Blog do Rodrigo Mattos

Folga
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O blog está de folga até a próxima semana.


Cruzeiro ensaia domínio de padrão europeu com arrancada inédita
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Desde a implantação dos pontos corridos, o Brasileiro é caracterizado pelo equilíbrio e pelo vai e vem entre os times. O Cruzeiro ensaia derrubar essa verdade com a campanha desses últimos dois anos. Pela primeira vez um campeão consegue uma arrancada arrasadora no Nacional seguinte, em uma demonstração de domínio parecida com a vista em ligas da Europa.

Até agora o time mineiro soma 28 pontos, cinco a mais do que o segundo colocado, o Corinthians. Obteve 78% dos pontos. Apenas três equipes na história da competição de pontos corridos conseguiram um desempenho superior até a 12a rodada.

Nenhum campeão brasileiro tinha obtido feito igual. Mesmo o São Paulo, tricampeão e único a ganhar uma campeonato seguido do outro, chegou perto pois teve inícios apenas razoáveis e se recuperou durante a campanha.

O Santos era o campeão com melhor arrancada até agora, ao obter 24 pontos em 12 rodadas em 2005 – não era líder.  O São Paulo atingiu 20, em 2008. Fora isso, todos os outros estavam abaixo e longe das primeiras posições.

Para se ter uma ideia, o Cruzeiro de Marcelo de Oliveira atinge rendimento de 69% nos seus 50 jogos no Brasileiro, 2013 e 2014, com um total de 104 pontos. Foram 105 gols marcados pelo time mineiro, com média de 2,1 por partida.

O UOL Esporte mostrou que o time mineiro é o que mais se aproxima da modernidade do futebol jogado na Europa. Pelo menos nos números, o Cruzeiro, de fato, ensaia um domínio parecido com o visto em certas ligas no velho continente.


Lampejos de Elias salvam Corinthians e um clássico ruim
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Pouco antes dos 30min do segundo tempo, Paolo Guerrero se preparava para bater uma falta quando se estranha com Wendel com troca empurrões. O confronto se generaliza e envolve a maioria dos jogadores de Corinthians e Palmeiras, com ameaças e trombadas dos dois lados. Um retrato do primeiro clássico no Itaquerão, marcado mais pelas faltas do que por conclusões perigosas a gol.

Ganhou o Corinthians porque apresentou um mínimo de futebol e por contar com Elias, um volante que sabe jogar bola e sai da mesmice do que se viu em campo. Foram dele os dois passes para os gols corintianos.

O torcedor precisou de bastante paciência para assistir a um chute. Até os 41min do primeiro tempo, não houve nenhum arremate perigoso a gol.

Há quem atribua o fato à forte marcação dos dois times. Ao contrário do que se pode pensar, o excesso de faltas demonstra que as duas equipes têm deficiências na sua marcação, pois é a única forma que encontram de truncar o jogo. Foram mais de 40 em toda a partida, bem acima da média do Brasileiro.

A diferença é que o Corinthians apelava a faltas, mas tentava algumas triangulações pelo meio, com Elias, Renato Augusto e Petros. Foi em uma penetração como essa que Elias avançou, driblou e deu passe para o gol de Guerrero, no início do segundo tempo.

Já o Palmeiras se esforçava para recuperar a bola apenas para dar bicões da defesa para o ataque, onde Henrique vivia solitário e Mouche estava mais preocupado em compor o meio-campo.

Fato é que o gol pelo menos obrigou o técnico Ricardo Gareca a avançar o time, com as entradas de Erik e Leandro nos lugares de Mendieta e Henrique. O palmeirense, enfim, podia ver a bola na área rival de vez em quando, embora sem grande perigo.

O Corinthians manteve o pragmatismo do seu técnico Mano Menezes. Após 20min velozes no início do segundo tempo, postou-se para evitar o gol rival e aproveitar eventuais contra-ataques. Não havia muito com o que se preocupar, verdade seja dita.

De novo, Elias chegou na entrada da área e mostrou uma visão incomum entre os outros jogadores. Seu passe de lado deixou Petros em condição de chutar a gol para superar Fábio, que ainda tocou na bola.

Saldo: o clássico demonstrou que um pouco mais de qualidade no tratamento da bola ainda é decisiva, como foi o caso das jogadas de Elias. Só que, sejamos sinceros, ainda é pouco para o que se cobra pelos ingressos, pelo que se gastou com estádios, e pelos salários de jogadores e técnicos.


Como no Brasil, Fifa já enfrenta ameaças políticas na Rússia-2018
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No Brasil, a Fifa viveu sob a constante ameaça de manifestações desde a Copa das Confederações, além de sofrer críticas da população. O Mundial foi tranquilo apesar das preocupações. Mas, a quatro anos da Copa-2018, a federação internacional já enfrenta sérios problemas políticos na Rússia.

Durante a semana, a federação internacional teve que soltar uma nota para reafirmar que não tira o torneio do país apesar dos confrontos na região da Ucrânia, que resultaram no abate de um avião. A entidade defendeu que o Mundial pode ser uma “força para o bem''.

E outra grave ameaça é a questão do combate à discriminação na Rússia. O país tem uma lei que proíbe manifestações de “relações sexuais não tradicionais'', o que serve para punir homossexuais. A força-tarefa da Fifa contra discriminação está bastante preocupada com essa legislação, e seus efeitos.

“A Rússia será muito mais desafiadora. A Rússia, sozinha, merece uma força-tarefa'', explicou Jeffrey Webb, presidente da força tarefa da Fifa e membro do Comitê Executivo, ao blog durante o Mundial do Brasil.

“Nós vamos ter que conversar. Para nós, se trata de revisar a legislação e ver o que se encaixa na legislação da Fifa. Claramente, a Fifa tem um ponto muito forte contra discriminação, contra o que podem sofrer indivíduos. Vamos ver quais linhas se cruzam entre a legislação da Fifa e a deles (russos).''

O presidente da federação internacional, Joseph Blatter, já teve uma conversa inicial com o presidente Vladimir Putin sobre o assunto, segundo Webb. Fato: quem achava que os cartolas da Fifa teriam vida fácil após o Brasil, enganou-se.


Marketing de emboscada na Copa envolve Neymar e Huck, mas tem pena branda
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As ações de repressão ao marketing de emboscada na Copa-2014 envolveram famosos como o jogador Neymar e o apresentador de TV Luciano Huck, além de patrocinadores da Fifa. Mas, na maioria dos casos, a CBF e a federação internacional apenas pediram retiradas de campanhas e produtos, e as punições geradas foram brandas. Há apenas três processos em curso.

Em relatório, o departamento jurídico da confederação listou 97 empresas que foram atacadas com reclamações relacionadas ao uso indevido da marca da seleção. Desse total, 92 resultaram em notificações e a simples retirada da campanha ou do produto de venda. Houve cinco processos, três deles ainda ativos, entre eles um contra empresa que tem como sócio Luciano Huck.

O blog apurou que a Fifa não deu início a nenhuma ação judicial por marketing de emboscada no Mundial. Houve apenas notificações extrajudiciais como a relacionada à sunga exibida por Neymar durante jogo.

“A maioria das empresas só recebeu notificação para adequar campanhas. Em alguns casos, houve acordos com remuneração'', afirmou Gustavo Piva de Andrade, do escritório Dannemann e Siemsen, que representa a CBF e, em alguns casos, a Fifa. “Existiu caso de desconhecimento de empresas pequenas. Mas a maioria das empresas grandes estava ciente, e testava limites.''

No caso da Fifa, por exemplo, a entidade pediu que fosse impedida a distribuição das camisas de determinada marca na zona de exclusão de estádios do Mundial. Outra situação foi a sunga exibida por Neymar de uma marca diferente da Nike durante o intervalo do jogo contra Camarões.

A entidade investigou o caso e inocentou Neymar. Mas mandou uma notificação extrajudicial para a empresa Blue Man, que respondeu que o produto fora um presente para os jogadores sem intenção de fazer propaganda. O caso foi encerrado sem ação pelo que apurou o blog. E a marca festeja a exposição da sunga.

Das três ações em curso da CBF, uma foi contra a Johnson & Johnson, outra contra a Reserva. A multinacional de ramo de higiene pessoa foi patrocinadora da Copa, e a campanha com camisas amarelas foi interrompida, mas ainda não há acordo judicial.

Enquanto isso, a ação contra a Reserva está perto de um acordo. A empresa que produz camisas tem como um dos sócios o fundo Joá, que tem como participante Luciano Huck. Ele é muito próximo da CBF e chegou a interromper um treino da seleção para gravar um programa. Mas suas empresas foram alvos duas vezes de ações contra marketing de emboscada da entidade.

“Estamos em fase de acordo'', disse o advogado da CBF, Carlos Eugênio Lopes, explicando que isso envolve um pagamento por parte da Reserva. A reclamação é de que a empresa usou uma camisa com um escudo que se assemelha ao da seleção. A campanha e a camisa já foram retirados, e o valor a ser pago não deve ser alto.

O advogado da Reserva e da Use Huck, Vicente Donnici, confirmou que está perto de um acordo com a confederação no processo, e disse que há certa subjetividade nos julgamentos do que é símbolo da CBF.

O outro caso foi uma notificação para a Use Huck-Reserva. Havia uma camisa amarela com o logo “Imagina na Copa'' com um símbolo parecido com a CBF, e foi vendida por quase um ano. “A UseHuck (…) respondeu a notificação explicando que nunca houve a intenção de infringir quaisquer direitos e, para evitar maiores problemas, cancelou a venda da camiseta'', afirmou Donnici. 

Ou seja, na maioria dos casos, a campanha ou produto que supostamente fere os direitos da CBF e da Fifa sai do ar e deixa de ser vendido com a notificação. Mas a empresa já aproveitou a exposição.

Carlos Eugênio Lopes, no entanto, está satisfeito com os resultados do combate ao marketing de emboscada. “Compensou o trabalho e foi fundamental. O objetivo é preservar a marca. Se não combate o uso indevido, daqui a pouco não vai ter patrocinador nenhuma'', afirmou o advogado da CBF.


Seleção terá conselho de campeões com ex-atletas de 58 e 70
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Ao convocar Mauro Silva para a primeira delegação da seleção brasileira, a comissão técnica da CBF deu início à formação de uma espécie de conselho de campeões mundiais que atuará para auxiliar o técnico Dunga e o coordenador Gilmar Rinaldi. Não se limitará a ex-atletas de 1994: serão chamados integrantes dos grupos de 1970, 62 e 58.

Foi a explicação que deu Rinaldi ao blog. Segundo ele, a intenção é ampliar os debates dos rumos da seleção brasileira. A cada viagem será chamado algum ex-jogador com título.

“Não vão ser só os campeões de 1994. Vamos chamar todos também de gerações de 1958, e 1970. Será formada uma espécie de conselho. Acredito muito nisso. Eles poderão criticar, apresentar os defeitos do que fizermos para mostrar o que está errado'', explicou Rinaldi. Pelo raciocínio, também podem ser incluídos campeões de 2002.

Com esse espírito, o coordenador técnico também pretende realizar uma reunião com a Globo e outros veículos de imprensa para estabelecer regras no trabalho e evitar conflitos. A primeira passagem de Dunga pela seleção foi marcada por atritos com jornalistas.

Em sua primeira entrevista, o treinador reconheceu erros e disse que iria rever seu comportamento. Mas deixou claro que gosta de regras claras para a relação, e não pretende dar privilégios, uma das questões com a Globo.

“Ainda não teve uma conversa. Quero conversar não só com a Globo, mas com os outros veículos. Quero saber quais são as necessidades do trabalho para entender o que podemos realizar'', afirmou Rinaldi.

 


Em reunião com Dilma, clubes querem debater todo futebol, não só dívidas
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Oficialmente, a presidente da República, Dilma Rousseff, receberá nesta sexta-feira dirigentes de clubes para discutir a Lei de Responsabilidade Fiscal para o futebol, que renegocia suas dívidas. Mas cartolas querem ampliar o debate e incluir outros temas de gestão do esporte. Entre eles, estão as regras da Lei Pelé para formação de atletas.

Previsto para a manhã desta sexta-feira, o encontro vai acontecer à tarde porque a presidente estará no Rio de Janeiro para visitar instalações olímpicas mais cedo. Haverá a presença de 12 clubes grandes brasileiros.

Um dos líderes do movimento, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, afirmou que pretende ampliar a pauta da reunião e falar de “gestão do futebol brasileiro'' sem especificar os temas.

Já o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, explicou que a prioridade é a lei de responsabilidade fiscal, mas que há outras reivindicações dos clubes em articulação. Por exemplo, aumentar a remuneração por formação de atleta sem contrato, que, atualmente, é de 200 vezes o valor investido em cada um.

“Tem que conversar sobre a formação. Tem que ter uma proteção maior para o clube para incentivar o investimento'', contou o Ribeiro. “Queremos uma remuneração melhor para o clube formador que não tem contrato com o atleta. Não é uma volta do passe porque isso seria um retrocesso.''

Dentro do governo federal, há uma disposição de discutir a gestão do futebol por inteiro, tanto a questão fiscal quanto contrapartidas de administração dos clubes. No projeto de lei em trâmite no Congresso, já existem medidas punitivas previstas para os times que não pagarem dívidas ou salários.

Na segunda-feira, haverá nova reunião na CBF com 40 clubes da Série A e da Série B, incluindo as 27 federações estaduais, para debatero futebol brasileiro, principalmente elaborar documento sobre a lei de responsabilidade fiscal.

Por enquanto, não há em discussão no governo nenhuma medida para mudar a eleição ou gestão da CBF, que centraliza o poder do futebol brasileiro


Chefe da seleção tem agências de jogadores ativas, mas promete encerrá-las
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O novo coordenador técnico da seleção brasileira, Gilmar Rinaldi, tem duas empresas de agenciamento de jogador ativas, uma delas na Holanda e outra no Brasil. Ao blog, ele afirmou que vai modificar as firmas e acabar com a atividade de empresariar atletas. A negociação de jogadores representa um conflito de interesse com o cargo na CBF.

Na semana passada, Rinaldi assumiu o posto de coordenador na confederação. Logo, disse que tinha se desligado da representação de jogadores, e tirou seu registro de agente de atletas da Fifa.

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Só que ainda há duas empresas pertencentes a ele que estão ativas e que têm como um dos fins o agenciamento de jogadores. São a Gilmar Marketing, Comércio Assessoria e Serviços Ltda, com sede em São Paulo, e a Gilmar Sports CV, com sede em Amsterdã, capital da Holanda, como mostram documentos obtidos pelo blog. A última é controladora da primeira empresa.

Na descrição dos objetos da empresa brasileira está “agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas''. No estatuto, está escrito: “prestação de serviços de consultoria, assessoria, intermediação de serviços e marketing e promoções de eventos ligados ao esporte.''

A empresa tem como sócia majoritária a Gilmar Sports CV, e minoritários, Rinaldi e sua mulher. Seu capital é de R$ 4,1 milhões, praticamente tudo pertencente à sociedade empresarial holandesa. O que significa que o dinheiro do novo chefe da seleção gira em boa parte do tempo no exterior.

“Esses valores são referentes aos imóveis que tenho principalmente no Brasil. Não vou fechar a empresa. Mas vou mudar o objeto delas. Não haverá mais o foco no esporte. Só vai ficar a administração de imóveis'', explicou Gilmar Rinaldi ao blog. “O que vai mudar é a razão social dessa empresa e a da outra (da Holanda).''

Segundo Rinaldi, isso só não foi feito anteriormente por falta de tempo. Mas o seu contador e seu advogado já foram procurados com esse objetivo. Ele assumiu a seleção, portanto, com as empresas ainda ativas. Sua firma no Brasil já fora modificada no final do ano passado para se tornar sociedade empresária até porque o capital quadruplicou, de cerca de R$ 900 mil para R$ 4 milhões.

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O chefe da seleção explicou que sua principal empresa fica na Holanda porque a maior parte do dinheiro era movimentado no exterior. “Todas as entradas de dinheiro para o país estão registradas no Banco Central e nas declarações de imposto de renda.''

As remunerações vieram de negociações de jogadores, segundo Rinaldi, mas ele não tem contrato com nenhum atleta. “Não tem nada de percentual de jogador nestes bens. Nunca tive contrato com jogador. Recebia pelas transações feitas'', observou.

O encerramento das atividades de agenciamento não é a única pendência a ser resolvida pelo novo chefe de seleções da CBF. Sua empresa Gilmar Marketing tem dois processos judiciais contra clubes brasileiros, Botafogo e Palmeiras. Eventualmente, esses times podem ter jogadores convocados à seleção, o que geraria novo conflito de interesse.

Gilmar Rinaldi também promete encerrar os processos.''São coisas antigas, pequenas. Já falei para o advogado resolver. Dei a orientação neste sentido. Não deu ainda para fazer porque tem muita coisa'', afirmou Rinaldi.

O processo contra o Palmeiras iniciou-se neste ano, e há um cobrança de R$ 583 mil. Em relação ao Botafogo, a ação é de 2009, mas neste ano houve uma penhora de R$ 229 mil sobre as rendas avinagras. O blog não conseguiu contato com os departamentos jurídicos dos clubes para saber quais transações de atletas geraram essas cobranças.

Uma curiosidade: em ambas as empresas, o nome de Gilmar está grafado diferente de como ele é conhecido. Nas companhias, o sócio é Gilmar Luiz Rinaldo, embora se refira ao novo coordenador de seleções da CBF.


Urgência, falta de opções e história. Veja por que Fla contratou Luxa
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Desde segunda-feira, após a goleada para o Internacional, a diretoria do Flamengo já discutia um substituto para Ney Franco. Nas conversas, os cotados eram Tite, Jorge Sampaoli, Renato Gaúcho, Leonardo e Vanderlei Luxemburgo. Mas, ao analisar cada um, os dirigentes constataram que Luxemburgo era o único que poderia assumir imediatamente, o que é imperioso no caso da luta contra o rebaixamento.

A cúpula do clube já estava propensa a mandar Ney Franco embora em caso de mau resultado no Sul. A pressão cresceu ainda mais com a reivindicação de caciques políticos por alterações no futebol, na segunda-feira. Só faltava achar um substituto.

Ainda na noite de segunda-feira, dirigentes rubro-negros conversaram sobre nomes. Tite seria o preferido, mas o clube recebeu a informação de que ele estava perto de fechar com a seleção do Japão. E seu agente Gilmar Veloz não quis nem ouvir proposta. O técnico já tinha recusado sondagem do Flamengo anteriormente quando Jayme de Almeida foi demitido.

Técnico do Chile, Jorge Sampaoli também recusou sondagem do clube pois espera ficar no Chile ou receber uma proposta melhor.

Entre os desempregados, Renato Gaúcho sofreu séria resistência por conta do gol de barriga na final do Estadual de 1995, o que o coloca como figura pouca simpática no clube, apesar de sua passagem vitoriosa como jogador. E a conclusão foi que Leonardo poderia ter problemas de adaptação em momento de crise, assim como um treinador estrangeiro que não fosse top.

Contou a favor de Luxemburgo dentro da diretoria rubro-negra o fato de estar desempregado e, por isso, poder fechar rapidamente um contrato. Com o time na lanterna do Brasileiro, era imperiosa uma mudança ainda nesta semana.

Além disso, levou-se em conta o fato de o treinador ter uma história dentro do clube. Portanto, terá facilidade para se adaptar ao dia a dia rapidamente. Essa será a quarta passagem do treinador pelo clube – a primeira começou em 1991 e a última se encerrou em 2012.

Há uma resistência dentro da diretoria do Flamengo a contratos longos, como o feito com Luxemburgo até 2015, porque costumam gerar multas pelas constantes demissões de treinadores.

* Colaborou Pedro Ivo Almeida


Amigos pediram a Dunga para evitar briga com imprensa e Globo
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Os confrontos do técnico da seleção Dunga com a imprensa foram frequentes em sua primeira passagem pela CBF. Por isso, amigos do treinador recomendaram a ele que evitasse brigas e fosse mais mais flexível com jornalistas e com a Globo. Em sua primeiro discurso, ele reconheceu erros e disse que tentaria melhorar seu relacionamento com veículos de comunicação.

Pessoas próximas ao treinador admitem que seu temperamento é difícil. Às vezes, está de bom humor, mas quando se irrita recorre ao confronto direto e até a ofensas, como ocorreu no Mundial-2010 com o comentarista da Globo Alex Escobar.

Um dos amigos de Dunga argumenta que ele pode atacar um jornalista por 15 minutos em uma entrevista, mas os comentaristas terão o microfone durante muito mais tempo para criticá-lo depois disso. Então, quanto menos confronto, menos desgaste.

Na opinião dos aliados, o trabalho do treinador foi bom na seleção de acordo com o aproveitamento, cerca de 75% dos pontos. Por isso, a maioria das críticas era por conta de seu temperamento, segundo os amigos.

Os primeiros passos do novo comandante da seleção foram aprovados por aliados. No entendimento deles, a Globo foi generosa com Dunga, com comentários positivos no Jornal Nacional. E o técnico acertou o tom ao dizer que quer melhorar seu relacionamento com a imprensa.

Mas os próprios amigos reconhecem que ele não perdeu a chance de dar suas alfinetadas. Entre elas, a declaração de que manteve o combinado antes do Mundial-2010 sobre as relações com a imprensa e a Globo. Deu a entender que outros é que não cumpriram regras.

Não tive problema com a Globo, A, B ou C . Tive atrito porque sou gaúcho e o combinado não é caro e cumpro o combinado. Talvez tenha levado muito na ponta da faca, porque cumpri muito e não foi cumprido'', disse ele.

O que os aliados do treinador temem é que, com o passar do tempo, suas alfinetadas e ironias voltem a se transformar em ataques aos jornalistas.