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Rodrigo Mattos

Arena Palmeiras se transforma para show e para jogo decisivo. Veja como

rodrigomattos

03/12/2014 05h00


Construída como uma instalação multiuso, a Arena Palmeiras viu a sua primeira transformação nos últimos 15 dias. Teve sua estreia no primeiro jogo do Palmeiras, mudou para dois shows de Paul Mccartney, e retornou à estrutura anterior para receber a rodada final do Brasileiro. O blog conta como foi esse processo e como a arena funciona em cada evento.

As principais transformações ocorrem nos acessos aos setores, no gramado (óbvio), nas divisórias, em ingressos e na operação. Literalmente, o estádio muda de cara entre um show e um jogo como verificou quem foi a ambos. O processo inteiro durou seis dias, quatro para montagem e dois para demonstagem, por conta das facilidades de adaptação da arena.

O arquiteto da Arena Palmeiras, Edo Rocha, explicou que, inicialmente, pensou-se até em uma arquibancada retrátil que só seria utilizada para os jogos e recuaria nos shows. Não foi implantada. Mas as divisórias de setores flutuantes foram adotadas nos jogos.

"O acesso é bem diferente para a pista e se dá pelos vomitórios que entram direto no campo, e o gradil dos jogos é retirado", contou ele. Vamos as diferenças item a item:

Capacidade

São 55 mil pessoas para os shows e 46 mil para os jogos. A diferença está na pista (gramado), embora tenha que se vender menos lugares sentados porque há assentos que não têm visão do palco. Para as partidas, no entanto, o Palmeiras não pode vender todos os ingressos de determinados setores porque as divisórias criam pontos cegos. No primeiro jogo, foram cerca de 36 mil pessoas.

Divisões

As grades para separar setores do anel interior existem nos jogos, mas foram retiradas para os shows. Explica-se: o Palmeiras cobra mais caro no meio do campo, e menos nos fundos. Nos primeiros shows, não houve diferenciação de preço por lugar no anel, apenas três faixas: anel superior, inferior e pista. As grades provocam pontos cegos e a previsão é de substituí-las por vidros.

Gramado

É utilizada uma proteção de policarbonato com UV, perfurada, que permite que a grama respire. A recuperação da grama, feita pela World Sports, demora sete dias. Assim, como a desmontagem do palco acabou na sexta-feira, haverá tempo para o campo estar bom para o próximo domingo. A avaliação de administradores é de que a grama reagiu bem apesar da forte chuva nos shows, e que não houve poças.

Acesso

Os acessos de quem vai para o anel inferior e para pista acontecem pelo mesmo nível, mas há uma separação posterior entre os dois públicos. Quem vai para a pista entrar em um vomitório (esse é o nome do túnel) sem barreira para o gramado, enquanto os outros são direcionados para as arquibancadas.

Operação

Nos jogos de futebol, a operação é do Palmeiras. Nos shows, quem aluga o estádio encarrega-se de toda a infraestrutura e de atendimento ao público. A W/Torre presta serviço para os Vips que estão em camarotes e oferece comida e bebida para quem fizer um contrato a parte.

Renda

O Palmeiras vende os ingressos e fica com toda a renda da bilheteria de seus jogos, mas paga para a administradora do estádio os custos da operação. Nos shows, a W/Torre cobra um aluguel e ainda fica com a venda de comida e bebida. O Palmeiras tem direito a 5% desse comércio, e a 20% do aluguel.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

Rodrigo Mattos