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Bélgica tem produção ofensiva quase igual ao Brasil. Diferença é a defesa

rodrigomattos

05/07/2018 04h00

Uma análise dos números ofensivos de Brasil e Bélgica, rivais nas quartas de final, mostra times com produção praticamente igual na frente, embora os adversários tenham mais gols. Há uma diferença em relação à defesa dos times, bem mais eficiente no caso brasileiro. Diante da seleção, a ofensividade belga deve se repetir, mas com ajustes.

O sistema tático da Bélgica não é igual ao nacional, especialmente em relação à defesa. Enquanto Tite usa seu 4-1-4-1, o treinador Roberto Martínez prefere jogar com três zagueiros com um 3-4-3 que explora a velocidade de seus ponteiros (Mertens e Hazard) e a qualidade de seus armadores (De Bruyne e Witsel).

Com ideias diferente de como ganhar o jogo, a Bélgica chutou tanto a gol quanto o Brasil: foram 77 conclusões para cada um dos dois times. O número de oportunidades de gol é também similar com 73 para os brasileiros e 71 para os belgas. O time europeu, no entanto, tem 12 gols contra sete da seleção.

As duas equipes ainda se igualam na intenção de ter a bola: ambas tiveram mais posse do que os rivais com percentuais quase iguais, 55% a 56%. Deram uma quantidade parecida de passes: Brasil 2282, e Bélgica, 2189. A precisão nos passes também é similar.

Martinez indica que não vai abrir mão deste estilo diante do Brasil . "Você tem que ser taticamente flexível, mas isso não significa escolher um sistema diferente para cada corrida (jogo). Tem que haver uma continuidade, e você tem que se ajustar a cada corrida", observou o treinador, em entrevista ao "Sporza" no dia seguinte a se classificar às quartas-de-final.

Os ajustes necessários parecem ser mais na forma como conter o Brasil. Por que se os times se igualam na frente, o Brasil mostra muito mais eficiência na recuperação da bola por ter um posicionamento bem mais consistente na defesa.

A seleção brasileira conseguiu 183 recuperações de bola, e a Bélgica, 145 durante a Copa. O time nacional também supera em número em chegadas junto (carrinhos ou divididas) para retomar a posse.

Uma consequência de o Brasil ter volantes típicos como Casemiro e às vezes Fernandinho, enquanto a Bélgica tem Witsel e De Bruyne que mais ocupam espaços do que apertam na marcação. Há bastante liberdade para jogar à frente do trio de zagueiros belgas.

Não por acaso o Brasil sofreu apenas um gol na Copa, aquele lance de Zuber diante da Suíça. Enquanto isso, a Bélgica já foi buscar a bola na rede por quatro vezes, uma vez por partida em média. Sofreu dois gols em duas ocasiões, diante de Japão e Tunísia.

 

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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