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Rodrigo Mattos

Clubes vão ao Congresso por eleição na CBF, mas paulistas não participam

rodrigomattos

07/04/2017 12h38

Em reunião em São Paulo, seis grandes clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense) decidiram levar a parlamentares no Congresso a discussão da eleição na CBF. Eles querem que seja esclarecida a Lei Profut para determinar se têm direito de participar da aprovação de mudanças no estatuto, o que tornaria ilegal a alteração feita pela confederação. Os clubes paulistas decidiram não participar do encontro apesar de convidados.

A CBF e as federações estaduais votaram por modificação no estatuto da entidade para concentrar mais poder. As entidades estaduais passaram a ter peso três no voto, os clubes da Série A tiveram peso dois, e os da Série B, peso um. Times não foram avisados.

No entendimento dos clubes, a Lei Profut obriga que as agremiações participem da assembleia geral administrativa para aprovar esse tipo de mudança. Por isso, os dirigentes irão falar com deputados.

"Buscamos o melhor caminho. Não queremos confronto com ninguém. Ficou combinado que cada clube vai consultar parlamentares próximos para saber se o espírito da lei acabou não sendo cumprido. Os próprios parlamentares podem esclarecer. É possível um regulamento também para a lei. Vamos conversar", afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A ideia é que seja feita uma audiência com os parlamentares para eles determinarem qual a interpretação correta da lei. O relator da lei Profut, Otávio Leite, (PSDB-RJ) já afirmou que entende que a lei foi desrespeitada pela CBF e entrou com ação junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro para anular a eleição. Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) também deve ser procurado pelo grupo pois ele entende o direito dos clubes.

A reunião foi marcada em São Paulo justamente para atrair os grandes clubes paulistas. Mas nenhum deles apareceu no encontro embora tenham tido contato telefônico com os presentes. Alguns tinham problema de agenda como os presidentes do Grêmio e Santos que não estavam no Brasil. Mas não mandaram representantes.

Desde que Marco Polo Del Nero assumiu a presidência da CBF, os clubes paulistas têm se posicionado a favor dele e se recusaram a participar de qualquer movimento para discutir questões da confederações, mesmo quando perdem poder como ocorreu no caso das regras da eleição. Ressalte-se que o presidente santista, Modesto Roma Jr, tem feito críticas pontuais à confederação, inclusive sobre a mudança de regra na eleição. Ele não está no Brasil nesta sexta-feira.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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