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Fifa discute limitar elencos a 25 a 30 jogadores, mas CBF é contra

rodrigomattos

31/08/2019 04h00

A Fifa discute limitar elencos de clubes de futebol a um número entre 25 e 30 jogadores para campeonatos nacionais. A CBF demonstrou ser contra essa medida por não ser possível no contexto brasileiro. Essa medida é estudada em um grupo na Fifa e foi debatida em reunião na confederação com diretores de futebol das agremiações nacionais.

"A tendência da Fifa é planejar uma restrição a elenco de 25 a 30 jogadores. Passaram essa informação para a gente. Eu disse que não daria no Brasil", informou o diretor do departamento de registros e transferências da CBF, Reynaldo Buzzoni, que faz parte do grupo de estudos da Fifa, onde há uma maioria de dirigentes europeus. Ele repassou a informação aos clubes nacionais.

A entidade tem cogitado medidas para limitar o poder de superclubes e agentes desde o ano passado. O presidente da federação internacional, Gianni Infantino, tem feito discursos duros pregando controle para esses.

Mas as medidas têm sido pensada analisando o contexto europeu. No Brasil, os clubes têm elencos numerosos em geral acima de 30 jogadores. A CBF tentou impor uma limitação de 40 atletas no Brasileiro-2019, e os times rechaçaram e elevaram para 45 o número final, com direito a trocas.

"Essa limitação de 25 atletas é boa para o técnico, mas não é boa para o gestor no Brasil. O Manchester City pode ter 25 jogadores porque, se perde um, vai lá e pega o capitão do Atletico de Bilbao por 40 milhões de euros. No Atlético, não tenho como fazer isso. Gosto de programar um time com 33, com 11 de transição", afirmou o diretor de futebol do Atlético-MG, Rui Costa.

A CBF quer, sim, limitar o elenco, mas concorda com os clubes brasileiros que isso é inviável nos campeonatos nacionais no Brasil. "Falei para a Fifa que podia ser aplicada a limitação de 25 nos campeonatos internacionais", contou Buzzoni. A Libertadores já tem essa restrição.

Outra medida estudada no grupo da Fifa que pode ter impacto para os clubes é a restrição de empréstimos de jogadores. Segundo Buzzoni, a ideia é que as agremiações só possam emprestar oito jogadores.

Assim, evitaria-se a estratégia de clubes europeus de contratar só por reserva de mercado. No Brasil, também há casos de times grandes que distribuem jogadores emprestados pelo país.

 

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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