a semana passada manobras extracampo para tentar evitar o seu rebaixamento. Mas as medidas, no momento, parecem fadadas ao fracasso sem clima para vingarem seja no tapetão, seja politicamente. Essa análise é baseada em conversas do blog com fontes envolvidas no caso.

Primeiro, o clube decidiu ir ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para alegar irregularidade do jogador Victor Ramos, do Vitória. A CBF, de cara, avisou que o jogador estava regular. O clube colorado insistiu e foi ao tribunal.

O caso está na procuradoria do STJD, mas só se time gaúcho apresentar uma surpresa, um fato novo, conseguirá evitar o arquivamento. É possível. Mas o clima no tribunal é bem desfavorável.

Na quinta-feira, o presidente do Inter, Vitório Píffero, voltou a carga lançando uma campanha para cancelar a rodada final do Brasileiro por conta da tragédia do avião da Chapecoense. Alega que os jogadores do Inter não têm condições psicológicas para jogar. A medida poderia abrir uma brecha para o W.O. coletivo, questionamento do Nacional e virada de mesa.

Mas a ideia foi bem mal recebida pelos outros clubes, fora Figueirense e América-MG, interessados. Tanto que o Internacional sequer teve coragem de apresentar o plano no grupo de advogados de clubes da Série A. Na CBF, também não há nenhum clima ou intenção de cancelar a rodada.

Mais, duas fontes envolvidas com o caso, um delas do STJD, apontaram que mesmo que um WO coletivo vingasse seria mais provável que fosse mantida a atual pontuação do campeonato. Pelo regulamento, todos perderiam por 3 x 0. Neste caso, o Inter seria rebaixado por antecipação.

Pelo cenário atual, o Inter terá de escapar no campo da Série B porque medidas extracampo não tiveram eco no mundo político e jurídico do futebol até agora.


Procurador do STJD diz que só fato novo dará sequência à ação do Inter
Comentários 54

rodrigomattos

A procuradoria do STJD já recebeu o pedido do Inter de que o jogador do Vitória Victor Ramos seja considerado irregular e o time perca os pontos. Agora, analisará se arquiva o caso ou se dará sequência à ação colorada que tenta evitar o rebaixamento no tapetão. A decisão deve sair até o meio da próxima semana.

Segundo o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, a sequência da ação colorada vai depender de existir um fato novo em relação ao argumento do Bahia no mesmo caso. Ou seja, o Internacional terá de apresentar uma informação não conhecida do processo que chegou a ser arquivado no tribunal.

''Não tenho prazo não, mas óbvio que vou tentar ser o mais rápido que puder''; contou Bevilaqua. ''A ideia é despachar isso até o meio da semana que vem.''

A diretoria colorada aposta em um documento da Fifa que aponta erro de procedimento na transferência de Victor Ramos do Palmeiras para o Vitória. Isso porque deveria supostamente ter sido feita uma operação internacional já que o jogador tinha os direitos presos ao Monterrey, do México.

A questão é que a CBF avisou o Internacional que o jogador estava regular no Brasileiro. Para a confederação, o documento da Fifa referenda a situação normal dele ao dizer que a transferência do atleta foi nacional, e não de um país para o outro. Foi esse o entendimento do presidente do STJD, Ronaldo Piacente, em junho, quando mandou arquivar o caso.


Conmebol terá de ignorar regulamento para dar título à Chape
Comentários 39

rodrigomattos

A Conmebol deve dar o título da Sul-Americana à Chapecoense após o acidente de avião que matou a maior parte de seu time. Mas, para isso, terá de ignorar o regulamento do campeonato que não tinha nenhuma precedente sobre o caso. O presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, vai precisar de um aval formal de seus pares do Conselho Executivo da entidade.

Como mostrado pelo blog, a Conmebol já tinha se convencido a dar o título ao time catarinense após um pedido do Atlético Nacional desde terça-feira. Havia, no entanto, a intenção de se evitar falar do assunto logo após a tragédia, assim como uma pendência em relação à vaga da Colômbia na Libertadores. A CBF espera que a taça seja oficializada em Chapecó neste final de semana quando haverá o velório das vítimas. Dominguez estará lá.

Com esse objetivo, a Conmebol terá de tomar uma decisão não prevista no regulamento da Sul-Americana ou no código de disciplina.''Não tem nenhuma previsão no regulamento. É uma situação tão excepcional que não tinha como prever algo assim'', contou o presidente do tribunal de disciplina da Conmebol, Caio Rocha.

Segundo ele, se fosse seguir as regras estritamente, teria de se remarcar o jogo e dar os pontos ao Atlético Nacional se a Chapecoense não tivesse jogadores, o que não seria algo de bom senso na sua opinião. Obviamente, a Conmebol não cogita fazer algo parecido. Neste caso, o time catarinense ainda tomaria um 3 x 0 e poderia ser punido.

Mas o regulamento da Sul-Americana abre uma brecha. Em suas disposições finais, o texto afirma que as regras podem ser mudadas a qualquer tempo totalmente ou parcialmente pelo Comitê Executivo da Conmebol. Bastará portanto ter esse aval da cúpula da entidade.

No clima de comoção atual, o Conselho não vai se opor a uma decisão do presidente Alejandro Dominguez neste sentido, como apurou o blog. Assim, deve apenas referendar sua decisão. Ainda será necessário tomar uma decisão sobre premiação pelo título.


Fla já tem parceiros capazes de pagar concessão do Maracanã
Comentários 19

rodrigomattos

O Flamengo já tem parceria com um consórcio capaz de pagar pela compra da concessão do Maracanã à Odebrecht – o Fluminense deve entrar no projeto. As empresas Amsterdam Arena e GL Events entraram no grupo com a CSM que fez proposta pelo estádio, e tem acordo com o clube. A concessão é disputada ainda pelo grupo francês Lagarderé.

O blog apurou que a Odebrecht estima receber um valor entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões pela compra da concessão. Tanto a Lagarderé quanto à CSM já fizeram ofertas pelo negócio. Agora, isso será decidido pelo governo do Estado do Rio juntamente com a Odebrecht – o Estado tem a palavra final.

O novo consórcio está disposto a pagar uma parte dessa concessão. A Amsterdam Arena administra o estádio do Ajax, enquanto a GL Events tem a concessão do Rio Centro e do HSBC Arena, instalações na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Há a possibilidade de entrada da AEG também que já atuava no Maracanã.

A diretoria do Flamengo confirma ter um entendimento com esse grupo, enquanto rechaça qualquer tipo de negócio com a Lagarderé. ''São parceiros confiáveis'', afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

Houve questionamentos sobre a capacidade da CSM de pagar pela concessão por não ter muito capital. A empresa, no entanto, tem experiência na organização de eventos, como vários itens relacionados à Olimpíada do Rio-2016, e camarotes do Maracanã. Com a entradas das duas novas empresas, a questão do capital pode ser resolvida. ''Não posso falar sobre detalhes negociais, mas a solidez financeira do Flamengo e dos parceiros garantem qualquer projeto'', disse Bandeira.

Não será a maior oferta que levará a concessão, mas será uma combinação de proposta de valor e gestão. Uma das partes envolvidas na negociação já coloca o novo consórcio como favorito para o Maracanã por conta de ter o acerto com o Flamengo.

A diretoria rubro-negro diz que há participação do Fluminense no projeto, embora o modelo de gestão ainda tenha que ser decidido. Na verdade, o Flamengo mantém em sigilo como será a divisão de tarefas dentro do estádio. Certo é que o clube rubro-negro se comprometeu com o governo do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, de que Vasco e Botafogo poderão jogar no estádio quando tiverem necessidade.