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Rodrigo Mattos

No grito da torcida, Corinthians festeja Pacaembu e falhas do Fla

rodrigomattos

27/04/2014 18h53

No adeus ao Pacaembu, a emoção esteve mais na arquibancada com os quase 40 mil corintianos que se despediam do tradicional palco do que no campo na partida entre Flamengo e Corinthians. Os times mais populares do país exibiram um futebol apenas razoável com poucas chances de gol. Ganhou a equipe que errou menos e aproveitou as falhas dos rival.

Assim como em outras partidas, o time corintiano entrou mais concentrado na marcação, inclusive como tática ofensiva, visto que pressionava o adversário no campo de ataque. É na retomada de bola perto do gol que Mano Manezes aposta para fazer o gol. Do seu lado, o Flamengo tentava sair tocando a bola, mas a lentidão facilitava as coisas para a defesa do time paulista.

Foi necessária uma falha da defesa rubro-negra em escanteio para que Guilherme fizesse o gol corintiano após toque de Guerrero. O gol não mudou o estilo corintiano, até o favoreceu.  Já o Flamengo se mostrava sem nenhuma alternativa para atingir o gol rival.

A expulsão de Léo Moura por entrada dura em Petros, quase no final do primeiro tempo, mudou um pouco o panorama da partida, por incrível que pareça em favor do time rubro-negro.

Para o segundo tempo, a equipe carioca se tornou mais rápida com as entradas de Nixon e Lucas Mugni: tinha as melhores chances do início desta etapa em cruzamentos na área.

Só que o Corinthians era muito mais consistente. As roubadas de bola corintianas voltaram a fazer efeito e Jádson quase aumentou o placar em boa defesa de Felipe. O buraco no lado direito do Flamengo se fez sentir quando Fábio Santos aproveitou para cruzar para Gil fazer o segundo gol.

Suficiente para explodir com mais força a festa no Pacaembu. Diante de um adversário já morto, os corintianos cantavam que são a maior torcida do Braisl para provocar os rivais. Se as pequisas não confirmam essa alegação, é certo que a torcida fez uma bela festa como há muito não se via no estádio. Uma despedida à altura da história do clube na arena.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.