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Clubes brasileiros reclamam à Conmebol maior transparência em tribunal
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Em reunião na CBF, clubes brasileiros pediram à cúpula da Conmebol uma maior transparência do tribunal de disciplina da entidade em decisões relacionadas à Libertadores. O movimento foi puxado pelo Santos e houve reclamação privada da Chapecoense. Há casos polêmicos no tribunal envolvendo Palmeiras e Chape. A confederação, no entanto, lavou as mãos dizendo que não tem interferência no tribunal.

O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, pediu à CBF um encontro com os clubes brasileiros para mostrar dados financeiros sobre a Libertadores. Aproveitou-se de uma reunião já marcada da confederação brasileira para discutir processo de internacionalização do futebol nacional com um consultor inglês.

No encontro, Dominguez mostrou aos times nacionais uma prestação de contas relacionada à Libertadores, incluindo os valores ganhos com a competição que giram em torno de US$ 150 milhões. É o que está no balanço divulgado pela entidade.

Encerrada sua exposição, o presidente do Santos, Modesto Roma Jr, pediu a palavra e reclamou que as decisões do tribunal disciplinar deveriam ser mais às claras. Não houve manifestação pública do presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, segundo apurou o blog. O “Lance!” noticiou que houve reclamação palmeirense.

Já o presidente da Chapecoense, Plínio Nês David, pediu uma reunião em particular com Dominguez para tratar do caso do zagueiro Luis Otávio, cuja escalação irregular ameaça tirar o time catarinense da Libertadores. Há uma revolta em Chapecó pelo caso e uma descrença nas decisões do tribunal.

Questionado pelos clubes brasileiros, Dominguez lavou as mãos sobre o tribunal. Afirmou que não concordava com todas as decisões, mas que o órgão era independente. Mais, acrescentou que o comitê disciplinar já estava lá quando ele chegou.


Casos de Palmeiras e Chape mostram que falta mudar muito na Libertadores
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Desde o ano passado a nova diretoria da Conmebol comandada por Alejandro Dominguez propagandeia que mudará a organização da Libertadores, modernizando a de acordo com padrões europeus. Houve nova fórmula anual, mais brasileiros, consultorias de marketing. Alguma evolução, outras medidas equivocadas.

Fato é que não se mexeu no essencial que é a garantir organização da competição, segurança do público e critérios justos como se constata nos casos controversos de Palmeiras e Chapecoense. Ainda há espaço para aquela frase cretina “Isso é Libertadores” que permite que o clube mandante faça quase qualquer coisa para intimidar o rival. E há quem exalte, diga que é uma característica de nós sul-americanos. A glorificação da selvageria.

Vamos aos fatos. Não é preciso ser nenhum gênio para constatar que torcedores e jogadores palmeirenses foram emboscados no estádio do Peñarol. Por circunstâncias – um delas a bravura dos alviverdes torcedores e jogadores -, não foram massacrados pelos uruguaios diante das falhas do clube local em garantir sua segurança (com intenção ou não).

O que fez o tribunal da Conmebol diante desse cenário de caos? Pune o Peñarol com um jogo sem torcida, e uma multinha de US$ 150 mil. Na cabeça do membros do comitê disciplinar da entidade, colocar vidas em risco rende uma mísera partida de portões fechados. Aos palmeirenses, uma Libertadores inteira sem torcida visitante.

Em relação aos jogadores, Felipe Mello, que tinha que ser punido pelo soco, toma seis jogos, mais do que os uruguaios que o perseguiram. Em resumo, vale a pena intimidar rivais na Libertadores.

A revolta e indignação dos palmeirenses são justas. Em meio aos gritos, ouço os alviverdes reclamarem que o Brasil é fraco nos bastidores da Conmebol. É fato já que o presidente da CBF Marco Polo Del Nero não viaja com medo da polícia internacional, e o representante da entidade Reinaldo Carneiro Bastos, da FPF, pouco faz. Lembremos que é aliado do presidente palmeirense, Maurício Galiotte.

Mas, se analisarmos fatos recentes, o Peñarol está longe de ser um amigo da Conmebol. Seus dirigentes lideraram um movimento contra a entidade com Liga Sul-Americana de clubes que questionava a falta de transparência da Libertadores.

A questão é outra: não deveria sequer de haver necessidade de ser forte nos bastidores na Libertadores. Em uma competição bem organizada, a Conmebol e seu tribunal iriam adotar critérios transparentes de punição, com explicações plausíveis para o que foi decidido. Atualmente, não há nem publicidade das decisões da confederações justificando seus atos.

Torcedores nos questionam, com razão, por não cobrar a Conmebol. Sinceramente, o que mais gostaria era de ter um canal em que a Conmebol respondesse e explicasse suas decisões. Cansamos de cobrar como jornalistas e sermos ignorados. Na confederação sul-americano, o Brasil só paga a conta.

O mesmo vale para o caso da Chapecoense e a suposta escalação irregular de Luis Otávio. É possível que os dirigentes do time catarinense tenham falhado e não tenham visto comunicado da entidade. Mas, como mostrou o blog da Gabriel Moreira, sequer há certeza de que o aviso da Conmebol foi mandado pelos canais certos.

Não dá para uma competição que vale mais de US$ 100 milhões (e deveria valer bem mais) estar sujeita a esse tipo de amadorismo. Não há um site onde as decisões do tribunal são expostas de forma clara, nem um canal onde os clubes possam consultar a regularidade de seus atletas. Um estágio de atraso inferior até ao padrão da CBF e do STJD.

O que os cartolas da confederação brasileira deveriam exigir da Conmebol não é mais peso político dentro da Libertadores e, sim, uma competição justa e equilibrada, com critérios iguais para todos. Ou ficaremos eternamente assistindo a visitas inúteis de cartolas brasileiros à sede da entidade no Paraguai, sem que isso tenha nenhum efeito benéfico para seus clubes. Para depois exaltarmos com a baba na boca “Isso é Libertadores” enquanto tomamos pedras e socos na cara.


Dívida de clubes com governo sobe no 2º ano do Profut. Veja os devedores
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Depois da implantação do Profut, em 2015, houve uma redução na dívida dos clubes com o governo federal por conta de descontos de multas após a adesão. Mas, no ano passado, esse débito voltou a subir porque os times estão pagando parcelas reduzidas no início, aponta um estudo da BDO Sports Management. A expectativa é que o passivo só passe a cair em dois anos quando houver pagamento de parcelas maiores.

Explica-se: pelas regras do Profut, os clubes pagam 50% da parcela devida nos dois primeiros anos. Em seguida, a parcela passa para 75% por mais dois anos. Depois, atinge um patamar de 90% por mais dois anos. E só atinge 100% após esse período. Quem aderiu no final de 2015 vai ter o primeiro reajuste no final de 2017. A exceção é a dívida de FGTS que tem parcelas fixas.

Enquanto isso, o débito é reajustado pela taxa Selic, que atualmente está em 12,15%. Ou seja, os pagamentos feitos pelos clubes são inferiores ao crescimento do débito tributário consolidado na Receita.

Em 2016, a dívida dos 23 maiores clubes brasileiros com o governo aumentou 9% ou R$ 230 milhões, atingindo o valor de R$ 2,6 bilhões, apontou o relatório da BDO. O estudo da consultoria fala em estagnação do débito fiscal, levando-se em conta os dois anos de Profut e a inflação. Em 2015, o débito fiscal teve queda de R$ 100 milhões.

O reajuste ocorreu no débito fiscal de quase todos os 23 clubes. O maior devedor é o Botafogo, seguido de Atlético-MG, Flamengo e Corinthians (veja valores abaixo). O blog apurou que, quando a parcela representar 75% do total, a tendência é a dívida estagnar e se manter estável. Só passaria a haver queda real do débito fiscal dos clubes a partir de 2020 quando os clubes então pagarem 90% da parcela.

Maior devedor, o Botafogo mostra em seu site a previsão de seus pagamentos dentro do Profut. Em 2016, o clube estimou pagar R$ 5,150 milhões. Esse valor saltaria para R$ 8,6 milhões em 2021 como pagamento integral. Só que esse valor será maior porque a dívida será reajustada pela Selic nos próximos quatro anos.

Será portanto a partir de 2020 que os clubes passarão a ter um real peso de dívidas fiscais sobre seus orçamentos, e assim poderão começar a reduzir o montante que acumularam de débitos durante anos com o governo. Veja quanto cada um deve:

1º Botafogo – R$ 292,7 milhões

2º Atlético-MG – R$ 284,3 milhões

3º Flamengo – R$ 282,3 milhões

4º Corinthians – R$ 232,2 milhões

5º Vasco – R$ 194 milhões

6º Fluminense – R$ 193,4 milhões

7º Cruzeiro – R$ 188,7 milhões

8º Santos – R$ 155,2 milhões

9º Bahia – R$ 111,5 milhões

10º Internacional – R$ 109,4 milhões

11º São Paulo – R$ 104,5 milhões

12º Coritiba – R$ 100,2 milhões

13º Grêmio – R$ 96,1 milhões

14º Palmeiras – R$ 79,1 milhões

15º Sport – R$ 64,6 milhões

 


Após Profut, clubes controlam gastos com futebol e reduzem dívida em 2016
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Após a implantação do Profut, os grandes clubes brasileiros controlaram gastos com futebol e conseguiram uma redução da sua dívida total em 2016. É o que mostra um levantamento da BDO Sports Management. Mas só se poderá ter certeza sobre os efeitos do Profut sobre os times a longo prazo porque houve um crescimento anormal de dinheiro com televisão por luvas neste ano.

As receitas dos 23 clubes de maiores receitas saltaram para R$ 4,462 bilhões em 2016, um aumento de 29%, bem acima da inflação. Pelo padrão do futebol brasileiro, isso representaria uma explosão de gastos no futebol para aproveitar o dinheiro extra. Mas não foi o que ocorreu dessa vez.

Houve, sim, um crescimento de gastos com o futebol de 9,4%, pouco acima da inflação, o que elevou o valor a R$ 2,888 bilhões. Isso significa que as despesas com futebol ficaram em 58% da receita total. “Com o forte crescimento da receita e com a nova lei que vigora no segmento (PROFUT), o indicador Custo do Futebol/Receita Total atingiu seu menor valor no período analisado”, aponta o relatório da BDO.

Para completar, os clubes nacionais apresentaram um superávit de R$ 423,7 milhões. “Apenas 6 dos 23 clubes apresentaram déficit em seus balanços em 2016”, contou a BDO. Esses times que apresentaram déficit foram: Sport, Avaí, Botafogo, Coritiba, Internacional e Cruzeiro. Lembre-se que as regras do Profut estabelecem que os clubes têm de reduzir seus déficits até zerá-los.

Como consequência, houve uma redução discreta do endividamento líquido dos grandes clubes nacionais. Esse caiu para R$ 6,390 bilhões, R$ 63 milhões a menos do que em 2015. Em dois anos, houve 5% de queda no débito dos times. Lembre-se que, considerada a inflação, essa queda foi maior. A redução foi maior em relação a empréstimos: houve queda de 7% com o valor ficando em R$ 1,6 bilhão.

Mas isso não significa que todos os clubes conseguiram reduzir suas dívidas. Líderes do ranking dos devedores, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense tiveram aumentos em seus débitos, além de Cruzeiro e Internacional. O São Paulo até teve um aumento de dívida, mas esse valor já caiu em 2017 com o pagamento de empréstimos e direitos de atletas. “16 dos 23 clubes apresentaram redução em seu endividamento com empréstimos”, apontou o relatório da BDO.

A dívida não é um índice absoluto para saber a situação financeira de um clube. É preciso levar em conta sua receita em relação ao débito, a natureza dos passivos e os gastos do clube. O Botafogo é o maior devedor na lista, mas é preciso lembrar que o Corinthians não incluiu o débito do estádio em seu balanço. Veja abaixo a listas da maiores dívidas de clubes brasileiros:

1o Botafogo – R$ 753,1 milhões

2o Atlético-MG – R$ 518,7 milhões

3o Fluminense – R$ 502 milhões

4o Flamengo ** – R$ 460,6 milhões

5o Vasco – R$ 456,8 milhões

6o Corinthians *- R$ 424,9 milhões

7o Grémio – R$ 397,4 milhões

8o Palmeiras – R$ 394,8 milhões

9o São Paulo – R$ 385,3 milhões

10o Cruzeiro – R$ 363 milhões

110 Santos – R$ 356,6 milhões

12o Internacional – R$ 311,6 milhões

13o Atlético-PR – R$ 264,5 milhões

14o Coritiba – R$ 187,1 milhões

15o Bahia – R$ 166,4 milhões

* O débito do Corinthians em relação a sua arena gira em torno de R$ 1,4 bilhão, mas uma parte desse valor deverá ser abatido por CIDs e ainda está em negociação.

**O Flamengo alega ter uma dívida de R$ 390 milhões porque não considera como débitos adiantamaentos de receitas, ao contrário da BDO.

 


Presidente do Fla reclamou à Conmebol que não tem acréscimo como Palmeiras
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Antes da partida contra a Universidad Catolica, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, esteve na sede da Conmebol com outros dirigentes brasileiros para conversar com o presidente da entidade, Alejandro Dominguez. Entre os temas abordados, esteve a arbitragem na Libertadores. Um dos itens citados foi a falta de acréscimos em jogos do time rubro-negro enquanto há tempo a mais em outras partidas como as do Palmeiras.

Na terça-feira, Bandeira esteve na Conmebol juntamente com o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, e o presidente do Santos, Modesto Roma Jr. Houve, no entanto, reuniões separadas já que o palmeirense tinha como objetivo tratar da questão da violência cometida contra seu time no estádio do Peñarol. O santista e o rubro-negro estiveram juntos com encontro com Dominguez.

Na reunião, o presidente do Flamengo reclamou que seu time teria sido prejudicado nos quatro jogos iniciais da Libertadores. Um dos questionamentos foi o critério de acréscimos após os jogos. O dirigente rubro-negro lembrou que houve descontos máximos de três minutos nos dois jogos em que o time foi derrotado diante do Atlético-PR e Universidad Catolica apesar de terem supostamente ocorrido fatos que deveriam gerar mais tempo de jogo.

Em compensação, a diretoria do Flamengo observa que dois jogos do Palmeiras contra Peñarol e Jorge Wilstermann tiveram acréscimos de 5min ou mais. Contra os uruguaios, o jogo foi até os 54min e, contra os bolivianos, até 50min. Em ambos saíram os gols do Palmeiras no final. Ressalte-se que nos dois casos houve bastante cera dos adversários durante a partida que justificavam acréscimos além do padrão normal.

Bandeira não disse que os acréscimos para o Palmeiras eram erros da arbitragem. Só alegou que, se esse era o critério, deveria ser adotado da mesma forma para jogos do time rubro-negro. O dirigente do Flamengo não falou sobre temas como cotas de Libertadores com Dominguez, e avalia que a Conmebol tem dado sinais de que está sob nova administração mais transparente.


Patrocínio a clubes só cai desde Copa-2014. Palmeiras se salva
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Receitas com patrocínio e publicidade têm sido das que mais crescem no futebol mundial. Não no Brasil. Com o país em crise econômica, as parceiras comerciais em camisas de clubes perderam valor real nos últimos três anos considerada a inflação, segundo estudo da BDO Sports Management sobre as contas de 2016. Só quem se salva com valor significativo na camisa é o Palmeiras com a Crefisa.

O estudo da BDO aponta que os 23 clubes mais ricos do país ganharam R$ 524,1 milhões no ano passado com patrocínios. Houve um crescimento de apenas 4% em relação ao ano anterior sendo que a inflação foi de 6,29%.

Essa perda de valor ocorre, ironicamente, desde o ano da Copa-2014 quando havia a promessa de um boom no futebol nacional. Naquele ano, houve queda de patrocínios aos clubes depois de anos de alta. Do final de 2013 para cá, se o investimento tivesse crescido pelo menos o percentual da inflação (22%), teria chegado a R$ 586,8 milhões. Ou seja, o mercado perdeu em valor real em torno de R$ 60 milhões.

“Se consideramos a inflação, e o investimento da Caixa, o patrocínio voltou ao patamar de 2010”, analisou o consultor da BDO, Pedro Daniel. “Considerando o dólar que era mais baixo em 2010, o valor caiu. Com o câmbio favorável, seria para as multinacionais quererem investir no futebol aqui. Não aconteceu.”

Isso apesar do investimento pesado da Caixa Econômica Federal em uniformes de clubes chegando a atingir patamar de R$ 150 milhões. Na prática, o banco responde por 30% do mercado nacional de patrocínio. Sem esse dinheiro, a queda seria ainda mais acentuada.

Mercados maduros do futebol costumam ter divisão balanceada de receitas. Na Europa, a TV é a principal fonte de renda, mas não fica tão à frente de patrocínios e bilheteria. No Brasil, com a queda dos patrocínios, a televisão já responde por cerca de metade das rendas dos clubes do total.

Em 2016, os 23 clubes mais ricos do país arrecadaram R$ 4,962 bilhões. Desse total, apenas 11% foram de patrocínios aos times. Há sete anos atrás, em 2010, esse percentual chegava a 17%. O mercado de publicidade dos clubes simplesmente regrediu.

No ranking, o que se percebe é que o Palmeiras se salvou dessa queda com a Crefisa. Líder no país no quesito, o clube atingiu R$90,7 milhões em 2016, um crescimento de 30% sobre o ano anterior. Foi seguido pelo seu rival Corinthians com R$ 71,5 milhões e aumento dentro da inflação. Já o Flamengo, que era líder, caiu 22%, atingindo R$ 66,3 milhões – isso aumentou sua dependência da televisão.

Fora do topo, São Paulo (77%), Atlético-MG (94%) e Altético-PR (60%) tiveram evoluções nos seus ganhos de patrocínios significativos percentualmente. Mas, no caso do tricolor, está recuperado o que tinha perdido em 2015. E Galo e Furacão partiram de patamares mais baixos. Veja abaixo o ranking de patrocínios:

1o Palmeiras – R$ 90,7 milhões

2o Corinthians – R$ 71,5 milhões

3o Flamengo – R$ 66,3 milhões

4o Grêmio – R$ 35,5 milhões

5o São Paulo – R$ 35,3 milhões

6o Internacional – R$ 34,2 milhões

7o Atlético-MG – R$ 31,6 milhões

8o Cruzeiro – R$ 26,8 milhões

9o Santos – R$ 22,4 milhões

10o Fluminense – R$ 15,7 milhões

11o Vasco – R$ 13,6 milhões

12o Botafogo – R$ 9,4 milhões

13o Coritiba – R$ 9,4 milhões

14o Sport – R$ 9,3 milhões

15o Bahia – R$ 9 milhões

16o Vitória – R$ 8,8 milhões

17o Chapecoense – R$ 7 milhões

18o  Atlético-PR – 6,8 milhões

19o Figueirense – R$ 6,8 milhões

20o Ponte Preta – R$ 6 milhões


Por que São Paulo e Palmeiras ganharam menos do que rivais com TV em 2016
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Uma análise dos balanços dos clubes mostra que São Paulo e Palmeiras ficaram atrás de vários rivais em receitas de televisão em 2016, apesar de serem times importantes na grade da Globo. Isso se explica por que os dois clubes não registraram em sua arrecadação as luvas das negociações de televisão. Mais do que isso, esses dois times paulistas ainda têm luvas extras a receber neste quesito no futuro, enquanto outros, não.

Os ganhos de São Paulo e Palmeiras com renda de televisão foram quase iguais: R$ 128 milhões para são-paulinos e R$ 128,3 milhões para alviverdes. Ficaram bem abaixo de Flamengo (R$ 297 milhões) e Corinthians (R$ 230 milhões). É normal ficar atrás desses dois, mas não com diferenças acima de R$ 100 milhões. Só que rubro-negros e corintianos registraram o recebimento de suas luvas pela assinatura do contrato do Brasileiro-2019 com a Globo.

Em outra comparação, o Vasco levou mais dinheiro de televisão do que os dois paulistas, com R$ 165 milhões, assim como o Santos (R$ 147 milhões) e o Fluminense (R$ 177 milhões). Times de fora do Eixo Rio-SP com os mineiros Atlético-MG e Cruzeiro ficaram no mesmo patamar de São Paulo e Palmeiras em ganhos de televisão.

A diretoria são-paulina recebeu R$ 60 milhões de luvas da Globo por assinar apenas o Brasileiro de TV Fechada. Esse dinheiro foi registrado como antecipação de receita, ou seja, não contou no ganho total de televisão do clube embora tenha entrado em caixa. Se fosse registrado como renda do ano, o total ganho pelo clube ficaria em torno de R$ 450 milhões, em torno de R$ 20 milhões abaixo do Palmeiras.

“Se colocássemos esse valor como receita, ficaríamos em um patamar próximo de Palmeiras e Corinthians em receita”, contou o diretor financeiro do São Paulo, Adilson Alves Martins. “O São Paulo recebeu esse dinheiro no início do ano, mas, por precaução e por recomendação do auditor, decidiu contabilizar como antecipação de receita.”

O São Paulo usou a verba para abater dívida. E, agora, a projeção é de que o clube receba outras luvas em torno de R$ 20 milhões para assinar o contrato de TV Aberta e pay-per-view. Por enquanto, só houve conversas preliminares com a Globo, sem conversa efetiva sobre valores.

O caso palmeirense é levemente diferente. O Palmeiras recebeu apenas em 2017 suas luvas de R$ 40 milhões do Esporte Interativo pela TV Fechada do Brasileiro-2019, isto é, não houve impacto no balanço de 2016.

Assim como os rivais são-paulinos, o clube alviverde também negociará contratos de televisão aberta e pay-per-view com a Globo pelos Nacionais, em conversas em que poderá pedir luvas. Em ambos os casos, portanto, as receitas de luvas terão impactos em contas futuras dos dois times.


Times de SP ganham R$ 1,6 bi em 2016. Corinthians lidera com luvas da Globo
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Os quatro grandes clubes de São Paulo ganharam R$ 1,643 bilhão em 2016, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. O número consta de estudo da consultoria BDO Sports Management. O Corinthians lidera a arrecadação do Estado, superando o Palmeiras graças às luvas pagas pela TV Globo.

Ressalte-se que o fato de o time corintiano ter ganho mais dinheiro não significa que suas contas estão em melhor estado do que as palmeirenses. Seu superávit foi de um terço dos rivais por excesso de despesa, e a renda recorde só ocorreu por causa de dinheiro extraordinário (luvas e vendas de jogadores).

De qualquer maneira, a boa notícia é que os quatro clubes apresentaram o seu maior superávit conjunto com R$ 175 milhões, sendo mais da metade vindo do Palmeiras. Isso depois de dois anos seguidos de rombos, principalmente nos casos de São Paulo e Corinthians. Assim, a consultoria BDO calculou uma queda de dívida de 4% para os times.

“Depois de oito anos seguidos de alta, o endividamento líquido dos quatro maiores clubes de São Paulo apresentou uma pequena redução no último ano”, explicou o relatório da BDO. No total, os quatro têm dívida líquida de R$ 1,561 bilhão. Veja um resumo de cada um dos quatro clubes segundo números da BDO:

Corinthians

O Corinthians teve R$ 485,5 milhões em receitas operacionais em 2016, quase R$ 200 milhões a mais do que em 2015. Desse total, R$ 80,7 milhões são de luvas da Globo pela assinatura do novo contrato do Brasileiro para 2019. Com isso, o Corinthians somou R$ 230 milhões em receitas de televisão, ou 47% do total. A venda de jogadores (R$ 144 milhões) foi outro fator, mas metade não ficou com o clube por pertencer a parceiros. Seu superávit foi de R$ 31 milhões, evitando o rombo dos dois anos anteriores.

A contabilização das luvas como receitas no ano da assinatura não era recomendado por norma no Conselho de Contabilidade até 2015. Deveria só entrar no ano do contrato. Mas a Apfut (órgão de controle do Profut) tem indicado aos times que façam esse registro na receita a partir deste balanço de 2016. Flamengo e Santos fizeram o mesmo. A norma ainda não está consolidada.

Palmeiras

Bem menos dependente da televisão, o Palmeiras teve uma receita operacional de R$ 468,6 milhões. O levantamento da BDO aponta que 27% das suas rendas vêm de direitos de TV. O clube teve 19% de publicidade e 15% de bilheteria.

Há de se fazer uma ressalva que, se fossem consideradas as receitas financeiras, o Palmeiras teria um total de renda bruta maior do que o do Corinthians. Com essas receitas, o clube atinge R$ 498 milhões. Não por acaso o Palmeiras teve o maior superávit com R$ 89 milhões.

São Paulo

Sua receita ficou longe dos dois rivais da capital com R$ 393,4 milhões, mas apresentou um crescimento de R$ 60 milhões em relação ao ano anterior. Desse total, um terço vem da televisão, 28% de transferências de jogadores e apenas 9% de publicidade.

Seu superávit foi de apenas 800 mil, o menor entre os quatro grandes clubes do Estado. Ressalte-se que pelo menos o clube conseguiu evitar os rombos nos balanços verificados nos dois últimos anos.

Santos

O Santos também contabilizou as luvas do contrato de televisão do Brasileiro-2019 em seu balanço. Por isso teve um salto para R$ 295,8 milhões em relação a 2015 quando sua renda foi de R$ 169,9 milhões. Apesar de ser a menor renda entre os grandes paulistas, obteve um superávit de R$ 54 milhões, inferior apenas ao Palmeiras.

Assim como o Corinthians, o Santos se mostra bastante dependente da receita de televisão com 50% do total vindo dos contratos de direitos de transmissão. Outros 25% vieram de transferências de jogadores.


Conmebol inclui Arena Corinthians e Allianz Parque na Copa América-2019
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Em reunião em Santiago, dirigentes da CBF e da Conmebol traçaram um plano prévio da Copa América-2019 com sedes e quantidades de times. Entre os sete locais escolhidos, ficou acertado que São Paulo terá duas sedes com o Allianz Parque e a Arena Corinthians. A informação foi publicada primeiro no Globo.com e confirmada pelo blog.

Uma das prioridades dos vigentes é realizar uma Copa América com contenção de custos no Brasil. Assim, a intenção é que a competição fique restrita a poucas sedes com deslocamento reduzido. Já certas estão São Paulo (2), Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. Há a possibilidade da inclusão de Fortaleza e de Recife com a Arena Pernambuco.

Esse é plano inicial, mas os organizadores ainda terão de discutir com os donos dos estádios para fechar o cronograma de jogos para as 16 seleções previstas. O Comitê Organizador Local será formado em acordo entre a Conmebol e a CBF. Serão eles que negociarão com os donos dos estádios a cessão desses.

Depois, a confederação estabelecerá um orçamento para a competição. A Conmebol deve ter bastante peso nas decisões sobre a Copa América já que bancará a maior parte dos custos da competição. Balanço da entidade apontou que a competição, quando realizada nos EUA, foi bastante rentável atingindo receita de quase US$ 90 milhões.

Ainda não há informação de quanto tempo os estádios terão de ser usado exclusivamente para a Copa América. Normalmente, o Brasileiro não para para a Copa América. Mas a intenção da CBF é reduzir bastante o período de cessão para não repetir os prejuízos cometidos pela Copa-2014 e porque não haverá necessidade de grandes estruturas.

Pelo plano inicial, o Allianz Parque será o único estádio da Copa América que não foi utilizado na Copa-2014. Isso porque, em Porto Alegre, há uma preferência pelo Beira-Rio em relação à Arena Grêmio.


Crefisa desrespeitou lei ao usar imagem do Papa sem aval em propaganda
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Patrocinadora do Palmeiras, a Crefisa só podia usar a imagem do papa Francisco em propaganda com autorização do religioso de acordo com a lei brasileira. A empresa utilizou foto do líder religioso em anúncios no dia 13 de abril. Nesta sexta-feira, a ESPN informou que o Vaticano desconhecia o uso da imagem dele e não descartava um processo.

Dirigentes do Palmeiras foram ao Vaticano e deram uma camisa para o papa Francisco. Foi tirada uma foto e distribuída para jornais. Até aí, nenhum desrespeito à lei. É comum a publicação da imagem dele em material jornalístico e com fotos de camisas de times.

Mas, na sexta-feira, a Crefisa publicou anúncios em grandes jornais e sites com o título: “A Força de um gigante”. No texto, o “Papa Francisco entrou para a Família Palmeiras e abençoou o manto. Avanti Palestra!” Embaixo, os símbolos da Crefisa e da FAM.

“Sim (tinha que pedir autorização), sem dúvida. Muitas vezes isso acontece, mas algumas autoridades não costumam processar por isso”, contou a advogada Mariana Galvão, especialista em legislação de uso de imagem. “Configura um ilícito cível.”

A advogada explicou que os artigos do Código Civil de 12 a 20 regulam o direito ao uso da imagem. Pelo artigo 18: “Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.” O artigo 5o da Constituição também prevê no inciso X que a imagem da pessoa é inviolável.

À ESPN, o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, afirmou que foi um uso “não autorizado da imagem do papa”. E acrescentou que poderia ser tomada uma medida legal.

Segundo a advogada Mariana Galvão, cabe uma medida judicial no caso de falta de aval em propaganda. “Pode-se se pedir a suspensão da utilização da imagem e indenização por uso dessa imagem.” Ressalte-se que o Palmeiras não tem responsabilidade pela propaganda da Crefisa.

Deste a sexta-feira passada, o UOL Esporte tentou uma resposta da Crefisa sobre o uso da imagem indevida do papa. Foi procurada a assessoria de imprensa, o diretor de marketing e a própria Leila Pereira. Nenhum deles respondeu aos questionamentos.