Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : receita

Ricos, Palmeiras e Fla gastaram juntos R$ 145 mi em contratações em 2016
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Com as maiores receitas do ano passado, Palmeiras e Flamengo turbinaram suas contratações durante a temporada: gastaram um total de R$ 145 milhões. É o que apontam os balanços dos dois clubes já publicados. E esses valores não incluem direitos de imagem, nem atletas que a Crefisa ajudou o time alviverde a contratar.

Para se ter uma ideia do volume de investimento de ambos, o valor é superior ao total gasto por clubes brasileiros em contratações do exterior na janela de transferência desse início de 2017.

Flamengo e Palmeiras são os dois primeiros clubes brasileiros a atingirem o patamar de meio bilhão de reais no ano passado. O clube rubro-negro teve receita de R$ 510 milhões, e o alviverde de R$ 498 milhões. Ambos tiveram superávit e não houve aumento de dívida.

Neste cenário, o Palmeiras investiu R$ 77,7 milhões em contratações de jogadores no mercado. Um aumento de mais de 50% em relação a 2015 quando o total foi de R$ 49,7 milhões. Não estão incluídos no pacote jogadores trazidos pela Crefisa. A parte dos direitos de alguns atletas ainda será paga como o zagueiro Mirna.

O investimento deu resultado já que o time palmeirense acabou campeão brasileiro ao final de 2016. No início deste ano, o clube acelerou ainda mais graças aos aportes da Crefisa que contratou jogadores sem que isso represente gasto para o alviverde.

No caso do Flamengo, o crescimento do investimento foi maior, embora o gasto menor. Foram R$ 67,7 milhões destinados à compra de direitos econômicos de atletas. O salto foi de R$ 82% em relação a 2015 quando o gasto foi de R$ 37,3 milhões.

O time não conquistou título, disputando o Brasileiro com o Palmeiras e ficando na terceira posição. Mas montou uma base sólida para a atual temporada.

A diretoria rubro-negra ainda tem que quitar contratações como Mancuello, Cuellar e Rodinei que foram feitas em parcelas. Por conta desse movimento, os dirigentes rubro-negros já decidiram que vão manter os investimentos no patamar de 2016 sem aumentos para atual temporada.


Em orçamento, Fla prevê semi da Libertadores, e maior sucesso em campo
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Em seu orçamento para 2017, o Flamengo fez previsão de aumento de receita baseado em uma melhoria do desempenho esportivo em relação a 2016. O clube projeta chegar pelo menos à semifinal da Libertadores e, se não for possível, compensar com uma campanha bem sucedida na Copa do Brasil.

A premissa da diretoria rubro-negro é de que hoje tem um time equilibrado e bom, portanto, capaz de resultados superiores aos da última temporada. Ainda mais por que há uma previsão de incremento nos gastos com futebol para 2017 em torno de R$ 30 milhões – atingindo R$ 215 milhões. Dirigentes evitam dizer quanto seria para reforços.

A receita total estimada do Flamengo é de R$ 435 milhões, o que representaria R$ 27 milhões a mais do que em 2016. Só que deve haver queda na renda de televisão do Brasileiro por mudanças no pay-per-view.

Para compensar, o clube estima R$ 15,4 milhões de receita só com premiações da Libertadores. É o semelhante a uma campanha de semifinal pelas cotas. Mas não há previsão de renda para a Copa do Brasil. O cálculo da diretoria é de que, se não houver boa campanha no torneio continental, é possível obter o dinheiro na competição nacional.

Não há também nenhuma receita de TV do Estadual do Rio-2017 no orçamento já que o clube não aceitou condições da Globo e da Ferj.  Se houver um acordo, seria como uma renda extra para o Flamengo.

Em relação à bilheteria, a projeção é de R$ 61 milhões. É um número bem alto se consideramos que o clube estimou ganho de R$ 45 milhões em 2016 e não atingiu a meta. De novo, a projeção se baseia em campanhas bem sucedidas nas principais competições.

Como a Arena da Ilha não recebe mais de 20 mil pessoas, a diretoria do Flamengo já projeta que ou terá o Maracanã para jogar ou terá de realizar grandes jogos em Brasília. Outros estádios de bom porte no país também serão considerado para partidas como semifinais de Libertadores ou de Copa do Brasil. A prioridade, no entanto, é conseguir se acertar com o Maracanã.

O clube ainda mantém previsões de superávit e redução do endividamento líquido, embora em ritmo menos intenso do que nos últimos anos. A estimativa é queda do débito de R$ 50 milhões. Serão necessários empréstimos no valor de R$ 50 milhões, superior aos R$ 36 milhões de 2016.


Venda de time campeão faz Cruzeiro superar renda do Fla em 2015
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Com venda da maior parte de seu time bicampeão brasileiro, o Cruzeiro superou até o Flamengo em receitas em 2015. Nem assim o clube vive um cenário azul: houve déficit e a diretoria reconheceu dificuldades financeiras. Além disso, há uma polêmica em torno da regra contábil usada pelos cruzeirenses.

Os números do balanço do Cruzeiro foram divulgados pelo blog do Anísio Ciscotto, que é conselheiro do clube e ex-presidente do Conselho Fiscal do clube. O documento já foi aprovado no Conselho Deliberativo.

As receitas registradas foram de R$ 363,8 milhões, cerca de R$ 9 milhões a mais do que o Flamengo, que tinha maior renda entre os grandes brasileiros até agora em 2015. O item de maior faturamento foi a venda de jogadores com R$ 142 milhões. Isso incluiu atletas como Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Lucas Silva, base do time bicampeão brasileiro. Não é explicado se eram fatiados e investidores ficaram com parte do dinheiro.

Ainda assim, no balanço, a diretoria afirmou que o “exercício 2015 apresentou dificuldades ao caixa do clube” com a ausência de recursos de competições internacionais (o que é estranho visto que o time disputou a Libertadores), desclassificação cedo na Copa do Brasil e falta de patrocínio. A assessoria do clube informou que o clube não daria qualquer outra explicação sobre as contas além do que está no balanço.

E há pontos obscuros no documento. Fora a receita de negociações de atletas, o clube obteve R$ 133 milhões com direitos de televisão. Pelo contrato antigo com a Globo que valia até 2015, os dois times grandes mineiros ganhavam entre R$ 70 milhões e R$ 90 milhões por ano. Por isso, há uma desconfiança de que o Cruzeiro tenha incluído o adiantamento ou luvas do seu novo acordo com a emissora na prestação de contas.

A maioria dos contadores defende que as luvas ou adiantamento deveriam ser contabilizadas como receitas durante os anos do contrato (a partir de 2019), e não em 2015. Para o conselheiro cruzeirense Anísio Ciscotto, não há problema calcular luvas como renda no ano, mas está errado se for adiantamento. A diretoria do Cruzeiro se recusa a explicar qual procedimento adotou.

Para além desta questão, o alto faturamento não foi suficiente para o clube mineiro evitar o déficit e o aumento de sua dívida. Foram R$ 37 milhões de aumento do débito que atingiu R$ 290 milhões, talvez o menor débito entre os grandes brasileiros. O crescimento da dívida deve-se a pendências tributárias.

Ao entrar no Profut (programa do governo), o clube teve um aumento de sua dívida em impostos: saltou de R$ 135 milhões para R$ 168 milhões. Isso é uma demonstração de que o clube ou deixou de pagar impostos em 2015 ou reconheceu débitos que não existiam. Afinal, a maioria dos times que aderiu ao Profut teve redução do débito tributário.

PS O leitor encontrará boas análise das contas do Cruzeiro nos sites www.balancodabola.blogspot.com.br e www.anisiociscotto.blogspot.com.br. Lamenta-se a falta de transparência do clube ao lidar com suas contas.


Fla fecha 2015 com R$ 360 mi de receita e deve seguir líder no país
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O Flamengo praticamente fechou o seu balanço de 2015 e contabilizou uma receita em torno de R$ 360 milhões. O número ainda não é preciso e depende de uma análise do Conselho Fiscal, mas não haverá grande alteração. O documento deve ser publicado no final de março ou início de abril.

É provável que a receita obtida mantenha o Flamengo como o de maior renda no Brasil, repetindo 2014. O Palmeiras, que disputava a posição com o rubro-negro, registrou uma renda levemente menor com R$ 350 milhões. Corinthians e São Paulo, que já lideraram o ranking, devem ter receitas inferiores, segundo informações obtidas pelo blog. Seus balanços, no entanto, ainda não estão fechados.

A receita rubro-negra de R$ 360 milhões é da mesma ordem de grandeza dos recordes obtidos pelos corintianos em 2012 (R$ 358 milhões) e pelos são-paulino em 2013 (R$ 362 milhões). Ressalte-se que, considerada a inflação, esses números dos dois times paulistas seriam mais expressivos porque obtidos em anos anteriores.

Além da receita alta -impulsionada por patrocínios e direitos de televisão -, o Flamengo registrou também um superávit considerável por conta do ganho com a Lei do Profut. O clube obteve um desconto de cerca de R$ 88,7 milhões em sua dívida fiscal, o que deve ser contabilizado dentro do superávit.

Em sua trajetória de recuperação financeira, o Flamengo tem o projeto de acabar o ano de 2016 com a relação da dívida em 1/1, isto é, receita de um ano igual ao débito.

Isso não significa que a situação do clube seja de céu de brigadeiro do ponto de vista financeiro. Em 2016, o clube perdeu patrocinadores e tem dificuldades pela falta de estádio, o que indica uma queda de receita. A intenção é recuperar esse prejuízo com o fechamento de um novo contrato de televisão para o Brasileiro-2019.


Defesa de Neymar às acusações tem contradições e apelo à emoção
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Atacado por procuradores do Brasil e da Espanha e ex-parceiros na Justiça, Neymar e seu pai tentaram se defender em entrevista à TV Globo porque entendem que a acusação “já passou dos limites”. O problema é que o discurso deles tem contradições, ou carece de explicações fundamentais. No final, limitam-se a um apelo emocional para não afetar a cabeça do craque.

O Ministério Público Federal acusou o jogador e seu pai de sonegação fiscal e adulteração de documentos em denúncia cujos detalhes foram publicados pela “Veja”. O processo envolve uma cobrança de quase R$ 200 milhões, e trata da polêmica transferência do Santos para o Barcelona.

Logo no início, a repórter da Globo pergunta sobre as acusações de que as empresas Neymar Sport, N&N Consultoria Esportiva e N&N Administração de Bens teriam sido criadas para evitar pagar impostos sobre os salários do jogador. “Ai você vê o tamanho do absurdo. As empresas foram criadas em 2006. Em 2006, o Neymar tinha 14 anos de idade. Não poderia ter vínculo empregatício e não poderia ter empresa nenhuma. Eu era o pai dele”, diz Neymar pai.

Bem, a Neymar Sports foi criada, de fato, em 2006 para receber os direitos de imagem do jogador, uma parte justificável porque ganha com publicidade dele. Se o boa parte do seus recursos vem das propagandas, é possível que se justifique o recebimento como pessoa jurídica.

Mas N&N Administração surgiu apenas 2012, quando o atleta já eram maior, e ainda assim tem como sócios seus pais. E a N & N Consultoria foi instituída em 18 de outubro de 2011. Apenas nove dias depois a empresa assinava contrato com o jogador para poder negociar suas futuras transferências. Em menos de um mês, em 15 de novembro, o jogador assina pré-contrato com o Barcelona. A empresa, por sua vez, fecha um documento pelo qual receberia 40 milhões de euros do clube europeu, e ganha um quarto disso já em dezembrode 2011.

Em seguida, questionado sobre o valor dessa transferência, Neymar pai foge do assunto: “Foi Santos e Barcelona. Pergunte a Santos e Barcelona.” Ora, sua empresa recebeu 40 milhões de euros em indenização pela transferência, claro, porque tinha os direitos sobre o jogador a partir de 2014. À Justiça, Neymar pai disse que o Santos sequer sabia da negociação. Afirmar que não sabe nada sobre o real valor da transferência é tratar a todos como tolos.

Neymar pai ainda nega ter adulterado documentos, o que gerou a acusação de falsidade ideológica. Sua prática de criar empresas pouco antes ou durante seus negócios gera essa suspeita que ainda precisa ser investigada. Um indício é que suas empresas surgem e logo depois já ganham milhões.

“Tenho direito de abrir quantas empresas eu quiser, Hoje, temos mais de 170 funcionários em CLT. Agora, se eu puder fazer planejamento tributário, é problema meu”, argumentou o pai do jogador. De fato, ele tem direito de criar a empresa que quiser, assim como a Receita tem a prerrogativa de investigar se o seu planejamento tributário é legal.

É bem possível que existam o dinheiro de Neymar tenha seguido os meios legais, mas até agora as explicações são pouco convincentes. O que se percebe é mais apelo emocional do jogador. “Meu pai faz tudo só para eu jogar bola. A cada momento que você vê a pessoa que você ama, sofrendo, só falando disso o dia inteiro, e falam coisas que ele não é”, disse o atleta barcelonista, afirmando que dói quando atinge a família.

A questão é que até agora os problemas judiciais do jogador são todos resultados das suspeitas bem fundamentadas sobre as operações do seu pai. Não adianta ser craque para afastar o imbróglio: é preciso, como todo cidadão, provar de fato que as suspeitas são só supeitas. Até agora isso não ocorreu.


Morumbi perde um terço da sua renda em meio a projetos de reformas
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Enquanto está emperrado o projeto de reforma, o São Paulo teve uma queda acentuada de suas receitas no Morumbi. Em três anos, houve uma perda de um terço da arrecadação, ou R$ 14 milhões. Isso ocorreu justamente no período em que os rivais Corinthians e Palmeiras construíram seus novos estádios.

Há pouco tempo o Morumbi era o orgulho dos são-paulinos. As receitas do estádio, excluídas bilheterias, tinham sido multiplicadas no período de uma década até atingirem R$ 41,4 milhões em 2011. Foi aí que os valores começaram a cair até fecharem em R$ 27,7 milhões em 2014, segundo o balanço do clube. O projeto de reforma do estádio teve relação com essa redução.

“Em função da perspectiva de que haveria a reforma, não foram renovados contratos de camarotes. Não haveria sentido em renovar contratos porque depois seria muito mais difícil romper”, explicou o diretor de marketing são-paulino, Ruy Barbosa.

A taxa de ocupação de camarotes que chegou a 100% agora está em 40%. O clube ganhou R$ 12 milhões com camarotes em 2014, quase R$ 8 milhões a menos do que há três anos. Mas também houve significativa queda na receita de aluguéis para shows, de R$ 11,8 milhões para R$ 5,6 milhões.

“Teve uma época boa para shows. Mas o mercado brasileiro está ruim. Nem tem relação com o estádio do Palmeiras porque só começou a funcionar no final do ano passado”, contou Ruy Barbosa.

Mas ele admite que a queda de arrecadação torna mais urgente a reforma do Morumbi. Como mostrado pelo UOL Esporte, o presidente Carlos Miguel Aidar pretende apresentar até junho o projeto para o Conselho Deliberativo, já com investidores e construtora definidos.

Em relação à bilheteria no Morumbi, o número tem variado entre R$ 18 milhões e 25 milhões nos últimos quatro anos, dependendo da campanha. Um patamar bem mais baixo do que times como Flamengo e Corinthians que levam em torno de R$ 40 milhões por ano – os corintianos não ficam com o dinheiro. E certamente será menor do que o Palmeiras no Allianz Parque.

Bom, pelo menos nesta noite de quarta-feira pela Libertadores, o clube tem uma perspectiva de uma renda acima de R$ 3 milhões com mais de 50 mil ingressos vendidos diante do Cruzeiro. A diretoria são-paulina, no entanto, sabe que essa situação é uma exceção.


Fla quebra hegemonia paulista com maior renda e lucro recorde em 2014
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O Flamengo superou as rendas de São Paulo e Corinthians em 2014, e quebrou uma hegemonia de mais de 10 anos em que paulistas eram os mais ricos do Brasil. Com a maior renda do país, a ser confirmada com todos os balanços divulgados, a agremiação rubro-negra atingiu lucro recorde na história dos times nacionais com R$ 64,3 milhões. Mas a alta dívida ainda o impede de ter vantagem financeira sobre rivais.

Divulgado nesta segunda-feira, o balanço do Flamengo registrou receita de R$ 347 milhões. Em comparação, o Corinthians teve R$ 258 milhões (excluída a bilheteria, destinada ao estádio), o São Paulo, R$ 253,2 milhões, entre os dois que dominaram nos últimos anos. O Palmeiras teve renda de R$ 247 milhões em balancete prévio. E o Santos ficará bem abaixo disso pelos números parciais.

Levantamento do consultor Amir Somoggi mostra que Corinthians e São Paulo se alternam na lista dos mais ricos do país desde 2003, com uma exceção em 2005 para o Santos. Com cruzamentos de outros dados, o blog constatou que o Flamengo teve a maior renda pela última vez em 2001, com o dinheiro da ISL. Para Somoggi, não há como nenhum clube superar o rubro-negro em 2014.

“Descontadas as vendas de atletas, já estávamos em primeiro (em 2013)”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. Em 2013, o clube faturara R$ 273 milhões, e o São Paulo R$ 360 milhões com a venda de Lucas. Em análise no balanço, o salto deve-se a patrocínios, incentivos fiscais e venda de jogador, no caso Hernane (dinheiro que ainda não entrou).

Apesar da boa renda, o clube não aumentou despesas com o futebol. Assim, acumulou o lucro recorde que supera o número do Santos, em 2005, ano em que vendeu Robinho e ficou com sobra de R$ 63 milhões. Em 2012, o Atlético-PR registrou superávit de R$ 112 milhões, mas só porque contabilizou como receita o repasse do título de venda dado pelo governo para reforma da Arena da Baixada. Não era uma renda real.

“Nenhum clube conseguiu até hoje fazer isso que o Flamengo fez do ponto de vista operacional”, analisou Somoggi. “Apesar do aumento de receitas, eles não cresceram o custo do futebol. Nenhum time faz isso.” O consultor, no entanto, faz críticas ao projeto esportivo do clube.

A recuperação rubro-negra ainda está em curso e não significa que o clube está nadando em dinheiro. A dívida líquida do clube registrada é de R$ 698 milhões, consideradas as antecipações de receitas de televisão e patrocínio em um total de R$ 120 milhões. O clube trabalha com o número de R$ 577 milhões pois diz que essas antecipações foram luvas dos contratos a longo prazo.

O débito consome o lucro que poderia ser usado em investimento. Tanto que houve aumento na dívida de curto prazo do clube principalmente com empréstimos com bancos e instituições financeiras: saltou de R$ 112 milhões para R$ 140 milhões. A dívida total caiu. Em resumo, o Flamengo superou 12 anos de domínio financeiro paulista, mas seu passado ainda o deixa com menor capacidade de gastar do que esses rivais.

 


Fla prevê renda de R$ 360 mi para 2015, mas espera novo ano apertado
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A diretoria do Flamengo fechou o orçamento para 2015 com receitas estimadas entre R$ 360 milhões e R$ 370 milhões. O número deve ser visto com ressalva porque o clube não atingiu o valor no último ano. Caso concretize o momante, de fato, o clube igualaria renda do São Paulo em 2013, recorde de um clube brasileiro. Mesmo assim, a agremiação carioca prevê um ano bastante apertado sob o ponto de vista financeiro por conta das dívidas.

Fechado pela cúpula do clube, o orçamento rubro-negro foi levado ao Conselho Fiscal nesta segunda-feira, e deve ser apresentado ao Conselho de Administração em seguida.

Em 2014, o Flamengo estimou renda de R$ 340 milhões e o número deve fechar em R$ 300 milhões sem a bilheteria esperada para o ano, principalmente no primeiro semestre. Resultado: o clube passa aperto para fechar as contas do ano.

Recorrerá a um novo empréstimo de R$ 7 milhões, aprovado no Conselho de Administração, o que deve totalizar um valor entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões em dinheiro pedido a bancos e parceiros neste ano. Foi a alternativa encontrada após a eliminação na Copa do Brasil.

Para o próximo ano, a estimativa de receita de R$ 360 milhões baseia-se em um aumento no dinheiro de incentivos fiscais, que serão destinados aos esportes olímpicos em projetos da lei do desporto e da confederação de clubes. Crescimento de rendas de televisão e patrocínio serão pequenos. No total, isso não significa um céu de brigadeiro até porque o país vive uma recessão econômica.

Haverá, sim, mais dinheiro disponível para o futebol do que em 2014. Afinal, ao aderir ao Refis, o clube terá de pagar parcelas menores pela dívida fiscal que soma mais de R$ 300 milhões. Com isso, dirigentes rubro-negros projetam maior investimento no carro chefe do clube para formar um elenco que possa disputar as principais competições do ano com chances de vencer.

 


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