Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Coritiba

Dívida de clubes com governo sobe no 2º ano do Profut. Veja os devedores
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Depois da implantação do Profut, em 2015, houve uma redução na dívida dos clubes com o governo federal por conta de descontos de multas após a adesão. Mas, no ano passado, esse débito voltou a subir porque os times estão pagando parcelas reduzidas no início, aponta um estudo da BDO Sports Management. A expectativa é que o passivo só passe a cair em dois anos quando houver pagamento de parcelas maiores.

Explica-se: pelas regras do Profut, os clubes pagam 50% da parcela devida nos dois primeiros anos. Em seguida, a parcela passa para 75% por mais dois anos. Depois, atinge um patamar de 90% por mais dois anos. E só atinge 100% após esse período. Quem aderiu no final de 2015 vai ter o primeiro reajuste no final de 2017. A exceção é a dívida de FGTS que tem parcelas fixas.

Enquanto isso, o débito é reajustado pela taxa Selic, que atualmente está em 12,15%. Ou seja, os pagamentos feitos pelos clubes são inferiores ao crescimento do débito tributário consolidado na Receita.

Em 2016, a dívida dos 23 maiores clubes brasileiros com o governo aumentou 9% ou R$ 230 milhões, atingindo o valor de R$ 2,6 bilhões, apontou o relatório da BDO. O estudo da consultoria fala em estagnação do débito fiscal, levando-se em conta os dois anos de Profut e a inflação. Em 2015, o débito fiscal teve queda de R$ 100 milhões.

O reajuste ocorreu no débito fiscal de quase todos os 23 clubes. O maior devedor é o Botafogo, seguido de Atlético-MG, Flamengo e Corinthians (veja valores abaixo). O blog apurou que, quando a parcela representar 75% do total, a tendência é a dívida estagnar e se manter estável. Só passaria a haver queda real do débito fiscal dos clubes a partir de 2020 quando os clubes então pagarem 90% da parcela.

Maior devedor, o Botafogo mostra em seu site a previsão de seus pagamentos dentro do Profut. Em 2016, o clube estimou pagar R$ 5,150 milhões. Esse valor saltaria para R$ 8,6 milhões em 2021 como pagamento integral. Só que esse valor será maior porque a dívida será reajustada pela Selic nos próximos quatro anos.

Será portanto a partir de 2020 que os clubes passarão a ter um real peso de dívidas fiscais sobre seus orçamentos, e assim poderão começar a reduzir o montante que acumularam de débitos durante anos com o governo. Veja quanto cada um deve:

1º Botafogo – R$ 292,7 milhões

2º Atlético-MG – R$ 284,3 milhões

3º Flamengo – R$ 282,3 milhões

4º Corinthians – R$ 232,2 milhões

5º Vasco – R$ 194 milhões

6º Fluminense – R$ 193,4 milhões

7º Cruzeiro – R$ 188,7 milhões

8º Santos – R$ 155,2 milhões

9º Bahia – R$ 111,5 milhões

10º Internacional – R$ 109,4 milhões

11º São Paulo – R$ 104,5 milhões

12º Coritiba – R$ 100,2 milhões

13º Grêmio – R$ 96,1 milhões

14º Palmeiras – R$ 79,1 milhões

15º Sport – R$ 64,6 milhões

 


Após Profut, clubes controlam gastos com futebol e reduzem dívida em 2016
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Após a implantação do Profut, os grandes clubes brasileiros controlaram gastos com futebol e conseguiram uma redução da sua dívida total em 2016. É o que mostra um levantamento da BDO Sports Management. Mas só se poderá ter certeza sobre os efeitos do Profut sobre os times a longo prazo porque houve um crescimento anormal de dinheiro com televisão por luvas neste ano.

As receitas dos 23 clubes de maiores receitas saltaram para R$ 4,462 bilhões em 2016, um aumento de 29%, bem acima da inflação. Pelo padrão do futebol brasileiro, isso representaria uma explosão de gastos no futebol para aproveitar o dinheiro extra. Mas não foi o que ocorreu dessa vez.

Houve, sim, um crescimento de gastos com o futebol de 9,4%, pouco acima da inflação, o que elevou o valor a R$ 2,888 bilhões. Isso significa que as despesas com futebol ficaram em 58% da receita total. “Com o forte crescimento da receita e com a nova lei que vigora no segmento (PROFUT), o indicador Custo do Futebol/Receita Total atingiu seu menor valor no período analisado”, aponta o relatório da BDO.

Para completar, os clubes nacionais apresentaram um superávit de R$ 423,7 milhões. “Apenas 6 dos 23 clubes apresentaram déficit em seus balanços em 2016”, contou a BDO. Esses times que apresentaram déficit foram: Sport, Avaí, Botafogo, Coritiba, Internacional e Cruzeiro. Lembre-se que as regras do Profut estabelecem que os clubes têm de reduzir seus déficits até zerá-los.

Como consequência, houve uma redução discreta do endividamento líquido dos grandes clubes nacionais. Esse caiu para R$ 6,390 bilhões, R$ 63 milhões a menos do que em 2015. Em dois anos, houve 5% de queda no débito dos times. Lembre-se que, considerada a inflação, essa queda foi maior. A redução foi maior em relação a empréstimos: houve queda de 7% com o valor ficando em R$ 1,6 bilhão.

Mas isso não significa que todos os clubes conseguiram reduzir suas dívidas. Líderes do ranking dos devedores, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense tiveram aumentos em seus débitos, além de Cruzeiro e Internacional. O São Paulo até teve um aumento de dívida, mas esse valor já caiu em 2017 com o pagamento de empréstimos e direitos de atletas. “16 dos 23 clubes apresentaram redução em seu endividamento com empréstimos”, apontou o relatório da BDO.

A dívida não é um índice absoluto para saber a situação financeira de um clube. É preciso levar em conta sua receita em relação ao débito, a natureza dos passivos e os gastos do clube. O Botafogo é o maior devedor na lista, mas é preciso lembrar que o Corinthians não incluiu o débito do estádio em seu balanço. Veja abaixo a listas da maiores dívidas de clubes brasileiros:

1o Botafogo – R$ 753,1 milhões

2o Atlético-MG – R$ 518,7 milhões

3o Fluminense – R$ 502 milhões

4o Flamengo ** – R$ 460,6 milhões

5o Vasco – R$ 456,8 milhões

6o Corinthians *- R$ 424,9 milhões

7o Grémio – R$ 397,4 milhões

8o Palmeiras – R$ 394,8 milhões

9o São Paulo – R$ 385,3 milhões

10o Cruzeiro – R$ 363 milhões

110 Santos – R$ 356,6 milhões

12o Internacional – R$ 311,6 milhões

13o Atlético-PR – R$ 264,5 milhões

14o Coritiba – R$ 187,1 milhões

15o Bahia – R$ 166,4 milhões

* O débito do Corinthians em relação a sua arena gira em torno de R$ 1,4 bilhão, mas uma parte desse valor deverá ser abatido por CIDs e ainda está em negociação.

**O Flamengo alega ter uma dívida de R$ 390 milhões porque não considera como débitos adiantamaentos de receitas, ao contrário da BDO.

 


Atletiba recusa sondagens de TVs para final por projeto futuro de ppv
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A dupla Atlético-PR e Coritiba recusou sondagens de TVs abertas para poder transmistir a final do Campeonato Paranaense. De imediato, o objetivo é arrecadar com publicidade nos jogos. E há um projeto no futuro de implantação de canal pay-per-view atleticano para os próximos campeonatos.

A iniciativa da dupla Atletiba de ter jogos na internet foi por conta da falta de acerto com a TV Globo que ofereceu apenas R$ 1 milhão para cada clube pelos direitos do campeonato. Acabou fechando com os outros dez times sem as duas principais equipes. E o primeiro clássico, após briga com a federação parananese, foi transmitido na internet com boa audiência.

Para a final, outras redes de televisões procuraram Atlético-PR e Coritiba para tentar fechar a compra dos direitos da final. A decisão de dirigentes dos dois clubes foi nem ouvir as propostas. Isso porque a intenção é explorar a nova plataforma de transmissão no facebook e youtube.

Os dois clubes já negociam com empresas por anúncios durante os jogos. Mas a principal aposta é em canais de pay-per-view para o futuro. A diretoria atleticana já faz o cálculo que, se atrair pelo menos 5% do total do público que assistiu na internet, terá 150 mil assinantes. Com R$ 10,00 por pessoa em dois jogos, poderia levantar R$ 3 milhões nas duas partidas, mais do que a proposta da Globo por todo o campeonato.

Dirigentes do Atlético-PR, no entanto, sabem que é preciso criar o costume de o torcedor pagar pay-per-view pela internet. Por isso, aposta no costume de acompanhar transmissões nos canais do clube. O projeto ainda está no início e o clube monta sua produtora própria de transmissões.

Nesta final, ainda usará equipes de produção independente que devem custa em torno de R$ 100 mil para as duas partidas. A estimativa é de que anúncios possam cobrir esse valor.

 


Clubes vão ao Congresso por eleição na CBF, mas paulistas não participam
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Em reunião em São Paulo, seis grandes clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense) decidiram levar a parlamentares no Congresso a discussão da eleição na CBF. Eles querem que seja esclarecida a Lei Profut para determinar se têm direito de participar da aprovação de mudanças no estatuto, o que tornaria ilegal a alteração feita pela confederação. Os clubes paulistas decidiram não participar do encontro apesar de convidados.

A CBF e as federações estaduais votaram por modificação no estatuto da entidade para concentrar mais poder. As entidades estaduais passaram a ter peso três no voto, os clubes da Série A tiveram peso dois, e os da Série B, peso um. Times não foram avisados.

No entendimento dos clubes, a Lei Profut obriga que as agremiações participem da assembleia geral administrativa para aprovar esse tipo de mudança. Por isso, os dirigentes irão falar com deputados.

“Buscamos o melhor caminho. Não queremos confronto com ninguém. Ficou combinado que cada clube vai consultar parlamentares próximos para saber se o espírito da lei acabou não sendo cumprido. Os próprios parlamentares podem esclarecer. É possível um regulamento também para a lei. Vamos conversar”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A ideia é que seja feita uma audiência com os parlamentares para eles determinarem qual a interpretação correta da lei. O relator da lei Profut, Otávio Leite, (PSDB-RJ) já afirmou que entende que a lei foi desrespeitada pela CBF e entrou com ação junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro para anular a eleição. Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) também deve ser procurado pelo grupo pois ele entende o direito dos clubes.

A reunião foi marcada em São Paulo justamente para atrair os grandes clubes paulistas. Mas nenhum deles apareceu no encontro embora tenham tido contato telefônico com os presentes. Alguns tinham problema de agenda como os presidentes do Grêmio e Santos que não estavam no Brasil. Mas não mandaram representantes.

Desde que Marco Polo Del Nero assumiu a presidência da CBF, os clubes paulistas têm se posicionado a favor dele e se recusaram a participar de qualquer movimento para discutir questões da confederações, mesmo quando perdem poder como ocorreu no caso das regras da eleição. Ressalte-se que o presidente santista, Modesto Roma Jr, tem feito críticas pontuais à confederação, inclusive sobre a mudança de regra na eleição. Ele não está no Brasil nesta sexta-feira.


Clubes se encontram em São Paulo para debater mudança na eleição na CBF
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Um grupo de grandes clubes brasileiros se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para discutir se serão tomadas medidas em relação às mudanças de estatuto da CBF que tiraram poder das agremiações. A reunião vem sendo articulada desde a semana passada em sigilo para não causar reações antes de os times saberem exatamente o que querem fazer.

As federações estaduais e a CBF votaram uma alteração no estatuto da entidade para alterar o peso dos votos na eleição para presidente. Com a nova regra, as federações passaram a ter peso três na votação, os clubes da Série A, dois, e os da B, um. Assim, as entidades estaduais têm mais votos (81) do que as agremiações (60). O movimento foi feito sem consulta ou aviso aos clubes.

Dirigentes de times ficaram irritados com a atitude da CBF e reclamaram da perda de poder sem discussão. Ainda mais porque a confederação tinha convocado todos os cartolas para opinar sobre as mudanças de estatuto, mas, no final, decidiu fazer uma versão sozinha só ouvindo federações.

Entre os clubes articulados, estão Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, e provavelmente os grandes de São Paulo (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos), e o Cruzeiro. Não há certeza sobre a presença de todos, nem se haverá mais times no movimento justamente pelo sigilo mantido em relação ao encontro. A sede de um dos times paulistas da capital deve ser usada como local da reunião.

A pauta da reunião não está completamente definida, embora a reunião tenha sido motivada pela irritação com a atitude da CBF em mudar o sistema eleitoral para manter o poder. Dificilmente, no entanto, haverá uma revolta geral com a confederação pelo que o blog ouviu dos dirigentes que vão participar.

Mas há a intenção de tomar alguma medida já que os dirigentes de clubes perceberam que foram vistos como fracos diante da confederação por não reagirem às mudanças no estatuto. Há entre alguns cartolas que vão à reunião uma descrença em relação aos resultados já que as agremiações nunca conseguiram se unir de fato para reivindicar suas demandas. É imprevisível o que sairá da reunião.


Como o Atlético-PR se tornou o maior obstáculo nos planos da Globo
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Após fechar contratos com mais de vinte clubes para o Brasileiro-2019, a Globo tem como desafio acertar acordos de TV Aberta e de pay-per-view com os times que estão com o Esporte Interativo. E, nesta negociação, o Atlético-PR tornou-se o maior obstáculo para a emissora, pois articulou para que os times atuem em grupo e tem questionado o sistema de pay-per-view. Se o grupo não assinar o ppv, pode tornar o pacote pouco atrativo para a Globo e seus assinantes.

No ano passado, a emissora global acertou contrato com mais de vinte clubes para a TV fechada do Brasileiro da Série A, além da TV aberta e ppv. Já  o Esporte Interativo assinou com outras 15 agremiações só para o canal a cabo – eles poderiam negociar as outras plataformas com a Globo.

Na TV aberta, Atlético-PR, Coritiba, Santos, Bahia e provavelmente o Palmeiras (o alviverde ainda não confirmou), que formam o novo grupo, devem ter uma negociação mais fácil, já que as cotas são divididas com critérios iguais para todos. A questão é o ppv, onde há discordância forte.

A Globo determinou que a divisão é pelo número de assinantes que declaram torcer para cada clube em um critério de pesquisa. Mas garantiu um mínimo para o Flamengo de 18,5% do total a ser distribuído, e cota similar para o Corinthians, mesmo que eles não atinjam esse percentual (há outra versão de que a garantia é em número absoluto de dinheiro correspondente a esse percentual, mas é fato que ela existe). Os dirigentes do Atlético-PR fizeram a conta e viram que o clube carioca ganharia R$ 6,4 milhões, contra R$ 300 mil do Furacão por jogo, e consideram a vantagem exagerada.

A posição radical dos paranaenses é de que, com esse modelo, não assina até porque sua perda financeira não será grande e pode criar um canal de streaming. O Atlético-PR entende que a Globo tem que usar o percentual que ela tem direito para melhorar a oferta para os clubes do Esporte Interativo. Isso porque a emissora fica com 62% do total arrecadado com o ppv, e os clubes ficam com 38%. Os times têm um mínimo garantido que será de R$ 700 milhões em 2019, ano do início do novo contrato.

A Globo argumenta que já mudou a distribuição das outras cotas para tornar tudo mais igual. E que o critério do ppv tem que ser mantido porque é justo por ser medido de acordo com a participação de cada torcida. Além disso, alega que não dá para ter um salto radical do modelo antigo para o modelo inglês que é com critério igual para todos. Além disso, por lá não há ppv.

Outro argumento do Atlético-PR é de que o custo da Globo para operar o ppv é bem baixo, isto é, não se justifica ela ficar com pouco menos de dois terços da renda do ppv, o que chegará a R$ 1,1 bilhão só com o canal pago. A emissora, em contrapartida, alega que a despesa operacional é alta, sim, com pagamento a operadoras, em material jornalístico para o canal e na produção das transmissões.

O grupo de clubes tem a intenção de contratar uma empresa ou um executivo somente para discutir os contratos com a Globo. A emissora estava um pouco confusa porque esses times, inicialmente, estavam conversando em separado e juntos ao mesmo tempo. E, por exemplo, clubes como o Bahia teriam bem maior perda financeira sem o ppv já que tem maior participação de torcedores. Agora, o clubes unificaram o grupo e devem falar em uma voz.

Já é a segunda vez que o Atlético-PR adota posição forte e atrapalha os planos da Globo. A emissora ofereceu uma cota de R$ 1 milhão para o clube e para o Coritiba pelo Estadual, o que foi recusado. Deste episódio resultou na tramissão online do clássico que gerou uma adiamento de jogo e uma grande discussão sobre o assunto. Apesar das divergências, as duas partes continuam conversando para tentar chegar um acordo.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Como Atlético-PR e Coritiba podem ganhar dinheiro com jogo na internet
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A transmissão do clássico entre Atlético-PR e Coritiba na internet atingiu uma audiência de 3,2 milhões e demonstrou potencial de arrecadação para os clubes. A questão é: como os times podem ganhar dinheiro explorando diretamente seus direitos online? Ainda não há uma resposta para isso, mas diversos caminhos possíveis. Os dois times deram um passo ao recusar oferta da Globo pelo Paranaense e assumirem sua transmissão.

Entre as opções, estão criar canais pagos dos times para os torcedores, explorar a possibilidade de patrocínios, realizar acordos com o Facebook e com o YouTube. São ideias que levam em conta modelos do exterior.

“Foi uma primeira experiência para ter um sentimento do mercado. Muito prematuro (para dizer como ganhar dinheiro). Contratamos empresas especializadas em internet para fazer essa avaliação”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia.

O dirigente atleticano disse que esperava uma audiência ainda maior, e que gostaria de ter comparado com o jogo do domingo na televisão aberta do Campeonato Paranaense. Já o presidente do Coritiba, Rogério Barcelar, se mostrou surpreso positivamente com a audiência alcançada pela transmissão online. Ele enxerga possibilidade de remuneração dos clubes.

“Fizemos essa primeira para torcida. Não podíamos deixar a torcida sem. Não pensamos em ganhar nada desta vez”, contou Barcelar. “Mas poderíamos ganhar com um canal com senha para o sórcio-torcedor”, disse, ao dar um exemplo.

Para esta partida, foram feitas parcerias para não ter custos com a produção da transmissão. Uma das parceiras foi a Copel, além de outras empresas que foram apoiadoras. A intenção é repetir a transmissão se os clubes chegarem a uma final do Paranaense.

Analisando o mercado de fora, a NBA tem um canal de streaming para cobrança no mundo, o Campeonato Mexicano será transmitido pelo Facebook. Tanto o YouTube quanto o Facebook costumam se definir apenas como plataformas, e não geradores de conteúdo. Mas é possível montar canais neles.

O uso de canais específicos nestas plataformas pelos clubes pode gerar um contato direto com o torcedor, aumentando a possibilidade de interação e de comercialização de produtos. O consultor Pedro Daniel, da BDO, especialista em gestão esportiva, vê possibilidades de os clubes terem ganhos maiores do que com cotas de televisão com a exploração da internet no futuro.

“Acho que pode ser maior do que cotas. A abrangência é muito maior. Podem fazer produções independentes e parcerias”, explicou Pedro Daniel. “O clube está falando diretamente com torcedor, e não se limita apenas ao tempo da televisão. Pode passar as entrevistas coletivas, e tudo que interessar ao clube.”

 


Atletiba somou 3,2 milhões de audiência na internet, dizem dados dos clubes
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O Atlético-PR e o Coritiba contabilizaram uma audiência de 3,157 milhões na transmissão do clássico na internet, segundo números dos clubes. Esses dados são das somas de visualizadores únicos dos canais de youtube e facebook dos dois times. Os dois clubes contabilizam 2,5 milhões porque consideram apenas os números do facebook. A partida só pode passar na web após os clubes baterem de frente com a Federação Parananese e insistirem no seu direito de mostrar o evento aos torcedores.

No total, o time rubro-negro paranaense teve um total de 1,749 milhão de audiência em seu canal no facebook, e outroas 385 mil reproduções no youtube. Enquanto isso, a equipe coxa branca teve 736 mil de pessoas que assistiram na rede social, e outras 286 mil reproduções no youtube.

Na contabilização dos times, chegou-se a uma alcance de 11 milhões de pessoas. Isso significa que essa é a quantidade de internautas expostos à transmissão, seja por compartilhamento ou pelos canais, mas não que todos assistiram ao jogo.

Considerado o pico máximo em cada um dos quatro canais, o máximo simultâneo de espectadoers foi de 190.103 pessoas. Foram ainda contabilizadas 780.840 interações em todos esses canais.


Globo negocia Brasileiro com times da Turner, mas pay-per-view é entrave
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Um grupo de clubes que tem contrato com o Esporte Interativo (Turner) para o Brasileiro-2019 já negocia com a TV Globo um acordo para a TV Aberta e pay-per-view. O maior empecilho para um acordo, no entanto, é a divisão de cotas pelos jogos pagos. Isso porque os times consideram a distribuição do dinheiro pouco igualitária.

Após fechar com a Turner para a TV Fechada, Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia decidiram se unir para negociar em conjunto as outras mídias com a Globo. Ambos os lados confirmam que já existe negociação em andamento. O Palmeiras, que acertou com o EI posteriormente, será convidado ao grupo, mas ainda não sentou à mesa.

Nas primeiras conversas, os clubes mostraram insatisfação com o critério de divisão de pay-per-view que é por tamanho de torcida entre assinantes. Há questionamentos sobre a forma de medição e o peso para cada clube. O objetivo é conseguir uma distribuição mais parecida com a da TV Aberta, onde a Globo colocou 40% igual, 30% por posição e 30% por audiência.

O Flamengo, por exemplo, tem a garantia de 18% do total do ppv mesmo se sua torcida não atingir o patamar. Clubes do grupo dizem desconhecer essa garantia, mas querem evitar que um time ganhe muito mais neste item. Outra questão é que a Globo retém um volume bem alto do total gerado pelo ppv.

Em relação à TV Aberta, o acordo parece menos complicado já que a Globo estabeleceu uma divisão parecida com a da Turner, com pequena diferença de percentuais. A emissora já fechou a TV Aberta e ppv com um dos times da Turner: a Ponte Preta. Já o Internacional fechou com a Globo para os Brasileiros de 2020 a 2024, mas suas mídias de ppv e para os dois anos anteriores ainda estão em aberto.