Blog do Rodrigo Mattos

São Paulo corre para fechar rombo de R$ 45 mi nas contas de 2014

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Com um time caro e sem venda de jogadores fechada até agora, o São Paulo tem um rombo de R$ 45 milhões no orçamento de 2014. Trata-se do valor previsto pelo clube como renda pela negociação de atletas. Agora, o clube se esforça para reduzir esse buraco que não será integralmente coberto nem se for concretizada a saída de Douglas para o Barcelona.

Desde que assumiu o clube, o presidente Carlos Miguel Aidar já baixou uma determinação de corte de 20% das despesas em todos os departamentos são-paulinos. Em compensação, ele aumentou o investimento no futebol com contratações como Alan Kardec.

''Tínhamos a expectativa de venda do Rodrigo Caio, mas houve a contusão. Há essa previsão dos R$ 45 milhões. Sabemos que não dá para segurar jogador como já disse o departamento de futebol'', observou o diretor financeiro são-paulino, Oswaldo de Oliveira Abreu.

Antes da revelação da possível negociação de Douglas, o vice-presidente de Futebol, Ataíde Gil Guerreiro, não se mostrava muito otimista em atingir a meta de negociação de jogador. ''Esse é um problema porque há um déficit. Não será fácil (atingir a meta de venda). Para o Brasil, não dá. Para o exterior, a janela já vai fechar. Queria ter jogador para vender'', contou o cartola.

Caso seja negociado, o lateral Douglas renderá cerca de R$ 22 milhões ao clube, visto que 40% dos direitos percentem à Traffic. Esse valor representa metade do buraco.

Outra possibilidade para resolver o problema é a obtenção de patrocínio, pois o da Semp Toshiba acabou no final de julho. Há três ou quatro empresas negociando com o São Paulo, segundo apurou o blog.

Uma das possibilidade é que esses parceiros revezem na camisa do clube, sem que um assuma de forma definitiva a posição de patrocinador master. Há otimismo entre os cartolas são-paulinos em viabilizar essa nova fonte de renda.

Em resumo, além dos problemas de campo, a diretoria são-paulina tem uma questão de R$ 45 milhões para resolver até o final do ano. Entre os cartolas, no momento, não há nenhuma certeza de que o clube vá repetir o superávit dos últimos anos.