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Times de SP ganham R$ 1,6 bi em 2016. Corinthians lidera com luvas da Globo
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Os quatro grandes clubes de São Paulo ganharam R$ 1,643 bilhão em 2016, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. O número consta de estudo da consultoria BDO Sports Management. O Corinthians lidera a arrecadação do Estado, superando o Palmeiras graças às luvas pagas pela TV Globo.

Ressalte-se que o fato de o time corintiano ter ganho mais dinheiro não significa que suas contas estão em melhor estado do que as palmeirenses. Seu superávit foi de um terço dos rivais por excesso de despesa, e a renda recorde só ocorreu por causa de dinheiro extraordinário (luvas e vendas de jogadores).

De qualquer maneira, a boa notícia é que os quatro clubes apresentaram o seu maior superávit conjunto com R$ 175 milhões, sendo mais da metade vindo do Palmeiras. Isso depois de dois anos seguidos de rombos, principalmente nos casos de São Paulo e Corinthians. Assim, a consultoria BDO calculou uma queda de dívida de 4% para os times.

“Depois de oito anos seguidos de alta, o endividamento líquido dos quatro maiores clubes de São Paulo apresentou uma pequena redução no último ano”, explicou o relatório da BDO. No total, os quatro têm dívida líquida de R$ 1,561 bilhão. Veja um resumo de cada um dos quatro clubes segundo números da BDO:

Corinthians

O Corinthians teve R$ 485,5 milhões em receitas operacionais em 2016, quase R$ 200 milhões a mais do que em 2015. Desse total, R$ 80,7 milhões são de luvas da Globo pela assinatura do novo contrato do Brasileiro para 2019. Com isso, o Corinthians somou R$ 230 milhões em receitas de televisão, ou 47% do total. A venda de jogadores (R$ 144 milhões) foi outro fator, mas metade não ficou com o clube por pertencer a parceiros. Seu superávit foi de R$ 31 milhões, evitando o rombo dos dois anos anteriores.

A contabilização das luvas como receitas no ano da assinatura não era recomendado por norma no Conselho de Contabilidade até 2015. Deveria só entrar no ano do contrato. Mas a Apfut (órgão de controle do Profut) tem indicado aos times que façam esse registro na receita a partir deste balanço de 2016. Flamengo e Santos fizeram o mesmo. A norma ainda não está consolidada.

Palmeiras

Bem menos dependente da televisão, o Palmeiras teve uma receita operacional de R$ 468,6 milhões. O levantamento da BDO aponta que 27% das suas rendas vêm de direitos de TV. O clube teve 19% de publicidade e 15% de bilheteria.

Há de se fazer uma ressalva que, se fossem consideradas as receitas financeiras, o Palmeiras teria um total de renda bruta maior do que o do Corinthians. Com essas receitas, o clube atinge R$ 498 milhões. Não por acaso o Palmeiras teve o maior superávit com R$ 89 milhões.

São Paulo

Sua receita ficou longe dos dois rivais da capital com R$ 393,4 milhões, mas apresentou um crescimento de R$ 60 milhões em relação ao ano anterior. Desse total, um terço vem da televisão, 28% de transferências de jogadores e apenas 9% de publicidade.

Seu superávit foi de apenas 800 mil, o menor entre os quatro grandes clubes do Estado. Ressalte-se que pelo menos o clube conseguiu evitar os rombos nos balanços verificados nos dois últimos anos.

Santos

O Santos também contabilizou as luvas do contrato de televisão do Brasileiro-2019 em seu balanço. Por isso teve um salto para R$ 295,8 milhões em relação a 2015 quando sua renda foi de R$ 169,9 milhões. Apesar de ser a menor renda entre os grandes paulistas, obteve um superávit de R$ 54 milhões, inferior apenas ao Palmeiras.

Assim como o Corinthians, o Santos se mostra bastante dependente da receita de televisão com 50% do total vindo dos contratos de direitos de transmissão. Outros 25% vieram de transferências de jogadores.


Clubes se encontram em São Paulo para debater mudança na eleição na CBF
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Um grupo de grandes clubes brasileiros se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para discutir se serão tomadas medidas em relação às mudanças de estatuto da CBF que tiraram poder das agremiações. A reunião vem sendo articulada desde a semana passada em sigilo para não causar reações antes de os times saberem exatamente o que querem fazer.

As federações estaduais e a CBF votaram uma alteração no estatuto da entidade para alterar o peso dos votos na eleição para presidente. Com a nova regra, as federações passaram a ter peso três na votação, os clubes da Série A, dois, e os da B, um. Assim, as entidades estaduais têm mais votos (81) do que as agremiações (60). O movimento foi feito sem consulta ou aviso aos clubes.

Dirigentes de times ficaram irritados com a atitude da CBF e reclamaram da perda de poder sem discussão. Ainda mais porque a confederação tinha convocado todos os cartolas para opinar sobre as mudanças de estatuto, mas, no final, decidiu fazer uma versão sozinha só ouvindo federações.

Entre os clubes articulados, estão Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, e provavelmente os grandes de São Paulo (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos), e o Cruzeiro. Não há certeza sobre a presença de todos, nem se haverá mais times no movimento justamente pelo sigilo mantido em relação ao encontro. A sede de um dos times paulistas da capital deve ser usada como local da reunião.

A pauta da reunião não está completamente definida, embora a reunião tenha sido motivada pela irritação com a atitude da CBF em mudar o sistema eleitoral para manter o poder. Dificilmente, no entanto, haverá uma revolta geral com a confederação pelo que o blog ouviu dos dirigentes que vão participar.

Mas há a intenção de tomar alguma medida já que os dirigentes de clubes perceberam que foram vistos como fracos diante da confederação por não reagirem às mudanças no estatuto. Há entre alguns cartolas que vão à reunião uma descrença em relação aos resultados já que as agremiações nunca conseguiram se unir de fato para reivindicar suas demandas. É imprevisível o que sairá da reunião.


Como o Atlético-PR se tornou o maior obstáculo nos planos da Globo
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Após fechar contratos com mais de vinte clubes para o Brasileiro-2019, a Globo tem como desafio acertar acordos de TV Aberta e de pay-per-view com os times que estão com o Esporte Interativo. E, nesta negociação, o Atlético-PR tornou-se o maior obstáculo para a emissora, pois articulou para que os times atuem em grupo e tem questionado o sistema de pay-per-view. Se o grupo não assinar o ppv, pode tornar o pacote pouco atrativo para a Globo e seus assinantes.

No ano passado, a emissora global acertou contrato com mais de vinte clubes para a TV fechada do Brasileiro da Série A, além da TV aberta e ppv. Já  o Esporte Interativo assinou com outras 15 agremiações só para o canal a cabo – eles poderiam negociar as outras plataformas com a Globo.

Na TV aberta, Atlético-PR, Coritiba, Santos, Bahia e provavelmente o Palmeiras (o alviverde ainda não confirmou), que formam o novo grupo, devem ter uma negociação mais fácil, já que as cotas são divididas com critérios iguais para todos. A questão é o ppv, onde há discordância forte.

A Globo determinou que a divisão é pelo número de assinantes que declaram torcer para cada clube em um critério de pesquisa. Mas garantiu um mínimo para o Flamengo de 18,5% do total a ser distribuído, e cota similar para o Corinthians, mesmo que eles não atinjam esse percentual (há outra versão de que a garantia é em número absoluto de dinheiro correspondente a esse percentual, mas é fato que ela existe). Os dirigentes do Atlético-PR fizeram a conta e viram que o clube carioca ganharia R$ 6,4 milhões, contra R$ 300 mil do Furacão por jogo, e consideram a vantagem exagerada.

A posição radical dos paranaenses é de que, com esse modelo, não assina até porque sua perda financeira não será grande e pode criar um canal de streaming. O Atlético-PR entende que a Globo tem que usar o percentual que ela tem direito para melhorar a oferta para os clubes do Esporte Interativo. Isso porque a emissora fica com 62% do total arrecadado com o ppv, e os clubes ficam com 38%. Os times têm um mínimo garantido que será de R$ 700 milhões em 2019, ano do início do novo contrato.

A Globo argumenta que já mudou a distribuição das outras cotas para tornar tudo mais igual. E que o critério do ppv tem que ser mantido porque é justo por ser medido de acordo com a participação de cada torcida. Além disso, alega que não dá para ter um salto radical do modelo antigo para o modelo inglês que é com critério igual para todos. Além disso, por lá não há ppv.

Outro argumento do Atlético-PR é de que o custo da Globo para operar o ppv é bem baixo, isto é, não se justifica ela ficar com pouco menos de dois terços da renda do ppv, o que chegará a R$ 1,1 bilhão só com o canal pago. A emissora, em contrapartida, alega que a despesa operacional é alta, sim, com pagamento a operadoras, em material jornalístico para o canal e na produção das transmissões.

O grupo de clubes tem a intenção de contratar uma empresa ou um executivo somente para discutir os contratos com a Globo. A emissora estava um pouco confusa porque esses times, inicialmente, estavam conversando em separado e juntos ao mesmo tempo. E, por exemplo, clubes como o Bahia teriam bem maior perda financeira sem o ppv já que tem maior participação de torcedores. Agora, o clubes unificaram o grupo e devem falar em uma voz.

Já é a segunda vez que o Atlético-PR adota posição forte e atrapalha os planos da Globo. A emissora ofereceu uma cota de R$ 1 milhão para o clube e para o Coritiba pelo Estadual, o que foi recusado. Deste episódio resultou na tramissão online do clássico que gerou uma adiamento de jogo e uma grande discussão sobre o assunto. Apesar das divergências, as duas partes continuam conversando para tentar chegar um acordo.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Libertadores ignora critério da Champions e prejudica brasileiros em cotas
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Ao mudar a Libertadores para aumentar seu valor de mercado, a Conmebol ignorou esse mesmo mercado na hora de distribuir cotas da competição. Não houve alteração na divisão igualitária e por classificação em política oposta a da Liga dos Campeões que valoriza os países que geram mais dinheiro. Os maiores prejudicados foram os clubes brasileiros, maiores fonte de receita da competição. A fase de grupos da nova Libertadores começa nesta terça-feira.

A Conmebol vende os direitos de marketing e televisão da Libertadores em um pacote único, o que deve mudar para edição de 2019. Só que a rede de televisão que compra, no caso a Fox, tem como principal objetivo obter receitas no Brasil e na Argentina.

O potencial econômico brasileiro é muito maior do que o do país vizinho tanto que a confederação sul-americana inflou para oito times nacionais nesta edição. Ao mesmo tempo, manteve a cota fixa na fase de grupos: US$ 1,8 milhão para cada time, e prêmios crescentes por cada fase que as equipes avançam. Um time campeão pode chegar a US$ 8 milhões independentemente de qual seu país de origem.

Na Liga dos Campeões, as cotas são divididas em 60% por valores fixos e premiações por desempenho, e outros 40% por mercado. Ou seja, os clubes do países que geram os maiores contratos de tv locais ficam com mais dinheiro. Para dividir esse montante de mercado entre os times de cada nação é usado um critério esportivo: metade por desempenho no campeonato nacional e metade dentro da própria Liga dos Campeões. No total, 507 milhões de euros serão divididos dessa forma na atual temporada.

Na última edição encerrada da liga, 2015/2016, o Manchester City foi o clube que mais arrecadou 83,9 milhões de euros, acima do campeão Real Madrid que ficou com 80,1 milhões de euros. Isso porque o mercado espanhol gera receita menor do que o inglês. Na Libertadores, de nada vale gerar mais dinheiro para a competição.

“Não tem nenhum mercado como o brasileiro (na América do Sul). A Libertadores se apropria, mas não traz nada para esse mercado”, analisou o coordenador de curso de gestão da FGV/Fifa, Pedro Trengrouse. “A solução para Conmebol aumentar suas receitas seria expandir a competição para o mercado americano e canadense.”

O consultor em marketing esportivo, Amir Somoggi, vai além e estima que metade do mercado da Libertadores é originário do Brasil. E dá um exemplo de que um jogo do Atlético-MG atinge uma cidade grande como Belo Horizonte, enquanto do outro lado muitas vezes estão times de locais com pouco potencial econômico.

“O critério da UEFA é de mercado, pelo marketing pool. A Itália, por exemplo, não tem muita renda de jogo, mas gera bastante de televisão”, contou. “Desde que fundou a nova Liga dos Campeões, a UEFA considerou a meritocracia.”

Ele atribuiu à falta de poder político dos clubes brasileiros o fato de a Conmebol não fazer o mesmo na América do Sul. “No caso do Brasil, a diretoria não fala o mesmo idioma, a sede fica em um país de língua espanhola. A Conmebol dá mais atenção aos países de língua espanhola.” Lembre-se ainda que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não pode ir a reuniões da Conmebol com medo de ser preso pelo “caso Fifa”.

Em resumo, na hora de arrecadar, a confederação sul-americana olha para o Brasil, mas, na hora de distribuir o dinheiro, pensa nos países vizinhos.


Globo negocia Brasileiro com times da Turner, mas pay-per-view é entrave
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Um grupo de clubes que tem contrato com o Esporte Interativo (Turner) para o Brasileiro-2019 já negocia com a TV Globo um acordo para a TV Aberta e pay-per-view. O maior empecilho para um acordo, no entanto, é a divisão de cotas pelos jogos pagos. Isso porque os times consideram a distribuição do dinheiro pouco igualitária.

Após fechar com a Turner para a TV Fechada, Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia decidiram se unir para negociar em conjunto as outras mídias com a Globo. Ambos os lados confirmam que já existe negociação em andamento. O Palmeiras, que acertou com o EI posteriormente, será convidado ao grupo, mas ainda não sentou à mesa.

Nas primeiras conversas, os clubes mostraram insatisfação com o critério de divisão de pay-per-view que é por tamanho de torcida entre assinantes. Há questionamentos sobre a forma de medição e o peso para cada clube. O objetivo é conseguir uma distribuição mais parecida com a da TV Aberta, onde a Globo colocou 40% igual, 30% por posição e 30% por audiência.

O Flamengo, por exemplo, tem a garantia de 18% do total do ppv mesmo se sua torcida não atingir o patamar. Clubes do grupo dizem desconhecer essa garantia, mas querem evitar que um time ganhe muito mais neste item. Outra questão é que a Globo retém um volume bem alto do total gerado pelo ppv.

Em relação à TV Aberta, o acordo parece menos complicado já que a Globo estabeleceu uma divisão parecida com a da Turner, com pequena diferença de percentuais. A emissora já fechou a TV Aberta e ppv com um dos times da Turner: a Ponte Preta. Já o Internacional fechou com a Globo para os Brasileiros de 2020 a 2024, mas suas mídias de ppv e para os dois anos anteriores ainda estão em aberto.


Santos prevê superávit de R$ 60 mi em 2016, e vê crise financeira superada
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O Santos fechará com superávit de cerca de R$ 60 milhões em 2016, e uma receita em torno de R$ 300 milhões. A informação é do presidente santista, Modesto Roma Jr.. Segundo ele, o clube superou o período de grave dificuldade financeira do início do ano.

A se confirmarem esses números, na divulgação final do balanço, o Santos se aproveitou da tendência de alta de receitas de clubes brasileiros para ajeitar suas contas. A receita de R$ 300 milhões santista representa um crescimento de 76% em relação ao ano passado.

“Televisão tem influência, venda de jogadores tem influência, patrocínios. Estamos com todos os patrocínios fechados de 2017”, disse Modesto Roma. “Essa questão (financeira) é superada.”

Segundo Modesto Roma Jr., o Santos tinha 260 ações trabalhistas quando ele assumiu, e agora está com 59. Ainda não é possível saber o endividamento do Santos ao final de 2016. Mas, no meio do ano, o débito estava em R$ 366 milhões, uma redução de R$ 43 milhões em relação ao final de 2015.

Isso foi possível sem perda esportiva já que o Santos foi vice-campeão brasileiro e ganhou o título Paulista. Mas Modesto reconheceu que o elenco santista precisa ser encorpado para a temporada 2017 quando disputará a Libertadores. A ideia é contratar mais três reforços, além do zagueiro Cléber, Vladimir Hernadez e Mateus Ribeiro, que já fecharam.


Maioria de clubes deve ser suficiente para suspender descenso da Chape
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No dia da tragédia da Chapecoense, um grupo de clubes articulou um movimento para suspender por três anos o rebaixamento do time catarinense. O pedido será oficializado à CBF nos próximos dias. Mas uma maioria dos clubes do Brasileiro da Série A deve ser suficiente para aprovar a medida para 2017.

Isso porque o primeiro passo para suspender o rebaixamento é fazer uma mudança no regulamento do Brasileiro para o próximo ano. É o Conselho Técnico da Série A , compostos pelas próprias equipes, quem decide o formato e as regras do Nacional. Essa decisão se dá por maioria qualificada, ou seja, cada time tem voto de acordo com sua posição no campeonato de 2016.

Até terça-feira, entre aqueles da Primeira Divisão, já haviam se manifestado a favor da suspensão: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Coritiba, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Botafogo e Atlético-PR. Se a própria Chapecoense for incluída, haveria uma maioria. Resta saber se seriam vencedores no voto qualificado, o que depende da tabela, e se todos irão confirmar a proposta no conselho.

Pelo Estatuto da CBF, a entidade tinha o direito de aprovar ou não o que for votado pelos clubes. Mas, em 2015, o presidente da confederação Marco Polo Del Nero prometeu que daria autonomia para os times tomarem as decisões sobre o Nacional. Assim, essa prerrogativa foi retirada.

Nesta terça, fontes da CBF confirmaram que uma decisão dos clubes não seria contrariada pela sua cúpula. Mas a confederação não recebeu o pedido ainda e não quer falar sobre isso logo após a tragédia. Até porque os times ainda preparam o ofício com a proposta para ser entregue até sexta-feira.

Pela proposta, seriam mantidos quatro rebaixados em 2017, mas a Chapecoense estaria imune mesmo se ficasse entre os quatro últimos. A proposta foi articulada entre o grupo jurídico dos times de Série A e B que rapidamente conversou após o acidente, e levou aos seus presidentes para aprovação. A inspiração foi no que ocorreu na Itália com o Torino após acidente na década de 40.

Há outra potencial barreira: o estatuto do torcedor. Pela legislação, um regulamento tem que ser mantido por dois anos seguidos, o que já ocorreu. E tem de ser respeitado o critério técnico para descenso e acesso. Na opinião de dois advogados dos clubes ouvidos pelo blog, esse critério continuaria a ser atendido, e a concordância da maioria dos times mostraria que a exceção deve ser aceita.

Entre os advogados, admite-se a possibilidade de que a alteração do regulamento tenha que ser aprovada no CNE (Conselho Nacional do Esporte). Esse órgão é presidido pelo ministro do Esporte. Mas, dificilmente se houver consenso entre clubes e CBF, o governo vai se opor.

Outros clubes participam do grupo que discutiu o apoio à Chapecoense, mas ainda estudam as medidas de apoio para o clube ou entendem que não é o momento de falar nisso logo após a tragédia.


Chefe de árbitros cai após metade dos times do Brasileiro reclamar à CBF
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A saída do presidente da comissão de arbitragem Sergio Corrêa ocorre após metade dos clubes da Série A reclamarem de juízes neste Brasileiro. A diretoria diz que o próprio diretor pediu para sair, mas admite que pode ter havido desgaste dele. Clubes que criticaram o diretor estavam satisfeitos com a troca por Marcos Marinho.

Levantamento do blog mostra que 10 clubes informaram ter feito protestos formais à CBF contra a arbitragem neste Nacional. São eles: Fluminense, Flamengo, Santos, São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, América-MG, Grêmio, Atlético-PR e Figueirense. Não foram consideradas reclamações de vestiário ou de técnicos e jogadores.

Um dos mais incisivos foi o presidente santista, Modesto Roma Jr., que pediu a queda de Sergio Corrêa após a expulsão do meia Lucas Lima no jogo contra o Internacional. Ele aprovou a troca no comando da arbitragem.

“O presidente da CBF fez o certo. Ele (Marinho) quando assumiu a Paulista vinha de um escândalo de arbitragem com o Edílson (caso de manipulação de arbitragem). Ele melhorou a arbitragem de São Paulo”, afirmou Modesto. “Os árbitros de São Paulo são muito bons, assim como os gaúchos.”

Ao justificar a escolha de Marinho, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, citou os elogios dos times paulistas, incluindo Modesto. O presidente santista, no entanto, disse não ter indicado o novo chefe da arbitragem. “O presidente da CBF não precisa de indicação. Marinho é um bom nome. Seneme (Wilson, atualmente na Conmebol) é outro. Sávio (Spíndola, comentarista de tv) é outro.”

Outro crítico da arbitragem da CBF é o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que fez seguidas reclamações formais por erros contra o time. “Espero que seja para melhor. Não conheço o novo titular, mas tive boas informações dele vindas dos presidentes dos clubes paulistas”, analisou. Ele não se mostrou preocupado com mais um paulista na comissão.”Se ele for bom mesmo, não vai se sujeitar a pressões de ninguém.”

Feldman afirmou que a arbitragem é sempre “o elo frágil” pelas críticas dos clubes, e que a própria comissão reconhecia alguns dos erros cometidos. A CBF instalou um grupo independente para avaliar o trabalho da comissão de arbitragem a pedido dos clubes. Até agora, todos os relatórios dessa comissão foram de elogios às atuações de alguns trios por rodada, enquanto os clubes continuam a reclamar.

Uma das apostas da confederação é o árbitro de vídeo, que está em fase final de testes pela Fifa e pode entrar em vigor em 2017. O ex-presidente da comissão Sérgio Corrêa vai cuidar justamente desse projeto.


CBF vê como erro do árbitro a expulsão de Lucas Lima
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A comissão de arbitragem da CBF avalia como erro a expulsão do meia do Santos, Lucas Lima, no jogo diante do Internacional. Essa é a realidade nos bastidores da entidade porque, oficialmente, a informação é de que o árbitro Rodrigo Batista Raposo ainda será avaliado.

A primeira ação da CBF, porém, foi tirar Raposo do jogo entre Ponte e América-MG, domingo, em Campinas (SP). Inicialmente, ele seria o quarto árbitro, mas na noite dessa sexta foi substituído por Christiano Gayo Nascimento (DF). A entidade não explicou no site o porquê da alteração.

Antes e depois: Raposo deixa escala de Ponte x América (Reprodução: site da CBF)

Antes e depois: Raposo deixa escala de Ponte x América (Reprodução: site da CBF)

No jogo de quinta-feira (8), pelo Brasileiro, Raposo deu o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho para Lucas Lima por cera. O lance ocorreu no final do primeiro tempo de jogo. O Inter ganhou a partida e gerou revolta no presidente do Santos, Modesto Roma, que classificou o trio de arbitragem de “vagabundo” em entrevista à ESPN.

Questionada, por meio da assessoria, a comissão de arbitragem da CBF informou que a orientação para árbitros é “acrescentar o tempo necessário ao jogo” quando houver cera. E disse que que não houve nenhuma mudança nesta instrução. Sobre o árbitro, a confederação disse que ele ainda será avaliado pela comissão independente de arbitragem e depois serão tomadas as medidas cabíveis. Enquanto isso, o chefe de arbitragem, Sergio Corrêa, não se pronunciaria sobre o lance.

Na prática, já existe a avaliação de que ele cometeu um equívoco. Primeiro, desrespeitou a orientação da confederação de acrescentar tempo para cera. Segundo, demonstrou falta de critério já que não adotou punição similar em outros casos, seja no jogo, seja no campeonato.

Veja também:
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