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Futebol mudou na Copa-2014, mas a Alemanha é máquina de bola

rodrigomattos

30/06/2014 19h55

Essa Copa-2014 tem, sim, revelado mudanças no futebol mundial. Dois classificados africanos às oitavas de final, a Costa Rica nas quartas, campeões decadentes como Inglaterra, Itália e Espanha, um jogo ofensivo como não se viu em edições anteriores. Mas, por mais que o esporte mude, a Alemanha continua a ser protagonista, como provou diante da difícil partida da surpreendente Argélia.

Comprovou o dito popular entre ingleses: "Futebol é um jogo entre 22 homens em que no final os alemães vencem." E triunfaram mais uma vez, confirmando sua participação nas quartas de final pela oitava vez seguida.

O início revelou sustos. Jogadas de Feghouli e Sliman – muito rápidos, mas não precisos – estiveram perto de superar o goleiro Neuer. Uma prova disso é que o goleiro estava jogando quase como líbero, matando diversos contra-ataques para conter a velocidade dos argelinos. Os africanos estavam mais perto do gol.

Mas a Alemanha melhorou no segundo tempo, e passou a usar todo o arsenal que tornou seu futebol dominante nos últimos anos na Europa. Schweinsteiger, Kroos, Müller, Özil e Schürrle giravam no ataque, auxiliados por vários jogadores que vinham de trás.

Ao final, foram 22 chutes alemãs, contra sete da Argélia. E a maioria dos arremates dos europeus foi no gol, salvos por Rais, em tarde inspirada. Heróicos, os argelinos aguentaram por 90min.

Só que uma máquina como a alemã, azeitada em anos de tradição no futebol e em uma renovação na última década, não pode ser batida facilmente. Seu time que tinha 78% da posse de bola, contra parcos 22% dos rivais. De tanta insistência, Schürrle, enfim, fez o gol meio de letra, meio estabanado, após o cruzamento de Müller.

Os argelinos não se deram por batidos, e continuaram a tentar um contra-ataque salvador. Mas já lhes faltavam pernas quando Özil fez um gol de pelada, aproveitando um rebote em jogada que dois alemães tabelaram na frente de Rais fora da meta. Justo que no último minuto da prorrogação Djabou tenha descontado. Pela luta do time africano.

Todos os favoritos tiveram dificuldades até agora nas oitavas, Brasil, Alemanha, França e Holanda. Só a surpreendente Colômbia ganhou com sobras do Uruguai. Agora, será a vez dos germânicos enfrentarem seus rivais franceses, nas quartas de final, no Maracanã. Uma partida do tamanho do estádio carioca.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

Rodrigo Mattos