Blog do Rodrigo Mattos

Auditoria investiga quanto saiu dos cofres do Corinthians para bancar arena

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Contratada pela diretoria alvinegra, a auditoria nas contas da Arena Corinthians investiga quanto de dinheiro do clube serviu para bancar o estádio em 2016. Nesta segunda-feira, o ex-presidente Andrés Sanchez afirmou que houve recursos da agremiação para pagar pelo equipamento. Desde dezembro, o grupo contratado para apurar problemas na arena tenta descobrir o valor investido pelo clube.

Há basicamente duas despesas com a arena alvinegra. Uma é o pagamento de juros da dívida com o BNDES já que foi suspensa a quitação do valor principal em acordo com a Caixa. Esse montante é de R$ 2 milhões mensais. A outra é o custo operacional que é de cerca de R$ 2,5 milhões também por mês. Isso inclui pagamentos de funcionários, em um total de R$ 30 milhões por ano, mas não contabiliza a manutenção.

A renda do estádio com bilheteria foi insuficiente para quitar todos os compromissos em 2016. No primeiro semestre, foram R$ 45 milhões em receita bruta, sendo o que sobrou líquido foram R$ 20 milhões. Mas, depois disso, ainda tem que ser pagas as parcelas da dívida com BNDES.

A auditoria já obteve a informação de que houve dinheiro do clube desembolsado para o estádio, assim como disse Andrés. No balancete de setembro de 2016, o Corinthians registrou um efeito negativo de R$ 18 milhões nas contas do clube. Mas não é certo qual o valor total de gasto do clube no estádio. Se tiver pago três prestações de juros, como disse Andres, seriam pelo menos R$ 6 milhões.

Por isso mesmo a auditoria faz a apuração para descobrir exatamente qual o volume de recursos alvinegros foram para estádio e se isso ocorreu de forma regular. Pelo acordo inicial, não deveria haver dinheiro do Corinthians no estádio, sendo usado apenas os recursos gerados pela própria arena. Se houvesse recurso do clube, no máximo, seria para pagar dívida, mas o custo operacional deveria ser só do fundo.

O Corinthians atravessa uma crise financeira e no seu futebol. O blog tentou esclarecimentos com o diretor financeiro, Emerson Piovezan, mas ele não retornou as ligações.