Blog do Rodrigo Mattos

Candidato no São Paulo defende técnico estrangeiro para o time

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Único candidato declarado à presidência do São Paulo, Kalil Rocha Abdalla sempre foi um dos defensores da contratação de um técnico estrangeiro para o clube. E está longe de morrer de amores pelo trabalho do atual treinador são-paulino Paulo Autuori. É o que revelou em conversas com interlocutores nas últimas semanas, embora oficialmente não fale do assunto.

Dentro do São Paulo, há uma forte corrente entre conselheiros e dirigentes que prega a importação de um técnico. A ideia desses cartolas é conseguir uma renovação tática que não vislumbram ser possível com profissionais nacionais.

Quando Ney Franco foi demitido, essa corrente foi pouco ouvida porque, em uma situação de crise, era difícil emplacar um nome de fora. Cartolas partidários dessa proposta reconheceram então que um treinador estrangeiro não teria condições de se estabelecer em meio ao campeonato. Isso teria de acontecer em um início de temporada.

Por isso, o clube ficou dividido entre Muricy Ramalho e Autuori, esse preferido de todos os dirigentes envolvidos com o futebol e pelo presidente Juvenal Juvêncio. Por isso, prevaleceu assim que se desligou do Vasco.

Com a contratação de Autuori, a diretoria do São Paulo se dividiu em dois na análise do início de seu trabalho. Há uma parte que entende que há um franca evolução do time em relação a Ney Franco. E há uma parte que via dificuldades dele impor um novo estilo de jogo por conta do pouco tempo de treinamentos.

A interlocutores, Abdalla confessou que não vinha nenhuma melhoria no time nas mãos de Autuori. Essa avaliação foi feita antes da partida contra o Fluminense, primeira vitória após 12 jogos.

Oficialmente, o candidato, que se desligou da diretoria do São Paulo, tem evitado falar sobre o futebol do clube. Para ele, é preciso ter uma certa trégua durante esse final de campeonato na luta contra o rebaixamento.