Blog do Rodrigo Mattos

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Fla fecha acordo e deve voltar a jogar no Maracanã pela Libertadores
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A diretoria do Flamengo chegou a um acordo com a Odebrecht e deve voltar a jogar pela Libertadores no Maracanã diante do Atlético-PR, no dia 12 de abril. Falta a assinatura de um contrato com os termos acordados para o clube anunciar a nova partida da competição no estádio.

O blog não conseguiu apurar as condições acertadas entre as duas partes. É certo que o aluguel será mais baixo do que na primeira partida diante do San Lorenzo quando o clube pagou R$ 1,7 milhão para atuar. Até porque, desta vez, só será pago o aluguel e o clube não custeará despesas do estádio.

A ideia inicial do clube era jogar na Arena da Ilha, estádio construído com estruturas provisórias para o clube atuar lá. Mas houve avanços nas negociações em relação ao uso do Maracanã que tem maior capacidade de público.

Na primeira partida, o Flamengo teve uma renda de R$ 3,7 milhões diante do San Lorenzo. O problema é que, com o alto custo, ficou com apenas R$ 638 mil de lucro. Depois disso, houve negociações com a Odebrecht que já tinha abaixado para valores em torno de R$ 600 mil o aluguel para jogos do Carioca.

Ressalte-se que, pelas regras da concessão, a concessionária não pode cobrar alugueis abusivos para uso do Maracanã. E, antes de desistir da gestão do estádio, a Odebrecht cobrava valores bem inferiores aos praticados atualmente para reabri-lo em 2017.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Vinicius Jr estreará no profissional mais novo do que Neymar? Fla avalia
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Melhor jogador do Campeonato Sul-Americano sub-17, o atacante Vinicius Junior voltará ao Flamengo ainda sem data certa para subir ao profissional. O departamento de futebol do clube vai avaliar a situação do jogador com cautela, sem querer apressar sua ascensão. O jogador, por exemplo, nem atingiu a idade de Neymar em sua estreia no Santos.

A diretoria do Flamengo tem evitado comentar especulações sobre o novo jogador, tanto em relação a assédio de clubes de fora quanto de seu início profissional. Até porque há a lembrança dentro do clube de como jogadores são exaltados por torcedores nas categorias de base e isso afeta seu rendimento futuro.

Assim, Vinicius Jr e Lincoln continuarão a fazer parte do projeto “Pratas do Ninho” enquanto se preparam para ter uma chance no profissional no futuro. Não estão inscritos no Estadual, e não entrarão nesta fase inicial da Libertadores. O Brasileiro, durante o ano, é que seria uma oportunidade para subirem. Por contrato, o destaque do Sul-Americano fica no Flamengo até 2019, quando terá 19 anos.

Em comparação, Vinicius Jr vai fazer 17 anos em julho, e Neymar estreou no Santos quanto tinha 17 anos e um mês em 2009. O craque do Barcelona rapidamente virou destaque santista e se tornou a revelação do Paulista. Seu brilho mais intenso, no entanto, chegou na temporada seguinte com títulos do Paulista e da Copa do Brasil.

Ex-coordenador da base da seleção, Erasmo Damiani, que trabalhou dois anos com Vinicius Jr. na CBF, disse que cada jogador tem seu momento certo para subir. É preciso analisar o físico e a cabeça, e colocá-lo de forma cadenciada. Mas ressalta que há os que queimam etapas com sucesso.

“Os gestores do Flamengo são ótimos. Com a vivência que têm com ele, poderão decidir o momento. Ele pode voltar do Sul-Americano com uma vontade muito grande de sobressair e surpreender. O Gabriel Jesus, por exemplo, a gente sabia que tinha potencial, mas quem achou que ele chegaria tão rápido a titular da seleção? O futebol às vezes é prematuro”, analisou Damiani, que vê grande potencial e boa cabeça do jogador. “O que ele não pode é ser salvação. Tem que ser como o Neymar (o processo de subida).”

Na seleção, Vinicius Jr teve sua carreira também construídas aos poucos, tendo iniciado pelo time sub-15. Boa parte daquele equipe subiu com ele para o sub-17, tornando-se um elenco que jogou junto durante dois anos até o título do Sul-Americano. Além de Vinicius Jr, o Flamengo recebeu de volta Lincoln, que acabou com cinco gols no torneio, e o lateral Wesley e o zagueiro Patrick. Os dois primeiros são presença praticamente certa no Mundial sub-17 na Índia, em outubro.


Para recuperar Maracanã, Fla fica só com 17% da renda da Libertadores
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Com Vinicius Castro

Para poder bancar as despesas de reparos no Maracanã, o Flamengo ficou com apenas 17% da renda da sua estreia na Libertadores, maior bilheteria da atual temporada. Foram R$ 638 mil que restaram para o clube de uma renda total de R$ 3,688 milhões. A diretoria considerou a decisão de jogar no estádio positiva porque teve algum lucro, recuperou o equipamento para novos jogos e se fortaleceu na disputa pelo estádio.

O custo dos reparos no Maracanã, incluindo pagamento de contas de luz e conserto ao gramado, foi de R$ 1,7 milhão. Além disso, as despesas para realização do jogo em si consumiram outro R$ 1,2 milhões, cerca de um terço do total. Ou seja, se não precisasse recuperar o estádio, o Flamengo ficaria com cerca de dois terços da renda em um total de R$ 2,3 milhões, o que é um percentual bem razoável.

Se houver acordo para voltar a jogar no Maracanã, o Flamengo pode embolsar boas quantias dependendo do acerto do aluguel que fizer com a Odebrecht. O que não dá para evitar é a taxa da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) que levou 10% da receita total, com R$ 362 mil.  Assim, a organizadora da Libertadores, a Conmebol, abriu mão da sua taxa de 10% sobre a bilheteria, mas a federação que não tem nada a ver com a competição ficou com um naco da renda.

A renda total de R$ 3,7 milhões foi segunda maior do clube desde a final da Copa do Brasil, em 2013, como já previam os dirigentes do clube.


Fla usa jogo da Libertadores para se fortalecer na disputa por Maracanã
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Além dos ganhos esportivo e financeiro, o Flamengo tem como estratégia usar a realização do jogo de estreia na Libertadores para fortalecer sua posição na disputa pelo Maracanã. O clube apoia um das empresas concorrentes ao estádio, a GL Events, e se recusa a jogar com a outra Lagardère. E sua diretoria entende essa partida demonstra sua capacidade de atuar na gestão do equipamento.

O Maracanã encontrava-se abandonado durante os meses de dezembro e janeiro, chegando a sofrer roubos e corte de luz. Em fevereiro, o Flamengo fez um acordo com a Odebrecht para investir em reparos no estádio em troca de poder enfrentar o San Lorenzo no local. Foi uma solução já que a Arena da Ilha ainda não estava pronta, além de proporcionar um público maior.

Para isso, o clube investiu pelo menos R$ 2 milhões, inclusive pagando a conta de luz e reparando o gramado. Nenhum outro time ou a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) tomou essa iniciativa de investir e assumir responsabilidades no estádio. O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, entende que padrões de “credibilidade e competência” credenciam o clube a qualquer responsabilidade no futebol.

“Com relação à gestão de estádios, não só as medidas adotadas para o jogo de hoje, mas também nosso histórico de administração de partidas em vários estádios pelo país desde 2013 certamente fortalecem nossa pretensão de assumir um papel de protagonista no Maracanã”, contou o dirigente.

Pelo acordo feito com a GL Events, o Flamengo cuidaria do Maracanã nos dias de seus jogos. A empresa ficaria com a manutenção do dia a dia do estádio, sendo outras firmas responsáveis por atrair shows. A GL Events, no entanto, não quer investir se for mantido o formato atual da concessão.

Caso fique com o estádio só nos jogos, o Flamengo teria um modelo bem lucrativo. Contra o San Lorenzo, a receita deve girar em torno de R$ 3,6 milhões, a segunda maior renda rubro-negra desde a final da Copa do Brasil-2013. Mas, com o custo da operação da partida, a fatia que sobra para o time cai bastante.

Ainda não há um acordo para que o Flamengo volte a jogar no Maracanã pela Libertadores. Mas o clube não descarta essa possibilidade, ainda mais caso se prolongue o processo de mudança de dono do estádio. E, quanto mais estiver presente e com papel importante nesta transição, a diretoria entende que aumentam suas chances de ser protagonista no estádio no longo prazo.


Maracanã será reaberto com seu futuro cada vez mais nebuloso
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Na semana da reabertura do estádio, a venda do Maracanã para um nova empresa passou a ter uma série de entraves prolongando o impasse em relação ao equipamento. Há questionamentos e medidas do TCE (Tribunal de Contas do Estado), dúvidas em relação ao valor de obras e até possibilidade de desistência dos concorrentes. O governo do Rio de Janeiro tenta desatar nós em reuniões nesta semana.

Fato é que a perspectiva inicial de uma resolução rápida para o imbróglio não se concretizou e o processo se arrasta por mais de um mês sem perspectiva de final. O Flamengo jogará sua estreia na Libertadores em arranjo provisório para esta quarta-feira. Esse tipo de solução pode se estender ou o estádio terá de ser fechado de novo.

O governo do Rio marcou reuniões com as duas empresas, GL Events e Lagardère, para negociar um valor para as obras a serem realizadas no complexo do estádio. O valor de obras pedido pelo Estado à Odebrecht era entre R$ 130 milhões e 150 milhões, mas a empreiteira não concordou.

É esse número que a Lagardère, que se reuniu com o governo na terça-feira, vê como investimento inicial, podendo chegar a R$ 200 milhões com correções. Já a GL Events tem dúvida sobre quais são exatamente as obras e qual o montante a ser gasto. As duas empresas têm que chegar a um acordo com o governo sobre o valor porque terão de assinar um aditivo contratual à concessão assim que uma for escolhida.

Só que uma decisão do TCE determinou uma apuração sobre todo o processo de transferência, inclusive sobre as obras a serem realizadas. De acordo com o voto, entre as obras estão a recuperação do Célio de Barros e do Parque Julio Delamare, e uma demolição do prédio do Ministério da Agricultura. Foi o que sobrou do projeto inicial que previa a construção de um complexo com investimento de R$ 594 milhões.

No voto do TCE, há críticas a um aditivo já assinado que prevê que o governo cuide da manutenção desses equipamentos, ao mesmo tempo que a concessionária os explore comercialmente. A posição do tribunal, por sinal, é de questionamento a todo o processo de transferência. As empresas concorrentes serão informadas dessa fiscalização e o TCE terá de dar aval ao novo contrato.

Mais, o tribunal determinou a retenção do valor a ser ganho pela Odebrecht na venda por conta de irregularidades constatadas no contrato de concessão. Assim, a empreiteira teria de aceitar sair do estádio com as mãos abanando. O TCE só não determinou o cancelamento do contrato de concessão e a realização de nova licitação para o Maracanã não ficar abandonado por mais tempo. Mas essa solução voltará à tona se a venda não for bem-sucedida tanto que houve uma recomendação ao governo neste sentido.

O governo do Rio não pretende cancelar a transferência pois tem como prioridade resolver a questão rápido e não ter gastos, o que é facilitado pela venda. De qualquer maneira, a posição do tribunal complica o processo de transferência, ainda mais porque exige apuração a danos ao estádio possivelmente cometidos pela Odebrecht.

Do outro lado, as duas concorrentes, GL Events e Lagardère, já discutiram internamente desistir do processo por conta da complexidade para saber as condições e por indefinições do governo e da Odebrecht. A GL Events, que tem o apoio do Flamengo, chegou a anunciar sua saída para depois voltar atrás. A Lagardère discutiu internamente deixar o processo.

Além das obras, a empresa vencedora terá de pagar outorga ao governo e R$ 60 milhões à Odebrecht. Desse valor, só uma parte deve ir para empreiteira pois devem ser descontadas obras de reparos imediatas no complexo esportivo e pagamento de dívidas com fornecedores.

Em meio ao imbróglio, os grandes clubes do Rio, principalmente Flamengo e Fluminense, vivem a indefinição se poderão continuar a jogando no estádio depois desta noite de estreia rubro-negra na Libertadores. Ao saber da recomendação do TCE, o presidente do Fla, Eduardo Bandeira de Mello, refirmou que sempre apoiou uma nova licitação em vez da venda. O Flu tem contrato vigente com a Odebrecht.

Fato é que a reabertura está longe de ser uma garantia de tempos mais tranquilos para o Maracanã.

 


Libertadores ignora critério da Champions e prejudica brasileiros em cotas
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Ao mudar a Libertadores para aumentar seu valor de mercado, a Conmebol ignorou esse mesmo mercado na hora de distribuir cotas da competição. Não houve alteração na divisão igualitária e por classificação em política oposta a da Liga dos Campeões que valoriza os países que geram mais dinheiro. Os maiores prejudicados foram os clubes brasileiros, maiores fonte de receita da competição. A fase de grupos da nova Libertadores começa nesta terça-feira.

A Conmebol vende os direitos de marketing e televisão da Libertadores em um pacote único, o que deve mudar para edição de 2019. Só que a rede de televisão que compra, no caso a Fox, tem como principal objetivo obter receitas no Brasil e na Argentina.

O potencial econômico brasileiro é muito maior do que o do país vizinho tanto que a confederação sul-americana inflou para oito times nacionais nesta edição. Ao mesmo tempo, manteve a cota fixa na fase de grupos: US$ 1,8 milhão para cada time, e prêmios crescentes por cada fase que as equipes avançam. Um time campeão pode chegar a US$ 8 milhões independentemente de qual seu país de origem.

Na Liga dos Campeões, as cotas são divididas em 60% por valores fixos e premiações por desempenho, e outros 40% por mercado. Ou seja, os clubes do países que geram os maiores contratos de tv locais ficam com mais dinheiro. Para dividir esse montante de mercado entre os times de cada nação é usado um critério esportivo: metade por desempenho no campeonato nacional e metade dentro da própria Liga dos Campeões. No total, 507 milhões de euros serão divididos dessa forma na atual temporada.

Na última edição encerrada da liga, 2015/2016, o Manchester City foi o clube que mais arrecadou 83,9 milhões de euros, acima do campeão Real Madrid que ficou com 80,1 milhões de euros. Isso porque o mercado espanhol gera receita menor do que o inglês. Na Libertadores, de nada vale gerar mais dinheiro para a competição.

“Não tem nenhum mercado como o brasileiro (na América do Sul). A Libertadores se apropria, mas não traz nada para esse mercado”, analisou o coordenador de curso de gestão da FGV/Fifa, Pedro Trengrouse. “A solução para Conmebol aumentar suas receitas seria expandir a competição para o mercado americano e canadense.”

O consultor em marketing esportivo, Amir Somoggi, vai além e estima que metade do mercado da Libertadores é originário do Brasil. E dá um exemplo de que um jogo do Atlético-MG atinge uma cidade grande como Belo Horizonte, enquanto do outro lado muitas vezes estão times de locais com pouco potencial econômico.

“O critério da UEFA é de mercado, pelo marketing pool. A Itália, por exemplo, não tem muita renda de jogo, mas gera bastante de televisão”, contou. “Desde que fundou a nova Liga dos Campeões, a UEFA considerou a meritocracia.”

Ele atribuiu à falta de poder político dos clubes brasileiros o fato de a Conmebol não fazer o mesmo na América do Sul. “No caso do Brasil, a diretoria não fala o mesmo idioma, a sede fica em um país de língua espanhola. A Conmebol dá mais atenção aos países de língua espanhola.” Lembre-se ainda que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não pode ir a reuniões da Conmebol com medo de ser preso pelo “caso Fifa”.

Em resumo, na hora de arrecadar, a confederação sul-americana olha para o Brasil, mas, na hora de distribuir o dinheiro, pensa nos países vizinhos.


Fla-Flu justifica a luta dos clubes para ter suas torcidas no estádio
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Após uma semana de liminares na Justiça, o Fla-Flu justificou a luta dos clubes para que suas duas torcidas estivessem presentes no Engenhão: foi um jogo emocionante. A partida teve duas viradas, belos lances, coragem, falhas das duas equipes até ser vencida nos pênaltis pelo time tricolor.

O empate foi um resultado dessas reviravoltas na partida. A disputa de pênaltis com vitória do Fluminense premiou os quase 30 mil torcedores que compraram ingressos em apenas dois dias para assistir ao clássico. Assim, ficou a tradicional Taça Guanabara com o tricolor, o que vale pelo simbolismo, embora tenha pouco efeito para o Estadual.

De início, o Flamengo não exibiu a consistência defensiva de outras partidas. Arão e Rômulo não repetiram a proteção à defesa, e os laterais tinham dificuldade para marcar Richarlison e Wellington Silva, ambos em boa tarde.  Foi assim que, após um escanteio, Trauco e Pará erraram e Wellington encaixou uma arrancada preciosa de 70m para fazer o gol.

A reação rubro-negra veio com sua estrela Guerrero. Em dois cruzamentos na área, ele deu cabeçadas que desarticularam a defesa tricolor e permitiram os gols de Arão e Éverton. O recurso a bolas aéreas, aliás, foi uma tônica para o Flamengo que não conseguia entrar na defesa rival por baixo.

Mas o sistema defensivo rubro-negro continuou a apresentar erros gritantes. Depois do pênalti em mão de Guerrero, o Fluminense virou em um buraco na zaga rival, bem aproveitado pelo passe preciso de Wellington Silva. A arrancada de Lucas não foi acompanhada por Arão e ele ficou livre para completar para o gol.

Em vantagem, o time tricolor voltou mais recuado no segundo tempo, o que reduziu o ritmo da partida. As trocas de Zé Ricardo com as entradas de Berrío, Gabriel e Vizeu jogaram o Flamengo para a pressão com uma linha de quatro na frente.

Mesmo assim, o time teve dificuldade para criar lances de ataque, insistindo na bola aérea. O Flamengo foi salvo por Guerrero em uma tarde excepcional em que até gol de falta conseguiu marcar. Parecia que o Flamengo vivia melhor momento ao final do jogo.

Mas, na disputa de pênaltis, o Fluminense foi mais eficiente, assim como já tinha sido um pouco melhor com a bola rolando. O goleiro Júlio Cesar esteve sempre mais perto das bolas do que Muralha, que se mexia muito sem objetividade. As duas cobranças ruins de Rever e Vaz deram o título ao time tricolor. Méritos, no final, também a Abel Braga que montou um time de bom nível, com elenco menos estrelado do que o rival.

Como complemento feliz ao clássico, o Flamengo parabenizou o Fluminense pelo título. O respeito mútuo demonstrado pelas diretorias dos dois times durante a semana, inclusive brigando juntas pela torcida mista, pode não resolver o problema da violência, mas ajuda bastante. É hora de deixar de picuinhas de lado para que os torcedores enxerguem que é possível conviver com o rival.


Após jogo do Fla, Maracanã poderá receber finais de Estadual e Libertadores
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A marcação da estreia do Flamengo na Libertadores para o Maracanã abriu brecha para realização de outras partidas no estádio enquanto não se define o seu novo gestor. A Odebrecht informou estar aberta a requisições para finais de Estaduais, e outras partidas dos grandes do Rio pela Libertadores neste período provisório enquanto define a quem repassar a arena.

A princípio, o novo dono do Maracanã seria conhecido rapidamente já que a construtura pretendia acelerar o processo. Mas o cenário atual é de que pode se prolongar mais do que o esperado a disputa entre a Lagardère e a GL Events, que chegou a desistir da concorrência e voltou atrás depois disso.

A Odebrecht prometeu informar para o governo estadual em 9 de março o andamento de negociações, mas não há garantias de que até lá estará concluído. Além disso, há um período de transição para analisar obras necessárias que somam pelo menos R$ 20 milhões. Ou seja, o estádio pode abrigar jogos, mas está longe de estar pronto 100%.

Com isso, a Odebrecht aceita negociar acordos pontuais com clubes que desejarem utilizar o estádio. Mas para isso teria de haver acordo como no caso do Flamengo que se comprometeu a tratar de vários itens do estádio. A Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) deve requisitar o Maracanã para as finais do Estaduais. É possível que formalize o pedido na próxima semana.

Já o Flamengo não tem certeza sobre o que fará na sua segunda partida na Libertadores, no dia 12 de abril, contra o Atlético-PR. Até lá, a Arena da Ilha estará pronta com 20 mil lugares, segundo a diretoria. E o Maracanã pode ter sido cedido à Lagardère – o clube afirma que não joga no estádio com a empresa.

“O acordo por enquanto é só para este primeiro jogo. Depois vamos ver”, afirmou o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello. Em resumo, o Maracanã ainda vive um incógnita sobre seu futuro, mas pelo menos pode voltar a ter futebol com frequência.


Bota discute vetar Engenhão ao Fla, mas regulamento da Ferj impede
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Com Pedro Ivo de Almeida

A diretoria do Botafogo discute vetar o Engenhão para jogos do Flamengo após as confusões ocorridas no clássico que terminou com um torcedor morto. Essa proibição, no entanto, depende da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) pelo regulamento do campeonato. A tendência é a federação não aceitar o veto.

Questionado pelo blog, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, afirmou que ainda não iria se pronunciar sobre possível veto ao Flamengo – o clube rubro-negro já não pode atuar em outras partidas na arena. Ele informou que só vai tomar uma decisão após inspeção de danos ao estádio. Mas indicou que é uma medida analisada por supostos danos de torcedores rubro-negros à arena.

“Foram muitas cadeiras e banheiros quebrados”, afirmou o dirigente. Pereira reconheceu que é a Ferj quem decide sobre o uso do Engenhão em clássicos. “Perfeito. Mas existe um bom senso para tudo depois do que aconteceu no domingo.”

Em entrevista à ESPN Brasil, Pereira atacou a postura do Flamengo e relembrou até a polêmica contratação do volante Willian Arão, que trocou o clube alvinegro pelo rubro-negro no fim de 2015.

“O Flamengo quer tomar decisões pensando só nele. Não é a forma como o Botafogo vê o futebol, por isso não temos qualquer tipo de diálogo. Sem falar, óbvio, na falta de ética que foi a questão do Willian Arão”, declarou.

Também à ESPN Brasil, o presidente do Fla, Eduardo Bandeira de Mello, lamentou a decisão do Botafogo de propor o veto. “Em um momento como esse, tomar atitudes que só servem para acirrar mais os ânimos… É uma grande besteira fazer isso no momento. A gente respeita a posição de outros clubes e pede que respeitem a nossa também. Tem que trabalhar para acabar de vez com violência nos estádios”, disse Bandeira.

Pelo regulamento, em seu artigo 44, os clássicos têm que ser disputados no Maracanã. O mando de campo é da Ferj. Depois, pelo artigo 62, fica estabelecido que, se o Maracanã não estiver disponível o local, será o Estádio Nilton Santos (Engenhão).

Nos bastidores, a Ferj entende que tem a prerrogativa de continuar a marcar clássicos do Flamengo no estádio pelas regras. Ainda não recebeu uma demanda do Botafogo para veto, e só discutirá isso se acontecer. Mas, internamente, a federação não pretende aceitar a posição do clube alvinegro.

Durante o arbitral do Estadual, o Flamengo pediu que o Maracanã fosse incluído como local para semifinais e finais. Em seguida, os clubes decidiram que, se não houvesse o Maracanã disponível, seria o Engenhão. O Botafogo não se manifestou em nenhum momento contra essa decisão.