Blog do Rodrigo Mattos

Palmeiras já é melhor do returno e ascensão indica ameaça ao Corinthians
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Com a vitória sobre o Grêmio, o Palmeiras não apenas assumiu a segunda posição no Brasileiro como se tornou o melhor time do segundo turno. Ressalte-se que o Botafogo ainda pode ultrapassar o alviverde em campanha no returno em caso de vitória sobre o Corinthians nesta segunda-feira. Obviamente que os palestrinos torcem por esse triunfo carioca.

Bem, certo é que a ascensão do Palmeiras sob o comando de Alberto Valentim tornou-se uma real ameaça para o Corinthians. É o que mostram os desempenhos dos dois times, e a projeção até o final do campeonato. Vamos aos números.

No segundo turno, o time alviverde marcou 21 pontos em 33 possíveis. Isso representa um percentual de 63,6% dos pontos, bem superior ao primeiro turno em que obteve 56,1%. Logo abaixo, está o Cruzeiro com 20 pontos, e o Botafogo, com 19. Terceiro colocado no Brasileiro, o Santos tem 18 pontos neste turno.

E o desempenho do Palmeiras pode ser suficiente, sim, para ameaçar o time alvinegro. Se mantiver aproveitamento do returno até o final do Brasileiro, o time alviverde atingirá 68 pontos no total. Normalmente, não seria suficiente para ganhar o título.

Mas o Corinthians faz um segundo turno ruim, um dos piores times desta parte do campeonato. Tem 40% dos pontos nesta etapa. A se manter essa toada, acabaria com 70 pontos. Mas a diferença entre os dois seriam bem apertada, isto é, qualquer variação de desempenho já provocaria uma inversão de posição.

Até agora o time alvinegro tem sustentado uma boa diferença justamente porque seus rivais no G4 não engrenam na tabela. Com a ascensão alviverde, com três vitórias seguidas, o cenário muda. Uma arrancada santista também representaria um risco para o time de Parque São Jorge.

Por isso, o Corinthians joga pressionado diante do Botafogo porque uma derrota reduz a distância a seis pontos. Uma vitória corintiana, no entanto, dá uma alívio por manter três rodada de diferença sobre os rivais.


Por que o Leicester arrecadou mais do que o Real Madrid na Champions
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A UEFA divulgou nesta sexta-feira a distribuição de dinheiro dos prêmios da última edição da Liga dos Campeões, 2016/2017. Há uma surpresa no número: o Leicester City ganhou mais dinheiro do que o campeão Real Madrid. Isso se explica pelos critérios de mercado adotados pela entidade – a vice-campeã Juventus foi a que mais arrecadou.

A Liga dos Campeões tem a maior premiação em competições de clubes no mundo: foram € 1,384 milhões dados aos times. Houve ainda € 11 milhões adicionais para times na Supercopa e para associação de clubes.

E como são divididas as cotas entre os clubes participantes? São 60% destinados a cotas fixas e por desempenho (número de vitórias, avanços de fase, título, etc). Neste quesito, obviamente, o Real Madrid ganhou mais do que os outros times, com € 54,9 milhões, incluindo o prêmio pela taça.

Mas outros 40% são distribuídos por conta do market pool (pesquisa de mercado). Trata-se do valor econômico que cada país tem dentro da Liga dos Campeões, isto é, quanto de dinheiro leva para a competição. Isso se dá ''de acordo com o valor de mercado proporcional de televisão de cada país dividido entre os clubes participantes'', explica documento da UEFA. Foram € 580 milhões divididos dessa forma.

Neste caso, o mercado inglês é mais rico e o que proporciona maiores receitas para a UEFA. Então, o bolo é maior para dividir entre os times ingleses neste item, no caso, em torno de € 140 milhões. E como este montante é dividido?

Metade do bolo é dado de acordo com a posição no campeonato local no ano anterior: o Leicester foi o campeão inglês da temporada de 2015/2016. E a outra metade é dividida de acordo com o maior número de jogos do time na Liga dos Campeões. De novo, o o Leicester foi o inglês que mais avançou na última Champions. Assim, somou € 49,073 milhões de dinheiro do mercado.

Ao final, com as duas somas, o Leicester ganhou em torno de € 600 mil a mais do que o Real Madrid na Liga dos Campeões.

A Juventus foi o time que mais arrecadou porque levou € 110,4 milhões, já que sua participação de mercado foi ainda maior do que o time inglês. Isso se explica porque o bolo italiano, embora menor do que o inglês, teve de ser dividido por menos clubes já que apenas Napoli e Roma também estavam na Liga dos Campeões.

Veja abaixo o quadro dos times que mais ganharam dinheiro na última Liga dos Campeões:

1 – Juventus – € 110,4 milhões

2- Leicester City – € 81,7 milhões

3- Real Madrid – € 81,051 milhões

4- Napoli – € 66 milhões

5- Mônaco – € 64,7 milhões

6- Arsenal – € 64,6 milhões

7- Atlético de Madrid – € 60,6 milhões

8- Barcelona – € 59,8 milhões

9-PSG – € 55,3 milhões

10- Bayern de Munique – € 54,8 milhões


CBF desfalcará times em nove rodadas do Brasileiro até a Copa-2018
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Por conta do calendário da CBF, os times nacionais terão desfalques resultantes de convocações de seleções em até nove rodadas do Brasileiro até a Copa da Rússia, considerando as edições de 2017 e 2018. São três jogos agora neste campeonato e outros seis no próximo ano, representando 42% das partidas da Série A até o Mundial.

Nesta sexta-feira, o técnico Tite convocou três jogadores de times nacionais, Cássio, do Corinthians, Diego, do Flamengo, e Diego Souza, do Sport. Somados a eles, o Peru chamou Guerrero e Trauco, do Flamengo, e Cueva, do São Paulo.

Todos ficarão fora por três rodadas, da 33a a 35a do atual Brasileiro, pelo menos. Se os peruanos se apresentarem mais cedo para partidas eliminatórias, como pede o técnico Ricardo Gareca, deve haver mais uma rodada perdida por seus times.

Em 2018, o calendário da CBF não parou o Brasileiro para o período de descanso e preparação determinado pela Fifa. Isso porque a entidade nacional fez um cronograma apertado com excesso de jogos com Estaduais inflados.

Pela determinação da Fifa, em circular deste ano, o último jogo de clubes deveria ocorrer no dia 20 de maio, iniciando-se aí o período de descanso dos jogadores convocados. Ou seja, a partir daí, estão proibidos de atuar por clubes os que estiverem nas listas. Só é aberta exceção para a final da Liga dos Campeões.

Pois bem, depois do dia 20, a CBF marcou seis rodadas do Brasileiro até quase a véspera da Copa do Mundo. Há ainda um jogo de Libertadores e oitavas-de-final da Copa do Brasil incluídos no período. Assim, todos os jogadores convocados por Tite ou por outras seleções estão fora de seus clubes em um total de nove das próximas 21 rodadas do Brasileiro.

O treinador da seleção disse que não quer prejudicar os times, mas que a prioridade tem que ser a seleção. É o mesmo pensamento da diretoria da CBF que só paralisa o Nacional em alguns jogos de eliminatórias.

 


Conmebol busca apoio da Uefa por aval da Fifa a Mundiais de Santos e Fla
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A Conmebol busca um apoio da UEFA para conseguir a chancela da Fifa como Mundiais dos títulos intercontinentais disputados entre europeus e sul-americanos. Como revelou o blog do Marcel Rizzo, o Conselho da Fifa, que se reunirá na Índia, tratará da questão em reunião no dia 27 de outubro após um pleito da confederação sul-americana.

Entre os clubes brasileiros que serão beneficiados, estão o Santos (1962/1963), Flamengo (1981), Grêmio (1983) e São Paulo (1992/1993). Todos venceram seus títulos em confrontos entre sul-americanos e europeus na competição intercontinental organizada pela Conmebol e pela Uefa. Portanto, já têm a chancela dessas duas.

Exatamente por isso que a Conmebol decidiu por pedir o apoio da federação europeia em sua demanda. Até porque há uma negociação entre as duas partes para a retomada da Copa Intercontinental, que pode substituir o Mundial da Fifa no formato atual. Essa conversa, no entanto, ainda depende de uma decisão da Fifa sobre o assunto.

A cúpula da Conmebol decidiu pedir pelo reconhecimento da Fifa à Intercontinental porque esta é uma demanda das associações nacionais do continente. Essas foram ouvidas pela confederação sul-americana.

O próprio presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, é ligado ao Olimpia, time paraguaio que ganhou a Intercontinental em 1979. Mas há a consciência de que a medida atenderia vários times do continente, da Argentina, Brasil, etc.

É provável que a confederação sul-americana faça uma apresentação do tema no Conselho da Fifa para justificar sua demanda. Mas, como de hábito na Fifa, não é certo que seja tomada uma decisão já nesta reunião.

PS: Na opinião deste blog, a iniciativa da Conmebol é até válida, mas uma decisão da Fifa não muda a importância do torneio, seja ela favorável ou não à demanda. A Copa Intercontinental era o Mundial de Clubes da época e definia o melhor time do mundo tanto quanto o posterior Mundial da Fifa. Afinal, a Intercontinental reunia os times vencedores das duas principais competições de clubes e tinha a chancela das duas confederações continentais que de fato possuíam equipes competitivas.


Caso Nuzman gera discussão se cartolas se igualam a funcionários públicos
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O Ministério Público Federal usou uma tese inovadora para denunciar o ex-presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, por corrupção passiva e formação de organização criminosa: o equiparou a um funcionário público. O enquadramento é previsto em lei, mas gera discussão entre juristas. Caso a Justiça aceite a posição do MPF, cartolas de confederações olímpicas podem ser afetados e até dirigentes da CBF.

A peça de acusação dos procuradores se baseia em três pilares para enquadrar Nuzman e Leonardo Gryner (ex-dirigente do COB e do commitê) como funcionários público: 1) O COB e o Comitê Rio-2016 receberam verba pública; 2) o desporto é um prática que deve ser fomentada pelo Estado e portanto o COB age em típica função pública; 3) o COB representa o Brasil no exterior.

Sem esse enquadramento, seria impossível denunciar Nuzman por corrupção já que não existe o crime de corrupção privada no Brasil. Assim, o MPF usa o artigo 327 do Código penal: este considera como funcionário público, para efeitos penais, quem exercer função pública, incluindo atuar ''em empresa conveniada para a execução de atividade típica da administração pública''.

Na ação, o MPF descreve sobre o ex-presidente do COB: ''Nuzman e Gryner, além de representarem figuras centrais para a concretização do intento criminoso em coautoria com Sergio Cabral, ainda agiram na condição de funcionários públicos para equiparação. Assim, respondem por corrupção passiva.''

Entre as condutas criminosas citadas pelo MPF, está a facilitação do pagamento de US$ 2 milhões a Papa Massata Diack para supostamente comprar seus votos para a escolha do Rio-2016. Há e.mails para embasar que negociaram com o senegalês, filho de Lamine Diack, então membro do COI (Comitê Olímpico Internacional).

E ainda há o perdão pelo Comitê Rio-2016 de parte da dívida da empresa LHS Barra Empreendimentos, do Hotel Trump. A empresa era de propriedade de Arthur Soares de Menezes, responsável por pagar parte do dinheiro para Papa Diack.

A inclusão de Nuzman como funcionário público não causa surpresa no criminalista José Roberto Batochio, que atua em casos da Lava-Jato. Ele cita o artigo 327 do Código Penal.

''De sorte que, a primeira vista, tecnicamente, nada que chame a atenção no enquadramento feito pelo Ministério Público'', analisou Batochio. ''Só pode responder por corrupção passiva, quem é funcionário público, ou o sujeito que se considera como tal por equiparação. Se trata de uma situação que, em tese, não há erro na tipificação (pelo MPF).''

O advogado criminalista, no entanto, ressalta que isso não significa que haverá uma jurisprudência para todos os dirigentes olímpico. ''Isso é para o Comitê Olímpico Brasileiro, não é para qualquer entidade que vai haver equiparação. Não é uma regra geral. Terá de ser visto caso a caso.''

Ex-advogado geral da União e doutor em direito administrativo, Fábio Medina Osório entende que o MPF tem que ser bem específico na tipificação para enquadrar Nuzman ou outros dirigentes como funcionários públicos.

''Mero fato de a entidade receber verbas públicas não transforma os agentes da entidade em funcionários públicos'', explicou Osório. ''É necessário que se tipifique a conduta, e o enquadramento do sujeito ativo da improbidade especificamente na legislação porque, do contrário, qualquer renúncia fiscal transforma funcionários de entidades privadas em públicos.''

Caso a tese do MPF seja aceita pela Justiça Federal, cartolas de confederações olímpicas, que recebem verba pública, correriam o risco de também responder por corrupção passiva em caso de irregularidades. Haveria ainda uma ameaça para a CBF porque esta se enquadra em outros dois itens citados: fomentar o desporto e representar o Brasil no exterior. Mas a entidade não recebe verba pública, nem tem isenção fiscal, o que torna difícil que seus cartolas sejam submetidos ao mesmo tratamento.


Libertadores-2018 não terá controle a time caloteiro como Champions da Ásia
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A Confederação da Ásia de Futebol impediu o clube saudita Al Nassr de disputar a Champions League do continente por um calote dado no Flamengo, em decisão nesta semana. Esse cenário será impossível na Libertadores porque a Conmebol fez um regulamento de licenciamento sem grandes exigências para 2018, excluindo o fair play financeiro.

A Champions League da Ásia está longe de ser milionária: suas premiações são levemente inferiores às da Libertadores (o campeão ganha os mesmos US$ 3 milhões, e os outros times, menos). A diferença está no avanço de cada confederação em relação aos regulamentos.

A Conmebol colocará em prática seu licenciamento de clubes em 2018. Não haverá nenhuma exigência financeira. A mera apresentação de balanços, já obrigatória no Brasil desde 2003, será válida apenas em 2019. Não há nenhuma previsão de implantação de um fair play financeiro de fato no cronograma da confederação que obrigue os clubes a pagar seus débitos. O licenciamento da CBF segue caminho similar.

Já a Confederação Asiática de Futebol tem um regulamento de licenças robusto. Pelos critérios F03 e F04, o clube tem que provar que não tem débitos com outros clubes, com jogadores ou em impostos com o governo como critério A (obrigatório). Há outros dois critérios (B, que pode ser perdoado), e C (recomendação).

Em relação a outros clubes, as dívidas têm que ser resolvidas até 31 de agosto antes da Champions League. Como o Al Nassr não pagou o Flamengo, não ganhou a licença como anunciado neste semana. E ficou fora da principal competição continental para a qual estava qualificado.

''O Al Nassr teria de fazer o acordo ou pagamento antes. Agora que a licença não foi dada, só pode regularizar para o próximo ano'', explicou o advogado especialista em direito esportivo, Eduardo Carlezzo. ''As duas confederações que já têm o mecanismo são a europeia e a asiática.''

A dívida do Al Nassr com o Flamengo surgiu em 2014 quando o time contratou o centroavante Hernanes por € 3,5 milhões. O clube saudita não pagou, e a equipe carioca ganhou em todas as instâncias na Fifa a cobrança. Entre, os pedidos, estava a exclusão da Champions League Asiática. Ainda assim os árabes não quitaram nada do débito após três anos.

Na semana passada, advogados do Flamengo foram avisados pela confederação asiática que o Al Nassr teria a licença negada. Em paralelo, pressionado, o Al Nassr procurou advogados do time carioca para negociar um acordo de pagamento. Não faltaram chances ao time saudita já que a Confederação Asiática de Futebol avisou a todos os clubes no final de julho que cumpriria os requisitos, e pediu os documentos.

Houve outros clubes eliminados da Champions League por conta de calote. Pela legislação, inclusive dívidas com clubes nacionais poderiam gerar punição. ''Não importa o país. Transação interna também poderia gerar exclusão'', contou Carlezzo.

Lembre-se que, no Brasil, é comum clubes deverem a outros por transferências de jogadores por longos anos. Caso houvesse um fair play financeiro na Conmebol em vigor, teriam de pagar outros times, jogadores e impostos ou seriam excluídos da Libertadores.


Presidente gremista ‘estranha’ escalação de Héber no jogo com Corinthians
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O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr, criticou a comissão de arbitragem da CBF pela escalação do árbitro Héber Roberto Lopes para o jogo diante do Corinthians, repetindo críticas que fizera à ESPN. Ele afirmou que não tem intenção de ofender o juiz, mas considera o tecnicamente inapropriado para a partida.

''Estranho a escalação. Estava fora da escala por algum tempo. Estranho'', afirmou Bolzan ao blog. Em seguida, ressaltou que não tem objetivo de adjetivar o juiz, nem intenção de ofender o juiz.  (A ESPN publicou que ele se referiu a Héber como ''vagabundo paranaense''. Bolzan não disse isso ao blog)

Para explicar sua rejeição a Héber, Bolzan fez menção ao seu histórico como árbitro e não a problemas específicos com o Grêmio. ''Pelo histórico dele, não entendo que seja um árbitro de primeira linha. Pode ser considerado, mas não é.''

O dirigente gremista disse que não aponta a escalação como uma tentativa de favorecimento ao Corinthians, mas entende que Héber costuma ajudar times da casa. ''É um árbitro localista.''

Sua reclamação com a CBF é mais ampla ao indicar que o Grêmio tem tido árbitros ruins escalados em seus jogos. Citou juízes que atuaram nos jogos com Fluminense, Coritiba e Cruzeiro. Entende que não necessariamente o resultado foi influenciado, mas os juízes não eram de primeira linha.

O blog tentou ouvir o presidente da comissão de arbitragem da CBF, mas não conseguiu o contato.


Pressão sobre árbitro na consulta ao vídeo renderá amarelo e até expulsão
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A comissão de arbitragem da CBF já decidiu que jogadores e técnicos que tentarem pressionar os árbitros quando consultarem o vídeo em campo serão punidos com cartão amarelo e até expulsão. Ainda não há data definida para a implantação do sistema de árbitro de vídeo no Brasileiro que estava previsto para a 29a rodada. Há entraves técnicos que atrasam a novidade.

É uma preocupação da confederação o excesso de reclamações de jogadores e treinadores em cima dos juízes. E, por isso, a CBF nem queria que houvesse uma televisão no gramado para consulta do árbitro, além do que ficará em uma sala separada. Mas o protocolo da Fifa estabelece que o juiz de campo tem que ter a possibilidade de tirar dúvida em uma tela.

A ideia é posicionar uma tela no meio do campo, entre os dois bancos de reservas. Tradicionalmente, há ali um foco de pressão das comissões técnicas dos dois times sobre o juiz naquele ponto. Por isso, haverá uma linha em volta da tela onde será proibido o acesso de jogadores e treinadores.

''A área ali é restrita ao árbitro. Haverá essa linha demarcatória proibindo o acesso. Se chegar um jogador nesta área, levará o amarelo. Se um técnico entrar, será excluído. Não tem nem discussão'', afirmou Sergio Correa, membro da comissão de arbitragem responsável pelo projeto do árbitro de vídeo.

A intenção da tela no campo é para caso o árbitro de campo tenha dúvida ou necessidade de interpretar um lance. O outro juiz ficará em uma sala como um bunker, isolada, sem acesso para ninguém. E estará proibido de interpretar, por exemplo, se foi pênalti. Isso só poderá ser feito pelo árbitro no gramado.

''Quando houver um lance, ele (árbitro em campo) pode fazer interpretação na tela. Ele pode pedir essa revisão'', contou Corrêa. A intenção da CBF é deixar a atuação do árbitro de vídeo restrita a lances claros, mas, obviamente, haverá uma subjetividade em decidir quais são esses casos. Então, o árbitro de campo que decidirá.

Instrutores da CBF já treinaram 64 árbitros para atuar com vídeo no CT de Águas de Lindóia. Outros 50 passarão pelo mesmo procedimento. Há ainda ajustes e testes a fazer no sistema, inclusive em relação às condições técnicas de certos estádios.


Férias
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Este blog entra de férias e volta em 15 de outubro.


Conmebol deve aumentar cota de clubes após dobrar valor da Libertadores
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A Conmebol tem a intenção de distribuir para os clubes boa parte do aumento do contrato da Libertadores que obterá a partir de 2019. Após concorrência entre agências, a entidade garantiu um mínimo de US$ 350 milhões por ano pelos direitos de televisão e marketing de suas competições de clubes, incluindo também a Sul-Americana.

Há uma reclamação constante de clubes brasileiros, argentinos e uruguaios pelas baixas cotas da Libertadores pela importância da competição. Atualmente, cada time ganha US$ 1,8 milhão pela primeira fase, e pode atingir US$ 8 milhões no total se for campeão.

Após o escândalo de corrupção na Conmebol, que afetava a Libertadores, clubes chegaram a montar uma liga sul-americana para pressionar a confederação para obter mais dinheiro. Para amenizar a situação, a Conmebol criou uma comissão de clubes e trouxe os times para dar sugestões sobre as decisões da Libertadores.

A confederação sul-americana encarregou o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, membro do conselho da Conmebol, de informar aos clubes brasileiros sobre o novo contrato. A subcomissão de clubes inclui todos os 16 que se classificaram para o mata-mata dessa Libertadores.

O aumento da cota dos clubes ainda dependerá do valor final a ser obtido pelos direitos de marketing e televisão. Isso porque a IMG tem a possibilidade de obter um valor acima de US$ 350 milhões por ano com as concorrências pelos direitos da Libertadores. Entre os participantes da licitação, o valor foi considerado alto e benéfico para a Conmebol.