Blog do Rodrigo Mattos http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br Tue, 19 Feb 2019 07:00:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Confusões e Flu reduzem a média de público do Maracanã no início do Carioca http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/19/confusoes-e-flu-reduzem-a-media-de-publico-do-maracana-no-inicio-do-carioca/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/19/confusoes-e-flu-reduzem-a-media-de-publico-do-maracana-no-inicio-do-carioca/#respond Tue, 19 Feb 2019 07:00:00 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22392

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O início do Estadual do Rio-2019 prometia recuperar em parte a presença do público perdida nos últimos anos com fatores como a empolgação da torcida do Flamengo, a boa fase do Vasco e mais jogos no Maracanã. Mas a baixa presença de torcedores em jogos dos tricolores e as confusões nos jogos decisivos derrubaram os números do principal estádio na Taça Guanabara.

Primeiro, é preciso que se diga que aqui só se está considerando os jogos do Maracanã que não refletem a maior parte de partidas do Estadual. No módulo principal, foram 34 partidas no primeiro turno, apenas nove delas no principal estádio.

No Maracanã, a média de público ficou em 26.901. É uma presença de público insuficiente para tornar o jogo rentável e ocupa menos da metade dos assentos disponíveis, mesmo considerando a redução de capacidade do estádio.

O quadro era mais otimista no início do campeonato quando ingressos mais baratos e os reforços empurraram a torcida do Flamengo para o Maracanã. Em seus três jogos no turno, houve uma média de 43.305 pessoas, digna de um Brasileiro. Em compensação, nas mesmas três partidas, o Fluminense levou em média 6.488 torcedores, com prejuízo em todas as partidas.

Com as fases decisivas, os vascaínos também se empolgaram com a boa campanha. Mas, logo na semifinal, uma ameaça de chuva fez a Ferj recomendar aos torcedores que não fossem e interromper as vendas. Não choveu e apenas 9 mil pessoas assistiram ao jogo com o Resende. O Fla-Flu teve a maior presença de público com um total de 55 mil torcedores.

A final poderia atingir um patamar alto. Aí a disputa entre Fluminense e Vasco atrapalhou a organização da partida, e mais uma vez parou as vendas de ingressos antes da hora. No domingo de manhã, nem se sabia se haveria portões abertos no jogo. Resultado: foram contabilizados  29.002 bilhetes negociados, o que não significa que todos tenham entrado no Maracanã. Clubes e Ferj, portanto, perderam boa oportunidade de alavancar uma competição em baixa.

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Flamengo faz proposta de indenização por mortos e MP pede valor maior http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/18/flamengo-faz-proposta-de-indenizacao-por-mortos-e-mp-pede-valor-maior/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/18/flamengo-faz-proposta-de-indenizacao-por-mortos-e-mp-pede-valor-maior/#respond Mon, 18 Feb 2019 21:22:26 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22390 O Flamengo fez, a procuradores, uma proposta de indenização para as famílias de jovens jogadores mortos e feridos no incêndio do CT do Ninho do Urubu. Mas o Ministério Público Estadual e do Trabalho consideraram que o valor não era justo e pediram mais dinheiro. A informação foi publicada no Globo.com e confirmada pelo blog.

A questão mais difícil é tratar da indenização das famílias dos dez jogadores mortos na tragédia que tinham entre 14 anos e 16 anos. Nestes casos, há previsão de um pagamento por dano moral e outro valor de pensão pela carreira que o jogador teria. São valores mais altos, embora sejam mantidos em sigilo.

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O blog apurou que ainda há uma diferença boa entre o que propôs o Flamengo e o que defende o MPE e MPT. Foi feita uma contraproposta pelos procuradores e o clube ficou de responder ainda nesta terça-feira.  Mas é bem possível que a negociação ainda se desenrole por mais dias.

As autoridades usam como parâmetro na negociação a possibilidade de carreiras dos jogadores caso se tornassem profissionais. Quando morreram, os dez garotos ainda não tinham contratos com salários, apenas vínculos amadores que os ligada ao clube como formador.

Após as negociações entre Flamengo e procuradores, o valor definido será levado às famílias dos garotos. Então, os parentes podem aceitar a proposta ou optar por ações judiciais individuais contra o clube. A intenção da diretoria rubro-negra é encerrar essa negociação o mais rápido possível e pagar as famílias.

Se houver um acordo rápido, o Flamengo certamente terá de fazer ajustes no seu orçamento anual. Não havia previsão de despesa com indenizações para esta temporada.

Dirigentes das categorias de base do Flamengo prestam depoimento

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Conmebol põe jogos de Fla e Palmeiras na Libertadores em datas de Estaduais http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/18/conmebol-poe-jogos-da-libertadores-em-datas-de-estaduais-e-obriga-mudanca/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/18/conmebol-poe-jogos-da-libertadores-em-datas-de-estaduais-e-obriga-mudanca/#respond Mon, 18 Feb 2019 16:53:27 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22383 A Conmebol remarcou jogos da fase de grupos da Libertadores para evitar coincidência com amistosos das seleções. Só que, com isso, colocou partidas de Flamengo e Palmeiras em datas iguais ou próximas de confrontos decisivos dos Estaduais de Rio e São Paulo. As federações estaduais não foram avisadas previamente e devem ser obrigadas a remanejar os jogos dos regionais.

Um jogo do Flamengo com o Peñarol foi marcado para o dia 3 de abril. Na mesma data, está prevista a final da Taça Rio, segundo turno do Carioca. Nesta segunda-feira, ao saber da notícia, a Federação do Rio  antecipou suas semifinais para os dias 27 de 28 de março, marcando a final para o dia 31.

Aí surgiu outro problema. São necessárias duas datas no meio de semana para o Fluminense jogar a 3a fase da Copa do Brasil e agora só há uma. Com isso, CBF e Ferj discutem uma adaptação para encaixar as partidas do tricolor no calendário.

Já o jogo do Palmeiras com o San Lorenzo está marcado para o dia 2 de abril. Na tabela do Paulista, está previsto que o time de melhor campanha e o quarto melhor atuem na semifinal do campeonato no dia 3 de abril. Possivelmente, o time alviverde pode ter de jogar no final de semana independente da sua campanha.

A Conmebol não avisou nenhuma federação ao fazer as remarcações das partidas, segundo o blog apurou. Informou a diretoria de competições da CBF que comunicou as federações estaduais.

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Clubes podem ganhar até mais de R$ 3 bi se Brasileiro decolar no exterior http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/18/clubes-podem-ganhar-ate-mais-de-r-3-bi-se-brasileiro-decolar-no-exterior/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/18/clubes-podem-ganhar-ate-mais-de-r-3-bi-se-brasileiro-decolar-no-exterior/#respond Mon, 18 Feb 2019 07:00:35 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22345 Durante esta semana, os clubes vão discutir e podem fechar um acordo de R$ 3 bilhões por dez anos pelos direitos internacionais do Campeonato Brasileiro. Esse valor, no entanto, é base e pode ser superado caso as transmissões no exterior do Nacional decolem no futuro, isto é, passem a render acima deste patamar.

Após o fracasso do acordo com a BR Foot, que não pagou o contrato, a CBF e os clubes refizeram a concorrência para venda dos direitos internacionais e as placas do Brasileiro. Desta vez, as propostas foram  maiores para as propriedades do exterior do que para a publicidade estática.

Nesta semana, ficaram definidas duas finalistas para a categoria de direitos internacionais, sendo a maior deles do fundo Prudent, e outra próxima. Há ainda duas propostas para placas. Ambas estão em fase de checagem de garantias bancárias e aceitação de termos contratuais em trabalho feito pela consultoria Ernest & Young.

“Os ganhos dos clubes podem passar da garantia mínima. Se estiver acima (a revenda dos direitos), percentuais realmente são dos clubes”, afirmou Alex Rangel, consultor da Ernest que toca o processo. Ele não confirma valores das propostas.

O blog apurou que o total da proposta da Prudent é de R$ 3 bilhões por dez anos, o que daria R$ 300 milhões por ano. Ultrapassado esse valor, os clubes ficariam com um percentual do excedente.

O dinheiro será dividido igualmente pelo acordo firmado até agora. Assim, cada clube teria R$ 13,5 milhões pelas propriedades, descontado um percentual para a Série B. E há luvas previstas que funcionariam como um adiantamento. Isso por uma propriedade que, na mão da TV Globo, não rendia praticamente nada aos times.

“Os valores de direitos internacionais no mundo só crescem. é um valor atrativo para a gente, mas lá fora não é muito alto. Se pensar no futuro, pode ser muito mais alto. Tem que melhorar o produto para se tornar mais atrativo”, analisou Rangel.

Ainda não está definido o modelo do contrato se terá a participação da CBF ou não. Certo é que há a intenção de destinar 10% do total para a Série B. O restante seria dividido entre os clubes que estivessem na Série A, independentemente de quais sejam.

Há um compromisso da Globo e a Turner de ceder as imagens produzidas para a empresa que adquirir os direitos internacionais. A emissora global, aliás, mantém os direitos internacionais em língua portuguesa.

Apesar da necessidade de checar as garantias das empresas concorrentes, Alexandre Rangel se mostra otimista em relançar à capacidade dos fundos de cumprirem suas propostas, ao contrário do que ocorreu com a BR Foot. “São fundos de investimento capitalizados. Sabemos que têm dinheiro. Mas precisamos chegar agora as garantias bancárias e se aceitam a multa contratual”, completou.

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Justiça ajuda Vasco e Fluminense a esculhambarem decisão no Rio http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/17/justica-ajuda-vasco-e-fluminense-a-esculhambar-decisao-no-rio/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/17/justica-ajuda-vasco-e-fluminense-a-esculhambar-decisao-no-rio/#respond Sun, 17 Feb 2019 22:09:49 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22375 Sim, houve futebol no Maracanã com o título do Vasco. E houve também torcida em parte do tempo. O que não houve foi bom senso de nenhuma das partes envolvidas na organização da decisão da Taça Guanabara. Uma série de erros de Fluminense, da Justiça, do Vasco e da Ferj resultaram nas cenas deprimentes de um estádio vazio no início do jogo, enquanto a violência rolava solta do lado de fora.

Quem deu o passo inicial foi o Vasco ao se utilizar de uma brecha contratual para retomar o setor Sul. Havia de fato uma discussão já que o contrato do Fluminense com a Odebrecht, diga-se, é dúbio. De um lado dá ao Fluminense o setor quando for mandante. De outro, dá o direito de deslocar a torcida em caso de ser visitante (como nesta final) se houver acordo. Ou seja, para a situação posta em que não havia acordo, havia uma omissão como admitiu a Justiça.

Insatisfeito com perder a batalha, o presidente tricolor, Pedro Abad, foi à Justiça para pedir portões fechados, alegando uma suposta insegurança. Boicotava também sua torcida, um equívoco.

A desembargadora Lucia Helena do Passo aceitou fechar os portões. Era o segundo erro na série. Não faltam discussões e disputas entre dirigentes antes de clássicos e não é por isso que há brigas em todos desses jogos. A seguir a lógica da desembargadora, boa parte das partidas no Brasil seria sem público. Havia, aliás, a maior possibilidade de revolta dos torcedores pelo evento fechado.

Se a decisão judicial era um erro, isso não significava que devesse ser desrespeitada como decidiu fazer o Vasco. Depois de não conseguir derrubar a liminar, o presidente do clube, Alexandre Campello, disse que pagaria a multa de R$ 500 mil e chamou sua torcida para o estádio com aval da Ferj. Esse terceiro equívoco jogava uma multidão na porta de um estádio fechado. Surpreendentemente, a polícia militar garantiu a segurança a um evento que não podia ter público.

No quarto erro da série, a Justiça manteve a decisão e ocorreu o inevitável confronto entre torcedores que estavam nas portas e a polícia que tinha que cumprir a determinação judicial. Havia bombas, correria e crianças aos prantos, todo o cenário que se tenta evitar nos estádio. Estabelecida a confusão, a Justiça recuou e permitiu a entrada dos torcedores durante o primeiro tempo, o que ocorreu de forma atabalhoada.

Ao final, como a diretoria do Fluminense boicotou a ida de sua torcida, os vascaínos eram franca maioria quando torcedores ocuparam a arquibancada. Ou seja, o clube tricolor que reclamava de jogar no “setor visitante” se tornou visitante de fato ao ter uma torcida bem pequena. Abad foi hostilizado pelas duas torcidas.

O jogo foi fraco desde o início, especialmente quando o estádio estava vazio. Havia superioridade do Fluminense na posse de bola.  Empurrado por sua torcida, o Vasco deu um blitz na defesa tricolor mais perto do final do jogo e conseguiu seu gol em uma cobrança de falta de longe de Danilo Barcelos. Pelo menos pôde se ver a torcida vascaína festejando no estádio depois do caos.

Enquanto isso, a Ferj postava frases no twitter classificando o Carioca como “o mais charmoso”, “futebol raiz”, “firme e forte” e “o mais visto”. De fato, as cenas do Maracanã foram acompanhadas por todo o país, mas não pela beleza do espetáculo, e sim pela esculhambação que representaram.

 

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Futebol do Rio atinge seu nível mais bizarro com final de portões fechados http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/17/futebol-do-rio-atinge-seu-nivel-mais-bizarro-com-final-de-portoes-fechados/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/17/futebol-do-rio-atinge-seu-nivel-mais-bizarro-com-final-de-portoes-fechados/#respond Sun, 17 Feb 2019 07:00:46 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22367 Esse texto pode não fazer sentido daqui a algumas horas, ou alguns minutos, porque ninguém sabe o que pode acontecer no futebol do Rio. Nesta madrugada de domingo, por uma decisão da Justiça do Rio reivindicada pelo Fluminense, a final da Taça Guanabara será com portões fechados. O futebol carioca atinge seu momento mais bizarro independentemente se quando você estiver lendo esta decisão judicial já não mais valer – ninguém mais sabe o que vale ou não no Rio de Janeiro.

Vasco e Fluminense iniciaram desde sexta-feira, ou desde 2013, uma briga briga pelo setor Sul do Maracanã. O Vasco pelo direito histórico que tinha ao setor por ter vencido o campeonato da década de 50 (sim, havia uma época que as coisas eram conquistadas em campo), o Fluminense por um contrato.

A disputa parecia pacificada em favor do Fluminense quando o Vasco viu agora uma brecha contratual para retomar o setor que sempre foi seu. Isso aconteceu por uma mudança no contrato em 2016. O Vasco conseguiu e vendeu ingressos para o setor sul. E o Fluminense decidiu ir à Justiça para evitar.

Há um controvérsia contratual pela qual o Maracanã entende que pode ceder o lado para o Vasco quando este for mandante, e o Fluminense acredita no contrário. Veja o trecho do contrato que a Odebrecht disse justificar o direito vascaíno por criar uma exceção para os caso em que o outro clube for mandante.

“Nas partidas oficiais, contra quaisquer outros dos principais clubes do Rio de Janeiro, a torcida do FLUMINENSE acessará e se posicionará no setor Sul do Estádio (lado UERJ), em sua integralidade, através das entradas, acessos e rampas correspondentes e disponíveis para esse setor, salvo haja ordem expressa em sentido contrário por parte de: (i) Órgãos Públicos especificamente por questões de segurança; (ii) salvo acordo expresso entre o FLUMINENSE e a equipe visitante; e (iii) nos casos em que o FLUMINENSE for visitante, a CONCESSSIONÁRIA poderá, para fins comerciais, mediar acordo entre o FLUMINENSE e o clube mandante, resguardados os direitos do FLUMINENSE previstos neste contrato”.

Fato é que para o Fluminense, se sua torcida não tinha direito ao setor Sul, ninguém deveria entrar no estádio. Parece coisa de riquinho dono da bola que quer parar a pelada quando é contrariado. E é isso mesmo. Pois bem, a Justiça aceitou o pedido tricolor de fechar o jogo por suposta ameaça a segurança. Sobre a questão contratual, o poder judiciário disse que há uma omissão sobre a situação atual, isto é, não definiu quem tem razão sobre o setor Sul.

Esperava-se que a decisão fosse revertida, mas o pedido do Vasco oi rejeitado. O dano ao jogo decisivo já está feito, e ninguém estará nas arquibancadas. O Campeonato Estadual do Rio atinge o auge da sua desmoralização. E desta vez nem é culpa da Federação do Rio porque foram os clubes que criaram essa situação.

PS: Na última decisão da Justiça, após pedido do Vasco, foi rejeitado que o jogo fosse aberto para torcidas e mantidos os portões fechados.

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Após caso Fla, MP discute criar regras para alojamentos da base de clubes http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/16/mp-discute-criar-regras-para-alojamentos-da-base-de-clubes/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/16/mp-discute-criar-regras-para-alojamentos-da-base-de-clubes/#respond Sat, 16 Feb 2019 07:00:11 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22347

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Em meio ao debate sobre o incêndio no Flamengo que matou dez jovens, o Ministério Público discute a proposições de regras para os alojamentos de garotos da divisões de base em clubes. Atualmente, há um parágrafo sobre o assunto na Lei Pelé e normas genéricas seguidas pelo Estatuto da Criança e Adolescente e pelos conselhos que cuidam da sua aplicação.

Após a tragédia, foi constatado que diversos clubes como Corinthians, Cruzeiro, Botafogo, Vasco, entre outros, têm problemas de documentação nas instalações de suas divisões de base. Prefeituras e Ministério Público do Trabalho tem começado a atuar em fiscalizações nesses alojamentos.

Por enquanto, o que existe como proteção aos jogadores jovens seria o CMDCA (Conselho de Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente) e a CBF, ambos dão aval para o funcionamento da base. O Flamengo tinha o certificado da confederação e a autorização do conselho.

“Existe a Lei Pelé que tem determinações genéricas. Precisaria de uma regulamentação para o alojamento desses menores”, defendeu a promotora Denise Vidal, da Varada da Infância e Adolescência do Rio de Janeiro, que atua no caso do Flamengo.

Por conta do caso no clube rubro-negro, Vidal disse que já entrou em contato com ministérios públicos de sete Estados de origem dos garotos vítimas para discutir o tema do alojamento. Ela entende que uma força-tarefa pode ser formada para debater normas para as divisões de base.

Para se ter ideia, o Flamengo era alvo de uma ação civil pública desde 2012 em que se pedir melhorias nos locais para menores do clube. Houve, sim, evolução nas condições para os jovens no clube, mas as constantes obras do CT levaram o clube a alojar provisionamento os menores nos contêineres que pegaram fogo. A intenção é agora terminar a ação por meio de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) em que o Flamengo se comprometeria com determinadas medidas.

No campo da fiscalização, a superintedência do trabalho abriu uma frente mais ampla de fiscalização para os alojamentos da base.  “Nós estamos dentro da programação de fazer a inspeção no local e todos os clubes no Rio de Janeiro. Na medida do possível, vamos entrar em clubes do município, e nos clubes do interior também”, explicou o superintendente da fiscalização do trabalho, Alex Bolsas.

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São Paulo repete Flamengo-2018 ao adotar a gambiarra como técnico http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/15/sao-paulo-repete-flamengo-2018-ao-adotar-a-gambiarra-como-tecnico/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/15/sao-paulo-repete-flamengo-2018-ao-adotar-a-gambiarra-como-tecnico/#respond Fri, 15 Feb 2019 13:30:44 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22334 Não tem nem 20 dias e o presidente do São Paulo, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, dizia no Rio de Janeiro para este blogueiro e colegas que o clube tinha histórico de dar estabilidade a técnicos. Nesta quinta-feira, o mesmo dirigente anunciou um plano pelo qual terá três treinadores em seis meses: o demitido (ou recolocado) André Jardine, o interino Vagner Mancini e o futuro Cuca se a saúde assim permitir – fica aqui a torcida por sua recuperação.

Jardine era um técnico da base que subiu como auxiliar aos profissionais e foi efetivado no ano passado. Está claro que, independentemente de suas qualidades e defeitos que ainda podem lhe render uma boa carreira, não estava preparado para o cargo. Mas foi nele que o São Paulo apostou em um temporada que tinha uma decisão logo no início de fevereiro. Perdida a Libertadores, ele se foi.

À procura de um técnico, o São Paulo optou por Cuca só que a saúde não lhe permite assumir agora e Mancini entra como interino. O mesmo Mancini que foi contratado como coordenador e não era nem cogitado para treinador pela “diretoria-que-tem-histórico-de-segurar-técnicos”. Há a promessa de que ele volta a ser coordenador depois. Soa como uma gambiarra e é. (Aqui não se trata da qualidade de Mancini, mas da forma como foi escolhido)

A diretoria são-paulina poderia ter aprendido com a experiência do Flamengo no ano passado, clube que também optou por improvisar no cargo de técnico. Ao perder o colombiano Rueda para a seleção chilena no início de 2018, o clube não sabia quem contratar. Optou por efetivar Paulo Cesar Carpegiani que fora contratado inicialmente para ser… coordenador técnico.

Uma eliminação no Carioca tornou breve a passagem do treinador Carpegiani que nunca se tornou o coordenador Carpegiani. Adiado o problema durante dois meses, o Flamengo voltava a procurar de técnico. Houve quem não quisesse, houve quem a torcida não quis. Sem um nome, quem assumiu foi Barbieri, auxiliar de Carpegiani. Mais um auxiliar que ascendia. Aparentemente, ser coordenador ou auxiliar em clubes no Brasil é tipo ser vice-presidente da república: há grande chance de assumir a prancheta ou a faixa.

Deu certo durante um bom período do ano em que o Flamengo jogava bem e foi líder do Brasileiro, Barbieri se transformou de interino em efetivo e acabou demitido no final pela queda de rendimento. Assumiu Dorival Jr para durar mais uns meses e dar lugar a Abel Braga em 2019. Foram quatro técnicos na temporada rubro-negra do ano passado, o São Paulo já garantiu três ainda em fevereiro.

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CT do Ninho do Urubu tem setor interditado por parte elétrica http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/15/ct-do-ninho-do-urubu-tem-setor-interditado-por-parte-eletrica/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/15/ct-do-ninho-do-urubu-tem-setor-interditado-por-parte-eletrica/#respond Fri, 15 Feb 2019 07:00:23 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22330

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Após a perícia de diversos órgãos, o CT do Ninho do Urubu, onde ocorreu o incêndio que matou dez jogadores menores de idade que defendiam o Flamengo, já teve interditados alguns setores que atenderiam atletas da divisão de base.

Esse fechamento de áreas do centro de treinamento ocorreu por ordem de auditores fiscais do trabalho que encontraram problemas nas instalações elétricas. Em reunião nesta sexta-feira, todas as autoridades públicas devem decidir pelo fechamento integral ou não do centro de treinamento.

A perícia ocorreu na última quarta-feira reunindo Ministério Público Estadual, corpo de bombeiros, auditores fiscais do trabalho, entre outros órgãos. Foi permitido que o centro de treinamento continuasse a funcionar até esta sexta-feira.

Mas os auditores do trabalho encontraram irregularidades na parte elétrica da cozinha e da escola que atenderia os jovens. Assim, pediu a interdição desses locais até que fossem feitas melhorias.

O Flamengo já está vetado de receber menores em suas dependências por decisão judicial nesta quarta-feira. Houve um pedido do Ministério Público Estadual de interdição completa do CT, mas a Justiça deferiu apenas em parte a requisição ao vetar menores nas dependências.

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Após incêndio, Fla está ameaçado de perder aprovação da CBF para base http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/14/incendio-ameaca-flamengo-de-perder-aval-da-cbf-para-base/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2019/02/14/incendio-ameaca-flamengo-de-perder-aval-da-cbf-para-base/#respond Thu, 14 Feb 2019 12:44:31 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=22312 O incêndio que matou 10 jovens jogadores no CT do Ninho do Urubu ameaça ter impacto ainda mais profundo na divisão de base do Flamengo. O clube tem que renovar o certificado de clube formador da CBF em abril e a entidade indicou que levará em conta as investigações sobre o caso. Mais, a agremiação rubro-negra está proibida de receber menores em suas dependências o que é exigido por lei para ter o documento.

A tragédia que matou 10 garotos ocorreu em alojamentos com estruturas provisórias no centro de treinamento rubro-negro na última sexta-feira. A divisão de base do Flamengo seria transferida para o módulo que era usado pelos profissionais em março. As categorias de base do clube têm sido altamente rentáveis com vendas de atletas como Paquetá e Vinicius Jr.

O Flamengo tem o certificado de clube formador A da CBF válido até 25 de abril de 2019 após ser tirado concedido em 2017. Apesar de ser obrigação da CBF fiscalizar para dar o aval, a confederação repassa a tarefa para a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro). A entidade estadual informou que ainda não recebeu o pedido de certificação rubro-negro que correrá em processo novo, sem ser renovação.

Questionada se havia chance de o Flamengo perder o aval de formador, a confederação respondeu: “A CBF acompanha as investigações e aguarda a conclusão das autoridades. O certificado atual do Flamengo tem validade até 25 de abril do corrente ano.”

A perda do certificado de clube formador complica clubes em relação à proteção contra assédio a jogadores de 14 a 16 anos. Explica-se: nesta idade, eles não podem assinar contratos e só o certificado de clube formador garante um vínculo entre clube e jogador. Neste caso, se outra agremiação levar o garoto, tem que indenizar o clube. Sem o certificado, não há garantia sobre os atletas dessa idade, nem sobre outros mais velhos sem contrato.

Entre as exigências para dar o certificado, a CBF lista critérios “técnicos, médicos, educacionais, desportivos e de infra-estrutura, conforme determinado pelas referidas normas.” Embora esteja clara a fragilidade do sistema de certificação da confederação, feito por terceiros, o Flamengo está na berlinda após o incêndio.

Esses itens estão previstos na Lei Pelé. No artigo 29 da lei, está determinado que o clube é obrigado a “manter alojamento e instalações desportivas adequados, sobretudo em matéria de alimentação, higiene.”

Na decisão judicial desta quinta-feira, que interditou o CT do Ninho do Urubu para crianças e adolescentes, apontou-se que o clube não atendeu todas as demandas de autoridades públicas, feitas antes e depois da tragédia.

“Assim, certo é que não se desincumbiu o Clube de Regatas do Flamengo de todas as suas obrigações, quer preconizadas do Estatuto da Criança e do Adolescente, quer nas legislações trabalhista, sanitária e de postura municipal, entre outras”, diz a decisão.

No processo judicial, iniciado em 2015 pelo Ministério Público Estadual, o Flamengo usou justamente o certificado da Ferj e da CBF como justificativa para dizer que estava regular. Alegou “que as modificações foram ou estão sendo realizadas dentro de um cronograma de obras e de acordo com a disponibilidades financeira par investimento, tendo o clube passado por rigorosas avaliações da CBF e da Ferj”.

O Ministério Público do Trabalho requisitou ao Flamengo documentos relacionados aos menores para ser entregue em 48 horas com prazo a partir de terça-feira. Caso isso não ocorra, pode ser estendido o prazo. O atendimento de demandas em documentos e estrutura é essencial para se permitir a reabertura do CT para menores.

O Flamengo não respondeu perguntas sobre o certificado enviadas pelo blog.

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