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Fla arrecada cerca de R$ 6 milhões por mês com sócio-torcedor

rodrigomattos

11/09/2019 08h00

Com a explosão de adesões ao programa nos últimos meses, o sócio-torcedor do Flamengo já alcança um patamar de receita de cerca de R$ 6 milhões por mês com o programa, segundo apurou o blog. É um valor suficiente para pagar a folha salarial da maioria dos clubes da Série A pelo menos se consideramos o valor registrado na carteira. Nesta temporada, o clube rubro-negro teve mais de 30 mil adesões.

O Flamengo arrecadava em torno de R$ 50,00 por sócio-torcedor em média quando o número de sócios estava em torno de 100 mil. Esse valor é bruto e deve ser descontada a operação. A perspectiva é de que não se altere tanto essa média com as novas adesões, embora ainda não exista um número estimado dentro da agremiação.

Nesta temporada, o clube começou com 92 mil sócios e atingiu agora o patamar de 125.800, segundo a contagem do site do clube (pela manhã, o clube atualizou o número para 129 mil). Com isso, a renda média é de R$ 6,5 milhões por mês. Mas há normalmente uma perda operacional em torno de 10% nesses programas de sócio-torcedor. Ou seja, uma conta realista é de que o clube tenha uma renda bruta mensal em torno de R$ 5,8 milhões com o programa.

Isso não significa que o Flamengo vai arrecadar anualmente esse valor multiplicado por 12 nesta temporada. Primeiro, o sócio começou com menos adeptos e foi ganhando adesão durante a temporada. Em abril, o clube registrava que tinha atingido 105 mil ao final do primeiro trimestre com 13 mil novos sócios no ano. De lá para dá, ganhou mais 24 mil.

Além disso, houve aumento paulatino na arrecadação por sócio como fica claro pelos números financeiros do clube. No primeiro semestre, o clube ganhou R$ 22,8 milhões de receita com sócio-torcedor, o que daria uma média de R$ 38,00 por sócio considerando uma média de 100 mil. Mas, com o Maracanã mais cheio, é previsível upgrades em planos feitos por torcedores.

No orçamento rubro-negro, o sócio-torcedor tem meta junto com a bilheteria para que um item de receita não interfira no outro. A bilheteria do clube também está em alta, com R$ 31 milhões no primeiro semestre. Mas a questão é que, apesar da redução dos custos do Maracanã, ainda é uma operação bem mais cara do que a de sócio. A estimativa da diretoria é de que os dois itens devem ultrapassar com facilidade a meta estipulada para o ano.

PS O texto foi atualizado porque pela manhã o Flamengo atualizou o número de seu sócio-torcedor de 125 mil para 129 mil.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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