Blog do Rodrigo Mattos

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Conmebol tem lucro de R$ 84 milhões com Libertadores, revelam contas
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Tornadas públicas pela primeira vez, as contas da Conmebol revelaram que a entidade tem um lucro de US$ 26,6 milhões (R$ 84 milhões) com a Libertadores enquanto os clubes reclamam da baixas premiações. O dinheiro ganho com a competição dos times é usado em outros torneios e objetivos da confederação sul-americano.

O balanço da Conmebol foi revelado pela primeira vez nesta quarta-feira no congresso da entidade. Nos números, está registrado um ganho total com a Libertadores de US$ 121,9 milhões (R$ 385 milhões) em 2016. Houve um reajuste considerável em relação a 2015 com o novo contrato já que as receitas eram de US$ 66 milhões.

Com isso, a Libertadores tornou-se a mais rentável e lucrativa para a entidade. Seus gastos são de Us$ 95,3 milhões, os maiores da confederação sul-americano. Não está especificado no balanço quanto desse dinheiro efetivamente vai para os clubes.

Mas fato é que a Conmebol fica com um lucro de US$ 26,6 milhões de sobra. Manteve praticamente o mesmo percentual de lucro na competição que tinha no ano de 2015. Naquela temporada, eram 23% e agora caiu levemente para 21%.

Um campeão da Libertadores ganha US$ 8 milhões ao final da competição em premiação. Considerando todas as receitas da Conmebol, o torneio de clubes representa praticamente metade de suas receitas que somam Us$ 247 milhões. Ainda assim, o lucro da entidade foi de apenas Us$ 1,3 milhão por conta de outras despesas com torneios.


Corinthians mantém alto gasto com futebol em 2016 e demora a sanear contas
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Nem uma receita recorde no primeiro semestre foi capaz de equilibrar as contas do Corinthians em 2016. Isso porque o clube manteve altas despesas com o futebol apesar do desmanche do time e da campanha ruim na temporada. Assim, a agremiação alvinegra deve fechar no vermelho de novo neste ano. A notícia boa é que R$ 70 milhões em dívidas foram pagas, segundo a diretoria.

O clube divulgou os seus números financeiros até maio de 2016, o que retoma a transparência nas contas não vista nos últimos anos. Neste período, o Corinthians teve uma receita total de R$ 293,8 milhões, considerando futebol e clube social. Um valor praticamente igual a todo o ano passado graças aos aumentos das cotas de televisão e à venda de boa parte do elenco que rendeu R$ 89 milhões. Com isso, foi possível reduzir dívidas, mas não evitar o déficit no final do ano.

“Não devemos repetir essa receita no segundo semestre. E, infelizmente, temos as despesas do clube e o superávit do início será usado para pagá-las”, explicou o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan. “Não acredito que tenhamos superávit no final do ano. Temos muitos encargos para pagar, folha, 13o. Só isso já come o superávit inicial.”

O problema é que, mesmo com a saída do forte elenco de 2015, a despesa com o futebol continuou bem alta. Foram R$ 148,8 milhões em cinco meses com o departamento, enquanto foram R$ 250 milhões em toda a temporada passada. Se fizermos a conta proporcionalmente, houve aumento de 40% no gasto com o futebol.

Há ressalvas. Estão incluídas nas despesas R$ 49 milhões com participações em vendas de jogadores e compras de novos atletas, valor que era de R$ 34 milhões em 2015. Ou seja, aumentou a despesa porque vendeu mais. Mas o item “pessoal”, que inclui a folha salarial, também teve aumento: foram R$ 55 milhões em cinco meses, quando eram R$ 115 milhões em 2015.

“A folha é um pouco menor do que ano passado. Mas, quando vamos fazer uma rescisão, tem que pagar e isso custa dinheiro. Tem reflexo na folha. Um que tinha salário de 100, por exemplo, tem custo de 200 para sair”, contou Piovezan.

Ele lembrou que o desmonte da comissão técnica, além do prejuízo técnico, gerou despesas com direitos trabalhistas para Tite e todo o restante do grupo. E isso nem está contabilizado no balancete que vai até maio. Mas, pelo menos, o Corinthians reduziu despesas com serviços de terceiros, isto é, direitos de imagem, que ficaram em R$ 10 milhões contra R$ 30 milhões em todo o ano passado.

A melhor notícia, no entanto, é a redução da dívida. Até maio o desconto é pequeno: apenas R$ 14 milhões, o que levou o número para R$ 438 milhões. “Mas atualizada a redução da dívida chega a R$ 70 milhões até agora no ano”, disse Piovezan.

A maior parte do valor pago eram dívidas do próprio futebol feitas pelo mesmo grupo que está no poder do presidente Roberto Andrade. Isso inclui comissões para empresários, direitos de imagens de jogadores, contratos, fornecedores. Tudo fruto da gastança do passado que o atual departamento financeiro tentar evitar que se repita com um novo sistema de controle de orçamento, feito eletronicamente e por caixa. Não dá para esperar, portanto, um Corinthians estelar para 2017.

“A gente vai ter uma discussão dentro do planejamento financeiro. No futebol atual não dá para dizer que vai pagar R$ 10 milhões sem dizer como. Vai ter reforços, mas com os pés no chão com o que a gente pode pagar”, concluiu Piovezan.


Com futebol brasileiro em crise, CBF fecha 2015 com R$ 227 mi em caixa
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Enquanto boa parte dos clubes pena com falta de recursos, a CBF tem sobra de dinheiro em meio à crise no país: a entidade fechou 2015 com R$ 227,2 milhões em caixa. As reservas da entidade aumentaram em mais de R$ 100 milhões em um ano. Os números estão registrados no balanço da confederação apresentado às federações nesta segunda-feira.

Como mostrado no blog, a entidade teve uma queda na receita de patrocínio, mas um aumento na sua renda total graças à variação cambial. Atingiu um total de R$ 584 milhões em receitas, sendo R$ 518,9 milhões operacionais e o restante de resultado financeiro. Com isso, obteve um superávit de R$ 72 milhões.

Ora, isso gerou um aumento de 82,5% no item “Caixa, banco e equivalentes de caixa”, isto é, dinheiro em forma de investimentos no banco. Esse montante, teoricamente, deveria ser usado no desenvolvimento do futebol, atividade fim da CBF.

A entidade registra um custo de mais de R$ 226 milhões com futebol, mas só as seleções consomem R$ 100 milhões. E as mesadas das federações também estão incluídas neste investimento: são mais de R$ 20 milhões para essas entidades.

Apesar de ter aumentado seu dinheiro em caixa, a CBF também permitiu o crescimento da sua dívida em tributos e encargos sociais. Neste item, o valor saltou de R$ 35 milhões para R$ 78 milhões. Ou seja, apesar de cheia de dinheiro, a entidade deve mais ao governo do que alguns clubes.

O balancete da confederação apresentado às federações contém poucas informações detalhadas, apenas números brutos. Não há detalhamento sobre quanto é ganho com cada patrocinador, nem quais são os gastos com despesas administrativas que somam mais de R$ 100 milhões.

“Quando divulgarmos o balanço, vocês ficarão impressionados com o nível de detalhes e transparência”, prometeu o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “Todo mundo que quis teve acesso aos documentos de receitas e despesas da CBF”, afirmou o presidente da Federação Bahiana, Ednaldo Rodrigues.

O balanço não pode ser votado porque o presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, conseguiu liminar na Justiça para impedir a sua aprovação alegando falta de acesso a documentos. A CBF informou ter lhe permitido consultar os dados, embora não tenha aceitado que fossem feitas cópias. A sessão para aprovação de contas continua aberta nesta terça-feira e será realizada caso a confederação casse a liminar obtida por Delfim.


Com desmanche e renda alta, Corinthians pode fechar buraco nas contas
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O desmanche do elenco do Corinthians é uma péssima notícia esportiva para seus torcedores por deixar enfraquecido o campeão brasileiro. Ao mesmo tempo, com as receitas em alta, o clube tem a chance de tapar o rombo provocado pela gastança e as pedaladas dos últimos anos e equilibrar suas contas. É o que indica o orçamento do clube.

Nos últimos dois anos, 2014 e 2015, a diretoria do Corinthians gastou acima de suas receitas. No ano retrasado, houve um prejuízo acima de R$ 100 milhões, com consequente elevação da dívida. Em 2015, os números não estão fechados, mas havia buraco de R$ 30 milhões até agosto.

O excesso de gastos é tônica na gestão de Andrés Sanchez e seus aliados que dobrou o débito do clube em sete anos. Outra característica é tentar disfarçar os rombos: houve sonegação de impostos, contabilidade criativa para gerar superávit e antecipações de receitas que comprometem o futuro.

Para 2016, há uma perspectiva real de recuperar os problemas causados na conta do clube. O orçamento foi traçado para empatar com leve superávit. Para isso, no entanto, era necessária a volta do crescimento de receita, incluindo venda de atletas.

“A intenção é aumentar a receita e reduzir a despesa para obter o equilíbrio porque tínhamos nos perdido um pouco nos anos anteriores”, contou o vice-presidente de Finanças do Corinthians, Emerson Piovesan.

A soma de receitas previstas no orçamento é de R$ 330 milhões. Desse total, seria necessário vender R$ 45 milhões em jogador. Com a saída de entre quatro e seis titulares, ainda que as multas não sejam altas, a arrecadação já deve ultrapassar R$ 30 milhões, dependendo do câmbio.  “Essas saídas foram surpresas e não eram o que queríamos”, ressalvou Piovezan.

Há outras perspectivas financeira positivas. No orçamento, há uma previsão de R$ 141 milhões com televisão. Mas apenas o contrato do Brasileiro tem potencial de atingir R$ 170 milhões, igual ao Flamengo. “É que não incluímos o valor do pay-per-view que é incerto, mas sempre dá mais”, explicou Piovezan. Um problema é que uma parte do dinheiro da tv foi adiantado para cobrir contas de 2014, e haverá desconto. Mas ainda há a cota do Paulista.

O contrato dolarizado da Nike é outro ganho para o clube. Há provável renovação com a Caixa Econômica e conversas avançadas para patrocínios nos ombros e manga. Diante dessas perspectivas, é bem possível que o clube tenha uma receita superior aos R$ 330 milhões previstos.

O equilíbrio das contas, claro, vai depender de quanto o Corinthians usará do dinheiro arrecadado com as vendas para reinvestir em contratações. É óbvio que o clube terá de repor jogadores e gastar, normal em reformulações. A questão é quanto pretende usar em multas e salários: se exagerar, compromete o ajuste. Mas, se o orçamento for respeitado, o poderá ter um quadro positivo de retomada e correção dos abusos.


São Paulo corre para fechar rombo de R$ 45 mi nas contas de 2014
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Com um time caro e sem venda de jogadores fechada até agora, o São Paulo tem um rombo de R$ 45 milhões no orçamento de 2014. Trata-se do valor previsto pelo clube como renda pela negociação de atletas. Agora, o clube se esforça para reduzir esse buraco que não será integralmente coberto nem se for concretizada a saída de Douglas para o Barcelona.

Desde que assumiu o clube, o presidente Carlos Miguel Aidar já baixou uma determinação de corte de 20% das despesas em todos os departamentos são-paulinos. Em compensação, ele aumentou o investimento no futebol com contratações como Alan Kardec.

“Tínhamos a expectativa de venda do Rodrigo Caio, mas houve a contusão. Há essa previsão dos R$ 45 milhões. Sabemos que não dá para segurar jogador como já disse o departamento de futebol”, observou o diretor financeiro são-paulino, Oswaldo de Oliveira Abreu.

Antes da revelação da possível negociação de Douglas, o vice-presidente de Futebol, Ataíde Gil Guerreiro, não se mostrava muito otimista em atingir a meta de negociação de jogador. “Esse é um problema porque há um déficit. Não será fácil (atingir a meta de venda). Para o Brasil, não dá. Para o exterior, a janela já vai fechar. Queria ter jogador para vender”, contou o cartola.

Caso seja negociado, o lateral Douglas renderá cerca de R$ 22 milhões ao clube, visto que 40% dos direitos percentem à Traffic. Esse valor representa metade do buraco.

Outra possibilidade para resolver o problema é a obtenção de patrocínio, pois o da Semp Toshiba acabou no final de julho. Há três ou quatro empresas negociando com o São Paulo, segundo apurou o blog.

Uma das possibilidade é que esses parceiros revezem na camisa do clube, sem que um assuma de forma definitiva a posição de patrocinador master. Há otimismo entre os cartolas são-paulinos em viabilizar essa nova fonte de renda.

Em resumo, além dos problemas de campo, a diretoria são-paulina tem uma questão de R$ 45 milhões para resolver até o final do ano. Entre os cartolas, no momento, não há nenhuma certeza de que o clube vá repetir o superávit dos últimos anos.


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