Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Itaquerão

Após a Copa, maioria dos estádios encolhe para jogos do Brasileiro
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Terminada a Copa-2014, o futebol brasileiro pode desfrutar pela primeira vez de todos os 12 estádios da competição. Mas não inteiramente: a maioria das arenas encolheu após o Mundial com o uso de um número bem menor de lugares. Um exemplo disso foi o Flamengo e Grêmio, no Maracanã, recorde de público no Brasileiro, mas longe do patamar da final do torneio da Fifa.

Neste sábado, o público total foi de 59.680 pessoas, considerados pagantes e não pagantes. Em comparação, a decisão entre Alemanha e Argentina teve 74.738. No caso do jogo rubro-negro, os ingressos se esgotaram, isto é, havia interesse de mais gente só que a carga foi limitada.

A questão é que a Polícia Militar do Rio de Janeiro não permite a venda de todos os assentos por alegações de segurança. Deixa setores inteiros vazios para abrir um espaço entre visitantes e mandantes. O Flamengo queria vender 8 mil bilhetes a mais, mas foi vetado.

Medida similar ocorre no Itaquerão. O Corinthians informou que a capacidade máxima atual é de 38 mil lugares. Há limitações de segurança e de setores ainda por serem abertos. O maior público na Copa foi de 63.267, claro, com as arquibancadas provisórias que estão sendo retiradas agora. Só que os lugares temporários representam 19.800 assentos, isto é, daria para vender 43 mil.

A diretoria do Corinthians estima que, após as reformas que estão sendo tocadas pela Odebrecht para adaptar o estádio, a capacidade vai saltar para um número entre 48 mil e 50 mil. Isso só ocorrerá em 2015.

O Mineirão é outro grande estádio que não repete nos jogos de Atlético-MG e Cruzeiro os públicos da Copa. Após o Mundial, não houve mais de 50 mil no local, mas, quando os times bateram recordes, o máximo foi entre 56 mil e 57 mil. Na competição da Fifa, foram 58.141 pessoas na semifinal entre Brasil e Alemanha.

Outros estádios perderam lugares provisórios como a Fonte Nova e a Arena das Dunas. Mas, na Arena Pantanal, a federação matogrossense ainda não teve segurança para vender mais de 30 mil ingressos para Flamengo e Goiás. No máximo, atingirá 39 mil. Na Copa, foram 40.340 para Japão e Colômbia.

Há dois estádios com aumento de capacidade em jogos nacionais: Castelão e Beira-Rio. O estádio do Internacional pode receber 50 mil pessoas, contra 43 mil do Mundial. E a arena cearense já teve um público de 63 mil pessoas, em jogo antes da Copa.

A Arena Amazônia promete vender 40 mil bilhetes para jogo entre Vasco e Oeste. Se isso ocorrer, praticamente iguala a Copa com 39.800 bilhetes para Itália e Inglaterra. Mas até agora recebeu 35 mil com o Corinthians. Na Arena Permambuco e na Arena da Baixada, é impossível saber porque ainda não houve jogos de grande porte.

No total, sete estádios encolheram depois da Copa, outros dois aumentaram, e três deles ainda não é possível determinar se terão capacidade maior ou menor em jogos de campeonatos nacionais.

Essa redução dos estádios chama a atenção porque a Fifa já faz questão de não usar todos os lugares por conta de instalações de imprensa e para preservar a visão dos torcedores. Só que as medidas de segurança nos jogos de campeonatos nacionais determinam uma queda ainda maior na capacidade das praças.


Se dívida bancária não for paga, Odebrecht pode vender ações do Itaquerão
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A prioridade dos recursos do Itaquerão é pagar a dívida com o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para construir o estádio. Só que há um débito ainda maior do Corinthians com bancos, todo feito com garantias da Odebrecht. Em troca, a construtora tem o direito a tomar as principais ações da arena e vendê-las para qualquer um em caso de falta de pagamento. É o que diz contrato entre a empresa e a Arena Itaquera, obtido pelo blog.

O Itaquerão tem um custo de R$ 1,150 bilhão. Desse total, R$ 400 milhões foram bancados por dinheiro do BNDES com intermediação da Caixa Econômica Federal. Outros R$ 750 milhões, a grosso modo, foram obtidos em três grandes empréstimos com bancos e em recursos da própria Odebrecht. Todos os débitos foram tomados pela Arena Itaquera, empresa que detém o controle sobre o fundo do estádio por meio de cotas seniores.

Pelas regras do acordo do BNDES, a Caixa Econômica tem prioridade para receber as rendas do estádio e para executar garantias em caso de falta de pagamento. Na prática, o banco tem o controle sobre os negócios do Itaquerão, e pode até excluir o Corinthians. A previsão é de pagamento em 13 anos até 2028.

Contrato de alienação fiduciária entre a Arena Itaquera, acionista principal do Itaquerão, e a Odebrecht

Contrato de alienação fiduciária entre a Arena Itaquera, acionista principal do Itaquerão, e a Odebrecht

Mas essa não é a única ameaça ao domínio corintiano sobre a arena. Firmado em 2011, o contrato de alienação fiduciária entre a Odebrecht e a Arena Itaquera estabelece as condições segundo as quais a construtora deu garantias para pegar empréstimos no Banco do Brasil (R$ 150 milhões), Santander (R$ 100 milhões) e na própria Caixa Econômica (R$ 350 milhões), além de capital da própria empresa. O documento tem como interveniente a BRL Trust, administradora do fundo do estádio.

Em resumo, a alienação fiduciária é a cessão da posse de uma propriedade ao seu credor. Pelas condições do contrato de alienação, a Arena Itaquera cede todas as suas cotas seniores no fundo do estádio para a Odebrecht enquanto houver as dívidas.

Ou seja, a empresa passa a ter o poder majoritário de voto nas decisões na empresa e, por consequência, no Itaquerão. O Corinthians é um cotista junior, com menos poder. No total, há 1,3 bilhão de cotas para um patrimônio do fundo de R$ 1,2 bilhão.

Mais do que isso, se houver qualquer inadimplência no pagamento dos empréstimos bancários, a Odebrecht pode executar as garantias e tomar de vez as ações do fundo e do estádio. Pelo artigo 7o do contrato, o “credor (construtora) terá o direito de, quer diretamente ou por intermédio de um agente autorizado, excutir a garantia, inclusive por meio da alienação da garantia por venda pública ou privada, cessão, transferência ou por qualquer outro meio a terceiros, incluindo a uma pessoa relacionada ou não ao credor”.

Trecho do contrato deixa claro que Odebrecht pode vender as ações do fundo do Itaquerão para qualquer um caso não sejam pagos empréstimos para construir estádio

Trecho do contrato deixa claro que Odebrecht pode vender as ações do fundo do Itaquerão para qualquer um caso não sejam pagos empréstimos para construir estádio

Ressalte-se que esse tipo de mecanismo é comum em negócios que implicam altas garantias, como explicaram advogados societários ouvidos pelo blog. Para simplificar, assemelha-se a um financiamento para comprar casa em que ela pode ser tomada. No caso do Corinthians,  há mais de um credor e os valores envolvidos são muito maiores.

Depois desse contrato, foram assinados novos acordos de alienação fiduciária com a Caixa Econômica em 2014, como, aliás, previsto no primeiro documento. Assim, por conta do dinheiro do BNDES, o banco federal tem preferência para receber os recursos do estádio e para tomar bens como o Itaquerão para receber seu dinheiro por esses novos instrumentos.

Mas a construtora tem um instrumento para que, pago esse financimento público, ela possa ficar com o estádio caso o Corinthians não consiga pagar as dívidas privadas, que, no total, são maiores e têm juros mais altos.

Pessoas que trabalham pelo Corinthians na arena têm consciência dessa possibilidade e, por isso, sabem que é preciso gerar altas rendas para evitar a qualquer custo a inadimplência. Afinal, há uma desconfiança de que a construtora queira gerir a arena. Tanto que há reclamação pelo andamento lento da obra de finalização do estádio, como mostrou Ricardo Perrone.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, há contratos de empréstimos feitos pelos bancos que têm até cinco aditivos para prorrogação de prazos de vencimento. São compromissos de R$ 750 milhões com juros crescentes, enquanto o financiamento do BNDES tem a TJLP (Taxa de Juros a Longo Prazo), bem mais baixa. Uma boa notícia para o Corinthians é que uma parte pode ser quitada com os R$ 400 milhões em incentivos fiscais da prefeitura de São Paulo.

Procurada pelo blog, a Odebrecht não quis se pronunciar sobre o contrato. O departamento jurídico corintiano, assim com os seus advogados que trabalham no negócio, foram informados em várias ocasiões sobre o teor da reportagem, mas não retornaram as ligações.


Sem dar luxo, Corinthians aumentará número de Vips no Itaquerão
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Fotos do Itaquerão
Fotos do Itaquerão

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Com o Itaquerão incompleto para oferecer grandes luxos, o Corinthians vai aumentar o número de ingressos Vips à venda em seus jogos ainda neste Brasileiro. O objetivo é abrir a área oeste superior, e testar o setor e o sistema de negociação do direito sobre lugares para 2015. Assim, o clube corre para turbinar suas rendas para pagar as dívidas do estádio.

Até por conta das altas despesas não há nenhuma previsão de rever os preços dos setores mais baratos apesar dos protestos de torcedores. A redução implantada no último jogo, restrita a alguns setores, representou uma queda de 18% no bilhete médio, mas é o limite corintiano.

Desde o início dos planos do clube, a intenção era que o prédio Oeste fosse responsável pela maior parte da renda do Itaquerão. Mas, com o estádio incompleto, o setor tem respondido por apenas 25% da renda total. Pior, os bilhetes Vips representaram ganho de apenas R$ 78 mil no último jogo, um percentual pequeno da arrecadação.

O problema é que terá de ser feita uma ampla reforma para a instalação dos restaurantes do setor, que terão serviços Vips aos clientes. Já existe um parceiro fechado. As áreas de estacionamento quase não oferecem vagas no momento, o que é requisito essencial para quem vai pagar alto pelos bilhetes. Outras áreas deste prédio também estão incompletas.

Explica-se: a previsão é de que a Odebrecht só acabe as obras para adaptar o estádio plenamente em janeiro de 2015. A cobertura, que ficou inacabada para a Copa, tem prazo para dezembro deste ano. Por enquanto, as reformas andam devagar, segundo pessoas envolvidas na arena, porque têm de parar quando há jogos.

Mesmo assim, o Corinthians vai vender pacotes Vips de três a cinco jogos para começar a testar o setor oeste. Os preços, que incluirão o bilhete e o direito ao lugar, vão levar em conta as limitações atuais do estádio. A partir de 2015, a ideia é colocar à venda o direito sobre o lugar – chamado PSL pelo modelo americano – que será negociado por entre três e cinco temporadas.

Ao comprar esse direito, o torcedor ainda terá de pagar ingresso quando quiser ir ao jogo, ou revender o direito a outra pessoa. Juntamente com o camarote, e os naming rights, essa é a principal aposta de renda corintiana. Os camarotes também devem ser negociados por preços altos, já existem alguns com donos.


Metade dos jogos do Brasileiro é disputada em estádios velhos
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A Copa-2014 proporcionou como principal legado uma série de estádios novos para o futebol brasileiro. Só que, na Série A do Nacional, metade das partidas ainda é disputada em arenas velhas, construídas há quase cem anos em alguns casos. No total, houve até mais jogos da elite nestas estruturas antigas em 2014 por conta do fechamento das outras para o Mundial.

No total, foram jogadas 98 partidas em estádios velhos, e 62 nos novos ao final desta 16a rodada. Desconsideradas as rodadas afetadas pela Copa, o número fica de 58 a 53. As últimas rodadas, no entanto, têm uma igualdade entre as arenas.

Considerados os 20 times da Série A, metade deles têm como sede principal estádios novos, construídos para o Mundial-2014 ou dentro do padrão da Fifa. São arenas como o Mineiro, Beira-Rio, Itaquerão, Maracanã, Independência, Arena da Baixada, Arena do Grêmio e Fonte Nova.

Mas outras 10 equipes ainda mandam jogos em arenas antigas – algumas foram reformadas recentemente, mas estão longe do padrão de praças modernas. São os casos do Couto Pereira, Orlando Scarpelli, Pacaembu, Barradão, Heriberto Hulse, Arena Condá, Serra Dourada, Vila Belmiro, Ilha do Retiro e Morumbi.

Levantamentos já mostraram que os estádios novos têm mais público e mais gols. Mas a realidade brasileira ainda é ter jogos em estruturas obsoletas, ou pequenas, algumas vezes até com o gramado fora do padrão adotado em jogos modernos.

“O público brasileiro ainda convive com dois planetas diferentes: o da Copa-2014 e dos estádios de 1950. Isso vale na Série B, Série C”, analisou o arquiteto da Arena Pantanal, Sergio Coelho. “Há uma diferença na visibilidade, segurança, atendimento ao atleta. Quem segue o futebol tem essa experiência.”

Arquiteto da Fonte Nova, demolida e reconstruída, Marc Dwe reforçou a posição ao comparar o projeto antigo ao atual da arena baiana. “Há mais espaço para o vestiário, imprensa, área VIP. Aumenta-se o número de sanitários”, contou. “A área que ocupa é menor que a anterior, mas o prédio é maior.”

Ambos ressaltaram que será difícil a adaptação dos estádios velhos a condições similares dos novos, a não ser se houver um alto gasto como no novo Maracanã, R$ 1,2 bilhão. “Esses estádios novos vão causar efeito no público que vai exigir serviço diferente, e o outro vai ter que se modernizar.”

Quando for inaugurada a Arena Palmeiras, haverá uma superioridade de mandantes com estádios novos na Série A. Espera-se que o padrão visto neles se replique para os outros lugares, o que representaria um aumento considerável do legado da Copa. Até porque pagou-se bastante caro por isso.


Globo negocia para ganhar com propaganda em telões de estádios
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A Globo iniciou negociação com os donos dos principais estádios brasileiros para estabelecer uma parceria para ganhar dinheiro com propaganda nos telões durante jogos. Seria mais uma extensão do braço de atuação da emissora no futebol que já tem contratos de transmissão, fechada e aberta, internet e exploração de placas, entre outros.

O blog apurou que a Globo vem apresentado a ideia para os gestores das novas arenas brasileiras que contam com o equipamento desde antes da Copa-2014. Entre os que receberam propostas, estão o Maracanã, o Itaquerão e o Mineirão. As conversas ainda estão em fase inicial.

Nas reuniões, o modelo proposto é de que ela inclua os telões em seu pacote publicitário do futebol, que já tem as placas. Assim, poderia aumentar o que é cobrado dos parceiros. Em troca, daria um percentual do ganho para os donos das arenas. No caso de estádios como o Maracanã, esse dinheiro seria dividido com os clubes.

O problema é que os donos das arenas temem que a Globo use sua força para cobrar alto dos parceiros, mas repassar valores pequenos para os donos dos estádios. Em compensação, os gestores da arena apostam que a parceria poderia possibilitar acesso ao conteúdo da emissora, que inclui gols, e lances históricos do futebol brasileiro.

Mas há administradores de estádios que falam em fazer uma concorrência com outra emissora que detenha os direitos de jogos, como a Band, se a proposta da emissora for ruim. Fato é que, com audiência em baixa, a Globo dá mais um passo para aumentar seu poder no futebol nacional, além da atuação ampla que já tem com os clubes. O blog tentou ouvir executivos da emissora, sem sucesso.


Arena do Palmeiras terá gramado da Copa, mas diferente do Itaquerão
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Em fase da maturação, o gramado da Arena do Palmeiras tem o mesmo padrão de instalação, tratamento e até equipes usados na Copa-2014. O estilo da grama do estádio palmeirense, porém, será diferente do Itaquerão, casa corintiana que sediou a abertura do Mundial. A opção foi por um campo mais tropicalizado, em contraste com o padrão europeu alvinegro.

A empresa que cuida de ambos os gramados é a World Sports. No caso da Arena Palmeiras, a instalação da grama acabou em 18 de julho, e o período para maturação gira em torno de 45 a 60 dias. Sua primeira utilização ainda depende da conclusão do estádio.

“O sistema usado dentro da arena (do Palmeiras) tem a mesma concepção dos estádios da Copa do Mundo”, explicou André Ostermayer, diretor de contratos da World Sports. “Existe um caderno do COL (Comitê Organizador Local) que foi usado no Palmeiras. Todo o orçamento foi feito em cima disso, com os materiais, o sistema de drenagem.”

Sua empresa trabalhou em quatro gramados da Copa: Itaquerão, Arena das Dunas, Arena Pantanal e Beira-Rio. Na Arena do Palmeiras, que foi excluída como centro de treinamento da competição, houve também a supervisão da especialista Maristena Kuhn, que era a contratada do comitê do Mundial para campos.

Claro que o padrão de cada varia de acordo com a escolha da grama. E houve problemas com os campos da Copa, sim, com reclamações de jogadores e treinadores.

Bom, no caso palmeirense, a grama escolhida foi a Bermuda Tiffgrand, que é mais tropical. É um tipo mais comum no Brasil por se adaptar mais à temperatura local em comparação com a Hygrass, europeia, usada no Itaquerão. Os tratamentos, portanto, são bem diferentes.

“A manutenção o ano inteiro implica em usar sementes de grama de inverno quando chega o frio para misturar com a tropical. Isso acontece nos campos em Estados abaixo do Rio de Janeiro”, contou Ostermayer.

Em comparação, o gramado corintiano tem que ter mais cuidados durante o verão quando é acionado um sistema de resfriamento por ar-condicionado. Isso implica em um custo maior. Só que o diretor da World Sports explica que ambos têm manutenção bem cara por conta de máquinas e cuidados especiais.

Em relação à qualidade para o jogo, Ostermayer explicou que os dois gramados têm padrões altos e similares desde que tratados de forma correta. Ou seja, a bola deve correr com a mesma velocidade e sem pulos em ambos. O corte, no caso palmeirense, está previsto para 1,8 cms, bem baixo. Na Copa, eram 2,4cm.

Essa decisão pode mudar de acordo com opinião do técnico e características do time. Até agora, o Palmeiras não foi ouvido no processo, já que foi a W/Torre quem contratou a World Sports.

Sem disparidade técnica, o provável é que a diferença visível entre os gramados do Itaquerão e o da Arena Palmeiras seja apenas o aspecto em alguns jogos. Isso porque a grama europeia recupera mais fácil a sua cor verde uniforme após o desgaste de um jogo. Ironicamente, a grama corintiana poderá ter um verde mais intenso do que a palmeirense.


Argentinos quebram mais cadeiras do Itaquerão e jogam restos no campo
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A festa argentina pela classificação à final da Copa teve, de novo, quebradeira de cadeiras no Itaquerão. Desta vez, eles até arremessaram os restos dos assentos no gramado para atingir quem estava por lá, segundo relatos de seguranças do COL (Comitê Organizador Local) da Copa-2014. Os torcedores foram retirados por policiais do local, e não houve confronto.

Não é a primeira vez que argentinos protagonizam cenas de vandalismo na arena corintiana. Foram danificados 282 assentos na partida contra a Suíça. Ressalte-se que foram estimados 20 mil torcedores do país vizinho no estádio, o que significa que a maioria se comportou bem.

O blog foi na arquibancada inferior sul do estádio após o jogo contra a Holanda, onde se concentrou boa parte da torcida celeste. Contou cerca de 40 assentos destruídos. Havia pelo menos cinco deles no gramado, onde foram arremessados pelos torcedores, segundo os seguranças. Um deles feriu-se com pouca gravidade, com um corte.

O relato dos seguranças é que a quebradeira foi feita, novamente, com pulos em cima dos assentos, e em certos momentos, de propósito, para poder jogar os restos no campo. O Batalhão de Choque foi chamado e retirou os torcedores, sem que houvesse um confronto, relataram os seguranças. A reportagem tentou contato com a polícia, mas não houve resposta para confirmar a informação.

Seguranças ainda contaram que houve vandalismo em outros setores do estádio, mas o blog não pôde verificar porque a maioria deles já estava fechada após o jogo.

A Fifa já afirmou que pagará por todos os danos a cadeiras do Itaquerão durante a Copa. A cada jogo o Corinthians faz um relatório novo para apontar o que foi destruído.


Itaquerão tem número recorde de cadeiras quebradas por argentinos
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O Corinthians contabilizou 282 cadeiras quebradas no Itaquerão no jogo entre Argentina e Suíça. Houve outros assentos com danos menores. Esse número foi divulgado nesta quinta-feira pelo clube. Inicialmente, a contagem tinha chegado a mais de 300 assentos, mas uma revisão constatou que o número era um pouco menor. De qualquer maneira, é uma número inédito de assentos danificados.

Protagonizada pela torcida argentina, a quebradeira atingiu um patamar muito superior aos casos anteriores no estádio, e em partidas do Mundial em outras arenas. Com isso, o Itaquerão já tem cerca de 450 assentos danificados neste Mundial, visto que foram outros 175 na partida entre Inglaterra e Uruguai.

Questionada, a Fifa afirmou que vai pagar pelos danos, e o Corinthians vai apresentar um relatório com esse objetivo. A assessoria da entidade minimizou o caso ao afirmar que isso acontece em jogos de futebol, e que tem que se verificar a qualidade dos assentos. “Uma centena de cadeiras não é muito em um público de mais de 60 mil pessoas”, afirmou a porta-voz da federação internacional, Delia Fischer.

Não é o que mostram os números. A Concessionária do Maracanã informou que, nos cinco jogos no estádio na Copa, foram quebradas 125 cadeiras no total. Na partida da Argentina e Bélgica, foram 22 assentos. Havia mais de 70 mil pessoas nesses confrontos. Partidas nas Arenas Fonte Nova e Arena Pernambuco tiveram em média dez lugares quebrados por partida.

Uma partida do Corinthians teve 74 cadeiras danificadas, menos de um quarto do número verificado na partida da Argentina.

Os relatos de funcionários corintianos são de que os argentinos quebraram os assentos com pulos, e muitas vezes de propósito. Há cenas gravadas de alguns deles danificando os lugares um após o outro. Uma porta de banheiro foi arrancada.

Juntamente com o fabricante, o Corinthians realizou testes com as cadeiras nesta quarta-feira para verificar se havia algum problema. Funcionários do clube constataram que os assentos mantinham a resistência, e era difícil destruí-los.

Uma das explicações para o vandalismo, para quem estava nas arquibancadas, foi o clima quente entre torcedores brasileiros e argentinos. Houve provocação o tempo inteiro, inclusive entre corintianos e argentinos, embora não tenham sido registradas brigas graves. Quando acabou o jogo, os torcedores do país vizinho ficaram mais tempo no estádio, e foi justamente o momento da quebradeira mais intensa.


Argentinos destroem cadeiras do Itaquerão e Fifa nada faz. Veja fotos
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Aos pulos, centenas de argentinos destruíram um grande número de cadeiras do Itaquerão no setor norte do estádio após a vitória de sua seleção sobre a Suíça, na terça-feira. Seguranças da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local) nada fizeram para impedir o vandalismo no estádio. O Corinthians prepara um relatório dos danos, ainda não calculados.

O blog obteve diversas fotos que mostram os argentinos em cima das cadeiras, e vários delas destruídas. Também há vídeos. Em nenhuma das imagens, seguranças, que estão ao lado, reprimiram suas atuações, apenas recolhem o que foi detonado. Pelo contrário, a informação obtida pelo blog é de que os contratados da Fifa tentaram impedir as imagens feitas por funcionários do clube.

Um relatório do Corinthians vai apontar o total de assentos destruídos. Já foram feitas fotos e vídeos para provar a destruição. Pelo contrato entre a Fifa e o clube, quem for responsável por danos tem que pagar pelos consertos. O mesmo vale para o mármore do estádio, danificado na colocação de instalações provisórias.

Um relatório corintiano já apontou que outras 175 cadeiras foram destruídas por torcedores ingleses, no jogo contra o Uruguai. Também há relatos a danos em portas de banheiros.

A questão é que só foi comprado um excedente de 5% dos assentos no estádio corintiano para reposição. Se esse total for atingido, não haverá cadeiras substitutas ou terá de ser feita nova compra.

Não é a primeira vez que o Itaquerão sofre com vandalismo sobre assentos. Isso já ocorreu em dois jogos do próprio time, em setores de torcidas organizadas. Mas, na última partida, os torcedores não quebraram nada, após uma campanha da diretoria.