Blog do Rodrigo Mattos

Brasil vai abrir mão de influir no futuro do futebol mundial?
Comentários 9

rodrigomattos

Aproxima-se a reunião de cúpula da Fifa que definirá a eleição da entidade e, por consequência, o futuro do futebol mundial após a era Blatter. O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não tem nem certeza se irá ao encontro por conta de receio em relação à investigação de autoridades norte-americanas. Com isso, o país pode abrir mão de influir em um momento decisivo da Fifa.

Com a saída de Blatter, abre-se um buraco no poder. Quem aparece mais forte neste quadro é o europeu Michel Platini, presidente da UEFA e que foi opositor de primeira hora do suíço. Há outras opções como o príncipe jordaniano Ali Bin Hussein, que perdeu de Blatter em meio. Além disso, é provável a articulação de outras candidaturas para aproveitar o cenário político incerto.

A reunião de julho definirá a data da eleição, assim como o seu cronograma. Obviamente, quanto mais tempo houver até o pleito, mais chance para candidatos surpresa se consolidarem e negociarem com eleitores. Quanto menos tempo ganha quem já tem uma posição. Há ainda a se descobri qual papel desempenhará Blatter nisso tudo. A previsão inicial era de uma eleição em dezembro.

E o que há em jogo para o próximo mandato?  Blatter, muito por interesses próprios, foi sempre um presidente que privilegiou o desenvolvimento do futebol fora da Europa, repetindo estratégia do antecessor João Havelange. Sua base de apoio são os africanos, asiáticos e americanos.

Assim, lutou contra a concentração econômica do futebol na Europa, onde os times têm cada vez mais dinheiro comparado com outros centros. Criou regras para evitar que menores saíssem cedo de seus países e preservou direitos de seleções contra o poderio econômico dos Real Madrids da vida. É certo que não fez com as melhores das intenções. Mas era um contrapeso no poder do dinheiro.

Platini até se opôs ao excesso de peso dos grandes clubes europeus, mas está muito mais sujeito a suas pressões. Batalhou pelo fim dos investidores do futebol (medida correta, aliás), o que beneficiava os gigantes. Recentemente, flexibilizou regras de fair play financeiro que continham a gastança na Europa, o que deve permitir nova entrada com força de investigadores da Asia e do Oriente Médio.

A Liga dos Campeões, é principal plataforma. É de se esperar que sua gestão fortaleça mais a Europa.

Do outro lado, a Conmebol e Concacaf estão completamente acéfalas após vários de seus dirigentes terem sido pegos por corrupção na investigação do FBI. Nenhum deles sequer tem coragem de sair do próprio país quanto mais de fazer demandas na Fifa. Neste cenário, perdem força em negociações como vagas na Copa do Mundo, direito de liberação de jogadores, regras para transferências de atletas.

Envolvidos em corrupção, Ricardo Teixeira e Julio Grondona, da AFA, tinham voz ativa no Comitê Executivo da entidade, embora o brasileiro pouco fizesse pelos clubes nacinoais. Del Nero tem alguns dias para decidir se vai à Suíça. Caso não viaje, ou vá enfraquecido sem se posicionar, o futebol brasileiro sentirá os efeitos de sua omissão.


Brasileiro perde jogadores na janela, e cai número de contratações de fora
Comentários 11

rodrigomattos

A janela de transferências do meio do ano voltou a ser um fator de enfraquecimento dos times do Brasileiro: há a saída de jogadores importantes de times da Série A, e são poucos os reforços de fora. Isso se explica pela péssima situação financeira dos clubes, pela crise econômica (dólar em alta) e pela proibição de investidores nos direitos de jogadores.

Até agora o São Paulo sofreu um desmanche com a saída de quatro atletas relevantes para o exterior. O Santos perdeu Robinho. O Corinthians ficou sem Petros e Fábio Santos. Os dois garotos do Fluminense Kennedy e Gerson são assediados por europeus e um deles deve sair. O Atlético-MG viu Guilherme ir para o México. Valdivia deixou o Palmeiras pelo mundo árabe.

Enquanto isso, números da CBF mostram que 2015 foi o ano em que o Brasil menos repatriou jogadores nos últimos cinco anos. Até 16 de junho, foram 422 atletas. No ano passado, foram 445, o que já representava uma queda em relação aos cerca de 500 dos três anos anteriores.

“Há uma devastação. O fluxo no Brasil é de venda. Não dá nem para comparar. A janela abriu e nenhum clube comprou ninguém de fora'', analisou o advogado especializado em direito esportivo Marcos Motta, que atua nesta área de transferência.

Ele vê um aumento da saída de atletas em relação ao meio de 2014 quando a Copa atrapalhou o mercado. Além disso, com o vexame diante da Alemanha, dirigentes dizem que após o Mundial caiu a procura por atletas brasileiros. Agora, a queda na Copa América não parece ter afetado o êxodo.

“Se você for ver, os clubes que eram os maiores compradores, Atlético-MG, Corinthians, e São Paulo estão endividados'', acrescentou Motta. “Sem investidores, essa é a realidade nua e crua dos clubes.''

Análise similar foi feita pelo advogado Eduardo Carlezzo, que atua também na área de transferências. “A crise bateu, e bateu forte'', reforçou ele, que lembrou que as saídas dos jogadores aconteceram já no final de junho e o cenário pode se agravar durante julho. “Há países com dinheiro como Emirados Arabes, China e até o próprio México que estão com janelas abertas'', explicou.

Ao site da CBF, o diretor do Departamento de Registro da entidade, Reynaldo Buzzoni, atribuiu a queda das contratações das equipes brasileiras ao fim dos investidores, à crise econômica e ao dólar em alta, além da necessidade de os clubes adequarem gastos às receitas.

De fato, dados da Fifa mostram que chineses e mexicanos, ao contrário do Brasil, têm investimento crescente em contratações. Depois de alguns anos repatriando atletas, o Brasil voltou a ser um mero exportador, e isso deve durar um tempo.


Governo gasta R$ 11 milhões em ‘CTs padrão Fifa’ após a Copa
Comentários 33

rodrigomattos

A Copa-2014 acabou há quase um ano, mas os gastos do governo federal com a competição continuam. Levantamento do blog mostra que foram investidos R$ 11 milhões em estádios para transformá-los em “CTs padrão Fifa'' após o final do Mundial.

No total, após o evento, o Ministério do Esporte destinou dinheiro para a reforma de 10 arenas de pequeno e médio portes em municípios de São Paulo, Bahia, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Essas despesas fazem parte do programa “Apoio a Copa-2014″. Nos projetos, constam especificações de que os estádios devem ter o “padrão Fifa'' em suas instalações.

No ano passado, a expectativa do Ministério do Esporte era de mais de R$ 100 milhões em infraestrutura desse tipo, mas o órgão não informou se este valor está mantido. A posição da pasta é que isso será um legado esportivo espalhado pelo país do Mundial.

Só em 2015 houve liberação de R$ 5,348 milhões para quatro estádios, e o restante foi aplicado no segundo semestre do ano passado.

Neste ano, R$ 2,5 milhões foram para o Estádio Antônio Fernandes, no Guarujá. Ao final do projeto, a instalação esportiva já receberá R$ 4,3 milhões do governo federal, e R$ 12 milhões do governo do Estado de São Paulo. A reforma incluiu todos os equipamentos e arquibancada, e foi inaugurada parcialmente para o Mundial.

Durante a Copa, o local recebeu a Bósnia Herzegovina. Agora, é sede do Guaraujá, time da Segunda divisão de São Paulo. Há a perspectiva de servir de centro de treinamento para a Rio-2016.

Em 2015, também houve liberação para o Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, no valor de R$ 1,6 milhão. No total, a arena recebeu R$ 5,6 milhões do governo federal – faltam R$ 400 mil. Na Copa, só foi usado pelo Santos, que cedeu a Vila Belmiro para seleções. Atualmente, abriga o São José esporte Clube, e partidas de rugby.

Exemplos iguais se espalham pelo país, embora algumas obras tenham sido paralisadas por conta do ajuste fiscal. Questionado sobre a utilidade do investimento em CTs após a Copa do Mundo, o Ministério do Esporte não respondeu às perguntas do blog após dois dias.


CBF decide criar plano para futebol após críticas severas por Copa América
Comentários 30

rodrigomattos

As severas críticas sofridas pela seleção brasileira após a queda da Copa América foram decisivas para CBF se mobilizar para traçar um novo plano para o futebol brasileiro para os próximos anos. Será formado um conselho para identificar problemas e apontar soluções até o final do ano. A ideia é implantar medidas a partir de 2016.

“As críticas foram muito severas após a Copa América. Queremos ouvir as demandas da sociedade, o que os setores têm a dizer'', contou o secretário-geral da confederação, Walter Feldman. “Aceleramos um processo de reestruturação porque o Brasil quer resposta.''

Essa ideia surgiu em reunião da diretoria da CBF na terça-feira. Após o encontro, o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, instituiu uma RDP (Resolução da Presidência) para criar o Núcleo de Consultores Externos. Entre os convocados, técnicos e ex-técnicos do Brasil e de outros países, ex-jogadores, representantes da mídia, e profissionais técnicos e de ciência esportiva.

O objetivo é que esse grupo aponte os problemas do futebol brasileiro para criar um diagnóstico. A CBF tem uma avaliação de quais são os pontos a serem atacados, mas quer ouvir opiniões mais amplas. Não há um prazo fixado porque há a intenção de se ouvir técnicos estrangeiros, o que pode criar dificuldades de agenda. Mas a intenção é concluir o diagnóstico até o final do ano.

Na avaliação de dirigentes da entidade, como faltam três anos para a Copa-2018, há tempo para se implantar mudanças que já tenham efeito até lá. Antes da Copa América, já havia a ideia de se realizar um seminário do futebol, mas isso foi acelerado com a fraca campanha. “Há uma pressão por resultados, mas temos que pensar no longo prazo'', analisou Feldman.

Além das questões do campo, a CBF sofre com uma crise institucional desde que o seu vice-presidente José Maria Marin foi preso na Suíça acusado de receber propinas por contratos da entidade. Há suspeito sobre Del Nero que tem evitado viajar para o exterior por conta das investigações de autoridades norte-americanas.

Na parte administrativa, a confederação não fez nenhuma mudança e mantém os contratos suspeitos com empresas investigadas como a Kléfer, que detém os direitos sobre a Copa do Brasil e de amistosos da seleção. Neste caso, a CBF acena com uma auditoria da Ernest & Young para identificar problemas na gestão.


Na zona de degola, Fla prepara saída de jogadores e avisa empresários
Comentários 50

rodrigomattos

Diante da má campanha no Brasileiro, com o time na zona de rebaixamento e após derrota para o rival Vasco, a diretoria do Flamengo quer a saída de alguns jogadores do atual elenco que não estão rendendo. Mas a intenção é fazer isso de forma discreta para não desvalorizá-los no mercado. Até por isso os nomes são mantidos em sigilo.

Há uma avaliação entre os dirigentes do clube de falta de comprometimento de algumas peças do time. Por isso, cartolas avisaram os empresários dos atletas para começarem a procurar outro time.

Caso consiga tirar alguns desses jogadores indesejados, o Flamengo voltaria a ter um espaço na folha salarial para contratação de um reforço de bom nível. Um nome falado continuava a ser Elias, embora ele já tenha dito que não sairá do Corinthians e sua chegada seja difícil. O presidente Eduardo Bandeira de Mello já informou que, para haver um reforço, é preciso economizar.

A dispensa de algumas peças não é a única medida da diretoria do Flamengo. Será dada mais autonomia ao diretor de Futebol, Rodrigo Caetano, para que ele cobre jogadores e exerça de fato o poder no departamento em vez de dirigentes do Conselho Diretor. Mas, em compensação, ele terá de responder de forma mais direta pelos resultados à cúpula rubro-negra.

A situação do técnico Cristovão Borges está indefinida. Bandeira de Mello disse a interlocutores gostar do seu trabalho. Mas há uma insatisfação entre dirigentes com o treinador. Derrotas nos próximos jogos, como o desta quarta-feira contra o Joinville, têm grandes chances de derrubá-lo. Pela nova ideia da gestão, Caetano terá mais voz ativa nesta questão.

Há ainda uma cobrança interna pelo rendimento físico do time com reclamações de que o time treinava pouco. Mas, a princípio, dirigentes foram convencidos de que a quantidade de treinos é similar a outros times nacionais.

 


Com advogados, Santos tenta se prevenir contra prejuízo em caso Neymar
Comentários 13

rodrigomattos

O Santos já tem advogados na Espanha para tentar se prevenir contra um possível prejuízo em processo relacionado à venda de Neymar, movido pela DIS. A empresa cobra do Barcelona, do clube santista e do jogador indenização de 40 milhões de euros por supostamente ter sido lesada no negócio. Por isso, o atleta, os times e seus cartolas respondem por corrupção e fraude.

A alegação da DIS, que tinha 40% dos direitos sobre o atleta, é de que a transação foi bem maior do que os €17  milhões pagos pelos espanhóis aos santistas. Uma das bases para a cobrança é o contrato entre Barcelona e Santos em que os dois aceitam dividir indenização caso a empresa ganhe direito a um dinheiro a mais pela transação. O jornal “Marca'' revelou o contrato ao qual o blog teve acesso.

Preocupado, o Santos já contratou advogados do escritório Cremaldi, em Barcelona, para acompanhar o caso em que o clube é processado. “Queremos ver se há direito a créditos ou ver se há débitos que possamos ter na negociação'', contou o vice-presidente do Santos, César Conforti.

Outra frente de atuação do Santos é na Fifa, onde pede uma análise da transação e a instituição de uma arbitragem do caso. “Está em andamento. Fizemos um pedido de análise à Fifa'', informou Conforti. “Não tenho como falar ainda porque teríamos que esperar um resultado da arbitragem.'' Até agora, a federação internacional não viu irregularidade na transação.

O contrato entre Barcelona e Santos é assinado pelo ex-presidente Odílio Rodrigues e o presidente do clube espanhol Josep Bartomeu. O blog apurou que foi um pedido do Santos com medo de a DIS entrar com uma ação de cobrança e exigir dinheiro do time brasileiro. Assim, o valor seria dividido com os barcelonistas.

Essa não é a única surpresa para atual diretoria santista. Uma auditoria constatou irregularidades nas prestações de conta de Rodrigues em 2014, o que levou a reprovação dessas. Agora, uma comissão vai analisar o tamanho do problema que pode chegar a constatação de que o Santos tem uma dívida maior do que a revelada pelo balanço.


CBF e clubes preparam alternativa à MP do Futebol, e apostam na sua queda
Comentários 37

rodrigomattos

Com Daniel Brito

Após a derrota na comissão mista, CBF e clubes preparam um texto alternativo para derrubar o relatório do deputado Otávio Leite no plenário do Congresso nesta semana. É só mais um passo dos cartolas na estratégia de acabar de vez com a MP do Futebol para refinanciamento das dívidas já que não atende seus interesses, com raras exceções.

São questionados principalmente as exigências de CNDs (Certidão Negativas de Débitos) para participar de campeonatos, obrigação de investimento no futebol feminino, e controles restritos de contas. Nem regras mais benéficas para o pagamento das dívidas flexibilizaram a posição dos clubes.

“Essa aprovação foi o início do fim da MP. Os clubes fizeram deliberações e nenhuma foi acolhida'', disse o diretor jurídico do Atlético-MG, Lázaro Cunha, que tem sido um negociador para a maior parte das agremiações. “Provavelmente, essa lei nem vai à plenário, e vai caducar. Mas vamos apresentar um substitutivo.''

A intenção é apresentar o texto aprovado por um grupo de clubes em reunião na CBF. Nem todos estão alinhados com a proposta como mostra o apoio do Flamengo ao relatório de Leite. Deputados da bancada da bola já se mobilizam também para apresentar emendas que não foram analisadas na comissão.

Enquanto isso, a estratégia do deputado Otávio Leite é usar a força da opinião pública no Congresso para aprovar o texto: entendem que a etapa mais difícil já foi ultrapassada. Sua aposta é na necessidade de os clubes terem um financiamento pela sua condição financeira.

“Minha intenção foi produzir um novo marco nas práticas de gestão do futebol'', explicou Leite. “Não houve prejuízo em não votar os destaques. Afinal, estamos a 17 dias de a medida caducar.''

Mas, mesmo que o texto passe, os clubes ameaçam não aderir, o que tornaria a medida inócua. “Todo mundo vai sair perdendo. Os clubes vão sair perdendo, o público vai sair perdendo'', reconheceu Cunha.


Flamengo enfrentará racha político na luta contra a Série B
Comentários 33

rodrigomattos

Na zona de rebaixamento, o Flamengo terá um complicador na sua campanha no Brasileiro: o racha na situação em relação à eleição no final de ano. Grupos da diretoria se articulam e há a possibilidade de três candidatos de correntes que compõem o conselho diretor. Fora isso, o clube ainda enfrenta um cenário financeiro apertado em 2015.

A corrente majoritária da diretoria trabalha pela candidatura à reeleição do presidente Eduardo Bandeira de Mello (foto). O grupo liderado por Márcio Braga, que o apoiou na última eleição, anunciou que pretende ter postulante próprio. E há uma outra via liderada por Luis Eduardo Baptista, o Bap, que estuda terceiro nome. Todos têm membros no Conselho Diretor.

“Vamos trabalhar para que não afete o clube. É cedo ainda para ter os candidatos. Não discuti a candidatura ainda exatamente por isso. Poderia deixar para mais tarde'', disse o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello.

O dirigente foi surpreendido com a decisão do grupo Garden, liderado por Márcio Braga, de lançar sua concorrente. O provável candidato é Adalberto Ribeiro, vice-presidente de Gabinete da Presidência. “O grupo tem posição de ter candidatura própria'', disse Adalberto, que alterna elogios e críticas à atual administração. Na diretoria, Walter D´Agostino e Gerson Biscotto também são do grupo.

“(A gestão) tem uma mérito extraordinário na parte administrativa. Mas no futebol é lamentável'', explicou, lembrando a má posição na tabela. “Falta gente do ramo. Contratou 40 jogadores. Nomeou e desnomeou vice-presidente. Foram três diretores de futebol, sete técnicos. Não é razoável.''

Apontado no clube como aliado de Bap, o vice de Patrimônio, Wallim Vasconcelos, tem um discurso mais ameno. “A ideia é que o grupo tivesse um nome só e continue junto para os próximos três anos. Todo mundo tem possibilidades (de serem candidatos)'', disse ele, que não descarta uma candidatura sua. “As pessoas têm direito de se candidatar. O importante é que não haverá aquela baixaria de antes.''

Na corrente Só Fla, da qual Bandeira faz parte, há a certeza de que o grupo ligado a Bap não vai aceitar a candidatura de Bandeira de Mello. Como é provável que o nome do presidente seja confirmado para a eleição, Bap e seus aliados articulariam outro postulante.

A esse cenário político dividido, há o fato de o Flamengo estar com as receitas abaixo do esperado até o meio do ano por causa da bilheteria e sócio-torcedor longe da meta. Para cumprir o orçamento, o clube deve ter que fazer empréstimos como já estava previsto no planejamento para 2015.

Houve ainda uma demanda judicial relacionada ao jogador Igor, do Rio Branco, que afetou recursos rubro-negros ao obrigar um acordo para pagar R$ 2,5 milhões. A ação era relativa à dívida de dez anos atrás. Bandeira de Mello reconheceu que, após Guerrero e Sheik, novos reforços só se for obtida nova fonte de renda. Enfim, é em meio à polítia e ao dinheiro justo que a diretoria rubro-negra vai se equilibrar para fugir da zona da degola.


Após um ano, seleção não evoluiu nada em relação ao vexame da Copa
Comentários 18

rodrigomattos

O Brasil não foi eliminado por um segundo tempo ruim diante do Paraguai: não jogou nenhuma partida realmente boa em toda a Copa América. Não há jogadores prontos em número suficiente, não há nenhuma ideia criativa por parte do técnico, não há nenhuma moral na cúpula da CBF para cobrar qualquer coisa. Estamos no mesmo patamar de quando fomos eliminados da Copa-2014.

Dunga assumiu um time que havia tomado 7 a 1 no Mundial para uma Alemanha dinâmica com troca de posições e um toque de bola. Em todos os seus vitoriosos amistosos, armou uma equipe quadrada que só sabe jogar no contra-ataque.

Foi assim que entrou na Copa América. Enquanto contava com Neymar, achou uns lances para passar pelo Peru, e capengou diante da Colômbia. Os colombianos, lembre-se, foram batidos pelo time fracassado de Felipão. Diante da Venezuela, passou raspando por um adversário fraco.

Ao contrário do discurso ufanista, não dominou o Paraguai no primeiro tempo. Teve quase o mesmo número de lances de gol, mas saiu em vantagem em uma boa jogada coletiva, e pela simplicidade de jogo de Robinho. Era pouco. Mas nos contentamos cada vez com menos quando se trata de futebol brasileiro.

Após o intervalo, foi pior ainda: o time paraguaio dominava o Brasil e era mais presente no campo ofensivo. Dunga sempre gostou de jogar no contra-ataque. Se botar ele para enfrentar o Bambala, aquele do Felipão, é capaz de mandar o time marcar atrás e sair em velocidade. E lá a seleção ficou confortável atrás à espera do adversário.

Sofreu o gol em um erro infantil de Thiago Silva ao botar a mão na bola na área. Mas poderia ter levado em qualquer outra jogada pois chamava o rival para sua área. Nos pênaltis, Douglas Costa mandou a bola nos ares e Dunga fez uma cara de decepção como a de Baggio em 1994. Só que naquele ano a isolada consagrou o atual técnico, esta de agora o complica.

Viroses e desfalques não são o suficientes para explicar um futebol do nível apresentado pela seleção. Independentemente da vitória ou da derrota,  o problema da seleção é a falta de perspectiva de evoluir do futebol mesquinho que apresenta atualmente.

Ainda mais se pensarmos que Dunga foi escolhido por dois dirigentes que comprovadamente levaram propinas na CBF: José Maria Marin e Ricardo Teixeira. O atual homem-forte Marco Polo Del Nero sempre foi aliado deles. Qual o critério na condução da seleção dá para esperar deles? Qual evolução há no cenário do time?


Odebrecht atrasa obra sete meses e afeta renda da Arena Corinthians
Comentários 69

rodrigomattos

Prevista para abril como último prazo, a conclusão da Arena Corinthians ficou para julho no novo planejamento oficial de Odebrecht. É mais um adiamento na entrega do estádio pronto que só agora obteve laudo definitivo do Corpo de Bombeiros. Isso tem afetado justamente os setores que podem gerar maior renda para o pagamento da arena.

Ao final da Copa-2014, a empreiteira prometera que até o encerramento daquele ano concluiria a adaptação do estádio. Mas houve seguidos adiamentos e a reforma continua em ritmo lento, segundo quem a acompanha.

“As obras finais da Arena Corinthians estão em fase de conclusão e serão encerradas em julho de 2015″, afirmou a Odebrecht. Entre as pessoas que tocam o projeto, há quem revele descrença com a informação a não ser que a construtora entregue o estádio incompleto.

A empreiteira estaria contigenciando dinheiro para economizar. Isso é negado pela assessoria da Odebrecht que afirma que tudo “prossegue normalmente''. Fato é que, sem a conclusão de todas as melhorias no setor Oeste, o clube demorou a botar à venda esses lugares. E ainda faltam itens a serem concluídos nesta parte da arena, o que dificulta a comercialização. Inicialmente, seria a maior fonte de renda da arena e já deveria estar operando há seis meses de forma completa.

Recentemente, foram necessários trabalhos extras para adaptações para reivindicações do Corpo de Bombeiros para obtenção de laudo definitivo de funcionamento – era usado um provisório. A informação é de que isso teve um custo extra de R$ 20 milhões, que seriam pagos pelo dinheiro de sobra do contrato.

A Odebrecht não confirmou o valor, nem como o montante seria quitado. Mas informou que executou todas as obras. Nesta sexta, os bombeiros emitiram o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) do estádio que poderá permitir a realização de outros eventos, o que pode melhorar as rendas.

Se o novo prazo dado pela Odebrecht for cumprido, o estádio será entregue um ano e um mês após o Mundial, com sete meses de atraso.