Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : violência

Torcida única é o muro do Trump no futebol carioca e paulista
Comentários Comente

rodrigomattos

Minha primeira recordação de um jogo de futebol no estádio é de ir às cadeiras do Maracanã com setor misto na final do Estadual de 1986. Flamengo e Vasco decidiam o título, e o meu pai vascaíno levou a mim e a minha irmã, ambos rubro-negros, à decisão. Saímos festejando e ele quieto após os gols de Bebeto e Júlio César.

Essa é uma das melhores lembranças que tenho do meu pai, hoje já falecido. Sem gostar muito de futebol, com temperamento difícil e com especial antipatia pelo Flamengo, deu uma demonstração de tolerância ao nos levar ao jogo. Meu pai e seu amigo vascaíno nos carregaram nos ombros ao final do jogo.

As imagens daquela tarde voltaram à minha cabeça quando a Justiça do Rio decretou a torcida única para os clássicos no Rio de Janeiro. Não é só o prazer da arquibancada que se perde com isso. A torcida única pressupõe que somos todos inimigos incapazes de conviver com o diferente. Ao se isolar torcedores de equipes rivais, os torcedores vão se tornar cada vez mais radicais e mais afastados uns dos outros.

É só ver que medidas históricas na política para separar pessoas, como o muro proposto por Donald Trump para conter imigrantes, só tendem a aumentar a distância e a raiva entre as pessoas. Se você não convive com o outro, nunca vai entender o ponto de vista dele, sua identidade. Se há a possibilidade de aproximação, há a chance de compreensão.

A tese do promotor Rodrigo Terra aceita pelo juiz é de que essa é uma medida que vai reduzir a violência, após os atos de barbárie do último Botafogo e Flamengo. Primeiro, é preciso lembramos que neste clássico houve uma falha da polícia militar cujos soldados não foram para o estádio como estava nos planos. Foram contidos por protestos de familiares. Os certos torcedores organizados são tão violentos hoje quanto nos últimos anos: só estavam livres para agir.

E o argumento da redução da violência se torna quase nulo quando constatamos que a maioria das mortes de torcedores em conflitos de organizadas se dá longe dos estádios. Basta lembrar do torcedor do Fluminense, que não era de organizada e apenas gostava de seu time, agredido perto do Maracanã neste ano quando voltava de um jogo em Xerém. No máximo, vai se reduzir a tensão em volta dos estádios porque tem ocorrido, sim, brigas dentro e fora deles.

Uma decisão importante como essa que afeta mais de 100 anos de tradição de festas compartilhadas no Rio foi tomada sem que se ouvisse a sociedade. Um promotor e um juiz definiram a “solução” sem um levantamento dos seus efeitos, sem consultas públicas na assembleia estadual, sem nada.

Esse tipo de medida arbitrária tornou-se uma tônica no Rio dos últimos tempos. Tivemos de pagar caro para organizar dois megaeventos (Copa do Mundo e Olimpíada) sem nenhuma consulta popular. O Maracanã, um símbolos da cidade, foi transformado pelo padrão Fifa também por decisão solitária do então governador Sergio Cabral. E, agora, nos tiram a festa como ocorrera em São Paulo.

Como sempre, o argumento é de que se trata de um mal necessário para nosso bem. Mas o que vejo é que a polícia terá seu trabalho facilitado, o promotor vai poder dizer que “resolveu” o problema e o torcedor perde o seu direito. Será impossível se repetir uma cena como essa do meu pai me levando para o estádio para ver um jogo dos nossos times.

Em 1987, o Flamengo voltou a enfrentar o Vasco na final do Estadual. O time cruzmaltino venceu com belo gol de Tita após passe de Dinamite. Eu estava lá novamente com meu pai e sai triste do estádio, e ele com um sorriso discreto na boca para não me chatear. Fomos embora juntos eu, ele e minha irmã.

Foi uma lição: me ajudou a aprender a perder e a entender o outro, também inspirou em mim um respeito que guardo até hoje pelo Vasco, por sua história, por sua torcida, por seus times, e pelo meu pai. Se não for capaz de despertar esse tipo de sentimento em torcedores adversários, o futebol torna-se cada vez mais um instrumento para alimentar o ódio e perde boa parte do seu sentido.


Fla procura culpados por briga em câmeras para se defender no STJD
Comentários Comente

rodrigomattos

A diretoria do Flamengo faz uma procura nas câmeras do estádio Mané Garrincha para identificar culpados da briga entre torcedores do Flamengo e do Palmeiras. A expectativa é de que as imagens mostrem maior participação de palmeirenses e reduzam a responsabilidade do clube, o que  poderia reduzir possível punição pelo STJD onde o time carioca e o paulista já foram denunciados. E o diretor rubro-negro, Fred Luz, minimizou a relação do clube com organizadas que já foram ao CT do clube.

Pelas informações iniciais, a torcida palmeirense derrubou barricadas no anel interno para chegar aos torcedores rubro-negros. Mas um vídeo da Band mostra flamenguistas provocando os alviverdes. Um rubro-negro ficou gravemente ferido no hospital após ser espancado por rivais.

A denúncia da procuradoria do STJD enquadrou os dois clubes em dois artigos do CBJD (211 e 2013) que podem levar a perda de mando de campo, jogos com portões fechados e multa. Ainda não há data para julgamento.

“Podem ser até 70 mil pessoas no jogo. Como vou controlar? Não conheço esses caras. Não tenho como saber o que vão fazer”, analisou o diretor executivo do Flamengo, Fred Luz. “Para mim, é questão da polícia. Por que soltaram os que foram presos (palmeirenses)?” O dirigente disse que houve falha de policiamento e também isentou a diretoria palmeirense: “Qual o controle que o Palmeiras tem sobre o marginais que vão ao jogo?”

É possível controlar a entrada de torcedores incluídos na lista de punidos da CBF por meio de identidade e CPF. Mas Luz disse que, pela lei, não dá para o clube fiscalizar essa entrada. “Não posso evitar que entrem no estádio. A polícia que teria de controlar isso”, ressaltou.

A diretoria rubro-negra não pretende deixar de mandar jogos no Mané Garrincha desde que não exista uma interdição do estádio. Nem abrirá mão das zonas mistas do estádio. O entendimento é de que as confusões ocorreram no setor de organizadas que são segregados, e que o problema foi no isolamento delas. No borderô, consta um custo de R$ 76 mil com segurança no jogo, um valor superior ao clássico entre Palmeiras e São Paulo no Morumbi.

Luz disse ainda não ver problema na atitude da diretoria do Flamengo de receber organizadas no Centro de Treinamento rubro-negro cerca de 10 dias antes de estas protagonizarem briga no Mané Garrincha. “Quem das organizadas foi recebido? Não tem carimbo de marginais sobre esses caras. Organizadas têm marginais, mas não são todos. Posso ter um sócio marginal no clube e não tenho como impedi-lo de entrar no clube.”


Procuradoria do STJD quer restrição a organizadas em CT e no estádio
Comentários Comente

rodrigomattos

A procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) quer que os clubes se comprometam a impor restrições a torcidas organizadas. Entre as medidas, os times não poderiam apoia-las, dar acesso a centro de treinamentos ou permitir que membros punidos vão ao estádio. O termo de ajustamento de conduta foi assinado em Pernambuco, e agora o objetivo é expandi-lo ao restante do país. Por isso, já foi enviado à CBF, e agora será encaminhado a times e federações.

Firmado em maio deste ano, e assinado por Sport, Santa Cruz e Náutico, o documento contém obrigações dos clubes em relação a organizadas. Caso não as cumpram, podem ser punidos com perda de mando de campo e até portões fechados.

Na 1a cláusulas, os clubes se comprometem a não dar apoio às organizadas. No segundo item, fica estabelecido que só podem vender ingressos de visitantes para sócios-torcedores. E, na terceira cláusula, os clubes ficam impedidos de permitir a entrada de organizadas nos centros de treinamento e em suas sedes.

Outras exigências: manter em sua página a relação de torcedores punidos, contribuir para que eles não possam entrar no estádio e fornecer imagens internas para investigações de brigas. Ainda há a necessidade de comunicar ameaças a jogadores ou comissão técnica.

Pela cláusula oitava, fica estabelecido que o descumprimento do termo pode gerar perda de mando de campo, portões fechados, multa ou até perda de pontos, de acordo com o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). Ainda não há certeza de que os clubes vão aderir.

O problema é que nem sempre esse tipo de termo de ajustamento de conduta funciona. A diretoria do Corinthians assinou um documento igual com o Ministério Público de São Paulo. Mas, recentemente, seus dirigentes permitiram que as organizadas fossem ao CT.


Corinthians entregará rostos de invasores ao MP e polícia muda investigação
Comentários Comente

rodrigomattos

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos_)

A diretoria do Corinthians entregará nesta quarta-feira ao Ministério Público e à polícia imagens dos torcedores que invadiram o centro de treinamento, praticando agressões e roubos. Isso ocorre em meio a mais uma mudança na investigação policial que agora foi transferida da delegacia local para a Decradi (Delegacia De crimes Raciais e contra a Intolerância)

Para mostrar uma reação aos jogadores, o presidente corintiano, Mário Gobbi, procurou o delegado de polícia geral e promotores nesta terça-feira para ajudar nas investigações. Marcou reuniões durante a quarta-feira em que entregará pessoalmente o material recolhido pelo clube como evidências da invasão. Isso tudo foi decidido em encontros da diretoria nesta tarde de terça-feira.

O clube levantou todas as imagens de câmeras feitas pelo circuito interno, separando todos os rostos que foram impressos em documentos separados. A partir daí, foi preparado um dossiê para ser entregue ao promotor Roberto Senise Lisboa, que cuida de monitoramento de torcidas, com encaminhamento ao procurador-geral do Ministério Público, além da polícia.

Funcionários do clube dizem que as câmeras foram capazes de identificar diversos rostos com nitidez, o que facilitará para que os invasores sejam encontrados. Com a investigação feita pelo Dedraci, poderá ser usado um banco de dados da delegacia que conta com rostos de torcedores organizados envolvidos em atos de violência anteriores.

Apesar de atuante na questão criminal, Gobbi, que é delegado de polícia, não deu nenhuma sinalização ao seu departamento jurídico de que moverá processos civis contra as torcidas organizadas, principalmente a Gaviões da Fiel, ou torcedores individuais que prejudicaram  ao clube. Se quisesse, ele poderia aciona-los com vários instrumentos legais como já mostrado no blog.


Corinthians lança oposição à volta de portões fechados adotada por CBF
Comentários Comente

rodrigomattos

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos_)

A diretoria do Corinthians decidiu iniciar uma oposição contra a volta dos portões fechados determinada pela CBF para 2014. A medida foi imposta no novo regulamento de competições, publicado no final da semana passada, como uma medida para tentar reprimir os casos de violência ocorridos no último Brasileiro.

Em 2013, as regras da confederação estabeleciam que as punições por perda de mando de campo seriam cumpridas com jogos a mais de 100 km da sede do clube. Essa foi uma medida adotada pelo ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira quando extinguiu a pena de jogos sem torcedores, criada por ele mesmo. Mas o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pressionou e a confederação retomou a sanção prevista anteriormente.

Informado do fato, o Corinthians decidiu fazer uma campanha contra a medida. A ideia é se pronunciar publicamente contra os portões fechados e enviar ofícios demonstrando oficialmente sua rejeição.

Para isso, foi preparado um parecer dentro pelo clube para explicar que, na opinião dos dirigentes corinthians, a medida é inócuoa. Seu argumento é que a violência só será contida, de fato, quando os torcedores envolvidos em brigas forem punidos.

O Corinthians foi um dos mais atingidos por perdas de mando neste ano de 2013. Pela Libertadores, teve que atuar de portões fechados por conta da morte do torcedor boliviano Kevin Spada, atingido por um rojão atirado por um corintiano no jogo contra o San José de Oruro. No Brasil, atuou longe da capital por causa de briga generalizada da sua torcida com vascaínos.

Pelo artigo 69A do novo regulamento da CBF, “os clubes, sejam mandantes ou visitantes, são responsáveis por qualquer conduta imprópria entre o seu próprio grupo de torcedores, nos termos do artigo 67  do Código Disciplinar da FIFA”.  No artigo seguinte, fica estabelecido: “que as partidas correspondentes à pena de perda de mando de campo, poderão ser realizadas por determinação do STJD, com portões fechados ao público, portanto sem venda de ingressos, no mesmo estádio em que o clube manda seus jogos”.


Atlético-PR gastou só R$ 15,6 mil com segurança em Joinville
Comentários Comente

rodrigomattos

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos_)

O Atlético-PR gastou apenas R$ 15.560 mil com a segurança do jogo com o Vasco que acabou em briga generalizada e três feridos com gravidade. É o dado que constam do borderô do jogo. Isso representa 4% da renda total obtida pelo clube com o jogo, que foi de R$ 346 mil.

O dinheiro pagou por 60 seguranças privados na Arena Joinville, e ainda havia outros 30 do clube. Como informou o UOL Esporte, a empresa de segurança Mazari disse ao Atlético-PR que o número de seguranças era insuficiente. Tanto que havia sete deles entre as duas torcidas antes de elas entrarem em confronto.

Apesar de  o Atlético-PR ter gastado pouco com segurança, cobrou alto os ingressos dos torcedores. Com exceção dos sócios, o ingresso mínimo custava R$ 50,00.  Dirigentes do Atlético-PR não falam com jornalistas nesta segunda-feira. Mas culpam a polícia a veículos oficiais.

“Infelizmente, não tínhamos polícia dentro do estádio. O MP de SC determinou que a polícia ficasse do lado de fora quando nós teríamos 10 mil pessoas jogando sua vida”, afirmou o presidente do clube paraense, Mário Celso Petraglia à rádio oficial do clube. Ele informou que não é possível bancar segurança com ingresso a R$ 50,00, como cobrou neste jogo.


CBF poderia suspender jogo e Atlético-PR perder pontos pelas regras
Comentários Comente

rodrigomattos

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos_)

As cenas de violência entre torcedores do Vasco e Atlético-PR deveriam ter uma consequência espotiva: a partida deveria ter sido suspensa e ambos os times deveriam ser considerados derrotados. Não é uma opinião, ou uma fantasia. Bastaria que a CBF e o tribunal aplicassem o regulamento geral de competições da própria confederação.

O confronto entre os torcedores levou à hospitalização de três torcedores em estado grave – não correm risco de morrer. Mas o clima de insegurança era latente com poucos agentes privados e um policiamento recém-chegado e improvisado. Em vez de continuar o jogo, o árbitro Ricardo Marques deveria ter suspendido a partida por motivos de segurança, como previsto no artigo 19 do regulamento. Ele tinha a prerrogativa de encerrar o jogo ali se entendesse que não havia proteção à partida.

Pois bem, suspensa a partida, aplica-se o artigo 20 que trata dos responsáveis pela paralisação. O clube que der causa à suspensão deve ser declarado perdedor com o placar de 3 a 0 para o rival, independentemente do resultado. O jogo só deve ser completado caso ninguém seja culpado.

Ora, o Atlético-PR é duplamente culpado pela confusão. Primeiro, por regulamento e pelo estatuto do torcedor, é o responsável por providenciar a segurança do jogo. Sem poder usar a polícia militar, colocou um número insuficiente de seguranças privados, como fica claro pelas imagens da confusão. Havia sete deles entre os dois torcedores. Segundo, sua torcida teve participação ativa na briga. E o time ganhou o jogo e somou três pontos.

Já o Vasco também pode ser responsabilizado por conta do envolvimento de sua torcida no tumulto. Só que o time perdeu a partida no momento, e deve ser rebaixado. Então, não teria pontos a serem tirados. Mas, se tivesse ganho, também poderia estar sujeito a mesma perda de pontos.

Essa responsabilização dos clubes e punição pelo regulamento deveriam ser aplicados pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Mas, como o jogo não parou, o tribunal só poderá estabelecer perda de mando de campo para os times, medida que já se mostrou ineficaz contra violência de torcida.

A CBF tinha a chance, pelo regulamento, de aplicar uma punição esportiva, o que deixaria ameaçada a vaga do Atlético-PR na Libertadores. Afinal, com uma derrota de 3 a 0, o time ficaria em quarto no Brasileiro e dependeria de uma derrota da Ponte Preta na final da Sul-Americana para continuar no torneio sul-americano.

Para isso, bastaria o árbitro da confederação parar o jogo e a entidade aplicar sua regra. Aliás, bastaria a CBF orientar seus juízes a parar e suspender partidas em que houvesse casos graves de violência. Ambos os times perderiam os pontos do jogo se as duas torcidas estivessem envolvidas, ou pelo menos o mandante seria responsabilizado. Mas a entidade nunca fez nada nesse sentido.


Em 2013, Brasileiro tem brigas de torcidas de 17 dos 20 times
Comentários Comente

rodrigomattos


( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos)

O Brasileiro-2013 viveu, mais uma vez, um fim de semana violento com brigas dentro de estádios e fora deles com os casos registrados nos clássicos em São Paulo e em Minas Gerais. Não é uma exceção, apenas mais episódios na rotina do futebol nacional neste ano. Um levantamento do blog mostra que 17 das 20 torcidas dos times da Série A se envolveram em alguma espécie de confusão durante, antes ou depois de jogos do campeonato.

Os conflitos dentro de estádios se acentuaram neste Nacional, após um período em que os casos de violência se concentravam longe deles. Da primeira divisão, considerados problemas dentro e fora das arenas, o blog só não encontrou registros de violência nas partidas de torcedores da Portuguesa, da Ponte Preta e do Criciúma.

Mas, em 2013, a torcida campineira brigou com a polícia no Paulista, na semifinal com o Corinthians. E os catarinenses entraram em conflito em jogo da Copa do Brasil, diante do Atlético-PR, também neste ano.

Até agora, a Justiça Desportiva puniu alguns times com perda de mandos de campo. Mas torcedores violentos têm continuado a frequentar os estádios sem que autoridades consigam evitar problemas.

Em seguida, o blog lista o número de incidentes levantados neste ano. Não estão incluídas várias outras confusões entre elas as que envolveram torcedores do Palmeiras, que está na Série B, e outras fora dos dias de jogos. Neste final de semana, também houve quebradeira no Castelão em partida do Fortaleza, pela Série C.

– São Paulo x Corinthians (13/10/2013) – Torcida organizada do São Paulo entrou em confronto com a polícia nas arquibancadas do Morumbi em cenas de pancadaria com sangue. Após o jogo, ônibus de são-paulinos foi depredado por corintianos.

– Atlético-MG x Cruzeiro (13/10/2013) – Cerca de 30 torcedores foram presos antes do jogo por confrontos entre torcedores dos dois times longe do estádio. Na Arena Independência, cruzeirenses brigaram entre si e foram acusados de jogar bombas em atleticanos.

– Coritiba x Atlético-PR (6/10/2013) – Atleticanos brigaram entre eles, em confronto das organizadas Fanáticos e Ultras, o que também gerou cenas de sangue e prisões.

– Botafogo x Flamengo (26/09/2013) – No subúrbio carioca, uma briga envolveu 200 torcedores dos dois times após o clássico realizado no Maracanã.

– Goiás x São Paulo (22/09/2013) – A polícia decidiu aumentar o espaço dos torcedores são-paulinos, o que gerou um conflito com fãs do Goiás. A confusão teve bombas de efeito moral e pedidos dos jogadores Rogério Ceni e Walter para que os presentes se acalmassem.

– Bahia x Criciúma (18/09/2013) – Integrantes das organizadas Bamor e Terror Tricolor trocaram agressões na arquibancada por causa da colocação de faixas na Fonte Nova. Ambas foram punidas com um jogo fora do estádio.

– Internacional x Criciúma (15/09/2013) – Confusão dentro da torcida do Interncional gerou um detido pela polícia.

– Fluminense x Santos (31/08/2013) – Tricolores se desentenderam dentro da própria torcida porque alguns queriam apoiar o time apesar do mau desempenho e outros vaiavam. A polícia teve que intervir para evitar uma briga.

– Vasco x Corinthians (25/08/2013) – Corintianos e vascaínos se envolveram em briga generalizada no Estádio Mané Garrincha, que não forneceu divisões eficientes para as torcidas. O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu os times com perdas de mando de campo.

– São Paulo x Flamengo (18/8/2013) – Torcedores são-paulinos quebraram a mandíbula de um rubro-negro em jogo no Mané Garrincha.

– Grêmio x Fluminense (28/07/2013) – Após punição a um torcedor, gremistas protagonizaram confusão com a polícia que incluiu gás de pimenta.

– Santos x Coritiba (21/07/2013) – Na saída do jogo, torcidas organizadas dos dois times se envolveram em confronto com paus e pedras nos arredores da Vila Belmiro. A polícia interveio para evitar que a confusão se alastrasse.

– Náutico x Vitória (29/05/2013) – Em Recife, longe do estádio, torcedores dos dois times entraram em confronto antes do jogo nos Aflitos.


Após violência, STJD pressiona CBF pela volta dos portões fechados
Comentários Comente

rodrigomattos

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos)

Com os seguidos casos de violência nos estádios brasileiros, surgiu novo movimento por mudanças na legislação nacional e esportiva com itens de maior rigor para punir clubes e torcedores. Um lobby é feito pelo procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Paulo Schmitt, junto à CBF para tentar a volta dos jogos com portões fechados como pena para  incidentes nas arenas.

Neste ano, a pedido da procuradoria, o tribunal esportivo chegou a estabelecer que o Vasco e o Corinthians teriam de atuar por dois jogos sem torcedores por brigas de seus fãs.

Só que a medida feria o regulamento do campeonatoque dá à confederação a prerrogativa de estabelecer as penas por perda de mando de campo. E, nas regras da CBF, não há previsão de portões fechados, apenas de jogos a 100 km de distância da sede.

Ou seja, ficou claro que o STJD não vai aceitar o entendimento de procuradores de que poderia ser aplicada a pena de retirar torcida do campo utilizando regulamento da Fifa.

Por isso, Schmitt já fez reuniões com o diretor de competições da confederação, Virgílio Elíseo, para pedir a mudança de regras para o próximo ano. Já foi requisitada uma reunião com o presidente e o vice da CBF, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, para discutir o caso. A alegação do procurador é de que, com as novas arenas da Copa pelo Brasil, a punição de atuar longe de seu campo se tornou inócua.

“Agora, o time perde o mando e ainda vende para um local longe e ganha mais dinheiro”, atacou Schmitt. “Os fatos estão ai. Se as pessoas não se sensibilizarem, todo mundo vai continuar a fazer o que quiser sem ter punição de fato.”

Em paralelo, está em discussão a regulamentação do Estatuto do Torcedor – haverá mais uma audiência entre juristas independentes e do governo federal para falar sobre o caso. O principal debate é o cadastramento de torcidas organizadas de forma nacional, com entrada separada dos outros torcedores, para identificar quem é proibido de entrar no estádio.

A questão é que essa medida já foi tentada na FPF (Federação Paulista de Futebol), mas o sistema da entidade não garante o controle de quem entra no estádio. Ou seja, punições de torcedores de nada valem e torcedores envolvidos em casos violentos continuam a frequentar os estádios.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>