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Cabeça-de-chave ajuda Flamengo a evitar perrengues na Libertadores-2020

rodrigomattos

17/12/2019 04h00

O sorteio da Libertadores, como o próprio nome diz, define no acaso o caminho de cada time no início da competição. Mas o histórico da competição mostra que é relevante para o Flamengo ocupar a posição de cabeça-de-chave nos grupos. Nas suas participações nos últimos dez anos, o time complicou-se quando esteve mal posicionado nos potes do sorteio e se deu melhor quando tinha um status superior.

A Conmebol divulgou nesta segunda-feira a lista de potes do sorteio da Libertadores que ocorrerá nesta terça-feira, em Assunção, no Paraguai. Entre os cabeças-de-chave, estão o Flamengo (campeão), Grêmio e Palmeiras pelo ranking da Conmebol, além de River Plate, Boca Juniors, Olimpia, Nacional e Peñarol. São quatro potes, cabeças-de-chave, 2, 3 e 4, este último incluindo times que vêm das fases preliminares.

Há claro a possibilidade de pegar times fortes do pote 1 como Independiente Del Valle (campeão da Sul-Americana) e Racing, além de colombianos Junior e America de Cali no pote 3, e Corinthians e Internacional vindos da pre-Libertadores. Mas o campeão já se livra de Boca e River, além dos brasileiros que não podem estar no seu grupo.

E isso é reelvante se olharmos o histórico do clube. Nas seis participações, as duas melhores campanhas foram em 2019, obviamente, com o título. O time era do pote 2 no sorteio e pegou grupo do Peñarol como cabeça-de-chave, sendo que o time uruguaio tem um péssimo histórico recente na Libertadores. Passou em primeiro.

A outra campanha em que avançou mais foi em 2010. Como campeão brasileiro, o Flamengo era cabeça-de-chave: passou em segundo do grupo como pior segundo em um grupo com Universidad do Chile, Católica e Caracas. Foi até as quartas-de-final após  eliminar o Corinthians. No ano de 2018, o time esteve no pote 3 do sorteio, ficou no grupo do River Plate, passou em segundo e depois saiu nas oitavas-de-final para o Cruzeiro.

Em três edições, o Flamengo foi eliminado ainda na fase de grupos. Foi assim em 2012 quando o time veio da pre-Libertadores e portanto estava no pote 4 do sorteio. caiu no grupo de Emelec, Olimpia e Lanús na última rodada. Em 2014, o time estava no pote 2 e foi eliminado como terceiro colocado, atrás de Bolivar e León. Em 2017, desta vez no pote 3 do sorteio, entrou em grupo da morte com Athletico-PR, San Lorenzo e Universidad Católica. Foi desclassificado na última rodada.

Ao minimizar o potencial de jogos contra times difíceis, a cabeça-de-chave reduz os perrengues para passar da fase de grupos e ao mesmo tempo potencializa uma campanha para ser primeiro no geral. Neste caso, o time passa a decidir eliminatórias em casa. Na última edição, ao passar em primeiro, o time decidiu duas das três eliminatórias (Emelec e Grêmio) no Maracanã. Portanto, o título da Libertadores de 2019, além de ter marcado a história do clube, facilita o caminha do clube o ano seguinte.

Sobre o Autor

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de “O Estado de S. Paulo” em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

Sobre o Blog

O objetivo desse blog é buscar informações exclusivas sobre clubes de futebol, Copa do Mundo e Olimpíada. Assim, pretende-se traçar um painel para além da história oficial de como é dirigido o esporte no Brasil e no mundo. Também se procurará trazer a esse espaço um olhar peculiar sobre personagens esportivas nacionais.

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