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Flu tem imagem e patrocínios afetados por tapetão, diz mercado

rodrigomattos

17/12/2013 06h00

( Para seguir o blog no Twitter: @_rodrigomattos_)

O benefício no tapetão afeta a imagem do Fluminense no mercado. A avaliação é da maioria de profissionais do mercado de marketing esportivo ouvidos pelo blog.  Ou seja, na opinião deles, o clube se associa a aspectos negativos e tem reduzida sua capacidade de atrair patrocinadores por se aproveitar de uma decisão fora do campo para ficar na Série A.

Nesta segunda-feira, a 1a comissão disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) tirou quatro pontos da Portuguesa por escalar de forma irregular o jogador Heverton. Com isso, o time tricolor carioca se salvou da Série B.

Especialistas atuantes no mercado de marketing ainda ficam divididos sobre os efeitos negativos na credibilidade do Brasileiro por conta da decisão do rebaixamento no tapetão. E todos concordam também que houve grave dano às imagens de Vasco e de Atlético-PR por conta da briga generalizada na última rodada.

"(Fluminense) É o único clube que caiu dos grandes que não caiu nesta era dos pontos corridos. Fica como vilão. Na minha opinião, isso afeta, sim (a imagem). Já está marcado. A empresa que for analisar o clube como plataforma vai pensar", afirmou Alessandro Martinelli, diretor-geral da agência Publicis, que atua na captação e ativação de patrocínios em esporte.

Para Thales Paoliello, da agência Monday, há um impacto no curto prazo na imagem do tricolor carioca. "Acho que em um primeiro momento a empresa que pensava em investir no Fluminense vai pensar nisso. É no curto prazo", explicou ele. Sua empresa atua justamente fazendo captação de patrocínio para futebol e esporte em geral. Ele lembrou, porém, que o a equipe já tem um patrocinador forte, a Unimed.

"O imbróglio vai prejudicar não só o Fluminense como todo o Brasileiro. O Fluminense vai ter que adotar uma estratégia de comunicação, de marketing, assim como quem cuida do Brasileiro. O torcedor vai começar a desconfiar de tudo", analisou Rafael Plastina, que atua na consultoria de marketing esportivo em sua empresa Score Sports Bussiness. "Ressalto que as pesquisas não mostram que há uma conexão entre as notícias negativas e a marca que anuncia no clube. Mas, na hora de tomar uma decisão, é claro que a empresa vai pensar nisso, no risco. Ela vai ter medo."

"Não creio que as marcas que estão associadas ao Fluminense serão afetadas por esta virada de mesa. Vale ressaltar que a UNIMED tem uma relação com o Fluminense que vai  além de um patrocínio tradicional e neste caso sim a empresa poderá sofrer respingos deste episódio", observou Valdinei Fujarra, da Fujarra Marketing Esportivo.

O único que entende que não haverá reflexo na imagem do Fluminense é Harrison Baptista, que atua também como consultor de marketing esportivo. Mas ele ressalvou que, para sair ileso, o clube tem que saber se comunicar como os torcedores porque, sim, há uma crise em relação a sua imagem.

"Fica essa imagem de que o Fluminense está sendo beneficiado. Não podem linchar o clube. Tem que saber se comunicar, passar a imagem correta. Se não fica complicado. Não pode deixar correr versões. Tem que ser transparente", analisou Baptista, que já foi responsável pelo marketing do Flamengo.

Em relação ao Brasileiro, as posições são divididas sobre os efeitos negativos do tapetão no campeonato. Plastina vê um ponto de interrogação e de maracutaia no Nacional após a decisão. Mas Baptista entende que, se houver transparência e segurança jurídica no campeonato, não há problema.

"Acho que perde credibilidade, mas depende de como vai ser a reação do consumidor. Se o consumidor de fato decidir boicotar, como temos visto nas mídias sociais, então a gente terá o campeonato afetado", contou Alessandro Martinelli.

O consenso é em relação aos efeitos negativos na imagem do Vasco após a briga em Santa Catarina. A Nissan, patrocinadora do clube, já decidiu pelo rompimento do contrato.

"Isso tem um impacto muito grande. Não é a primeira vez que torcedores do Vasco se metem em confusão. Pode ter ali um torcedor usando a camisa com a marca do patrocinador. Impacta, não é legal", analisou Paoliello.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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