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Rodrigo Mattos

Após dura da Fifa, CBF admite ajuste na bola na mão, e erro no clássico

rodrigomattos

24/09/2014 17h01

Após dura do diretor de arbitragem da Fifa, o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, concordou com a posição da federação internacional sobre a bola na mão, admitiu erros no Brasileiro e prometeu ajustes com novos esclarecimentos aos juízes. Ele disse que falhas ocorreram por causa de interpretações dos juízes, mas que a orientação da confederação foi correta, e igual à da entidade máxima do futebol. Essas foram suas declarações ao blog.

Entre os erros admitidos, agora, estão as marcações do pênalti para o Corinthians no clássico contra o São Paulo (Antônio Carlos), e o contra o time alvinegro para o Flamengo (Fagner). Em ambos os casos, no entanto, ele faz a ressalva de que os juízes foram induzidos a interpretar de forma errada na circunstância do jogo.

Ao ler as afirmações do presidente da comissão de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, dadas ao "Estadão" e outros veículos, Corrêa concordou com todas as falas sobre ser absurdo marcar faltas em todas as bolas nas mãos.

"Não estamos falando com os árbitros para marcar toda bola na mão. Estamos explicando a interpretação recente que foi dada em curso pelo Jorge Larrionda (instrutor da Fifa) para nossos instrutores. Acontece que houve árbitros que se equivocaram na interpretação", analisou Corrêa. "O que ele (Busacca) diz está correto. Só deve se marcar em movimentos anti-naturais."

A confusão começou porque a Fifa decidiu detalhar a interpretação da bola na mão, incluindo o movimento anti-natural do braço como provocador de faltas. Em cursos antes e depois da Copa, instrutores da CBF receberam orientações de como deveriam agir em relação ao lance. E houve uma explosão de pênaltis no Brasileiro depois dessas explanações.

Ao detalhar todos os lances polêmicos recentes, Corrêa deu uma posição diferente da anterior em relação ao pênalti para o Flamengo no jogo contra o Corinthians. Para ele, agora, não foi pênalti. Mas disse não ter mudado sua opinião. "O que disse antes é que o movimento poderia levar a essa interpretação. Quatro instrutores aqui entenderam como bloqueio. Então, teria essa interpretação no jogo. Penso com a cabeça do árbitro no jogo", explicou. "Mas o chute foi muito em cima."

Explicação similar ele deu para o lance do são-paulino Antônio Carlos no clássico contra o Corinthians, em que foi marcado pênalti. "O quarto árbitro que marcou viu o movimento do braço de frente. Poderia ter interpretado desta forma (movimento anti-natural). Não foi", finalizou.

Outro erro apontado por ele foi no jogo entre Bahia e Botafogo, no pênalti assinalado em favor do time alvinegro em que a bola bateu na mão de um jogador do tricolor baiano.

Para esclarecer os juízes, Corrêa está mandando entrevistas feitas pela imprensa, e vídeos feitos pelo site da CBF, para delegados de jogo.

"Estamos dando orientação. Não fazemos legislação, quem faz é a Fifa. Não dá para falar com todo mundo (árbitros) depois do curso. Vamos ter que ajustar. Vamos usar todos os meios de informação. E contamos com a ajuda da imprensa", observou. E definiu com uma frase sua posição: "Não existe pênalti à brasileira."

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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