Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Fluminense

Interessada no Maracanã, empresa francesa negocia parcerias com Vasco e Flu
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Uma das concorrentes à gestão do Maracanã, a francesa Lagardère negocia parcerias com Vasco e Fluminense, além das conversas que já tinha com o Botafogo. A empresa estuda parcerias para o estádio e para o departamento de marketing dos clubes, ou seja, para levantar recursos para os times. Na Europa, esta tem negócios similares com Borussia Dortmund e PSG.

Ao se aproximar dos outros três grandes, a Lagardère minimiza a recusa do Flamengo em negociar com a empresa. O clube rubro-negro deu preferência ao outro consórcio, GL Events, e diz não negociar com a Lagardère.

As converas da empresa francesa com os clubes, no entanto, estão em compasso de espera da resolução da disputa com o Maracanã. Mas já foram discutidos alguns pontos com os clubes.

No caso do Vasco, a proposta é de fato para uma parceria no departamento de marketing. A informação dentro da Lagardère é de que o presidente vascaíno, Eurico Miranda, teria cobrado luvas para o negócios. Por meio da assessoria, vice de marketing do Vasco, Marco Antonio Monteiro, confirmou as conversas, mas disse que não houve pedido de luvas.

No caso do Fluminense, a Laragadère apresentou um plano para a utilização do Maracanã pelo clube com mudanças no contratual atual do clube. Aumentaria a participação do clube na gestão e em receitas, mas em troca o time tricolor teria de contribuir com despesas operacionais. Há também uma proposta de parceria de marketing com o time das Laranjeiras. Consultada pelo blog, a diretoria tricolor não se manifestou.

A Lagardère já tinha negociações com o Botafogo ao falar sobre parcerias para a gestão do Engenhão. A administração no departamento de marketing do clube alvinegro seria outra opção.

 


Maracanã será reaberto com seu futuro cada vez mais nebuloso
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Na semana da reabertura do estádio, a venda do Maracanã para um nova empresa passou a ter uma série de entraves prolongando o impasse em relação ao equipamento. Há questionamentos e medidas do TCE (Tribunal de Contas do Estado), dúvidas em relação ao valor de obras e até possibilidade de desistência dos concorrentes. O governo do Rio de Janeiro tenta desatar nós em reuniões nesta semana.

Fato é que a perspectiva inicial de uma resolução rápida para o imbróglio não se concretizou e o processo se arrasta por mais de um mês sem perspectiva de final. O Flamengo jogará sua estreia na Libertadores em arranjo provisório para esta quarta-feira. Esse tipo de solução pode se estender ou o estádio terá de ser fechado de novo.

O governo do Rio marcou reuniões com as duas empresas, GL Events e Lagardère, para negociar um valor para as obras a serem realizadas no complexo do estádio. O valor de obras pedido pelo Estado à Odebrecht era entre R$ 130 milhões e 150 milhões, mas a empreiteira não concordou.

É esse número que a Lagardère, que se reuniu com o governo na terça-feira, vê como investimento inicial, podendo chegar a R$ 200 milhões com correções. Já a GL Events tem dúvida sobre quais são exatamente as obras e qual o montante a ser gasto. As duas empresas têm que chegar a um acordo com o governo sobre o valor porque terão de assinar um aditivo contratual à concessão assim que uma for escolhida.

Só que uma decisão do TCE determinou uma apuração sobre todo o processo de transferência, inclusive sobre as obras a serem realizadas. De acordo com o voto, entre as obras estão a recuperação do Célio de Barros e do Parque Julio Delamare, e uma demolição do prédio do Ministério da Agricultura. Foi o que sobrou do projeto inicial que previa a construção de um complexo com investimento de R$ 594 milhões.

No voto do TCE, há críticas a um aditivo já assinado que prevê que o governo cuide da manutenção desses equipamentos, ao mesmo tempo que a concessionária os explore comercialmente. A posição do tribunal, por sinal, é de questionamento a todo o processo de transferência. As empresas concorrentes serão informadas dessa fiscalização e o TCE terá de dar aval ao novo contrato.

Mais, o tribunal determinou a retenção do valor a ser ganho pela Odebrecht na venda por conta de irregularidades constatadas no contrato de concessão. Assim, a empreiteira teria de aceitar sair do estádio com as mãos abanando. O TCE só não determinou o cancelamento do contrato de concessão e a realização de nova licitação para o Maracanã não ficar abandonado por mais tempo. Mas essa solução voltará à tona se a venda não for bem-sucedida tanto que houve uma recomendação ao governo neste sentido.

O governo do Rio não pretende cancelar a transferência pois tem como prioridade resolver a questão rápido e não ter gastos, o que é facilitado pela venda. De qualquer maneira, a posição do tribunal complica o processo de transferência, ainda mais porque exige apuração a danos ao estádio possivelmente cometidos pela Odebrecht.

Do outro lado, as duas concorrentes, GL Events e Lagardère, já discutiram internamente desistir do processo por conta da complexidade para saber as condições e por indefinições do governo e da Odebrecht. A GL Events, que tem o apoio do Flamengo, chegou a anunciar sua saída para depois voltar atrás. A Lagardère discutiu internamente deixar o processo.

Além das obras, a empresa vencedora terá de pagar outorga ao governo e R$ 60 milhões à Odebrecht. Desse valor, só uma parte deve ir para empreiteira pois devem ser descontadas obras de reparos imediatas no complexo esportivo e pagamento de dívidas com fornecedores.

Em meio ao imbróglio, os grandes clubes do Rio, principalmente Flamengo e Fluminense, vivem a indefinição se poderão continuar a jogando no estádio depois desta noite de estreia rubro-negra na Libertadores. Ao saber da recomendação do TCE, o presidente do Fla, Eduardo Bandeira de Mello, refirmou que sempre apoiou uma nova licitação em vez da venda. O Flu tem contrato vigente com a Odebrecht.

Fato é que a reabertura está longe de ser uma garantia de tempos mais tranquilos para o Maracanã.

 


Fla-Flu justifica a luta dos clubes para ter suas torcidas no estádio
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Após uma semana de liminares na Justiça, o Fla-Flu justificou a luta dos clubes para que suas duas torcidas estivessem presentes no Engenhão: foi um jogo emocionante. A partida teve duas viradas, belos lances, coragem, falhas das duas equipes até ser vencida nos pênaltis pelo time tricolor.

O empate foi um resultado dessas reviravoltas na partida. A disputa de pênaltis com vitória do Fluminense premiou os quase 30 mil torcedores que compraram ingressos em apenas dois dias para assistir ao clássico. Assim, ficou a tradicional Taça Guanabara com o tricolor, o que vale pelo simbolismo, embora tenha pouco efeito para o Estadual.

De início, o Flamengo não exibiu a consistência defensiva de outras partidas. Arão e Rômulo não repetiram a proteção à defesa, e os laterais tinham dificuldade para marcar Richarlison e Wellington Silva, ambos em boa tarde.  Foi assim que, após um escanteio, Trauco e Pará erraram e Wellington encaixou uma arrancada preciosa de 70m para fazer o gol.

A reação rubro-negra veio com sua estrela Guerrero. Em dois cruzamentos na área, ele deu cabeçadas que desarticularam a defesa tricolor e permitiram os gols de Arão e Éverton. O recurso a bolas aéreas, aliás, foi uma tônica para o Flamengo que não conseguia entrar na defesa rival por baixo.

Mas o sistema defensivo rubro-negro continuou a apresentar erros gritantes. Depois do pênalti em mão de Guerrero, o Fluminense virou em um buraco na zaga rival, bem aproveitado pelo passe preciso de Wellington Silva. A arrancada de Lucas não foi acompanhada por Arão e ele ficou livre para completar para o gol.

Em vantagem, o time tricolor voltou mais recuado no segundo tempo, o que reduziu o ritmo da partida. As trocas de Zé Ricardo com as entradas de Berrío, Gabriel e Vizeu jogaram o Flamengo para a pressão com uma linha de quatro na frente.

Mesmo assim, o time teve dificuldade para criar lances de ataque, insistindo na bola aérea. O Flamengo foi salvo por Guerrero em uma tarde excepcional em que até gol de falta conseguiu marcar. Parecia que o Flamengo vivia melhor momento ao final do jogo.

Mas, na disputa de pênaltis, o Fluminense foi mais eficiente, assim como já tinha sido um pouco melhor com a bola rolando. O goleiro Júlio Cesar esteve sempre mais perto das bolas do que Muralha, que se mexia muito sem objetividade. As duas cobranças ruins de Rever e Vaz deram o título ao time tricolor. Méritos, no final, também a Abel Braga que montou um time de bom nível, com elenco menos estrelado do que o rival.

Como complemento feliz ao clássico, o Flamengo parabenizou o Fluminense pelo título. O respeito mútuo demonstrado pelas diretorias dos dois times durante a semana, inclusive brigando juntas pela torcida mista, pode não resolver o problema da violência, mas ajuda bastante. É hora de deixar de picuinhas de lado para que os torcedores enxerguem que é possível conviver com o rival.


Candidatas ao Maracanã somam bilhões e problemas em concessões no Brasil
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Concorrentes pelo controle o Maracanã, e com receitas bilionárias pelo mundo, as francesas GL Events e Lagardère enfrentam questionamentos nas concessões públicas que já administram no Brasil. Uma das duas será escolhida pela Odebrecht nos próximos dias para substituí-la no estádio após o governo do Rio de Janeiro dar aval às documentações de ambas. A GL tem todo o capital do consórcio, mas concorre associada a outras duas empresas CSM e Amsterdam Arena, além de ter acordo com o Flamengo.

A transferência do controle do Maracanã se dará por meio de uma venda da concessão que custará em torno de R$ 60 milhões. Para isso, os dois grupos concorrentes têm que cumprir todos os requisitos da licitação vencida pela Odebrecht. Depois da construtora escolher um vencedor, o governo do Rio tem que dar aval. Em seguida, haverá um avaliação do custo de reparos no estádio que pode influenciar os valores dos negócios.

Como histórico, ambas as empresas já enfrentam questionamentos nas concessões que têm no Brasil. A GL Events gere a Rio Arena e o Riocentro. A Lagardère administra a Arena Castelão e a Arena Independência.

No caso da GL, a concessão do Riocentro é alvo de ação do Ministério Público Estadual por suspeita de ato de improbidade e direcionamento da licitação. São acusados a empresa, o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia e seu então secretário Ruy Cezar Miranda.

Em 2006, a concessão do Riocentro inicialmente seria feita com o pagamento de R$ 70 milhões em dinheiro à prefeitura. Posteriormente, as condições mudaram e só foi pago R$ 1 milhão, e foram dados outros R$ 69 milhões em equipamentos.

Neste meio tempo, o Ministério Público aponta que houve conversas entre a empresa com o secretário Ruy Cezar Miranda para a nova licitação. Outra informação é de que houve um convite a um procurador do município, que trataria da licitação, para viajar à França com despesas pagas pela empresa. Ou seja,o MP apresenta indícios de um lobby para mudar a licitação. A GL e as então autoridades municipais negam que tenha havido o contato ou o direcionamento no negócio. O processo está em fase de sentença.

“Não houve qualquer irregularidade e isso já foi comprovado na Justiça, que, em 2015, declarou improcedente uma ação que fazia os mesmos questionamentos dessa outra ação à qual o UOL se refere. Mais uma vez, ficará provado que tudo se deu dentro dos parâmetros legais”, afirmou a assessoria da GL Events.

Outra concessão controversa da GL Events é na Rio Arena. Como revelou a “Folha de S. Paulo”, a prefeitura do Rio, já na gestão de Eduardo Paes, estendeu a concessão da arena em 30 anos a mais do que a licitação inicial. Em troca, a GL Events aceitou realizar uma obra de R$ 72 milhões no Riocentro para sediar as competições de boxe na Olimpíada do Rio-2016. Esse valor é inferior ao que a empresa pagaria parceladamente pela concessão da Rio-Arena.

O prefeito Eduardo Paes justificou dizendo que foi benéfico para o município por realizar o projeto olímpico mais rápido. “Não se pode comparar dinheiro agora e antes”, disse, após revelado o caso. Por sua assessoria, a GL alega que o negócio não foi positivo para ela: “A GL events Brasil antecipou o valor do aluguel de 30 anos para atender a uma solicitação da Prefeitura do Rio de Janeiro para que realizasse obras na Arena”

A Lagardère igualmente enfrenta questionamento na concessão da Arena Independência, estádio onde jogam Atlético-MG e América-MG. Extraoficialmente, há a informação em órgãos do governo e no América-MG de que a empresa não paga o valor mensal pela concessão de R$ 250 mil há 14 meses.

“Existe de fato um débito com o governo”, confirmou o deputado estadual Carlos Henrique (PRB), que foi secretário de esportes e administrou o contrato. “Só faço elogios ao cuidados da Lagardère no equipamento. Manutenções de gramado e espaço são muito bons”, afirmou Alencar da Silva, do Conselho gestor do América-MG. “Sobre a questão administrativa, não quero comentar.”

Nos bastidores o clube está bastante insatisfeito com a empresa, embora evite confronto público. Há uma pressão entre políticos mineiros para romper a concessão. A Lagardère descarta o rompimento do contrato e nega descumprimentos, embora admita uma renegociação.

“Estamos em dia com os pagamentos com o América-MG e o governo. Tem uma questão de interpretação do contrato de concessão. É uma questão de equilíbrio financeiro”, afirmou o CEO da Largardère, Aymeric Magne.

No Castelão e no Independência, a empresa tem sociedade com a BWA, polêmica pelo envolvimento com problemas com ingressos em jogos de futebol. A empresa francesa, no entanto, garante que seu modelo prevalece na gestão. Para o Maracanã, a BWA não faz parte do consórcio que fez proposta à Odebrecht.

Não há relatos de problemas na gestão da Arena Castelão. A Lagardère informa que a operação do estádio é superavitária, e que tem acordos com o Ceará e o Fortaleza para jogos no local.

Em 2013, a Lagardère fundou uma empresa com capital de R$ 26 milhões em São Paulo para gerir seus negócios no Brasil. Para o Maracanã, a empresa matriz na França entrou na proposta pela dimensão do negócio.

O grupo francês tem um faturamento total de € 7,2 bilhões (R$ 24,1 bilhões) em 2015, segundo seu relatório financeiro. Desse montante, € 515 milhões (R$ 1,7 bilhão) são de negócios com esportes, incluindo a administração de várias arenas. Estão na lista: a Arena do Borussia Dortmund, consultoria para estádios da Euro, outras praças na Itália, Suécia e Brasil.

“Nosso core bussiness (negócio principal) é gestão de arenas de futebol. Nós temos 58 arenas pelo mundo. E as do Brasil são bem-sucedidas”, explicou Magne.

No caso da GL Events, as receitas anuais de 2015 somam € 942 milhões (R$ 3,1 bilhões), de acordo com seu relatório financeiro. Sua presença no Brasil ocorre desde 1995 por meio da filial GL Events Brasil Participações.

Seu portfólio não inclui a gestão de grandes estádios. A especialização é a realização de eventos e feiras, e ginásios que tem porte médio. Foi a principal empresa na construção de instalações temporárias para arenas na Copa-2014.

A empresa informou que 100% do capital aportado no negócio do Maracanã é seu, e que o objetivo é adquirir todas as ações da Odebrecht. “Se a proposta da GL events Brasil for a escolhida, ela assumirá a responsabilidade pela gestão do Maracanã”, informou a assessoria da empresa.

Pela falta de experiência em estádios, associou-se com a Amsterdam Arena e com a CSM, que atuou na Olimpíada e em camarotes do Maracanã. Ambas têm menor porte no Brasil. Pelo edital, é necessário ter experiência em gestão de arenas. A ideia é que a GL Events mantenha o estádio, a CSM faça a parte de hospitalidade e camarotes, e o Flamengo controle seus jogos.

Em relação aos clubes, a diretoria do Flamengo se posicionou contra jogar no Maracanã caso a Lagaardère ganhe a concessão porque houve um desentendimento entre as partes. A empresa francesa pretende atrair o clube rubro-negro, mas entende que a gestão é viável sem ele.

O Fluminense aceitará manter o seu contrato atual igual ao com a Odebrecht com qualquer uma das duas empresas. Ambas indicaram concordar com esses termos. O Botafogo, que já tem o Engenhão, se aproximou da Largadère. A diretoria do Vasco quer condições iguais nos clássicos, mas não se manifestou sobre a concessão.

 


Ferj preocupa-se com Maracanã para Estadual e Engenhão é plano B
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A Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) está preocupada com a utilização do Maracanã no Estadual por conta do mau estado de conservação da arena. O plano B é o estádio Nilton Santos (o Engenhão). O primeiro clássico da competição já está marcado para a arena botafoguense.

O jornal “O Globo” revelou condições precárias em visita ao Maracanã. Como mostrado pelo blog, um laudo da Odebrecht já apontava diversos problemas após a entrega do equipamento pela Rio-2016. Atualmente, ninguém está cuidando do estádio.

Por meio de assessoria, o diretor de competições da CBF, Marcelo Viana, informou ter feito uma visita ao Maracanã no ano passado para verificar a possibilidade de uso do estádio para o amistoso Brasil e Colômbia.

“Ali, a preocupação bateu mais forte. Mas já temos alternativas para os clássicos. Mas é óbvio que ficar sem o Maracanã é muito ruim. Quanto maior o período inativo do estádio, pior e mais longa fica a  recuperação”, afirmou ele.

O clássico entre Fluminense e Vasco, que deveria ser no Maracanã, já foi marcado para o Engenhão. Os outros ainda não têm local definido. A preferência é pelo Maracanã, mas se não houver condições terão de ser na arena controlada pelo Botafogo.

 


Inter usa exemplo do Flu em sua ação no STJD contra o Vitória
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Com Jeremias Wernek

Em sua ação no STJD, que tem como objetivo rebaixar o Vitória, o Internacional usou como precedente o caso do Fluminense que conseguiu levar a Portuguesa para a Série B. A ação do tricolor carioca que mudou o Brasileiro-2013 é utilizada pelos advogados colorados para reforçar a legitimidade de atuar como parte interessada em um caso de terceiros, no caso do Bahia contra seu rival baiano.

Como mostrado pelo UOL Esporte, o Internacional entrou com notificação de infração do Vitória, alegando má fé do Vitória e erro da CBF na transferência de Victor Ramos, o que o teria deixado irregular no Nacional. Por isso, pede que o time perca 24 pontos no Brasileiro referente aos jogos com participação do zagueiro.

Em sua argumentação, o Inter alega que o Vitória atua na Série A, mesmo campeonato do time gaúcho. E acrescenta: “A legitimidade do noticiante, por outro lado, se mostra ainda mais patente em razão da posição que ambos os clubes, SC Internacional e EC Vitória, infelizmente ocupam nesta fase final e decisiva do campeonato, disputando, como é cediço, a última vaga para escapar do rebaixamento.”

Por consequência, o time gaúcho afirma que a punição à equipe baiana impactaria positivamente os interesses do Inter. Então, o colorado lembra do caso do Fluminense.

“Invoca-se, outrossim, como precedentes os processos no 319/2013 e 320/2013 desse tribunal, em que o Fluminense foi admitido como terceiro interessado nos casos envolvendo o Flamengo e Portuguesa, em que ambos os clubes foram punidos nas penas do artigo 214 do CBJD, redundando no rebaixamento do clube paulista.”

O blog tentou contato com a procuradoria do STJD e os advogados do Inter para saber sobre o uso da jurisprudência do Fluminense, mas ambos não foram encontrados.


Fla já tem parceiros capazes de pagar concessão do Maracanã
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O Flamengo já tem parceria com um consórcio capaz de pagar pela compra da concessão do Maracanã à Odebrecht – o Fluminense deve entrar no projeto. As empresas Amsterdam Arena e GL Events entraram no grupo com a CSM que fez proposta pelo estádio, e tem acordo com o clube. A concessão é disputada ainda pelo grupo francês Lagarderé.

O blog apurou que a Odebrecht estima receber um valor entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões pela compra da concessão. Tanto a Lagarderé quanto à CSM já fizeram ofertas pelo negócio. Agora, isso será decidido pelo governo do Estado do Rio juntamente com a Odebrecht – o Estado tem a palavra final.

O novo consórcio está disposto a pagar uma parte dessa concessão. A Amsterdam Arena administra o estádio do Ajax, enquanto a GL Events tem a concessão do Rio Centro e do HSBC Arena, instalações na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Há a possibilidade de entrada da AEG também que já atuava no Maracanã.

A diretoria do Flamengo confirma ter um entendimento com esse grupo, enquanto rechaça qualquer tipo de negócio com a Lagarderé. “São parceiros confiáveis”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

Houve questionamentos sobre a capacidade da CSM de pagar pela concessão por não ter muito capital. A empresa, no entanto, tem experiência na organização de eventos, como vários itens relacionados à Olimpíada do Rio-2016, e camarotes do Maracanã. Com a entradas das duas novas empresas, a questão do capital pode ser resolvida. “Não posso falar sobre detalhes negociais, mas a solidez financeira do Flamengo e dos parceiros garantem qualquer projeto”, disse Bandeira.

Não será a maior oferta que levará a concessão, mas será uma combinação de proposta de valor e gestão. Uma das partes envolvidas na negociação já coloca o novo consórcio como favorito para o Maracanã por conta de ter o acerto com o Flamengo.

A diretoria rubro-negro diz que há participação do Fluminense no projeto, embora o modelo de gestão ainda tenha que ser decidido. Na verdade, o Flamengo mantém em sigilo como será a divisão de tarefas dentro do estádio. Certo é que o clube rubro-negro se comprometeu com o governo do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, de que Vasco e Botafogo poderão jogar no estádio quando tiverem necessidade.


Maioria de clubes deve ser suficiente para suspender descenso da Chape
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No dia da tragédia da Chapecoense, um grupo de clubes articulou um movimento para suspender por três anos o rebaixamento do time catarinense. O pedido será oficializado à CBF nos próximos dias. Mas uma maioria dos clubes do Brasileiro da Série A deve ser suficiente para aprovar a medida para 2017.

Isso porque o primeiro passo para suspender o rebaixamento é fazer uma mudança no regulamento do Brasileiro para o próximo ano. É o Conselho Técnico da Série A , compostos pelas próprias equipes, quem decide o formato e as regras do Nacional. Essa decisão se dá por maioria qualificada, ou seja, cada time tem voto de acordo com sua posição no campeonato de 2016.

Até terça-feira, entre aqueles da Primeira Divisão, já haviam se manifestado a favor da suspensão: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Coritiba, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Botafogo e Atlético-PR. Se a própria Chapecoense for incluída, haveria uma maioria. Resta saber se seriam vencedores no voto qualificado, o que depende da tabela, e se todos irão confirmar a proposta no conselho.

Pelo Estatuto da CBF, a entidade tinha o direito de aprovar ou não o que for votado pelos clubes. Mas, em 2015, o presidente da confederação Marco Polo Del Nero prometeu que daria autonomia para os times tomarem as decisões sobre o Nacional. Assim, essa prerrogativa foi retirada.

Nesta terça, fontes da CBF confirmaram que uma decisão dos clubes não seria contrariada pela sua cúpula. Mas a confederação não recebeu o pedido ainda e não quer falar sobre isso logo após a tragédia. Até porque os times ainda preparam o ofício com a proposta para ser entregue até sexta-feira.

Pela proposta, seriam mantidos quatro rebaixados em 2017, mas a Chapecoense estaria imune mesmo se ficasse entre os quatro últimos. A proposta foi articulada entre o grupo jurídico dos times de Série A e B que rapidamente conversou após o acidente, e levou aos seus presidentes para aprovação. A inspiração foi no que ocorreu na Itália com o Torino após acidente na década de 40.

Há outra potencial barreira: o estatuto do torcedor. Pela legislação, um regulamento tem que ser mantido por dois anos seguidos, o que já ocorreu. E tem de ser respeitado o critério técnico para descenso e acesso. Na opinião de dois advogados dos clubes ouvidos pelo blog, esse critério continuaria a ser atendido, e a concordância da maioria dos times mostraria que a exceção deve ser aceita.

Entre os advogados, admite-se a possibilidade de que a alteração do regulamento tenha que ser aprovada no CNE (Conselho Nacional do Esporte). Esse órgão é presidido pelo ministro do Esporte. Mas, dificilmente se houver consenso entre clubes e CBF, o governo vai se opor.

Outros clubes participam do grupo que discutiu o apoio à Chapecoense, mas ainda estudam as medidas de apoio para o clube ou entendem que não é o momento de falar nisso logo após a tragédia.


Chefe de árbitros cai após metade dos times do Brasileiro reclamar à CBF
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A saída do presidente da comissão de arbitragem Sergio Corrêa ocorre após metade dos clubes da Série A reclamarem de juízes neste Brasileiro. A diretoria diz que o próprio diretor pediu para sair, mas admite que pode ter havido desgaste dele. Clubes que criticaram o diretor estavam satisfeitos com a troca por Marcos Marinho.

Levantamento do blog mostra que 10 clubes informaram ter feito protestos formais à CBF contra a arbitragem neste Nacional. São eles: Fluminense, Flamengo, Santos, São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, América-MG, Grêmio, Atlético-PR e Figueirense. Não foram consideradas reclamações de vestiário ou de técnicos e jogadores.

Um dos mais incisivos foi o presidente santista, Modesto Roma Jr., que pediu a queda de Sergio Corrêa após a expulsão do meia Lucas Lima no jogo contra o Internacional. Ele aprovou a troca no comando da arbitragem.

“O presidente da CBF fez o certo. Ele (Marinho) quando assumiu a Paulista vinha de um escândalo de arbitragem com o Edílson (caso de manipulação de arbitragem). Ele melhorou a arbitragem de São Paulo”, afirmou Modesto. “Os árbitros de São Paulo são muito bons, assim como os gaúchos.”

Ao justificar a escolha de Marinho, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, citou os elogios dos times paulistas, incluindo Modesto. O presidente santista, no entanto, disse não ter indicado o novo chefe da arbitragem. “O presidente da CBF não precisa de indicação. Marinho é um bom nome. Seneme (Wilson, atualmente na Conmebol) é outro. Sávio (Spíndola, comentarista de tv) é outro.”

Outro crítico da arbitragem da CBF é o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que fez seguidas reclamações formais por erros contra o time. “Espero que seja para melhor. Não conheço o novo titular, mas tive boas informações dele vindas dos presidentes dos clubes paulistas”, analisou. Ele não se mostrou preocupado com mais um paulista na comissão.”Se ele for bom mesmo, não vai se sujeitar a pressões de ninguém.”

Feldman afirmou que a arbitragem é sempre “o elo frágil” pelas críticas dos clubes, e que a própria comissão reconhecia alguns dos erros cometidos. A CBF instalou um grupo independente para avaliar o trabalho da comissão de arbitragem a pedido dos clubes. Até agora, todos os relatórios dessa comissão foram de elogios às atuações de alguns trios por rodada, enquanto os clubes continuam a reclamar.

Uma das apostas da confederação é o árbitro de vídeo, que está em fase final de testes pela Fifa e pode entrar em vigor em 2017. O ex-presidente da comissão Sérgio Corrêa vai cuidar justamente desse projeto.


Puxado pelo Fla, Rio cresce e já ameaça domínio de SP no Brasileiro
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Após três anos longe da disputa do título, os times do Rio de Janeiro renasceram no Brasileiro e já têm desempenho praticamente igual aos de que São Paulo. Para isso, o rendimento do Flamengo, vice-líder, é decisivo. O crescimento dos cariocas deixou o campeonato monopolizado pelo eixo Rio-SP com a rara exceção do Galo.

Todos os três times do Rio (Flamengo, Fluminense e Botafogo) venceram na 26a rodada. Assim, somam 128 pontos, uma média de 42,7 pontos. Esse número é levemente superior ao das cinco equipes paulistas (Palmeiras, Santos, Corinthians, Ponte Preta e São Paulo) que somaram 210 pontos, com média de 42 pontos.

Com isso, há três times do eixo Rio-SP na zona de Libertadores, sendo o único intruso o Atlético-MG , em terceiro lugar. Entre os dez primeiros colocados, são sete equipes dos dois Estados. Enquanto isso, o São Paulo é o único time da região na parte de baixo da tabela.

Contribuiu para esse cenário a queda de rendimento do Grêmio que se afastou do G4, e a péssima campanha de Internacional e Cruzeiro, ambos lutam para não serem rebaixados. Fora o Galo, só Chapecoense e Atlético-PR estão na parte de cima da tabela e não são do eixo.

A recuperação do Rio ocorre após dois anos de desempenho medíocre das equipes da região. Os cariocas ficaram fora da zona de Libertadores nessas temporadas, tendo conquistado a última vaga com o Botafogo, em 2013. O último time do Estado que, de fato, disputou o título foi o Fluminense campeão em 2012.

Rio e São Paulo são tradicionalmente os Estados mais fortes do país no Brasileiro. Acumulam 33 taças nacionais, 19 de paulistas e 14 de cariocas. Ou seja, têm praticamente três quartos dos 45 campeonatos. Só o Galo pode impedir que mais um troféu fique no eixo nesta temporada.