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Ação do Vasco após gritos homofóbicos ajuda a evitar pena no STJD

rodrigomattos

26/08/2019 17h04

A procuradoria do STJD vai instaurar um procedimento para analisar o caso dos gritos homofóbicos de parte da torcida do Vasco para o time do São Paulo. Mas pode nem haver denúncia caso o clube de São Januário demonstre que as manifestações cessaram após a paralisação do jogo e que fique demonstrado o repúdio da agremiação aos cantos. O clube cruz-maltino, de fato, tomou atitudes condenando as hostilidades.

A Fifa determinou em circular que jogos sejam paralisados quando houver manifestações homofóbicas. Há previsão de punição por multa em primeiro caso e depois até a possibilidade de perda de pontos. Aliado a isso, o código esportivo brasileiro prevê punição por discriminação já tendo eliminado o Grêmio por manifestação racista da torcia.

O jogo entre Vasco e São Paulo foi paralisado quando se ouviu da arquibancada "time de veado" em referência aos visitantes. O árbitro Anderson Daronco avisou o motivo e o locutor do estádio pediu para a torcida parar, o que ocorreu. Na súmula, estão as manifestações da torcida, mas não o relato de que os gritos pararam.

O procurador do STJD, Felipe Bevilacqua, afirmou que vai analisar se o clube e o árbitro cumpriram com a instrução da Fifa de fazer cessar os gritos. Inicialmente, ele entende que o Vasco tomou a atitude correta para acabar com a manifestação, mas quer investigar para ter certeza e perguntar ao árbitro. A nota do clube em repúdio à homofobia também contou a favor da defesa vascaína. "O objetivo é educativo. Temos que ter parcimônia", afirmou Bevilacqua.

Se ficar constatado que o Vasco cumpriu com a norma, o clube pode nem ser denunciado. Caso não seja comprovado que o clube tentou evitar as manifestações, haverá a denúncia. A perda de pontos, em uma primeira ação por homofobia, é muito difícil de acontecer porque o objetivo é pedagógico.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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