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'Mundial' do Palmeiras não terá troféu ou certificado: só carta da Fifa

rodrigomattos

19/08/2014 06h00

A Fifa reconheceu a abrangência mundial do título da Copa Rio conquistada pelo Palmeiras em 1951, mas não deve dar nenhum prêmio ou documento de certificado ao clube. O protocolo se limitará a uma carta mandada para o clube e para a CBF

"Na sequência da decisão do Comitê Executivo no dia 7 de junho de 2014, uma carta foi enviada para a CBF e para os clubes respectivos. Não há planos de entregar nenhum troféu a mais ou um documento", afirmou a assessoria da Fifa ao blog.

Portanto, se a diretoria quiser comemorar a conquista na festa do centenário, no dia 26, só poderá usar a carta além, óbvio, da própria taça da competição. A assessoria do Palmeiras não confirmou ao blog se já recebeu o documento da entidade.

O procedimento é parecido com o tratamento dado pela Fifa ao Mundial Interclubes, que a entidade reconhece como título de abrangência planetária sem conceder distinção ou honraria. Assim, diferencia os do seu campeonato mundial, inciado em 2000.

Também não há planos da Fifa de estender o reconhecimento a outras competições, o que pode brecar a intenção do Fluminense de obter chancela igual para a Copa Rio-2012. "(A decisão) não se refere a outras competições", pontuou a assessoria da Fifa, que continua a errar o nome do time alviverde em seus e.mails, chamando o de Palmeiras Futebol Clube.

O Comitê Executivo da Fifa analisou a validade da Copa Rio a partir de requisição do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante a realização da Copa-2014 em que a entidade mantinha boa relação com o governo. O político é palmeirense fanático, assim como o membro do comitê Marco Polo Del Nero é conselheiro do clube. Anteriormente, ao analisar dossiê mandado pelo clube, a federação internacional não dera nenhum reconhecimento ao título.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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