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Flamengo e MP não chegam a acordo e indenizações serão decididas na Justiça

rodrigomattos

19/02/2019 20h35

O Flamengo e as autoridades públicas não chegaram a um acordo sobre o valor das indenizações para os jovens jogadores mortos no incêndio no CT do Ninho do Urubu. Com isso, Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública vão à Justiça para discutir a reparação para as famílias dos 1o jogadores mortos, e três feridos.

As intenção do Flamengo era negociar um acordo por meio das autoridades públicas e assim pagar os familiares em seguida. O clube fez uma proposta de valores, mas o organismos rejeitaram e pediram mais dinheiro.

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O clube ficou de responder nesta terça-feira e avisou às 19 horas que não aceitaria o valor proposto. Em nota, os organismos públicos disseram que o Flamengo "recusou-se a celebrar um acordo de reparação às vítimas." E completou: "os valores apresentados pelo clube estão aquém daquilo que as instituições entendem como minimamente razoável diante da enorme perda das famílias e demais envolvidos".

Sem acordo, os organismos vão buscar a reparação por meio de ação judicial. Nesta quarta-feira, a defensoria pública já começa a receber familiares de jogadores para orienta-los sobre medidas e informar sobre todas as negociações realizadas com o clube.

Por meio de nota oficial, o Flamengo defendeu sua condução do caso. Primeiro, lembrou que procurou autoridades com a intenção de indenizar as famílias e que tinha como objetivo uma composição amistosa. E ressaltou que participou de reuniões com autoridades para estabelecer critérios para a negociação quando foi solicitado que apresentasse uma proposta.

"Nesta terça-feira (19), após reunião com autoridades daqueles órgãos, o Flamengo – independentemente de processo judicial – ofereceu, por fim,  um valor que está acima dos padrões que são adotados pela Justiça brasileira, como forma de atender com brevidade as famílias de seus jovens atletas", disse o clube.

"O Flamengo teve o cuidado de oferecer valores maiores dos que estão sendo estipulados em casos similares, como, por exemplo, o incêndio da boate Kiss, ocorrido em 2013. Até hoje, vale lembrar, famílias não receberam a  indenização."

Por fim, o clube afirma que reitera a intenção de realizar uma mediação por meio do Núcleo de Mediação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, coordenado pelo desembargador Cesar Cury. Diz que convidará as famílias para essa negociação.

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Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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