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Jesus confunde ousadia com afobação e complica Fla na Libertadores

rodrigomattos

25/07/2019 04h00

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

A derrota do Flamengo para o Emelec na Libertadores pode ser colocada na conta do técnico português Jorge Jesus. Cometeu erros no início na escalação, confundiu ousadia com afobação e bagunçou o seu time a ponto de tomar dois gols de um rival mais fraco. Deixou seu time em situação complicada na competição sul-americana.

Ressalte-se que o técnico português enfrentou diversos problemas físicos. Não tinha os dois articuladores do time Everton Ribeiro e Arrascaeta, além de um possível substituto Vitinho.

Era preciso buscar alternativas. Sua aposta foi manter o esquema com 4-1-3-2 com Rafinha atuando na função de Everton Ribeiro pela direita, Gerson pela esquerda, e Diego saindo com a bola.

Não deu certo de início. O Flamengo não exibia a intensidade na marcação na frente, não conseguia trocar a bola pela falta de aproximação dos meias e estava mais uma vez expostos nas laterais. Foi na bola longa que saiu da ponta direita e passou para a ponta esquerda de onde Guerrero cruzou para Godoi marcar.

Foi a partir dos 25min que o Flamengo passou a controlar a bola e dominar o jogo. Faltava penetração, um passe inventivo, uma articulação coletiva. Só houve iniciativas isoladas de Gabriel.

Jesus não mexeu em Rafinha, mas o time rubro-negra melhorou após o intervalo. E teria o domínio total da partida quando ele ganhou uma bola na ponta e tomou um chute na cara de Vega, que foi expulso. A entrada de Lincoln botava o Flamengo em cima do Emelec. Era preciso abafar.

Aí ele decidiu jogar todas as fichas em uma jogada: colocou Lucas Silva e Cuellar nos lugares de Arão e Gerson. Jesus abriu mão do seu meio-campo para ter quatro atacantes, e queimou as três substituições. Suas ideias ofensivas são um frescor no futebol brasileiro, mas, na noite de quarta-feira, ele as confundiu com afobação. Deu tudo errado: Diego se machucou feio, o Flamengo passou a ter dez em campo também e… deixou de ser um time.

Ao final, o time carioca tinha Bruno Henrique armando o time, nenhuma organização defensiva. Esteve arriscado de voltar desclassificado para o Rio de Janeiro. Tomou mais um gol, e ao menos sobreviveu. O problema é que, sem seus principais armadores, é difícil saber se o seu fôlego vai além de quarta-feira.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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