Blog do Rodrigo Mattos

Brasileiro já tem série de times mistos com impacto na briga na frente
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O calendário com excesso de jogos já leva alguns clubes a usar times mistos ainda no início do Brasileiro. Isso causa impacto na briga com a liderança do Brasileiro. É um cenário similar ao do ano passado, mas que, desta vez, começa cedo.

Na rodada do final de semana, o Cruzeiro enfrentou o Atlético-MG no clássico com uma formação reserva, de olho na última rodada da primeira fase da Libertadores. Foi derrotado e viu o rival mineiro se apoderar da ponta.

Enquanto isso, Corinthians e Grêmio jogaram com times mistos em suas partidas também por conta de compromissos pela competição sul-americana. Tinham alguns titulares. Ambos apenas empataram diante de Sport e Paraná.

Foi a segunda vez que os gremistas não tiveram a formação principal em seis jogos e estão em 8o no Nacional. Corintianos também já tinham atuado sem a força principal diante do Ceará e perdeu pontos naquele jogo.

Ao mesmo tempo, o Flamengo teve seus titulares no clássico contra o Vasco. Mas tinha poupado boa parte do time na derrota para o Chapecoense quando deixou adversários se aproximarem da ponta, perdida agora nesta 6a rodada.

O Palmeiras não chegou a escalar reservas no Nacional: rodou alguns jogadores na partida contra a Chapecoense. Líder, o Atlético-MG preferiu escalar reservas na Copa Sul-Americana.

Todos esses movimentos dos clubes têm relação com um calendário bastante apertado feito pela CBF. Por conta de Estaduais de três a quatro meses, serão 12 rodadas do Brasileiro espremidas até Copa: haverá jogos até às vésperas da Copa. Em paralelo, a primeira fase da Libertadores e as oitavas da Copa do Brasil.


Na Rússia, CBF perde um terço dos patrocinadores em relação à Copa-2014
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A CBF chegará à Copa da Rússia-2018 com cinco patrocinadores a menos para a seleção do que na Copa-2014, uma redução em torno de um terço de parceiros. Durante esse período, a entidade enfrentou uma série de escândalos com um ex-presidente preso e o outro banido do futebol. Há impacto financeiro embora não esteja claro o tamanho por conta do câmbio.

A confederação não conseguiu fechar sua última cota de patrocínio relacionada ao setor automotivo, como revelou a coluna ''De primeira''.  Com isso, a entidade terá nove parceiros no Mundial da Rússia, quatro principais e cinco da segunda categoria.

Na Copa-2014, foram 14 parceiros, cinco principais e outros nove de segunda categoria. Ressalte-se que aquele Mundial foi no Brasil o que aumentava atratividade. Mas, mesmo na Copa-2010, a CBF tinha 10 patrocinadores quando chegou a competição.

Após o Mundial do Brasil, em 2015, o então vice-presidente e ex-presidente José Maria Marin foi preso na Suíça acusado de ter recebido propina por contratos da CBF e da Conmebol. Seu sucesso Marco Polo Del Nero também foi acusado e acabou banido do futebol pela Fifa agora em 2018. A entidade pouco fez para limpar sua imagem: o futuro presidente da confederação Rogério Caboclo foi eleito por influência de Del Nero e o elogiou ao vencer.

Houve uma debandada de patrocinadores como Proctor & Gamble, Sadia, Chevrolet, Unimed. Algumas das empresas alegaram que houve impacto dos caros de corrupção. Houve também dificuldades financeiras com queda econômica do Brasil.

Os patrocínios constituem a principal fonte de renda da CBF, representando percentual em torno de 70% do total ganho pela entidade. E há queda de receita com marketing pode ser vista no balanço apesar do impacto do câmbio impedir saber o exato valor.

Em 2017, a CBF arrecadou R$ 353 milhões com patrocínios. O valor de 2014 reajustado pela inflação foi de R$ 452 milhões (o valor original é de R$ 353 milhões). Ou seja, teoricamente, a entidade ganhou R$ 100 milhões a menos em valores corrigidos.

Mas há variações por câmbio porque os contratos são dolarizados. No balanço de 2017, a CBF informou que  redução pela cotação baixa das moedas estrangeiras. Quando o sobe o dólar, sobe a receita. Tanto que, em 2016, a confederação ficou com R$ 410 milhões em patrocínios, valor ainda assim inferior ao de 2014 corrigido pela inflação.

 


Preço do ingresso do Fla varia 350% para atingir público amplo e ter renda
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De volta ao Maracanã de vez, a diretoria do Flamengo estabeleceu praticamente dois tipos diferentes de preços de ingressos para seus jogos em 2018 com variação de até 350% entre eles. No Brasileiro (e no 1o jogo da Copa do Brasil), preços mais populares, intenção de encher o estádio e lucro baixo. Na Libertadores, valores altos, maior aparato de segurança e mais dinheiro em caixa.

Pela apuração do blog, esses preços superiores da competição sul-americana vão ser mantidos para as próximas fases. No Nacional, devem ser adotados mais baixos, com alguns em caso de maior atratividade como é caso do clássico com o Vasco.

Para efeito de comparação, a partida diante do Internacional, o Flamengo cobrou R$ 40,00 no ingresso do setor Norte (mais barato) para não-sócios. O público foi de 60.182 pessoas. Mas a renda ficou em R$ 1,4 milhão, sobrando menos de um sétimo para o clube: R$ 187 mil.

Diante do Emelec, pela Libertadores, o ingresso foi bem mais caro, chegando R$ 180,00 no ingresso do setor Norte (mais barato) para não-sócio. O público foi de 36.754 pagantes. A renda, no entanto, atingiu R$ 2,7 milhões, com sobras de R$ 878 mil para o clube.

Há uma diferença na estratégia da diretoria que, em 2017, tinha bilhetes caros quase em todas as partidas, inclusive no Nacional com o time fora da disputa. O novo modelo aumentou a presença de público no Maracanã, atingindo um torcedor que não vinha tendo dinheiro para ir às partidas.

Ao mesmo tempo, na Libertadores, o preço subiu para o público geral em relação a 2017 e desceu para o sócio-torcedor. Neste jogo, aumentou o esquema de segurança com perímetros de isolamento e maiores gastos com ingresso e operações de trânsito.

O objetivo era garantir a proteção ao torcedor após os eventos violentos na final da Sul-Americana, quando houve invasão do Maracanã, agressões e a polícia não conseguiu conter os marginais. Com o novo modelo de operação, o Flamengo tenta garantir que esse tipo de evento não volte a ocorrer e não afaste torcedores que estiveram naquele jogo e ficaram assustados.

A nova política de preços foi possível com a junção de metas financeiras do sócio-torcedor com a bilheteria. Explica-se: antes, os valores subiam muito para incentivar a adesão ao programa onde o ingresso é bem mais barato.

Na avaliação da diretoria rubro-negra, a fase do time, vitórias e derrotas, é o fator que mais influencia a presença do público. Mas sabe que preços de ingressos e segurança também têm peso decisivo no número de rubro-negros que vai ao estádio. Feitas as contas, o clube aposta em uma fórmula com grande variação de preços para atingir públicos diferentes, obter as receitas previstas e ter o Maracanã cheio.

 


Redução de Copa América ameaça dois estádios em São Paulo como sedes
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A redução do número de seleções na Copa América, de 16 para 12 times, deve diminuir a competição, criou disputa para ser sede do torneio e ameaça uma das vagas em São Paulo. Em 2017, o Comitê Organizador tinha batido martelo que a Arena Corinthians e o Allianz Parque estariam dentro do torneio. Mas, agora, há pressão por diminuição de sedes e uma discussão se cabe deixar duas na mesma cidade.

O plano inicial da Conmebol era ter 16 seleções na Copa América, incluindo México e EUA. Só que não houve acordo com a Concacaf (Confederação da América Central, do Norte e do Caribe) nem sobre calendário, nem sobre divisão comercial de receitas. Resultado: entraram apenas Qatar e Japão como extras além dos 10 times da América do Sul.

Aliado a isso, há um problema de contratos antigos de direitos de televisão (com a Globo e com a Datisa) que impacta nas receitas da competição. Menos dinheiro arrecadado, menos recursos para organizar o evento. Isso levo à conclusão de que é necessário ter um formato enxuto com poucas sedes.

Pelo plano atual, a ideia é fazer em até seis sedes. São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador são certos. Assim, teoricamente, os paulistas teriam dois estádios pela estratégia traçada no início. Mas há uma pressão pela inclusão de outra sede no Nordeste, com disputa entre Fortaleza e Recife. Isso já contando com uma possível exclusão da capital Brasília.

Diante desse quadro, já existe uma discussão na CBF e na Conmebol se um excesso de jogos em São Paulo acarretaria em desinteresse de parte do público se não forem confrontos interessantes. Outra corrente defende o contrário: é o mercado mais forte economicamente e portanto tem público para um número maior de partidas. Caso se decida por uma sede em São Paulo, o Allianz Parque e a Arena Corinthians disputariam uma vaga.

Em paralelo, já se iniciou o processo técnico para avaliar cada um dos estádios. Serão verificados não só estrutura dos dois estádios como se acordos prévios de marketing de cada arena, que poderiam dificultar a ocupação pelos parceiros da Conmebol. Neste caso, o Allianz Parque é um estádio mais bem sucedido em sua exploração e portanto tem mais compromissos a realizar do que a Arena Corinthians. Mas é certo que a WTorre demonstrou interesse em sediar os jogos.

Para além da avaliação técnica, o comitê organizador da Copa América terá de equilibrar a questão dos custos da competição com o número de sedes. Por isso, se a Conmebol for capaz de levantar mais dinheiro com patrocinadores e alguns direitos de TV, aumenta a chance de mais estádios. Até porque já haverá pressão pela inclusão de mais sedes. A confirmação da Arena Corinthians e do Allianz Parque juntos na Copa América, que antes era certa, agora depende desse cenário.


Fifa tenta aprovar às pressas novo Mundial de Clubes com oposição da Uefa
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tenta marcar uma reunião às pressas no final de maio para aprovar um novo Mundial de Clubes que renderia um valor bilionário a entidade e a times. Mas há oposição forte por parte da Uefa que não concorda com acelerar o processo sem que todos os detalhes sejam conhecidos.

A polêmica começou quando Infantino apresentou uma proposta de US$ 25 bilhões pelos direitos de um Mundial de Clubes e uma Liga das Nações. Quem fez a oferta foi um grupo de investidores liderados pelo japonês Soft Bank, conglomerado que exigia uma resposta rápida.

Infantino já desenhou um projeto em que a Fifa ficava com 51% das ações da empresa que controlaria as competições, e dividiria os recursos entre clubes e federações para atrair seu apoio. A ideia era ter 24 times, mas até há abertura para discutir o formato em caso de oposição dos clubes. A questão é a resistência da Uefa.

Nesta quarta-feira, a cúpula da entidade europeia se reuniu e expressou ''sérias reservas sobre o processo'', citando o timing e a falta de informações. Houve críticas de dirigentes europeus a falta de transparência e que Infantino estaria vendendo o futuro do futebol sem pensar em seu desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o presidente da Fifa manobra para ignorar a Uefa. Ele avisou membros do Conselho da Fifa que pretendia realizar uma reunião de urgência em Zurique até o final de maio para já aprovar o Mundial, segundo informações obtidas pelo blog. O encontro ainda não foi marcado oficialmente porque precisa de concordância dos outros integrantes do Conselho, o que não aconteceu.

Se na Europa existe resistência por parte de ligas e da Uefa, cartolas da América do Sul concordam com a pressa de Infantino em acelerar o processo. Entende que a proposta é bastante substanciosa e representaria um ganho para todos em termos de receitas.

Uma questão é que Infantino tenta convencer os grandes times europeus a participar do torneio, lhes dando a oportunidade até de opinar sobre o formato, em reunião que esteve com os gigantes do continente. Em compensação, não se preocupou em se reunir com clubes de outras regiões como a América do Sul, Ásia e África.


Corinthians e Fla não aceitam cota igual e venderão placas separadamente
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Flamengo e Corinthians decidiram ficar de fora do grupo de 18 clubes que aceitou uma proposta pelo pacote das placas publicitárias do Brasileiro-2019 porque entendem que podem ganhar mais negociando individualmente. Ambos não aceitaram receber cotas iguais às outras equipes. A proposta para outros clubes só depende de detalhes contratuais para ser assinada.

A princípio, a proposta pelo pacote de placas do Brasileiro não muda apesar de perder 20% das partidas sem Flamengo e Corinthians. Ou seja, os outros times poderão dividir em torno de R$ 137 milhões por ano, oferecido pelo grupo de investidores organizado pelo banco Riza Capital. O time carioca e paulista aceitaram participar da venda conjunta de direitos internacionais, que todos os clubes assinaram.

A diretoria do Corinthians decidiu ficar de fora da negociação das placas porque pretende incluir os ativos como mais uma propriedade da sua arena, que precisa ter aumento de receita. Então, por exemplo, a venda de naming rights poderia ser acrescida de placas, ou de um acerto com um patrocinador do clube. Enfim, haverá flexibilidade para aumentar a receita.

A diretoria corintiana precisa aumentar a receita da arena para cobrir um pagamento mensal de R$ 6 milhões pelo empréstimo do BNDES. Atualmente, as rendas de bilheteria não são suficientes para fechar essa conta.

Já o Flamengo não quis aceitar a divisão igualitária dos valores das placas. O entendimento da diretoria rubro-negra é que sua marca tem maior valor e por isso deveria receber mais.

Como já acertou um contrato longo com o Maracanã, que ainda precisa de aval definitivo, o clube poderá explorar esse ativo dentro do estádio. Há inclusive um acordo com uma empresa de marketing para vender outras propriedades da arena como propaganda em telões. Assim, o Maracanã se torna mais rentável para o clube rubro-negro.

Ambos os clubes entendem que, desta forma, podem ganhar um valor superior aos R$ 7 milhões que seriam destinados a cada clube por ano.

Tradicionalmente, as placas em volta do campo no Brasileiro eram negociadas pela Globo que pagava um montante único aos clubes. Para o contrato de 2019, essa propriedade ficou do lado de fora. Em conjunto com os clubes, a CBF criou uma concorrência com agências de marketing para negociar as propriedades. Uma comissão de times definiu a melhor proposta entre agências concorrentes.

Segundo envolvidos na negociação, contratos de transmissão com a Globo preveem que a emissora continuará a exibir as placas como faz atualmente. Essa é uma pre-condição para o acordo com os 18 clubes.


Fla deve suspender contrato de Guerrero e vê renovação difícil
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Surpresa com o aumento da punição do atacante peruano, que está fora da temporada 2018, a diretoria do Flamengo deve suspender o contrato de Guerrero, e avalia como difícil sua continuidade no clube. Dirigentes veem como inviável ficar pagando salário ao jogador sem que ele possa jogar. Ao mesmo tempo, analisam como complicado renovar para 2019 ainda que o atacante tenha prestígio no clube.

O CAS  (Corte Arbitral do Esporte)  aumentou a pena do atacante peruano por doping de seis para 14 meses em sentença anunciada nesta terça-feira. Ele ficou fora da Copa e não poderá mais jogar nesta temporada de 2018. Sua suspensão foi por conta de um exame antidoping positivo para metabólico da cocaína, encontrado no chá de coca.

O contrato do Flamengo com Guerrero vai até agosto de 2018. A tendência é o clube aplicar nova suspensão no compromisso para deixar de pagar seu salário, assim como fez em dezembro no anúncio da punição. Mas a decisão ainda passa sob avaliação do departamento jurídico. Pela legislação da Fifa, o Flamengo pode suspender o acordo quando não tiver relação com o caso.

A cúpula rubro-negra gosta muito de Guerrero e vê a punição como um injustiça cometida contra o jogador. A avaliação é de que ele não teve nenhum ganho esportivo com o doping e, ainda assim, sofreu uma punição muito severa que o tirou do Mundial e do clube.

Ao mesmo tempo, a diretoria do Flamengo vê um cenário complicado para renovar com o jogador. Um novo contrato só valeria a partir de 2019 quando haverá um novo presidente no clube. Há eleições marcadas para o final do ano no clube. Ainda não há uma decisão sobre o assunto, mas é avaliado como complicado renovar um contrato alto sem o cenário definido.

Dentro do Flamengo, havia a esperança de que sua pena não seria aumentada já que o tribunal reconhecia que ele não teve ganho esportivo. Mesmo assim, o CAS afirmou que houve falha e certa negligência do atacante e por isso teria de dar uma pena entre um e dois anos.

Outra questão será a necessidade de o Flamengo contratar mais um atacante. Por enquanto, o time conta com Dourado e Lincoln, recém-promovido da base. O clube ainda não analisou se esses dois serão suficientes para concluir a temporada, ou se haverá nova contratação.


Clubes negociam placas e direitos no exterior do Brasileiro por R$ 137 mi
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Com Pedro Ivo Almeida

Os clubes aceitaram a proposta de um grupo de investidores pelos direitos de placas no país e internacionais do Brasileiro por R$ 137 milhões por ano. Houve uma concorrência conduzida pela CBF e esta foi a maior oferta avaliada pelos times e pela entidade, faltando acertar detalhes contratuais. Flamengo e Corinthians estão fora do acordo das placas. Tudo terá divisão igualitária dos recursos.

A notícia foi veiculada primeiro pela ''Veja'' e confirmada pelo UOL. Houve uma concorrência que reuniu várias agências. Pela avaliação, foi vencedora a proposta do grupo de investidores coordenado pelo banco de investimentos Riza Capital. Entre os investidores, estão Patricia Coelho, Cesar Rocha (ex-presidente do STJD) e Alexandre Grendene. Sua proposta foi de R$ 550 milhões por quatro anos de contrato, o que dá R$ 137,5 milhões por temporada.

O pacote envolve todos os direitos do Brasileiro no exterior e as placas de 18 times no território nacional. Só ficaram de fora das negociações de placas o Flamengo e o Corinthians, que, no entanto, estão incluídos no acordo internacional. Os dois clubes negociarão em separado as placas de seus jogos em casa.

''O mais importante é que, além de ser a melhor proposta, a empresa está disposta a atuar junto com os clubes na promoção do futebol brasileiro no exterior com a venda dos direitos. Os clubes querem participar'', afirmou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antonio Lage, um dos que participou da comissão de clubes que negociou o contrato.

''Não vai haver reversão porque essa foi a melhor proposta. Só falta acertar detalhes'', explicou Lage. Outros clubes confirmaram o acordo, ainda sem assinatura de contrato. Houve outras propostas de empresas como a IMG que participaram da concorrência.

O dinheiro será dividido igualmente entre todos os 20 clubes da Série A. Isso significa que cada um ficará com um valor pouco menor do que R$ 7 milhões por ano. Historicamente, os clubes arrecadam pouco com direitos internacionais do Brasileiro.

As placas, no entanto, são um ativo valioso que antes era comercializado pela Globo que o adquiria em contratos separados dos clubes. Para o ano de 2019, a emissora abriu mão de atuar neste mercado


CBF pede a Corinthians e Grêmio liberação de atletas antes da Libertadores
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Com Pedro Ivo Almeida

A comissão técnica da seleção vai conversar com Corinthians e Grêmio para tentar liberar Cássio e Geromel antes dos jogos finais dos clubes na primeira fase da Libertadores. Mas a própria CBF reconhece que os dois times têm a prerrogativa de segurar os jogadores, de acordo com as regras da Conmebol.

Pelas regras da Fifa, o período entre 20 e 27 de maio deveria ser para o descanso de atletas. Na Europa, teoricamente, os atletas convocados não podem mais jogar a não ser a final da Liga dos Campeões. Só que, na América do Sul, pode haver jogos neste período.

A apresentação da seleção está marcada para segunda-feira. Então, Cássio e Geromel chegariam três ou quatro dias atrasados. Isso porque o Grêmio joga no dia 23 de maio, contra o Defensor, e o Corinthians, no dia 24 de maio, diante do Milionários.

''A Conmebol mandou uma carta para nós dizendo que os clubes têm essa prerrogativa de ficar com os atletas neste período'', contou o coordenador técnico da seleção, Edu Gaspar. ''Na quarta-feira e na quinta, eles poderiam jogar pelo clube, mas vamos conversar com o clube. Seria responsabilidade dos clubes segurar os atletas quando já estariam convocados. Vamos explicar isso.''

A palavra final, no entanto, será dos próprios clubes que poderão negar a convocação antecipada. No início da semana, estão previstos exames e testes físicos, considerados essenciais pela comissão técnica. Contundido, Fagner irá se apresentar no prazo.


Lista final de Tite mostrará seu plano B para a Copa
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É costume às vésperas de convocações para a Copa uma discussão em torno de nomes, quem vive o melhor momento, quem é mais talentoso, etc. Mas a lista de Tite também mostrará qual a sua aposta como plano B para o Mundial, isto é, se seu time favorito tiver dificuldades. O plano A do treinador está bem desenhado com algumas variações aqui e acolá.

O atual time titular de Tite é previsível com Alisson, (Fagner ou Danilo), Miranda, Thiago Silva, Marcelo, Casemiro, Fernandinho, Paulinho, Philipe Coutinho, Gabriel Jesus e Neymar. Estão ali como quase titulares Marquinhos e William, este atuando pela direita e deslocando Coutinho para o meio.

A questão são as brechas da lista. Será que Tite levará um pivô como estudou e testou? As opções não são tão atrativas como Willian José, pouco testado e um nível abaixo dos outros dois centroavantes da seleção. Mas, sem essa opção, o treinador não terá a chance de bola aérea quando enfrentar linha de cinco jogadores na defesa.

Ao abrir mão do gremista Luan, o mais provável, Tite se afasta do jogo com falso nove. Terá em Firmino, sim, um centroavante que sabe armar como tem provado no Liverpool. Mas, ainda assim, alguém que não deixa de ser um nove.

Outra discussão é em relação a um jogador que dê ritmo ao time, ou seja, uma espécie de articulador que gire a bola quando o time não achar caminhos na defesa rival. O Brasil não tem esse jogador de primeiro nível, como são um Kroos, um Iniesta ou Modric. Mas Tite busca esse atleta.

Um candidato era Diego, mas sua queda de rendimento no Flamengo indica que deve ficar fora da lista. Outros que disputam essa posição são Fred e Giuliano, mas ambos não têm exatamente a característica de ditar o ritmo do time inteiro. Renato Augusto, que já foi esse jogador para Tite no Corinthians, está mais lento, o que dificulta sua variação de ritmo. Talvez o único jogador como potencial para essa posição seja Arthur: a questão é se o técnico apostará em sua juventude.

Sem o atleta ideal, Tite talvez opte por um jogador mais incisivo como o corintiano Rodriguinho. Seria mais um meia com característica de entrar na área para finalizar no elenco. A saída de bola estaria entregue a Casemiro e Fernandinho, juntamente com os dois laterais, figuras centrais na articulação do time.

Essa é outra questão. Sem Daniel Alves, Tite perde mais do que um lateral, perde um armador pelo lado do campo. Bom jogador, Fagner sabe defender e articular jogadas, mas está longe do nível do titular. Tite buscará em Danilo e em uma eventual surpresa de Rafinha uma forma de fechar essa brecha? É outra pergunta que será respondida na convocação.

Fora titulares indiscutíveis, o técnico da seleção é conhecido por priorizar não necessariamente o jogador mais talentoso, e, sim, o mais capaz de executar determinada função com eficiência. A definição da lista de Tite passará, portanto, por montar esse quebra-cabeça de características atletas dentro de seu elenco, buscando maiores alternativas de jogo. Exceção a isso, talvez, apenas na escolha do terceiro goleiro.