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Primeira Liga tem triplo do público de Estaduais e jogos rentáveis

rodrigomattos

2021-04-20T16:06:00

21/04/2016 06h00

Encerrada nesta quarta-feira com o título do Fluminense, a Primeira Liga teve uma média de público que representa o triplo do verificado nos Estaduais dos times participantes. A maioria dos 21 jogos foi rentável ao contrário das competições locais. Houve boas audiências na Sportv. As receitas com comercialização do torneio, no entanto, ficaram bem abaixo da expectativa inicial.

A média de público ficou em 12.204 após a final entre Fluminense e Atlético-PR. Os cinco Estaduais que têm os times disputastes (MG, RJ, PR, SC e RS) têm número de pagantes que giram entre 2.500 e 5 mil por jogo. Se fizermos uma média entre eles, ficará em 3.500, menos de um terço da Primeira Liga. Nem o Paulista com média em torno de 6 mil chega perto. Ressalve-se que não foram disputadas as finais desses torneios.

Isso fez diferença em relação à bilheteria para os clubes. Das 21 partidas, 16 foram rentáveis, enquanto cinco foram deficitárias. Nos Estaduais, a maioria dos jogos tem despesa maior do que a renda.

"Diante dos problemas, atendeu a nossa expectativa. É possível ser melhor com certeza. Flamengo e Fluminense, por exemplo, não tiveram o Maracanã para jogar. Se tivessem, é possível que tivesse atingido uma média do Brasileiro", afirmou o diretor jurídico da Primeira Liga, Eduardo Carlezzo.

Tanto que a final foi em Juiz Fora, com público de 23.985, um número bem inferior ao que poderia ser recebido no Maracanã.

No total, a renda dos jogos foi de R$ 7,3 milhões. Consideradas as 20 partidas antes da final, sobraram R$ 4,256 milhões para os clubes, isto é, 63% – ainda não foi possível obter a renda líquida da decisão. Esse percentual é superior ao que os times cariocas, por exemplo, costumam ficar de suas rendas nos Estaduais. Isso porque as federações ficaram com cerca de 6% do total, menos do que costuma ser cobrado no Rio.

A comercialização da competição, no entanto, ficou abaixo da expectativa inicial. O contrato de televisão foi de R$ 5 milhões, bem inferior a Estaduais. Os parceiros comerciais foram a Kaiser e a Penalty. Ou seja, arrecadou-se menos de 10% do esperado inicialmente que era de R$ 80 milhões.

Isso é atribuído pela Primeira Liga à guerra contra a CBF que deixou a realização da competição na corda bamba. Por isso, uma reunião na próxima segunda-feira deve definir o formato para 2017 para levar para uma negociação com a confederação. A ideia é usar sete datas, aproveitando a pequena redução prevista para os Estaduais.

"A ideia é seguir avançando", contou Carlezzo, que promete divulgar os números financeiros da Primeira Liga em breve. Haverá uma festa de encerramento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, na segunda-feira.

 

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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