Blog do Rodrigo Mattos

Folga
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Após a cobertura do Pan-2015, este blog está de folga até a próxima semana.


Cônsul em Toronto diz que é impossível extradição de atleta do Pan acusado
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O goleiro de polo brasileiro Thye Bezerra Mattos não tem como ser extraditado para o Canadá para responder a acusação de agressão sexual em Toronto.  A informação é do cônsul brasileiro em Toronto, José Pimentel, em entrevista ao blog. Ele informou que o atleta já está na Rússia, e não tem como a polícia canadense requisitar sua volta ao país.

“A extradição só é possível quando há um acordo. Não há acordo (entre Brasil e Canadá)'', contou o cônsul. A polícia falou em negociar para ele voltar, o que foi descartado pelo cônsul. “Poderiam fazer um pedido por meio da embaixada no Brasil. Mas se não existe acordo: não tem como.''

O consulado não participa da defesa do brasileiro que ficou a cargo do COB (Comitê Olímpico do Brasil) que já contratou um advogado para cuidar do caso. O comitê informou o consulado que Thye já está na Rússia, em Kazan, com o time brasileiro de polo, para o Mundial.

O cônsul quer saber se é legal a exposição do brasileiro feita pela polícia mesmo sem uma acusação formal. “Se é legal ou não mostrar a foto dele, cabe aos advogados analisar. Seria preciso saber se fosse um canadense se o tratamento seria igual'', analisou ele. Segundo o cônsul, a polícia brasileira não procurou o consulado em nenhum momento.

Pimentel não soube dizer quais seriam os efeitos do caso sobre a comunidade brasileira em Toronto. “Seria impossível avaliar isso agora.'' São 15 mil brasileiros vivendo na cidade.


Dunga fechará lista de 30 jogadores para Rio-2016 ainda neste ano
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O corpo de técnicos da CBF vai fechar nos próximos meses um grupo de 30 jogadores que será preparado para formar o time olímpico para a Rio-2016. A ideia é limitar o número de atletas em observação para criar conjunto e lastro neles.

Esse corte será feito pelo técnico Dunga após observações do treinador da sub-20, Rogério Micale, que treinou o time do Pan e do Mundial sub-20. Não se sabe quantos atletas que estiveram na queda diante do Uruguai, em Hamilton, estarão no trabalho.

“Estamos selecionando um grupo e dessa seleção o Dunga vai extrair. Já existe a ideia de um grupo”, contou Rogério Micale. “Tem preconizar os que têm se destacado e jogado. Precisa de qualidade e conjunto para as coisas funcionarem.”

O treinador da sul-20 vai ter um encontro com o da equipe principal quando chegar ao Brasil para estabelecer um método de trabalho para a Olimpíada. O que já está definido é que Micale dirigirá a equipe olímpica quando Dunga estiver com a formação de cima. Em outras ocasiões, será seu assistente.

Entre os atletas no Pan, nem todos estavam muito otimistas em serem aproveitados para a Rio-2016. “Quando ganha é mais fácil ser levado. Dificulta quando ocorre uma derrota. Mas esse grupo tem muita qualidade. Depende do técnico”, analisou o meia Lucas Piazon, que atua no Frankfurt.

Um dos destaques da competição foi o atacante do Figueirense Clayton para quem o time esteve bem no jogo contra o Uruguai. “Nos desligamos em dois lances”, disse.

Micale também fez uma avaliação positiva do trabalho apesar da derrota. Para ele, pesou o fato de o Uruguai ser mais cascudo com um time que já participou de Mundial e jogadores que atuam na Libertadores.  Esse é um dos motivos que ele prega a formação de um grupo de 30 atletas para a Olimpíada.


Canadá supera campanha do Brasil como país-sede do Pan
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Como país-sede do Pan, o Canadá já superou a campanha do Brasil no Rio-2007. E ainda faltam cinco dias de competição em Toronto.  Desta forma, os canadenses ficam atrás somente de EUA e Cuba como anfitriões.

Com os resultados da terça-feira, os canadenses chegaram a 59 medalhas de ouro, e 157 no total. Ao final do Rio-2007, competição que priorizou por ser em casa, o Brasil tinha 52 ouros, e os mesmos 157 pódios. Lembre-se: o Brasil tem uma população de 204 milhões, e o Canadá de 35 milhões.

Os canadenses tiveram desempenhos pífios nas últimas competições multiesportivas. Em Londres, ficaram em 36o no quadro, com apenas um ouro e 18 medalhas no total. Já vinham de um Pan-2011 ruim em que não passaram de um quinto lugar, atrás do Brasil e dos anfritiões México, com um total de 119 medalhas, sendo 30 de ouro.

Ou seja, eles praticamente dobraram o número de títulos pan-americanos nesta edição em Toronto. Isso ocorreu graças ao forte investimento nos últimos anos no esporte canadense, além de prioridade para ter os melhores atletas na competição. Brasil e EUA não mandaram suas equipes principais em algumas modalidades.

Com isso, os canadenses cresceram até em esportes como o atletismo em que não tinham bom rendimento. Chegaram a ocupar a primeira posição por alguns dias à frente dos norte-americanos, antes de cair para a segunda colocação. Mas não repetirão o desempenho de cubanos e norte-americanos que venceram em casa com mais de 200 pódios.


Apesar de liberar continência, Odepa mantém veto à mão fechada de protesto
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Apesar de liberar a continência dos atletas brasileiros no Pan-2015, a Odepa mantém o veto a atos políticos em comemorações de pódio, inclusive a mão fechada que já foi usada pelo movimento black power. Foi o que explicou o vice-presidente da entidade, Ivar Sisnega.

“Respeitamos o que diz o COB e o COI (Comitê Olímpico Internacional) sobre a continência. Se eles dizem que não há nenhum problema, não há problema. Entendo que é um ato como a mão dos norte-americanos no peito: um respeito à pátria. Não é um ato político'', indica o dirigente.

O cartola faz o gesto de mão fechada erguida para mostrar o que não é permitido realizar dentro do ambiente olímpico. Em 1968, no México, os dois norte-americanos perderam suas medalhas por fazer esse gesto. O COI ainda não se pronunciou sobre a continência, mas normalmente tem tolerância em relação a essa saudação.


Se a continência pode, atos políticos deveriam ser liberados no pódio
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A continência realizada por atletas brasileiros militares durante o Pan fez surgir uma questão: o gesto  pode ser considerado uma atitude política? Por consequência, há quebra de regras do COI (Comitê Olímpico Internacional) para o pódio e para as competições?

Pelo artigo 50 da carta olímpica, estão proibidos os atos políticos, propaganda, e manifestações religiosas no ambiente dos Jogos, o que vale para o Pan. Só que a análise é subjetiva. Claro, se o esportista aparecer com um cartaz do patrocinador, está desrespeitada a regra. Mas outros gestos têm nuances que precisam de interpretação.

Não é a primeira vez que atletas fazem o gesto militar em Jogos: o norte-americano Jesse Owens, velocista americano, prestou a continência em 1936 no pódio quando ganhou o ouro na Olimpíada de Berlim-1936. Era um contraponto à saudação nazista feita pelos dois alemães que estavam ao seu lado, o que foi repetido por Hitler.

Naquela ocasião, claramente, as atitudes de Owens e dos alemães eram políticas. O norte-americano saudava seu país contra uma nação racista, ainda que os EUA daquela época tivessem sérias leis de segregação que inferiorizavam os negros. Ninguém foi punido. Outras continências como a do chinês Lin Dan, ouro no badminton nos Jogos de 2008, foram toleradas, embora fizessem alusão ao exército chinês e portanto ao seu governo.

Já as mãos fechadas em homenagem aos panteras negras executadas por Tommie Smith e John Carlos, na Olimpíada de 1968, foram punidas com as perdas de suas medalhas nos 100 m. Eram um protesto contra o tratamento do governo norte-americano aos negros já que, passados 32 anos desde Owens, a evolução fora insuficiente na questão da igualdade racial.

No caso dos brasileiros no Pan, houve um pedido do Exército para que os atletas prestassem a continência no pódio. O COB (Comitê Olímpico do Brasil) alega que o procedimento está em um regulamento que trata das honraria, e que isso em nada desrespeita o capítulo olímpico.

Esse regulamento militar foi transformado em lei pela primeira vez em 1983, por decreto do último presidente da ditadura João Figueiredo. Depois, o decreto foi revogado e substituído por novo regulamento mais enxuto, mas que manteve a essência. Teoricamente, os miltares são obrigados à saudação em hasteamentos de bandeiras e quando toca o hino.

Fato é que, ao prestar continência, os atletas lembram que são bancados pelo Exército. É uma óbvia alusão ao apoio das Forças Armadas ao Esporte, e fortalece a sua imagem. Portanto, pode ser considerado um ato político ou uma propaganda. Esse é o meu entendimento, embora seja provável que o COI opte pela tolerância.

Nem por isso a continência deveria ser desautorizada, na minha visão. A questão é que outras manifestações políticas – protestos em geral – também deveriam ser permitidas desde que feitas apenas com gestos. Seria demais transformar o pódio em uma passeata de cartazes ou de propaganda.

É hipócrita da parte do COI permitir manifestações de apoio a determinadas instituições governamentais e impedir protestos contra elas. Então que cada atletas tenha liberdade para se exprimir da forma que achar mais conveniente sem restrições. Para vetar atos políticos em geral, e se manter coerente, o comitê teria de desautorizar as continências. Neste caso, seria no mínimo irônico ver uma recomendação do exército brasileiro ser censurada.


Toronto é bonitinha, mas seu Pan é ordinário
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Toronto é uma cidade interessante para se passar férias: tem áreas de lazer bem-cuidadas, restaurantes e lojas atrativas, um clima muticultural e dizem até que uma paisagem exburante vista do lago. Para quem trabalha neste Pan-2015, no entanto, a experiência tem sido frustrante pelo excesso de falhas em quase todas as áreas de operação. Comparado com o Rio-2007, os canadenses tomam de goleada.

Ressalte-se que não falo do planejamento de obras, orçamentos e custos da competição. Neste quesito, nós, brasileiros, somos uma catástrofe. Estouramos contas de Pan-2007, da Copa-2014 e devemos repetir em Rio-2016. E os canadenses nos seguiram com o Pan mais caro da história.

Mas, na gestão do evento em si, o Brasil foi bem-sucedido nas duas últimas competições, ressalvada a falha de segurança no Maracanã na invasão dos chilenos. Bem diferente dos enrolados canadenses. Uma análise favorável a Toronto só se justifica por um deslumbramento com países desenvolvidos.

Vamos aos dados.  Os ônibus da organização do Pan, quando aparecem, não têm hora para chegar. É comum o motorista sequer saber para onde está indo. Em uma cena recente, um colega ficou sem ônibus, sem táxi, por falha da organização. Resultado: um policial parou o ônibus regular para levá-lo.

É só uma das várias falhas, somadas à internet, placares, desorganização em geral. E não se trata de uma questão de falta de dinheiro já que Toronto gastou ainda mais do que o Rio em seu Pan. Os recursos foram quase inteiramente para a competição: a única melhoria para a cidade foi acelerar a reforma da área de lazer em frente do Lago Ontário. Não é a à toa que a maioria dos moradores se mostrava contrários à competição.

Você pode pensar que, como país de primeiro mundo, o Canadá não precisa se preocupar com isso porque tem sobra de dinheiro e uma cidade montada. Bem, o governo de Ontário, que bancou boa parte da festa, tem acumulado déficit. E a cidade está longe da perfeição.

No centro, são vários os mendigos na Yonge Street, o que mostra situação financeira complicada de certos cidadãos. As ruas nesta área são tão sujas quanto às das capitais brasileiras. O tráfego também se tornou uma questão séria na cidade. O sistema de transporte é eficiente, mas inferior ao de capitais europeias, com bondes lentos e ônibus velhos.

Claro, não comparo com os problemas que enfrenta o Rio, sede olímpica, que vive uma onda de violência, um estrangulamento do trânsito, pobreza em várias áreas da cidade, entre outros questões. Algumas dessas questões são enfrentadas também em São Paulo.

A questão é que, quando você olha de longe, a paisagem (ou skyline como gostam de dizer alguns) de Toronto vai parecer linda, mas não se enxerga dali os problemas nem do Pan, nem da cidade. Será o mesmo se uma pessoa for olhar o Rio de cima do Corcovado. Cabe a nós, brasileiros, sermos justos: temos vários problemas e erramos muito, mas não somos piores em tudo em relação a estrangeiros. Esse caso é um exemplo.

 


‘Futebol brasileiro está fincado no passado’, diz técnico da seleção no Pan
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Ao contrário das vozes majoritárias do futebol nacional, o técnico da seleção Pan-Americana, Rogério Micale entende que, sim, o país enfrenta uma crise grave no esporte: “Temos um problemão.'' Seu diagnóstico é de um Brasil estagnado em termos táticos, e incapaz de enxergar que está agarrado a conceitos ultrapassados. É contra essa corrente que ele quer seu time sub-22 que estreia neste domingo, no Pan-2015, diante do Canadá.

“Não estamos tentando aprender com o nosso passado. Estamos fincados no nosso passado porque ganhamos no nosso passado. E não olhamos para o frente. É como um carro. Se olhar para o retrovisor o tempo inteiro vai bater o carro. E já estamos com o carro todo batido'', analisou ele, em uma metáfora.

Para ele, é imprescindível agregar conceitos táticos e tipos de treinos praticados na Europa, embora adaptados às características nacionais. Na sua opinião, não há um problema técnico dos atletas nacionais, que ainda são de bom nível apesar de algumas carências. “Estamos estagnados taticamente. Precisamos enxergar que o mundo melhorou. Nós, como profissionais, precisamos melhorar.''

Nesta análise, ele entende que o Brasil não conseguiu ainda traçar um norte do que precisa ser feito. “Temos um problemão na mão. E não vai ter fácil de resolver. A não ser que exista uma mudança drástica de rumo'', contou.  Questionado se a CBF entendeu essa necessidade de alterar tudo, repondeu: “Me contratou. E estou sempre questionando tudo.'' Ainda não teve tempo de conversar muito tempo com o treinador da seleção principal Dunga ou com o corrdenador Gilmar Rinaldi, por conta do calendário.

Os principais questionamentos de Micale são contra os conceitos arraigados no futebol. Há uma lista deles: goleiro não pode jogar com o pé, linha de zagueiros não pode atuar avançada, lateral tem que ir à linha de fundo e não cruzar por dentro, a bola não deve sair como o volante para evitar lances de perigo.

Para ilustrar seu ponto, relatou uma história do recente Mundial sub-20.  Micale instruiu o seu goleiro Jean para jogar avançado no estilo Neuer para interceptar bolas de ataques adversários. Só que enfrentou uma barreira: o medo que há no futebol brasileiro dos goleiros de serem encobertos.

Adiantou o goleiro até a linha da área e mandou jogadores tentarem chutes do meio. Após várias tentativas, ninguém acertou. Assim convenceu seus comandados de era improvável acertar o chute de longe e valia a pena ter o um “líbero'' no gol. Jean interceptou mais de 30 bolas durante o Mundial.

Seu time armado para o Pan, assim como o Mundial, tem o goleiro adiantado, a linha de quatro zagueiros deve atuar bem avançada próxima do meio, os quatro jogadores da frente tem que pressionar a saída adversária o tempo inteiro. A ideia é que o time tenha uma distância de 35 metros entre o homem mais avançado e o mais atrás.

“Estou sentido muita diferença. Todo jogo é mais difícil para o zagueiro'', contou o zagueiro Gustavo Henrique, que atua no Santos. “Talvez o Brasil esteja atrasado na parte tática, no tipo de treinamento.''

Mais embasado está Lucas Piazon, que atua no Frankfurt, para ter opinião similar. No Brasil, só atuou na base do São Paulo, que diz ter uma boa estrutura. Ainda assim, viu bastante diferença quando chegou no Chelsea.

“No Brasil, tem três horas de treino, mas tem bate-papo, toma aguinha. Na Europa, é uma hora e meia, mas o treino é intenso durante esse período'', contou. Uma opinião que corrobora o que disse Daniel Alves à ESPN ao comparar treinos de Dunga aos da Europa, apesar dos elogios ao treinador brasileiro. Piazon vê em Micale a intenção de jogar de forma mais próxima a da europeia com linha de zagueiros avançada e os quatro da frente.

Os treinos mais intensos tentam fazer o jogador entender o que está realizando taticamente e exercitar sua capacidade cognitiva, explicou Micale. Mas um problema é que, no Brasil, a pressão sobre os treinadores os impede de desenvolver trabalhos a longo prazo, na sua opinião. Mas ele não exime a si mesmo a aos colegas de culpa. Falta mais estudo a todos que só se aplicam quando são demitidos.

Professor do curso da CBF de técnicos há cinco anos, em parceria com a Universidade de Minas Gerais, e técnico da base do Atlético-MG por seis anos, ele admitiu, no entanto, que não é qualquer seminário ou palestra que vai acrescentar a um profissional. “70% são horríveis''. Ressaltou que a discussão no futebol brasileiro, em geral, é rasa, seja entre técnicos, seja na mídia.

“Pessoas jogam conversa no ar, discussão vazia. Muitas vezes me pego pensando em desistir de tentar acrescentar alguma coisa porque me sinto frágil. Hoje, talvez as pessoas me ouçam porque fui vice campeão mundial e isso não serve para nada. Vai servir para me manter no emprego'', disse, sincero.


Centros de treinamento fazem leilão para ter Bolt na Olimpíada
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Os centros de treinamento brasileiros fazem verdadeiro leilão para receber o velocista e maior corredor do mundo Usain Bolt durante a Olimpíada do Rio-2016. A informação é do Comitê Olímpico da Jamaica, que pretende escolher o seu local de estadia até setembro deste ano.

“Tivemos várias ofertas de locais do Brasil. Todo mundo quer ficar com Bolt'', disse, rindo, o secretário-geral do comitê jamaicano, Christopher Samuda, em Montreal para evento do COI. Ele não quis revelar quem o procurou para tentar convencer o time jamaicano a ficar por lá. “Foram muitos.''

Samuda conta que esse tipo de negociação envolve a qualidade do local de treino, isto é, a pista e as instações, além de questões financeiras. Perguntado se iria pagar ou receber para ficar em um centro, ele disse que “depende da negociação''. Mas, com o assédio, os jamaicanos não terão de desembolsar nada: provavelmente ainda podem ser remunerados. Bolt cobra por aparições em eventos.

O Comitê Rio-2016 informou que não intermedeia a negociação entre as partes. Verifica as condições dos centros, e os coloca em catálogo. A partir daí, a convesa é direta.

O comitê jamaicano pretende reunir toda a sua equipe, incluindo as estrelas do atletismo, duas semanas antes dos Jogos do Rio-2016 no centro de treinamento escolhido. Seria uma período de aclimatação. Por isso, o local deve ser no Sudeste, próximo da sede dos Jogos.

“Nosso chefe de missão que for ao Rio em setembro vai nos dar todas as informações e vamos decidir isso'', comentou.

Bolt já está classificado para a Olimpíada sem necessidade de participar do qualificatório no Campeonato Nacional Jamaicano porque é bicampeão olímpico dos 100 m, 200 m e do revezamento 4 x 100 m. Mas Yohan Blake, outra estrela jamaicada, terá de garantir sua vaga. Outra corredora importante é Shelly Ann-Frazer-Price, bicampeã olímpica nos 100 m.

Com uma equipe recheada, Samuda traça meta ousada para as pistas na Olimpíada: “Queremos todos os ouros'', disse, rindo.


Dona do Pan quer ajuda da Olimpíada para tirar competição do 2o escalão
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Com uma estrutura atrasada, a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana), responsável pelos Jogos, tenta se modernizar com a ajuda da Olimpíada. Na edição de Toronto, países como Brasil e EUA mandaram equipes B em várias modalidades, e várias estrelas estão ausentes do Pan. E, no momento, a entidade só tem parceria comercial com a Record sem nenhum outro patrocinador próprio.

O presidente da Odepa, Julio Maglione, tem um plano para modernizar a organização pan-americana que tem estrutura de comunicação precária com uma equipe reduzida. Por anos, a organização foi dirigira pelo mexicano Mario Vasquez Raña, todo-poderoso no México. Após sua morte, Maglione foi eleito para um mandato tampão até o final de 2016.

“A TV Record é nosso único patrocinador. Nós não temos nenhuma marca associada à Odepa. Precisamos reestruturar o escritório, trabalhar com marketing e talvez pensar em novas competições'', explicou ele. Outra ideia é tentar uma reforma do estatuto da Odepa.

Mas até o Pan, principal competição da entidade, não vai bem das pernas. As principais estrelas do continente preferem Mundiais ao evento, o que o torna esvaziado. Uma solução proposta por Maglione é aumentar o número de modalidades que sejam classificatórias para a Olimpíada.

Com essa intenção, a Odepa admite até alternar o seu programa, cojunto de modalidades, para o próximo Pan de acordo com o que for decidido para a Olimpíada de Tóquio-2020. “Queremos que tenha mais esportes que qualifiquem para os Jogos para criar interesse nos Comitês Olimpícos. Assim, poderão participar os melhores atletas'', analisou Maglione.

O superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, reconheceu que, quanto maior o número de eventos que deem vaga, mais chance de enviar atletas top para o Pan. “Essa é a tendência mundial. Há um excesso de competições, e os atletas têm que dar prioridade a algumas.''

Com esse intuito, Maglione reforçou os laços com o presidente do COI, Thomas Bach, que esteve no congresso da Odepa. Ele abriu um canal para ajudar o Pan e os comitês olímpicos nacionais por meio de know-how de marketing.