Blog do Rodrigo Mattos

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Atlético-PR prevê receita de R$ 60 a 70 milhões na Arena da Baixada
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Enquanto desfruta o sucesso desportivo do seu campo, o Atlético-PR desenha o plano final para atingir o modelo de rentabilidade esperado para a Arena da Baixada. O sistema de compõe do sócio-torcedor, de bilheteria, de camarotes, de eventos e de um centro comercial que entrará em operação. A estimativa é de uma receita em torno de R$ 60 milhões e R$ 70 milhões por ano.

Como visto na vitória diante do Flamengo, e a liderança no grupo na Libertadores, a Arena da Baixada já é um dos maiores trunfos para o time do Atlético-PR. Por lá, o time paranaense tem um dos melhores aproveitamentos como mandante no Brasileiro com a grama sintética.

O estádio é superavitário para o clube mesmo com os custos de obras. Ressalte-se que isso ocorre porque a prefeitura de Curitiba e o governo do Estado bancaram dois terços da reforma para Copa por meio de títulos construtivos em um acordo para a cidade ser sede do Mundial. O valor total gasto foi R$ 346 milhões. Há um acordo a ser fechado com a prefeitura.

“Só quem está pagando é o Atlético-PR. Porque o prefeito anterior não cumpriu. Mas agora deve sair acordo porque o Rafael Grecca (novo prefeito) que é do mesmo partido do governador”, contou o presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia. “A nossa prestação não é alta. Dá uns R$ 800 mil, um técnico de futebol.”

O Atlético-PR consegue superar com sobras esse valor graças ao seu programa de sócio-torcedor e à bilheteria. O programa de sócio já dá automaticamente direito ao ingresso e rende R$ 36 milhões ao clube por ano. Em bilheteria, dos ingressos que sobram, são entre R$ 5 e 6 milhões.

Há ainda receitas de eventos como UFC e Circuito Mundial de Vôlei, além de camarotes e publicidade. Mas, para atingir o patamar superior de receita, o Atlético-PR conta coma  inauguração de um espaço comercial de 15 mil metros que só ficou pronto recentemente. A questão é que a crise da economia nacional tem prejudicado a comercialização desses espaços.

“Dará uma renda anual entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões. Quem não tiver estádio próprio no futebol brasileiro vai ficar para trás”, previu Petraglia, apontando para o cenário do complexo da Arena da Baixada em 2018. “A estimativa é muito diferente do que prevíamos (era bem maior). Tivemos que baixar preço de sócio-torcedor, de ingresso por causa da crise. O espetáculo ao vivo não é tão valorizado no Brasil.”

A receita significará em torno de um terço do total da renda anual do Atlético-PR. Em 2016, o clube fechou com R$ 180 milhões, valor similar ao do ano anterior. Desse total, um terço vem da venda de jogadores, forte no clube por conta da revelação de atletas, um terço de televisão e um terço de outras rendas. O estádio, portanto, passará a ter parcela significativa nas contas.

Fora a Arena da Baixada, a outra preocupação de Petraglia é a divisão de cotas de televisão, sua maior briga no cenário nacional. Ele prega que o pay-per-view do Brasileiro tem que ter bolo distribuído igualmente como contratos de televisão fechada e aberta. Por isso, participa de um grupo que negocia para tentar convencer a Globo para o contrato de 2019.

 


Atletiba recusa sondagens de TVs para final por projeto futuro de ppv
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A dupla Atlético-PR e Coritiba recusou sondagens de TVs abertas para poder transmistir a final do Campeonato Paranaense. De imediato, o objetivo é arrecadar com publicidade nos jogos. E há um projeto no futuro de implantação de canal pay-per-view atleticano para os próximos campeonatos.

A iniciativa da dupla Atletiba de ter jogos na internet foi por conta da falta de acerto com a TV Globo que ofereceu apenas R$ 1 milhão para cada clube pelos direitos do campeonato. Acabou fechando com os outros dez times sem as duas principais equipes. E o primeiro clássico, após briga com a federação parananese, foi transmitido na internet com boa audiência.

Para a final, outras redes de televisões procuraram Atlético-PR e Coritiba para tentar fechar a compra dos direitos da final. A decisão de dirigentes dos dois clubes foi nem ouvir as propostas. Isso porque a intenção é explorar a nova plataforma de transmissão no facebook e youtube.

Os dois clubes já negociam com empresas por anúncios durante os jogos. Mas a principal aposta é em canais de pay-per-view para o futuro. A diretoria atleticana já faz o cálculo que, se atrair pelo menos 5% do total do público que assistiu na internet, terá 150 mil assinantes. Com R$ 10,00 por pessoa em dois jogos, poderia levantar R$ 3 milhões nas duas partidas, mais do que a proposta da Globo por todo o campeonato.

Dirigentes do Atlético-PR, no entanto, sabem que é preciso criar o costume de o torcedor pagar pay-per-view pela internet. Por isso, aposta no costume de acompanhar transmissões nos canais do clube. O projeto ainda está no início e o clube monta sua produtora própria de transmissões.

Nesta final, ainda usará equipes de produção independente que devem custa em torno de R$ 100 mil para as duas partidas. A estimativa é de que anúncios possam cobrir esse valor.

 


Grupo de clubes quer liberar jogos fora do Estado no Brasileiro
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Um movimento de alguns clubes tenta derrubar o veto a jogos fora do Estado (cujo objetivo é coibir vendas de mando) e em grama sintética no Brasileiro. A CBF já tem ciência dessa reivindicação de alguns, mas diz que não é nada oficial. Dependeria de os próprios times mudarem sua votação anterior. A informação foi publicada primeiro pelo Globo.com, e confirmada pelo blog.

No Conselho Técnico da CBF, clubes da Série A do Brasileiro votaram pela proibição de que times jogassem fora do Estado para coibir vendas de mandos. Ainda proibiram o gramado sintético para 2018 porque traria prejuízos técnicos.

Os maiores prejudicados foram o Flamengo, no primeiro caso, e o Atlético-PR, no segundo caso. Agora um grupo de clubes que inclui tenta derrubar essas proibições, mas para isso tentam convencer os outros a voltar atrás da medida. No caso dos jogos fora do Estado, ficariam proibidas só situações que configurassem venda de mando.

“Temos ciência de um movimento de alguns clubes neste sentido. Nada ainda aprofundado ou oficial. Caso avance esse movimento, o jurídico poderá nos orientar o que precisa ser feito. Mas reitero que não há nada oficial”, afirmou o diretor de competições da CBF, Manoel Flores.

Na prática, primeiro, a maioria dos clubes precisará concordar em mudar a decisão inicial. Segundo, a CBF terá de analisar se é juridicamente viável uma modificação no regulamento.


Clubes vão ao Congresso por eleição na CBF, mas paulistas não participam
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Em reunião em São Paulo, seis grandes clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense) decidiram levar a parlamentares no Congresso a discussão da eleição na CBF. Eles querem que seja esclarecida a Lei Profut para determinar se têm direito de participar da aprovação de mudanças no estatuto, o que tornaria ilegal a alteração feita pela confederação. Os clubes paulistas decidiram não participar do encontro apesar de convidados.

A CBF e as federações estaduais votaram por modificação no estatuto da entidade para concentrar mais poder. As entidades estaduais passaram a ter peso três no voto, os clubes da Série A tiveram peso dois, e os da Série B, peso um. Times não foram avisados.

No entendimento dos clubes, a Lei Profut obriga que as agremiações participem da assembleia geral administrativa para aprovar esse tipo de mudança. Por isso, os dirigentes irão falar com deputados.

“Buscamos o melhor caminho. Não queremos confronto com ninguém. Ficou combinado que cada clube vai consultar parlamentares próximos para saber se o espírito da lei acabou não sendo cumprido. Os próprios parlamentares podem esclarecer. É possível um regulamento também para a lei. Vamos conversar”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A ideia é que seja feita uma audiência com os parlamentares para eles determinarem qual a interpretação correta da lei. O relator da lei Profut, Otávio Leite, (PSDB-RJ) já afirmou que entende que a lei foi desrespeitada pela CBF e entrou com ação junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro para anular a eleição. Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) também deve ser procurado pelo grupo pois ele entende o direito dos clubes.

A reunião foi marcada em São Paulo justamente para atrair os grandes clubes paulistas. Mas nenhum deles apareceu no encontro embora tenham tido contato telefônico com os presentes. Alguns tinham problema de agenda como os presidentes do Grêmio e Santos que não estavam no Brasil. Mas não mandaram representantes.

Desde que Marco Polo Del Nero assumiu a presidência da CBF, os clubes paulistas têm se posicionado a favor dele e se recusaram a participar de qualquer movimento para discutir questões da confederações, mesmo quando perdem poder como ocorreu no caso das regras da eleição. Ressalte-se que o presidente santista, Modesto Roma Jr, tem feito críticas pontuais à confederação, inclusive sobre a mudança de regra na eleição. Ele não está no Brasil nesta sexta-feira.


Clubes se encontram em São Paulo para debater mudança na eleição na CBF
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Um grupo de grandes clubes brasileiros se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para discutir se serão tomadas medidas em relação às mudanças de estatuto da CBF que tiraram poder das agremiações. A reunião vem sendo articulada desde a semana passada em sigilo para não causar reações antes de os times saberem exatamente o que querem fazer.

As federações estaduais e a CBF votaram uma alteração no estatuto da entidade para alterar o peso dos votos na eleição para presidente. Com a nova regra, as federações passaram a ter peso três na votação, os clubes da Série A, dois, e os da B, um. Assim, as entidades estaduais têm mais votos (81) do que as agremiações (60). O movimento foi feito sem consulta ou aviso aos clubes.

Dirigentes de times ficaram irritados com a atitude da CBF e reclamaram da perda de poder sem discussão. Ainda mais porque a confederação tinha convocado todos os cartolas para opinar sobre as mudanças de estatuto, mas, no final, decidiu fazer uma versão sozinha só ouvindo federações.

Entre os clubes articulados, estão Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, e provavelmente os grandes de São Paulo (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos), e o Cruzeiro. Não há certeza sobre a presença de todos, nem se haverá mais times no movimento justamente pelo sigilo mantido em relação ao encontro. A sede de um dos times paulistas da capital deve ser usada como local da reunião.

A pauta da reunião não está completamente definida, embora a reunião tenha sido motivada pela irritação com a atitude da CBF em mudar o sistema eleitoral para manter o poder. Dificilmente, no entanto, haverá uma revolta geral com a confederação pelo que o blog ouviu dos dirigentes que vão participar.

Mas há a intenção de tomar alguma medida já que os dirigentes de clubes perceberam que foram vistos como fracos diante da confederação por não reagirem às mudanças no estatuto. Há entre alguns cartolas que vão à reunião uma descrença em relação aos resultados já que as agremiações nunca conseguiram se unir de fato para reivindicar suas demandas. É imprevisível o que sairá da reunião.


Como o Atlético-PR se tornou o maior obstáculo nos planos da Globo
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Após fechar contratos com mais de vinte clubes para o Brasileiro-2019, a Globo tem como desafio acertar acordos de TV Aberta e de pay-per-view com os times que estão com o Esporte Interativo. E, nesta negociação, o Atlético-PR tornou-se o maior obstáculo para a emissora, pois articulou para que os times atuem em grupo e tem questionado o sistema de pay-per-view. Se o grupo não assinar o ppv, pode tornar o pacote pouco atrativo para a Globo e seus assinantes.

No ano passado, a emissora global acertou contrato com mais de vinte clubes para a TV fechada do Brasileiro da Série A, além da TV aberta e ppv. Já  o Esporte Interativo assinou com outras 15 agremiações só para o canal a cabo – eles poderiam negociar as outras plataformas com a Globo.

Na TV aberta, Atlético-PR, Coritiba, Santos, Bahia e provavelmente o Palmeiras (o alviverde ainda não confirmou), que formam o novo grupo, devem ter uma negociação mais fácil, já que as cotas são divididas com critérios iguais para todos. A questão é o ppv, onde há discordância forte.

A Globo determinou que a divisão é pelo número de assinantes que declaram torcer para cada clube em um critério de pesquisa. Mas garantiu um mínimo para o Flamengo de 18,5% do total a ser distribuído, e cota similar para o Corinthians, mesmo que eles não atinjam esse percentual (há outra versão de que a garantia é em número absoluto de dinheiro correspondente a esse percentual, mas é fato que ela existe). Os dirigentes do Atlético-PR fizeram a conta e viram que o clube carioca ganharia R$ 6,4 milhões, contra R$ 300 mil do Furacão por jogo, e consideram a vantagem exagerada.

A posição radical dos paranaenses é de que, com esse modelo, não assina até porque sua perda financeira não será grande e pode criar um canal de streaming. O Atlético-PR entende que a Globo tem que usar o percentual que ela tem direito para melhorar a oferta para os clubes do Esporte Interativo. Isso porque a emissora fica com 62% do total arrecadado com o ppv, e os clubes ficam com 38%. Os times têm um mínimo garantido que será de R$ 700 milhões em 2019, ano do início do novo contrato.

A Globo argumenta que já mudou a distribuição das outras cotas para tornar tudo mais igual. E que o critério do ppv tem que ser mantido porque é justo por ser medido de acordo com a participação de cada torcida. Além disso, alega que não dá para ter um salto radical do modelo antigo para o modelo inglês que é com critério igual para todos. Além disso, por lá não há ppv.

Outro argumento do Atlético-PR é de que o custo da Globo para operar o ppv é bem baixo, isto é, não se justifica ela ficar com pouco menos de dois terços da renda do ppv, o que chegará a R$ 1,1 bilhão só com o canal pago. A emissora, em contrapartida, alega que a despesa operacional é alta, sim, com pagamento a operadoras, em material jornalístico para o canal e na produção das transmissões.

O grupo de clubes tem a intenção de contratar uma empresa ou um executivo somente para discutir os contratos com a Globo. A emissora estava um pouco confusa porque esses times, inicialmente, estavam conversando em separado e juntos ao mesmo tempo. E, por exemplo, clubes como o Bahia teriam bem maior perda financeira sem o ppv já que tem maior participação de torcedores. Agora, o clubes unificaram o grupo e devem falar em uma voz.

Já é a segunda vez que o Atlético-PR adota posição forte e atrapalha os planos da Globo. A emissora ofereceu uma cota de R$ 1 milhão para o clube e para o Coritiba pelo Estadual, o que foi recusado. Deste episódio resultou na tramissão online do clássico que gerou uma adiamento de jogo e uma grande discussão sobre o assunto. Apesar das divergências, as duas partes continuam conversando para tentar chegar um acordo.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Libertadores ignora critério da Champions e prejudica brasileiros em cotas
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Ao mudar a Libertadores para aumentar seu valor de mercado, a Conmebol ignorou esse mesmo mercado na hora de distribuir cotas da competição. Não houve alteração na divisão igualitária e por classificação em política oposta a da Liga dos Campeões que valoriza os países que geram mais dinheiro. Os maiores prejudicados foram os clubes brasileiros, maiores fonte de receita da competição. A fase de grupos da nova Libertadores começa nesta terça-feira.

A Conmebol vende os direitos de marketing e televisão da Libertadores em um pacote único, o que deve mudar para edição de 2019. Só que a rede de televisão que compra, no caso a Fox, tem como principal objetivo obter receitas no Brasil e na Argentina.

O potencial econômico brasileiro é muito maior do que o do país vizinho tanto que a confederação sul-americana inflou para oito times nacionais nesta edição. Ao mesmo tempo, manteve a cota fixa na fase de grupos: US$ 1,8 milhão para cada time, e prêmios crescentes por cada fase que as equipes avançam. Um time campeão pode chegar a US$ 8 milhões independentemente de qual seu país de origem.

Na Liga dos Campeões, as cotas são divididas em 60% por valores fixos e premiações por desempenho, e outros 40% por mercado. Ou seja, os clubes do países que geram os maiores contratos de tv locais ficam com mais dinheiro. Para dividir esse montante de mercado entre os times de cada nação é usado um critério esportivo: metade por desempenho no campeonato nacional e metade dentro da própria Liga dos Campeões. No total, 507 milhões de euros serão divididos dessa forma na atual temporada.

Na última edição encerrada da liga, 2015/2016, o Manchester City foi o clube que mais arrecadou 83,9 milhões de euros, acima do campeão Real Madrid que ficou com 80,1 milhões de euros. Isso porque o mercado espanhol gera receita menor do que o inglês. Na Libertadores, de nada vale gerar mais dinheiro para a competição.

“Não tem nenhum mercado como o brasileiro (na América do Sul). A Libertadores se apropria, mas não traz nada para esse mercado”, analisou o coordenador de curso de gestão da FGV/Fifa, Pedro Trengrouse. “A solução para Conmebol aumentar suas receitas seria expandir a competição para o mercado americano e canadense.”

O consultor em marketing esportivo, Amir Somoggi, vai além e estima que metade do mercado da Libertadores é originário do Brasil. E dá um exemplo de que um jogo do Atlético-MG atinge uma cidade grande como Belo Horizonte, enquanto do outro lado muitas vezes estão times de locais com pouco potencial econômico.

“O critério da UEFA é de mercado, pelo marketing pool. A Itália, por exemplo, não tem muita renda de jogo, mas gera bastante de televisão”, contou. “Desde que fundou a nova Liga dos Campeões, a UEFA considerou a meritocracia.”

Ele atribuiu à falta de poder político dos clubes brasileiros o fato de a Conmebol não fazer o mesmo na América do Sul. “No caso do Brasil, a diretoria não fala o mesmo idioma, a sede fica em um país de língua espanhola. A Conmebol dá mais atenção aos países de língua espanhola.” Lembre-se ainda que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não pode ir a reuniões da Conmebol com medo de ser preso pelo “caso Fifa”.

Em resumo, na hora de arrecadar, a confederação sul-americana olha para o Brasil, mas, na hora de distribuir o dinheiro, pensa nos países vizinhos.


Como Atlético-PR e Coritiba podem ganhar dinheiro com jogo na internet
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A transmissão do clássico entre Atlético-PR e Coritiba na internet atingiu uma audiência de 3,2 milhões e demonstrou potencial de arrecadação para os clubes. A questão é: como os times podem ganhar dinheiro explorando diretamente seus direitos online? Ainda não há uma resposta para isso, mas diversos caminhos possíveis. Os dois times deram um passo ao recusar oferta da Globo pelo Paranaense e assumirem sua transmissão.

Entre as opções, estão criar canais pagos dos times para os torcedores, explorar a possibilidade de patrocínios, realizar acordos com o Facebook e com o YouTube. São ideias que levam em conta modelos do exterior.

“Foi uma primeira experiência para ter um sentimento do mercado. Muito prematuro (para dizer como ganhar dinheiro). Contratamos empresas especializadas em internet para fazer essa avaliação”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia.

O dirigente atleticano disse que esperava uma audiência ainda maior, e que gostaria de ter comparado com o jogo do domingo na televisão aberta do Campeonato Paranaense. Já o presidente do Coritiba, Rogério Barcelar, se mostrou surpreso positivamente com a audiência alcançada pela transmissão online. Ele enxerga possibilidade de remuneração dos clubes.

“Fizemos essa primeira para torcida. Não podíamos deixar a torcida sem. Não pensamos em ganhar nada desta vez”, contou Barcelar. “Mas poderíamos ganhar com um canal com senha para o sórcio-torcedor”, disse, ao dar um exemplo.

Para esta partida, foram feitas parcerias para não ter custos com a produção da transmissão. Uma das parceiras foi a Copel, além de outras empresas que foram apoiadoras. A intenção é repetir a transmissão se os clubes chegarem a uma final do Paranaense.

Analisando o mercado de fora, a NBA tem um canal de streaming para cobrança no mundo, o Campeonato Mexicano será transmitido pelo Facebook. Tanto o YouTube quanto o Facebook costumam se definir apenas como plataformas, e não geradores de conteúdo. Mas é possível montar canais neles.

O uso de canais específicos nestas plataformas pelos clubes pode gerar um contato direto com o torcedor, aumentando a possibilidade de interação e de comercialização de produtos. O consultor Pedro Daniel, da BDO, especialista em gestão esportiva, vê possibilidades de os clubes terem ganhos maiores do que com cotas de televisão com a exploração da internet no futuro.

“Acho que pode ser maior do que cotas. A abrangência é muito maior. Podem fazer produções independentes e parcerias”, explicou Pedro Daniel. “O clube está falando diretamente com torcedor, e não se limita apenas ao tempo da televisão. Pode passar as entrevistas coletivas, e tudo que interessar ao clube.”

 


Atletiba somou 3,2 milhões de audiência na internet, dizem dados dos clubes
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O Atlético-PR e o Coritiba contabilizaram uma audiência de 3,157 milhões na transmissão do clássico na internet, segundo números dos clubes. Esses dados são das somas de visualizadores únicos dos canais de youtube e facebook dos dois times. Os dois clubes contabilizam 2,5 milhões porque consideram apenas os números do facebook. A partida só pode passar na web após os clubes baterem de frente com a Federação Parananese e insistirem no seu direito de mostrar o evento aos torcedores.

No total, o time rubro-negro paranaense teve um total de 1,749 milhão de audiência em seu canal no facebook, e outroas 385 mil reproduções no youtube. Enquanto isso, a equipe coxa branca teve 736 mil de pessoas que assistiram na rede social, e outras 286 mil reproduções no youtube.

Na contabilização dos times, chegou-se a uma alcance de 11 milhões de pessoas. Isso significa que essa é a quantidade de internautas expostos à transmissão, seja por compartilhamento ou pelos canais, mas não que todos assistiram ao jogo.

Considerado o pico máximo em cada um dos quatro canais, o máximo simultâneo de espectadoers foi de 190.103 pessoas. Foram ainda contabilizadas 780.840 interações em todos esses canais.