Blog do Rodrigo Mattos http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br Fri, 24 Mar 2017 13:32:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Após promessas, CBF dá drible e reduz poder dos clubes sem avisá-los http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/24/apos-promessas-cbf-da-drible-em-clubes-e-reduz-seu-poder-sem-avisar/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/24/apos-promessas-cbf-da-drible-em-clubes-e-reduz-seu-poder-sem-avisar/#comments Fri, 24 Mar 2017 07:00:43 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=17044 Ao reformar seu estatuto, a CBF tinha o discurso de que pretendia democratizar a entidade. Contratou uma consultoria (Ernest & Young), ouviu advogados e representantes de clubes. E, no final, aprovou uma mudança que reduz o poder de votos dos clubes sem nenhuma comunicação ou participação deles na decisão.

Em sua gestão, o presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, prometeu aumentar a participação dos clubes na CBF, principalmente quando estava fragilizado por investigações do FBI. Até lhes deu prerrogativas de mandar nas regras do Brasileiro. Mas os excluiu do centro de poder da entidade.

Um exemplo é que eles foram ignorados na mudança do estatuto. Havia dois representantes dos clubes no Comitê de Reforma da CBF que discutia o novo estatuto, os presidentes do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, e do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. O primeiro desconhecia a mudança no estatuto.

“Não participei. Não tenho notícia. Precisarei me inteirar antes de dar qualquer opinião”, contou o presidente são paulino, Leco. Não foi o único. Nesta quinta-feira, assessores de clubes começavam a repassar as informações aos presidentes. “Ainda não li, mas somos a favor de pesos iguais para todos”, disse o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A surpresa se explica porque, depois de meses na geladeira, a proposta de mudança de estatuto foi feita exclusivamente pela CBF. Foi levada à assembleia administrativa composta pelas federações e aprovada a mudança que dá peso três aos votos de federações, dois aos clubes da Série A, e um dos times da Série B. Antes, todos tinham peso igual. Agora, federações têm maioria na eleição.

Clubes da Primeira Liga pediram participação nesta assembleia alegando que está previsto na Lei do Profut. Foram ignorados pela CBF que tem entendimento diverso da lei: a entidade defende que nenhuma lei pode interferir no seu estatuto.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, disse que não cabia avisar os clubes, pois não é previsto pelas regras. A confederação também não alertou jornalistas, ou informou em seu site a realização da assembleia surpresa. Só cumpriu a lei ao publicar em jornais que o encontro ocorreria, coincidentemente marcado para o dia de jogo da seleção. Feldman defendeu as mudanças.

“Com essa nova estruturação, que dá peso 2 a Série A, inclusão da Série B, com 1. Mantém-se a proporcionalidade de 42,5%”, contou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “A presença de 42,5% é muito expressiva em um sistema federativo.”

Haverá um novo conselho de administração da CBF com oito vices-presidentes, o que teoricamente reduziria o poder do presidente. Mas serão todos da mesma chapa eleita pelo presidente ao contrário do que ocorre na Fifa. Comissões de finanças e ética também terão indicados pelo mandatário.

 

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CBF muda código de ética e derruba veto a filho de Tite na seleção http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/cbf-muda-codigo-de-etica-e-derruba-veto-a-filho-de-tite-na-selecao/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/cbf-muda-codigo-de-etica-e-derruba-veto-a-filho-de-tite-na-selecao/#comments Thu, 23 Mar 2017 19:22:52 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=17038 A CBF modificou o texto do seu código de ética para derrubar a proibição à contratação do filho de Tite. O texto inicial do código impedia a contratação de qualquer parente por funcionários ou cartolas de clubes e da confederação. A nova redação exclui o departamento de futebol desse veto.

O texto base do código de ética da confederação foi feito em junho de 2016. Publicado no site da entidade, a redação proibia a contratação de parente até 3o grau por qualquer funcionários da CBF, de federações ou clubes. Afinal, sua abrangência era para todo o sistema de futebol. Assim o texto foi aprovado.

Mas, logo em seguida, o técnico Tite anunciou a formação de sua comissão técnica com o seu filho como auxiliar. Então, o blog de Gabriela Moreira publicou a informação de que havia um veto a ele. A partir daí, a CBF passou a estudar uma forma de modificar o texto.

A versão final foi aprovada nesta quinta-feira pela assembleia geral da CBF, composta pelas federações. E excluiu todo o departamento de futebol da regra, o que passa a valer para a confederação e para os clubes.

“Há uma diferença: os dirigentes estão mantidos isso (veto) até 3o grau. Para o sistema do futebol, comissão técnica, a nossa avaliação é de que não se justifica”, afirmou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “Não tem sentido.”

Questionado se a medida tinha sido tomada por conta do filho de Tite, o dirigente afirmou que ele já não deveria ter sido afetado, mas que o texto era duvidoso. Segundo ele, o objetivo da CBF foi adaptar a redação para deixar claro que o veto não se aplicaria a comissões técnicas.

“Quando fomos tratar do filho do Tite, não houve nenhuma dúvida, qualificação indiscutível, inquestionável. Quando foi discutido aquilo, a gente achava que não deveria mudar, mas que deveria ficar bem claro que no sistema futebol isso não deveria ser aplicado”, concluiu Feldman.

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Em novo estatuto, CBF reduz votos dos clubes e dá mais poder a federações http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/em-novo-estatuto-cbf-da-golpe-e-reduz-voto-dos-clubes-em-eleicao/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/em-novo-estatuto-cbf-da-golpe-e-reduz-voto-dos-clubes-em-eleicao/#comments Thu, 23 Mar 2017 16:05:16 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=17029 A CBF aprovou um novo estatuto que dá mais peso ao voto das federações estaduais e reduz dos clubes na eleição da entidade. A mudança foi feita em assembleia justamente com as federações, sem os times. A manobra foi articulada para minimizar a entrada dos clubes da Série B no colégio eleitoral que os deixaria em vantagem.

Pela lei, a CBF era obrigada a incluir os times da Segundona na eleição. Tanto que na eleição do vice, Coronel Nunes, já houve participação desses clubes no final de 2015. Assim, seriam 40 clubes diante de 27 federações.

Mas, agora, as federações terão voto peso três na eleição, enquanto os clubes da Série A têm peso dois, e os da Série B têm peso 1. Com isso, as 27 federações passam a controlar 81 votos. Os times das duas séries juntas ficam com apenas 60 votos.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, defendeu a medida afirmando que a entidade dá uma demonstração de democratização. Segundo ele, só a CBF entre as confederações dá voto aos clubes. Alegou que as federações têm que ter maior peso porque representam vários clubes, não só os das duas divisões.

“Quando você olha o estudo, vê que os clubes representam 42,5% do colégio eleitoral .É muito expressivo”; argumentou. “A formação do colégio eleitoral foi muito sensata. Incorporou democraticamente os clubes da Série B, e deu peso dois para os clubes da Série A, muito parecido com as federações.”

“Foi feito um estudo técnico da CBF. Assim, aumentou o número de votos de todos”, alegou o presidente da Federação do Amapá, Roberto Góes, que alegou que isso favoreceu os clubes. “Dando poder às federações, dão mais poder aos clubes. Clubes têm participação pela federação que elegem e também têm seu voto”, defendeu o presidente da Federação do Rio Grande do Norte, José Vanildo.

Os clubes continuam fora da assembleia que toma as decisões sobre o poder da entidade. É essa assembleia, por exemplo, que aprova as mudanças no estatuto. Clubes da Primeira Liga alegavam que, pela lei, era obrigatória a presença deles neste organismo. A CBF entende que não pode haver interferência.

Foi mantida também a regra da cláusula de barreira em que um candidato à presidência da CBF precisa do apoio de pelo menos oito federações. Isso impede de os clubes terem candidato próprio à entidade.

Houve ainda modificação na regra para substituição do presidente no caso vacância do cargo. Antes, o vice mais velho assumia o que obrigou a manobra para elevar o Coronel Nunes ao cargo de primeiro substituto de Marco Polo Del Nero. Agora, o mais velho assume apenas por um mês e convoca novas eleições.

No novo pleito, só podem ser eleitos os oito vices-presidentes que serão empossados juntamente com o presidente, isto é, que fazem parte de sua chapa. Esses vices vão compor um Conselho Administrativo da CBF juntamente com o presidente. Teoricamente, é para dividir o poder, mas todos serão aliados do mandatário ao contrário do que ocorre na Fifa.

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Corinthians quer negociar Giovanni Augusto em dívida com Galo por atleta http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/corinthians-quer-negociar-giovanni-augusto-em-divida-com-galo-por-atleta/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/corinthians-quer-negociar-giovanni-augusto-em-divida-com-galo-por-atleta/#comments Thu, 23 Mar 2017 07:00:47 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=17024 A diretoria do Corinthians pretende negociar o meia Giovanni Augusto, mas ainda tem uma dívida com o Atlético-MG pela contratação do jogador. Uma parcela do pagamento ao clube mineiro de R$ 1 milhão venceu em outubro de 2016 e ainda não foi paga. Isso não impede uma transferência do meia.

O Corinthians acertou que pagaria € 3,5 milhões (R$ 16 milhões) por parte dos direitos de Giovanni Augusto no início de 2016. O pagamento seria parcelado. Mas o Corinthians não quitou o valor de R$ 1 milhão que vencia no ano passado, e agora incide multa sobre este valor.

O Galo tem negociado amigavelmente para receber a quantia devida sem ainda ter ido à Justiça. Entende ter boa relação com o Corinthians e que o caso será resolvido. Havia até uma possibilidade de incluir o valor como abatimento na negociação envolvendo Marlone no final do ano. Agora, a ideia mudou para uma troca entre ele e Clayton.

A dívida do Corinthians com o Galo não trava uma possível transferência de Giovanni Augusto para o Internacional. Mas o Atlético-MG tem a prerrogativa de fazer cobrança judicial se entender necessário já que tem um contrato não cumprido.

O blog tentou contato com o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, que não atendeu os telefonemas.

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Fla fecha acordo e deve voltar a jogar no Maracanã pela Libertadores http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/fla-fecha-acordo-e-deve-voltar-a-jogar-no-maracana-pela-libertadores/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/fla-fecha-acordo-e-deve-voltar-a-jogar-no-maracana-pela-libertadores/#comments Wed, 22 Mar 2017 17:27:53 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=17018 A diretoria do Flamengo chegou a um acordo com a Odebrecht e deve voltar a jogar pela Libertadores no Maracanã diante do Atlético-PR, no dia 12 de abril. Falta a assinatura de um contrato com os termos acordados para o clube anunciar a nova partida da competição no estádio.

O blog não conseguiu apurar as condições acertadas entre as duas partes. É certo que o aluguel será mais baixo do que na primeira partida diante do San Lorenzo quando o clube pagou R$ 1,7 milhão para atuar. Até porque, desta vez, só será pago o aluguel e o clube não custeará despesas do estádio.

A ideia inicial do clube era jogar na Arena da Ilha, estádio construído com estruturas provisórias para o clube atuar lá. Mas houve avanços nas negociações em relação ao uso do Maracanã que tem maior capacidade de público.

Na primeira partida, o Flamengo teve uma renda de R$ 3,7 milhões diante do San Lorenzo. O problema é que, com o alto custo, ficou com apenas R$ 638 mil de lucro. Depois disso, houve negociações com a Odebrecht que já tinha abaixado para valores em torno de R$ 600 mil o aluguel para jogos do Carioca.

Ressalte-se que, pelas regras da concessão, a concessionária não pode cobrar alugueis abusivos para uso do Maracanã. E, antes de desistir da gestão do estádio, a Odebrecht cobrava valores bem inferiores aos praticados atualmente para reabri-lo em 2017.

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Governo do Rio cede imóvel em ilha para COB instalar nova sede e museu http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/governo-do-rio-cede-imovel-em-ilha-para-cob-instalar-nova-sede-e-museu/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/governo-do-rio-cede-imovel-em-ilha-para-cob-instalar-nova-sede-e-museu/#comments Wed, 22 Mar 2017 15:18:58 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=17015 O governo do Rio de Janeiro cedeu um imóvel em uma ilha na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) instalar sua nova sede e o museu olímpico. O terreno é próximo ao Parque Olímpico. Já havia a promessa de cessão do terreno desde 2015 em processo que se concluiu agora em março de 2017.

Na terça-feira, o Diário Oficial publicou a cessão por 20 anos do terreno na Ilha da Pombeba pelo governo do terreno de 50 mil metros quadrados na Salvador Allende. Segundo a assessoria da Casa Civil, o imóvel não tinha nenhum uso no momento.

“Como contrapartida pela cessão de uso do imóvel, o COB deverá, a título de encargo, instalar o Museu Olímpico, visando preservar a memória e abrigar o acervo de documentos e artefatos relacionados aos Jogos Olímpicos de 2016”, informou a assessoria da Casa Civil.

Segundo o governo, o COB tem que assegurar o acesso gratuito de visitantes, investir na reforma e adequação da infraestrutura do imóvel e custear recursos humanos para preservar a memória dos Jogos. A intenção é gerar sinergia com o Parque Olímpico que fica ao lado, e que terá projetos do COB que, por exemplo, faz a gestão do Parque Maria Lenk.

“Os investimentos (do COB) trarão benefícios educativos, culturais, esportivos, além da geração de empregos diretos e indiretos”, afirmou o governo do Estado. O dinheiro do comitê olímpico é majoritariamente público, oriundo de percentual das loterias federais.

O COB não quis se pronunciar sobre o assunto já que a entidade prepara uma apresentação do novo projeto. A atual sede do COB é em outro ponto da Barra da Tijuca.

 

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Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/caixa-cresce-na-libertadores-e-ja-investe-r-100-mi-em-2017/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/caixa-cresce-na-libertadores-e-ja-investe-r-100-mi-em-2017/#comments Wed, 22 Mar 2017 07:00:49 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=17005 A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 

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Vinicius Jr estreará no profissional mais novo do que Neymar? Fla avalia http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/21/quando-vinicius-jr-subira-ao-profissional-fla-avalia-sem-pressa/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/21/quando-vinicius-jr-subira-ao-profissional-fla-avalia-sem-pressa/#comments Tue, 21 Mar 2017 07:00:54 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=16994 Melhor jogador do Campeonato Sul-Americano sub-17, o atacante Vinicius Junior voltará ao Flamengo ainda sem data certa para subir ao profissional. O departamento de futebol do clube vai avaliar a situação do jogador com cautela, sem querer apressar sua ascensão. O jogador, por exemplo, nem atingiu a idade de Neymar em sua estreia no Santos.

A diretoria do Flamengo tem evitado comentar especulações sobre o novo jogador, tanto em relação a assédio de clubes de fora quanto de seu início profissional. Até porque há a lembrança dentro do clube de como jogadores são exaltados por torcedores nas categorias de base e isso afeta seu rendimento futuro.

Assim, Vinicius Jr e Lincoln continuarão a fazer parte do projeto “Pratas do Ninho” enquanto se preparam para ter uma chance no profissional no futuro. Não estão inscritos no Estadual, e não entrarão nesta fase inicial da Libertadores. O Brasileiro, durante o ano, é que seria uma oportunidade para subirem. Por contrato, o destaque do Sul-Americano fica no Flamengo até 2019, quando terá 19 anos.

Em comparação, Vinicius Jr vai fazer 17 anos em julho, e Neymar estreou no Santos quanto tinha 17 anos e um mês em 2009. O craque do Barcelona rapidamente virou destaque santista e se tornou a revelação do Paulista. Seu brilho mais intenso, no entanto, chegou na temporada seguinte com títulos do Paulista e da Copa do Brasil.

Ex-coordenador da base da seleção, Erasmo Damiani, que trabalhou dois anos com Vinicius Jr. na CBF, disse que cada jogador tem seu momento certo para subir. É preciso analisar o físico e a cabeça, e colocá-lo de forma cadenciada. Mas ressalta que há os que queimam etapas com sucesso.

“Os gestores do Flamengo são ótimos. Com a vivência que têm com ele, poderão decidir o momento. Ele pode voltar do Sul-Americano com uma vontade muito grande de sobressair e surpreender. O Gabriel Jesus, por exemplo, a gente sabia que tinha potencial, mas quem achou que ele chegaria tão rápido a titular da seleção? O futebol às vezes é prematuro”, analisou Damiani, que vê grande potencial e boa cabeça do jogador. “O que ele não pode é ser salvação. Tem que ser como o Neymar (o processo de subida).”

Na seleção, Vinicius Jr teve sua carreira também construídas aos poucos, tendo iniciado pelo time sub-15. Boa parte daquele equipe subiu com ele para o sub-17, tornando-se um elenco que jogou junto durante dois anos até o título do Sul-Americano. Além de Vinicius Jr, o Flamengo recebeu de volta Lincoln, que acabou com cinco gols no torneio, e o lateral Wesley e o zagueiro Patrick. Os dois primeiros são presença praticamente certa no Mundial sub-17 na Índia, em outubro.

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Como empresa de Eike tem papel central no fracasso da gestão do Maracanã http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/20/como-empresa-de-eike-e-base-do-fracasso-da-gestao-do-maracana/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/20/como-empresa-de-eike-e-base-do-fracasso-da-gestao-do-maracana/#comments Mon, 20 Mar 2017 12:21:28 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=16970 Há cinco anos a empresa IMX então de propriedade de Eike Batista entregava ao Estado do RJ um estudo sobre a viabilidade financeira do Maracanã. Baseado na análise, o governo criou um modelo de concessão do estádio que acabou nas mãos da Odebrecht e da mesma empresa. Ignorou uma série de problemas no documento que resultam justamente no fracasso e nos danos atuais ao maior palco do futebol carioca.

Essa história é contada em uma série de documentos obtidos pelo blog no processo do TCE (Tribunal de Contas do Estado) sobre a concessão do estádio. Há ali avisos do tribunal ao Estado sobre falhas no relatório da empresa de Eike, obstáculos que foram ignorados e uma estimativa irrealista de receitas.

Não se pode esquecer ainda que todo esse processo de concessão está hoje sob suspeita visto que há uma investigação se Eike Batista pagou ao ex-governador Sergio Cabral ou aliados para ficar com o estádio. Uma apuração que ocorre em meio à “Operação Calicute” e que pode revelar que houve fraude nesta concorrência.

O governo do Rio, no entanto, defende que não houve fracasso na concessão do Maracanã. “Houve interesse do mercado, ágio sobre o preço pedido, além de um contrato atualmente em vigência”, diz a assessoria da casa civil, que considera o contrato vantajoso para o Estado.

Em 30 de março de 2012, quando entregou seu estudo ao Estado, a IMX traçava um cenário de céu azul para o estádio. A empresa afirmava ter “elaborado um modelo econômico-financeiro completo e flexível, que contempla todas as variáveis relevantes”.

Entre as premissas, a IMX observa que era essencial demolir Parque Julio Delamare e o Estádio Célio de Barros. Mas admite que ambos eram tombados e que isso impactaria no resultado final financeiro.

Em outubro de 2012, o então prefeito Eduardo Paes tirava o tombamento e permitia as demolições. Em junho de 2013, o governador Sergio Cabral assinava o contrato de concessão dando o Maracanã à Odebrecht e à IMX. Em agosto de 2013, Paes volta a tombar os equipamentos e põe por terra umas das premissas da concessão. Até isto acontecer o governo estadual ignorava o risco.

Em sua defesa, o governo do Rio alega que “é inerente a qualquer concessão a possibilidade de modificação do contrato por conta de fatos supervenientes à celebração do contrato.” Afirma que a Odebrecht aceitou as alterações, e enviou documento em que dizia que a concessão continuava atraente.

Essa não é a única falha da concessão como tem defendido. Em seu estudo, a IMX estimou R$ 154 milhões em receita média anual para o Maracanã pelos 33 anos. Nos três anos em que operou, o estádio gerou uma renda média de R$ 38 milhões, menos de um terço do total. Nunca ultrapassou R$ 55 milhões de receita. E não foram só as faltas de áreas que explicam esse fracasso.

Antes da concessão, em março de 2013, o TCE apontou que a IMX e o Estado não tinham enviado dados que comprovassem quais as bases para as estimativas de receitas. Entre elas, as receitas com ingressos, alugueis, estacionamento, patrocínio, alimentação. O tribunal afirmava que esses dados eram necessários para validar o contrato. O governo, porém, nunca enviou as informações alegando ser impossível obter esse detalhamento das receitas.

“Quanto à análise de viabilidade e do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão não foram encaminhadas informações relevantes indispensáveis que demonstrassem a correta relanção entre as receitas previstas e as obrigações assumidas pelas concessionária”, contou o relator do TCE, José Gomes Graciosa, em voto em maio de 2016. E completa ao dizer que o Estado nunca provou serem confiáveis as informações em que se baseou para fazer a concessão.

O TCE só não determinou a anulação da licitação por entender que poderia deixar o estádio ainda mais tempo fechado. Mas essa era sua recomendação diante do que ocorreu. Até seu ex-presidente Jonas Lopes é suspeito de levar propina na análise do caso do Maracanã.

O governo do Rio rebate a acusação e defende que a IMX projetou corretamente o modelo de negócios do Maracanã “consideradas as circunstâncias existentes quando da instalação da licitação”. Questionado sobre a discrepância de estimativa e receita real, o Estado argumenta que não comenta as rendas obtidas já que o risco é da concessionária.

A atitude do Estado do RJ de ignorar os avisos e confiar apenas no estudo da IMX teve os seguintes resultados: 1) Aditivo do contrato em 2013 logo após assinatura para mudar condições e abrir mão de obras previstas; 2) Estádio nunca chegou perto das receitas estimadas na concessão 3) Sem receitas, Odebrecht se desinteressou, deixando o Maracanã deteriorado, abandonado e fechado.

Nesta situação, o Estado do RJ tenta executar uma transferência do Maracanã em concorrência com a Lagardère e GL Events nos mesmos termos da concessão fracassada, apenas com uma modificação por meio de aditivo nas obras. Ou seja, o novo dono do estádio seguiria com as mesmas regras que não deram certo traçadas pela empresa de Eike.

O governo do Rio, no entanto, defende as regras e ressalta que “entende que eventual transferência do controle acionário da concessionária, desde que respeitadas todas as exigências legais para tanto, não afetará o andamento do serviço.”

Questionada sobre a concessão e seus resultados econômicos, a Odebrecht não quis responder as perguntas do blog. Entre os argumentos apresentados anteriormente pela construtora para explicar o fiasco da concessão, estão as alterações das condições contratuais e do cenário econômico do país.

A IMX, que fez o estudo que baseou a concessão do Maracanã, não pertence mais a Eike Batista e mudou de nome. Ele está preso acusado de subornar o ex-govenador Sergio Cabral. Há mais de um ano que a Odebrecht decidiu sair do Maracanã e nem a empresa, nem o governo encontraram uma solução para o futuro do estádio.

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Relação entre Palmeiras e Crefisa evitará erros de parcerias do passado? http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/19/relacao-palmeiras-e-crefisa-evitara-as-armadilhas-de-parcerias-do-passado/ http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2017/03/19/relacao-palmeiras-e-crefisa-evitara-as-armadilhas-de-parcerias-do-passado/#comments Sun, 19 Mar 2017 07:00:12 +0000 http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/?p=16965 Durante a última semana, os donos da Crefisa e o presidente do Palmeiras deram entrevistas admitindo que o patrocínio pago pela empresa está acima de mercado. Falaram o óbvio se analisarmos o futebol e a economia do país. Suas afirmações geram uma pergunta: o caso Crefisa é igual a outras parcerias que botaram dinheiro a fundo perdido em clubes e depois saíram deixando terra arrasada?

Para tentar responder a esta pergunta, vamos primeiro relembrar episódios em que isso aconteceu. O primeiro exemplo é o próprio Palmeiras com a Parmalat. Depois, temos o Corinthians com a Hicks Muse e posteriormente com a MSI. No meio disso, a ISL injetou milhões em Grêmio e Flamengo, além do Bank of American no Vasco. E a experiência mais longeva foi da Unimed no Fluminense que durou mais de dez anos.

De início, é importante ressaltar que a Crefisa tem seu dinheiro obtido legalmente no país. Há questionamentos, porém, sobre os negócios da empresa. Um processo judicial movido por uma ex-faxineira alega que o dono da empresa, José Roberto Lamachia, cometeu fraudes na fundação de sua faculdade, na década de 70, em caso revelado pela “Isto é Dinheiro”. Mas ainda não há uma conclusão judicial sobre o assunto. E não há indícios de que o dinheiro da empresa é ilegal.

Em contraponto, a ISL, por exemplo, veio para o Brasil às vésperas de entrar em falência por meio de paraísos fiscais. Investigadores do caso apontam que o motivo foi tirar o dinheiro da Suíça para longe de credores. Tanto no Flamengo quanto no Grêmio acumularam-se informações de má gestão com os recursos.

A parceria Vasco e Bank of American também foi parar na CPI do Futebol com suspeitas de desvio de dinheiro. O mesmo tipo de sombra ocorreu com a MSI e seu dinheiro de origem obscura que levou à investigação da Polícia Federal no Corinthians.

Afastada dessa parceria, o investimento da Crefisa acima do mercado a aproxima dos casos da Parmalat e da Unimed. No caso da empresa médica, o dinheiro destinado ao Fluminense foi feito por um gestor, Celso Barros, que levou a empresa à beira da falência.

Um processo movido pela atual gestão da cooperativa médica contra ele indica que o recurso investido no clube não se justificava para a empresa e contribuiu para sua péssima situação atual. A Parmalat também acabou mal anos depois, embora sem tenha sido demonstrada relação direta com o Palmeiras.

No caso da Crefisa, há uma diferença: Leila Pereira e seu marido são donos da empresa. Estão colocando no Palmeiras o seu dinheiro, não o de cooperados que desconheciam a situação financeira da Unimed. Se ocorrer um prejuízo, será deles mesmos. A ver se isso pode ter impacto com clientes ou estudantes da faculdade, mas isso não se vislumbra atualmente.

Há, no entanto, um pecado comum entre a Crefisa e a Unimed, em parte também com a Parmalat. Trata-se da interferência externa de um patrocinador na gestão do clube. Celso Barros se achava no direito de pré-aprovar técnicos e jogadores, assim como a Parmalat tinha forte influência no futebol palmeirense.

Eleita conselheira e esbanjando milhões, Leila Pereira é cada vez mais influente na política do clube. E já deixou claro que entende que, por dar mais de R$ 100 milhões por ano, é a que mais contribui na história do clube. Ora, se o Palmeiras depende desse dinheiro para ter supertimes, estará nas mãos dela exclusivamente determinar qual o limite do seu poder, o que é um cenário bem complicado. A relação foge da profissional observada em outros patrocínios.

Entra aí outro aspecto que gera atenção para o alviverde. Uma característica em comum das grandes parcerias foi a complicação para o time se adaptar à realidade depois da saída do investidor. Todos tiveram quedas acentuadas de qualidade da equipe e também da gestão do clube, alguns casos resultando em rebaixamento.

Neste quesito, é preciso dizer que o Palmeiras tem uma base sólida de receitas além da Crefisa, incluindo estádio e sócios-torcedores. Teria como montar times competitivos, não no nível do atual, se houvesse um patrocinador pagando valor de mercado. O problema é que o clube inflou bastante seus gastos com futebol com base na empresa, o que pode gerar pendências em uma eventual saída.

Em contrapartida, a gestão de Maurício Galiotte se mostrou responsável ao usar entrada de dinheiro recente para reduzir a dívida com o ex-presidente Paulo Nobre. Ressalte-se que não há números detalhados do Palmeiras para 2016.

O futuro da parceria Palmeiras e Crefisa é impossível de prever. É possível, sim, ao clube evitar os erros cometidos no passado na relação de clubes de futebol com grandes investidores e com isso evitar problemas à frente.

 

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