Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Esporte Interativo

Clubes da Turner e Globo terão regras diferentes para usar jogo na internet
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A partir de 2019, os clubes que assinaram com o Esporte Interativo terão direito ao replay de seus jogos no Brasileiro para uso na internet e outras plataformas. Já aqueles que fecharam com a Globo cederam seus direitos online, e terão de negociar parcerias para utilizar o conteúdo.

A discussão ocorre porque a mídia online se mostra como próxima fronteira para exploração de receitas pelos times. Atlético-PR e Coritiba obtiveram audiência de 3,2 milhões no primeiro clássico transmitido exclusivamente na internet, e mostram o potencial das plataformas digitais.

Os dois times parananeses, o Santos, Bahia e Palmeiras são alguns dos 15 clubes que assinaram com o Esporte Interativo para o Brasileiro de 2019 a 2024 na TV Fechada. Pelo contrato, a Turner cederá imagens dos seus jogos para esses times com delay após a exibição ao vivo.

Isso significa que terão os direitos sobre o jogo depois de um tempo de seu encerramento. Poderão exibir o replay na íntegra em seus canais, ou até revender para outras televisões de fora e do Brasil para obter receita. Canais privados de clubes poderão ter esses jogos disponíveis para sócios-torcedores assistirem quando quiserem. Isso vale a partir do Brasileiro de 2019 para os jogos entre os times da Turner.

No caso da Globo, o blog apurou que foram mantidos os termos dos contratos anteriores, isto é, os clubes cedem os direitos de internet que são exclusivamente da emissora. Isso porque, na visão da Globo, os direitos de internet afetariam os de televisão, seja em pay-per-view ou em TV Aberta.

Mas a emissora carioca acena com parcerias com os clubes para potencializar os ganhos com esse material. A visão da Globo é de que os clubes poderiam ter plataformas para exibição de material, inclusive replays, e entrevistas pré e pós-jogos. Mas, para isso, teria de haver um acordo comercial para ganho dos dois lados, isto é, se buscar novos negócios em parceria.

No exterior, boa parte dos clubes já têm os direitos sobre seus jogos com delay depois da exibição ao vivo. É comum redes de televisão brasileira, por exemplo, comprarem dos próprios times os direitos para retransmissão. É uma nova receita. Além disso, fortalece o próprio canal da equipe, dando valor ao sócio-torcedor ou assinante da tv da equipe.


Globo negocia Brasileiro com times da Turner, mas pay-per-view é entrave
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Um grupo de clubes que tem contrato com o Esporte Interativo (Turner) para o Brasileiro-2019 já negocia com a TV Globo um acordo para a TV Aberta e pay-per-view. O maior empecilho para um acordo, no entanto, é a divisão de cotas pelos jogos pagos. Isso porque os times consideram a distribuição do dinheiro pouco igualitária.

Após fechar com a Turner para a TV Fechada, Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia decidiram se unir para negociar em conjunto as outras mídias com a Globo. Ambos os lados confirmam que já existe negociação em andamento. O Palmeiras, que acertou com o EI posteriormente, será convidado ao grupo, mas ainda não sentou à mesa.

Nas primeiras conversas, os clubes mostraram insatisfação com o critério de divisão de pay-per-view que é por tamanho de torcida entre assinantes. Há questionamentos sobre a forma de medição e o peso para cada clube. O objetivo é conseguir uma distribuição mais parecida com a da TV Aberta, onde a Globo colocou 40% igual, 30% por posição e 30% por audiência.

O Flamengo, por exemplo, tem a garantia de 18% do total do ppv mesmo se sua torcida não atingir o patamar. Clubes do grupo dizem desconhecer essa garantia, mas querem evitar que um time ganhe muito mais neste item. Outra questão é que a Globo retém um volume bem alto do total gerado pelo ppv.

Em relação à TV Aberta, o acordo parece menos complicado já que a Globo estabeleceu uma divisão parecida com a da Turner, com pequena diferença de percentuais. A emissora já fechou a TV Aberta e ppv com um dos times da Turner: a Ponte Preta. Já o Internacional fechou com a Globo para os Brasileiros de 2020 a 2024, mas suas mídias de ppv e para os dois anos anteriores ainda estão em aberto.


Após confusão, Coritiba prevê transmissão online de final ou venda do jogo
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Após a confusão que resultou no cancelamento do Atletiba, a diretoria do Coritiba informou que há a intenção de transmitir online uma possível final do Estadual entre os times. Outra possibilidade seria a venda para outra emissora que não a Globo. Mas o blog apurou que uma cláusula de preferência pode complicar essa revenda.

O imbróglio teve como origem o fato de Atlético-PR e Coritiba não terem aceito a proposta da Globo para contrato do Estadual. A emissora fechou com os outros dez times e a federação paranaense. Os dois grandes do Paraná tentaram transmitir o jogo online, e a federação impediu com uma alegação de que havia pessoas não credenciadas no campo.

“Vamos repetir como respeito ao torcedor (transmissão na final). Maior patrimônio é a torcida. E essa torcida temos que tratar com carinho”, afirmou o presidente do Coritiba, Rogério Barcelar, que não descartou acordo com outra emissora. “Podemos fazer o acordo. Não tem problema nenhum”

Mas o blog apurou que uma cláusula de preferência no contrato do Estadual de 2016 é um complicador para a venda pontual do jogo. Isso porque, se qualquer emissora fizer uma proposta pelo Atletiba, os clubes teriam de apresentar a Globo que tem direito de cobrir. Assim, possíveis concorrentes ficam intimidadas.

Diretores da Globo, no entanto, falaram com Barcelar e informaram não ter relação com a atitude da federação. E acrescentaram que não viam motivo para impedir a transmissão online.

“Estive conversando com o diretor da emissora que tinha contrato e ele me disse que seria um absurdo que podemos contratar qualquer emissora. Fomos procurados por outras duas emissora, mas resolvemos fazer pela internet por youtube”, completou Barcelar.

O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, também tinha informado que negociara com a Record e com o Esporte Interativo antes do Estadual. O acerto da Globo com outros dez times e a cláusula de preferência foram complicadores para um acerto.

A tendência é portanto de uma nova transmissão online em clássico e em uma possível final do Estadual. Com isso, Barcelar quer testar se a federação paranaense vai oferecer resistência. “Vamos ver se era esse o problema”, disse sobre a falta de credenciamento de repórteres.

 


Como Turner quer incluir Palmeiras em torneio amistoso de grandes da Europa
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Para fechar com o Palmeiras contrato pelo Brasileiro-2019, o Esporte Interativo incluiu um projeto para internacionalizar a marca do clube com participação em um torneio com os gigantes da Europa. A ideia é usar as parcerias da Turner com empresas que têm direitos sobre datas de times como Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, Chelsea e Manchester City, entre outros.

A empresa Relevent Sports foi responsável por criar a International Championships Cup em 2013 com o objetivo de atrair grandes europeus para jogar na pré-temporada nos EUA. O torneio se expandiu e agora terá edições em 2017 no terreno norte-americano, na China e na Australia. No total, são 17 equipes europeias, incluindo grandes da Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e França.

O Esporte Interativo tem os direitos para o Brasil da competição por cinco anos. E já teve conversas com a Relevent e com a Catalyst, que participa da organização, sobre a intenção deles de realizar uma edição no país no futuro.

Assim, a expectativa da Turner é trazer alguns desses gigantes europeus para jogar no Allianz Parque contra o Palmeiras. Outra opção seria levar o Palmeiras para jogar na China, na edição de lá do torneio.

Há empecilhos neste plano. A pré-temporada europeia ocorre no meio do Campeonato Brasileiro. Portanto, haveria a dificuldade para o Palmeiras conseguir datas para atuar fora, ou mesmo em seu estádio. Até porque clubes só podem jogar torneios amistosos durante o Nacional com autorização da CBF.

O blog tentou contato com a Relevant para saber sobre planos de expansão para o Brasil, mas não obteve retorno.

 


Com mimos, Palmeiras terá divisão de cotas e luvas iguais a times da Turner
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O acordo do Palmeiras com o Esporte Interativo pelos direitos do Brasileiro tem como base condições iguais a de outros clubes da emissora: cotas divididas por critérios técnicos e de audiência e luvas no mesmo valor. Neste formato, o time alviverde deve ganhar mais do que o restante dos times por ter maior torcida, e bons resultados recentes. E a proposta foi superior à do Sportv.

Além disso, o Esporte Interativo deu mimos como divulgação do nome do estádio, promoção para turbinar sócios-torcedor e a possibilidade de torneios contra grandes europeus e direitos sobre replay de seus jogos. Itens que não foram contemplados pela Globo e Sportv que, por exemplo, se recusa a falar o nome do Allianz Parque. Esse tratamento foi dado porque o Palmeiras passa a ser o carro-chefe da Turner.

A proposta do Esporte Interativo para todos os 20 times do Brasileiro da Série A foi R$ 560 milhões por ano a partir de 2019. Era superior ao da Globo que oferecia R$ 100 milhões, mas incluía em um pacote com TV Aberta, Fechada e pay-per-view juntos.

Esse valor da Turner seria proporcional a quantos clubes fechassem. A Turner tem no momento seis times da Primeira Divisão de 2017: Santos, Palmeiras, Atlético-PR, Coritiba, Bahia e Ponte Preta. O Internacional também fechou com a empresa. Ainda não há um cálculo de qual o investimento total.

Assim, o acordo é para que o Palmeiras e os outros seis dividam o montante inteiro por sete pelo seguinte critério: 50% igualmente, 25% de acordo com a posição do campeonato, e 25% por audiência do Ibope. É provável que o time alviverde fique com a maior cota já que tem maior torcida, e se estruturou para montar times fortes. A Globo também tinha igualado as cotas, mas tinha dado mimos ao Flamengo e Corinthians.

Em relação a luvas, o time alviverde receberá R$ 40 milhões, mesmo valor ganho pelos os outros times que assinaram. O blog do Perrone revelou que R$ 30 milhões já foram pagos.

Dentro do contrato palmeirense, no entanto, há peculiaridades para turbinar o programa Avanti e o estádio palmeirense. Foi acertado também que o Palmeiras terá o direito sobre a exibição de seu jogo na íntegra em sua televisão com delay. Isso também foi dado para os outros times que assinaram com o EI, e é um direito não fornecido pela Globo.


CBF fecha com Globo renovação da Copa do Brasil pelo triplo do valor atual
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Após uma disputa com o Esporte Interativo, a Globo levou a concorrência pela Copa do Brasil e renovará com a CBF o contrato a partir de 2018 para todas as plataformas. O novo compromisso deve girar em torno de R$ 350 milhões, o que representa mais do que o triplo do valor atual. Mas ainda não há um documento assinado porque o formato da competição terá algumas mudanças.

A negociação da competição se deu, mais uma vez, sem participação dos clubes que, pela lei, detêm os direitos de transmissão sobre todos os seus jogos. A CBF, no entanto, teve uma autorização dos clubes para negociar no nome deles.

Não houve também um processo licitatório no padrão verificado na UEFA com envelopes fechados. Foram contratos da Copa do Brasil, relacionados a placas de publicidade, que geraram investigação do FBI em torno de propinas pagas a dirigentes da CBF como o presidente Marco Polo Del Nero.

Dentro da CBF, no entanto, é considerado certo que a proposta da Globo foi bem superior à do Esporte Interativo. No início do ano, o canal da Turner ofereceu um valor pouco menor do que R$ 300 milhões para os direitos de televisão fechada e aberta, esses seriam revendidos a terceiros. O montante atual é em torno de R$ 100 milhões.

Posteriormente, a Globo cobriu a proposta. A confederação levou a nova oferta para o Esporte Interativo que não a superou. Durante o processo, a diretoria da CBF mencionou uma cláusula de preferência no contrato atual da Globo. Esse tipo de mecanismo, no entanto, é vetado por decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O aumento do contrato da Globo provocará um crescimento considerável dos valores a serem pagos aos clubes participantes do campeonato, segundo apurou o blog. Atualmente, um campeão leva em torno de R$ 9 milhões, e há montantes menores por etapa. Ou seja, rende bem menos do que o Brasileiro. Agora, a emissora pretende valorizar o torneio.

A CBF leva um percentual do contrato para administração e outros valores para a logística da competição, ou seja, as passagens e hospedagens dos clubes durante o campeonato. Ainda não se sabe quanto será retido do novo compromisso.

O blog procurou a confederação, a Globo e o Esporte Interativo, mas nenhum deles que quis se pronunciou oficialmente sobre direitos da Copa do Brasil.


Disputa entre Globo e Esporte Interativo já aumenta em 70% valor do Carioca
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A disputa entre Esporte Interativo e Globo pelo Estadual do Rio vai quase dobrar o valor dos seus direitos de transmissão. O canal da Turner ofereceu pouco mais de R$ 100 milhões pela competição, como revelado pela “Folha de S. Paulo”. Agora, a Globo terá de igualar essa proposta. O contrato atual é de R$ 60 milhões, isto é, o aumento seria em torno de 70%.

A Globo já negociava a renovação do contrato e estava perto de fechar com clubes e com a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). Até que o Esporte Interativo decidiu fazer sua proposta.

Dentro da Ferj e entre os clubes, há a informação de que a Globo tem a preferência na negociação. O blog não conseguiu confirmar se há cláusula contratual neste sentido, ou seja, um mecanismo usado em acordos para beneficiar o dono dos direitos. Fato é que esse tipo de cláusula é proibida pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Ainda assim, entre os cartolas, há um consenso de que se a Globo igualar a proposta do Esporte Interativo levaria a renovação. Os direitos de transmissão pertencem aos clubes. Assim, os quatro grandes Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo que darão a palavra final. Mas a Ferj atua como intermediadora para receber as propostas, embora sua autorização para negociar em nome deles tenha acabado em 2016.

A proposta do Esporte Interativo vai aproximar os valores pagos pelo Carioca em relação ao Paulista em meio à crise do futebol do Rio. Em São Paulo, a renovação do Estadual gerou R$ 160 milhões por ano para os clubes após concorrência do Esporte Interativo.

O canal da Turner entende que pode lucrar também com as plataformas de tv aberta. Por isso, fez propostas para todas as mídias. Sua ideia é fazer permutas e concessões com outras televisões abertas. Foi a forma de conseguir combater a estratégia da Globo de oferecer um pacote por todos os direitos.

 


Concorrência de TVs por Brasileiro gera R$ 500 mi extras para clubes
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A concorrência entre o Esporte Interativo e a Globo pela TV Fechada gerou um aumento de cerca de R$ 500 milhões na receita total dos clubes com direitos de transmissão do Brasileiro a partir de 2019. Esse valor foi calculado a partir do dinheiro pago pela Turner, o aumento das propostas globais e as luvas aos times.

No final do ano passado, a Globo propôs para os clubes a renovação dos contratos de todas as mídias do Brasileiro a partir de 2019. Os números apresentados, no entanto, decepcionaram dirigentes. Era oferecido um corte entre 20% e 25% nos valores do atual acordo, dependendo dos clubes. Isso considerando, óbvio, a inflação até lá.

A proposta da Globo girava em torno de R$ 900 milhões pela TV Fechada e Aberta, sendo apenas R$ 60 milhões pelos jogos na Sportv. Havia ainda cerca de R$ 600 milhões mínimos pelo pay-per-view. Boa parte dos clubes recusou, mas alguns deles como Corinthians, Vasco e Botafogo aceitaram de olho em adiantamentos.

Então, em dezembro, o Esporte Interativo começou a procurar clubes para fazer uma oferta de R$ 550 milhões por 20 times na TV Fechada, o que representava nove vezes o valor da Globo. Conseguiu atrair times para negociações e fechou com 15 deles – há dois, Figueirense e Santa Cruz, incertos pois parece terem assinado mais de um acordo.

Considerado o valor proporcional – já que o canal espera ter 8 clubes no mínimo na Série A -, sua entrada representou R$ 225 milhões por ano para os clubes.

Além disso, a Globo foi obrigada a rever a sua proposta inicial. Aumentou o valor a ser pago pela TV Fechada e Aberta para R$ 1,1 bilhão. Ou seja, houve um acréscimo de R$ 200 milhões no pacote inteiro para os clubes.

Por fim, a disputa entre os dois canais obrigou ambos a oferecer luvas em vez de adiantamentos aos clubes. Os valores variaram de R$ 40 milhões até R$ 120 milhões dependendo do time. É difícil calcular o valor exato de todas as luvas, mas a ordem de grandeza é entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões. Ou seja, são em torno de R$ 100 milhões a mais por ano considerando que os contratos são de seis anos.

O pay.per-view deve permanecer inalterado, embora clubes como Flamengo tenha obtido garantia de um percentual mínimo.

Somados todos os valores, o Brasileiro passou a valer para os clubes cerca de R$ 500 milhões por ano a mais do que a oferta inicial da Globo. Ou seja, todos os seus direitos, consideradas as suas emissoras, atingiram um montante em torno de R$ 2 bilhões. Antes, valeriam R$ 1,5 bilhão.

 


Esporte Interativo oferece à CBF seis vezes valor atual por Copa do Brasil
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O Esporte Interativo formalizou proposta à CBF pelos direitos de transmissão de TV Fechada da  Copa do Brasil a partir de 2018. Sua oferta é de R$ 180 milhões, seis vezes o que a Globo paga atualmente pela competição. O blog não conseguiu confirmar se a emissora carioca já fez oferta.

A proposta é mais um passo agressivo do canal da Turner para tentar ganhar espaço no mercado nacional. O Esporte Interativo entrou forte na disputa dos direitos de TV Fechada do Brasileiro a partir de 2019 e conseguiu fechar com 15 clubes, sendo sete da Série A.

Foi o suficiente para incomodar a Globo e ter um pacote de jogos no futuro para transmitir o Nacional. Mas a emissora carioca conseguiu atrair a maior parte dos grandes clubes nacionais, como Corinthians, São Paulo, Grêmio, Atlético-MG, Cruzeiro, Fluminense, Vasco. O Esporte Interativo ficou com Santos, Internacional, Coritiba e Atlético-PR, entre outros.

No caso da Copa do Brasil, a negociação do Esporte Interativo é apenas com a CBF, sem participação dos clubes. A confederação apenas distribui cotas por participação dos times no campeonato. Os valores não são altos até se chegar às fases finais da competição.

A ideia do Esporte Interativo é sinalizar que, com seis vezes mais dinheiro para a TV Fechada, a CBF teria mais recursos para distribuir para os clubes. Sua proposta é de um contrato longo, embora não tenha sido possível obter a informação de qual o período desejado.

Lembre-se: foi na negociação de direitos de marketing da Copa do Brasil que o FBI encontrou provas de pagamento de propinas para os ex-presidentes da CBF José Maria Marin, Ricardo Teixeira e para o atual comandante afastado Marco Polo Del Nero.


Cade investiga retaliação da Globo por Brasileiro, mas clubes negam
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O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) investiga se a a Globo ameaça com retaliação contra clubes na negociação de direitos de televisão do Brasileiro. Ou seja, quer saber se a emissora não fechará com times na TV Aberta se não obtiver acordo na TV Fechada. No procedimento no órgão, os clubes negam que a emissora os tenha intimidado. A Globo também já rechaça utilizar essa tática.

O procedimento do Cade começou em fevereiro para analisar se há algum prática que fere as leis de concorrência na disputa entre Globo e Esporte Interativo pelo Brasileiro. Foram enviadas perguntas a pelo menos 16 clubes e às duas emissoras.

Em sua resposta, o canal da Turner indicou que os times tinham medo de retaliação. “Estes clubes manifestaram preocupação de não receberem propostas, ou de receberem propostas em valores discriminatórios, pelos direitos de TV Aberta se fechassem contrato de TV Fechada com o Esporte Interativo”, afirmou a emissora.

Os dois clubes que já responderam ao Cade, Corinthians e Grêmio, no entanto, negaram terem sido pressionados pela emissora. “Não houve qualquer tipo de ameaça da Rede Globo de Televisão em caso de aceite da proposta do Esporte Interativo”, informou o presidente gremista, Romildo Bolzan Jr., em resposta dada em 15 de março.

O presidente do Corinthians, Roberto Andrade, também afirmou que não houve ameaça de retaliação da Globo, e disse que a proposta de TV Fechada não foi condicionada a de TV Aberta. O clube fechou com a emissora até 2020, e o Grêmio até 2024.

Ao mesmo tempo que afirmam não haver condições, Grêmio e Corinthians reconhecem que fecharam com a Globo por um valor global que incluía todos os direitos do Brasileiro, embora os contratos sejam separados.”À época não se falou em negociação por mídia até porque não havia nenhuma proposta concorrente”, afirmou o presidente corintiano, que disse nunca ter sido procurado pelo Esporte Interativo. Agora, as duas partes negociam, segundo apurou o blog.

Os outros clubes ainda não responderam, assim como a Globo que pediu um prazo maior. Foram enviadas perguntas à emissora sobre a possibilidade de desistir de alguns times se fechassem com concorrentes.

“Sim, negociaremos TV aberta e PPV com os clubes que tiverem a TV fechada comprada pela Turner. Nós só não poderemos negociar transmissão com clubes que fecharem contrato com players que nos impeçam disso. Não vamos comentar esta ou aquela proposta”, afirmou o diretor da Globo Esportes, Pedro Garcia, por e.mail ao blog no final de fevereiro. E disse que as propostas da emissora eram separadas.

 

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