Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Lagardere

Candidatas ao Maracanã somam bilhões e problemas em concessões no Brasil
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Concorrentes pelo controle o Maracanã, e com receitas bilionárias pelo mundo, as francesas GL Events e Lagardère enfrentam questionamentos nas concessões públicas que já administram no Brasil. Uma das duas será escolhida pela Odebrecht nos próximos dias para substituí-la no estádio após o governo do Rio de Janeiro dar aval às documentações de ambas. A GL tem todo o capital do consórcio, mas concorre associada a outras duas empresas CSM e Amsterdam Arena, além de ter acordo com o Flamengo.

A transferência do controle do Maracanã se dará por meio de uma venda da concessão que custará em torno de R$ 60 milhões. Para isso, os dois grupos concorrentes têm que cumprir todos os requisitos da licitação vencida pela Odebrecht. Depois da construtora escolher um vencedor, o governo do Rio tem que dar aval. Em seguida, haverá um avaliação do custo de reparos no estádio que pode influenciar os valores dos negócios.

Como histórico, ambas as empresas já enfrentam questionamentos nas concessões que têm no Brasil. A GL Events gere a Rio Arena e o Riocentro. A Lagardère administra a Arena Castelão e a Arena Independência.

No caso da GL, a concessão do Riocentro é alvo de ação do Ministério Público Estadual por suspeita de ato de improbidade e direcionamento da licitação. São acusados a empresa, o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia e seu então secretário Ruy Cezar Miranda.

Em 2006, a concessão do Riocentro inicialmente seria feita com o pagamento de R$ 70 milhões em dinheiro à prefeitura. Posteriormente, as condições mudaram e só foi pago R$ 1 milhão, e foram dados outros R$ 69 milhões em equipamentos.

Neste meio tempo, o Ministério Público aponta que houve conversas entre a empresa com o secretário Ruy Cezar Miranda para a nova licitação. Outra informação é de que houve um convite a um procurador do município, que trataria da licitação, para viajar à França com despesas pagas pela empresa. Ou seja,o MP apresenta indícios de um lobby para mudar a licitação. A GL e as então autoridades municipais negam que tenha havido o contato ou o direcionamento no negócio. O processo está em fase de sentença.

“Não houve qualquer irregularidade e isso já foi comprovado na Justiça, que, em 2015, declarou improcedente uma ação que fazia os mesmos questionamentos dessa outra ação à qual o UOL se refere. Mais uma vez, ficará provado que tudo se deu dentro dos parâmetros legais”, afirmou a assessoria da GL Events.

Outra concessão controversa da GL Events é na Rio Arena. Como revelou a “Folha de S. Paulo”, a prefeitura do Rio, já na gestão de Eduardo Paes, estendeu a concessão da arena em 30 anos a mais do que a licitação inicial. Em troca, a GL Events aceitou realizar uma obra de R$ 72 milhões no Riocentro para sediar as competições de boxe na Olimpíada do Rio-2016. Esse valor é inferior ao que a empresa pagaria parceladamente pela concessão da Rio-Arena.

O prefeito Eduardo Paes justificou dizendo que foi benéfico para o município por realizar o projeto olímpico mais rápido. “Não se pode comparar dinheiro agora e antes”, disse, após revelado o caso. Por sua assessoria, a GL alega que o negócio não foi positivo para ela: “A GL events Brasil antecipou o valor do aluguel de 30 anos para atender a uma solicitação da Prefeitura do Rio de Janeiro para que realizasse obras na Arena”

A Lagardère igualmente enfrenta questionamento na concessão da Arena Independência, estádio onde jogam Atlético-MG e América-MG. Extraoficialmente, há a informação em órgãos do governo e no América-MG de que a empresa não paga o valor mensal pela concessão de R$ 250 mil há 14 meses.

“Existe de fato um débito com o governo”, confirmou o deputado estadual Carlos Henrique (PRB), que foi secretário de esportes e administrou o contrato. “Só faço elogios ao cuidados da Lagardère no equipamento. Manutenções de gramado e espaço são muito bons”, afirmou Alencar da Silva, do Conselho gestor do América-MG. “Sobre a questão administrativa, não quero comentar.”

Nos bastidores o clube está bastante insatisfeito com a empresa, embora evite confronto público. Há uma pressão entre políticos mineiros para romper a concessão. A Lagardère descarta o rompimento do contrato e nega descumprimentos, embora admita uma renegociação.

“Estamos em dia com os pagamentos com o América-MG e o governo. Tem uma questão de interpretação do contrato de concessão. É uma questão de equilíbrio financeiro”, afirmou o CEO da Largardère, Aymeric Magne.

No Castelão e no Independência, a empresa tem sociedade com a BWA, polêmica pelo envolvimento com problemas com ingressos em jogos de futebol. A empresa francesa, no entanto, garante que seu modelo prevalece na gestão. Para o Maracanã, a BWA não faz parte do consórcio que fez proposta à Odebrecht.

Não há relatos de problemas na gestão da Arena Castelão. A Lagardère informa que a operação do estádio é superavitária, e que tem acordos com o Ceará e o Fortaleza para jogos no local.

Em 2013, a Lagardère fundou uma empresa com capital de R$ 26 milhões em São Paulo para gerir seus negócios no Brasil. Para o Maracanã, a empresa matriz na França entrou na proposta pela dimensão do negócio.

O grupo francês tem um faturamento total de € 7,2 bilhões (R$ 24,1 bilhões) em 2015, segundo seu relatório financeiro. Desse montante, € 515 milhões (R$ 1,7 bilhão) são de negócios com esportes, incluindo a administração de várias arenas. Estão na lista: a Arena do Borussia Dortmund, consultoria para estádios da Euro, outras praças na Itália, Suécia e Brasil.

“Nosso core bussiness (negócio principal) é gestão de arenas de futebol. Nós temos 58 arenas pelo mundo. E as do Brasil são bem-sucedidas”, explicou Magne.

No caso da GL Events, as receitas anuais de 2015 somam € 942 milhões (R$ 3,1 bilhões), de acordo com seu relatório financeiro. Sua presença no Brasil ocorre desde 1995 por meio da filial GL Events Brasil Participações.

Seu portfólio não inclui a gestão de grandes estádios. A especialização é a realização de eventos e feiras, e ginásios que tem porte médio. Foi a principal empresa na construção de instalações temporárias para arenas na Copa-2014.

A empresa informou que 100% do capital aportado no negócio do Maracanã é seu, e que o objetivo é adquirir todas as ações da Odebrecht. “Se a proposta da GL events Brasil for a escolhida, ela assumirá a responsabilidade pela gestão do Maracanã”, informou a assessoria da empresa.

Pela falta de experiência em estádios, associou-se com a Amsterdam Arena e com a CSM, que atuou na Olimpíada e em camarotes do Maracanã. Ambas têm menor porte no Brasil. Pelo edital, é necessário ter experiência em gestão de arenas. A ideia é que a GL Events mantenha o estádio, a CSM faça a parte de hospitalidade e camarotes, e o Flamengo controle seus jogos.

Em relação aos clubes, a diretoria do Flamengo se posicionou contra jogar no Maracanã caso a Lagaardère ganhe a concessão porque houve um desentendimento entre as partes. A empresa francesa pretende atrair o clube rubro-negro, mas entende que a gestão é viável sem ele.

O Fluminense aceitará manter o seu contrato atual igual ao com a Odebrecht com qualquer uma das duas empresas. Ambas indicaram concordar com esses termos. O Botafogo, que já tem o Engenhão, se aproximou da Largadère. A diretoria do Vasco quer condições iguais nos clássicos, mas não se manifestou sobre a concessão.

 


Empresa francesa conversa com Bota sobre Engenhão e mira Parque Olímpico
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Candidata à concessão do Maracanã, a empresa francesa Lagardère conversa com o Botafogo para uma parceria na gestão do Nilton Santos (Engenhão) e ao mesmo tempo estuda informações sobre o Parque Olímpico. A intenção da gigante europeia é investir no Rio de Janeiro. O resultado da concessão do principal estádio da cidade vai influenciar nos planos da empresa.

Já houve duas reuniões entre a diretoria do Botafogo e representantes da Lagardère. A ideia da empresa é fazer uma proposta para participar da gestão e atrair negócios para o estádio, incluindo shows.  Além disso, tem intenção até de fazer parceria na gestão do departamento de marketing da agremiação como ocorre com times europeus como Borussia Dortmund.

Perguntado sobre as conversas, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, admitiu que negocia com possíveis parceiros, mas não quis dar nomes. “Conversamos com algumas empresas que nos procuraram. Não gostaria de dizer o nome dos players”, afirmou o dirigente. “Tem alguns pontos interessantes.”

No momento, Pereira disse que o clube consegue administrar bem o estádio para jogos de futebol. O clube tem contado com aluguel de R$ 200 mil em clássicos no Estadual, e outros R$ 100 mil para jogos entre grandes e pequenos. E há claro a renda da bilheteria dos jogos do Botafogo, além de projetos como os nomes de torcedores grafados em cadeiras.

Mas o presidente botafoguense informou que ainda não é possível determinar se o estádio será superavitário no atual ano. “É muito cedo ainda. Pegamos o estádio depois de dois anos longe de nós”, disse Pereira.

Se perder o Maracanã, a Lagardère deve aumentar seu ímpeto em relação ao estádio alvinegro. Além disso, a empresa pode estudar a concessão do Parque Olímpico que no momento está abandonado. A prefeitura do Rio de Janeiro chegou a fazer uma licitação para conceder a exploração do espaço, mas a única empresa que se apresentou não foi considerada habilitada. Por enquanto, o Ministério do Esporte está encarregado de cuidar do local onde foi realizado a Olimpíada.


Empresa usa modelo do Borussia para atrair Fla-Flu ao Maracanã
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Gestor de 58 arenas pelo mundo, o grupo francês Lagardère foi o primeiro a se mostrar interessado na concessão do Maracanã quando a Odebrecht sinalizou que desistiria do estádio. Sua intenção de administrar a arena tem a concorrência do consórcio formado pela Amsterdam Arena, GL Events e CSM, em parceria com o Flamengo. Caberá à construtora e ao governo do Estado decidirem a questão.

Em uma entrevista ao blog, o CEO da Lagardère, Aymeric Magne, disse que pretende atrair o Flamengo para uma parceria, mas que o Maracanã é viável sem o clube. Afirmou que em seu modelo de negócios há um maior número de shows, sinalizou com a manutenção do contrato do Fluminense, e com um aproveitamento de toda a área do complexo para eventos e atividades.

Em relação aos clubes, promete um modelo inspirado no do Borussia Dormunt, cuja arena é administrada pela Lagardère. Segundo ele, o clube tem influência nas decisões sobre o estádio.

Magne não respondeu, nem deu detalhes sobre diversos pontos de seu modelo e proposta financeira, alegando confidencialidade no negócio. Argumenta que isso será conhecido após a negociação. Lembre-se que o Maracanã foi construído com dinheiro público. Mas o executivo francês garantiu que o grupo atenderá todas as condições da concessão, incluindo R$ 1,5 bilhão para manutenção, R$ 200 milhões em investimento e pagamento de outorga. Veja abaixo a entrevista:

Blog: Qual o modelo que o senhores pensam para a gestão do Maracanã?

Aymeric Magne: Temos 58 arenas pelo mundo, sendo 45 de futebol. Nossa visão é clara: o Maracanã é o maior palco, a melhor arena do mundo. Tem quatro times que podem jogar dentro. É um conteúdo muito forte sem igual no mundo. É o palco do futebol carioca. É um monumento internacional. Nossa ideia é ter um dia a dia, revitalizar o bairro com atividades diárias. Pretendemos receber shows e times internacionais. Depois da Olimpíada, temos que aproveitar o legado para o Rio. O motor será o Maracanã.

Blog: Os senhores já tiveram conversas com os clubes sobre como seria a participação deles? 

Aymeric Magne: Tivemos discussões com times de futebol. Já existe um contrato do Fluminense com o operador. Em todas as nossas arenas nosso objetivo é gerir futebol. São 70 times de futebol pelo mundo que temos parceria. Cuidamos do marketing do Borussia Dortmund uma parte da Juventus, uma parte do Manchester City. A Arena é uma forma receita. O clube tem que participar da arena.

Blog: Então os senhores pretendem manter o contrato com o Fluminense como o feito com a Odebrecht?

Aymeric Magne: Tem um contrato vigente. Não posso entrar em mais detalhes.

Blog: O senhores pretendem negociar com o Flamengo alguma parceria? Como o senhores encaram as declarações do presidente do clube de que não jogará no Maracanã com a Lagardère? O estádio é viável sem o Flamengo?

Aymeric Magne: Como eu falei, sempre estamos querendo conteúdo para o estádio. O Flamengo é um dos grandes conteúdos, um dos maiores do Rio, um dos melhores se não o melhor time. Já temos modelos na Europa que podem ser aplicados no Brasil. Se não tiver o Flamengo, entendemos que o estádio é viável.

Blogs: Os senhores têm conversas com o Botafogo e o Vasco?

Aymeric Magne: Não posso falar sobre isso.

Blog: As informações que temos é de que teria de ser pago um valor entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões pela concessão do estádio. Dentro do sigilo da negociação, é possível revelar qual o valor? 

Aymeric Magne: Como você disse, há o sigilo da negociação. Discutimos há um amo com a Odebrecht. Temos condições pré-definidas. É uma negociação de privado com privado. Depois, o governo tem que dar a anuência porque tem todas as condições para assumir o estádio por 30 anos. Quem assume o estádio por 30 anos tem que poder pagar R$ 1,5 bilhão em manutenção, R$ 200 milhões em investimento no Maracanã e no Maracanãzinho, e ainda tem a outorga para pagar. Se não for uma empresa séria, não vai pagar e quem vai ter que pagar é o governo e o povo. O estádio custou R$ 1,2 bilhão então é muito importante pagar a outorga de R$ 5,8 milhões por ano para reembolsar o valor que foi investido.

Blog: Mas a manutenção do Maracanã custa R$ 30 milhões por ano com as economias feitas pela Odebrecht. Vocês colocam como R$ 50 milhões…

Aymeric Magne: Queremos uma operação no nível do Maracanã. Tem que ser de alto nível. Tem que atender todo o tipo de público. Tudo tem que estar limpo e funcionamento bem.

Blogs: Esse investimento de R$ 200 milhões é o mesmo previsto no edital? Porque inicialmente eram cerca de R$ 500 milhões e depois havia uma renegociação para entre R$ 130 milhões e R$ 140 milhões. Em que será investido?

Aymeric Magne: Com o valor corrigido, está em R$ 200 milhões. Houve uma revisão do primeiro edital. Isso seria investido no Complexo do Maracanã. Ainda não posso dar detalhes.

Blog: A Odebrecht assumiu o estádio em 2013 e não conseguiu torná-lo rentável. Por que seria diferente com a Largadère? O que os senhores fariam de diferente?

Aymeric Magne: Porque temos uma experiência de 20 anos com estádios. Administramos o Castelão e o Independência. Pesquisamos bem o Maracanã. Esse é o nosso core bussiness (negócio principal): é operar estádio e não construção. Temos parceiros globais que podem viabilizar. Teremos mais shows. Queremos que o Maracanã se torne o maior palco internacional. No Castelão, fazemos 12 shows por ano, e 47 jogos de futebol. O Maracanã tem um potencial bem maior. Precisa ter uma operação comercial internacional. Se o Allianz Parque consegue receber oito ou dez shows por ano, não sei o número exato, o Maracanã pode fazer o mesmo. Para isso, temos que flexibilizar a operação. Assim pode ter evento para 70 mil no Maracanã e outros no Maracanãzinho.

Blog: Serão revistas as condições do contrato que impediam a construção de um centro comercial perto do estádio e tombavam o Parque Julio Delamare e o Célio de Barros?

Aymeric Magne: Não posso divulgar. O que posso falar é que o Maracanã é um complexo. Todas as atividades são possíveis no Maracanã, no Maracanãzinho e dentro da área da PPP.

Blog: Vou voltar ao assunto dos clubes. Uma restrição que o Flamengo faz é a exigência de ter maior influência nas decisões do estádio. Qual o modelo que os senhores pretendem oferecer para os clubes em relação à gestão do Maracanã?

Aymeric Magne: Não posso falar em relação aos clubes. Posso dizer que será um contrato bom para eles. Eu te pergunto: quem opera a Arena Dortmund? Somos nós, e você ouve falar da Lagardère? A parceria que temos com os clubes eles têm influência sobre as decisões. Todos os modelos que temos com os clubes são para dar bônus para eles e sem ônus.

Blog: A Lagardère opera dois estádios, Castelão e Independência. O senhor pode dizer se a operação deles é superávitária? Digo se a empresa ganha mais do que investe?

Aymeric Magne: Não posso divulgar números. Posso dizer que é bom para todas as partes. Os clubes estão felizes tanto no Independência quanto no Castelão.

Blog: Um questionamento que se faz em relação à Lagardère é a parceria com a BWA, empresa paulista. A BWA já teve passagem pelo Maracanã cuidando da bilheteria e houve muitos problemas com ingressos e acusações de evasões de renda. A BWA vai participar da parceria do Maracanã? 

Aymeric Magne: Focamos no futuro e não no passado. Queremos fazer do Maracanã a melhor arena do mundo. Não sei o que aconteceu no passado. (A assessoria da Lagardère nega que a BWA faça parte do consórcio que tenta assumir o Maracanã)

Blog: Há uma perspectiva de quando vai se concluir a concorrência e a negociação em relação ao Maracanã? 

Aymeric Magne: A nossa perspectiva era que fosse o mais rápido possível para podermos desenvolver o melhor para o produto. Mas, depois da negociação privada, ainda tem que passar pelo governo. São processos que vão acontecer. Estamos fazendo o trabalho. Os próximos passos estão com a Odebrecht e o governo.

Blog: Isso significa que a proposta dos senhores já foi formalizada?

Aymeric Magne: Não falei isso.

Blogs: O senhor alegou confidencialidade em alguns pontos. Se a Lagardère sair vencedora desse processo, os dados da concessão serão divulgados?

Aymeric Magne: O processo de negociação é sigiloso. Mas, quando concluído, todos os termos da PPP serão transparentes sem frescura. O que posso dizer é que vamos cumprir 100% das condições do edital, 100% da outorga. Essas informações são importantes. Todos os requisitos do governo serão cumpridos.


Fla já tem parceiros capazes de pagar concessão do Maracanã
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O Flamengo já tem parceria com um consórcio capaz de pagar pela compra da concessão do Maracanã à Odebrecht – o Fluminense deve entrar no projeto. As empresas Amsterdam Arena e GL Events entraram no grupo com a CSM que fez proposta pelo estádio, e tem acordo com o clube. A concessão é disputada ainda pelo grupo francês Lagarderé.

O blog apurou que a Odebrecht estima receber um valor entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões pela compra da concessão. Tanto a Lagarderé quanto à CSM já fizeram ofertas pelo negócio. Agora, isso será decidido pelo governo do Estado do Rio juntamente com a Odebrecht – o Estado tem a palavra final.

O novo consórcio está disposto a pagar uma parte dessa concessão. A Amsterdam Arena administra o estádio do Ajax, enquanto a GL Events tem a concessão do Rio Centro e do HSBC Arena, instalações na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Há a possibilidade de entrada da AEG também que já atuava no Maracanã.

A diretoria do Flamengo confirma ter um entendimento com esse grupo, enquanto rechaça qualquer tipo de negócio com a Lagarderé. “São parceiros confiáveis”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

Houve questionamentos sobre a capacidade da CSM de pagar pela concessão por não ter muito capital. A empresa, no entanto, tem experiência na organização de eventos, como vários itens relacionados à Olimpíada do Rio-2016, e camarotes do Maracanã. Com a entradas das duas novas empresas, a questão do capital pode ser resolvida. “Não posso falar sobre detalhes negociais, mas a solidez financeira do Flamengo e dos parceiros garantem qualquer projeto”, disse Bandeira.

Não será a maior oferta que levará a concessão, mas será uma combinação de proposta de valor e gestão. Uma das partes envolvidas na negociação já coloca o novo consórcio como favorito para o Maracanã por conta de ter o acerto com o Flamengo.

A diretoria rubro-negro diz que há participação do Fluminense no projeto, embora o modelo de gestão ainda tenha que ser decidido. Na verdade, o Flamengo mantém em sigilo como será a divisão de tarefas dentro do estádio. Certo é que o clube rubro-negro se comprometeu com o governo do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, de que Vasco e Botafogo poderão jogar no estádio quando tiverem necessidade.


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