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Brasil tem dupla de zagueiros mais decisiva de sua história

rodrigomattos

04/07/2014 19h03

O histórico da seleção brasileira é repleto de boas, e até excepcionais, duplas de zaga. Há Aldair e Márcio Santos, em 1994, ou Lúcio e Juan, em 2006, apesar da eliminação. Mas o jogo brasileiro sempre foi centrado no desempenho dos seus atacantes. Até esta Copa-2014 quando os zagueiros David Luiz e Thiago Silva tornaram-se figuras centrais na frente e atrás, decisivos na vitória sobre a Colômbia e na vaga nas semifinais.

Foram deles os três gols do Brasil nas partidas eliminatórias até agora. Foram deles boa parte dos lançamentos brasileiros para atacantes, diante de uma inoperância do meio de campo em determinados momentos. Foram deles as atitudes heróicas que levaram o time à frente, que encorajaram os outros pelos exemplos.

Nesta quartas de final, os dois defensores brasileiros inverteram papéis no primeiro gol brasileiro. Ao contrário do que ocorreu contra o Chile, David Luiz subiu na primeira bola -nem sei se raspa nela – e Thiago Silva completou para o gol.

Foi o início de um primeiro tempo em que o Brasil jogou como ainda não ocorrera neste Mundial. Pressionou e intimidou o adversário. Foi superior o tempo inteiro. Era para ter saído com uma vantagem maior, tivesse um atacante de verdade em campo e não o nulo Fred. Hulk tentou, mas não calibrou o pé. Neymar esteve bem na primeira etapa, mas piorou após o intervalo até sair machucado.

A volta do intervalo mostrou uma seleção mais desgastada pela pressão exercida na primeira etapa. Ainda suportou até a metade da segunda etapa um jogo equilibrado, mas cedeu o domínio aos colombianos depois disso.

Com os marcadores cansados, James Rodriguez, melhor da Copa até agora, passou a controlar o jogo. Distribuía bolas com brilhantismo, ameaçava com dribles, com chutes. O que tentara fazer na primeira etapa, mas foi caçado pelos volantes brasileiros. Sua saída é uma grande perda para o Mundial.

Mas, de novo, os zagueiros brasileiros resolveram a situação do time. David Luiz acertou uma cobrança preciosa, com queda em folha seca à la Didi. Verdade que contou com certa colaboração de Ospina.

Chegou a hora então de os dois recuarem de vez e defenderem a meta brasileira. E estiveram bem, apesar de perderem uma ou outra bola no alto. O gol de Yepes foi bem anulado pois ele estava impedido.

Diga-se: a arbitragem foi péssima, permitindo entradas duras sem cartão dos dois lados, e cometendo seguidos erros técnicos. Poderia ter estragado o jogo.

Saiu o gol de desconto no pênalti de James, que havia criado o lance que levou a Júlio César a cometer a falta dentro da área. Conclusão: mais pressão para os defensores evitarem até o final. Fora o cartão amarelo de Thiago Silva, que o tira do próximo jogo, não há nada a reparar na atuação deles, responsáveis pela classificação à semifinal para pegar a Alemanha.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

Rodrigo Mattos