Blog do Rodrigo Mattos

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Conmebol promete inflar cota na Libertadores para acalmar times brasileiros
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Em reunião com os clubes brasileiros, a Conmebol prometeu reduzir seus custos e aumentar as cotas para os times para 2018. Esse compromisso ocorreu na segunda-feira quando o presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, foi à CBF. A sua posição deixou cartolas brasileiros satisfeitos.

No encontro, Dominguez expôs aos presidentes dos principais clubes brasileiros os números financeiros da entidade e especialmente da Libertadores. O balanço divulgado pela Conmebol mostrou um faturamento de US$ 121 milhões (R$ 385 milhões) com a Libertadores, entre direitos de TV e comerciais.

Desse total, R$ 84 milhões ficaram como lucro para a entidade, o que torna o torneio o mais rentável para a Conmebol. Outra parte do montante é gasto com despesas operacionais da competição, incluindo arbitragem, sorteios, organização de jogos.

Sobram para os clubes cotas de US$ 1,8 milhão por todos os jogos da fase de grupos, e bônus que podem atingir o máximo de US$ 8 milhões em caso de título. Esses valores são incomparáveis com competições europeias e bem abaixo do que a maioria dos campeonatos do Brasil. Por isso, há reclamação constante com a confederação sul-americana.

Alejandro Dominguez prometeu aos clubes que haverá um processo transparente da venda dos direitos de TV da Libertadores, o que está previsto para o segundo semestre deste ano. Será negociado o contrato a partir de 2019 e o compromisso é de que haverá uma concorrência entre televisões para diferentes áreas.

A tendência é a oferta de um pacote para o Brasil, outro para a América do Sul, um possivelmente para o México se os times voltarem à competição. A questão é que a Conmebol ainda estuda o modelo de concorrência, ouvindo as emissoras de televisão para determinar as regras.

Certo é que, antes desse novo contrato, a Conmebol promete distribuir uma fatia maior do que paga a Fox Sports para os clubes para conter a insatisfação. É um segundo movimento da confederação que tinha reajustado cotas no início de 2016, e aberto mão de percentual de desconto sobre rendas.


Casos de Palmeiras e Chape mostram que falta mudar muito na Libertadores
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Desde o ano passado a nova diretoria da Conmebol comandada por Alejandro Dominguez propagandeia que mudará a organização da Libertadores, modernizando a de acordo com padrões europeus. Houve nova fórmula anual, mais brasileiros, consultorias de marketing. Alguma evolução, outras medidas equivocadas.

Fato é que não se mexeu no essencial que é a garantir organização da competição, segurança do público e critérios justos como se constata nos casos controversos de Palmeiras e Chapecoense. Ainda há espaço para aquela frase cretina “Isso é Libertadores” que permite que o clube mandante faça quase qualquer coisa para intimidar o rival. E há quem exalte, diga que é uma característica de nós sul-americanos. A glorificação da selvageria.

Vamos aos fatos. Não é preciso ser nenhum gênio para constatar que torcedores e jogadores palmeirenses foram emboscados no estádio do Peñarol. Por circunstâncias – um delas a bravura dos alviverdes torcedores e jogadores -, não foram massacrados pelos uruguaios diante das falhas do clube local em garantir sua segurança (com intenção ou não).

O que fez o tribunal da Conmebol diante desse cenário de caos? Pune o Peñarol com um jogo sem torcida, e uma multinha de US$ 150 mil. Na cabeça do membros do comitê disciplinar da entidade, colocar vidas em risco rende uma mísera partida de portões fechados. Aos palmeirenses, uma Libertadores inteira sem torcida visitante.

Em relação aos jogadores, Felipe Mello, que tinha que ser punido pelo soco, toma seis jogos, mais do que os uruguaios que o perseguiram. Em resumo, vale a pena intimidar rivais na Libertadores.

A revolta e indignação dos palmeirenses são justas. Em meio aos gritos, ouço os alviverdes reclamarem que o Brasil é fraco nos bastidores da Conmebol. É fato já que o presidente da CBF Marco Polo Del Nero não viaja com medo da polícia internacional, e o representante da entidade Reinaldo Carneiro Bastos, da FPF, pouco faz. Lembremos que é aliado do presidente palmeirense, Maurício Galiotte.

Mas, se analisarmos fatos recentes, o Peñarol está longe de ser um amigo da Conmebol. Seus dirigentes lideraram um movimento contra a entidade com Liga Sul-Americana de clubes que questionava a falta de transparência da Libertadores.

A questão é outra: não deveria sequer de haver necessidade de ser forte nos bastidores na Libertadores. Em uma competição bem organizada, a Conmebol e seu tribunal iriam adotar critérios transparentes de punição, com explicações plausíveis para o que foi decidido. Atualmente, não há nem publicidade das decisões da confederações justificando seus atos.

Torcedores nos questionam, com razão, por não cobrar a Conmebol. Sinceramente, o que mais gostaria era de ter um canal em que a Conmebol respondesse e explicasse suas decisões. Cansamos de cobrar como jornalistas e sermos ignorados. Na confederação sul-americano, o Brasil só paga a conta.

O mesmo vale para o caso da Chapecoense e a suposta escalação irregular de Luis Otávio. É possível que os dirigentes do time catarinense tenham falhado e não tenham visto comunicado da entidade. Mas, como mostrou o blog da Gabriel Moreira, sequer há certeza de que o aviso da Conmebol foi mandado pelos canais certos.

Não dá para uma competição que vale mais de US$ 100 milhões (e deveria valer bem mais) estar sujeita a esse tipo de amadorismo. Não há um site onde as decisões do tribunal são expostas de forma clara, nem um canal onde os clubes possam consultar a regularidade de seus atletas. Um estágio de atraso inferior até ao padrão da CBF e do STJD.

O que os cartolas da confederação brasileira deveriam exigir da Conmebol não é mais peso político dentro da Libertadores e, sim, uma competição justa e equilibrada, com critérios iguais para todos. Ou ficaremos eternamente assistindo a visitas inúteis de cartolas brasileiros à sede da entidade no Paraguai, sem que isso tenha nenhum efeito benéfico para seus clubes. Para depois exaltarmos com a baba na boca “Isso é Libertadores” enquanto tomamos pedras e socos na cara.


Diretoria do Fla quer descobrir razões por trás da queda na Libertadores
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Com Vinicius Castro

A cúpula do Flamengo busca descobrir as razões que levaram à eliminação do time ainda na fase de grupos da Libertadores, após derrota para o San Lorenzo. Não há intenção de caçar bruxas e o técnico Zé Ricardo será mantido. A questão é entender quais erros causaram o desempenho ruim no jogo final, decisivo para a queda.

A intenção dos dirigentes rubro-negros é que toda a avaliação seja feita sem divulgação pública. Isso explica porque o presidente Eduardo Bandeira de Mello tem evitado qualquer crítica ao time ou ao treinador diante dos microfones. A ideia é, ao descobrir os motivos para a queda, estabelecer medidas para corrigi-los sem alarde.

Entre os pontos de atenção, está o recuo excessivo do time nesta partida diante do San Lorenzo, principalmente no segundo tempo. O Flamengo praticamente abriu mão de atacar: teve apenas quatro finalizações no jogo todo, sendo nenhuma delas em chance clara – o gol de Rodinei foi de longe. Em comparação, houve 13 e 18 conclusões nos outros dois jogos fora na fase de grupo da Libertadores, diante da Universidad Católica e do Atlético-PR.

A falta de eficiência nas divididas foi outro problema. Pelos números da Conmebol, foram seis recuperações de bola rubro-negras contra nove do time argentino.

Outra questão apontada internamente pela cúpula rubro-negra foi uma arbitragem desfavorável. Na opinião dos dirigentes do Flamengo, o árbitro marcou mais faltas para o San Lorenzo, sem assinalar a favor do time carioca. Foram 23 contra o time rubro-negro e apenas cinco a favor. Ressalte-se aí, no entanto, que a equipe carioca se defendeu mais o que explica em parte a diferença.

Há ainda uma sensação de que nem todos os reforços contratados já renderam o esperado, embora alguns tenham resultado positivo. A avaliação é de que há jogadores que ainda podem engrenar no futuro durante o Brasileiro. A diretoria evita citar nomes.

Certo é que a derrota foi bastante sentida na diretoria rubro-negra e portanto o objetivo é encontrar as falhas para ter subsídios para realizar eventuais medidas corretivas no futebol.

 


Após planejar semi, Fla deixa de ganhar R$ 20 mi com queda na Libertadores
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Além da perda esportiva e emocional, o Flamengo terá um prejuízo financeiro com a queda precoce na fase de grupos da Libertadores. O clube fez seu orçamento prevendo chegar à semifinal da competição. Por isso, pode-se estimar deixará de ganhar R$ 20 milhões em relação ao plano inicial, o que deve ser compensado com dinheiro do Estadual e Copa do Brasil.

Pelo orçamento de 2017, a diretoria rubro-negra previa um total de R$ 15,4 milhões em premiações na Libertadores, o que incluía as cotas até as semifinais. Com os três jogos da primeira fase, o time arrecadou US$ 1,8 milhão (R$ 5,6 milhões). Salvo pequenas variações de câmbio, a diferença é em torno de R$ 10 milhões e correspondente aos bônus de oitavas, quartas e semis.

A participação na Libertadores também inflou a previsão de receita de bilheteria do Flamengo. A diretoria estimou R$ 61 milhões como total de arrecadação em 2017, bem superior aos R$ 45 milhões previstos para 2016 que não foram atingidos.

O clube ganhou R$ 10,3 milhões com os três jogos da primeira fase da Libertadores no Maracanã, embora tenha ficado só com um quarto do valor por conta dos altos custos impostos pela Odebrecht. Com mais três jogos em casa, até as semis, a previsão era de arrecadar pelo menos essa mesma quantia, já que provavelmente atuaria no Maracanã.

Esses são os prejuízos possíveis de contabilizar, mas há ainda impacto no programa de sócio-torcedor. O clube previu um aumento de R$ 11 milhões na arrecadação, o que era impulsionado pela boa campanha na Libertadores entre outros fatores.

O orçamento rubro-negro não tem um buraco porque não havia previsão de receita para o Estadual já que o contrato com a Globo foi assinado de última hora. Assim, o clube levou R$ 18,5 milhões, entre cota e premiação pelo título. A diretoria via esse dinheiro como extra, o que não ocorre mais. Houve ainda a venda de Jorge.

Dirigentes rubro-negros previam que, se a meta da semifinal da Libertadores não fosse atingida, o time teria de compensar com boas campanhas na Copa do Brasil e no Brasileiro. Assim, poderia haver recuperação na bilheteria arrecadada, e em cotas no caso da competição de mata-mata. A crença dos dirigentes era que o elenco de bom nível levará a bom desempenho esportivo no ano.


Fla se acovarda em Buenos Aires e colhe mais um fiasco na Libertadores
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Até a rodada final da fase de grupos o Flamengo tinha jogado cinco jogos da Libertadores e em todos teve mais domínio de posse de bola e mais chances de gol. Em Buenos Aires, diante do San Lorenzo, decidiu apenas se defender por 90min, cometeu uma série de erros individuais e foi eliminado. Com justiça.

Foi mais um vexame para a longa sequência de fiascos do time rubro-negro em campeonatos continentais. Desta vez, talvez, foi mais doído para os rubro-negros pois era um time com alto investimento e tido como um dos favoritos da disputa. O script de uma classificação parecia se desenhar com as três vitórias em casa em um grupo equilibrado.

Tudo mudou na Argentina. Desde o início, o Flamengo ficou trancado em seu campo sem desenvolver o jogo de passes a que estava acostumado. Tomou pressão no início e só não sofreu gol por falta de eficiência do San Lorenzo. O time argentino é limitado, mas tem gana de Libertadores como já mostrou em seu título.

Em uma bola isolada, Rodinei pegou um rebote e acertou um chute improvável no canto. O Flamengo abria uma vantagem enquanto havia um empate entre Universidad Católica e Atlético-PR, o que o classificava com folga. E decidiu se acomodar.

Logo após o gol, o time até teve alguma posse de bola, algum controle do jogo. Mas errava em excesso o básico, isto é, passe. A velocidade no contra-ataque era inócua diante dessas falhas.

No meio de campo, Márcio Araújo, Arão e Gabriel não se encontraram. Na frente, Berrío e Everton não se encontravam. Trauco dava espaços em seu setor na esquerda, e Muralha se desesperava com socos em bolas aéreas. Só quem atuava bem eram Rodinei e os zagueiros que rebatiam.

Poderia ser um tempo ruim isolado em um time que fazia boa temporada. Mas o Flamengo voltou pior, inerte, perdendo divididas. Como se estivesse assistindo ao outro jogo para esperar a classificação. A série de erros individuais era impressionante, a ponto de o time abrir mão da bola.

As trocas feitas por Zé Ricardo tiveram pouco efeito. Nem Matheus Sávio, nem Rômulo, nem Juan mudaram o cenário do time rubro-negro. Até o agravaram.

O Atlético-PR empatou no Chile, no mesmo minuto em que o rubro-negro sofreu o gol em Buenos Aires em bola aérea. Já tinham sido várias já que o time insistia em fazer faltas em torno da área. A catástrofe estava desenhada, e o Flamengo não acordava. Como diria Raul Seixas, o time rubro-negra esperava a morte chegar.

Valente, o Furacão desempatou o jogo e o time rubro-negro se entrincheirou com todos os seus jogadores atrás. Nem tocava mais a bola quando a recuperava. A torcida do San Lorenzo cantava e pressionava com seu time, limitado, mas voraz por uma classificação. Uma voracidade que nunca foi mostrada pelo time carioca.

A Catolica empatou e deu esperanças aos rubro-negros cariocas, mas o Furacão recuperou a vantagem com Carlos Alberto. Aí o Flamengo era como um condenado à espera do carrasco. E o golpe veio com Belluschi, como veio antes com Cabañas (2008) ou com o gol do Emelec (2012), fora outras desclassificações em 201o e 2014. Muitos méritos ao Atlético-PR que se mostrou bravo em contraponto à inércia do time do Rio.


Presidente do Fla reclamou à Conmebol que não tem acréscimo como Palmeiras
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Antes da partida contra a Universidad Catolica, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, esteve na sede da Conmebol com outros dirigentes brasileiros para conversar com o presidente da entidade, Alejandro Dominguez. Entre os temas abordados, esteve a arbitragem na Libertadores. Um dos itens citados foi a falta de acréscimos em jogos do time rubro-negro enquanto há tempo a mais em outras partidas como as do Palmeiras.

Na terça-feira, Bandeira esteve na Conmebol juntamente com o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, e o presidente do Santos, Modesto Roma Jr. Houve, no entanto, reuniões separadas já que o palmeirense tinha como objetivo tratar da questão da violência cometida contra seu time no estádio do Peñarol. O santista e o rubro-negro estiveram juntos com encontro com Dominguez.

Na reunião, o presidente do Flamengo reclamou que seu time teria sido prejudicado nos quatro jogos iniciais da Libertadores. Um dos questionamentos foi o critério de acréscimos após os jogos. O dirigente rubro-negro lembrou que houve descontos máximos de três minutos nos dois jogos em que o time foi derrotado diante do Atlético-PR e Universidad Catolica apesar de terem supostamente ocorrido fatos que deveriam gerar mais tempo de jogo.

Em compensação, a diretoria do Flamengo observa que dois jogos do Palmeiras contra Peñarol e Jorge Wilstermann tiveram acréscimos de 5min ou mais. Contra os uruguaios, o jogo foi até os 54min e, contra os bolivianos, até 50min. Em ambos saíram os gols do Palmeiras no final. Ressalte-se que nos dois casos houve bastante cera dos adversários durante a partida que justificavam acréscimos além do padrão normal.

Bandeira não disse que os acréscimos para o Palmeiras eram erros da arbitragem. Só alegou que, se esse era o critério, deveria ser adotado da mesma forma para jogos do time rubro-negro. O dirigente do Flamengo não falou sobre temas como cotas de Libertadores com Dominguez, e avalia que a Conmebol tem dado sinais de que está sob nova administração mais transparente.


Conmebol tem lucro de R$ 84 milhões com Libertadores, revelam contas
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Tornadas públicas pela primeira vez, as contas da Conmebol revelaram que a entidade tem um lucro de US$ 26,6 milhões (R$ 84 milhões) com a Libertadores enquanto os clubes reclamam da baixas premiações. O dinheiro ganho com a competição dos times é usado em outros torneios e objetivos da confederação sul-americano.

O balanço da Conmebol foi revelado pela primeira vez nesta quarta-feira no congresso da entidade. Nos números, está registrado um ganho total com a Libertadores de US$ 121,9 milhões (R$ 385 milhões) em 2016. Houve um reajuste considerável em relação a 2015 com o novo contrato já que as receitas eram de US$ 66 milhões.

Com isso, a Libertadores tornou-se a mais rentável e lucrativa para a entidade. Seus gastos são de Us$ 95,3 milhões, os maiores da confederação sul-americano. Não está especificado no balanço quanto desse dinheiro efetivamente vai para os clubes.

Mas fato é que a Conmebol fica com um lucro de US$ 26,6 milhões de sobra. Manteve praticamente o mesmo percentual de lucro na competição que tinha no ano de 2015. Naquela temporada, eram 23% e agora caiu levemente para 21%.

Um campeão da Libertadores ganha US$ 8 milhões ao final da competição em premiação. Considerando todas as receitas da Conmebol, o torneio de clubes representa praticamente metade de suas receitas que somam Us$ 247 milhões. Ainda assim, o lucro da entidade foi de apenas Us$ 1,3 milhão por conta de outras despesas com torneios.


TVs se preparam para disputa por Champions e Libertadores no 2º semestre
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As emissoras de televisão já se preparam para uma possível coincidência de disputas de direitos de televisão por Libertadores e a Liga dos Campeões no segundo semestre deste ano. A concorrência da competição da europeia já é certa, enquanto a da sul-americana deveria ocorrer na mesma época, embora a Conmebol não a tenha confirmado.

A Liga dos Campeões foi adquirida pelo Esporte Interativo em outubro de 2014 em concorrência com outras emissoras de TVs fechadas. O contrato é de três anos e irá até o meio do próximo ano (temporada 2018/2019). A nova concorrência está prevista para o segundo semestre deste ano, ainda sem data certa.

Entre os concorrentes, é certo a presença do próprio Esporte Interativo, além de provavelmente a ESPN e o Sportv. Não se sabe se a Fox Sports entrará nesta disputa.

O último contrato foi obtido com um pagamento superior a US$ 100 milhões por três anos. Houve uma concorrência de envelope fechado, o que se repetirá agora em 2017.

No caso da Libertadores, o cenário ainda é incerto. Mas a Conmebol já informou às emissoras que vai contratar uma empresa para montar uma concorrência para o contrato a partir de 2019. A expectativa é portanto que até o segundo semestre o modelo desse leilão esteja pronto e seja colocado em prática. Até porque as emissoras entendem que, depois disso, fica bem em cima do final do contrato.

A questão é que alguns executivos de televisões ainda se mostram descrentes sobre a intenção da Conmebol de executar a concorrência. A confederação sul-americana nunca executou uma disputa aberta, sempre vendendo os direitos de forma obscura. Por isso, foram constatados pagamentos de propina a dirigentes em contratos da entidade, em investigação feita pelo Departamento de Justiça dos EUA no “caso Fifa”.

Membros da cúpula da Conmebol dizem que já foi decidido que a concorrência ocorrerá por país, sem necessariamente haver divisão por plataforma. A participação de emissoras na disputa vai depender do modelo e da confiabilidade que a confederação sul-americana der ao processo. É certo que a Fox Sports e provavelmente a Sportv vão participar. Esporte Interativo e ESPN vão depender da concorrência.


Bombeiros fecham oito mil lugares do Maracanã, Fla corre para reabrir setor
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Uma vistoria do Corpo de Bombeiros determinou o fechamento do setor leste superior do Maracanã para jogos do Flamengo e Fluminense por falta de cadeiras. O clube vai correr para recolocar os assentos no lugar até a partida diante do Atlético-PR pois já vendeu ingressos para os lugares. Os bombeiros dizem que há tempo hábil para resolver o problema e pedir nova verificação.

A assessoria dos Bombeiros informou que em uma vistoria foi constatado que havia número de assentos menor do que os 8 mil lugares, e notificou a Odebrecht de que teria de manter fechado o setor até serem recolocados os assentos. A informação foi publicada primeiro no blog da Gabriela Moreira, na ESPN, e confirmada pelo UOL.

A interdição do setor ocorreu porque as pessoas ficariam em pé no setor e isso poderia causar público maior do que o previsto no estádio, atrapalhando rotas de fuga.

A Odebrecht atribuiu o problema ao Comitê Rio-2016 que não teria colocado no lugar todos os assentos retirados para os Jogos. Por isso, não fará nada já que espera que o comitê acerte essas pendências como previsto em contrato e em acordo recente.

O Flamengo já vendeu ingressos para o setor e agora vai correr para resolver o problema. A primeira medida é tentar pressionar a concessionária para resolver a questão. Mas a determinação é de que, se for necessário, o clube vai tomar providências por conta própria para botar as cadeiras no lugar e manter o setor aberto.

O laudo de funcionamento do Maracanã dado pelos Bombeiros é válido até o final de abril. Caso os assentos não sejam colocados, o estádio seria liberado novamente com capacidade menor do que a prevista.

No caso do Fluminense, o clube já tinha deixado de vender assentos para o setor temendo uma interdição, portanto, não enfrenta o mesmo problema.

 


Regulamento do Nacional ratifica até nove brasileiros na Libertadores
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O regulamento do Brasileiro da Série A oficializa a possibilidade de haver até nove times brasileiros na Libertadores. Isso estava previsto na mudança de regras da competição em outubro que inchou o formato com equipes nacionais. Com isso, a Primeira Divisão pode classificar até 15 equipes a campeonatos sul-americanos.

A Conmebol decidiu em outubro por mudar a Libertadores e determinou duas vagas a mais para o Brasil. O Nacional estava no meio e por isso foram criadas regras de emergência para a classificação para a Libertadores de 2017.

Então, a Conmebol já decidiu que o campeão da Sul-Americana já não teria descontada uma das vagas do seu país. Esse desconto não ocorreu, portanto, no último campeonato quando a Chapecoense foi campeã. Assim, o país teve oito participantes na edição de 2017.

Divulgadas nesta segunda-feira, as regras do campeonato nacional confirmam essa prática para 2018. Com isso, na verdade, o Brasileiro ganhou duas vagas e meia. Explica-se: o regulamento previa até 2015 que a vaga de campeão da Sul-Americana fosse descontada, excluindo-se o quarto do Nacional.

Assim, são sete vagas fixas para o país, sendo o 1o a sexto do Brasileiro, mais o campeão da Copa do Brasil. Além disso, podem-se se somar mais dois times com títulos da Sul-Americana e da Libertadores. O regulamento fala então em Brasil 1 a Brasil 9 caso o país ganhe ambas as competições. E seriam sete times já garantidos na fase de grupos, e dois na fase preliminar.

O Brasileiro ainda prevê seis vagas para a Sul-Americana. Agora, não existe mais contradição com a Copa do Brasil, pois as competições não são disputadas simultaneamente. Desta forma, poderão ser até 15 times do Nacional classificados para competições continentais. Só ficariam de fora os quatro rebaixados e o 16o colocado.

Fora isso, o regulamento do Brasil previu as modificações aprovadas no Conselho Técnico, isto é, proibição de um time jogar fora de seu Estado, veto à grama sintética a partir de 2018 e capacidade mínima de 12 mil pessoas para estádios, em vez de 15 mil.