Blog do Rodrigo Mattos

Futebol ultraofensivo da Bélgica é um refresco na Copa das retrancas

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Estava sol no Estádio do Spartak, a festa das torcidas belga e tunisiana ao lado de fora era animada, tudo pronto para uma tarde de futebol. Futebol bem jogado, para fazer gols, para encantar. Foi o que a Bélgica apresentou com seu esquema ultraofensivo que destoa na Copa das retrancas.

Não por acaso já que conta com uma linha de ataque composta por Mertens e Hazard nas pontas, com o centroavante Lukaku. Servidos pela classe de De Bruyne, e pelo toque de bola de Witsel. Neste 3-4-3, ainda há um ala esquerdo que mais ataca do que defende em Carrasco.

O ritmo alucinante levou a dois gols em menos de 20min. É certo que atrás o time se expõe bastante, e por isso a Tunísia aproveitava o espaço no meio-campo. Mas dava gosto de ver.

A recuperação de bola era seguida por passes verticais dos meias e corridas alucinantes dos ponteiros Mertens e Hazard, este o melhor do jogo, com sua condução de bola grudada no pé. Com a vantagem, a Bélgica continuava a ter às vezes oito jogadores à frente.

Contra um time de qualidade ofensiva limitada, dava para correr riscos, ainda que tenha tomado dois gols. O dilema belga será quando enfrentar equipes mais fortes como Brasil, Alemanha ou França. Jogadores desses times serão capazes de explorar esse latifúndio no meio-campo. Até porque, ao se defender, forma-se uma linha de cinco (com a volta de Carrasco e Meunier) que está muito atrás, com pouca proteção de De Bruyne e Witsel, lhes falta cacoete de volante típico.

Isso é uma questão para ser respondida mais à frente. De certo, a Bélgica apresentou o futebol mais interessante do Mundial até agora, com seus passes verticais, posse de bola objetiva e qualidade e inteligência nas conclusões das jogadas.