Blog do Rodrigo Mattos

Por que o Santos preferiu Levir a Seedorf para seu comando técnico

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Quando anunciou a demissão de Dorival Junior, a diretoria do Santos passou a receber ofertas de treinador de diversos cantos, fossem estrangeiros ou brasileiros. Mas, no domingo em que decidiu pela troca, o presidente santista Modesto Roma Junior concentrou-se em dois currículos que faziam sentido para ele: Levir Culpi e Seedorf apesar de ver outras boas opções.

O nome de Culpi surgiu naturalmente na diretoria santista após a saída de Dorival Jr. Já Seedorf foi oferecido por empresário e chamou a atenção do presidente santista, mais do que qualquer outro dos estrangeiros que lhe apresentaram.

De frente para os dois currículos na noite de domingo, Modesto analisou que o holandês estava há algum tempo longe do futebol brasileiro, desde sua saída do Botafogo. Sua readaptação no país poderia levar um tempo, tempo que o Santos não tinha em meio à disputa de três competições, Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

Por outro lado, o presidente santista ficou impressionado com um fato no currículo de Levir. Em boa parte das vezes que ele deixava um clube, acabava voltando alguns anos depois. Isso ocorreu em três clubes, Atlético-MG, Cruzeiro e Coritiba. Para o dirigente, ninguém volta a um clube se não tiver deixado uma marca. Então, a preferência recaiu sobre Levir.

Ressalte-se que o próprio Dorival Jr. tem a mesma característica no Santos. Retornou após um bom trabalho e ficou dois anos. Por isso, tem o respeito da atual diretoria santista que o vê como bom treinador.

A demissão de Dorival Jr. foi decidida menos por causa de resultados, e mais pela insistência por opções que não funcionavam. Por exemplo, a utilização de Yuri na zaga ou deixar Vecchio sem ser aproveitado. O desgaste de dois anos de trabalho pesou. Por isso, chegou a vez de Levir.