Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Vasco

É inaceitável que Odebrecht possa vender Maracanã após delações
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Tornadas públicas nestas semana, as delações de ex-executivos da Odebrecht admitiram uma série de atos de corrupção em relação ao Maracanã: fraude na licitação, pagamento de propina pela obra, suborno pela concessão. Diante dessas revelações, não dá para considerar aceitável que a empresa tenha direito de vender sua concessão e ainda sair com R$ 20 milhões do estádio. Nem dá para admitir que o modelo viciado de PPP seja mantido com poucos ajustes com outra empresa.

Vamos aos fatos. Foram cinco delações de ex-executivos da Odebrecht envolvendo o Maracanã. Um dos ex-executivos aponta que o edital de obra já foi armado para a empresa vencer. Depois, outros membros da construtora indicam pagamentos de propina ao ex-governador Sergio Cabral durante a obra.

O valor da obra saltou de R$ 400 milhões previstos incialmente para R$ 1,2 bilhão. Uma parte deve-se a exigências esdrúxulas da Fifa, mas há indícios de superfaturamento apontados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). Tribunal, por sinal, que perdeu a credibilidade ao ter seis membros presos.

Em sua delação, o ex-executivo da Odebrecht João Borba Filho afirmou que teria de ser pago propina um conselheiro do TCE para liberar o edital de concessão do estádio. O edital foi moldado de acordo com instruções de empresa de Eike Baptista, outro preso por relacionamento impróprio com o ex-governador Sergio Cabral. Borba Filho tornou-se o presidente da empresa gestora do Maracanã.

Essas delações geram um inquérito e uma apuração para conferir se é tudo verdade. Mas não dá para o governo do Rio aprovar uma venda de uma concessão com todos os indícios de ter havido fraudes do início ao fim do processo. Se a própria Odebrecht admite ter pago propinas, é muita cara de pau da empresa ainda se achar no direito de lucrar com a venda.

A Odebrecht já tem um acordo de venda para a empresa Lagardère. Agora, depende de um aval do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para concretizar o negócio. Ora, o próprio Pezão é acusado por ex-executivos da construtora de receber dinheiro ilegal – ele nega. Sob grave suspeita, como pode conceder o estádio por mais 30 anos e beneficiar a Odebrecht?

Não está aqui se questionando o direito de a Largadère almejar ter o estádio. A empresa tem lá os seus problemas, mas a outra concorrente GL Events também tinha. Nada que as impedisse de assumir a gestão já que é uma empresa francesa grande com o capital, e know-how na área de gestão de estádio. E não há acusação de corrupção grave sobre ela.

Mas um acordo confidencial com a empresa que corrompeu todo o processo do Maracanã não é a forma ideal. A própria Lagardère sabe os males de concorrência desonesta já que foi prejudicada e ficou em segundo na disputa para o Maracanã perdendo para Odebrecht.

E as regras de concessão que valeriam para a Lagardère são exatamente as mesmas do edital de licitação viciado por pagamento de propinas pela Odebrecht. Essas normas têm que ser todas revistas porque não foram feitas pensando no bem público, mas em favorecer a empreiteira que comprou quase todos os políticos do país.

Uma prova de que esse modelo fracassou é que nem a Odebrecht, com sua rede de propinas, conseguiu ganhar dinheiro no estádio. É hora de sentar com os grandes clubes do Rio, realizar audiências públicas, discutir com empresários e estabelecer um modelo transparente para uma nova concorrência para o Maracanã.

“Ah, vai demorar e o estádio vai se deteriorar porque o governo não tem dinheiro”. A verdade é que o Estado teve muito tempo para fazer uma licitação já que esse imbróglio se arrasta há mais de um ano. Contratou consultoria da FGV com esse fim, e nada fez. É hora de sair da letargia e fazer um processo sério e transparente para a população.

Enquanto isto não se concluir, o governo pode estabelecer um modelo de emergência para gestão e manutenção do estádio que envolva os clubes, seus principais usuários. Que tal sentar com Fluminense, Flamengo e Vasco e discutir a viabilidade de uma solução provisória (o Botafogo tem o Engenhão)? Uma parte da renda dos jogos e shows poderia ser usada para manutenção.

Essa é só uma ideia, deve haver outras melhores. O mais importante é que, após tudo que se ouviu das delações, o primeiro passo do governo tem que ser buscar a expulsão da Odebrecht do estádio na Justiça sem direito a receber nada. E depois se construir um novo futuro para o Maracanã. Não dá para quem corrompeu quase todo o país ainda ter direito a participar da decisão sobre quem fica com um patrimônio público de R$ 1,2 bilhão tão importante para o povo carioca.


Saia justa: Eurico reclama com herdeiro da Globo e recebe resposta
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Em encontro recente da Globo com dirigentes de clubes, houve uma saia justa entre o presidente do Vasco, Eurico Miranda, e o herdeiro da família dona da Globo, Roberto Marinho Neto, que é o principal executivo da área de esportes da emissora. O dirigente vascaíno interpelou o executivo sobre o tratamento dado ao Estadual do Rio, e recebeu uma resposta dura.

A Globo decidiu promover uma reunião institucional com os dirigentes de 21 clubes que assinaram o novo contrato do Brasileiro para a partir de 2019. A ideia era apresentar formalmente a nova divisão de cotas de tv, mais igualitária para a TV Aberta e a TV Fechada. Agora, serão 40% igualmente, 30% por posição, e 30% por audiência.

No evento, Roberto Marinho Neto dava uma palestra sobre as estratégias da emissora quando foi interrompido por Eurico Miranda. O presidente do Vasco reclamou de críticas feitas em canais da emissora a campeonatos comprados pela própria Globo. Sua referência era especificamente ao tratamento dado ao Estadual do Rio. Em sua intervenção, o vascaíno disse que toda hora que liga os canais ouve comentários negativos.

Em sua resposta, Roberto Marinho Neto primeiro perguntou a Eurico se ele estava sugerindo que se censurasse os jornalistas da Globo. Depois, o executivo afirmou que não haveria censura porque a origem da empresa é em um jornal, e que não abriria mão dos princípios jornalísticos da emissora. Marinho Neto ainda argumentou que a Globo valoriza, sim, os campeonatos que compra e transmite.

De novo com a palava, Eurico disse que, sob o ponto de vista do Vasco, a emissora continuava pagando as cotas então o clube não era prejudicado por denegrirem o campeonato. Ao blog, o dirigente contou ainda que o executivo da Globo perguntou o que ele faria caso um jogador criticasse o clube. “Se o jogador do Vasco faz isso, vai embora na hora”, retrucou Eurico.

O executivo da Globo ratificou então o que dissera anteriormente. A cena foi vista como constrangedora por dirigentes presentes, mas o embate não teve tom agressivo.

Roberto Marinho Neto foi alçado ao comando da área de esportes da Globo em outubro do ano passado. Na ocasião, uma reformulação estabeleceu que os departamentos de compra de direitos de competições esportivas e o jornalismo esportivo ficariam sob o mesmo guarda-chuvas. Assim, o conteúdo de esporte deixou de fazer parte do setor de jornalismo em geral da empresa.

Eurico tem um histórico de embates com a Globo. Em janeiro de 2001, colocou o símbolo do SBT na camisa do Vasco na final do Campeonato Brasileiro do ano anterior. Era uma retaliação a programas jornalísticos que revelavam irregularidades na gestão do dirigente no Vasco – várias dessas denúncias foram incluídas na CPI do Futebol, no Senado.

O blog ouviu Eurico Miranda que confirmou o episódio e deu algumas explicações sobre sua posição. “Só queria que me explicassem por que eu entendo pouco de marketing. Queria saber como se compra um produto e vão vender ele esculhambando. Me explicaram e está tudo certo”, afirmou o dirigente vascaíno. E acrescentou com ironia: “Queria entender essa técnica de marketing nova de vender o produto dizendo que é uma merda.”

O blog observou ao dirigente vascaíno que havia uma diferença entre o departamento de marketing e de jornalismo em uma empresa de comunicação. Eurico disse que não questionava a liberdade de imprensa, e que respeitava o direito de crítica.

“Você, por exemplo, não pode criticar a instituição Vasco que não entra no clube. Eu represento a instituição Vasco”, disse ele. O blog perguntou então se não tinha direito de critica-lo. “Você pode me criticar quanto quiser porque estou nisso há muito tempo e dou pouca importância. Só não pode me chamar de homossexual, ladrão ou corno. Porque aí vai ter problemas.”

Por fim, Eurico observou que entende que os resultados ruins de público do Estadual no final de semana (semifinais da Taça Rio) foram por conta da forma como foi conduzida a promoção dos jogos.

 


Não se justifica usar Maracanã para maioria dos clássicos do Estadual
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O regulamento do Estadual do Rio prevê que todos os clássicos, semifinais e finais sejam disputados no Maracanã. É um tentativa de dar uma grandiosidade e relevância ao campeonato que este não tem mais. Basta verificar os públicos durante a competição. Só se justificaria jogar as finais ali, e uma ou outra partida.

Não é à toa que Botafogo e Vasco já cogitam jogar no Engenhão a final da Taça Rio, esse jogo inútil sob qualquer ponto de vista para o campeonato. E deveria se procurar alternativas para quase todos.

Nas semifinais, o time da Estrela Solitária e o Fluminense levaram apenas 7.309 pessoas ao Engenhão, no domingo, enquanto rubro-negros e vascaínos tiveram 21.895 pagantes no seu jogo. Em média, as duas partidas não atingiram nem 15 mil.

O Maracanã é um estádio caro. Em condições normais, só se justifica abri-lo pelo seu custo com públicos entre 30 mil e 40 mil pelo menos. Ou seja, valeria a pena para os jogos de Botafogo e Flamengo na Libertadores, ou do Fluminense na Sul-Americana, que têm apresentado público acima deste patamar porque são competições importantes.

Nenhum clássico do Estadual até agora ultrapassou a marca de 30 mil, sendo o melhor deles o Fla-Flu da final da Taça Guanabara, com 29.905, no Engenhão. É provável que no Maracanã o público fosse um pouco melhor.

Se em condições normais o Maracanã já é muito caro, os preços cobrados pela Odebrecht neste período de transição do estádio tornam ainda mais inviável utiliza-lo. Foram aluguéis nos patamares de 400 mil a R$ 500 mil, fora os custos. Ainda não está disponível o borderô de Vasco e Flamengo, mas, se houver lucro, será bem pequeno.

Sob esse ponto de vista, só as finais do Estadual do Rio justificariam de fato a abertura do estádio. É possível que uma semifinal atinja este público, mas não há certeza.

Ao impor o Maracanã, a Ferj tenta, mais uma vez, maquiar a realidade como faz com os borderôs dos jogos em que coloca a cota de televisão para disfarçar prejuízos seguidos em bilheterias dos jogos. É possível fazer isso em um papel no regulamento, mas a arquibancada não mente.

PS: Não comentarei aqui a classificação de Botafogo e Vasco à final da Taça pela inutilidade deste turno. A única observação é que a arbitragem do Estadual cometeu mais um erro bizarro com a validação do gol do botafoguense Dudu em um impedimento tão acintoso que até uma criança seria capaz de marcar.


Lagardère quer apressar entrada no Maracanã e levar Bota, Flu e Vasco
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Após fechar acordo com a Odebrecht, a empresa francesa Lagardère deve entrar já na próxima semana no Maracanã para vistoria para determinar quais as obras mais emergenciais. Ao mesmo tempo, a empresa aposta no sucesso em conversas com Fluminense, Botafogo e Vasco para ter jogos no estádio, já que o Flamengo é desafeto da empresa. Ressalte-se que a confirmação do transferência do estádio ainda depende do aval do governo do Rio de Janeiro.

Nesta quinta-feira, Lagadère e Odebrecht chegaram a um acordo nos termos da venda no valor para assinarem um memorando de entendimento para a venda, o que deve ocorrer até sexta-feira. Isso significa que inicia-se um período de transição em que as duas partes verificam as condições do negócio, isto é, do estádio, das dívidas, etc.  A empresa francesa e a construtora entendem ter uma sinalização do governador Luiz Fernando Pezão de que vai dar aval ao negócio.

A intenção da empresa francesa é já entrar com equipes para vistoria na próxima semana. Há uma questão porque estão marcados dois jogos, Flamengo x Atlético-PR, e a final da Taça Rio. A previsão da Odebrecht é de 20 dias para verificações antes da assinatura do acordo definitivo, enquanto a Lagadère entende que isso pode ser feito rapidamente. A transferência total deve durar até dois meses.

A maior preocupação da empresa francesa é em relação à cobertura do estádio. Isso porque é necessária manutenção constante da lona tensionada para que não se deteriore. A previsão é de um gasto entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões para obras emergenciais no Maracanã para recupera-lo.

Em paralelo, a Lagardère tem mantido conversas frequentes com as diretorias de Fluminense, Vasco e Botafogo. Aos tricolores, já foi feita até uma proposta de modelo de uso do estádio com alterações no seu contrato atual com a Odebrecht que será herdado.

Não há diálogo com a diretoria do Flamengo, que teve um rompimento com a Lagardère. Assim, o clube tem a posição de que não jogará no estádio. Há dirigentes do Flamengo, no entanto, que ainda apostam em uma reviravolta e uma negativa do governador, estabelecendo nova licitação, desejo dos rubro-negros.

Há questionamentos jurídicos à transferência da licitação por conta das suspeitas de irregularidades. O ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Jonas Lopes recebeu propina para aprovar o edital de concessão, segundo delações feitas à Polícia Federal.

Mas até agora só existe uma recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para que a concessão seja desfeita, sendo que logo depois a maioria dos conselheiros foi preso acusada de corrupção. O Ministério Público Estadual não se pronunciou até o momento.


Estadual do Rio terá recorde de 15 clássicos, mas público é baixo
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Com as definições dos classificados no 2o turno e às semifinais, o Estadual do Rio de Janeiro terá um total de 15 clássicos, um recorde entre competições similares no Brasil. Isso é causado pela fórmula bizarra do campeonato que gera uma série de jogos – alguns deles irrelevantes – entre os grandes times, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco. A média de público tem sido baixa nessas partidas.

Pela fase classificatória, o Carioca teve seis clássicos assim como o Paulista. A questão é que a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) decidiu realizar semifinais e final em cada turno, além de semifinais e finais do campeonato.

Assim, já houve dois clássicos extras na Taça Guanabara, e ocorrerão mais três obrigatoriamente no segundo turno. Nas semifinais da Taça Rio, serão Flamengo x Vasco (o terceiro no ano), e Fluminense x Botafogo. Esses jogos não terão nenhum valor para o campeonato pois os quatro times já estão classificados par fases finais do Estadual. Ou seja, é provável que sejam partidas esvaziadas.

Ne fase decisiva do Estadual propriamente dita, serão clássicos em semifinais entre Flamengo x Botafogo, e Fluminense x Vasco. Somadas às decisões do turno e campeonato, chegamos a 15 clássicos. Alguns confrontos podem se repetir quatro vezes no mesmo campeonato.

Em comparação, o Paulista terá um máximo de 12 clássicos se os quatro grandes se classificarem para as semifinais. Neste caso, serão jogos entre times grandes na fase classificatória, pelas semifinais e finais.

Em Minas, haverá um máximo de três clássicos entre Atlético-MG e Cruzeiro, o mesmo número do Gaúchão caso os dois grandes se cruzem em fases mais avançadas. Isso se repete no Paranaense. No Estadual de Pernambuco, haverá um máximo de sete clássicos entre Náutico, Sport e Santa Cruz. Outros Estados como Santa Catarina e Bahia também têm número inferior de jogos entre os grandes locais.

O excesso de clássicos no Rio vulgariza partidas que deveriam ser nobres e reduz seu público. Há jogos sem valor para o campeonato, há jogos em estádios pequenos (Volta Redonda, Cariacica) e há até jogo marcado no horário de compromisso da seleção brasileira (Fluminense x Botafogo).

Como consequência, o maior público foi o Fla-Flu da Taça Guanabara, com 29 mil pessoas. E o segundo jogo que mais atraiu torcedores foi o Flamengo x Vasco, em Brasília, com 28 mil pagantes. Ressalte-se que a falta do Maracanã também tem afetado esses números.

 


Estaduais têm erros bizarros de árbitros, mas federações só pensam no poder
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Na semana em que as federações estaduais aumentaram seu poder, os Estaduais organizados por elas exibiram erros bizarros de arbitragem. As competições ainda tiveram desfalques importantes por jogadores estarem com as seleções e horário esdrúxulo para um clássico. Ou seja, a CBF e a federações fortaleceram um sistema que se mostra decadente.

No clássico carioca, disputado em Brasília, o árbitro Luis Antônio Silva Santos, o Índio, marcou um pênalti para o Vasco após suposta mão do lateral René. O problema é que a bola bateu claramente em parte de sua barriga. De frente para o lance, o meia Nenê disse ter visto pênalti e bateu para empatar.

Antes, o mesmo juiz protagonizou cena de cinema ao se desequilibrar após tomar uma barrigada de Luis Fabiano. É absurdo achar que um jogador pode encostar e tentar intimidar um árbitro e continuar em campo, ou seja, o vermelho foi correto. Mas a sua reação ao lance ao cair para trás pareceu exagerada. A anulação de um gol do Fla por impedimento, segundo o analista Salvio Espínola, da ESPN, foi correta já que Damião tentou disputar a bola.

No Morumbi, o árbitro Vinicius Furlan ignorou um entrada dura de Wellington Nem em Arana que deveria ter resultado em cartão vermelho. Quase no final do jogo, ele expulsou o mesmo jogador por supostamente atingir um rival sendo que seu braço não tem nenhuma ação violenta contra o corintiano. Houve ainda questionamento são-paulino sobre uma expulsão de Pablo que fez falta para amarelo e foi perdoado.

Foram atuações horrorosas dos dois árbitros nos clássicos, mas estão longe de ser exceção. Para lembrar os casos mais graves, o corintiano Gabriel foi expulso no clássico com o Palmeiras porque o juiz Thiago Peixoto o confundiu ele com Maycon. No Sul, um árbitro deu um pênalti contra o Inter após a bola bater no corpo do colorado Junio.

Esses são só os exemplos mais clamorosos de erros de arbitragem em competições que literalmente se arrastam neste primeiro semestre em uma maioria de jogos desinteressantes. No Rio, por exemplo, Flamengo e Fluminense, já classificados às semifinais, estão jogando só para cumprir tabela.

Quando há clássicos, além dos erros, ainda há desfalques já que os Estaduais continuam em datas Fifa. O Flamengo jogou sem Guerrero, Diego e Trauco, o Vasco sem Martín Silva. O São Paulo não tinha Cueva e Pratto, o Corinthians, Romero.

Pior, a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) ainda marcou um clássico entre Fluminense e Botafogo na quinta-feira que começou enquanto ainda havia bola rolando na partida das eliminatórias entre Brasil e Uruguai. Sim, um Engenhão esvaziado tinha um jogo simultâneo, por alguns minutos, ao da seleção.

É neste cenário que a CBF e as federações articularam a manobra que lhes deu mais poder na eleição na entidade e tirou peso do votos dos clubes. Os dois fatos estão associados. Ao manter as federações poderosas, a confederação descarta qualquer mudança no calendário que dá 18 datas para os Estaduais e essas bizarrices vistas em 2017.

Ao mesmo tempo, a confederação posterga a implantação do árbitro eletrônico que poderia minimizar esses erros, alegando falta de dinheiro. Nada de profissionalização também, medida já largamente adotada na Europa. Limitam-se a afastar um árbitro atrás do outro, como já ocorreu com Índio, como quem enxuga gelo.

Ora, se a CBF e as federações não querem investir em arbitragem, por que não deixar que os clubes o façam organizando os próprios campeonatos? Porque desta forma iriam abrir mão de poder. Não, o objetivo é perpetuar um sistema que impõe jogos desinteressantes, falhas gritantes na organização dos campeonatos, tudo sob a mão firme de quem pouco se importa com isso.

 


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Interessada no Maracanã, empresa francesa negocia parcerias com Vasco e Flu
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Uma das concorrentes à gestão do Maracanã, a francesa Lagardère negocia parcerias com Vasco e Fluminense, além das conversas que já tinha com o Botafogo. A empresa estuda parcerias para o estádio e para o departamento de marketing dos clubes, ou seja, para levantar recursos para os times. Na Europa, esta tem negócios similares com Borussia Dortmund e PSG.

Ao se aproximar dos outros três grandes, a Lagardère minimiza a recusa do Flamengo em negociar com a empresa. O clube rubro-negro deu preferência ao outro consórcio, GL Events, e diz não negociar com a Lagardère.

As converas da empresa francesa com os clubes, no entanto, estão em compasso de espera da resolução da disputa com o Maracanã. Mas já foram discutidos alguns pontos com os clubes.

No caso do Vasco, a proposta é de fato para uma parceria no departamento de marketing. A informação dentro da Lagardère é de que o presidente vascaíno, Eurico Miranda, teria cobrado luvas para o negócios. Por meio da assessoria, vice de marketing do Vasco, Marco Antonio Monteiro, confirmou as conversas, mas disse que não houve pedido de luvas.

No caso do Fluminense, a Laragadère apresentou um plano para a utilização do Maracanã pelo clube com mudanças no contratual atual do clube. Aumentaria a participação do clube na gestão e em receitas, mas em troca o time tricolor teria de contribuir com despesas operacionais. Há também uma proposta de parceria de marketing com o time das Laranjeiras. Consultada pelo blog, a diretoria tricolor não se manifestou.

A Lagardère já tinha negociações com o Botafogo ao falar sobre parcerias para a gestão do Engenhão. A administração no departamento de marketing do clube alvinegro seria outra opção.

 


Candidatas ao Maracanã somam bilhões e problemas em concessões no Brasil
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Concorrentes pelo controle o Maracanã, e com receitas bilionárias pelo mundo, as francesas GL Events e Lagardère enfrentam questionamentos nas concessões públicas que já administram no Brasil. Uma das duas será escolhida pela Odebrecht nos próximos dias para substituí-la no estádio após o governo do Rio de Janeiro dar aval às documentações de ambas. A GL tem todo o capital do consórcio, mas concorre associada a outras duas empresas CSM e Amsterdam Arena, além de ter acordo com o Flamengo.

A transferência do controle do Maracanã se dará por meio de uma venda da concessão que custará em torno de R$ 60 milhões. Para isso, os dois grupos concorrentes têm que cumprir todos os requisitos da licitação vencida pela Odebrecht. Depois da construtora escolher um vencedor, o governo do Rio tem que dar aval. Em seguida, haverá um avaliação do custo de reparos no estádio que pode influenciar os valores dos negócios.

Como histórico, ambas as empresas já enfrentam questionamentos nas concessões que têm no Brasil. A GL Events gere a Rio Arena e o Riocentro. A Lagardère administra a Arena Castelão e a Arena Independência.

No caso da GL, a concessão do Riocentro é alvo de ação do Ministério Público Estadual por suspeita de ato de improbidade e direcionamento da licitação. São acusados a empresa, o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia e seu então secretário Ruy Cezar Miranda.

Em 2006, a concessão do Riocentro inicialmente seria feita com o pagamento de R$ 70 milhões em dinheiro à prefeitura. Posteriormente, as condições mudaram e só foi pago R$ 1 milhão, e foram dados outros R$ 69 milhões em equipamentos.

Neste meio tempo, o Ministério Público aponta que houve conversas entre a empresa com o secretário Ruy Cezar Miranda para a nova licitação. Outra informação é de que houve um convite a um procurador do município, que trataria da licitação, para viajar à França com despesas pagas pela empresa. Ou seja,o MP apresenta indícios de um lobby para mudar a licitação. A GL e as então autoridades municipais negam que tenha havido o contato ou o direcionamento no negócio. O processo está em fase de sentença.

“Não houve qualquer irregularidade e isso já foi comprovado na Justiça, que, em 2015, declarou improcedente uma ação que fazia os mesmos questionamentos dessa outra ação à qual o UOL se refere. Mais uma vez, ficará provado que tudo se deu dentro dos parâmetros legais”, afirmou a assessoria da GL Events.

Outra concessão controversa da GL Events é na Rio Arena. Como revelou a “Folha de S. Paulo”, a prefeitura do Rio, já na gestão de Eduardo Paes, estendeu a concessão da arena em 30 anos a mais do que a licitação inicial. Em troca, a GL Events aceitou realizar uma obra de R$ 72 milhões no Riocentro para sediar as competições de boxe na Olimpíada do Rio-2016. Esse valor é inferior ao que a empresa pagaria parceladamente pela concessão da Rio-Arena.

O prefeito Eduardo Paes justificou dizendo que foi benéfico para o município por realizar o projeto olímpico mais rápido. “Não se pode comparar dinheiro agora e antes”, disse, após revelado o caso. Por sua assessoria, a GL alega que o negócio não foi positivo para ela: “A GL events Brasil antecipou o valor do aluguel de 30 anos para atender a uma solicitação da Prefeitura do Rio de Janeiro para que realizasse obras na Arena”

A Lagardère igualmente enfrenta questionamento na concessão da Arena Independência, estádio onde jogam Atlético-MG e América-MG. Extraoficialmente, há a informação em órgãos do governo e no América-MG de que a empresa não paga o valor mensal pela concessão de R$ 250 mil há 14 meses.

“Existe de fato um débito com o governo”, confirmou o deputado estadual Carlos Henrique (PRB), que foi secretário de esportes e administrou o contrato. “Só faço elogios ao cuidados da Lagardère no equipamento. Manutenções de gramado e espaço são muito bons”, afirmou Alencar da Silva, do Conselho gestor do América-MG. “Sobre a questão administrativa, não quero comentar.”

Nos bastidores o clube está bastante insatisfeito com a empresa, embora evite confronto público. Há uma pressão entre políticos mineiros para romper a concessão. A Lagardère descarta o rompimento do contrato e nega descumprimentos, embora admita uma renegociação.

“Estamos em dia com os pagamentos com o América-MG e o governo. Tem uma questão de interpretação do contrato de concessão. É uma questão de equilíbrio financeiro”, afirmou o CEO da Largardère, Aymeric Magne.

No Castelão e no Independência, a empresa tem sociedade com a BWA, polêmica pelo envolvimento com problemas com ingressos em jogos de futebol. A empresa francesa, no entanto, garante que seu modelo prevalece na gestão. Para o Maracanã, a BWA não faz parte do consórcio que fez proposta à Odebrecht.

Não há relatos de problemas na gestão da Arena Castelão. A Lagardère informa que a operação do estádio é superavitária, e que tem acordos com o Ceará e o Fortaleza para jogos no local.

Em 2013, a Lagardère fundou uma empresa com capital de R$ 26 milhões em São Paulo para gerir seus negócios no Brasil. Para o Maracanã, a empresa matriz na França entrou na proposta pela dimensão do negócio.

O grupo francês tem um faturamento total de € 7,2 bilhões (R$ 24,1 bilhões) em 2015, segundo seu relatório financeiro. Desse montante, € 515 milhões (R$ 1,7 bilhão) são de negócios com esportes, incluindo a administração de várias arenas. Estão na lista: a Arena do Borussia Dortmund, consultoria para estádios da Euro, outras praças na Itália, Suécia e Brasil.

“Nosso core bussiness (negócio principal) é gestão de arenas de futebol. Nós temos 58 arenas pelo mundo. E as do Brasil são bem-sucedidas”, explicou Magne.

No caso da GL Events, as receitas anuais de 2015 somam € 942 milhões (R$ 3,1 bilhões), de acordo com seu relatório financeiro. Sua presença no Brasil ocorre desde 1995 por meio da filial GL Events Brasil Participações.

Seu portfólio não inclui a gestão de grandes estádios. A especialização é a realização de eventos e feiras, e ginásios que tem porte médio. Foi a principal empresa na construção de instalações temporárias para arenas na Copa-2014.

A empresa informou que 100% do capital aportado no negócio do Maracanã é seu, e que o objetivo é adquirir todas as ações da Odebrecht. “Se a proposta da GL events Brasil for a escolhida, ela assumirá a responsabilidade pela gestão do Maracanã”, informou a assessoria da empresa.

Pela falta de experiência em estádios, associou-se com a Amsterdam Arena e com a CSM, que atuou na Olimpíada e em camarotes do Maracanã. Ambas têm menor porte no Brasil. Pelo edital, é necessário ter experiência em gestão de arenas. A ideia é que a GL Events mantenha o estádio, a CSM faça a parte de hospitalidade e camarotes, e o Flamengo controle seus jogos.

Em relação aos clubes, a diretoria do Flamengo se posicionou contra jogar no Maracanã caso a Lagaardère ganhe a concessão porque houve um desentendimento entre as partes. A empresa francesa pretende atrair o clube rubro-negro, mas entende que a gestão é viável sem ele.

O Fluminense aceitará manter o seu contrato atual igual ao com a Odebrecht com qualquer uma das duas empresas. Ambas indicaram concordar com esses termos. O Botafogo, que já tem o Engenhão, se aproximou da Largadère. A diretoria do Vasco quer condições iguais nos clássicos, mas não se manifestou sobre a concessão.

 


Após acerto do Fla, grandes do Rio garantem só 50% da TV do Estadual
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Com Vinicius Castro

Com o acerto do Flamengo, o valor do contrato do Estadual do Rio de Janeiro subiu para R$ 120 milhões. Mas, desse total, apenas metade é garantido para os quatro grandes, divididos igualmente – eles podem conseguir mais com premiação. O clube rubro-negro aceitou um acordo igual ao dos outros após vários meses pedindo montante maior. Em troca, obteve algumas vantagens paralelas na negociação.

Na renovação, o contrato assinado pela Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) com a Globo previa R$ 120 milhões com os quatro grandes. Sem um deles, caia 25% e ficaria em R$ 90 milhões que era o caso quando o Flamengo se manteve fora do acordo por nove meses.

Havia ainda uma amarra contratual pela qual os quatro grandes teriam cotas igual de R$ 15 milhões cada um. “Ainda não tivemos acesso ao contrato do Flamengo. Ele virá para anuência da Ferj. Pelo nosso contrato, nenhum dos grandes poderia ganhar mais do que os outros”, afirmou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, que tinha criticado o rival por tentar ganhar mais. Esse valor é o dobro da cota de 2016.

Segundo o presidente do Vasco, Eurico Miranda, essa decisão de cotas iguais foi tomada em arbitral.  “Tem a decisão do arbitral. Está em contrato. Aqui a distribuição é pelo arbitral”, afirmou o presidente do Vasco, Eurico Miranda.

Com isso, sobram R$ 60 milhões para serem distribuídos segundo decisão do arbitral. Uma boa parte desse dinheiro vai para a premiação em valor ainda não definido. Neste caso, os grandes devem turbinar seu ganho com prêmios se forem campeões, ou se ganharem a Taça Guanabara.

Outra parte vai para os 12 times pequenos e para subsídios a campeonatos menores. “Tem subsídio da Série B, tem os que já receberam a seletiva. Isso foi decidido em arbitral, e a Globo não tem nada a ver isso”, completou Eurico.

O que a diretoria do Flamengo conseguiu foi evitar que o seu dinheiro passe pela Ferj, e assim receba diretamente. Dirigentes rubro-negros fizeram outros acordos em paralelo com a Globo como R$ 3 milhões pela Primeira Liga. E há também outra contrapartida ainda não divulgada: o blog apurou que há relação com a Arena da Ilha. Não ficou claro se há compensações de pay-per-view também. O contrato será votado na quinta-feira no Conselho Deliberativo do Flamengo.

“As duas partes cederam para chegar a um meio termo depois de nove meses de negociações”, limitou-se a dizer o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, sobre a Globo. Ele não quis falar em valores.

Durante a reunião, houve conversa sobre a cota de tv. Os outros clubes questionaram o presidente Bandeira se o valor recebido pelo Flamengo teria taxação de imposto como os dos outros. O dirigente rubro-negro garantiu que não haveria privilégio neste sentido, mas também não revelou os valores do seu contrato.

Resta saber como será a distribuição por premiação da Ferj. Certo é que com a assinatura do Flamengo as cotas dos clubes pequenos deve ser turbinada. O relato de pessoas que acompanharam à reunião é de que não houve discussões duras, apenas conversas entre os cartolas por diversos temas.

Ainda assim, Eurico Miranda propôs uma nota de desagravo ao presidente da Ferj, Rubens Lopes, pela forma como foi tratado pelo Flamengo na discussão de TV. Apesar disso, não houve clima de beligerância com Bandeira ao contrário de outras reunião.