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Governo do Rio deve fazer nova licitação para concessão do Maracanã
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Com Vinicius Castro

O governo do Estado do Rio de Janeiro deve decidir por fazer uma nova licitação para concessão do Maracanã, anulando assim a venda da estádio da Odebrecht para a Lagardère. A tendência do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, é por conta de posição da procuradoria do Estado que recomenda a anulação da concessão por suspeitas de propina reveladas pela delações de ex-executivos da Odebrecht. A informação foi publicada primeiro pela Veja como certeza de nova licitação. O blog confirmou que isso deve acontecer, mas não que há uma decisão definitiva.

Oficialmente, em nota, o governo diz que avalia todas as possibilidades: “O governo do Estado avalia todas as alternativas existentes quanto ao uso e gestão do equipamento, sempre observadas condicionantes legais aplicáveis e o atual estágio do contrato de concessão em vigor.”   A procuradoria do Estado não quis se pronunciar.

A Lagardère ainda não falou porque não existe uma decisão. Mas, extraoficialmente, há a informação de que pode haver uma disputa jurídica caso o governador confirme seu recuo sobre a venda.

Desde o ano passado, o governo do Estado tem mantido como duas opções a nova licitação ou a transferência direta feita pela Odebrecht. Decidiu-se pela segunda opção para economizar tempo e até credenciou as empresas Lagardère e GL Events para substituir a Odebrecht. A segunda empresa saiu do processo por não concordar com os termos a primeira firma francesa fechou um acordo com a construtora.

Lagardère já está há 12 dias dentro do Maracanã, e seus executivos vieram ao país para assinar o contrato definitivo. Faltava o aval do governador Pezão para a transferência se tornar definitiva.

Mas, na semana passada, foram divulgadas as delações dos ex-executivos da Odebrecht. Entre elas, estava o depoimento de João Borba, ex-gestor do Maracanã, que afirmou ter recebido orientação para pagar para conselheiros do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para liberar o edital de concessão. Já havia outra denúncia anterior de mesmo teor. O entendimento de juristas é de que, se for comprovada fraude no processo licitatório, ele se torna nulo, assim como contratos futuros vinculados a ele.

A Lagardère, no entanto, está com um corpo de advogados no Brasil e tem um entendimento de que tem direito ao estádio porque também ficou em segundo lugar na primeira concorrência vencida pela Odebrecht.

 


Ricos, Palmeiras e Fla gastaram juntos R$ 145 mi em contratações em 2016
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Com as maiores receitas do ano passado, Palmeiras e Flamengo turbinaram suas contratações durante a temporada: gastaram um total de R$ 145 milhões. É o que apontam os balanços dos dois clubes já publicados. E esses valores não incluem direitos de imagem, nem atletas que a Crefisa ajudou o time alviverde a contratar.

Para se ter uma ideia do volume de investimento de ambos, o valor é superior ao total gasto por clubes brasileiros em contratações do exterior na janela de transferência desse início de 2017.

Flamengo e Palmeiras são os dois primeiros clubes brasileiros a atingirem o patamar de meio bilhão de reais no ano passado. O clube rubro-negro teve receita de R$ 510 milhões, e o alviverde de R$ 498 milhões. Ambos tiveram superávit e não houve aumento de dívida.

Neste cenário, o Palmeiras investiu R$ 77,7 milhões em contratações de jogadores no mercado. Um aumento de mais de 50% em relação a 2015 quando o total foi de R$ 49,7 milhões. Não estão incluídos no pacote jogadores trazidos pela Crefisa. A parte dos direitos de alguns atletas ainda será paga como o zagueiro Mirna.

O investimento deu resultado já que o time palmeirense acabou campeão brasileiro ao final de 2016. No início deste ano, o clube acelerou ainda mais graças aos aportes da Crefisa que contratou jogadores sem que isso represente gasto para o alviverde.

No caso do Flamengo, o crescimento do investimento foi maior, embora o gasto menor. Foram R$ 67,7 milhões destinados à compra de direitos econômicos de atletas. O salto foi de R$ 82% em relação a 2015 quando o gasto foi de R$ 37,3 milhões.

O time não conquistou título, disputando o Brasileiro com o Palmeiras e ficando na terceira posição. Mas montou uma base sólida para a atual temporada.

A diretoria rubro-negra ainda tem que quitar contratações como Mancuello, Cuellar e Rodinei que foram feitas em parcelas. Por conta desse movimento, os dirigentes rubro-negros já decidiram que vão manter os investimentos no patamar de 2016 sem aumentos para atual temporada.


É inaceitável que Odebrecht possa vender Maracanã após delações
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Tornadas públicas nestas semana, as delações de ex-executivos da Odebrecht admitiram uma série de atos de corrupção em relação ao Maracanã: fraude na licitação, pagamento de propina pela obra, suborno pela concessão. Diante dessas revelações, não dá para considerar aceitável que a empresa tenha direito de vender sua concessão e ainda sair com R$ 20 milhões do estádio. Nem dá para admitir que o modelo viciado de PPP seja mantido com poucos ajustes com outra empresa.

Vamos aos fatos. Foram cinco delações de ex-executivos da Odebrecht envolvendo o Maracanã. Um dos ex-executivos aponta que o edital de obra já foi armado para a empresa vencer. Depois, outros membros da construtora indicam pagamentos de propina ao ex-governador Sergio Cabral durante a obra.

O valor da obra saltou de R$ 400 milhões previstos incialmente para R$ 1,2 bilhão. Uma parte deve-se a exigências esdrúxulas da Fifa, mas há indícios de superfaturamento apontados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). Tribunal, por sinal, que perdeu a credibilidade ao ter seis membros presos.

Em sua delação, o ex-executivo da Odebrecht João Borba Filho afirmou que teria de ser pago propina um conselheiro do TCE para liberar o edital de concessão do estádio. O edital foi moldado de acordo com instruções de empresa de Eike Baptista, outro preso por relacionamento impróprio com o ex-governador Sergio Cabral. Borba Filho tornou-se o presidente da empresa gestora do Maracanã.

Essas delações geram um inquérito e uma apuração para conferir se é tudo verdade. Mas não dá para o governo do Rio aprovar uma venda de uma concessão com todos os indícios de ter havido fraudes do início ao fim do processo. Se a própria Odebrecht admite ter pago propinas, é muita cara de pau da empresa ainda se achar no direito de lucrar com a venda.

A Odebrecht já tem um acordo de venda para a empresa Lagardère. Agora, depende de um aval do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para concretizar o negócio. Ora, o próprio Pezão é acusado por ex-executivos da construtora de receber dinheiro ilegal – ele nega. Sob grave suspeita, como pode conceder o estádio por mais 30 anos e beneficiar a Odebrecht?

Não está aqui se questionando o direito de a Largadère almejar ter o estádio. A empresa tem lá os seus problemas, mas a outra concorrente GL Events também tinha. Nada que as impedisse de assumir a gestão já que é uma empresa francesa grande com o capital, e know-how na área de gestão de estádio. E não há acusação de corrupção grave sobre ela.

Mas um acordo confidencial com a empresa que corrompeu todo o processo do Maracanã não é a forma ideal. A própria Lagardère sabe os males de concorrência desonesta já que foi prejudicada e ficou em segundo na disputa para o Maracanã perdendo para Odebrecht.

E as regras de concessão que valeriam para a Lagardère são exatamente as mesmas do edital de licitação viciado por pagamento de propinas pela Odebrecht. Essas normas têm que ser todas revistas porque não foram feitas pensando no bem público, mas em favorecer a empreiteira que comprou quase todos os políticos do país.

Uma prova de que esse modelo fracassou é que nem a Odebrecht, com sua rede de propinas, conseguiu ganhar dinheiro no estádio. É hora de sentar com os grandes clubes do Rio, realizar audiências públicas, discutir com empresários e estabelecer um modelo transparente para uma nova concorrência para o Maracanã.

“Ah, vai demorar e o estádio vai se deteriorar porque o governo não tem dinheiro”. A verdade é que o Estado teve muito tempo para fazer uma licitação já que esse imbróglio se arrasta há mais de um ano. Contratou consultoria da FGV com esse fim, e nada fez. É hora de sair da letargia e fazer um processo sério e transparente para a população.

Enquanto isto não se concluir, o governo pode estabelecer um modelo de emergência para gestão e manutenção do estádio que envolva os clubes, seus principais usuários. Que tal sentar com Fluminense, Flamengo e Vasco e discutir a viabilidade de uma solução provisória (o Botafogo tem o Engenhão)? Uma parte da renda dos jogos e shows poderia ser usada para manutenção.

Essa é só uma ideia, deve haver outras melhores. O mais importante é que, após tudo que se ouviu das delações, o primeiro passo do governo tem que ser buscar a expulsão da Odebrecht do estádio na Justiça sem direito a receber nada. E depois se construir um novo futuro para o Maracanã. Não dá para quem corrompeu quase todo o país ainda ter direito a participar da decisão sobre quem fica com um patrimônio público de R$ 1,2 bilhão tão importante para o povo carioca.


Não se justifica usar Maracanã para maioria dos clássicos do Estadual
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O regulamento do Estadual do Rio prevê que todos os clássicos, semifinais e finais sejam disputados no Maracanã. É um tentativa de dar uma grandiosidade e relevância ao campeonato que este não tem mais. Basta verificar os públicos durante a competição. Só se justificaria jogar as finais ali, e uma ou outra partida.

Não é à toa que Botafogo e Vasco já cogitam jogar no Engenhão a final da Taça Rio, esse jogo inútil sob qualquer ponto de vista para o campeonato. E deveria se procurar alternativas para quase todos.

Nas semifinais, o time da Estrela Solitária e o Fluminense levaram apenas 7.309 pessoas ao Engenhão, no domingo, enquanto rubro-negros e vascaínos tiveram 21.895 pagantes no seu jogo. Em média, as duas partidas não atingiram nem 15 mil.

O Maracanã é um estádio caro. Em condições normais, só se justifica abri-lo pelo seu custo com públicos entre 30 mil e 40 mil pelo menos. Ou seja, valeria a pena para os jogos de Botafogo e Flamengo na Libertadores, ou do Fluminense na Sul-Americana, que têm apresentado público acima deste patamar porque são competições importantes.

Nenhum clássico do Estadual até agora ultrapassou a marca de 30 mil, sendo o melhor deles o Fla-Flu da final da Taça Guanabara, com 29.905, no Engenhão. É provável que no Maracanã o público fosse um pouco melhor.

Se em condições normais o Maracanã já é muito caro, os preços cobrados pela Odebrecht neste período de transição do estádio tornam ainda mais inviável utiliza-lo. Foram aluguéis nos patamares de 400 mil a R$ 500 mil, fora os custos. Ainda não está disponível o borderô de Vasco e Flamengo, mas, se houver lucro, será bem pequeno.

Sob esse ponto de vista, só as finais do Estadual do Rio justificariam de fato a abertura do estádio. É possível que uma semifinal atinja este público, mas não há certeza.

Ao impor o Maracanã, a Ferj tenta, mais uma vez, maquiar a realidade como faz com os borderôs dos jogos em que coloca a cota de televisão para disfarçar prejuízos seguidos em bilheterias dos jogos. É possível fazer isso em um papel no regulamento, mas a arquibancada não mente.

PS: Não comentarei aqui a classificação de Botafogo e Vasco à final da Taça pela inutilidade deste turno. A única observação é que a arbitragem do Estadual cometeu mais um erro bizarro com a validação do gol do botafoguense Dudu em um impedimento tão acintoso que até uma criança seria capaz de marcar.


Grupo de clubes quer liberar jogos fora do Estado no Brasileiro
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Um movimento de alguns clubes tenta derrubar o veto a jogos fora do Estado (cujo objetivo é coibir vendas de mando) e em grama sintética no Brasileiro. A CBF já tem ciência dessa reivindicação de alguns, mas diz que não é nada oficial. Dependeria de os próprios times mudarem sua votação anterior. A informação foi publicada primeiro pelo Globo.com, e confirmada pelo blog.

No Conselho Técnico da CBF, clubes da Série A do Brasileiro votaram pela proibição de que times jogassem fora do Estado para coibir vendas de mandos. Ainda proibiram o gramado sintético para 2018 porque traria prejuízos técnicos.

Os maiores prejudicados foram o Flamengo, no primeiro caso, e o Atlético-PR, no segundo caso. Agora um grupo de clubes que inclui tenta derrubar essas proibições, mas para isso tentam convencer os outros a voltar atrás da medida. No caso dos jogos fora do Estado, ficariam proibidas só situações que configurassem venda de mando.

“Temos ciência de um movimento de alguns clubes neste sentido. Nada ainda aprofundado ou oficial. Caso avance esse movimento, o jurídico poderá nos orientar o que precisa ser feito. Mas reitero que não há nada oficial”, afirmou o diretor de competições da CBF, Manoel Flores.

Na prática, primeiro, a maioria dos clubes precisará concordar em mudar a decisão inicial. Segundo, a CBF terá de analisar se é juridicamente viável uma modificação no regulamento.


Clubes vão ao Congresso por eleição na CBF, mas paulistas não participam
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Em reunião em São Paulo, seis grandes clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense) decidiram levar a parlamentares no Congresso a discussão da eleição na CBF. Eles querem que seja esclarecida a Lei Profut para determinar se têm direito de participar da aprovação de mudanças no estatuto, o que tornaria ilegal a alteração feita pela confederação. Os clubes paulistas decidiram não participar do encontro apesar de convidados.

A CBF e as federações estaduais votaram por modificação no estatuto da entidade para concentrar mais poder. As entidades estaduais passaram a ter peso três no voto, os clubes da Série A tiveram peso dois, e os da Série B, peso um. Times não foram avisados.

No entendimento dos clubes, a Lei Profut obriga que as agremiações participem da assembleia geral administrativa para aprovar esse tipo de mudança. Por isso, os dirigentes irão falar com deputados.

“Buscamos o melhor caminho. Não queremos confronto com ninguém. Ficou combinado que cada clube vai consultar parlamentares próximos para saber se o espírito da lei acabou não sendo cumprido. Os próprios parlamentares podem esclarecer. É possível um regulamento também para a lei. Vamos conversar”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A ideia é que seja feita uma audiência com os parlamentares para eles determinarem qual a interpretação correta da lei. O relator da lei Profut, Otávio Leite, (PSDB-RJ) já afirmou que entende que a lei foi desrespeitada pela CBF e entrou com ação junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro para anular a eleição. Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) também deve ser procurado pelo grupo pois ele entende o direito dos clubes.

A reunião foi marcada em São Paulo justamente para atrair os grandes clubes paulistas. Mas nenhum deles apareceu no encontro embora tenham tido contato telefônico com os presentes. Alguns tinham problema de agenda como os presidentes do Grêmio e Santos que não estavam no Brasil. Mas não mandaram representantes.

Desde que Marco Polo Del Nero assumiu a presidência da CBF, os clubes paulistas têm se posicionado a favor dele e se recusaram a participar de qualquer movimento para discutir questões da confederações, mesmo quando perdem poder como ocorreu no caso das regras da eleição. Ressalte-se que o presidente santista, Modesto Roma Jr, tem feito críticas pontuais à confederação, inclusive sobre a mudança de regra na eleição. Ele não está no Brasil nesta sexta-feira.


Clubes se encontram em São Paulo para debater mudança na eleição na CBF
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Um grupo de grandes clubes brasileiros se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para discutir se serão tomadas medidas em relação às mudanças de estatuto da CBF que tiraram poder das agremiações. A reunião vem sendo articulada desde a semana passada em sigilo para não causar reações antes de os times saberem exatamente o que querem fazer.

As federações estaduais e a CBF votaram uma alteração no estatuto da entidade para alterar o peso dos votos na eleição para presidente. Com a nova regra, as federações passaram a ter peso três na votação, os clubes da Série A, dois, e os da B, um. Assim, as entidades estaduais têm mais votos (81) do que as agremiações (60). O movimento foi feito sem consulta ou aviso aos clubes.

Dirigentes de times ficaram irritados com a atitude da CBF e reclamaram da perda de poder sem discussão. Ainda mais porque a confederação tinha convocado todos os cartolas para opinar sobre as mudanças de estatuto, mas, no final, decidiu fazer uma versão sozinha só ouvindo federações.

Entre os clubes articulados, estão Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, e provavelmente os grandes de São Paulo (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos), e o Cruzeiro. Não há certeza sobre a presença de todos, nem se haverá mais times no movimento justamente pelo sigilo mantido em relação ao encontro. A sede de um dos times paulistas da capital deve ser usada como local da reunião.

A pauta da reunião não está completamente definida, embora a reunião tenha sido motivada pela irritação com a atitude da CBF em mudar o sistema eleitoral para manter o poder. Dificilmente, no entanto, haverá uma revolta geral com a confederação pelo que o blog ouviu dos dirigentes que vão participar.

Mas há a intenção de tomar alguma medida já que os dirigentes de clubes perceberam que foram vistos como fracos diante da confederação por não reagirem às mudanças no estatuto. Há entre alguns cartolas que vão à reunião uma descrença em relação aos resultados já que as agremiações nunca conseguiram se unir de fato para reivindicar suas demandas. É imprevisível o que sairá da reunião.


Lagardère quer apressar entrada no Maracanã e levar Bota, Flu e Vasco
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Após fechar acordo com a Odebrecht, a empresa francesa Lagardère deve entrar já na próxima semana no Maracanã para vistoria para determinar quais as obras mais emergenciais. Ao mesmo tempo, a empresa aposta no sucesso em conversas com Fluminense, Botafogo e Vasco para ter jogos no estádio, já que o Flamengo é desafeto da empresa. Ressalte-se que a confirmação do transferência do estádio ainda depende do aval do governo do Rio de Janeiro.

Nesta quinta-feira, Lagadère e Odebrecht chegaram a um acordo nos termos da venda no valor para assinarem um memorando de entendimento para a venda, o que deve ocorrer até sexta-feira. Isso significa que inicia-se um período de transição em que as duas partes verificam as condições do negócio, isto é, do estádio, das dívidas, etc.  A empresa francesa e a construtora entendem ter uma sinalização do governador Luiz Fernando Pezão de que vai dar aval ao negócio.

A intenção da empresa francesa é já entrar com equipes para vistoria na próxima semana. Há uma questão porque estão marcados dois jogos, Flamengo x Atlético-PR, e a final da Taça Rio. A previsão da Odebrecht é de 20 dias para verificações antes da assinatura do acordo definitivo, enquanto a Lagadère entende que isso pode ser feito rapidamente. A transferência total deve durar até dois meses.

A maior preocupação da empresa francesa é em relação à cobertura do estádio. Isso porque é necessária manutenção constante da lona tensionada para que não se deteriore. A previsão é de um gasto entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões para obras emergenciais no Maracanã para recupera-lo.

Em paralelo, a Lagardère tem mantido conversas frequentes com as diretorias de Fluminense, Vasco e Botafogo. Aos tricolores, já foi feita até uma proposta de modelo de uso do estádio com alterações no seu contrato atual com a Odebrecht que será herdado.

Não há diálogo com a diretoria do Flamengo, que teve um rompimento com a Lagardère. Assim, o clube tem a posição de que não jogará no estádio. Há dirigentes do Flamengo, no entanto, que ainda apostam em uma reviravolta e uma negativa do governador, estabelecendo nova licitação, desejo dos rubro-negros.

Há questionamentos jurídicos à transferência da licitação por conta das suspeitas de irregularidades. O ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Jonas Lopes recebeu propina para aprovar o edital de concessão, segundo delações feitas à Polícia Federal.

Mas até agora só existe uma recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para que a concessão seja desfeita, sendo que logo depois a maioria dos conselheiros foi preso acusada de corrupção. O Ministério Público Estadual não se pronunciou até o momento.


Com luvas da Globo, Fla tem receita de R$ 510 mi em 2016
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O Flamengo atingiu a marca de R$ 510 milhões em arrecadação em 2016 graças ao pagamento de luvas da TV Globo pela assinatura do novo contrato do Brasileiro. É o primeiro clube brasileiro que ultrapassa a marca de meio bilhão, mas o Palmeiras também deve superar esse número quando tiver seu balanço completo divulgado do ano passado.

Foi determinante para o clube rubro-negro chegar a esse patamar o valor de luvas pagos pela Globo de R$ 120 milhões. No balanço, é registrado que a valor presente foram contabilizados R$ 100 milhões. Com isso, a agremiação conseguiu R$ 297 milhões em receitas com direitos de transmissão, o que significa mais da metade do seu ganho.

Anteriormente, o Flamengo não registrava as luvas no item receitas. Mas, no caso deste novo contrato, o valor foi acertado como um prêmio pela assinatura sem possibilidade de devolução. A diretoria do clube rubro-negro estudou o caso e entendeu que deveria registrar como renda, prática que está sendo adotada pela maioria dos times após novas orientações contábeis de órgãos reguladores.

As outras receitas principais foram patrocínio (R$ 66 milhões), bilheteria (R$ 39 milhões), sócio-torcedor (R$ 26 milhões) e clube social (R$ 59 milhões). Para efeito de comparação, o clube tivera receita de R$ 356 milhões no ano passado, ou seja, o salto foi significativo, principalmente por conta das luvas. Se a TV teve

Com o aumento da receita, o Flamengo também teve um crescimento dos seus gastos com futebol e com salários de jogadores. Só em investimento em contratações foram R$ 67 milhões.

O superávit do Flamengo em 2016 ficou em R$ 153 milhões. Mas isso é para efeito contábil. O resultado positivo de caixa foi de R$ 12 milhões.

Mais positivo, foi o fato de o Flamengo ter reduzido em mais um ano seguido seu endividamento. O clube pagou R$ 60 milhões em débitos com o shopping Plazza, negócio que se arrastava há décadas na Justiça, quitou R$ 6 milhões com Romário, pagou R$ 26 milhões à Odebrecht, entre outros débitos. A informação do clube é de que a dívida líquida gira em torno de R$ 400 milhões.


Bombeiros fecham oito mil lugares do Maracanã, Fla corre para reabrir setor
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Uma vistoria do Corpo de Bombeiros determinou o fechamento do setor leste superior do Maracanã para jogos do Flamengo e Fluminense por falta de cadeiras. O clube vai correr para recolocar os assentos no lugar até a partida diante do Atlético-PR pois já vendeu ingressos para os lugares. Os bombeiros dizem que há tempo hábil para resolver o problema e pedir nova verificação.

A assessoria dos Bombeiros informou que em uma vistoria foi constatado que havia número de assentos menor do que os 8 mil lugares, e notificou a Odebrecht de que teria de manter fechado o setor até serem recolocados os assentos. A informação foi publicada primeiro no blog da Gabriela Moreira, na ESPN, e confirmada pelo UOL.

A interdição do setor ocorreu porque as pessoas ficariam em pé no setor e isso poderia causar público maior do que o previsto no estádio, atrapalhando rotas de fuga.

A Odebrecht atribuiu o problema ao Comitê Rio-2016 que não teria colocado no lugar todos os assentos retirados para os Jogos. Por isso, não fará nada já que espera que o comitê acerte essas pendências como previsto em contrato e em acordo recente.

O Flamengo já vendeu ingressos para o setor e agora vai correr para resolver o problema. A primeira medida é tentar pressionar a concessionária para resolver a questão. Mas a determinação é de que, se for necessário, o clube vai tomar providências por conta própria para botar as cadeiras no lugar e manter o setor aberto.

O laudo de funcionamento do Maracanã dado pelos Bombeiros é válido até o final de abril. Caso os assentos não sejam colocados, o estádio seria liberado novamente com capacidade menor do que a prevista.

No caso do Fluminense, o clube já tinha deixado de vender assentos para o setor temendo uma interdição, portanto, não enfrenta o mesmo problema.