Blog do Rodrigo Mattos

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Conmebol tem lucro de R$ 84 milhões com Libertadores, revelam contas
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Tornadas públicas pela primeira vez, as contas da Conmebol revelaram que a entidade tem um lucro de US$ 26,6 milhões (R$ 84 milhões) com a Libertadores enquanto os clubes reclamam da baixas premiações. O dinheiro ganho com a competição dos times é usado em outros torneios e objetivos da confederação sul-americano.

O balanço da Conmebol foi revelado pela primeira vez nesta quarta-feira no congresso da entidade. Nos números, está registrado um ganho total com a Libertadores de US$ 121,9 milhões (R$ 385 milhões) em 2016. Houve um reajuste considerável em relação a 2015 com o novo contrato já que as receitas eram de US$ 66 milhões.

Com isso, a Libertadores tornou-se a mais rentável e lucrativa para a entidade. Seus gastos são de Us$ 95,3 milhões, os maiores da confederação sul-americano. Não está especificado no balanço quanto desse dinheiro efetivamente vai para os clubes.

Mas fato é que a Conmebol fica com um lucro de US$ 26,6 milhões de sobra. Manteve praticamente o mesmo percentual de lucro na competição que tinha no ano de 2015. Naquela temporada, eram 23% e agora caiu levemente para 21%.

Um campeão da Libertadores ganha US$ 8 milhões ao final da competição em premiação. Considerando todas as receitas da Conmebol, o torneio de clubes representa praticamente metade de suas receitas que somam Us$ 247 milhões. Ainda assim, o lucro da entidade foi de apenas Us$ 1,3 milhão por conta de outras despesas com torneios.


Fifa estuda criar disputa entre campeões da Copa América e da Euro em 2020
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A cúpula da Fifa estuda criar uma disputa intercontinental entre os campeões da Copa América e da Euro em 2020. Essa ideia surgiu na federação internacional em meio à negociação que determinou que o torneio americano será disputado agora sempre no mesmo ano do europeu.

O Conselho da Conmebol já decidiu que a Copa América do Brasil, em 2019, será a última em anos ímpares. Com isso, no ano seguinte, seria disputado um novo torneio nos EUA e, a partir daí, se fixaria a competição nos anos pares em que não ocorra Copa do Mundo. Na sequência, 2020, 2024, 2028, etc.

Essa informação foi publicada primeiro pelo “Globo.com” e confirmada pelo blog. Ressalte-se que ainda falta oficializar a decisão em reunião do conselho da Conmebol, mas ela já conta com apoio dos membros.

O presidente da Fifa, Giani Infantino, apoiou a ideia e foi além: já manifestou intenção de realizar uma final entre os campeões dos dois continentes, aproveitando que as competições ocorrem no mesmo período. Seria mais um projeto do mandatário para aumentar a arrecadação já que o jogo atrairia bastante atenção no período sem Copa.

A Copa América a ser realizada de novo nos EUA tem como objetivo o crescimento de receitas. Para se ter ideia, a edição de 2016 também em terras norte-americanas gerou US$ 300 milhões em vendas de direitos de televisão e marketing. Cada seleção ficou com US$ 7 milhões, o dobro do valor obtido para cada time na competição de 2015 no Chile.

A informação da Fifa é de que a Euro e a Copa América simultâneas, juntas, atraíram tanta atenção pelo planeta quanto Copas do Mundo. Por isso, não se descarta que a Conmebol realize mais edições nos EUA. Neste cenário, a ideia de Infantino de uma final entre campeões continentais pode ganhar força, embora ainda não tenha sido discutida a fundo na Conmebol e na UEFA.

A realidade é que, após a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções, a Fifa está revendo todas as competições. Quer maximizar receitas e atrair mais tempo de atenção mundial.


Para recuperar Maracanã, Fla fica só com 17% da renda da Libertadores
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Com Vinicius Castro

Para poder bancar as despesas de reparos no Maracanã, o Flamengo ficou com apenas 17% da renda da sua estreia na Libertadores, maior bilheteria da atual temporada. Foram R$ 638 mil que restaram para o clube de uma renda total de R$ 3,688 milhões. A diretoria considerou a decisão de jogar no estádio positiva porque teve algum lucro, recuperou o equipamento para novos jogos e se fortaleceu na disputa pelo estádio.

O custo dos reparos no Maracanã, incluindo pagamento de contas de luz e conserto ao gramado, foi de R$ 1,7 milhão. Além disso, as despesas para realização do jogo em si consumiram outro R$ 1,2 milhões, cerca de um terço do total. Ou seja, se não precisasse recuperar o estádio, o Flamengo ficaria com cerca de dois terços da renda em um total de R$ 2,3 milhões, o que é um percentual bem razoável.

Se houver acordo para voltar a jogar no Maracanã, o Flamengo pode embolsar boas quantias dependendo do acerto do aluguel que fizer com a Odebrecht. O que não dá para evitar é a taxa da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) que levou 10% da receita total, com R$ 362 mil.  Assim, a organizadora da Libertadores, a Conmebol, abriu mão da sua taxa de 10% sobre a bilheteria, mas a federação que não tem nada a ver com a competição ficou com um naco da renda.

A renda total de R$ 3,7 milhões foi segunda maior do clube desde a final da Copa do Brasil, em 2013, como já previam os dirigentes do clube.


Libertadores ignora critério da Champions e prejudica brasileiros em cotas
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Ao mudar a Libertadores para aumentar seu valor de mercado, a Conmebol ignorou esse mesmo mercado na hora de distribuir cotas da competição. Não houve alteração na divisão igualitária e por classificação em política oposta a da Liga dos Campeões que valoriza os países que geram mais dinheiro. Os maiores prejudicados foram os clubes brasileiros, maiores fonte de receita da competição. A fase de grupos da nova Libertadores começa nesta terça-feira.

A Conmebol vende os direitos de marketing e televisão da Libertadores em um pacote único, o que deve mudar para edição de 2019. Só que a rede de televisão que compra, no caso a Fox, tem como principal objetivo obter receitas no Brasil e na Argentina.

O potencial econômico brasileiro é muito maior do que o do país vizinho tanto que a confederação sul-americana inflou para oito times nacionais nesta edição. Ao mesmo tempo, manteve a cota fixa na fase de grupos: US$ 1,8 milhão para cada time, e prêmios crescentes por cada fase que as equipes avançam. Um time campeão pode chegar a US$ 8 milhões independentemente de qual seu país de origem.

Na Liga dos Campeões, as cotas são divididas em 60% por valores fixos e premiações por desempenho, e outros 40% por mercado. Ou seja, os clubes do países que geram os maiores contratos de tv locais ficam com mais dinheiro. Para dividir esse montante de mercado entre os times de cada nação é usado um critério esportivo: metade por desempenho no campeonato nacional e metade dentro da própria Liga dos Campeões. No total, 507 milhões de euros serão divididos dessa forma na atual temporada.

Na última edição encerrada da liga, 2015/2016, o Manchester City foi o clube que mais arrecadou 83,9 milhões de euros, acima do campeão Real Madrid que ficou com 80,1 milhões de euros. Isso porque o mercado espanhol gera receita menor do que o inglês. Na Libertadores, de nada vale gerar mais dinheiro para a competição.

“Não tem nenhum mercado como o brasileiro (na América do Sul). A Libertadores se apropria, mas não traz nada para esse mercado”, analisou o coordenador de curso de gestão da FGV/Fifa, Pedro Trengrouse. “A solução para Conmebol aumentar suas receitas seria expandir a competição para o mercado americano e canadense.”

O consultor em marketing esportivo, Amir Somoggi, vai além e estima que metade do mercado da Libertadores é originário do Brasil. E dá um exemplo de que um jogo do Atlético-MG atinge uma cidade grande como Belo Horizonte, enquanto do outro lado muitas vezes estão times de locais com pouco potencial econômico.

“O critério da UEFA é de mercado, pelo marketing pool. A Itália, por exemplo, não tem muita renda de jogo, mas gera bastante de televisão”, contou. “Desde que fundou a nova Liga dos Campeões, a UEFA considerou a meritocracia.”

Ele atribuiu à falta de poder político dos clubes brasileiros o fato de a Conmebol não fazer o mesmo na América do Sul. “No caso do Brasil, a diretoria não fala o mesmo idioma, a sede fica em um país de língua espanhola. A Conmebol dá mais atenção aos países de língua espanhola.” Lembre-se ainda que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não pode ir a reuniões da Conmebol com medo de ser preso pelo “caso Fifa”.

Em resumo, na hora de arrecadar, a confederação sul-americana olha para o Brasil, mas, na hora de distribuir o dinheiro, pensa nos países vizinhos.


Nova Conmebol pagou advogado de ex-presidente preso e o usou na gestão
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Recido de pagamento da Conmebol para advogado que defende ex-presidente preso

Em sua atual gestão, a diretoria da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) continuou a pagar para um dos advogados pessoais do ex-presidente Juan Angel Napout, preso nos EUA acusado de lesar a entidade no escândalo da Fifa. Mais, esse advogado, chamado Esteban Burt, tornou-se um influente conselheiro do novo presidente, Alejandro Dominguez, opinando sobre estatuto e contratos da confederação. Ou seja, de junho de 2015 até abril de 2016, defendeu a entidade e o ex-dirigente detido ao mesmo tempo.

Essas informações constam de depoimentos e documentos no processo judicial nos EUA contra Napout, parte do “caso Fifa” em que se discute acesso a determinados dados da Conmebol. O conflito de interesses causou irritação em procuradores norte-americanos. A juíza do caso, Pamela K Chen, afirmou ser difícil que houvesse um objetivo comum entre o ex-presidente preso acusado de roubo da Conmebol e a própria entidade que se diz vítima no processo.

Esteban Burt recebeu 10 pagamentos da Conmebol em valores que variavam de US$ 22 mil a US$ 38 mil, em um total de aproximadamente US$ 300 mil. Os pagamentos constam no processo e a prestação de serviços descritos é de “aconselhamento à presidência”, entre outros itens. O advogado alega que recebia em separado de Napout por serviços pessoais no processo criminal.

A dupla função de Burt e o seu envolvimento com o novo presidente da Conmebol foram revelados em testemunhos em outubro de 2016: Alejandro Dominguez foi citado 69 vezes nos depoimentos. Desde que assumiu, Dominguez tenta se desvincular da gestão de Napout de quem admite ser amigo, e afirmou que a entidade vive uma nova era de transparência. Essa relação com o advogado do ex-presidente, no entanto, nunca foi revelada. Abaixo o relato cronológico do caso com a crise da Conmebol.

PRIMEIRAS PRISÕES DO CASO FIFA

A história começa em 27 de maio de 2015, data que o FBI fez a primeira série de prisões de dirigentes da CBF, da Fifa e da Conmebol acusados de receber propina em contratos. Napout não estava entre eles. Mas, em seguida, ele fez a Conmebol contratar um advogado, o paraguaio Esteban Burt, para se precaver sobre os efeitos do escândalo em sua gestão.

Quem lhe indicou o advogado foi Alejandro Dominguez que tinha contratado o próprio para negócios pessoais alguns dias antes. Então, a partir de junho de 2015, Burt passa a trabalhar ao mesmo tempo para a Conmebol, para seu então presidente Napout e para o futuro Dominguez.

Em seguida, Napout descobre que é investigado pelo Departamento de Estado dos EUA. Isso reforçaria a necessidade de ter um advogado ao seu lado. Na versão de Burt, a partir daí, sua função era dar conselhos ao então presidente sobre sua atuação nos negócios da confederação de forma a não complicar sua situação nos EUA. Na prática, ele participava de todos os contratos da entidade, embora negue ter sido advogado da Conmebol.

PRISÃO DE NAPOUT

E assim vai até dezembro de 2015 quando Napout é preso acusado de levar propina por contratos da Conmebol relacionados à Copa América e à Libertadores – era o terceiro presidente detido. Esteban Burt estava com o dirigente da confederação na Suíça quando ele foi detido por policiais suíços. Ele afirmou que continuou a prestar serviços para o dirigente em dezembro e cobrou por isso.

“Sim, eu estava com o senhor Napout. Ele ainda era o presidente da Conmebol em todas as suas atividades. A principal coisa eram assuntos da Fifa porque ele estava sendo preso…”, contou Burt à Justiça. Em 17 de dezembro, com Napout preso, o advogado recebeu mais um pagamento, o segundo naquele mês. Pela primeira vez, o cheque não era assinado por Napout porque ele estava na cadeia suíça.

NOVO PRESIDENTE DA CONMEBOL

Em janeiro de 2016, a Conmebol se prepara para a eleição do novo presidente. Alejandro Dominguez é o favorito, mas está como medo de se meter no caso Fifa. Em seu depoimento à Justiça, o advogado Micheal Kendall, que defendia a Conmebol na época, afirmou ter conversado com o novo presidente sobre o assunto.

“Primeiro, eu recebo uma ligação de Esteban em algum momento de janeiro. Ele disse que Alejandro Dominguez vai concorrer para presidente, mas ele está com medo que, se for eleito, a corte de Nova Iorque vai mira-lo por ser presidente. Você poderia falar com ele. E eu disse, claro. Ele é um cara muito honesto. Ele, todo mundo sabe, é um cara honesto. Não há nada pelo que ele deveria estar preocupado. Alejandro me liga e diz, vocé sabe, ele é amigo de Juan (Napout) e ele sente pena”, contou Kendall em seu testemunho. Neste momento, ele é impedido de contar toda a conversa por advogados da Conmebol que alegam segredo sobre comunicação com cliente.

Superado o medo, Dominguez ganha a eleição e assume a Conmebol. Uma das suas decisões foi manter o advogado Esteban Burt na folha de pagamento da Conmebol. Em sua versão, ele faria uma assessoria direta a Dominguez.

“O senhor Pappalardo (advogado de Napout) me liga e diz que Esteban quer se tornar o representante de Alejandro (Dominguez) da mesma forma que foi com Juan, aconselhando o como se manter fora de problemas, como lidar com contratos, ter certeza de que não há nenhuma complicação, o que é representação pessoal. Eu disse é uma péssima ideia”, contou Micheal Kendall. Ele temia a reação da Justiça dos EUA.

Prevalece a decisão de Dominguez e o advogado Esteban Burt passa a receber pagamentos entre US$ 33 mil e US$ 38 mil por mês da Conmebol na nova gestão. Ele continua como defensor criminal do ex-presidente Napout. Os advogados e Napout dizem que ele só atuava em assistência pessoal aos presidentes, sem representar a própria Conmebol.

Cheque de abril da Conmebol para pagar advogado que defendia ex-presidente preso

Fato é que Burt viajou com Dominguez para reuniões importantes no Rio de Janeiro e na Rússia durante a gestão dele. Ainda participou como conselheiro para mudanças de estatuto da entidade e para o contrato comercial da Copa América Centenario, principal competição da entidade. Ou seja, teve acesso a documentos sigilosos da Conmebol.

A atuação de Esteban Burt ocorreu até abril de 2016 quando foi informado pelo presidente Alejandro Dominguez de que não prestaria mais serviços para ele e a Conmebol. Outro advogado foi contratado, e ele continua defendendo Napout até o momento.

JUÍZA VÊ PROBLEMA NA ATUAÇÃO DE ADVOGADO

Em 19 de janeiro de 2017, a juíza Pamela K. Chen discordou da tese de que Esteban Burt era apenas advogado pessoal dos presidentes. “Após olhar com bastante cuidado a revisão das evidências que estão diante de mim, o peso das evidências indica que Esteban Burt representa o acusado Napout nas suas atribuições individuais e a Conmebol simultaneamente durante esse tempo relevante”, afirmou a juíza.

Em seguida, a juíza deixa claro que não tinha como haver um interesse em comum entre a Conmebol e Napout, visto que ele estava sendo investigado justamente por desviar recursos da entidade. Ainda mais porque a entidade se apresenta na corte de Nova Iorque como vítima dos desvios inclusive de Napout.

“Em relação ao segundo assunto, essa corte é realmente cética sobre o agumento do réu (Napout) de que havia um interesse comum de acordo para ser formado (entre Napout e a Conmebol). Eu acho que a maior área de dúvida que eu tenho é sobre um alvo de investigação criminal ter um interesse em comum com uma vítima”, afirmou a juíza Pamela K Chen.

E acrescentou que um acordo possível entre as partes permitiria que a Conmebol fosse impedida de ajudar nas investigações do Departamento do Estado. A juíza deixou claro que faria uma decisão por escrito especificando que Esteban Burt atuou como advogado da Conmebol e de seu ex-presidente Napout ao mesmo tempo durante o período de junho de 2015 a abril de 2016. Isso indica que pode haver mais facilidade para procuradores acessarem documentos da confederação.

OUTRO LADO

O blog enviou perguntas para a Conmebol por e.mail para ouvir o presidente Alejandro Dominguez sobre sua relação com o advogado Esteban Burt, com Juan Napout e as consequências para a entidade. Não recebeu resposta. No processo, ele não se manifesta porque não é parte. Advogados da Conmebol tentaram evitar que o nome do presidente fosse citado na ação.

Em seu depoimento, Esteban Burt defende que atuou somente como advogado de Juan Angel Napout como presidente da Conmebol, mas não em defesa da entidade. Segundo ele, recebia e recebe do ex-dirigente em separado pelos serviços na área criminal. Disse que executou a mesma função para Alejandro Dominguez a partir de janeiro de 2016, de novo, sem ser representante da entidade. Sua argumentação é de que são tarefas distintas. Sua firma de trabalho, no entanto, prestava serviços diretamente para a confederação.

Ex-advogado da Conmebol, Micheal Kendeall também afirmou que Burt atuava somente como defensor de Napout. Ele defendeu que a atuação dos advogados foi essencial para que a confederação conseguisse realizar a Copa América Centenário.

Os advogados de Napout são outros favoráveis a tese de que Burt não exerceu dupla função. Napout não confessou culpa e enfrentará o julgamento em novembro, enquanto espera em prisão domiciliar nos EUA. Ele tem que ficar a noite em casa. Antes do julgamento, os advogados do ex-presidente da Conmebol pretendem chegar a um acordo com procuradores sobre o acesso a documentos da Conmebol.


Como Champions, Conmebol quer negociar TV da Libertadores dividida por país
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A cúpula da Conmebol já se convenceu a mudar a forma de negociar os direitos de televisão da Libertadores no próximo contrato a ser válido a partir de 2019. Em vez de vender tudo para uma emissora como a Fox, pretende fatiar os direitos e negociá-los por cada país interessado. Assim, repetiria o modelo da UEFA na Liga dos Campeões.

A negociação de direitos da Libertadores foi uma das principais fontes de corrupção na Conmebol, segundo a investigação do FBI. O Departamento de Estados dos EUA apontou que houve pagamento de propina a dirigentes da entidade para obtenção dos direitos de televisão e marketing da competição.

Uma das responsáveis pelo pagamento de suborno era justamente uma empresa em paraíso fiscal que tinha a Fox como acionista. A emissora nega que tivesse influência na gestão da companhia.

Mas, quando estourou o escândalo e três presidentes da Conmebol foram presos, o novo chefe Alejandro Dominguez decidiu fazer um novo contrato, desta vez, diretamente com a Fox Sports. Houve um reajuste de cerca de 30% e o valor chegou a US$ 175 milhões. Clubes tiveram aumentos de cotas em todas as fases.

No dia do sorteio da Libertadores, em 21 de dezembro, a cúpula da Conmebol conversou sobre o assunto e ficou combinado de que o novo ciclo teria direitos vendidos de forma fatiada. Desta forma, a UEFA explodiu os ganhos com direitos da Liga dos Campeões. Só que, para isso, a entidade europeia faz concorrência com envelopes fechados, o que nunca foi realizado pela Conmebol.

Um dos objetivos é tirar mais dinheiro do mercado brasileiro. Por isso, a Conmebol aumentou o número de times nacionais na competição. Até 2015, a Globo pagava valores baixos pela Libertadores, apesar dos altos ganhos.

Isso afeta os clubes que, em 2017, não terão reajuste de cotas para a Libertadores. A Conmebol tinha prometido divulgar os valores oficialmente, o que ainda não ocorreu.


Conmebol manterá cotas da Libertadores sem reajuste
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Uma reunião da cúpula da Conmebol estabeleceu que não haverá modificação nas regras e nas cotas da Libertadores para o ano de 2017. Os encontros dos dirigentes da confederação sul-americana ocorreram nesta manhã e nesta tarde em Assunção, no dia do sorteio da competição.

Havia demandas dos clubes brasileiros por novo aumento nas cotas da competição. Ao mesmo tempo, em um hotel em Assunção, times do continente se reuniram na Liga Sul-Americana com o mesmo tipo de demanda.

O valor atual é de US$ 600 mil por jogo da primeira fase em casa. Esse valor vai subindo nas etapas seguintes e o Campeão pode ganhar em torno de US$ 8 milhões, o que representa cerca de R$ 30 milhões.

Mas, na cúpula da Conmebol, a decisão foi de que não podia haver aumento enquanto não fosse alterado o atual contrato de televisão com a Fox. Esse remunera em US$ 175 milhões à entidade, incluindo a competição Copa Sul-Americana. O acordo vai até 2018.

Haverá um aumento de gastos com o incremento no número de participantes da competição que saltou para 44. O Brasil ganhou duas vagas a mais. O objetivo da Conmebol é que isso, no futuro, represente uma vantagem no novo contrato. Mas isso não ocorrerá agora.

A Conmebol ainda divulgou em seu site a composição de algumas comissões:

Comissão de finanças: Laureano González, Silvia Estrada Medranda e Luis Alfonso Carrera

Comissão de auditoria: Rui Cesar Públio Borges Correa, Manuel Marfan Lewis, Jorge Brito, Margarita Cabello e José Cantero

Comissão de transparência: Wladimyr Vinycius de Moraes Camargos, Sebastián Moreno González, Alejandro Balbi, Orlando Salvestrini, Ernesto Lucena Barrero, Galo Yerovi e César Arbe

Comissão de disciplina: Caio Cesar Vieira Rocha, Amarilis Belisario, Juan Carlos Silva Aldunate, Ricardo Gil Lavedra, Eduardo Gross Brown

Câmara de apelações: Guillermo Saltos, Leonardo Goicoechea, Juan Monroy Gálvez, Álvaro González

Comissão de ética: Carlos Eugenio Lopes, Carlos Terán, Natalia Simeone, Natale Amprimo Pla e Rudolf Fischer


Conmebol esfria novo aumento de cotas na Libertadores
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Depois dos reajustes do início do ano, a Conmebol não sinaliza com novos incrementos nas cotas dos clubes para a Libertadores de 2017. Pelo menos é esse o sinal dado por cartolas da confederação sul-americana. Mas há times que podem reivindicar aumentos no sorteio da competição.

Quem sinalizou que não devem ocorrer aumentos de cota foi o Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol e membro do Conselho da Conmebol. “Agora só com o novo contrato em 2019”, contou, na festa da CBF em referência ao acordo com a Fox Sports.

O movimento dos clubes para pressionar a confederação sul-americana por incrementos de renda se desarticulou com o enfraquecimento da Liga Sul-Americana.  No início do ano, a Conmebol aumentou de US$ 300 mil para US$ 600 mil a cota dos clubes na primeira fase após pressão de cartolas de times. Havia pedidos por mais.

“O que pedimos não é privilégio. É remuneração. Se der para melhorar, vamos conversar. Há uma nova administração na casa”, contou o presidente santista Modesto Roma Jr. Mas não há mais um movimento massivo articulado por reajustes.

“Não estou sabendo de nada e não vejo nenhuma articulação”, contou o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr. “A Liga Sul-Americana não tem hoje interlocução com a Conmebol.”


Conmebol evitou prejuízo do Nacional ao igualar prêmio ao da Chape
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Na reunião em que definiu que a Chapecoense seria campeã, o Conselho Executivo da Conmebol decidiu dar uma premiação extra para o Atletico Nacional com o objetivo de igualar o valor recebido pelos dois times. A ideia era premiar a atitude nobre da equipe colombiana ao abrir mão do título em favor da agremiação catarinense, envolvida em um acidente que matou a maioria de seus jogadores.

Todas as decisões foram levadas à reunião pelo presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, e aprovadas por unanimidade pela cúpula da entidade. Não houve resistência a ideia de dar a taça ao time nacional, o que já era discutido desde terça-feira. A reunião aconteceu por confederece call. Para referente o título, por regulamento, Dominguez precisava da aprovação de seus pares para ignorar o regulamento.

Como forma de compensação, foi estabelecido o valor de US$ 1 milhão de prêmio extra para o Nacional que será tirado dos cofres da Conmebol. O valor foi estabelecido porque a premiação de vice era de US$ 1 milhão, e do campeão era de US$ 2 milhões. Assim, o clube colombiano não sofreu nenhuma prejuízo financeiro pela sua decisão. O bônus foi classificado como “Centenario Conmebol al Fair Play”.

 


Conmebol terá de ignorar regulamento para dar título à Chape
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A Conmebol deve dar o título da Sul-Americana à Chapecoense após o acidente de avião que matou a maior parte de seu time. Mas, para isso, terá de ignorar o regulamento do campeonato que não tinha nenhuma precedente sobre o caso. O presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, vai precisar de um aval formal de seus pares do Conselho Executivo da entidade.

Como mostrado pelo blog, a Conmebol já tinha se convencido a dar o título ao time catarinense após um pedido do Atlético Nacional desde terça-feira. Havia, no entanto, a intenção de se evitar falar do assunto logo após a tragédia, assim como uma pendência em relação à vaga da Colômbia na Libertadores. A CBF espera que a taça seja oficializada em Chapecó neste final de semana quando haverá o velório das vítimas. Dominguez estará lá.

Com esse objetivo, a Conmebol terá de tomar uma decisão não prevista no regulamento da Sul-Americana ou no código de disciplina.”Não tem nenhuma previsão no regulamento. É uma situação tão excepcional que não tinha como prever algo assim”, contou o presidente do tribunal de disciplina da Conmebol, Caio Rocha.

Segundo ele, se fosse seguir as regras estritamente, teria de se remarcar o jogo e dar os pontos ao Atlético Nacional se a Chapecoense não tivesse jogadores, o que não seria algo de bom senso na sua opinião. Obviamente, a Conmebol não cogita fazer algo parecido. Neste caso, o time catarinense ainda tomaria um 3 x 0 e poderia ser punido.

Mas o regulamento da Sul-Americana abre uma brecha. Em suas disposições finais, o texto afirma que as regras podem ser mudadas a qualquer tempo totalmente ou parcialmente pelo Comitê Executivo da Conmebol. Bastará portanto ter esse aval da cúpula da entidade.

No clima de comoção atual, o Conselho não vai se opor a uma decisão do presidente Alejandro Dominguez neste sentido, como apurou o blog. Assim, deve apenas referendar sua decisão. Ainda será necessário tomar uma decisão sobre premiação pelo título.