Blog do Rodrigo Mattos

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CBF muda código de ética e derruba veto a filho de Tite na seleção
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A CBF modificou o texto do seu código de ética para derrubar a proibição à contratação do filho de Tite. O texto inicial do código impedia a contratação de qualquer parente por funcionários ou cartolas de clubes e da confederação. A nova redação exclui o departamento de futebol desse veto.

O texto base do código de ética da confederação foi feito em junho de 2016. Publicado no site da entidade, a redação proibia a contratação de parente até 3o grau por qualquer funcionários da CBF, de federações ou clubes. Afinal, sua abrangência era para todo o sistema de futebol. Assim o texto foi aprovado.

Mas, logo em seguida, o técnico Tite anunciou a formação de sua comissão técnica com o seu filho como auxiliar. Então, o blog de Gabriela Moreira publicou a informação de que havia um veto a ele. A partir daí, a CBF passou a estudar uma forma de modificar o texto.

A versão final foi aprovada nesta quinta-feira pela assembleia geral da CBF, composta pelas federações. E excluiu todo o departamento de futebol da regra, o que passa a valer para a confederação e para os clubes.

“Há uma diferença: os dirigentes estão mantidos isso (veto) até 3o grau. Para o sistema do futebol, comissão técnica, a nossa avaliação é de que não se justifica”, afirmou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “Não tem sentido.”

Questionado se a medida tinha sido tomada por conta do filho de Tite, o dirigente afirmou que ele já não deveria ter sido afetado, mas que o texto era duvidoso. Segundo ele, o objetivo da CBF foi adaptar a redação para deixar claro que o veto não se aplicaria a comissões técnicas.

“Quando fomos tratar do filho do Tite, não houve nenhuma dúvida, qualificação indiscutível, inquestionável. Quando foi discutido aquilo, a gente achava que não deveria mudar, mas que deveria ficar bem claro que no sistema futebol isso não deveria ser aplicado”, concluiu Feldman.


Pedido de Tite, jogo com Alemanha muda preparação de seleção para Copa
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Ao pedir um amistoso contra a Alemanha em 2018, o técnico Tite e sua equipe fizeram uma mudança radical na estratégia da seleção para Copa da Rússia em relação a edições anteriores. O Brasil não opta por enfrentar campeões mundiais pouco antes do torneio desde a Copa-1998, na França. Depois disso, a preferência foi sempre por adversários fracos antes do Mundial.

O amistoso contra a Alemanha, primeiro confronto depois da goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa-2014, será no final de março de 2018 a apenas dois meses e meio do início da competição na Rússia. O jogo foi um pedido da comissão técnica para a diretoria da CBF, e a intenção é pegar outras grandes seleções.

“Foi o que a gente vem falando. Sem dúvida nenhuma nós passamos para a presidência e para a vice-presidência a ideia que nós tínhamos de jogar com grandes seleções. A gente quer um nível de enfrentamento muito alto. Porque a gente entende que desta forma vai estar melhor preparado”, contou o diretor de seleções, Edu Gaspar, ao blog.

Levantamento nos amistosos na seleção no período de um ano antes de Mundiais mostra que apenas uma vez o Brasil pegou um campeão desde 1998. Foi em novembro de 2009, antes da Copa da África do Sul, quando o time nacional enfrentou a Inglaterra. Mas lembre-se que o time inglês não é campeão mundial desde 1966 e ainda faltavam sete meses para a Copa.

No período de um ano antes do Mundial-2014, o time de Luiz Felipe Scolari teve dez amistosos, sendo os dois times mais fortes Chile e Portugal. No ano do Mundial, seus rivais foram Africa do Sul, Panamá e Sérvia.

Na edição anterior, a equipe de Dunga pegou Zimbabwe e Tanzânia como últimos rivais no ano de 2010. Em 2006, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Lucerna e Nova Zelândia foram os últimos adversários, sendo a Rússia a única seleção mais forte enfrentada no ano do Mundial.

O último campeonato conquistado pela seleção em 2002 também foi precedido por partidas com adversários fracos ou médios, sendo o mais representativo Portugal, em abril. Aquela equipe chegou a pegar Andorra nas vésperas do Mundial. Em 1998, tinha sido diferente já que o time brasileiro pegara Alemanha e Argentina na reta final para a Copa da França.

Essa falta de adversários fortes ocorria nem sempre pela vontade dos técnicos, mas por conveniência política e financeira do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Ele queria fazer o time faturar com amistosos onde interessasse aos parceiros da confederação. O mesmo se repetiu na gestão de José Maria Marin, com Marco Polo Del Nero como vice, para o Mundial de 2014.

Mas Tite e Edu Gaspar demonstram uma força dentro da CBF que não tinham seus antecessores. Foram conversar com a diretoria e os convenceram sobre amistosos com times fortes, incluindo a Alemanha.

“É muito bacana porque se mostra bem integrado entre nós e os demais membros da presidência e da diretoria. Conversamos bem, falamos nossas ideias, e está sendo bem atendido”, contou Edu Gaspar.

Agora resta saber se a CBF conseguirá datas para marcar outros amistosos com times campeões mundiais antes da Copa-2018.


Demissão expõe racha entre base e seleção profissional na CBF
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A demissão do coordenador da base da seleção Erasmo Damiani expôs um racha que acontece entre o departamento de base e a diretoria da equipe principal, pelo menos desde a Olimpíada Rio-2016 até agora. É o que fica claro pelas declarações de Damiani ao blog. Ele afirmou que não teve as reivindicações atendidas pelo diretor de seleções, Edu Gaspar, e que entende que o dirigente teve influência decisiva em sua saída.

Damiani foi contratado quando Gilmar Rinaldi era o coordenador de seleções da CBF. Foi demitido nesta semana pelo presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, após o fracasso da seleção sub-20 no Sul-Americano: ficou em quinto no hexagonal final e fora do Mundial. Há o risco de demissão do técnico Rogério Micale, campeão olímpico. Edu Gaspar ganhou poder na confederação.

“A justificativa que ele (Del Nero) apresentou foi o resultado que tinha que ter uma mudança. Na verdade, foi subjetivo (o argumento técnico) porque o presidente não tem conhecimento técnico. Alguém passou para ele a justificativa. Até isento o presidente. Não dá para discutir metodologia com ele que não é um técnico”, analisou Damiani.

Questionado se os resultados justificavam a queda, o ex-coordenador discordou. “O time sub-20 foi vice-mundial, ficou em terceiro no Pan com time alternativo e ganhou a Olimpíada. Em quatro campeonatos, foi ao pódio em três. Foi mal agora no Sul-Americano. E têm as outras seleções, sub-17, sub-15”, disse.

Perguntado se Edu Gaspar tinha relação com a sua saída, emendou: “Está muito claro. Não preciso nem falar.” Segundo Damiani, só estavam esperando “o momento propício para fazer a mudança de interesse.”

O UOL revelou que Alessandro, diretor do Corinthians ligado a Gaspar, é candidato ao cargo de Damini, e o treinador do sub-20 do time Osmar Loss ao de Micale.

Segundo o coordenador da base, após a chegada de Tite e Edu Gaspar, a divisão de base perdeu dois observadores. Havia a necessidade de repor e contratar um supervisor para estruturar a base que tinha começado a ser montada anteriormente. Isso foi avisado à diretoria de seleções.

“Tenho que levar a ele (Edu Gaspar) que nunca deu aval para contratar. Explicamos várias vezes o que precisava. Não podemos ficar insistindo com o superior. Falei uma vez, duas vezes, três vezes”, informou.

Sobre a interação da comissão técnica principal com a base, durante a Olimpíada, Damiani minimizou a participação de Tite em ajuda ao treinador Rogério Micale na campanha do título.

“Não teve nenhuma (influência). Tite e o Edu iam almoçar com a gente nos dias dos jogos e depois iam assistir ao jogo do camarote lá de cima. Foram em três treinos, e depois um em Salvador. Não entendo por que fazem essa associação. Se perdessem ia ter essa associação?”, comentou. Ressaltou que pode ter havido comunicações entre Micale e Tite que ele desconhece.

Damiani ainda lembrou que o esquema de Micale com 4-2-4, usado na seleção olímpica, era diferente do tradicional de Tite com 4-2-3-1. De fato, um lançava quatro homens à frente para pressionar o adversário, enquanto o outro faz uma linha de três apoiadores atrás do atacante principal.

A principal reclamação do ex-coordenador da seleção é por ter montado uma estrutura com banco de dados para base, e uma comissão técnica, e o trabalho não ter sido reconhecido. Segundo ele, a divisão de base do Brasil anteriormente não tinha nada.

O blog tentou contato com Edu Gaspar que informou que o assunto estava com a CBF. A assessoria da confederação disse que não iria comentar as declarações de Damiani.


Tite só chamou atletas com chances de ir à Copa e manteve média de idade
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Não é apenas discurso a afirmação de Tite de que todos os jogadores convocados para o amistoso contra a Colômbia têm chance de continuar na seleção se forem bem. A lista foi elaborada depois de uma análise da idade e condição dos atletas para saber se têm condições de ir à Copa-2018. Tanto que a relação tem jogadores com praticamente a mesma média de idade do elenco formado para as eliminatórias, nem muito jovens, nem muito veteranos.

Do grupo atual chamado por Tite, apenas cinco estiveram entre os 24 convocados para os últimos compromissos das eliminatórias, diante de Peru e Argentina. São Weverton, Alex Muralha, Fagner, Rodrigo Caio e Lucas Lima. Havia outros chamados anteriormente pelo treinador como Fábio Santos e Luan.

Esse grupo tem uma média de idade de 26,8 anos, praticamente igual a da principal 26,9 anos. O mais velho é Robinho que tem 32 anos e terá 34 na Copa da Rússia, isto é, será mais novo do que possíveis titulares como Daniel Alves. O mais novo é o lateral-esquerdo Jorge que tem 20 anos, mais velho do que o já titular Gabriel Jesus.

“Cada jogador foi convocado com uma intenção. Fábio Santos, por exemplo, tinha sido convocado para um jogo pontual (contra a Argentina). Mas, se analisarmos, ele pode chegar a uma Copa (Rússia), duas teria que ver. O Jorge, por exemplo, tem outra intenção já que é novo e vai se desenvolver”, contou o coordenador de seleções, Edu Gaspar. Ele ressaltou que todos têm chance de seguir no grupo.

Com isso, o elenco do amistoso está longe de ser um apanhado de jovens como já ocorreu no passado, ou um grupo sem chances de continuar no time. É óbvio, no entanto, que a maioria não conseguirá uma vaga visto que Tite tem uma base vitoriosa montada.

Em relação às ausências notadas, a comissão técnica da seleção sabia que seria percebido que Moisés não fora chamado. Até porque ele foi eleito o craque do Brasileiro em 2016. Ele não está em plenas condições físicas em sua volta das férias no Palmeiras, embora a comissão não explique exatamente qual o motivo para ficar fora.

“Analisamos todas as informações que os clubes nos mandaram e a partir daí tomamos uma decisão. Não houve nenhuma indicação do clube de que não deveríamos chamar algum atleta”, contou Edu Gaspar.


Com ingresso inflado, CBF fatura quase o dobro com Tite do que com Dunga
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A chegada de Tite ao comando da seleção brasileira não foi boa apenas em campo para a CBF: teve efeito positivo para os cofres da entidade. A entidade teve um incremento de 92% no seu ganho com bilheteria nos jogos com o atual treinador nas eliminatórias em relação às partidas da era Dunga.

Isso ocorreu porque, nos confrontos com Tite, a CBF aumentou consideravelmente o valor dos ingressos. Os bilhetes para assistir à seleção tiveram uma inflação de 107%. Como a média de público caiu pouco, os ganhos de bilheteria explodiram para confederação.

Obviamente, isso só foi possível graças à boa fase da seleção. Com seis vitórias em seis jogos sob o comando de Tite, o time nacional voltou a despertar a atenção da torcida. O nome do treinador tem sido gritado nos jogos.

Nas três primeiras partidas da seleção com Dunga (Fortaleza, Salvador e Recife), a CBF faturou R$ 11,9 milhões com um ingresso médio de R$ 91,63. A média de público foi de 43,2 mil pessoas.

Nas três partidas seguintes do Brasil em casa, já com Tite no comando (Manaus, Natal e Belo Horizonte), a CBF ganhou R$ 22,9 milhões apesar da média de público mais baixa. Com o novo técnico, o ingresso médio cobrado pela confederação foi de R$ 190,45. Foi mais alto em todos os jogos, mas atingiu o ápice no Brasil e Argentina com R$ 238 de média.

Com esses valores inflados, sobraram ingressos em Manaus, em Natal e em Belo Horizonte. A média de público ficou em 40.034, abaixo portanto da época de Dunga. Mas isso não teve importância para a CBF que ganhou R$ 11 milhões a mais com o novo treinador em relação ao anterior no mesmo número de jogos. O blog tentou ouvir a confederação que não respondeu sobre o assunto.


Tite não fez sacrifícios em convocações para poupar clubes brasileiros
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Em suas coletivas, o técnico da seleção, Tite, tem dito que é preciso ter bom senso na convocação de atletas para evitar prejuízos a times no Brasileiro. Mas até agora a seleção não fez nenhum sacrifício para ajudar os clubes. Isso porque não houve situação em que o treinador queria determinado atleta e abriu mão para poupar o campeonato, segundo apurou o blog.

Desde que assumiu a seleção, Tite fez três listas de convocação. Nessas, só na primeira chamou dois jogadores de um mesmo time nacional: o Santos, Lucas Lima e então Gabriel. Depois, incluiu no máximo um de cada equipe do Brasil. Ele afirmou que, entre dois jogadores parecidos, ficaria com o que não prejudicasse um clube brasileiro.

Só que não houve nenhuma situação em que Tite ficou em dúvida entre dois jogadores e abriu mão de um deles para evitar prejuízo à equipe. Simplesmente, convocou um atleta por time porque era o grupo que queria. E, dentro da comissão técnica da seleção, não há uma regra que impeça a convocação de dois de um time do Brasil. Se houver necessidade, vai acontecer.

Apesar da fase final do Brasileiro, o treinador incluiu seis jogadores de times nacionais na sua lista, sendo dois dos clubes que disputam o título: Gabriel Jesus e Alex Muralha, de Palmeiras e Flamengo, respectivamente.

As participações dos atletas em jogos no dia 16 de novembro podem ser complicadas visto que a partida contra o Peru é no dia anterior – o Palmeiras joga dia 17. A comissão técnica da CBF descartou a possiblidade de usá-los só contra a Argentina e liberá-los antes do segundo confronto. A alegação é de que a seleção não pode ser prejudicada, isto é, não foi feito nenhum sacrifício.

A concessão que a CBF deve fazer é liberar o goleiro Weverton, que é reserva, para participar do jogo de segunda-feira entre América-MG e Atlético-PR. Assim, ele atrasaria sua apresentação ao time brasileiro. Essa é a promessa da confederação: ajudar na logística para devolver ou pegar atletas.

Os clubes são prejudicados porque a CBF faz um calendário que para só parcialmente para as eliminatórias. Há jogos do Brasileiro no dia seguinte aos das eliminatórias da Copa. A confederação promete resolver isso para o próximo ano, mas o calendário definitivo não foi anunciado.


Após sucesso inicial, Tite troca um quarto da seleção por ‘justiça’
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Após duas boas atuações nas eliminatórias, o técnico Tite trocou um quarto do elenco da seleção em sua segunda convocação. A explicação do treinador é de que há necessidade de ser justo com a fase dos jogadores até que se tenha uma base de fato para o time. O treinador admite que é um desafio montar o grupo final.

Na nova lista, Tite chamou como novidades Alex Muralha, Thiago Silva, Fernandinho, Oscar, Douglas Costa e Firmino. Deixou de lado atletas como Marcelo Grohe, Geromel, Rafael Carioca, Taison e Gabriel Barbosa. Desta vez, foram 24 atletas contra 23 da primeira lista.

O treinador contou que fez justiça a fase dos jogadores em seus times. Talvez uma exceção seja Thiago que só ficou de fora da primeira vez porque estava contundido.

“Não é porque ganhou dois jogos que está tudo bem, tudo certo”, analisou. “Agora é muito momento do atleta. Lá na frente, tenha condição de ter o grupo. Sem pensar que está tudo errado, e sem pensar que está tudo certo.”

Um exemplo foi o goleiro goleiro rubro-negro Muralha cuja convocação está relacionada, além da regularidade, a ótima defesa em chute de Jesus no clássico diante do Palmeiras.

“É desafiador (montar o grupo). Vamos buscando todas as informações para ser o mais justo. (…) Vou errar e não vou errar de forma premeditada. Concorrência legal. Os atletas que saíram vão continuar a ser acompanhados”, avaliou Tite.


Coutinho foi a peça que desequilibrou o jogo para a seleção
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O Brasil não ganhou da Colômbia por um acaso: apresentou mais qualidades do que o adversário durante toda a partida. Mas houve um momento em que os colombianos controlaram o time nacional e parecia que levariam um empate. Foi quando Philippe Coutinho entrou e desestruturou as linhas rivais.

Um jogador surpreendente só funciona, no entanto, em um time bem armado. E assim foi o Brasil na segunda partida sob o comando de Tite.

Desde o início, o time tinha a posse da bola e envolvia a Colômbia. Quando atacava, seus dois laterais subiam como armadores enquanto Casemiro ficava para compor uma linha de três defensores. O volante do Real Madrid, por sinal, foi um capítulo destacado do jogo: jantou James Rodriguez com desarmes precisos que o anularam.

O gol brasileiro antes de um minuto de jogo foi mais obra do acaso do que qualquer outra coisa. Sim, Tite sabe treinar bolas paradas, mas não é em uma semana que um time fica pronto neste quesito. Tanto que sofreu um gol lá atrás quando Marquinhos fez contra.

Jogo jogado, e o Brasil continuava melhor. Neymar, fora um ou outro destempero, ia muito bem, com dribles e passes que desequilibravam o jogo. Só errava quando ia mais para o meio. A seleção poderia ter saído em vantagem já no primeiro tempo.

Após o intervalo, a Colômbia se arrumou com a entrada de Cuadrado pela direita que matou a principal jogada brasileira com Marcelo. Era um dos principais armadores do time, pois Daniel Alves não ia tão bem pelo outro lado.

Coube a Tite achar outra solução quando o Brasil estava travado. E a alternativa certa foi Coutinho no lugar de Willian, com Giuliano por Paulinho. O jogador do Liverpool mudou o ritmo de jogo: desestruturou o esquema defensivo colombiano.

Foi em uma jogada sua que a defesa rival afastou, o ataque brasileiro pressionou e o mesmo Coutinho enfiou a bola para Neymar bater seco de canhota para o gol. Esse não era um gol de acaso. Era de um time que tocava a bola e pressionava a saída do rival.

Dois jogos, duas vitórias. Mais do que isso, Tite parece ter achado um caminho para seu time que jogou bem as duas partidas, ofensivo, com toque de bola, com pressão imediata sobre o rival quando a perde. E capaz de ter um craque como Neymar e um jogador para mudar seu ritmo como Coutinho.


CBF estuda mudar seu código de ética para excluir veto a filho de Tite
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A CBF estuda mudar o texto final de seu código de ética por conta de um conflito em relação à contratação do filho de Tite, Matheus Bachi, para a comissão técnica da seleção. Isso porque o documento, aprovado por grupo de reformas da entidade, veta que funcionários contratem parentes, o que se estende para o departamento de futebol. Estas regras ainda serão validadas em breve pela confederação.

Foi o blog de Gabriela Moreira, na Espn, que publicou que a proposta do código vetava que funcionários da entidade contratassem parentes. Fontes que tiveram acesso ao texto final confirmaram que essa proibição foi mantida no documento aprovado na semana passada.

A questão é que desde a noite de terça-feira surgiu na CBF a preocupação de o texto atingir o filho de Tite. O novo treinador da seleção sequer sabia desta regra, segundo apurou o blog. A intenção dos redatores do documento não era tratar de comissões técnicas, mas evitar que diretores da confederação e de clubes pudessem contratar parentes.

Sim, a abrangência do código de ética é para todas as federações e times de futebol do Brasil. Ou seja, todos os técnicos que têm filhos ou parentes em suas comissões técnicas teriam de demiti-los. É o caso do treinador Cuca com seu irmão Cuquinha, do filho de Dorival Jr, Lucas Silvestre, entre outros.

Por isso, dirigentes de clubes já requisitaram que seja feita uma emenda ao texto com ressalva do mecanismo em relação às comissões técnicas. Pela nova ideia, continuaria a haver veto para a contratação de parentes de diretores da CBF e de times, mas não no caso dos departamentos de futebol.

Ainda é possível mudar o texto porque ele não foi aprovado pela Assembléia Geral Administrativa, composta por federações estaduais. Portanto, não é válido. É possível que o grupo de reforma volte a se reunir para reformar o código de ética, ou que a própria assembleia tome uma decisão sobre o assunto. Mas, hoje, a tendência é de o documento ser alterado.

Questionados sobre o assunto, assessores da CBF e de Tite não se pronunciaram.

PS O código de ética da confederação já causou polêmica ao ser anunciado porque não seu comitê não vai poder investigar as acusações propina contra o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero. A alegação é de que a norma não vale para casos anteriores.


Desafeto de Dunga, Thiago Silva agrada Tite e deve retornar à seleção
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Com Pedro Ivo Almeida

Defenestrado pelo ex-técnico Dunga, o zagueiro Thiago Silva é um nome que tem alta cotação com o novo treinador da seleção brasileira, Tite. O jogador já foi até informado pela CBF que os problemas no time brasileiro ficaram no passado. Por isso, há a tendência que ele volte ao time nacional.

Dunga teve diversos problemas com Thiago Silva. Primeiro, foi a sua declaração de que ficara incomodado com a perda da tarja de capitão para Neymar. Depois, falhas na Copa América. Seu choro no Mundial-2014 também foi usado contra ele. O ex-técnico deixava claro que levava em conta atitudes em sua convocação.

Pois bem, Tite não considera o choro um sinal de fraqueza como o antecessor. Entende a reação emocional de jogadores. O próprio treinador se emocionou na despedida do Corinthians e ao chegar à seleção. Esteve para chorar por algumas vezes e sua perna tremeu.

Tecnicamente, o novo treinador da seleção gosta muito de Thiago Silva. Considera que é um jogador que tem o que contribuir à seleção. Isso não significa, claro, que sua convocação é obrigatória.

Mas, logo após a saída de Dunga, o zagueiro do Paris Saint-Germain entrou na lista para a seleção olímpica. Thiago Silva já foi informado por diretores da CBF que os problemas são coisas da comissão técnica anterior, que não há nenhuma resistência a seu nome na entidade.

Ainda é incerta, no entanto, a presença do zagueiro no grupo olímpico. Só três atletas acima de 23 anos poderão ser incluídos, e um deles é Neymar. Na seleção principal, a tendência é seu retorno já que agrada o novo técnico, não tem mais resistências na CBF e se mantém como um dos melhores do mundo.