Blog do Rodrigo Mattos

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Pedido de Tite, jogo com Alemanha muda preparação de seleção para Copa
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Ao pedir um amistoso contra a Alemanha em 2018, o técnico Tite e sua equipe fizeram uma mudança radical na estratégia da seleção para Copa da Rússia em relação a edições anteriores. O Brasil não opta por enfrentar campeões mundiais pouco antes do torneio desde a Copa-1998, na França. Depois disso, a preferência foi sempre por adversários fracos antes do Mundial.

O amistoso contra a Alemanha, primeiro confronto depois da goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa-2014, será no final de março de 2018 a apenas dois meses e meio do início da competição na Rússia. O jogo foi um pedido da comissão técnica para a diretoria da CBF, e a intenção é pegar outras grandes seleções.

“Foi o que a gente vem falando. Sem dúvida nenhuma nós passamos para a presidência e para a vice-presidência a ideia que nós tínhamos de jogar com grandes seleções. A gente quer um nível de enfrentamento muito alto. Porque a gente entende que desta forma vai estar melhor preparado”, contou o diretor de seleções, Edu Gaspar, ao blog.

Levantamento nos amistosos na seleção no período de um ano antes de Mundiais mostra que apenas uma vez o Brasil pegou um campeão desde 1998. Foi em novembro de 2009, antes da Copa da África do Sul, quando o time nacional enfrentou a Inglaterra. Mas lembre-se que o time inglês não é campeão mundial desde 1966 e ainda faltavam sete meses para a Copa.

No período de um ano antes do Mundial-2014, o time de Luiz Felipe Scolari teve dez amistosos, sendo os dois times mais fortes Chile e Portugal. No ano do Mundial, seus rivais foram Africa do Sul, Panamá e Sérvia.

Na edição anterior, a equipe de Dunga pegou Zimbabwe e Tanzânia como últimos rivais no ano de 2010. Em 2006, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Lucerna e Nova Zelândia foram os últimos adversários, sendo a Rússia a única seleção mais forte enfrentada no ano do Mundial.

O último campeonato conquistado pela seleção em 2002 também foi precedido por partidas com adversários fracos ou médios, sendo o mais representativo Portugal, em abril. Aquela equipe chegou a pegar Andorra nas vésperas do Mundial. Em 1998, tinha sido diferente já que o time brasileiro pegara Alemanha e Argentina na reta final para a Copa da França.

Essa falta de adversários fortes ocorria nem sempre pela vontade dos técnicos, mas por conveniência política e financeira do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Ele queria fazer o time faturar com amistosos onde interessasse aos parceiros da confederação. O mesmo se repetiu na gestão de José Maria Marin, com Marco Polo Del Nero como vice, para o Mundial de 2014.

Mas Tite e Edu Gaspar demonstram uma força dentro da CBF que não tinham seus antecessores. Foram conversar com a diretoria e os convenceram sobre amistosos com times fortes, incluindo a Alemanha.

“É muito bacana porque se mostra bem integrado entre nós e os demais membros da presidência e da diretoria. Conversamos bem, falamos nossas ideias, e está sendo bem atendido”, contou Edu Gaspar.

Agora resta saber se a CBF conseguirá datas para marcar outros amistosos com times campeões mundiais antes da Copa-2018.


Após surra, Brasil procura ajuda de empresa que melhorou futebol alemão
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Depois de oito meses do baile sofrido para a Alemanha na Copa-2014, a CBF começa a procurar no desenvolvimento do próprio futebol alemão caminhos para um reforma ampla da formação de jogadores no Brasil. Há um plano de reestruturar as divisões de base nacionais junto com os clubes, e uma empresa que trabalha com a federação alemã já foi consultada por cartolas brasileiros.

A goleada de 7 a 1 imposta pela Alemanha sobre a seleção gerou uma série de críticas à confederação, e reivindicações de mudanças na condução do futebol nacional. Até agora o presidente e vice da confederação, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, trocaram apenas nomes de técnicos, e não indicaram alterações estruturais no futebol brasileiro.

O novo staff da CBF que assumirá com o novo presidente Del Nero, no próximo dia 16, iniciou uma pesquisa para entender o que tem sido feito na Europa, assim como bons exemplos de clubes em território nacional. Um dos passos foi procurar a empresa belga Double Pass para conversas iniciais.

Criada na Universidade de Bruxelas, a consultoria esportiva presta serviços para a Federação Alemã de Futebol, para Premier League, para Federação Belga de Futebol e para os EUA, além de um total de 500 clubes.

Na Federação Alemã, a função da Double Passe é verificar o funcionamento das divisões de base de todos os times da Série A e Série B da Alemanha. Iniciada na última década, a reestruturação das categorias interiores dos clubes alemães foi a base da revolução do futebol campeão do mundo em 2014, ao lado da construção de campos para crianças pelo país.

Após verificar cada estrutura da base dos clubes, por meio de critérios determinados, a Double Pass dá notas para os clubes que podem chegar a até três estrelas. À Federação Alemã, apresenta um relatório com pontos onde pode haver melhorias. As avaliações são anuais e os clubes tentam incrementar seu ranking para o próximo ano.

Funciona como um processo de certificação igual a outros setores, e foi implantado a partir de 2007. Relatório da Federação Alemã aponta que as divisão de base dos clubes melhoraram sensivelmente após a introdução do método da empresa belga, que posteriormente foi contratada pela Premier League.

A CBF não conversou apenas com essa empresa. Foi verificar também modelos de outros países. Clubes como o Atlético-MG, Santos e São Paulo são citados ainda como exemplos brasileiros de bom funcionamento da base, e que devem ser seguidos. A intenção da confederação é instalar um modelo tropicalizado que tenha influência dos métodos europeus, e do que deu certo no Brasil.

O plano ainda não está traçado. Mas, a princípio, a CBF não acenou com a injeção de dinheiro próprio na melhoria dos CTs dos clubes. Há o objetivo de estabelecer parcerias com os clubes. E há a possibilidade de recursos de patrocinadores da entidade, que já se mostraram dispostos a atuar, para projetos para expansão da infraestrutura de futebol pelo país.

Essa é uma das ideias para o mandato de Marco Polo Del Nero à frente da CBF, que começa na próxima semana. Agora, se isso vai se concretizar e a forma que vai acontecer, é uma questão em aberto visto que o dirigente já estava na confederação e não executou nada até agora.


Um rapaz de 22 anos decide a Copa para o melhor time
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Houve um momento em que Schweisteiger sofreu seguidas pancadas de argentinos. Primeiro, foi Mascherano, duas vezes. Depois, foi Aguero, que lhe acertou quase um soco. Ele foi costurado no canto do campo e voltou. Ali, a Argentina deixou de jogar bola, e só sobrou um time que tem muita bola em campo.

Pouco tempo depois, Schurrle deu uma arrancada pela esquerda e cruzou na medida para Gotze, que dominou, com categoria, e chutou na saída do goleiro Romero já na prorrogação do jogo. Era um prêmio para a Alemanha, que exibiu o melhor o melhor futebol do torneio.

Foi quem teve a posse de bola, apresentou um estilo diferente com dinâmica no ataque, compactação, e jogadores excepcionais. Os argentinos foram bravos, mas essa taça não poderia estar em melhores mãos. Só que até lá foi um sobe e desce de emoção.

De início, Alejandro Sabella fez o que deveria ter feito Felipão na semifinal: trancou o jogo no meio de campo com as voltas constantes de Lavezzi e Enzo Perez para fechar o setor. Quando saía, a Argentina era inteligente ao explorar as costas da defesa alemã.

E foram seguidas as chances de gol criadas desta forma, inclusive com um Messi livre pela direta que superava com facilidade Hummels ou Howedes. O mano a mano era perigoso para os alemães, que, do outro lado, não conseguiam furar o bloqueio rival. Era sentida a falta de Khedira no toque de bola germânico.

Mas a melhor chance surgiu com o erro de Kroos que recuou uma bola nos pés de Hinguaín. Em tarde infeliz, ele perdeu a melhor oportunidade do jogo ao chutar para fora, sozinho.

A pancada na cabeça que tirou Kramer do jogo ajudou a Alemanha. Joachim Low colocou Schurrle e, com uma ajuda de uma bronca de Schweisteiger, a Alemanha se ajeitou e equilibrou a partida. Já tinha mais a bola, mas passou a também criar espaços para a conclusão, e quase faz em cabeçada de Howedes na trave.

A final era boa como há muito não se via na Copa. Mas o intervalo teve os retornos dos dois times mais cansados. Perigoso no primeiro tempo, Messi tinha menos pernas e se poupava para lances decisivos. E teve um a sua disposição à frente de Neuer, mas chutou fraco para defesa do goleiro rival.

Como em todo o jogo, a Alemanha tinha mais posse de bola, mas seu jogo esbarrava em atuações abaixo da média de Kroos e Özil. Quando aparecia a chance de um chute claro, Romero se encarregava de evitar o gol, assim como Neur fazia do outro lado.

Com os times cansados, chegou a prorrogação. Mais uma vez, a defesa aberta alemã dava as melhores chances para o rival. Palacio deve ter sido xingado pelo Obelisco em peso quando desperdiçou o arremate, livre, após falha de Hummels. Candidato a melhor da Copa, ele tinha atuação fraca, perdendo a maioria dos duelos individuais.

Mas quem tem um jogador como Schweisteiger não perde com facilidade. Melhor em campo, ele teve fôlego para dominar o meio de campo até o final. E pesou em favor da Alemanha.

Coube o papel de protagonista ao garoto de 22 anos, acusado de traidor quando deixou o Borussia Dortmund pelo Bayern de Munique. Qualquer investimento em um jogador como esse se justifica. Em uma final de Copa, ele soube fazer o que nem Messi, nem Palacio, nem Higuaín souberam. Diante do gol, dominou no peito e tocou para as redes.


Na Copa, Müller é mais letal na conclusão do que Messi
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Pelo menos na Copa-2014, o alemão Thomas Müller é mais letal do que o argentino Lionel Messi nas conclusões a gol. É o que revela uma comparação dos números dos dois jogadores nas estatísticas da Fifa. No conjunto, a Alemanha leva larga vantagem em precisão em relação à Argentina.

Müller marcou cinco gols nesta Copa, em um total de 16 chutes. Ou seja, ele consegue um tento a cada 3,2 tentativas. Já Messi obteve quatro gols no campeonato, em 18 arremates. Sua média, portanto, é de um tento a cada 4,5 conclusões.

O alemão ainda atinge mais a direção do gol do que o argentino. No total, 62,2% de seus chutes vão dentro da meta, contra 55,5% do rival. É preciso lembrar que, com apenas 24 anos, Müller já soma dez gols em Mundiais, o dobro de Messi.

Coletivamente, a diferença da precisão é ainda maior. O time germânico faz um gol a cada 5,2 arremates, enquanto os argentinos precisam de 11,9 oportunidades para conseguir o mesmo. Isso explica o fato de os alemães terem mais do que o dobro de gols (17 contra 8), apesar de terem chutado um pouco menos do que os argentinos.

A Alemanha também exibe um futebol com bem mais posse de bola do que a Argentina. São 3.421 passes contra 2.928 – lembremos que a Argentina disputou duas prorrogações e os rivais, apenas uma.

Os dois times se equivalem em marcação, com 137 roubadas de bola, incluindo todos os tipos de jogadas de defesa. É por ai que a Argentina pode tentar equilibrar o jogo. Ou, então, Messi pode acrescentar seu elemento imprevisível para superar a precisão alemã.


Gramado do Maracanã gera atenção para final e nem astros podem pisar
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Véspera da final da Copa-2010. Holanda e Espanha treinam no Soccer City, em horários diferentes. Não há restrição e até piques, que desgastam a grama, foram praticados pelos times.

Véspera da decisão da Copa-2014. O campo do Maracanã está tomado por luzes para tentar recuperar a grama. Os treinos dos times são vetados. Astros da música que vão posar para fotos no local são proibidos de pisar no campo.

A atenção em volta do palco da final se justifica quando se observa a irregularidade na cor da grama. Umas partes são mais claras do que as outras, como se fossem manchas. Está longe de exibir um verde vistoso e uniforme como em campeonatos europeus.

O campo do Maracanã foi bastante criticado durante a Copa-2014. Jogadores apontaram que estava seco e duro e eram perceptíveis trechos de grama pelada em determinadas áreas. O COL (Comitê Organizador Local) atribuiu o fato a treinos muito fortes, e jogadas intensas no Mundial, além do uso excessivo do local.

Foram vetados treinos no Maracanã, tanto que Alemanha e Argentina fazem suas práticas em São Januário. O último jogo no estádio foi em 4 de julho, entre Alemanha e França. O comitê entendia que era tempo suficiente para a recuperação, e tem usado técnicas como a iluminação do campo.

Nesta véspera, havia três estruturas de luzes no gramado. Quando os astros liderados por Shakira entraram no local, uma funcionária da Fifa pedia que eles não pisassem no espaço dentro das quatro linhas. Quando Alexandre Pires deu um pique e entrou no gramado, foi reforçada a requisição.

Antes do jogo final, haverá uma cerimônia de encerramento com um show. Em geral, neste tipo de festa, evita-se estruturas ou excesso de pessoas que afetem o gramado.


Federação alemã bancou 1.387 campos de futebol; CBF, só três
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Sob a gestão de José Maria Marin, a CBF reformou três campos de futebol, os da Granja Comary. Na administração de Ricardo Teixeira, não se gastava neste quesito. Em sua revolução no futebol germânico, a DFB (Federação de Futebol Alemã) investiu na construção de 1387 gramados pelo país nos últimos dez anos, principalmente para a formação de jogadores.

Recentemente, a Fifa lançou um programa para bancar campos pelo Brasil, sendo o primeiro deles em Belém. O governo federal investiu cerca de R$ 100 milhões em centros de treinamento para o Mundial.

A CBF não gastou nada neste item. Questionado porque não botar dinheiro em campo, no lançamento do programa da Fifa, Marin disse que “seria uma boa ideia” e iria pensar nisso.

A receita da confederação, em 2013, foi de R$ 436 milhões. No total, em dois anos de Marin, só houve investimento em desenvolvimento no futebol de 12% da receita, com organização de campeonatos. Não há gastos registrados em estrutura do futebol: a Granja Comary foi feita em 2014. Em compensação, 42% são gastos com itens de burocracia, de pessoal à administração.

A DFB investiu R$ 75 milhões só no seu programa para crianças no futebol. Isso incluiu a construção de 1.000 mini-campos pelo país em escolas, incluindo kits com bolas, uniformes e outros equipamentos. As 20 mil crianças estão sob a tutela de treinadores formados pela federação.

Outros R$ 30 milhões foram gastos com centros de treinamento de formação para adolescentes, em um total de 387 campos. São 14 mil adolescentes neste programa, que é mais voltado para a formação de talentos.

A federação ainda criou campeonatos juniores no país, o que só acontece esporadicamente no Brasil em períodos curtos. Até agora a CBF não anunciou nenhum projeto de investimento na base do Mundial.

 


Alemanha corre 47 km a mais do que Brasil na Copa
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Pelas estatísticas da Copa-2014, não é uma surpresa o domínio da Alemanha sobre o Brasil na semifinal da competição – claro, o placar elástico era imprevisível. O time germânico correu 47 km do que o brasileiro neste Mundial, e deu cerca de 1.200 passes a mais do que a equipe nacional.

Esse números mostram como a formação alemã estava mais preparada fisicamente, desenvolvia um futebol mais dinâmico e tinha maior controle da bola do que a seleção brasileira.

Até agora, a Alemanha correu 695,8 km no torneio, em um total de seis jogos, sendo que um deles com prorrogação. Isso significa média de 110 km por cada 90 minutos de partida.

Já o Brasil percorreu 648,7 km na Copa, com seis jogos, também com uma prorrogação. Conclusão: todos os jogadores nacionais somaram 103 km em média por partida.

E não foi uma correria à toa. No total, a Alemanha deu 3.421 passes no Mundial, contra apenas 2.249. Revela-se ai a diferença brutal entre os dois meios de campo, com Khedira, Schweinsteiger, Kroos e Özil de um lado, e Fernandinho, Luiz Gustavo e Oscar, do outro.

O número de lançamentos longos é até similar, lembrando que o Brasil costuma alongar bastante as bolas no Mundial. Mas há uma distância grande no número de passes médios, 2.302 alemães, contra 1.363 brasileiros.

Por incrível que pareça, os dois times até têm número de conclusões a gol parecidos, 67 do brasileiro, e 64 da Alemanha. Mas fica claro pelo que se viu no Mineirão quais são os arremates, de fato, mais perigosos e decisivos.


Certeira, Alemanha supera calor e França no Maracanã
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Quando o blog questionou a Fifa sobre um possível calor excessivo no jogo no Maracanã, às 13 horas, uma assessora da entidade indicou que estava de casaco dentro do estádio. Ela estava em instalações de imprensa, onde há um forte ar-condicionado. Jogadores alemães e franceses não puderam contar com o refresco e o clássico europeu foi afetado pela alta temperatura. Neste cenário, passou a favorita Alemanha com uma cabeçada certeira ainda no primeiro tempo.

O início da partida tinha um ritmo forte, com marcação pressão dos dois times. Havia entre seis e oito atletas de cada equipe no campo ofensivo para impedir o rival de sair com a bola com tranquilidade.

A Alemanha tinha mais o controle da bola graças a um meio de campo superior com Khedira, Schweinsteiger, Kross e Özil. A França atacava com a velocidade de Valbuena nas costas dos laterais.

Foram criadas boas chances de gol por ambos os lados neste início. Para os franceses, o problema é que Benzema não acertava a conclusão. Do outro lado Hummels fez o gol em cabeçada, superando o zagueiro Varane. Houve leve deslocamento do francês pelo braço do alemão, mas não pareceu o suficiente para ser caracterizada falta.

A melhor chance da França foi com chute de Valbuena, em bela defesa de Neuer. Benzema desperdiçou o rebote.

No final do primeiro tempo, o ritmo do jogo começou a cair por conta do calor. O termômetro marcava 28o na tribuna de imprensa, mas parecia mais. A Fifa não parou a partida, o que só ocorre quando chega a 32o.

No segundo tempo, a Alemanha recuou e passou a dar campo para o rival, principalmente depois dos 20min. Tanto que a posse de bola acabou dividida meio a meio. Precisando empatar, os franceses acabaram o jogo com mais conclusões do que o rival, 13 contra 8.

Mas não foram muitos lance de perigo. Faltava objetividade à França em algumas jogadas, e mais pontaria de Benzema. No final, ele ainda ameaçou em chute defendido por Neuer.

Ressalte-se que as melhores chances nos minutos finais foram da Alemanha com Schuerrle, que entrou no lugar de Klose e desperdiçou as jogadas. Em uma delas, ele estava só, com a bola dominada, mas mandou nos pés de Lloris. Prevaleceu a tradição alemã, que chega a sua quarta semifinal seguida em Copa.


Futebol mudou na Copa-2014, mas a Alemanha é máquina de bola
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Essa Copa-2014 tem, sim, revelado mudanças no futebol mundial. Dois classificados africanos às oitavas de final, a Costa Rica nas quartas, campeões decadentes como Inglaterra, Itália e Espanha, um jogo ofensivo como não se viu em edições anteriores. Mas, por mais que o esporte mude, a Alemanha continua a ser protagonista, como provou diante da difícil partida da surpreendente Argélia.

Comprovou o dito popular entre ingleses: “Futebol é um jogo entre 22 homens em que no final os alemães vencem.” E triunfaram mais uma vez, confirmando sua participação nas quartas de final pela oitava vez seguida.

O início revelou sustos. Jogadas de Feghouli e Sliman – muito rápidos, mas não precisos – estiveram perto de superar o goleiro Neuer. Uma prova disso é que o goleiro estava jogando quase como líbero, matando diversos contra-ataques para conter a velocidade dos argelinos. Os africanos estavam mais perto do gol.

Mas a Alemanha melhorou no segundo tempo, e passou a usar todo o arsenal que tornou seu futebol dominante nos últimos anos na Europa. Schweinsteiger, Kroos, Müller, Özil e Schürrle giravam no ataque, auxiliados por vários jogadores que vinham de trás.

Ao final, foram 22 chutes alemãs, contra sete da Argélia. E a maioria dos arremates dos europeus foi no gol, salvos por Rais, em tarde inspirada. Heróicos, os argelinos aguentaram por 90min.

Só que uma máquina como a alemã, azeitada em anos de tradição no futebol e em uma renovação na última década, não pode ser batida facilmente. Seu time que tinha 78% da posse de bola, contra parcos 22% dos rivais. De tanta insistência, Schürrle, enfim, fez o gol meio de letra, meio estabanado, após o cruzamento de Müller.

Os argelinos não se deram por batidos, e continuaram a tentar um contra-ataque salvador. Mas já lhes faltavam pernas quando Özil fez um gol de pelada, aproveitando um rebote em jogada que dois alemães tabelaram na frente de Rais fora da meta. Justo que no último minuto da prorrogação Djabou tenha descontado. Pela luta do time africano.

Todos os favoritos tiveram dificuldades até agora nas oitavas, Brasil, Alemanha, França e Holanda. Só a surpreendente Colômbia ganhou com sobras do Uruguai. Agora, será a vez dos germânicos enfrentarem seus rivais franceses, nas quartas de final, no Maracanã. Uma partida do tamanho do estádio carioca.


Campeões têm pior rendimento na Copa desde 1974
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As seleções campeãs mundiais têm o pior rendimento nesta Copa-2014 desde a edição de 1974. Encerradas as duas primeiras rodadas, os oito times com títulos ganharam 55,5% dos pontos, percentual mais baixo em 40 anos. O que demonstra que é um Mundial com mais zebras.

Até agora , entre os campeões, só a Argentina e a França conseguiram duas vitórias, e têm 100% dos seus pontos. Inglaterra e Espanha foram eliminadas com duas derrotas. Brasil, Alemanha, Itália e Uruguai têm boas chances de classificação, mas perderam pontos.

É a primeira vez que há oito times com taça na competição. Até agora, eles ganharam 20 pontos, e perderam 16. O blog fez a comparação nos dois primeiros jogos de cada um dos Mundiais, considerandos os campeões à época do Mundial. Não foram contabilizadas partidas entre dois vencedores da competição.

Em 1974, os campeões conseguiram apenas 54,2%, mas um dos motivos foi uma derrota da Alemanha Ocidental para a Alemanha Oriental, que, teoricamente, tinha como objetivo se livrar do grupo do Brasil e da Holanda na fase seguinte.

Veja os números abaixo o rendimento dos campeões em cada Copa:

Africa do Sul-2010 (sete campeões) – 61,6%

Alemanha-2006 (sete campeões) – 83,3%

Japão/Coréia do Sul-2002 (sete campeões) – 56,7%

França-1998 (seis campeões) – 76,7%

Estados Unidos-1994 (seis campeões) – 79,2%

Itália-1990 (seis campeões) – 66,7%

México-1986 (seis campeões) – 58,3%

Espanha-1982 (seis campeões) – 66,7%

Argentina-1978 (cinco campeões) – 66,7%

Alemanha-1974 (cinco campeões) – 54,16%