Blog do Rodrigo Mattos

Após semana polêmica, CBF atribui erros de árbitros à ‘zona cinzenta’

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A arbitragem da CBF sofreu mais uma semana de críticas por conta de erros em dois jogos decisivos, Atlético-MG x Cruzeiro e São Paulo x Internacional. Questionado pelo blog sobre a atuação dos juízes, o presidente da comissão de arbitragem da entidade, Sérgio Corrêa, atribuiu falhas a lances que criam uma ''zona cinzenta'' em que é quase difícil decidir sempre com acerto.

Prejudicados, São Paulo e Cruzeiro informaram que entrariam com reclamações formais sobre os equívocos. Por isso Corrêa, não quis comentar especificamente sobre a atuação dos dois árbitros: Héber Roberto Lopes e Marcelo de Lima Henrique. Alegou que isso quebraria o ''princípio institucional'' já que a ouvidoria da CBF vai analisar os protestos.

Mas, por e-mail, Corrêa explicou ao blog a que atribui os problemas da arbitragem, e instruções da confederação aos juízes. Lembre-se que a CBF já sofrera uma onda de críticas neste Brasileiro-2014 pelos pênaltis marcados em bolas na mão em polêmica que envolveu a Fifa.

''Como você e nós bem sabemos, apesar de os árbitros deverem estar preparados para suas funções e de as dificuldades dos lances não poderem servir de justificativa para erros, não podemos, como humanos, deixar de considerar que alguns fatos se situam em zona cinzenta e que, com a velocidade do futebol, é quase impossível decidir com absoluto acerto alguns deles'', explicou Corrêa.

Pelas explicações do diretor da CBF sobre orientações aos juízes, fica claro que a culpa em validar o gol irregular de Paulão, do Internacional, foi do árbitro Héber Roberto Lopes. O zagueiro completou para o gol livre após desvio de um companheiro de time.

''O árbitro fica encarregado de ver e informar ao assistente se, após o passe inicial, a bola foi ou não tocada por um  defensor ou por um atacante. Com tal informação, o assistente define se há ou não impedimento'', analisou Corrêa.

No caso do gol impedido de Luan para o Galo não houve desvio, então, o erro é do auxiliar. Na final, ainda houve um pênalti em mão de Jemerson na área. Corrêa explicou, de novo, que esses lances devem ser marcados dependendo de diversos fatores: mão em direção à bola e bola em direção à mão, ações deliberadas do jogador em bloquear a bola, distância e velocidade da bola.