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Apesar de críticas, Fla não vê necessidade de trocar o gramado do Maracanã

rodrigomattos

10/07/2019 04h00

Durante a Copa América, jogadores como Messi, Filipe Luís e Suárez criticaram o gramado do Maracanã. Houve até um pedido do lateral brasileiro, que negocia com o Flamengo possível transferência, de trocar a grama do estádio. Mas a diretoria rubro-negra, gestora do estádio, não cogita substituição do gramado agora, preferindo adotar descanso e manutenção.

Foi feita uma troca parcial do gramado antes da Copa América, mas houve pouco tempo de descanso do campo. Houve um Fla-Flu uma semana antes da estreia na competição por causa do calendário apertado da CBF. O acordo entre a dupla Fla-Flu e a organização do torneio foi de cessão do estádio por um mês: recebeu R$ 1,750 milhões em aluguel (R$ 350 mil por partida).

Após jogar pela Argentina no gramado, Messi disse que a bola quicava muito e parecia um coelho. Suárez citou a qualidade ruim dos campos brasileiros, mencionando o estádio carioca. Já Filipe Luís disse ter pedido ao presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, que trocasse a grama porque ajudaria o clube.

No entendimento do Flamengo, o campo do Maracanã precisa de descanso. Haverá um período de oito dias sem jogos. Além disso, o clube pode fazer trocas de partes da grama que não estejam tão boas. A substituição total está descartada – não seria fácil também com jogos seguidos pela temporada.

Mas a avaliação rubro-negra é de que há um bom nível de campo tanto que não haverá necessidade de intervenção para a partida diante do Goiás pelo Brasileiro, no final de semana. E, na visão do clube, a melhoria do gramado também pode se dar de outras formas, e não por troca total. Uma possível mudança no campo pode voltar a ser analisada no final do ano quando acabar a temporada.

O Flamengo e Fluminense assumiram a gestão provisória do Maracanã em abril. Desde então, têm renegociado contratos para aumentar receitas e diminuir despesas. Pelas contas iniciais, têm de gastar em torno de R$ 2 milhões por mês no semestre à frente do estádio. Há possibilidade de extensão por mais seis meses, e depois haverá uma licitação.

 

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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