Blog do Rodrigo Mattos

CBF começa a testar árbitro de vídeo com imagem da Globo
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A CBF fará o primeiro teste de árbitro de vídeo com imagens da TV Globo na final do Campeonato Pernambucano entre Sport e Salguero, nesta quarta-feira. Assim, a intenção é melhorar a qualidade da imagem em relação à primeira experiência, também no Estadual, e atender uma exigência da Fifa. O procedimento a ser usado será o mesmo previsto pela Conmebol para as quartas-de-final da Libertadores.

O teste de estreia foi na primeira partida da decisão com imagens de uma produtora independente contratada pela FPF (Federação Pernambucana de Futebol). A cúpula da arbitragem da CBF entendeu que a qualidade da imagem foi ruim o que prejudicou a análise de um lance polêmico de pênalti no final da primeira partida – demorou seis minutos. A FPF entende que era uma boa transmissão, mas era preciso mudar.

''A imagem será a da Globo. Nós tínhamos uma produção boa, com HD. Mas entendo que tem que ser a mesma imagem que recebe o público como manda a Fifa'', contou o presidente da Federação Pernamucana de Futebol, Evandro Carvalho.

A ideia de ter a mesma imagem do público é para não gerar controvérsia sobre a decisão dos árbitros. Serão julgados lances de pênalti, gols ou erros crassos como dar cartão para um jogador errado, ou ignorar uma agressão.

A equipe de árbitro de vídeo será composta por Pericles Bassols e Alicio Pena Jr, coordenador por Manoel Serapião (instrutor da CBF). Eles vão avisar o árbitro de campo que será Wilton Pereira Sampaio sobre erros. Mas a ideia é que o árbitro de vídeo não seja usado para interpretações. Ou seja, só serão comunicados os erros claros, ou quando o juiz de campo ficar em dúvida e pedir um auxílio.

A imagem da Globo será sem nenhum som para não influenciar os juízes de vídeo. O acordo para uso das imagens é apenas para esse jogo. Há uma negociação mais ampla relacionado ao Brasileiro de 2018 para o qual ainda não é certa utilização do vídeo. O valor estimado de investimento da CBF é de R$ 15 milhões. O custo do primeiro jogo foi de R$ 140 mil, segundo a federação pernambucana. Com a Globo, isso deve se reduzir.

Oito maneiras em que o árbitro de vídeo pode mudar o futebol

 


Sport põe preço inicial para saída de Diego Souza em R$ 30 milhões
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Com Danilo Lavieri

O interesse do Palmeiras no meia-atacante Diego Souza esbarra em uma pretensão inicial do Sport de obter R$ 30 milhões para liberá-lo. Como quer manter o jogador, o time pernambucano só topa perdê-lo se houver grande recompensa financeira. Obviamente, o clube alviverde pode convencer o Sport a baixar essa pedida durante a negociação, especialmente se houver vontade do atleta de se transferir.

O presidente do Sport, Arnaldo Barros, não quer dizer o valor da multa de Diego Souza e afirmou que é ''impagável'' ao UOL Esporte. A um interlocutor, ele afirmou que o montante que aceitaria para deixar o jogador sair seria R$ 30 milhões – a multa é maior. Esse total foi confirmado por fonte ligada ao time pernambucano como patamar que sempre se trabalhou para eventual saída do jogador. Questionado, Barros repetiu que não falaria de valores.

Diego Souza assinou a renovação de contrato com Sport até o fim de 2018 com salário em torno de R$ 400 mil. Em janeiro, recebeu sondagem de time da China que foi rejeitada pelo time e pelo jogador. O Vasco também tentou contratá-lo em dezembro de 2016, sem sucesso. Ele está bem em Pernambuco, onde suas atuações o levaram de volta à seleção brasileira apesar de eventuais críticas da torcida.

Questionado pelo UOL Esporte se o Sport já estava em negociação com o Palmeiras, Arnaldo Barros ressaltou que só ele responde pelo time pernambucano e não comentou notícias sobre o assunto.

No Palmeiras, há a intenção de investir alto para conseguir um jogador para atuar como centroavante ou falso nove. Foi por isso a investida em Richarlison, do Fluminense, que chegou a R$ 40 milhões, mas não se concretizou. A Crefisa ainda investiu R$ 35 milhões em Borja. Ao contrário desses dois atletas, no entanto, Diego Souza tem 32 anos e dificilmente permitira a recuperação do investimento financeiro em uma venda futura. Até agora a parceira alviverde não foi envolvida na operação.

Há, portanto, vários empecilhos para a conclusão da negociação. Para a transferência evoluir, o Sport terá de baixar sua pedida e o Palmeiras decidir investir um bom dinheiro no jogador sem muita perspectiva de retorno financeiro futuro. O que conta a favor da transferência é o desejo do técnico Cuca de ter Diego Souza como o jogador que falta ao elenco palmeirense.


Qual o tamanho da vantagem da liderança isolada do Corinthians?
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Ao ganhar do Grêmio fora no jogo de ponteiros, o Corinthians abriu quatro pontos na liderança do Brasileiro e outros nove sobre o terceiro colocado Flamengo (o Botafogo pode assumir a posição nesta segunda-feira). É a melhor campanha nos pontos corridos nos 10 primeiros jogos juntamente com a do time corintiano de 2011. E esse título serve como lição para a equipe de Fabio Carille entender o tipo de sofrimento que vai passar para eventualmente ganhar o campeonato.

Em 2011, com aquele time de Tite, o Corinthians tinha cinco pontos acima do segundo colocado, o São Paulo, após a 10a rodada. E o terceiro colocado, por coincidência, era o Flamengo com 20 pontos. Um cenário levemente diferente do atual.

Ao final do turno, a diferença do time corintiano era de apenas um ponto para o Flamengo que então tinha se tornado vice-líder. No final, o Corinthians acabou brigando pelo título contra o Vasco. O time vascaíno tinha nove pontos a menos que os corintianos na 10a rodada de 2011, e os times chegaram a ficar empatados na 34a rodada. Na tabela definitiva, o Corinthians ganhou a taça com 62,3% dos pontos, e 71 pontos, bem longe dos 86,7% das 10 primeiras rodadas.

Naquela ocasião, o Corinthians também tinha um time com a melhor defesa do Brasileiro, mas estava longe de sobrar tecnicamente (cenário bem similar ao atual). Ganhava muitos jogos com placar mínimo. Era o time mais consistente como atual, mas sem ser brilhante. Mas tinha menos rivais com elencos talentosos.

No caso atual, o Grêmio é um time bem montado que não foi capaz de superar o Corinthians, embora tenha feito um jogo igual. A equipe gaúcha prioriza Copa do Brasil e Libertadores. Já o Flamengo e Palmeiras, que vêm se recuperando do mal início, têm elencos fartos e com qualidade, embora ainda demonstrem irregularidades nas atuações. O Corinthians vai pegar os dois times no primeiro e no segundo turno.

Com a referência de outros Brasileiros, o Atlético-MG fez campanha parecida com a corintiana em 2012, com 25 pontos na liderança do Brasileiro após 10 rodadas – tinha então três pontos acima do Fluminense. E perdeu o título.

Isso significa que a liderança corintiana não quer dizer nada? Claro que não. O Corinthians repetiu a melhor campanha da história até a 10a rodada e isso não é pouco. Foi empurrado pelas ótimas atuações de sua defesa, como no jogo contra o Grémio, com as defesas brilhantes de Cássio e atuações seguras de zagueiros, volantes e laterais. E seu ataque também é efetivo, embora não abunde em chances de gol criadas.

O que a campanha de 2011 do Corinthians ensina é que o caminho para um possível título ainda será bastante árduo. Talvez, mais do que naquela ano já que há adversários que parecem mais qualificados do que naquela ocasião. A única certeza é de que o time corintiano entra nesta briga com uma boa vantagem de pontos, e um time capaz de jogar de forma consistente antes dos outros.


Corinthians e Grêmio disputam ponta com baixo gasto em contratações
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Protagonistas do jogo que decide a ponta do Brasileiro, Corinthians e Grêmio apostaram em soluções baratas para montar seus times, um cenário bem diferente de outros grandes do país. No total, o gasto com contratações e luvas não chegou nem a R$ 17 milhões, e as perspectivas não são de que isso aumente muito durante o Nacional.

Em seu orçamento, o Corinthians reservou R$ 40 milhões para amortizações e direitos federativos. Ou seja, não é todo dinheiro para contratações, já que os clubes têm que contabilizar as perdas de valor dos contratos de atletas como amortizações. Levantamento do UOL mostrou que o time gastou até agora R$ 12 milhões entre luvas e direitos federativos com 10 atletas.

E a diretoria alvinegra não tem previsão de alto investimento. Em conversa com o blog na semana retrasada, o supervisor Alessandro afirmara que qualquer dinheiro extra iria para pagar pelo zagueiro Pablo. O Corinthians entendia que não valia ir ao mercado se não havia chance de investir ao menos 2 ou 3 milhões de euros em um jogador.

Os gastos do Grêmio para montar o time são ainda mais discretos. O orçamento previa um gasto de R$ 17,2 milhões com contratações para o ano inteiro. Mas o balancete de março indicava que apenas R$ 3,1 milhões foram gastos pelo clube, um quarto do previsto até aquele período. Somadas às luvas, o valor total foi de R$ 4,9 milhões. Não houve gasto com reforços depois de março.

As principais contratações, Lucas Barrios, Bruno Rodrigo, Léo Moura e Cortez, chegaram sem pagamento de direitos ou por empréstimo. É possível que o clube invista mais durante o Brasileiro, mas a maior ameaça é a possibilidade de vender Luan, seu principal jogador. E o presidente Romildo Bolzan Jr tem o objetivo de manter o clube dentro do orçamento previsto.

Em comparação, um clube como o Flamengo gastou R$ 22 milhões só em Everton Ribeiro, mesmo valor pago pelo São Paulo por Lucas Pratto. Isso sem esquecer o Palmeiras e seus mais de R$ 30 milhões pagos por Borja, além de uma série de outras contratações caras. Os dois times que disputam a ponta, neste domingo na Arena Grêmio, estão certamente entre os grandes que menos investiram em reforços neste ano.


Parque Olímpico, Maracanã e opções: o xadrez de Fla e Flu por um estádio
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A informação de que o Flamengo e o Fluminense disputarão o terreno do Parque Olímpico para construção de um estádio reascendeu o xadrez da dupla por uma casa. A informação foi publicada pelo UOL. A possibilidade de parceria entre os clubes é remota e por isso vão brigar por espaço no Rio de Janeiro.

Os dois times já tinham disputado o Maracanã quando um queria nova licitação (Fla) e o outro parceria com a Largadère (Flu). Os franceses se mandaram do estádio e a concorrência não saiu como queriam os rubro-negros. Agora, as articulações têm novos elementos.

Diante disso, a diretoria do Flamengo começou a procurar por terrenos para tocar seu estádio próprio. Tinha analisado a possibilidade do Parque Olímpico, mas a verdade é que estava focada em outros locais nas últimas semanas. Um terreno na Avenida Brasil era visto como boa perspectiva, além de outras opções menos votadas. E há o projeto da Gávea para 25 mil pessoas já em curso na prefeitura do Rio.

Enquanto isso, a diretoria tricolor trabalhou pela cessão do Parque Olímpico, como revelou o site Netflu. A ideia seria a construção de um estádio barato e sem gigantismo por meio de parcerias. Não sobra dinheiro no clube nem possibilidades de financiamento com a receita atual. Dirigentes tricolores têm boa entrada com a prefeitura em relacionamento com o secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa.

Com o interesse do Flamengo, a tendência é por concorrência. Mas isso vai depender do desenvolvimento das outras frentes da diretoria rubro-negra. O clube não definiu sua prioridade e deixou todas as possibilidades em aberto, inclusive outros terrenos.

No meio do caminho, o governo do Estado do Rio pode sair da sua apatia e abrir a licitação para a concessão do Maracanã. Neste caso, o clube é o candidato natural. E, justamente, se o Fluminense abrir mão do estádio tijucano, não haveria outro clube para jogar no Maracanã. Botafogo e Vasco tentam atrapalhar os planos do Flamengo, mas não apresentaram até agora nenhum plano real para o futuro do estádio.

Só que, para a diretoria rubro-negra, é preciso fazer conta. Uma opção é o Maracanã que não precisa ser construído, mas tem um custo de R$ 30 milhões/ano e necessidade de obras de adaptação para explora-lo comercialmente. Uma avaliação interna é que se precisaria de R$ 60 milhões de receita fora bilheteria para bancar todos os custos, incluídos os operacionais.

A outra opção é um estádio novo que terá o custo de construção, mas será mais rentável segundo todos os modelos estudados por cartolas rubro-negros. E o Flamengo entende que, hoje, tem até como obter financiamento por conta própria para bancar o estádio.

No caso do Fluminense, a conta é mais simples: o Maracanã se apresenta hoje inviável para o clube sozinho diante da demanda da sua torcida. Tanto que pretende evita-lo daqui para frente com a volta a Edson Passos. Se conseguir viabilizar construir outro estádio, pode encontrar uma fórmula bem mais eficiente de renda desde de que tenha parceiros e controle os custos de construção.

A parceria entre os dois clubes não é prioridade de nenhum dos dois clubes, embora nenhum dos lados tenha dito um não peremptório. Nenhum cenário atual indica essa parceria.

Há ainda um terceiro elemento neste xadrez que é a Odebrecht. A empresa controla o Maracanã e tinha obrigação de obras no Parque Olímpico após a Olimpíada pela PPP (Parceria Público-Privada). Seu objetivo claro é sair de ambos os projetos com o menor gasto possível. O problema é que, se a solução demorar, isso pode implicar em deterioração do estádio e em paralisia no Parque Olímpico. A prefeitura do Rio e o governo do Estado que vão dar as cartas do jogo.

 


Até herdeiro da Globo se reuniu com Del Nero para melhorar relação com CBF
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Durante a disputa por contrato da seleção, a Globo apelou até a Roberto Marinho Neto, novo chefe do departamento de esporte, para melhorar a relação com a CBF. O herdeiro da família Marinho esteve na sede da entidade para um almoço com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Na ocasião, a confederação já tinha se decidido por transmitir o jogo com outros parceiros.

A visita de Marinho Neto à sede da entidade ocorreu há cerca de um mês. Ele foi acompanhado de todos os diretores da Globo Esporte e foi recebido pela cúpula da CBF. A ida de executivos da Globo à confederação é comum, mas o chefe não costuma participar diretamente da negociação de contratos.

A ida do principal executivo da emissora no esporte teve como objetivo aparar arestas surgidas durante a negociação fracassada dos amistosos da seleção com a Argentina e com a Austrália. Ali, as duas partes saíram contrariadas com o resultado, entendendo não terem obtido as condições desejadas na negociação. Lembre-se: a CBF pedia o mesmo valor que a Globo pagava no ano passado, e a emissora queria dar menos.

Depois disso, o ex-executivo da Globo Marcelo Campos Pinto, que ocupava justamente cargo similar a Marinho Neto, passou a atuar na confederação. Ele ajudou na comercialização dos amistosos e também tem projetos para que uma produtora faça a transmissão da Copa América-2019, além de estar interessado em itens do Brasileiro como a venda dos direitos internacionais. Isso contrariou mais a Globo.

Apesar do desentendimento, a seleção continua a ser um produto prioritário para a emissora carioca. Por isso, além de aparar arestas, Marinho foi apresentar à CBF a nova estrutura de esportes da Globo que agora é separada do jornalismo. O almoço foi seguido por uma vista ao museu da CBF.

Para a Copa de 2018, a confederação prepara uma concorrência para os amistosos da seleção. Um candidato a tocar o projeto é Patrick Murphy, que foi executivo da Uefa para negociar direitos da Liga dos Campeões durante mais de 10 anos. Ele já comercializa alguns direitos da Copa Sul-Americana e está interessado no mercado brasileiro. A Globo considera o pacote de jogos da seleção de 2018 a 2022 uma prioridade para sua grade.


Grêmio vê aumento de assédio a Luan e faz plano para reduzir dano ao time
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Luan em treino do Grêmio (Crédito: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA)

A cada jogo do Grêmio dois olheiros internacionais pedem ingressos para assistir ao confronto, seja em casa ou seja na neblina em Chapecó. A diretoria gremista já vê o aumento do assédio por Luan, entre outros atletas, e sabe que terá de fazer uma grande venda neste ano. A estratégia da cúpula do time gaúcho é conduzir uma possível negociação de forma a não prejudicar o bom desempenho do time em 2017.

É preciso ressaltar que não existe nenhuma proposta concreta por Luan até agora. Mas há, sim, fortes indicativos de que isso vai ocorrer com o crescente interesse de olheiros e a movimentação de empresários que mencionam times grandes europeus.

''Não houve nada até agora (proposta). Tem um frenesi de empresários, nada no papel. Mas estou achando a movimentação agora mais consistente. Está mais ampla. Mencionam clubes e tal'', afirmou o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr, fazendo uma comparação com o ano passado.

Sua afirmação de que o assédio é mais assertivo desta vez é porque são mencionados clubes grandes europeus que teriam dinheiro para pagar o valor pedido pelo clube gaúcho por Luan. A pretensão do Grêmio gira em torno de 25 a 30 milhões de euros para liberar o jogador. A questão é que o clube tem que arrecadar entre R$ 60 milhões e R$ 65 milhões em venda de jogador até o final do ano.

''Temos uma situação financeira sólida como o novo contrato da Globo. Mas, neste momento, precisamos de caixa para cumprir o que acordamos no pagamento das dívidas a longo prazo'', explicou Bolzan Jr.

Como Luan é o principal ativo, e uma proposta parece iminente, o Grêmio tem um planejamento para caso uma negociação se concretize. A primeira alternativa é tentar acertar que o jogador só saísse no final de 2017. ''É uma das possibilidades. Vender e só entregar no final do ano. Isso será levado em conta nas negociações'', analisou Bolzan.

Caso a hipótese não se concretize, a diretoria gremista entende ter três jogadores que poderiam substituir Luan, embora com características diferentes. Bolaños, Gaston Fernandez e Douglas, que deve voltar de contusão. Nenhum deles é centroavante e poderiam atuar como falso nove ou meia, como faz Luan. Obviamente, a diretoria gremista sabe que haverá perda técnica.

A definição do time gremista que disputa com chances Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores passa pelo futuro de Luan em questão durante esta janela de transferência. Enquanto isso não ocorre, haja ingresso para os olheiros internacionais.


Denúncia dos EUA só contra Marin não livra Del Nero de risco de prisão
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A Procuradoria dos EUA decidiu separar os cartolas acusados no processo do ''Fifagate'', escândalo de desvio de dinheiro do futebol. Foi feita uma nova denúncia contra o ex-presidente da CBF José Maria Marin e dois outros dirigentes, retirando os outros réus desse processo inicial. Mas os procuradores ressaltaram que os casos do presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, e do ex-presidente Ricardo Teixeira continuam pendentes e serão levados adiante se eles aparecerem no país.

A reformulação da acusação do Departamento do Estado ocorreu para simplificar o julgamento no caso Fifagate. Só ficaram os três dirigentes que alegam inocência e serão julgados: Marin, o ex-presidente da Conmebol Juan Angel Napout e o ex-presidente da federação peruana Manuel Burga.

Esses três ex-cartolas respondem às acusações de máfia (Rico), fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Isso por supostamente terem recebido propina para conceder contratos da Copa América e da Libertadores, além da Copa do Brasil no caso de Marin. Serão julgados em 6 de novembro deste ano na corte de Nova York.

Outros 28 dirigentes são listados na acusação, mas não serão julgados. A maioria deles confessou crimes dos quais eram acusados. Portanto, o juiz vai dar uma sentença para cada um dos réus em lista que inclui o ex-executivo da Traffic José Hawila, e José Margulies, da Somerton, ambos brasileiros, além de ex-dirigentes de federações nacionais. Eles também já pagaram multas e fianças.

São listados ainda os dirigentes e ex-cartolas que são acusados de corrupção, mas não se apresentaram para responder o processo nos EUA, nem foram detidos. São os casos de Del Nero (seis citações) e Teixeira (28 citações). Mas eles não estão mais denunciados nesta ação. Detalhe: Del Nero é o único entre todos os acusados que continua no poder no futebol.

Em carta à Justiça, a procuradora Bridget Rohde explicou a separação. ''S-2 (Denúncia número 2) remove os acusados que confessaram culpa e efetivamente separa aqueles acusados que até agora não foram trazidos à jurisdição da corte por prisão ou extradição de país estrangeiro. Importante, S-1 (primeira acusação que incluía Del Nero e Teixeira) se mantém um instrumento de acusação operativo para os acusados que não apareceram no caso, e as acusações no S-1 contra esses acusados permanecem pendentes.''

Em resumo, se Del Nero for aos EUA ou a um país que tenha acordo com os norte-americanos, deve ser detido e levado para responder a processo em separado do que ocorre com Marin. O mesmo ocorreria com Ricardo Teixeira. Eles são acusados de receber propina por contratos da Copa América e Copa do Brasil. No caso de Teixeira, isso também vale para o contrato da Nike.

A defesa de Marin já pretendia a separação do processo de seu cliente, assim como pretendia retirar a acusação de máfia. Na visão dos advogados do ex-presidente da CBF, a reformulação de denúncia contra ele não afeta o andamento do seu processo e facilita sua defesa. Oficialmente, advogados não se pronunciaram.


Fla recebe do Real por Vinicius Jr. e paga direitos de Everton Ribeiro
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O Flamengo recebeu a primeira parcela do dinheiro referente à venda dos direitos de Vinicius Jr. do Real Madrid e em seguida pagou pela negociação de Everton Ribeiro. Assim, o meia fará sua estreia, provavelmente neste semana, com sua transação já quitada de 6 milhões de euros (R$ 22 milhões).

A diretoria rubro-negra já vinha negociando a chegada de Everton Ribeiro desde o ano passado. Esse interesse portanto independia de Vincius Jr.. Mas, sem a transação com o Real, o Flamengo tinha dificuldade para ter cacife para bancar Everton. Provavelmente, teria de negociar outro atleta.

Quando fechou a negociação de Vinicius Jr, o Flamengo acertou que receberia dois terços do total de 45 milhões de euros neste ano. A negociação com o Al Ahli foi feita de forma a casar o pagamento com o dinheiro recebido do Real. Assim, o clube rubro-negro pode quitar o valor à vista em vez de parcelas.

Agora, a diretoria rubro-negra terá de decidir o que fazer com o restante do dinheiro de Vinicius Jr. Uma das propostas é usar dinheiro no caixa e evitar empréstimos de R$ 25 milhões que seriam necessários para fechar as contas. Investimento no CT da Base é a outra prioridade para o clube.

A avaliação é de que não valeria a pena guardar o dinheiro para investimento em um estádio porque seria pouco para o projeto. As ideas serão discutidas no início de julho em reunião do Conselho Diretor rubro-negro.

 

 


Clubes brasileiros mostram maturidade na reunião da Libertadores
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Não faltaram críticas neste espaço a atitudes de dirigentes brasileiros sobre a organização de campeonatos. Mas há de se ressaltar a postura positiva e produtiva dos clubes nacionais que estiveram na reunião da Conmebol para decidir os rumos da Libertadores. Da forma como atuaram, terão impacto na competição.

Foi a primeira vez que a confederação sul-americana abriu espaço para os clubes classificados às oitavas de final opinarem sobre a Libertadores por meio da sua subcomissão. A reunião se deu após o sorteio dos mata-matas em um clima aberto de troca de ideias

Estiveram presentes pelo Brasil representantes de Santos, Grêmio, Atlético-PR, Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG. No dia anterior, dirigentes desses clubes se reuniram com os que estavam por lá pela Copa Sul-Americana, como Sport, Corinthians e Fluminense. E estabeleceram uma lista de 12 pontos que os incomodavam ou que precisavam de modificação na competição.

A relação era bem coerente: pedia para os árbitros terem critérios uniformes em relação a práticas do campo do jogo, mudanças no regulamento em relação à inscrição e ao banco, maior transparência do tribunal, entre outros. As regras da competição já devem ser mudadas para o próximo em relação às inscrições e bancos de reservas e a própria Conmebol já começa a reconhecer que seu tribunal terá de ser revisto.

Não houve bate-boca, não houve discussões de picuinhas clubistas, e os clubes brasileiros foram capazes de atuar em bloco. Isso não significa que todo mundo concorde em tudo. Mas é possível encontrar caminhos comuns e a atuação em bloco certamente teve um efeito bem maior do que reclamações isoladas.

Talvez, os times brasileiros tenham achado uma fórmula de como se relacionar no âmbito internacional na reunião no Paraguai. Se isso se confirmar, é ótima notícia para o futebol brasileiro.

Errata: O texto informou inicialmente que o Atlético-MG não estava presente na reunião, mas ele mandou um advogado para representa-lo.