Blog do Rodrigo Mattos

Para recuperar Maracanã, Fla fica só com 17% da renda da Libertadores

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Com Vinicius Castro

Para poder bancar as despesas de reparos no Maracanã, o Flamengo ficou com apenas 17% da renda da sua estreia na Libertadores, maior bilheteria da atual temporada. Foram R$ 638 mil que restaram para o clube de uma renda total de R$ 3,688 milhões. A diretoria considerou a decisão de jogar no estádio positiva porque teve algum lucro, recuperou o equipamento para novos jogos e se fortaleceu na disputa pelo estádio.

O custo dos reparos no Maracanã, incluindo pagamento de contas de luz e conserto ao gramado, foi de R$ 1,7 milhão. Além disso, as despesas para realização do jogo em si consumiram outro R$ 1,2 milhões, cerca de um terço do total. Ou seja, se não precisasse recuperar o estádio, o Flamengo ficaria com cerca de dois terços da renda em um total de R$ 2,3 milhões, o que é um percentual bem razoável.

Se houver acordo para voltar a jogar no Maracanã, o Flamengo pode embolsar boas quantias dependendo do acerto do aluguel que fizer com a Odebrecht. O que não dá para evitar é a taxa da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) que levou 10% da receita total, com R$ 362 mil.  Assim, a organizadora da Libertadores, a Conmebol, abriu mão da sua taxa de 10% sobre a bilheteria, mas a federação que não tem nada a ver com a competição ficou com um naco da renda.

A renda total de R$ 3,7 milhões foi segunda maior do clube desde a final da Copa do Brasil, em 2013, como já previam os dirigentes do clube.