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Neymar tem atraído antipatia estrangeira pelo excesso de quedas

rodrigomattos

23/06/2018 04h00

A cena ocorreu no centro de mídia do Estádio do Spartak, em Moscou: a queda de Neymar no suposto pênalti contra a Costa Rica causa um grunhido de indignação entre jornalistas neutros de outros países. Quando o árbitro Bjorn Kuipers anulou a marcação, houve alguns aplausos.

Não é um fenômeno isolado. Tem sido comum jornalistas estrangeiros pedirem cartões amarelos ou punições pelas simulações ou reclamações constantes do craque brasileiro. Imagens da partida diante da Costa Rica mostram Neymar caindo, ofendendo o árbitro em mais de uma vez e sendo grosseiro ao pedir que este não o toque.

A irritação de Kuipers é evidente nos lances em que manda o brasileiro se levantar. A mesma irritação é vista em outros jornalistas, especialmente europeus, que veem como desrespeitosa as atitudes do jogador brasileiro.

Como bicho papão de Copas do Mundo, o Brasil não é exatamente querido na mídia estrangeira e entre torcedores de outros países com tradição no Mundial. É um pouco o time a ser batido em determinadas circunstâncias.

Mas jogadores de alto quilate como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar (não, ele não está no mesmo patamar técnicos dos outros) costumam causar admiração pelo que são capazes dentro de campo. O adorador de futebol se ajoelha diante do craque quando ele brilha intensamente. É só ver nossa admiração com o português e o argentino.

No caso de Neymar, no entanto, essa admiração cada vez mais se transforma em repulsa. Porque as atitudes do craque brasileiro são vistas como antidesportivas. Parece que está sempre querendo levar vantagem ao torcer as regras do jogo, ao pressionar por decisões favoráveis.

Essa percepção geral, além de aumentar uma já grande pressão sobre ele, espirra para o campo. O departamento de arbitragem da Fifa costuma marcar jogadores com tendência a se jogar demais, e será mais difícil que estes consigam faltas marcadas, mesmo quando forem. No final, não há nada que Neymar tenha a ganhar com o tipo de comportamento que tem exibido nesta Copa.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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