Blog do Rodrigo Mattos

Teixeira ganhou R$ 13 mi de ex-cartola do Barça preso após acordo suspeito
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Suspeito de gerar propina a cartolas, o contrato da CBF com a ISE (empresa de origem saudita) por amistosos da seleção está válido até 2022. O ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell foi preso na Espanha por suspeita de lavagem de dinheiro de comissões recebidas por esse acordo, e o ex-dirigente da confederação Ricardo Teixeira é suspeito. Pois bem, Rosell pagou R$ 13 milhões a Teixeira logo após a renovação do acordo entre CBF e ISE, segundo descobriu a CPI do Futebol.

A ISE é uma empresa com sede em paraíso fiscal nas Ilhas Cayman, mas sua dona verdadeira é a Dallah Abarraka Group, da Arábia Saudita. A empresa assinou contrato com a CBF para compra dos direitos dos amistosos da seleção em 2006 por pouco mais de US$ 1 milhão, valor que variou pouco nos contratos.

Quem levou a ISE para contato com Ricardo Teixeira foi Sandro Rosell que é amigo e tem relacionamento de negócios com o ex-dirigente da CBF. O ex-presidente do Barcelona tem entrada em países árabes.

Os dois ex-cartolas são alvos de duas outras investigações, uma no Brasil relacionada ao suposto de desvio de dinheiro público em amistoso Brasil x Portugal, em 2009, e outra relacionada ao contrato da Nike, nos EUA.

Revelado pelo ''Estado de S. Paulo'', o contrato da CBF com a ISE prevê a venda de todos os direitos internacionais dos amistosos da seleção, seja a comercialização, seja os direitos de tv. O contrato assinado em 2006 foi renovado em 2010 por mais dez jogos. Em novembro de 2011, pouco antes de Teixeira deixar a CBF, o acordo foi renovado novamente até 2022, como revelou a ''Folha S. Paulo''.

Investigação da CPI do Futebol que quebrou o sigilo bancário de Teixeira identificou um pagamento de R$ 13 milhões feito por Rosell em 25 de janeiro de 2012. A informação foi publicada pelo blog. Ou seja, dois meses após a renovação do contrato, o ex-dirigente do Barcelona pagou ao então presidente da CBF.

''Apenas uma operação ponderada suspeita deixou de constar do RIF/COAF no 18874, tratando-se de transferência efetivada por Alexandre Rosell Feliu , Banco Rural, Agência xxx, conta xxxx, no valor de R$ 13 milhões, no dia 25/1/2012, para a conta de Ricardo Terra Teixeira no Banco Rural'', descreve o relatório da CPI. Os filhos de Teixeira ainda receberam pagamentos de R$ 1,8 milhões no meio de 2011.

Procurado, o advogado de Ricardo Teixeira, Michel Asseff Filho, informou que ainda tenta mais informações sobre possíveis acusações contra seu cliente. Ele está no Brasil e portanto não pode sofrer ações da polícia espanhola.

''É cedo ainda para falar alguma coisa, pois só temos informações de jornais. Estamos tentando entender informação oficial para ver se ele está sendo investigado e por o que'', disse Assef Filho.

Procurada, a CBF ainda não se pronunciou sobre o caso.

 


Licitação de Maracanã se aproxima, mas estádio próprio do Fla deve demorar
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Enquanto toca em separado as possibilidades de estádio, o Flamengo vê mais próxima a licitação do Maracanã, mas o projeto do seu estádio próprio na Gávea deve demorar. A prefeitura do Rio reafirmou apoio ao projeto mesmo após as críticas do AMA Leblon. O governo do Estado aponta uma concorrência pelo Maracanã em estágio avançado.

Houve uma audiência pública nesta segunda-feira para discussão de legado da Olimpíada. Na reunião, o presidente da Suderj (Superintedência de Desportos do Rio de Janeiro), Leonardo Morais, confirmou que deve ser realizada a nova licitação pelo estádio, após desistência da Largadère em compra-lo da Odebrecht. E indicou que isso pode acontecer em breve dependendo da Casa Civil terminar o edital.

''Ao que tudo indica, o governo do Estado deve fazer o edital. A gente tem ciência de que está bem avançado. Deve-se separar o Maracanã de outros equipamentos como o Julio de Lamare'', contou Morais.

O blog apurou que o governo do Estado do Rio entende ter condições de romper com a Odebrecht sem interferir na disputa em tribunal de arbitragem entre as partes. A partir daí, caberia decidir os termos da licitação. Há a indicação de que não se mexerá nos dois equipamentos tombados, Julio De Lamare e Célio de Barros, cuja pista nem sequer existe mais. Nem o Maracanãzinho deve entrar no pacote. Restaria portanto o aproveitamento do Maracanã e a área de seu anel.

Em relação ao estádio do Flamengo na Gávea, que tem uma manifestação de boa vontade da prefeitura, o processo deve ser mais demorado. Foi o que sinalizou a subsecretaria de Esportes, Patricia Amorim, que defendeu o projeto após as críticas de associação de moradores do Leblon.

''Do que eu conheço do Iphan, deve demorar mais de um ano. Só pode ser aprovado pela prefeitura depois que passar pelo Iphan'', contou Amorim, que é ex-presidente do Flamengo. Portanto, ela acredita ser muito difícil que se inicie uma construção em 2017, prevendo que isso só deveria ocorrer em 2018.

A subscretária contou que o Flamengo vai apresentar o projeto dentro dos termos acordados, com isolamento acústico, sem estacionamento e que seja de até 25 mil lugares. Portanto, ela minimizou as críticas do AMA Leblon sobre impacto de trânsito. ''Os jogos ocorrem em horários e dias fora dos períodos de mais trânsito. E ali é servido com opção de transporte público'', completou, acrescentando que o projeto seguirá todos os trâmites na prefeitura.

Dirigentes do Flamengo, Rafael Strauch e Alexandre Wrobel, estiveram na audiência pública para discutir a Olimpíada, mas se retiraram antes do final por outros compromissos.


Clubes brasileiros reclamam à Conmebol maior transparência em tribunal
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Em reunião na CBF, clubes brasileiros pediram à cúpula da Conmebol uma maior transparência do tribunal de disciplina da entidade em decisões relacionadas à Libertadores. O movimento foi puxado pelo Santos e houve reclamação privada da Chapecoense. Há casos polêmicos no tribunal envolvendo Palmeiras e Chape. A confederação, no entanto, lavou as mãos dizendo que não tem interferência no tribunal.

O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, pediu à CBF um encontro com os clubes brasileiros para mostrar dados financeiros sobre a Libertadores. Aproveitou-se de uma reunião já marcada da confederação brasileira para discutir processo de internacionalização do futebol nacional com um consultor inglês.

No encontro, Dominguez mostrou aos times nacionais uma prestação de contas relacionada à Libertadores, incluindo os valores ganhos com a competição que giram em torno de US$ 150 milhões. É o que está no balanço divulgado pela entidade.

Encerrada sua exposição, o presidente do Santos, Modesto Roma Jr, pediu a palavra e reclamou que as decisões do tribunal disciplinar deveriam ser mais às claras. Não houve manifestação pública do presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, segundo apurou o blog. O ''Lance!'' noticiou que houve reclamação palmeirense.

Já o presidente da Chapecoense, Plínio Nês David, pediu uma reunião em particular com Dominguez para tratar do caso do zagueiro Luis Otávio, cuja escalação irregular ameaça tirar o time catarinense da Libertadores. Há uma revolta em Chapecó pelo caso e uma descrença nas decisões do tribunal.

Questionado pelos clubes brasileiros, Dominguez lavou as mãos sobre o tribunal. Afirmou que não concordava com todas as decisões, mas que o órgão era independente. Mais, acrescentou que o comitê disciplinar já estava lá quando ele chegou.


Líderes, Flu e Grêmio têm chances de disputar o título Brasileiro?
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Duas vitórias de Fluminense e Grêmio nas duas primeiras rodadas colocam ambos no topo no Brasileiro. Não eram considerados favoritos antes do Nacional, nem zebras. Estavam ali em um grupo de times que exibiram bom futebol em 2017 e que têm chances de brigar em cima, mas não têm elencos encorpados que os eleve ao primeiro andar.

Não é de se desprezar a arrancada dos dois tricolores. O Fluminense bateu dois adversários fortes, Santos e Atlético-MG, sendo o segundo fora de casa no Independência. E o Grêmio dominou o Botafogo e se mostrou superior ao Atlético-PR, ambos na Libertadores e classificados à próxima fase.

Ofuscaram os favoritos Galo, Flamengo e Palmeiras neste início. E por que favoritos? Porque esses três clubes contam com elencos mais cheios, embora cheios de imperfeições como é regra no futebol. E também alguns jogadores decisivos como Fred, Robinho, Diego, Guerrero, Borja, Dudu.

Grêmio e Fluminense têm times que são capazes de enfrentar qualquer um desses três. O problema é quando há a contusão, o cartão, a má fase. Falta ali a reposição como se demonstra pela falta de Scarpa nas finais do Estadual do Rio. Se perder seus dois ponteiros, Richarlison e Wellington Silva, o time carioca terá problemas.

O futuro dos dois tricolores no Brasileiro, portanto, terá muito a ver com contar com seus principais jogadores inteiros. A janela de transferência é uma ameaça visto que o Fluminense tem necessidade de cobrir buracos financeiros, e lhe sobram jogadores jovens para despertar interesse. No Grêmio, a permanência de Luan ou não tem potencial para determinar a temporada.

Independentemente do futuro, não se pode negar os méritos dos técnicos Abel Braga e Renato Gaúcho nas armações de seus times. Não foram só essas duas rodadas: eles mostraram em três meses e meio de temporada que seus times podem atingir bom nível de bola.

O Grêmio se complicou no Estadual, mas exibiu momentos de um futebol instigante em certos jogos da Libertadores. Foi assim no primeiro tempo contra o Iquique, como diante do Botafogo no Brasileiro. As triangulações rápidas com Luan como centroavante que recua para abrir espaços desconcertam os rivais.

E Abel achou sua solução na velocidade de seus ponteiros alimentados por um estilo de jogo vertical, de poucos passes até chegar no gol rival. Não se espere do Fluminense cadência. Seja na bola longa do goleiro ou na troca de passes rápida em contra-taque, o objetivo é pegar o rival desarmado rápido. Resta saber como lidará com sistemas que bloqueiem sua força como os do Flamengo nas finais do Estaduais.

Enfim, não faltam armas aos dois times. A questão é se serão armas suficientes para enfrentar um Brasileiro extenuante, ainda mais com atenções dividas com outras competições.

 


Casos de Palmeiras e Chape mostram que falta mudar muito na Libertadores
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Desde o ano passado a nova diretoria da Conmebol comandada por Alejandro Dominguez propagandeia que mudará a organização da Libertadores, modernizando a de acordo com padrões europeus. Houve nova fórmula anual, mais brasileiros, consultorias de marketing. Alguma evolução, outras medidas equivocadas.

Fato é que não se mexeu no essencial que é a garantir organização da competição, segurança do público e critérios justos como se constata nos casos controversos de Palmeiras e Chapecoense. Ainda há espaço para aquela frase cretina ''Isso é Libertadores'' que permite que o clube mandante faça quase qualquer coisa para intimidar o rival. E há quem exalte, diga que é uma característica de nós sul-americanos. A glorificação da selvageria.

Vamos aos fatos. Não é preciso ser nenhum gênio para constatar que torcedores e jogadores palmeirenses foram emboscados no estádio do Peñarol. Por circunstâncias – um delas a bravura dos alviverdes torcedores e jogadores -, não foram massacrados pelos uruguaios diante das falhas do clube local em garantir sua segurança (com intenção ou não).

O que fez o tribunal da Conmebol diante desse cenário de caos? Pune o Peñarol com um jogo sem torcida, e uma multinha de US$ 150 mil. Na cabeça do membros do comitê disciplinar da entidade, colocar vidas em risco rende uma mísera partida de portões fechados. Aos palmeirenses, uma Libertadores inteira sem torcida visitante.

Em relação aos jogadores, Felipe Mello, que tinha que ser punido pelo soco, toma seis jogos, mais do que os uruguaios que o perseguiram. Em resumo, vale a pena intimidar rivais na Libertadores.

A revolta e indignação dos palmeirenses são justas. Em meio aos gritos, ouço os alviverdes reclamarem que o Brasil é fraco nos bastidores da Conmebol. É fato já que o presidente da CBF Marco Polo Del Nero não viaja com medo da polícia internacional, e o representante da entidade Reinaldo Carneiro Bastos, da FPF, pouco faz. Lembremos que é aliado do presidente palmeirense, Maurício Galiotte.

Mas, se analisarmos fatos recentes, o Peñarol está longe de ser um amigo da Conmebol. Seus dirigentes lideraram um movimento contra a entidade com Liga Sul-Americana de clubes que questionava a falta de transparência da Libertadores.

A questão é outra: não deveria sequer de haver necessidade de ser forte nos bastidores na Libertadores. Em uma competição bem organizada, a Conmebol e seu tribunal iriam adotar critérios transparentes de punição, com explicações plausíveis para o que foi decidido. Atualmente, não há nem publicidade das decisões da confederações justificando seus atos.

Torcedores nos questionam, com razão, por não cobrar a Conmebol. Sinceramente, o que mais gostaria era de ter um canal em que a Conmebol respondesse e explicasse suas decisões. Cansamos de cobrar como jornalistas e sermos ignorados. Na confederação sul-americano, o Brasil só paga a conta.

O mesmo vale para o caso da Chapecoense e a suposta escalação irregular de Luis Otávio. É possível que os dirigentes do time catarinense tenham falhado e não tenham visto comunicado da entidade. Mas, como mostrou o blog da Gabriel Moreira, sequer há certeza de que o aviso da Conmebol foi mandado pelos canais certos.

Não dá para uma competição que vale mais de US$ 100 milhões (e deveria valer bem mais) estar sujeita a esse tipo de amadorismo. Não há um site onde as decisões do tribunal são expostas de forma clara, nem um canal onde os clubes possam consultar a regularidade de seus atletas. Um estágio de atraso inferior até ao padrão da CBF e do STJD.

O que os cartolas da confederação brasileira deveriam exigir da Conmebol não é mais peso político dentro da Libertadores e, sim, uma competição justa e equilibrada, com critérios iguais para todos. Ou ficaremos eternamente assistindo a visitas inúteis de cartolas brasileiros à sede da entidade no Paraguai, sem que isso tenha nenhum efeito benéfico para seus clubes. Para depois exaltarmos com a baba na boca ''Isso é Libertadores'' enquanto tomamos pedras e socos na cara.


BNDES deve ajudar a financiar gestão do Parque Olímpico
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O BNDES (Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deve ajudar no financiamento da futura gestão do Parque Olímpico por uma empresa privada. A informação é do ministro do Esporte, Leonardo Picciani. Já foi acertado que o equipamento esportivo será incluído no PPI (Programa de Parceria de Investimento) do banco público.

A intenção do Ministério do Esporte é cuidar do Parque Olímpico durante o ano de 2017, e depois repassa-lo a iniciativa privada. Por isso, pediu a inclusão no PPI. Agora, o BNDES vai fazer um modelo de concessão para o equipamento, o que inclui todas as arenas com exceção de uma que está nas mãos da prefeitura do Rio.

''Nós vamos firmar um contrato. O Parque será incluído no Programa de Parcerias e Investimentos, nós assinaremos um contrato com o BNDES para que o BNDES formule as formas de concessão do Parque. E provavelmente também faça a operação financeira'', afirmou o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, quando questionado pelo blog se haveria financiamento do banco.

Ou seja, o banco deve financiar quem ganhar a concorrência. O entendimento do Ministério do Esporte é que de que há necessidade de injeção de dinheiro público para ajudar o gestor privado do equipamento esportivo.

A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, confirmou na quinta-feira que iria modelar a concessão do parque. “A gente vai partir de uma base, já tem bastante informação e quando o parque for oficialmente incluído (no PPI), a gente vai começar o trabalho de contratação de consultor, para modelar o que ainda precisa ser modelado”, afirmou, segundo a Agência Brasil.

O Ministério terá um gasto aproximado de R$ 45 milhões com a manutenção do Parque Olímpico e o Complexo de Deodoro. Foram necessárias pequenas obras em instalações permanentes como rebocos e pinturas de paredes, instalações elétricas, etc. Há pouco tempo o Comitê Rio-2016 tirou todas as suas sobras do local. A ideia é que em 2018 isso fique inteiramente nas mãos da iniciativa privada.

Enquanto isso, o Ministério prevê a organização de ''mais de 20 eventos'' até o final do ano nas instalações. Isso inclui campeonatos de ciclismo no velódromo. Rock in Rio nas instalações abertas, além de núcleos de esporte estudantil. ''A gestão da AGOL (Agência para cuidar do legado dos Jogos) tem tomado as medidas necessárias para o bom funcionamento do parque'', afirmou o ministro.

Há obras mais complexas para serem feitas no local, como retiradas da Arena de Handebol, instalação de pista de atletismo e alojamentos para atletas. Tudo isso estava incluído em PPP prevista pela prefeitura do Rio que fracassou.

O Ministério tenta atrair confederações olímpicas para o Parque Olímpico de forma que possa incrementar atitudes de esporte de alto rendimento. Com a falta de alojamentos, Picciani admite que poderia se pagar hotéis para atletas que se hospedassem nas áreas próximas, por meio de convênios com o Ministério. Há, no entanto, forte contigenciamento de verba para as confederações.

Oito meses após os Jogos, o Ministério do Esporte não vê como atrasado o programa de legado do Parque Olímpico. O entendimento é de que o prazo para colocar tudo em funcionamento é de um ano após a Olimpíada.


Ministério mantém envolvido em escândalo da JBS como secretário de futebol
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O Ministério do Esporte decidiu manter como secretário de futebol e defesa dos direitos do torcedor, Gustavo Perrella, envolvido no escândalo de suposto pagamento de propina da JBS para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). A informação foi dada pelo próprio ministro Leonardo Picciani que disse que não vai prejulga-lo. É o único dos citados no caso que mantém seu cargo, nem é afastado.

Filho do senador Zezé Perrella, Gustavo foi nomeado no meio de 2016 passado para o cargo de secretário. Antes disso, já tinha se envolvido em outro caso controverso quando um helicóptero seu foi flagrado pela polícia com cocaína, mas ele foi inocentado na investigação.

No caso JBS, Gustavo é apontado como dono da empresa Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários suposto destino dos R$ 2 milhões pagos para JBS para o senador Aécio Neves. Houve buscas da Polícia Federal em endereços ligados ao secretário de futebol.

Questionado pelo blog, o ministro Picciani afirmou que o caso surgiu recentemente, que ainda não teve acesso a informações do tema e que não cabe julgar o Gustavo Perrella, o que será feito no âmbito do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal). Por isso, vai mantê-lo no cargo durante o processo.

''Não tenho conhecimento dos autos desta investigação, nem me cabe fazer algum tipo de julgamento. Cabe as autoridades que investigam e tem a atribuição de julgar chegar a veredicto. Não posso prejulgar e não prejulgarei o secretário. Caberá a ele se defender se for o caso e aos responsáveis apontar quem é inocente ou não'', afirmou o ministro, em evento na quinta-feira à noite, no Rio de Janeiro.

Após a denúncia, o senador Aécio Neves foi afastado de suas funções como senadores. O assessor de Zezé Perrella, Mendherson Souza Lima, foi exonerado de seu cargo no Senado após ser preso.

Em nota, Zezé Perrella negou qualquer participação no esquema, enquanto Aécio Neves também alegou inocência. O blog não conseguiu contato com o secretário de Futebol, Gustavo Perrella.

 


Diretoria do Fla quer descobrir razões por trás da queda na Libertadores
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Com Vinicius Castro

A cúpula do Flamengo busca descobrir as razões que levaram à eliminação do time ainda na fase de grupos da Libertadores, após derrota para o San Lorenzo. Não há intenção de caçar bruxas e o técnico Zé Ricardo será mantido. A questão é entender quais erros causaram o desempenho ruim no jogo final, decisivo para a queda.

A intenção dos dirigentes rubro-negros é que toda a avaliação seja feita sem divulgação pública. Isso explica porque o presidente Eduardo Bandeira de Mello tem evitado qualquer crítica ao time ou ao treinador diante dos microfones. A ideia é, ao descobrir os motivos para a queda, estabelecer medidas para corrigi-los sem alarde.

Entre os pontos de atenção, está o recuo excessivo do time nesta partida diante do San Lorenzo, principalmente no segundo tempo. O Flamengo praticamente abriu mão de atacar: teve apenas quatro finalizações no jogo todo, sendo nenhuma delas em chance clara – o gol de Rodinei foi de longe. Em comparação, houve 13 e 18 conclusões nos outros dois jogos fora na fase de grupo da Libertadores, diante da Universidad Católica e do Atlético-PR.

A falta de eficiência nas divididas foi outro problema. Pelos números da Conmebol, foram seis recuperações de bola rubro-negras contra nove do time argentino.

Outra questão apontada internamente pela cúpula rubro-negra foi uma arbitragem desfavorável. Na opinião dos dirigentes do Flamengo, o árbitro marcou mais faltas para o San Lorenzo, sem assinalar a favor do time carioca. Foram 23 contra o time rubro-negro e apenas cinco a favor. Ressalte-se aí, no entanto, que a equipe carioca se defendeu mais o que explica em parte a diferença.

Há ainda uma sensação de que nem todos os reforços contratados já renderam o esperado, embora alguns tenham resultado positivo. A avaliação é de que há jogadores que ainda podem engrenar no futuro durante o Brasileiro. A diretoria evita citar nomes.

Certo é que a derrota foi bastante sentida na diretoria rubro-negra e portanto o objetivo é encontrar as falhas para ter subsídios para realizar eventuais medidas corretivas no futebol.

 


Escândalo da JBS envolve seis conselheiros do Cruzeiro e afeta eleição
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O escâdanlo político surgido com a delação do dono da JBS -que atinge o senador Aécio Neves (PSDB-MG) – envolve seis conselheiros do Cruzeiro e afetou a eleição para presidente do clube. Há pelo menos dois dos membros do Conselho presos, e o principal favorito à presidência, o senador Zezé Perrella, é acusado de intermediar pagamento de propina ao colega senador. O estatuto do Cruzeiro prevê que condenados em segunda instância ou inelegíveis não podem se candidatar e podem ser expulsos do Conselho.

Para relembrar, o dono da JBS, Joesley Batista, gravou conversas com Aécio Neves e o presidente da República, Michel Temer. Em relação ao ex-candidato a presidente mineiro, há o pedido de pagamento de R$ 2 milhões, que foram de fato dados por meio de intermediários. A Polícia Federal filmou pagamentos e fez buscas e prisões nesta quinta-feira.

Entre os envolvidos, estão Aécio Neves, Euler Mendes, Mendherson Lima, Gustavo Perrella, Frederico Medeiros e Zezé Perrella, todos conselheiros natos do Cruzeiro. Todos foram alvos de buscas nesta quinta-feira, sendo que Lima e Medeiros foram detidos, acusados de intermediar o pagamento para Aécio.

Pelo estatuto do Cruzeiro, em seu artigo 1o, parágrafo 3, está previsto que não poderão ser eleitos no Cruzeiro aqueles que sejam condenados em trânsito em julgado ou que estejam inelegíveis em seu mandato. Ou seja, isso significa condenados em segunda instância.

A eleição para presidente é em outubro de 2017, sem data ainda para inscrição de chapa. Zezé Perrella é candidato declarado, opositor do atual presidente Gilvan Pinho Tavares. Dificilmente ele será condenado em segunda instância até lá, mas se perder o mandato de senador também está ameaçado de não poder disputar – hoje, ele só está afastado do Senado.

O estatuto cruzeirense ainda prevê que pode haver a perda de cargo de todos os conselheiros que forem condenados em segunda instância em crimes contra a administração pública, ou de lavagem de dinheiro. A assessoria do clube informou que, no momento, não há nenhum inquérito contra algum conselheiro no Cruzeiro porque não existe processo concluso na Justiça.

O blog procurou o presidente do Conselho do Cruzeiro, João Carlos Gontijo de Amorim, mas ele estava em viagem, segundo informou funcionário de seu escritório. Dentro do clube, portanto, não houve nenhum ato oficial para pedir explicações aos seis conselheiros suspeitos.

O presidente do clube, Gilvan Pinho Tavares, afirmou esperar que os conselheiros limpem seu nome, e ressaltou que nenhum deles é da sua diretoria. “Vimos que há envolvimento de pessoas que de alguma forma estão ligadas ao Cruzeiro. Mas eu não gostaria de falar sobre essas pessoas porque não conheço efetivamente o processo'', afirmou ao jornal o Tempo. Zezé Perrella se manifestou em nota, negando as acusações:


Após planejar semi, Fla deixa de ganhar R$ 20 mi com queda na Libertadores
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Além da perda esportiva e emocional, o Flamengo terá um prejuízo financeiro com a queda precoce na fase de grupos da Libertadores. O clube fez seu orçamento prevendo chegar à semifinal da competição. Por isso, pode-se estimar deixará de ganhar R$ 20 milhões em relação ao plano inicial, o que deve ser compensado com dinheiro do Estadual e Copa do Brasil.

Pelo orçamento de 2017, a diretoria rubro-negra previa um total de R$ 15,4 milhões em premiações na Libertadores, o que incluía as cotas até as semifinais. Com os três jogos da primeira fase, o time arrecadou US$ 1,8 milhão (R$ 5,6 milhões). Salvo pequenas variações de câmbio, a diferença é em torno de R$ 10 milhões e correspondente aos bônus de oitavas, quartas e semis.

A participação na Libertadores também inflou a previsão de receita de bilheteria do Flamengo. A diretoria estimou R$ 61 milhões como total de arrecadação em 2017, bem superior aos R$ 45 milhões previstos para 2016 que não foram atingidos.

O clube ganhou R$ 10,3 milhões com os três jogos da primeira fase da Libertadores no Maracanã, embora tenha ficado só com um quarto do valor por conta dos altos custos impostos pela Odebrecht. Com mais três jogos em casa, até as semis, a previsão era de arrecadar pelo menos essa mesma quantia, já que provavelmente atuaria no Maracanã.

Esses são os prejuízos possíveis de contabilizar, mas há ainda impacto no programa de sócio-torcedor. O clube previu um aumento de R$ 11 milhões na arrecadação, o que era impulsionado pela boa campanha na Libertadores entre outros fatores.

O orçamento rubro-negro não tem um buraco porque não havia previsão de receita para o Estadual já que o contrato com a Globo foi assinado de última hora. Assim, o clube levou R$ 18,5 milhões, entre cota e premiação pelo título. A diretoria via esse dinheiro como extra, o que não ocorre mais. Houve ainda a venda de Jorge.

Dirigentes rubro-negros previam que, se a meta da semifinal da Libertadores não fosse atingida, o time teria de compensar com boas campanhas na Copa do Brasil e no Brasileiro. Assim, poderia haver recuperação na bilheteria arrecadada, e em cotas no caso da competição de mata-mata. A crença dos dirigentes era que o elenco de bom nível levará a bom desempenho esportivo no ano.