Blog do Rodrigo Mattos

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Regulamento do Nacional ratifica até nove brasileiros na Libertadores
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O regulamento do Brasileiro da Série A oficializa a possibilidade de haver até nove times brasileiros na Libertadores. Isso estava previsto na mudança de regras da competição em outubro que inchou o formato com equipes nacionais. Com isso, a Primeira Divisão pode classificar até 15 equipes a campeonatos sul-americanos.

A Conmebol decidiu em outubro por mudar a Libertadores e determinou duas vagas a mais para o Brasil. O Nacional estava no meio e por isso foram criadas regras de emergência para a classificação para a Libertadores de 2017.

Então, a Conmebol já decidiu que o campeão da Sul-Americana já não teria descontada uma das vagas do seu país. Esse desconto não ocorreu, portanto, no último campeonato quando a Chapecoense foi campeã. Assim, o país teve oito participantes na edição de 2017.

Divulgadas nesta segunda-feira, as regras do campeonato nacional confirmam essa prática para 2018. Com isso, na verdade, o Brasileiro ganhou duas vagas e meia. Explica-se: o regulamento previa até 2015 que a vaga de campeão da Sul-Americana fosse descontada, excluindo-se o quarto do Nacional.

Assim, são sete vagas fixas para o país, sendo o 1o a sexto do Brasileiro, mais o campeão da Copa do Brasil. Além disso, podem-se se somar mais dois times com títulos da Sul-Americana e da Libertadores. O regulamento fala então em Brasil 1 a Brasil 9 caso o país ganhe ambas as competições. E seriam sete times já garantidos na fase de grupos, e dois na fase preliminar.

O Brasileiro ainda prevê seis vagas para a Sul-Americana. Agora, não existe mais contradição com a Copa do Brasil, pois as competições não são disputadas simultaneamente. Desta forma, poderão ser até 15 times do Nacional classificados para competições continentais. Só ficariam de fora os quatro rebaixados e o 16o colocado.

Fora isso, o regulamento do Brasil previu as modificações aprovadas no Conselho Técnico, isto é, proibição de um time jogar fora de seu Estado, veto à grama sintética a partir de 2018 e capacidade mínima de 12 mil pessoas para estádios, em vez de 15 mil.

 


Para recuperar Maracanã, Fla fica só com 17% da renda da Libertadores
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Com Vinicius Castro

Para poder bancar as despesas de reparos no Maracanã, o Flamengo ficou com apenas 17% da renda da sua estreia na Libertadores, maior bilheteria da atual temporada. Foram R$ 638 mil que restaram para o clube de uma renda total de R$ 3,688 milhões. A diretoria considerou a decisão de jogar no estádio positiva porque teve algum lucro, recuperou o equipamento para novos jogos e se fortaleceu na disputa pelo estádio.

O custo dos reparos no Maracanã, incluindo pagamento de contas de luz e conserto ao gramado, foi de R$ 1,7 milhão. Além disso, as despesas para realização do jogo em si consumiram outro R$ 1,2 milhões, cerca de um terço do total. Ou seja, se não precisasse recuperar o estádio, o Flamengo ficaria com cerca de dois terços da renda em um total de R$ 2,3 milhões, o que é um percentual bem razoável.

Se houver acordo para voltar a jogar no Maracanã, o Flamengo pode embolsar boas quantias dependendo do acerto do aluguel que fizer com a Odebrecht. O que não dá para evitar é a taxa da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) que levou 10% da receita total, com R$ 362 mil.  Assim, a organizadora da Libertadores, a Conmebol, abriu mão da sua taxa de 10% sobre a bilheteria, mas a federação que não tem nada a ver com a competição ficou com um naco da renda.

A renda total de R$ 3,7 milhões foi segunda maior do clube desde a final da Copa do Brasil, em 2013, como já previam os dirigentes do clube.


Maracanã será reaberto com seu futuro cada vez mais nebuloso
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Na semana da reabertura do estádio, a venda do Maracanã para um nova empresa passou a ter uma série de entraves prolongando o impasse em relação ao equipamento. Há questionamentos e medidas do TCE (Tribunal de Contas do Estado), dúvidas em relação ao valor de obras e até possibilidade de desistência dos concorrentes. O governo do Rio de Janeiro tenta desatar nós em reuniões nesta semana.

Fato é que a perspectiva inicial de uma resolução rápida para o imbróglio não se concretizou e o processo se arrasta por mais de um mês sem perspectiva de final. O Flamengo jogará sua estreia na Libertadores em arranjo provisório para esta quarta-feira. Esse tipo de solução pode se estender ou o estádio terá de ser fechado de novo.

O governo do Rio marcou reuniões com as duas empresas, GL Events e Lagardère, para negociar um valor para as obras a serem realizadas no complexo do estádio. O valor de obras pedido pelo Estado à Odebrecht era entre R$ 130 milhões e 150 milhões, mas a empreiteira não concordou.

É esse número que a Lagardère, que se reuniu com o governo na terça-feira, vê como investimento inicial, podendo chegar a R$ 200 milhões com correções. Já a GL Events tem dúvida sobre quais são exatamente as obras e qual o montante a ser gasto. As duas empresas têm que chegar a um acordo com o governo sobre o valor porque terão de assinar um aditivo contratual à concessão assim que uma for escolhida.

Só que uma decisão do TCE determinou uma apuração sobre todo o processo de transferência, inclusive sobre as obras a serem realizadas. De acordo com o voto, entre as obras estão a recuperação do Célio de Barros e do Parque Julio Delamare, e uma demolição do prédio do Ministério da Agricultura. Foi o que sobrou do projeto inicial que previa a construção de um complexo com investimento de R$ 594 milhões.

No voto do TCE, há críticas a um aditivo já assinado que prevê que o governo cuide da manutenção desses equipamentos, ao mesmo tempo que a concessionária os explore comercialmente. A posição do tribunal, por sinal, é de questionamento a todo o processo de transferência. As empresas concorrentes serão informadas dessa fiscalização e o TCE terá de dar aval ao novo contrato.

Mais, o tribunal determinou a retenção do valor a ser ganho pela Odebrecht na venda por conta de irregularidades constatadas no contrato de concessão. Assim, a empreiteira teria de aceitar sair do estádio com as mãos abanando. O TCE só não determinou o cancelamento do contrato de concessão e a realização de nova licitação para o Maracanã não ficar abandonado por mais tempo. Mas essa solução voltará à tona se a venda não for bem-sucedida tanto que houve uma recomendação ao governo neste sentido.

O governo do Rio não pretende cancelar a transferência pois tem como prioridade resolver a questão rápido e não ter gastos, o que é facilitado pela venda. De qualquer maneira, a posição do tribunal complica o processo de transferência, ainda mais porque exige apuração a danos ao estádio possivelmente cometidos pela Odebrecht.

Do outro lado, as duas concorrentes, GL Events e Lagardère, já discutiram internamente desistir do processo por conta da complexidade para saber as condições e por indefinições do governo e da Odebrecht. A GL Events, que tem o apoio do Flamengo, chegou a anunciar sua saída para depois voltar atrás. A Lagardère discutiu internamente deixar o processo.

Além das obras, a empresa vencedora terá de pagar outorga ao governo e R$ 60 milhões à Odebrecht. Desse valor, só uma parte deve ir para empreiteira pois devem ser descontadas obras de reparos imediatas no complexo esportivo e pagamento de dívidas com fornecedores.

Em meio ao imbróglio, os grandes clubes do Rio, principalmente Flamengo e Fluminense, vivem a indefinição se poderão continuar a jogando no estádio depois desta noite de estreia rubro-negra na Libertadores. Ao saber da recomendação do TCE, o presidente do Fla, Eduardo Bandeira de Mello, refirmou que sempre apoiou uma nova licitação em vez da venda. O Flu tem contrato vigente com a Odebrecht.

Fato é que a reabertura está longe de ser uma garantia de tempos mais tranquilos para o Maracanã.

 


Libertadores ignora critério da Champions e prejudica brasileiros em cotas
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Ao mudar a Libertadores para aumentar seu valor de mercado, a Conmebol ignorou esse mesmo mercado na hora de distribuir cotas da competição. Não houve alteração na divisão igualitária e por classificação em política oposta a da Liga dos Campeões que valoriza os países que geram mais dinheiro. Os maiores prejudicados foram os clubes brasileiros, maiores fonte de receita da competição. A fase de grupos da nova Libertadores começa nesta terça-feira.

A Conmebol vende os direitos de marketing e televisão da Libertadores em um pacote único, o que deve mudar para edição de 2019. Só que a rede de televisão que compra, no caso a Fox, tem como principal objetivo obter receitas no Brasil e na Argentina.

O potencial econômico brasileiro é muito maior do que o do país vizinho tanto que a confederação sul-americana inflou para oito times nacionais nesta edição. Ao mesmo tempo, manteve a cota fixa na fase de grupos: US$ 1,8 milhão para cada time, e prêmios crescentes por cada fase que as equipes avançam. Um time campeão pode chegar a US$ 8 milhões independentemente de qual seu país de origem.

Na Liga dos Campeões, as cotas são divididas em 60% por valores fixos e premiações por desempenho, e outros 40% por mercado. Ou seja, os clubes do países que geram os maiores contratos de tv locais ficam com mais dinheiro. Para dividir esse montante de mercado entre os times de cada nação é usado um critério esportivo: metade por desempenho no campeonato nacional e metade dentro da própria Liga dos Campeões. No total, 507 milhões de euros serão divididos dessa forma na atual temporada.

Na última edição encerrada da liga, 2015/2016, o Manchester City foi o clube que mais arrecadou 83,9 milhões de euros, acima do campeão Real Madrid que ficou com 80,1 milhões de euros. Isso porque o mercado espanhol gera receita menor do que o inglês. Na Libertadores, de nada vale gerar mais dinheiro para a competição.

“Não tem nenhum mercado como o brasileiro (na América do Sul). A Libertadores se apropria, mas não traz nada para esse mercado”, analisou o coordenador de curso de gestão da FGV/Fifa, Pedro Trengrouse. “A solução para Conmebol aumentar suas receitas seria expandir a competição para o mercado americano e canadense.”

O consultor em marketing esportivo, Amir Somoggi, vai além e estima que metade do mercado da Libertadores é originário do Brasil. E dá um exemplo de que um jogo do Atlético-MG atinge uma cidade grande como Belo Horizonte, enquanto do outro lado muitas vezes estão times de locais com pouco potencial econômico.

“O critério da UEFA é de mercado, pelo marketing pool. A Itália, por exemplo, não tem muita renda de jogo, mas gera bastante de televisão”, contou. “Desde que fundou a nova Liga dos Campeões, a UEFA considerou a meritocracia.”

Ele atribuiu à falta de poder político dos clubes brasileiros o fato de a Conmebol não fazer o mesmo na América do Sul. “No caso do Brasil, a diretoria não fala o mesmo idioma, a sede fica em um país de língua espanhola. A Conmebol dá mais atenção aos países de língua espanhola.” Lembre-se ainda que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não pode ir a reuniões da Conmebol com medo de ser preso pelo “caso Fifa”.

Em resumo, na hora de arrecadar, a confederação sul-americana olha para o Brasil, mas, na hora de distribuir o dinheiro, pensa nos países vizinhos.


Caso Tucumán é retrato do caos da Libertadores, e não motivo de exaltação
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O caso do atraso do Atlético Tucuman para disputar a partida contra o El Nacional, do Equador, é menos um caso de heroísmo e mais um retrato do caos que ocorre há anos na Libertadores. O time argentino mostrou desorganização, desrespeito ao regulamento da competição e uso de influência política para jogar, além de botar seus atletas em risco. Foi premiado com a chance de jogar e conquistar a vaga. Se há mérito, é só dos jogadores.

Lembremos que o caos e os “jeitinhos” na Libertadores e na Sul-Americana já causaram a morte de uma delegação (Chapecoense), morte de um torcedor (boliviano em Oruro), ferimentos a jogadores (River Plate), pressão incompatível com o futebol (apedrejamento de equipes) e injustiças desportivas (arbitragens caseiras e tendenciosas). Tudo é uma face da mesma moeda que inclui a chegada atrasada do Tucumán ao Equador.

Vamos aos fatos para mostrar o porquê desta conclusão. O regulamento da Libertadores prevê que um time deve chegar 24 horas antes da partida. Bem, o Atlético Tucumán contratou uma empresa para levá-lo de Guayaquil a Quito em voo no dia do jogo. Já desrespeitava as regras. Ficou sujeito ao problema que ocorreu do voo ser vetado por autoridades equatorianas.

A solução foi um voo charter que chegava na hora do jogo ao estádio. Já era descumprido outro item do regulamento de que o time deveria se apresentar no estádio 90 minutos antes do jogo. Por fim, houve a corrida desabalada do ônibus a 130 km/h para chegar até o estádio. Isso obviamente colocou em risco os jogadores.No meio do caminho, ainda houve o embaixador argentino dando declarações que defendia o desrespeito o regulamento.

E assim foi feito pela Conmebol para surpresa de ninguém. Pelo regulamento, o jogo deveria ter sido realizado no máximo 45 minutos depois do jogo, com tolerância de cinco minutos. A partida começou 1h30 depois do horário previsto. Mais, o time de Tucumán jogou com o uniforme trocado.

Relatados os fatos, é obvio que a culpa foi do próprio Tucumán que se programou para desrespeitar o regulamento. Não houve nenhum acaso ou acidente. Quando se ignora as regras, uma competição vira terra de ninguém onde tudo é possível.  Isso em uma competição continental que tenta se modernizar e tentar diminuir o abismo para a Liga dos Campeões.

Desculpe, isso não é “cultura sul-americana”, “história de Libertadores” ou “demonstração de raça”. O nome real é zona. Se a desorganização, e a violência e a irresponsabilidades são culturais na competição sul-americana, não significa que tenham que se perpetuar. Tudo que é negativo em uma cultura deve ser aprimorado, evoluir. Exaltar a bagunça é aceitar o eterno esteriótipo do latino que não faz nada direito.

A Conmebol adota essa fórmula de campeonato desorganizado há anos. Prometeu modernizações e melhorias para tornar a Libertadores mais rentável, além de um licenciamento de clubes. Mas, se não fizer ao menos o básico de respeitar o regulamento, não adiantar só incrementar a embalagem. O heroísmo no futebol é para ser mostrado dentro de campo. Quando os obstáculos aos atletas crescem fora de campo, é só sinal de incompetência.


CBF dará prazo para times melhorarem CTs e estádios para jogar Brasileiro
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A CBF já finalizou um rol de exigências para CTs e estádios dos times das Séries A e B do Brasileiro. Essa lista fará parte do licenciamento de clubes que será obrigatório para disputar o Nacional e a Libertadores. Uma parte das regras passa a valer em 2018 e outra será implementada gradativamente nos anos seguintes.

O regulamento da CBF para licenciamento de clubes já está pronto e inclui regras sobre estrutura, técnica e financeira, entre outras. Falta determinar o prazo para cumprimento das obrigações. Foi realizado um seminário com clubes nesta quinta-feira para detalhar o passo a passo.

“Não tem prazo ainda para cada item ser cumprido. Só vamos ter isso depois de termos um diagnóstico de como estão os clubes”, contou Reynaldo Buzzoni, do departamento de registros da CBF, que cuidará do licenciamento.

Por isso, a CBF vai fazer vistorias em estádios para verificar uma lista de 87 itens -entre público, imprensa, segurança, doping – para ver quais são atendidos pelos clubes. Outros 71 exigências serão feitas para CTs, além da análise das contas.

“Você sabe quantos clubes da Série A tem CT? Eu não sei. Mas sei que há no Inter, no Grêmio, no Atlético-MG, no Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, os do Paraná. Mas alguns no Rio não têm. Se 13 ou 15 têm, os outros podem ter”, contou Buzzoni. “Agora entendemos a adaptação. Tem que ter dinheiro para construir: pode demorar uns anos. Mas tem que cumprir.”

O mesmo vale para estádios de futebol. “O Sport por exemplo tem um bom CT, mas seu estádio tem problemas com assentos. Talvez tenha que jogar na Arena Pernambuco no futuro ou resolver. Pode dar mais conforto ao torcedor”, exemplificou.

Até maio a CBF pretende ter pronto o diagnóstico da estrutura dos clubes, assim como de suas contas. A partir daí, vai estabelecer prazos para a adaptação. Isso ocorrerá em nível continental também com a Conmebol. A Libertadores e a Copa Sul-Americana já terão exigências de licenciamento para 2018, mas há itens que ficarão para os anos seguintes.

“Acredito que pontos sensíveis (no licenciamento) podem ser a estrutura, CTs, estádios, e financeiros”, contou Mariano Zavala, representante da Conmebol para licenciamento. “As confederações que vão nos dizer quais clubes estão habilitados a jogar.”

A CBF terá de entregar os dados do licenciamento dos clubes para a Libertadores até novembro de 2017. A Conmebol, no entanto, tem direito de auditar o trabalho da confederação brasileira.


Após tragédia, Libertadores muda regra para aeroporto, mas efeito é incerto
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Após a queda do voo da Chapecoense, a Conmebol fez uma modificação no regulamento da Libertadores para tornar mais rígida a regra para aeroportos que recebam voos de equipes visitantes na competição. Mas o texto é tão cheio de ressalvas que só terá efeito prático se houver fiscalização de fato da confederação sul-americana.

O avião com jogadores da Chapecoense caiu em novembro na semana da final da Sul-Americana, o que causou 71 mortes incluindo a maior parte do elenco. Desde então, clubes brasileiros reclamaram do difícil acesso a alguns lugares da América do Sul com deficiência na estrutura de aeroporto. Ressalte-se que esse não era o caso de Medellín, onde caiu o avião.

Dirigentes da Conmebol, no entanto, rechaçaram excluir cidades com condições precárias de transporte porque consideram que seria um preconceito impedir que alguns clubes jogassem em casa. Assim, no regulamento divulgado, houve apenas um ajuste na regra para aeroporto próximo a sede do jogo.

Antes, os clubes já tinham que escolher como sede um local que estivesse a 150km de um aeroporto internacional ou comercial. Só que a regra abria uma brecha: se isso não ocorresse, os times poderiam fazer gestões junto a autoridades para garantir autorização para que o aeroporto local recebesse voos charters ou internacionais. Na prática, sem fiscalização, tornava flexível para qualquer tipo de aeroporto.

Para 2017, a Conmebol manteve essas duas condições, mas acrescentou uma ressalva. Não pode ser usado aeroporto que “por sua estrutura técnica e humana não se encontre habilitado pelos organismos estatais competentes do lugar no caso em que a obrigação, inevitável e exclusiva, do respectivo clube é determinar outro aeroporto adequado para se ajustar ao estabelecido no presente numeral.”

Ou seja, teoricamente, não dá para fazer um puxadinho e só podem ser usados aeroportos em boas condições com aprovação do governo. Mas não há uma obrigações expressa de só se utilizar aeroportos internacionais ou comerciais, nem regras explícitas das condições deles. Além disso, não fica claro se a Conmebol rejeitará o local do jogo por causa disso. O resultado da nova regra, portanto, dependerá da fiscalização da confederação.


Como Champions, Conmebol quer negociar TV da Libertadores dividida por país
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A cúpula da Conmebol já se convenceu a mudar a forma de negociar os direitos de televisão da Libertadores no próximo contrato a ser válido a partir de 2019. Em vez de vender tudo para uma emissora como a Fox, pretende fatiar os direitos e negociá-los por cada país interessado. Assim, repetiria o modelo da UEFA na Liga dos Campeões.

A negociação de direitos da Libertadores foi uma das principais fontes de corrupção na Conmebol, segundo a investigação do FBI. O Departamento de Estados dos EUA apontou que houve pagamento de propina a dirigentes da entidade para obtenção dos direitos de televisão e marketing da competição.

Uma das responsáveis pelo pagamento de suborno era justamente uma empresa em paraíso fiscal que tinha a Fox como acionista. A emissora nega que tivesse influência na gestão da companhia.

Mas, quando estourou o escândalo e três presidentes da Conmebol foram presos, o novo chefe Alejandro Dominguez decidiu fazer um novo contrato, desta vez, diretamente com a Fox Sports. Houve um reajuste de cerca de 30% e o valor chegou a US$ 175 milhões. Clubes tiveram aumentos de cotas em todas as fases.

No dia do sorteio da Libertadores, em 21 de dezembro, a cúpula da Conmebol conversou sobre o assunto e ficou combinado de que o novo ciclo teria direitos vendidos de forma fatiada. Desta forma, a UEFA explodiu os ganhos com direitos da Liga dos Campeões. Só que, para isso, a entidade europeia faz concorrência com envelopes fechados, o que nunca foi realizado pela Conmebol.

Um dos objetivos é tirar mais dinheiro do mercado brasileiro. Por isso, a Conmebol aumentou o número de times nacionais na competição. Até 2015, a Globo pagava valores baixos pela Libertadores, apesar dos altos ganhos.

Isso afeta os clubes que, em 2017, não terão reajuste de cotas para a Libertadores. A Conmebol tinha prometido divulgar os valores oficialmente, o que ainda não ocorreu.


Conmebol manterá cotas da Libertadores sem reajuste
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Uma reunião da cúpula da Conmebol estabeleceu que não haverá modificação nas regras e nas cotas da Libertadores para o ano de 2017. Os encontros dos dirigentes da confederação sul-americana ocorreram nesta manhã e nesta tarde em Assunção, no dia do sorteio da competição.

Havia demandas dos clubes brasileiros por novo aumento nas cotas da competição. Ao mesmo tempo, em um hotel em Assunção, times do continente se reuniram na Liga Sul-Americana com o mesmo tipo de demanda.

O valor atual é de US$ 600 mil por jogo da primeira fase em casa. Esse valor vai subindo nas etapas seguintes e o Campeão pode ganhar em torno de US$ 8 milhões, o que representa cerca de R$ 30 milhões.

Mas, na cúpula da Conmebol, a decisão foi de que não podia haver aumento enquanto não fosse alterado o atual contrato de televisão com a Fox. Esse remunera em US$ 175 milhões à entidade, incluindo a competição Copa Sul-Americana. O acordo vai até 2018.

Haverá um aumento de gastos com o incremento no número de participantes da competição que saltou para 44. O Brasil ganhou duas vagas a mais. O objetivo da Conmebol é que isso, no futuro, represente uma vantagem no novo contrato. Mas isso não ocorrerá agora.

A Conmebol ainda divulgou em seu site a composição de algumas comissões:

Comissão de finanças: Laureano González, Silvia Estrada Medranda e Luis Alfonso Carrera

Comissão de auditoria: Rui Cesar Públio Borges Correa, Manuel Marfan Lewis, Jorge Brito, Margarita Cabello e José Cantero

Comissão de transparência: Wladimyr Vinycius de Moraes Camargos, Sebastián Moreno González, Alejandro Balbi, Orlando Salvestrini, Ernesto Lucena Barrero, Galo Yerovi e César Arbe

Comissão de disciplina: Caio Cesar Vieira Rocha, Amarilis Belisario, Juan Carlos Silva Aldunate, Ricardo Gil Lavedra, Eduardo Gross Brown

Câmara de apelações: Guillermo Saltos, Leonardo Goicoechea, Juan Monroy Gálvez, Álvaro González

Comissão de ética: Carlos Eugenio Lopes, Carlos Terán, Natalia Simeone, Natale Amprimo Pla e Rudolf Fischer


Botafogo quer acertar com Montillo em uma semana ou busca opções
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A diretoria do Botafogo tentará definir a situação da contratação do meia Walter Montillo até o final da próximo semana. Ou fechar ou desiste. O empecilho para fechar com o meia é a diferença entre a proposta do clube e o salário pedido pelo argentino.

“Está na mesma situação. Estamos tentando compatibilizar o que foi pedido pelo jogador com o nosso orçamento. Isso é muito importante. Botafogo tem uma realidade financeira que não permite investimentos fora de um orçamento rigoroso. A gente tem mantido a negociação em um ponto neutro”; explicou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, em Assunção, para o sorteio da Libertadores.

E completou: “Minha intenção é que essa negociação se defina para ela não virar novela. Para um lado ou para o outro. A gente deseja que se defina essa semana.”

Segundo o dirigente alvinegro, obviamente, Montillo tem que baixar bastante os salários em relação à China. Valores não divulgados, mas o montante oferecido é inferior ao que ganha o goleiro Jefferson.

Se não fechar uma grande contratação, o clube poderia fechar três contratações médias. Isso será conversado com o técnico Jair Ventura.