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Relação entre Palmeiras e Crefisa evitará erros de parcerias do passado?
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Durante a última semana, os donos da Crefisa e o presidente do Palmeiras deram entrevistas admitindo que o patrocínio pago pela empresa está acima de mercado. Falaram o óbvio se analisarmos o futebol e a economia do país. Suas afirmações geram uma pergunta: o caso Crefisa é igual a outras parcerias que botaram dinheiro a fundo perdido em clubes e depois saíram deixando terra arrasada?

Para tentar responder a esta pergunta, vamos primeiro relembrar episódios em que isso aconteceu. O primeiro exemplo é o próprio Palmeiras com a Parmalat. Depois, temos o Corinthians com a Hicks Muse e posteriormente com a MSI. No meio disso, a ISL injetou milhões em Grêmio e Flamengo, além do Bank of American no Vasco. E a experiência mais longeva foi da Unimed no Fluminense que durou mais de dez anos.

De início, é importante ressaltar que a Crefisa tem seu dinheiro obtido legalmente no país. Há questionamentos, porém, sobre os negócios da empresa. Um processo judicial movido por uma ex-faxineira alega que o dono da empresa, José Roberto Lamachia, cometeu fraudes na fundação de sua faculdade, na década de 70, em caso revelado pela “Isto é Dinheiro”. Mas ainda não há uma conclusão judicial sobre o assunto. E não há indícios de que o dinheiro da empresa é ilegal.

Em contraponto, a ISL, por exemplo, veio para o Brasil às vésperas de entrar em falência por meio de paraísos fiscais. Investigadores do caso apontam que o motivo foi tirar o dinheiro da Suíça para longe de credores. Tanto no Flamengo quanto no Grêmio acumularam-se informações de má gestão com os recursos.

A parceria Vasco e Bank of American também foi parar na CPI do Futebol com suspeitas de desvio de dinheiro. O mesmo tipo de sombra ocorreu com a MSI e seu dinheiro de origem obscura que levou à investigação da Polícia Federal no Corinthians.

Afastada dessa parceria, o investimento da Crefisa acima do mercado a aproxima dos casos da Parmalat e da Unimed. No caso da empresa médica, o dinheiro destinado ao Fluminense foi feito por um gestor, Celso Barros, que levou a empresa à beira da falência.

Um processo movido pela atual gestão da cooperativa médica contra ele indica que o recurso investido no clube não se justificava para a empresa e contribuiu para sua péssima situação atual. A Parmalat também acabou mal anos depois, embora sem tenha sido demonstrada relação direta com o Palmeiras.

No caso da Crefisa, há uma diferença: Leila Pereira e seu marido são donos da empresa. Estão colocando no Palmeiras o seu dinheiro, não o de cooperados que desconheciam a situação financeira da Unimed. Se ocorrer um prejuízo, será deles mesmos. A ver se isso pode ter impacto com clientes ou estudantes da faculdade, mas isso não se vislumbra atualmente.

Há, no entanto, um pecado comum entre a Crefisa e a Unimed, em parte também com a Parmalat. Trata-se da interferência externa de um patrocinador na gestão do clube. Celso Barros se achava no direito de pré-aprovar técnicos e jogadores, assim como a Parmalat tinha forte influência no futebol palmeirense.

Eleita conselheira e esbanjando milhões, Leila Pereira é cada vez mais influente na política do clube. E já deixou claro que entende que, por dar mais de R$ 100 milhões por ano, é a que mais contribui na história do clube. Ora, se o Palmeiras depende desse dinheiro para ter supertimes, estará nas mãos dela exclusivamente determinar qual o limite do seu poder, o que é um cenário bem complicado. A relação foge da profissional observada em outros patrocínios.

Entra aí outro aspecto que gera atenção para o alviverde. Uma característica em comum das grandes parcerias foi a complicação para o time se adaptar à realidade depois da saída do investidor. Todos tiveram quedas acentuadas de qualidade da equipe e também da gestão do clube, alguns casos resultando em rebaixamento.

Neste quesito, é preciso dizer que o Palmeiras tem uma base sólida de receitas além da Crefisa, incluindo estádio e sócios-torcedores. Teria como montar times competitivos, não no nível do atual, se houvesse um patrocinador pagando valor de mercado. O problema é que o clube inflou bastante seus gastos com futebol com base na empresa, o que pode gerar pendências em uma eventual saída.

Em contrapartida, a gestão de Maurício Galiotte se mostrou responsável ao usar entrada de dinheiro recente para reduzir a dívida com o ex-presidente Paulo Nobre. Ressalte-se que não há números detalhados do Palmeiras para 2016.

O futuro da parceria Palmeiras e Crefisa é impossível de prever. É possível, sim, ao clube evitar os erros cometidos no passado na relação de clubes de futebol com grandes investidores e com isso evitar problemas à frente.

 


Libertadores ignora critério da Champions e prejudica brasileiros em cotas
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Ao mudar a Libertadores para aumentar seu valor de mercado, a Conmebol ignorou esse mesmo mercado na hora de distribuir cotas da competição. Não houve alteração na divisão igualitária e por classificação em política oposta a da Liga dos Campeões que valoriza os países que geram mais dinheiro. Os maiores prejudicados foram os clubes brasileiros, maiores fonte de receita da competição. A fase de grupos da nova Libertadores começa nesta terça-feira.

A Conmebol vende os direitos de marketing e televisão da Libertadores em um pacote único, o que deve mudar para edição de 2019. Só que a rede de televisão que compra, no caso a Fox, tem como principal objetivo obter receitas no Brasil e na Argentina.

O potencial econômico brasileiro é muito maior do que o do país vizinho tanto que a confederação sul-americana inflou para oito times nacionais nesta edição. Ao mesmo tempo, manteve a cota fixa na fase de grupos: US$ 1,8 milhão para cada time, e prêmios crescentes por cada fase que as equipes avançam. Um time campeão pode chegar a US$ 8 milhões independentemente de qual seu país de origem.

Na Liga dos Campeões, as cotas são divididas em 60% por valores fixos e premiações por desempenho, e outros 40% por mercado. Ou seja, os clubes do países que geram os maiores contratos de tv locais ficam com mais dinheiro. Para dividir esse montante de mercado entre os times de cada nação é usado um critério esportivo: metade por desempenho no campeonato nacional e metade dentro da própria Liga dos Campeões. No total, 507 milhões de euros serão divididos dessa forma na atual temporada.

Na última edição encerrada da liga, 2015/2016, o Manchester City foi o clube que mais arrecadou 83,9 milhões de euros, acima do campeão Real Madrid que ficou com 80,1 milhões de euros. Isso porque o mercado espanhol gera receita menor do que o inglês. Na Libertadores, de nada vale gerar mais dinheiro para a competição.

“Não tem nenhum mercado como o brasileiro (na América do Sul). A Libertadores se apropria, mas não traz nada para esse mercado”, analisou o coordenador de curso de gestão da FGV/Fifa, Pedro Trengrouse. “A solução para Conmebol aumentar suas receitas seria expandir a competição para o mercado americano e canadense.”

O consultor em marketing esportivo, Amir Somoggi, vai além e estima que metade do mercado da Libertadores é originário do Brasil. E dá um exemplo de que um jogo do Atlético-MG atinge uma cidade grande como Belo Horizonte, enquanto do outro lado muitas vezes estão times de locais com pouco potencial econômico.

“O critério da UEFA é de mercado, pelo marketing pool. A Itália, por exemplo, não tem muita renda de jogo, mas gera bastante de televisão”, contou. “Desde que fundou a nova Liga dos Campeões, a UEFA considerou a meritocracia.”

Ele atribuiu à falta de poder político dos clubes brasileiros o fato de a Conmebol não fazer o mesmo na América do Sul. “No caso do Brasil, a diretoria não fala o mesmo idioma, a sede fica em um país de língua espanhola. A Conmebol dá mais atenção aos países de língua espanhola.” Lembre-se ainda que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não pode ir a reuniões da Conmebol com medo de ser preso pelo “caso Fifa”.

Em resumo, na hora de arrecadar, a confederação sul-americana olha para o Brasil, mas, na hora de distribuir o dinheiro, pensa nos países vizinhos.


Gabriel Jesus se afasta do ‘modelo Neymar’ e decide sua carreira e negócios
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Candidato a nova estrela brasileira na Europa, o atacante Gabriel Jesus adota um estilo bem diferente do maior expoente da nacional no continente, Neymar, na hora de lidar com sua carreira fora de campo. Primeiro, ele toca seus negócios por conta própria sem entregar tudo na mão de um parente ou empresário. Segundo, tem evitado excesso de iniciativas de marketing no início da temporada europeia.

O jogador do Manchester City tem duas empresas que tocam seus negócios no Brasil, a CR  Sports e a recém-criada GJ Sports e marketing. A primeira é uma sociedade com o seu empresário Cristiano Simões e é responsável por cuidar da imagem do jogador.

Por enquanto, seu único contrato de patrocínio é com a Adidas, renovado até 2023. Bem diferente de Neymar que já exibia um leque de patrocinadores ainda novo.

“Há sondagens. Mas, por enquanto, estamos procurando focar no que está acontecendo dentro de campo”, contou Cristiano Simões, empresário do jogador. “Sabemos que quando o jogador rende em campo, os patrocinadores vêm.”

Desde o início de 2016, Gabriel Jesus é sócio minoritário da empresa com Simões, com R$ 900,00 do capital total de R$ 10.000. Foi a CR Sports que ficou com boa parte do dinheiro da negociação do Palmeiras com o Manchester City. A divisão de cotas por sócios não significa que o jogador ficou com menos dinheiro porque a distribuição de lucros pode se dar sem respeitar percentuais.

Quando há potenciais negócios para sua carreira, Gabriel Jesus é quem dá a palavra final. “Levo as propostas. Por ser mais velho, dou conselhos sobre o que representa cada proposta. Mas quem decide é ele”, disse Simões. A mãe, Vera Lucia Diniz Jesus, é sua maior conselheira. “Ela dá palpites, mas ele toma as decisões.”

Uma história bem diferente do astro Neymar que entregou direitos de comercialização da sua ida ao Barcelona para uma empresa em nome do pai, Neymar dos Santos Silva, e de sua mãe, Nadine. Na investigação do caso, na Justiça Espanhola, o jogador afirmou que o pai era quem cuidava de tudo e ele apenas assinava os contratos. Ressalte-se que a decisão de ir ao Barcelona foi sua, mas os termos do polêmico negócio foram estruturados pelo pai.

Já Gabriel criou uma empresa com a mãe Vera Lucia no final de 2016 para gerir outra parte de seus negócios. A GJ Sports e Marketing Ltda. atua na área de agenciamento de jogadores, aluguel e venda e compra de imóveis. O jogador é o sócio majoritário, enquanto sua mãe tem uma participação menor no negócio.

Seu agente Cristiano Simões nem sabia da existência da empresa, o que mostra como o jogador pensa seus negócios de forma independente. Isso já tinha ficado claro quando rompeu com o empresário anterior Fábio Caran, ou quando ameaçou melar a negociação com o City por não gostar de alguns termos. Certo é que Jesus se distancia da imagem da estrela blindada e tem as rédeas da sua carreira.


Só Palmeiras leva mais de 20 mil nas estreias de grandes em Estaduais
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O Palmeiras foi o único dos 12 grandes times do país que conseguiu atrair um público maior do que 20 mil pessoas em sua estreia em Estaduais. Na verdade, todos os outros não ultrapassaram nem a marca de 15 mil pagantes em suas partidas nos campeonatos. Isso reforça que os torcedores demonstram desinteresse pelas fases iniciais das competições.

O maior público do ano foi o jogo entre Atlético-MG e Cruzeiro, pela Copa Primeira Liga, com 41.530 pessoas. O clássico logo na primeira partida da competição e o apelo de um Mineirão meio a meio fizeram diferença.

Nos Estaduais, foram 24 partidas até agora envolvendo os grandes. Campeão brasileiro em 2016, o Palmeiras estreou contra o Botafogo-SP com 24.947, no Allianz Parque. Foram 23 outros jogos de grandes nas competições – um deles não foi possível obter o público – que não tiveram número de pessoas expressivo acima de 15 mil.

Enquanto isso, seus rivais São Paulo e Corinthians jogaram fora com público baixos (2.219 e 6.007 respectivamente). No caso são-paulino, houve um boicote da torcida à estreia do técnico Rogerio Ceni por conta dos altos preços impostos pela diretoria do Audax.

No Rio, nem a estreia com o clássico Vasco e Fluminense foi capaz de apresentar bom público. Foram apenas 11.043. De resto, o Flamengo, mesmo tendo ido para a Arena das Dunas, também não superou a marca de 10 mil em nenhum dos três jogos. O Botafogo chegou a jogar para 1.690 pessoas diante do Madureira.

Em Minas, o Galo até levou 12.877 em sua estreia diante do América-TO. Em seguida, seu público ficou na casa dos 4 mil. Movimento parecido ocorreu com o Cruzeiro, com 9.854 na estreia diante do Vila Nova, e menos da metade disso diante do Tricordiano.

No Gaúchão, o Grêmio teve seu maior público diante do Ypiranda, com 12.731, enquanto o Inter teve apenas 1.425 diante do Veranópolis. Em seu estádio, levou 11.052.

Claro que o Corinthians ainda jogará em casa, o Flamengo terá um estádio no Rio no futuro com a Arena da Ilha, e haverá clássicos. Mas fato é que nem a saudade de seus times fez o torcedor se mobilizar para ir no estádio para ver jogos do Estadual, com exceção do palmeirense.


Estádio dá ao Palmeiras vantagem de R$ 150 mi sobre Corinthians em 2 anos
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Quando decidiram fazer seus estádios, Palmeiras e Corinthians adotaram modelos de negócios completamente diferente. Houve uma longa discussão sobre quem teria a melhor fórmula. Passados dois anos das arenas em funcionamento, o clube alviverde teve uma vantagem de cerca de R$ 150 milhões em renda sobre o rival, de acordo com levantamento do blog.

No modelo escolhido, o Corinthians decidiu criar uma estrutura de empresas para financiar a construção de seu estádio com empréstimo do BNDES e incentivo fiscal. Depois, ainda usou dinheiro da Odebrecht. As rendas da arena seriam todas destinadas ao pagamento desta conta, o que tirava a renda do clube com bilheteria. Hoje, a perspectiva é de que se alongue o pagamento da dívida por pelo menos 20 anos.

Já o Palmeiras fechou uma parceria com a W/Torre pela qual cedida o estádio e o terreno por 30 anos. A construtora realizava toda arena e cedia as rendas de bilheteria para o clube, ficando com o direito de exploração para shows e outros eventos.

Levantamento nas contas do fundo Arena Imobiliário e nas bilheterias do clube mostra que o estádio corintiano teve uma arrecadação em torno de pelo menos R$ 147,5 milhões em dois anos e meio de funcionamento. Pelas contas do fundo, foram R$ 119,3 milhões até o meio de 2016. As bilheterias corintianas somadas no segundo semestre foram de R$ 28,2 milhões.

No mesmo período, o Palmeiras deve registrar receita um pouco superior com o Allianz Parque. Em 2015, descreveu R$ 87,2 milhões em arrecadação com jogos em seu balanço.

Não há um número total fechado para 2016 já que o balanço não se encerrou. Mas as receitas de bilheteria do ano foram de R$ 59,6 milhões. Ou seja, o total chega a pelo menos R$ 146,8 milhões. Esse número certamente será maior já que o Palmeiras tem direito a um percentual pequeno da renda de eventos e de naming rights.

Feitas as contas, em dois anos com os estádios novos, o Palmeiras teve uma vantagem de cerca de R$ 150 milhões em seus cofres sobre o rival o que se reflete na situação financeira dos dois clubes. E pelo cenário atual isso deve perdurar.

Como deve prolongar a dívida com o BNDES por 20 anos, e tem outros débitos com a Odebrecht, o Corinthians pode ficar duas décadas sem bilheteria. A situação se agrava porque há a dívida privada, pela falta de venda de naming rights e de negociação da maior parte dos CIDs. Assim, é difícil dizer quando de fato o clube conseguirá cobrir o R$ 1,1 bilhão do custo do estádio.

No cenário mais otimista, de pagamento do débito corintiano em 20 anos,  a escolha do modelo de negócios de estádios representará uma diferença de R$ 1,5 bilhão em favor do Palmeiras sobre o rival em neste período. E, em 10 anos mais, o próprio Palmeiras terá seu estádio integralmente. Ou seja, não há dúvida hoje de quem fez o melhor negócio.


Campeão brasileiro, Palmeiras teve menos jogos na Globo do que rivais
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Apesar do título brasileiro, o Palmeiras foi apenas o 5o time em número de aparições na Globo no campeonato nacional. Ficou atrás de Corinthians, Flamengo, São Paulo e Fluminense. É o que mostra um levantamento do blog na tabela da competição.

O Palmeiras teve um total de 14 jogos na TV Aberta, número bem superior aos seis do ano passado. Em 2015, foi o time grande com menos partidas na Globo.

Mas ainda assim o título foi insuficiente para tornar a exibição do time alviverde mais frequente do que a de rivais. Flamengo e Corinthians tiveram maior número de jogos na TV Aberta com 17 compromissos. São Paulo e Fluminense vieram logo atrás com 15.

O número de jogos palmeirenses na Globo é igual ao do Vasco na Série B. Logo após, estão grandes como Cruzeiro (13), e Inter (13) que têm exibição em geral para suas regiões. Santos, Atlético-MG e Grêmio tiveram exposições bem inferiores no Nacional. O time santista, aliás, só apareceu cinco vezes na Globo apesar de ter sido o vice-campeão brasileiro.

A Globo tradicionalmente exibe um baixo número de jogos palmeirenses na TV Aberta. Isso causa reclamações da torcida e até atritos com dirigentes palmeirenses. O clube, aliás, fechou contrato de direitos de TV do Brasileiro na TV Fechada com o Esporte Interativo para 2019, em um acordo de seis anos. O tratamento dado pela Globo ao alviverde pesou na decisão, além de outros fatores.

Mesmo assim, surpreende o número de jogos exibidos na TV Aberta do Palmeiras no Brasileiro-2016 porque o time liderou o campeonato a maior parte do tempo. Foram mais de 30 rodadas na ponta, incluindo todo o segundo turno. A Globo até intensificou o número de partidas alviverdes no final: foram cinco nos 10 finais. Mas ainda assim é um número igual ao do Corinthians no mesmo período, e inferior ao do Flamengo (seis).


Palmeiras e Fla deixam farpas do Brasileiro no passado e fazem as pazes
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Após as brigas durante o Brasileiro-2016, as diretorias de Flamengo e Palmeiras acertaram os ponteiros recentemente em conversa rápida entre os presidentes palmeirense, Maurício Galiotte, e rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello. Ambos concordaram que era hora de deixar para trás as trocas de acusações entre dirigentes dos clubes durante a disputa do título nacional.

Após a polêmica em torno do Fla-Flu, em que houve acusações de interferência externa da arbitragem, o ex-presidente do Palmeiras Paulo Nobre convocou uma coletiva para dizer que “ninguém ia ser campeão na mão grande”. Referia-se à decisão do árbitro Sandro Meira Ricci, acertada aliás, em favor do Flamengo.

Irritado, o presidente rubro-negro chamou a atitude de desespero e perguntou quem não tinha vergonha na cara. Mais, criticou a arbitragem do jogo entre os times e a colocação de organizadas perto da diretoria do Fla.

Eleito presidente no final deste ano, Galiotte teve a iniciativa de falar com Bandeira. Ele mencionou o episódio posterior ao Fla-Flu e disse que o considerava superado. Ao blog, afirmou que são dois grandes clubes e não há motivo para desavença.

Bandeira gostou da atitude do novo presidente palmeirense, que considerou diferente do antecessor. Assim, classificou as rusgas durante a disputa do título como parte do passado.


Com Jesus e torcida, Palmeiras tem receita recorde de R$ 440 mi em 2016
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Com José Edgar de Matos

Campeão brasileiro, o Palmeiras conseguiu ter um ano também positivo nas finanças: fechará 2016 com uma receita no futebol em torno de R$ 440 milhões, e um superávit de R$ 70 milhões. A informação é do presidente palmeirense, Maurício Galiotte. O valor é ainda aproximado e pode variar em até R$ 10 milhões para cima no fechamento das contas.

Com o clube social, o total da receita será próximo de R$ 500 milhões visto que o balancete de novembro registrava R$ 47 milhões de renda neste item. Esse número configura uma das maiores -se não a maior – renda de um clube brasileiro. Só saberemos se será superada por outro clube na divulgação dos balanços. O montante supera em mais de R$ 100 milhões a renda de 2017 quando obteve R$ 350 milhões.

A explicação está nas rendas em alta do clube para itens como bilheteria, sócio-torcedor e patrocínio (Crefisa) em um ano que já teve crescimento geral de dinheiro de televisão. Para completar, o clube fez a sua maior venda de jogador com a saída de Gabriel Jesus para o Manchester City.

“O Palmeiras evoluiu em relação a fontes de recursos e à quantidade. Chegamos a valores interessantes em dois anos. Vamos manter nos próximos. Todo planejamento está feito uma parte em investimento, uma parte em situações que o clube necessita e uma parte no futebol”, contou Galiotte.

É verdade que esse dinheiro possibilita o investimento na alta folha salarial palmeirense. Mas também é verdade que o clube precisa reduzir sua dívida com o ex-presidente Paulo Nobre que emprestou mais de R$ 150 milhões ao clube. Lembre-se que, em 2015, o time teve uma receita considerável, mas o débito aumentou por novos mútuos com dirigente. Só se saberá precisamente se houve redução do débito este ano com o balanço financeiro completo.

Por conta desses compromissos a pagar, Galiotte disse que o futebol é prioridade, mas não vai aumentar os seus custos. “A ideia é trabalhar com o mesmo patamar de 2016. Foi um ano de sucesso desportivo”, contou. Ou seja, se chegar um jogador caro para o clube, provavelmente outro terá de sair. Até porque o elenco palmeirense é numeroso.

Em relação à dívida com Nobre, a intenção é reduzir o quanto possível o tempo de seu pagamento. Pelo modelo adotado, o Palmeiras tem duas formas de pagar o débito. Primeiro, por meio de uma empresa na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), 10% da receita do clube é destinado ao ex-presidente. Segundo, há outro valor fixo pago anualmente, o que, no modelo atual, deve durar sete ou oito anos para quitação.

“Dois modelos: 10% das receitas. Tem um outro modelo que é um valor fixo que é pago por um período de sete, oito anos”, explicou o dirigente. “Se a gente conseguir aumentar mais a receita, a gente reduz esse tempo.”

O cenário positivo do Palmeiras não significa que faltam desafios. Por exemplo, para manter as receitas em alta, terá de ser negociada uma solução para o imbróglio da candidatura da presidente da Crefisa Leila, ao Conselho Deliberativo. Isso pode interferir no patrocínio que dá em torno de R$ 80 milhões ao clube.


Como Turner quer incluir Palmeiras em torneio amistoso de grandes da Europa
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Para fechar com o Palmeiras contrato pelo Brasileiro-2019, o Esporte Interativo incluiu um projeto para internacionalizar a marca do clube com participação em um torneio com os gigantes da Europa. A ideia é usar as parcerias da Turner com empresas que têm direitos sobre datas de times como Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, Chelsea e Manchester City, entre outros.

A empresa Relevent Sports foi responsável por criar a International Championships Cup em 2013 com o objetivo de atrair grandes europeus para jogar na pré-temporada nos EUA. O torneio se expandiu e agora terá edições em 2017 no terreno norte-americano, na China e na Australia. No total, são 17 equipes europeias, incluindo grandes da Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e França.

O Esporte Interativo tem os direitos para o Brasil da competição por cinco anos. E já teve conversas com a Relevent e com a Catalyst, que participa da organização, sobre a intenção deles de realizar uma edição no país no futuro.

Assim, a expectativa da Turner é trazer alguns desses gigantes europeus para jogar no Allianz Parque contra o Palmeiras. Outra opção seria levar o Palmeiras para jogar na China, na edição de lá do torneio.

Há empecilhos neste plano. A pré-temporada europeia ocorre no meio do Campeonato Brasileiro. Portanto, haveria a dificuldade para o Palmeiras conseguir datas para atuar fora, ou mesmo em seu estádio. Até porque clubes só podem jogar torneios amistosos durante o Nacional com autorização da CBF.

O blog tentou contato com a Relevant para saber sobre planos de expansão para o Brasil, mas não obteve retorno.

 


Com mimos, Palmeiras terá divisão de cotas e luvas iguais a times da Turner
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O acordo do Palmeiras com o Esporte Interativo pelos direitos do Brasileiro tem como base condições iguais a de outros clubes da emissora: cotas divididas por critérios técnicos e de audiência e luvas no mesmo valor. Neste formato, o time alviverde deve ganhar mais do que o restante dos times por ter maior torcida, e bons resultados recentes. E a proposta foi superior à do Sportv.

Além disso, o Esporte Interativo deu mimos como divulgação do nome do estádio, promoção para turbinar sócios-torcedor e a possibilidade de torneios contra grandes europeus e direitos sobre replay de seus jogos. Itens que não foram contemplados pela Globo e Sportv que, por exemplo, se recusa a falar o nome do Allianz Parque. Esse tratamento foi dado porque o Palmeiras passa a ser o carro-chefe da Turner.

A proposta do Esporte Interativo para todos os 20 times do Brasileiro da Série A foi R$ 560 milhões por ano a partir de 2019. Era superior ao da Globo que oferecia R$ 100 milhões, mas incluía em um pacote com TV Aberta, Fechada e pay-per-view juntos.

Esse valor da Turner seria proporcional a quantos clubes fechassem. A Turner tem no momento seis times da Primeira Divisão de 2017: Santos, Palmeiras, Atlético-PR, Coritiba, Bahia e Ponte Preta. O Internacional também fechou com a empresa. Ainda não há um cálculo de qual o investimento total.

Assim, o acordo é para que o Palmeiras e os outros seis dividam o montante inteiro por sete pelo seguinte critério: 50% igualmente, 25% de acordo com a posição do campeonato, e 25% por audiência do Ibope. É provável que o time alviverde fique com a maior cota já que tem maior torcida, e se estruturou para montar times fortes. A Globo também tinha igualado as cotas, mas tinha dado mimos ao Flamengo e Corinthians.

Em relação a luvas, o time alviverde receberá R$ 40 milhões, mesmo valor ganho pelos os outros times que assinaram. O blog do Perrone revelou que R$ 30 milhões já foram pagos.

Dentro do contrato palmeirense, no entanto, há peculiaridades para turbinar o programa Avanti e o estádio palmeirense. Foi acertado também que o Palmeiras terá o direito sobre a exibição de seu jogo na íntegra em sua televisão com delay. Isso também foi dado para os outros times que assinaram com o EI, e é um direito não fornecido pela Globo.