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Ricos, Palmeiras e Fla gastaram juntos R$ 145 mi em contratações em 2016
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Com as maiores receitas do ano passado, Palmeiras e Flamengo turbinaram suas contratações durante a temporada: gastaram um total de R$ 145 milhões. É o que apontam os balanços dos dois clubes já publicados. E esses valores não incluem direitos de imagem, nem atletas que a Crefisa ajudou o time alviverde a contratar.

Para se ter uma ideia do volume de investimento de ambos, o valor é superior ao total gasto por clubes brasileiros em contratações do exterior na janela de transferência desse início de 2017.

Flamengo e Palmeiras são os dois primeiros clubes brasileiros a atingirem o patamar de meio bilhão de reais no ano passado. O clube rubro-negro teve receita de R$ 510 milhões, e o alviverde de R$ 498 milhões. Ambos tiveram superávit e não houve aumento de dívida.

Neste cenário, o Palmeiras investiu R$ 77,7 milhões em contratações de jogadores no mercado. Um aumento de mais de 50% em relação a 2015 quando o total foi de R$ 49,7 milhões. Não estão incluídos no pacote jogadores trazidos pela Crefisa. A parte dos direitos de alguns atletas ainda será paga como o zagueiro Mirna.

O investimento deu resultado já que o time palmeirense acabou campeão brasileiro ao final de 2016. No início deste ano, o clube acelerou ainda mais graças aos aportes da Crefisa que contratou jogadores sem que isso represente gasto para o alviverde.

No caso do Flamengo, o crescimento do investimento foi maior, embora o gasto menor. Foram R$ 67,7 milhões destinados à compra de direitos econômicos de atletas. O salto foi de R$ 82% em relação a 2015 quando o gasto foi de R$ 37,3 milhões.

O time não conquistou título, disputando o Brasileiro com o Palmeiras e ficando na terceira posição. Mas montou uma base sólida para a atual temporada.

A diretoria rubro-negra ainda tem que quitar contratações como Mancuello, Cuellar e Rodinei que foram feitas em parcelas. Por conta desse movimento, os dirigentes rubro-negros já decidiram que vão manter os investimentos no patamar de 2016 sem aumentos para atual temporada.


Clubes se encontram em São Paulo para debater mudança na eleição na CBF
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Um grupo de grandes clubes brasileiros se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para discutir se serão tomadas medidas em relação às mudanças de estatuto da CBF que tiraram poder das agremiações. A reunião vem sendo articulada desde a semana passada em sigilo para não causar reações antes de os times saberem exatamente o que querem fazer.

As federações estaduais e a CBF votaram uma alteração no estatuto da entidade para alterar o peso dos votos na eleição para presidente. Com a nova regra, as federações passaram a ter peso três na votação, os clubes da Série A, dois, e os da B, um. Assim, as entidades estaduais têm mais votos (81) do que as agremiações (60). O movimento foi feito sem consulta ou aviso aos clubes.

Dirigentes de times ficaram irritados com a atitude da CBF e reclamaram da perda de poder sem discussão. Ainda mais porque a confederação tinha convocado todos os cartolas para opinar sobre as mudanças de estatuto, mas, no final, decidiu fazer uma versão sozinha só ouvindo federações.

Entre os clubes articulados, estão Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, e provavelmente os grandes de São Paulo (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos), e o Cruzeiro. Não há certeza sobre a presença de todos, nem se haverá mais times no movimento justamente pelo sigilo mantido em relação ao encontro. A sede de um dos times paulistas da capital deve ser usada como local da reunião.

A pauta da reunião não está completamente definida, embora a reunião tenha sido motivada pela irritação com a atitude da CBF em mudar o sistema eleitoral para manter o poder. Dificilmente, no entanto, haverá uma revolta geral com a confederação pelo que o blog ouviu dos dirigentes que vão participar.

Mas há a intenção de tomar alguma medida já que os dirigentes de clubes perceberam que foram vistos como fracos diante da confederação por não reagirem às mudanças no estatuto. Há entre alguns cartolas que vão à reunião uma descrença em relação aos resultados já que as agremiações nunca conseguiram se unir de fato para reivindicar suas demandas. É imprevisível o que sairá da reunião.


Como o Atlético-PR se tornou o maior obstáculo nos planos da Globo
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Após fechar contratos com mais de vinte clubes para o Brasileiro-2019, a Globo tem como desafio acertar acordos de TV Aberta e de pay-per-view com os times que estão com o Esporte Interativo. E, nesta negociação, o Atlético-PR tornou-se o maior obstáculo para a emissora, pois articulou para que os times atuem em grupo e tem questionado o sistema de pay-per-view. Se o grupo não assinar o ppv, pode tornar o pacote pouco atrativo para a Globo e seus assinantes.

No ano passado, a emissora global acertou contrato com mais de vinte clubes para a TV fechada do Brasileiro da Série A, além da TV aberta e ppv. Já  o Esporte Interativo assinou com outras 15 agremiações só para o canal a cabo – eles poderiam negociar as outras plataformas com a Globo.

Na TV aberta, Atlético-PR, Coritiba, Santos, Bahia e provavelmente o Palmeiras (o alviverde ainda não confirmou), que formam o novo grupo, devem ter uma negociação mais fácil, já que as cotas são divididas com critérios iguais para todos. A questão é o ppv, onde há discordância forte.

A Globo determinou que a divisão é pelo número de assinantes que declaram torcer para cada clube em um critério de pesquisa. Mas garantiu um mínimo para o Flamengo de 18,5% do total a ser distribuído, e cota similar para o Corinthians, mesmo que eles não atinjam esse percentual (há outra versão de que a garantia é em número absoluto de dinheiro correspondente a esse percentual, mas é fato que ela existe). Os dirigentes do Atlético-PR fizeram a conta e viram que o clube carioca ganharia R$ 6,4 milhões, contra R$ 300 mil do Furacão por jogo, e consideram a vantagem exagerada.

A posição radical dos paranaenses é de que, com esse modelo, não assina até porque sua perda financeira não será grande e pode criar um canal de streaming. O Atlético-PR entende que a Globo tem que usar o percentual que ela tem direito para melhorar a oferta para os clubes do Esporte Interativo. Isso porque a emissora fica com 62% do total arrecadado com o ppv, e os clubes ficam com 38%. Os times têm um mínimo garantido que será de R$ 700 milhões em 2019, ano do início do novo contrato.

A Globo argumenta que já mudou a distribuição das outras cotas para tornar tudo mais igual. E que o critério do ppv tem que ser mantido porque é justo por ser medido de acordo com a participação de cada torcida. Além disso, alega que não dá para ter um salto radical do modelo antigo para o modelo inglês que é com critério igual para todos. Além disso, por lá não há ppv.

Outro argumento do Atlético-PR é de que o custo da Globo para operar o ppv é bem baixo, isto é, não se justifica ela ficar com pouco menos de dois terços da renda do ppv, o que chegará a R$ 1,1 bilhão só com o canal pago. A emissora, em contrapartida, alega que a despesa operacional é alta, sim, com pagamento a operadoras, em material jornalístico para o canal e na produção das transmissões.

O grupo de clubes tem a intenção de contratar uma empresa ou um executivo somente para discutir os contratos com a Globo. A emissora estava um pouco confusa porque esses times, inicialmente, estavam conversando em separado e juntos ao mesmo tempo. E, por exemplo, clubes como o Bahia teriam bem maior perda financeira sem o ppv já que tem maior participação de torcedores. Agora, o clubes unificaram o grupo e devem falar em uma voz.

Já é a segunda vez que o Atlético-PR adota posição forte e atrapalha os planos da Globo. A emissora ofereceu uma cota de R$ 1 milhão para o clube e para o Coritiba pelo Estadual, o que foi recusado. Deste episódio resultou na tramissão online do clássico que gerou uma adiamento de jogo e uma grande discussão sobre o assunto. Apesar das divergências, as duas partes continuam conversando para tentar chegar um acordo.


Relação entre Palmeiras e Crefisa evitará erros de parcerias do passado?
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Durante a última semana, os donos da Crefisa e o presidente do Palmeiras deram entrevistas admitindo que o patrocínio pago pela empresa está acima de mercado. Falaram o óbvio se analisarmos o futebol e a economia do país. Suas afirmações geram uma pergunta: o caso Crefisa é igual a outras parcerias que botaram dinheiro a fundo perdido em clubes e depois saíram deixando terra arrasada?

Para tentar responder a esta pergunta, vamos primeiro relembrar episódios em que isso aconteceu. O primeiro exemplo é o próprio Palmeiras com a Parmalat. Depois, temos o Corinthians com a Hicks Muse e posteriormente com a MSI. No meio disso, a ISL injetou milhões em Grêmio e Flamengo, além do Bank of American no Vasco. E a experiência mais longeva foi da Unimed no Fluminense que durou mais de dez anos.

De início, é importante ressaltar que a Crefisa tem seu dinheiro obtido legalmente no país. Há questionamentos, porém, sobre os negócios da empresa. Um processo judicial movido por uma ex-faxineira alega que o dono da empresa, José Roberto Lamachia, cometeu fraudes na fundação de sua faculdade, na década de 70, em caso revelado pela “Isto é Dinheiro”. Mas ainda não há uma conclusão judicial sobre o assunto. E não há indícios de que o dinheiro da empresa é ilegal.

Em contraponto, a ISL, por exemplo, veio para o Brasil às vésperas de entrar em falência por meio de paraísos fiscais. Investigadores do caso apontam que o motivo foi tirar o dinheiro da Suíça para longe de credores. Tanto no Flamengo quanto no Grêmio acumularam-se informações de má gestão com os recursos.

A parceria Vasco e Bank of American também foi parar na CPI do Futebol com suspeitas de desvio de dinheiro. O mesmo tipo de sombra ocorreu com a MSI e seu dinheiro de origem obscura que levou à investigação da Polícia Federal no Corinthians.

Afastada dessa parceria, o investimento da Crefisa acima do mercado a aproxima dos casos da Parmalat e da Unimed. No caso da empresa médica, o dinheiro destinado ao Fluminense foi feito por um gestor, Celso Barros, que levou a empresa à beira da falência.

Um processo movido pela atual gestão da cooperativa médica contra ele indica que o recurso investido no clube não se justificava para a empresa e contribuiu para sua péssima situação atual. A Parmalat também acabou mal anos depois, embora sem tenha sido demonstrada relação direta com o Palmeiras.

No caso da Crefisa, há uma diferença: Leila Pereira e seu marido são donos da empresa. Estão colocando no Palmeiras o seu dinheiro, não o de cooperados que desconheciam a situação financeira da Unimed. Se ocorrer um prejuízo, será deles mesmos. A ver se isso pode ter impacto com clientes ou estudantes da faculdade, mas isso não se vislumbra atualmente.

Há, no entanto, um pecado comum entre a Crefisa e a Unimed, em parte também com a Parmalat. Trata-se da interferência externa de um patrocinador na gestão do clube. Celso Barros se achava no direito de pré-aprovar técnicos e jogadores, assim como a Parmalat tinha forte influência no futebol palmeirense.

Eleita conselheira e esbanjando milhões, Leila Pereira é cada vez mais influente na política do clube. E já deixou claro que entende que, por dar mais de R$ 100 milhões por ano, é a que mais contribui na história do clube. Ora, se o Palmeiras depende desse dinheiro para ter supertimes, estará nas mãos dela exclusivamente determinar qual o limite do seu poder, o que é um cenário bem complicado. A relação foge da profissional observada em outros patrocínios.

Entra aí outro aspecto que gera atenção para o alviverde. Uma característica em comum das grandes parcerias foi a complicação para o time se adaptar à realidade depois da saída do investidor. Todos tiveram quedas acentuadas de qualidade da equipe e também da gestão do clube, alguns casos resultando em rebaixamento.

Neste quesito, é preciso dizer que o Palmeiras tem uma base sólida de receitas além da Crefisa, incluindo estádio e sócios-torcedores. Teria como montar times competitivos, não no nível do atual, se houvesse um patrocinador pagando valor de mercado. O problema é que o clube inflou bastante seus gastos com futebol com base na empresa, o que pode gerar pendências em uma eventual saída.

Em contrapartida, a gestão de Maurício Galiotte se mostrou responsável ao usar entrada de dinheiro recente para reduzir a dívida com o ex-presidente Paulo Nobre. Ressalte-se que não há números detalhados do Palmeiras para 2016.

O futuro da parceria Palmeiras e Crefisa é impossível de prever. É possível, sim, ao clube evitar os erros cometidos no passado na relação de clubes de futebol com grandes investidores e com isso evitar problemas à frente.

 


Libertadores ignora critério da Champions e prejudica brasileiros em cotas
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Ao mudar a Libertadores para aumentar seu valor de mercado, a Conmebol ignorou esse mesmo mercado na hora de distribuir cotas da competição. Não houve alteração na divisão igualitária e por classificação em política oposta a da Liga dos Campeões que valoriza os países que geram mais dinheiro. Os maiores prejudicados foram os clubes brasileiros, maiores fonte de receita da competição. A fase de grupos da nova Libertadores começa nesta terça-feira.

A Conmebol vende os direitos de marketing e televisão da Libertadores em um pacote único, o que deve mudar para edição de 2019. Só que a rede de televisão que compra, no caso a Fox, tem como principal objetivo obter receitas no Brasil e na Argentina.

O potencial econômico brasileiro é muito maior do que o do país vizinho tanto que a confederação sul-americana inflou para oito times nacionais nesta edição. Ao mesmo tempo, manteve a cota fixa na fase de grupos: US$ 1,8 milhão para cada time, e prêmios crescentes por cada fase que as equipes avançam. Um time campeão pode chegar a US$ 8 milhões independentemente de qual seu país de origem.

Na Liga dos Campeões, as cotas são divididas em 60% por valores fixos e premiações por desempenho, e outros 40% por mercado. Ou seja, os clubes do países que geram os maiores contratos de tv locais ficam com mais dinheiro. Para dividir esse montante de mercado entre os times de cada nação é usado um critério esportivo: metade por desempenho no campeonato nacional e metade dentro da própria Liga dos Campeões. No total, 507 milhões de euros serão divididos dessa forma na atual temporada.

Na última edição encerrada da liga, 2015/2016, o Manchester City foi o clube que mais arrecadou 83,9 milhões de euros, acima do campeão Real Madrid que ficou com 80,1 milhões de euros. Isso porque o mercado espanhol gera receita menor do que o inglês. Na Libertadores, de nada vale gerar mais dinheiro para a competição.

“Não tem nenhum mercado como o brasileiro (na América do Sul). A Libertadores se apropria, mas não traz nada para esse mercado”, analisou o coordenador de curso de gestão da FGV/Fifa, Pedro Trengrouse. “A solução para Conmebol aumentar suas receitas seria expandir a competição para o mercado americano e canadense.”

O consultor em marketing esportivo, Amir Somoggi, vai além e estima que metade do mercado da Libertadores é originário do Brasil. E dá um exemplo de que um jogo do Atlético-MG atinge uma cidade grande como Belo Horizonte, enquanto do outro lado muitas vezes estão times de locais com pouco potencial econômico.

“O critério da UEFA é de mercado, pelo marketing pool. A Itália, por exemplo, não tem muita renda de jogo, mas gera bastante de televisão”, contou. “Desde que fundou a nova Liga dos Campeões, a UEFA considerou a meritocracia.”

Ele atribuiu à falta de poder político dos clubes brasileiros o fato de a Conmebol não fazer o mesmo na América do Sul. “No caso do Brasil, a diretoria não fala o mesmo idioma, a sede fica em um país de língua espanhola. A Conmebol dá mais atenção aos países de língua espanhola.” Lembre-se ainda que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não pode ir a reuniões da Conmebol com medo de ser preso pelo “caso Fifa”.

Em resumo, na hora de arrecadar, a confederação sul-americana olha para o Brasil, mas, na hora de distribuir o dinheiro, pensa nos países vizinhos.


Gabriel Jesus se afasta do ‘modelo Neymar’ e decide sua carreira e negócios
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Candidato a nova estrela brasileira na Europa, o atacante Gabriel Jesus adota um estilo bem diferente do maior expoente da nacional no continente, Neymar, na hora de lidar com sua carreira fora de campo. Primeiro, ele toca seus negócios por conta própria sem entregar tudo na mão de um parente ou empresário. Segundo, tem evitado excesso de iniciativas de marketing no início da temporada europeia.

O jogador do Manchester City tem duas empresas que tocam seus negócios no Brasil, a CR  Sports e a recém-criada GJ Sports e marketing. A primeira é uma sociedade com o seu empresário Cristiano Simões e é responsável por cuidar da imagem do jogador.

Por enquanto, seu único contrato de patrocínio é com a Adidas, renovado até 2023. Bem diferente de Neymar que já exibia um leque de patrocinadores ainda novo.

“Há sondagens. Mas, por enquanto, estamos procurando focar no que está acontecendo dentro de campo”, contou Cristiano Simões, empresário do jogador. “Sabemos que quando o jogador rende em campo, os patrocinadores vêm.”

Desde o início de 2016, Gabriel Jesus é sócio minoritário da empresa com Simões, com R$ 900,00 do capital total de R$ 10.000. Foi a CR Sports que ficou com boa parte do dinheiro da negociação do Palmeiras com o Manchester City. A divisão de cotas por sócios não significa que o jogador ficou com menos dinheiro porque a distribuição de lucros pode se dar sem respeitar percentuais.

Quando há potenciais negócios para sua carreira, Gabriel Jesus é quem dá a palavra final. “Levo as propostas. Por ser mais velho, dou conselhos sobre o que representa cada proposta. Mas quem decide é ele”, disse Simões. A mãe, Vera Lucia Diniz Jesus, é sua maior conselheira. “Ela dá palpites, mas ele toma as decisões.”

Uma história bem diferente do astro Neymar que entregou direitos de comercialização da sua ida ao Barcelona para uma empresa em nome do pai, Neymar dos Santos Silva, e de sua mãe, Nadine. Na investigação do caso, na Justiça Espanhola, o jogador afirmou que o pai era quem cuidava de tudo e ele apenas assinava os contratos. Ressalte-se que a decisão de ir ao Barcelona foi sua, mas os termos do polêmico negócio foram estruturados pelo pai.

Já Gabriel criou uma empresa com a mãe Vera Lucia no final de 2016 para gerir outra parte de seus negócios. A GJ Sports e Marketing Ltda. atua na área de agenciamento de jogadores, aluguel e venda e compra de imóveis. O jogador é o sócio majoritário, enquanto sua mãe tem uma participação menor no negócio.

Seu agente Cristiano Simões nem sabia da existência da empresa, o que mostra como o jogador pensa seus negócios de forma independente. Isso já tinha ficado claro quando rompeu com o empresário anterior Fábio Caran, ou quando ameaçou melar a negociação com o City por não gostar de alguns termos. Certo é que Jesus se distancia da imagem da estrela blindada e tem as rédeas da sua carreira.


Só Palmeiras leva mais de 20 mil nas estreias de grandes em Estaduais
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O Palmeiras foi o único dos 12 grandes times do país que conseguiu atrair um público maior do que 20 mil pessoas em sua estreia em Estaduais. Na verdade, todos os outros não ultrapassaram nem a marca de 15 mil pagantes em suas partidas nos campeonatos. Isso reforça que os torcedores demonstram desinteresse pelas fases iniciais das competições.

O maior público do ano foi o jogo entre Atlético-MG e Cruzeiro, pela Copa Primeira Liga, com 41.530 pessoas. O clássico logo na primeira partida da competição e o apelo de um Mineirão meio a meio fizeram diferença.

Nos Estaduais, foram 24 partidas até agora envolvendo os grandes. Campeão brasileiro em 2016, o Palmeiras estreou contra o Botafogo-SP com 24.947, no Allianz Parque. Foram 23 outros jogos de grandes nas competições – um deles não foi possível obter o público – que não tiveram número de pessoas expressivo acima de 15 mil.

Enquanto isso, seus rivais São Paulo e Corinthians jogaram fora com público baixos (2.219 e 6.007 respectivamente). No caso são-paulino, houve um boicote da torcida à estreia do técnico Rogerio Ceni por conta dos altos preços impostos pela diretoria do Audax.

No Rio, nem a estreia com o clássico Vasco e Fluminense foi capaz de apresentar bom público. Foram apenas 11.043. De resto, o Flamengo, mesmo tendo ido para a Arena das Dunas, também não superou a marca de 10 mil em nenhum dos três jogos. O Botafogo chegou a jogar para 1.690 pessoas diante do Madureira.

Em Minas, o Galo até levou 12.877 em sua estreia diante do América-TO. Em seguida, seu público ficou na casa dos 4 mil. Movimento parecido ocorreu com o Cruzeiro, com 9.854 na estreia diante do Vila Nova, e menos da metade disso diante do Tricordiano.

No Gaúchão, o Grêmio teve seu maior público diante do Ypiranda, com 12.731, enquanto o Inter teve apenas 1.425 diante do Veranópolis. Em seu estádio, levou 11.052.

Claro que o Corinthians ainda jogará em casa, o Flamengo terá um estádio no Rio no futuro com a Arena da Ilha, e haverá clássicos. Mas fato é que nem a saudade de seus times fez o torcedor se mobilizar para ir no estádio para ver jogos do Estadual, com exceção do palmeirense.


Estádio dá ao Palmeiras vantagem de R$ 150 mi sobre Corinthians em 2 anos
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Quando decidiram fazer seus estádios, Palmeiras e Corinthians adotaram modelos de negócios completamente diferente. Houve uma longa discussão sobre quem teria a melhor fórmula. Passados dois anos das arenas em funcionamento, o clube alviverde teve uma vantagem de cerca de R$ 150 milhões em renda sobre o rival, de acordo com levantamento do blog.

No modelo escolhido, o Corinthians decidiu criar uma estrutura de empresas para financiar a construção de seu estádio com empréstimo do BNDES e incentivo fiscal. Depois, ainda usou dinheiro da Odebrecht. As rendas da arena seriam todas destinadas ao pagamento desta conta, o que tirava a renda do clube com bilheteria. Hoje, a perspectiva é de que se alongue o pagamento da dívida por pelo menos 20 anos.

Já o Palmeiras fechou uma parceria com a W/Torre pela qual cedida o estádio e o terreno por 30 anos. A construtora realizava toda arena e cedia as rendas de bilheteria para o clube, ficando com o direito de exploração para shows e outros eventos.

Levantamento nas contas do fundo Arena Imobiliário e nas bilheterias do clube mostra que o estádio corintiano teve uma arrecadação em torno de pelo menos R$ 147,5 milhões em dois anos e meio de funcionamento. Pelas contas do fundo, foram R$ 119,3 milhões até o meio de 2016. As bilheterias corintianas somadas no segundo semestre foram de R$ 28,2 milhões.

No mesmo período, o Palmeiras deve registrar receita um pouco superior com o Allianz Parque. Em 2015, descreveu R$ 87,2 milhões em arrecadação com jogos em seu balanço.

Não há um número total fechado para 2016 já que o balanço não se encerrou. Mas as receitas de bilheteria do ano foram de R$ 59,6 milhões. Ou seja, o total chega a pelo menos R$ 146,8 milhões. Esse número certamente será maior já que o Palmeiras tem direito a um percentual pequeno da renda de eventos e de naming rights.

Feitas as contas, em dois anos com os estádios novos, o Palmeiras teve uma vantagem de cerca de R$ 150 milhões em seus cofres sobre o rival o que se reflete na situação financeira dos dois clubes. E pelo cenário atual isso deve perdurar.

Como deve prolongar a dívida com o BNDES por 20 anos, e tem outros débitos com a Odebrecht, o Corinthians pode ficar duas décadas sem bilheteria. A situação se agrava porque há a dívida privada, pela falta de venda de naming rights e de negociação da maior parte dos CIDs. Assim, é difícil dizer quando de fato o clube conseguirá cobrir o R$ 1,1 bilhão do custo do estádio.

No cenário mais otimista, de pagamento do débito corintiano em 20 anos,  a escolha do modelo de negócios de estádios representará uma diferença de R$ 1,5 bilhão em favor do Palmeiras sobre o rival em neste período. E, em 10 anos mais, o próprio Palmeiras terá seu estádio integralmente. Ou seja, não há dúvida hoje de quem fez o melhor negócio.


Campeão brasileiro, Palmeiras teve menos jogos na Globo do que rivais
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Apesar do título brasileiro, o Palmeiras foi apenas o 5o time em número de aparições na Globo no campeonato nacional. Ficou atrás de Corinthians, Flamengo, São Paulo e Fluminense. É o que mostra um levantamento do blog na tabela da competição.

O Palmeiras teve um total de 14 jogos na TV Aberta, número bem superior aos seis do ano passado. Em 2015, foi o time grande com menos partidas na Globo.

Mas ainda assim o título foi insuficiente para tornar a exibição do time alviverde mais frequente do que a de rivais. Flamengo e Corinthians tiveram maior número de jogos na TV Aberta com 17 compromissos. São Paulo e Fluminense vieram logo atrás com 15.

O número de jogos palmeirenses na Globo é igual ao do Vasco na Série B. Logo após, estão grandes como Cruzeiro (13), e Inter (13) que têm exibição em geral para suas regiões. Santos, Atlético-MG e Grêmio tiveram exposições bem inferiores no Nacional. O time santista, aliás, só apareceu cinco vezes na Globo apesar de ter sido o vice-campeão brasileiro.

A Globo tradicionalmente exibe um baixo número de jogos palmeirenses na TV Aberta. Isso causa reclamações da torcida e até atritos com dirigentes palmeirenses. O clube, aliás, fechou contrato de direitos de TV do Brasileiro na TV Fechada com o Esporte Interativo para 2019, em um acordo de seis anos. O tratamento dado pela Globo ao alviverde pesou na decisão, além de outros fatores.

Mesmo assim, surpreende o número de jogos exibidos na TV Aberta do Palmeiras no Brasileiro-2016 porque o time liderou o campeonato a maior parte do tempo. Foram mais de 30 rodadas na ponta, incluindo todo o segundo turno. A Globo até intensificou o número de partidas alviverdes no final: foram cinco nos 10 finais. Mas ainda assim é um número igual ao do Corinthians no mesmo período, e inferior ao do Flamengo (seis).


Palmeiras e Fla deixam farpas do Brasileiro no passado e fazem as pazes
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Após as brigas durante o Brasileiro-2016, as diretorias de Flamengo e Palmeiras acertaram os ponteiros recentemente em conversa rápida entre os presidentes palmeirense, Maurício Galiotte, e rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello. Ambos concordaram que era hora de deixar para trás as trocas de acusações entre dirigentes dos clubes durante a disputa do título nacional.

Após a polêmica em torno do Fla-Flu, em que houve acusações de interferência externa da arbitragem, o ex-presidente do Palmeiras Paulo Nobre convocou uma coletiva para dizer que “ninguém ia ser campeão na mão grande”. Referia-se à decisão do árbitro Sandro Meira Ricci, acertada aliás, em favor do Flamengo.

Irritado, o presidente rubro-negro chamou a atitude de desespero e perguntou quem não tinha vergonha na cara. Mais, criticou a arbitragem do jogo entre os times e a colocação de organizadas perto da diretoria do Fla.

Eleito presidente no final deste ano, Galiotte teve a iniciativa de falar com Bandeira. Ele mencionou o episódio posterior ao Fla-Flu e disse que o considerava superado. Ao blog, afirmou que são dois grandes clubes e não há motivo para desavença.

Bandeira gostou da atitude do novo presidente palmeirense, que considerou diferente do antecessor. Assim, classificou as rusgas durante a disputa do título como parte do passado.