Blog do Rodrigo Mattos

Defesa de Guerrero faz novo recurso à Fifa para libera-lo para repescagem
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Os advogados de Paolo Guerrero entraram com uma apelação no tribunal de apelações da Fifa para tentar interromper a suspensão provisória do atacante por doping e permitir que ele jogue pela repescagem do Peru. Mas a expectativa de sucesso não é grande. A maior aposta é mesmo no julgamento de fato do jogador que ocorrerá no final de novembro.

Foi encontrada a presença de do metabolito da cocaína, benzoilecgonina, na urina de Guerrero no exame após o jogo entre Peru e Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. O comitê disciplina da Fifa o suspendeu de forma provisória por 30 dias.

A defesa do jogador tentou um recurso para interromper a suspensão, sem sucesso. Agora, recorreu ao tribunal de apelação da Fifa como informou ''O Globo'', e confirmou o blog. ''É só relacionado à suspensão provisória. A defesa dele temos até o dia 26 de novembro para apresentar porque a audiência será no dia 30. A Fifa deve dar o resultado alguns dias depois'', afirmou um dos advogados de Guerrero Bichara Neto, que admite ser difícil interromper suspensões provisórias.

Na discussão do mérito, a defesa de Guerrero aposta como principal tese de que houve contaminação cruzada que supostamente levou à presença do benzoilecgonina. ''A presença da substância no organismo é pequena'', explicou o advogado. Normalmente, as penas por uso de cocaína são de até 4 anos, mas já houve absolvições em casos em que ficou provado que não houve intenção de ingestão ou benefício.

Caso Guerrero seja condenado pelo comitê disciplinar da Fifa, em 30 de novembro, caberá recurso ao comitê de apelação da Fifa e depois ao CAS (tribunal esportivo). Seria necessária uma improvável interrupção da suspensão provisória ou uma absolvição para que ele volte a jogar pelo Flamengo ainda nesta temporada, assim mesmo se o clube chegar à final da Copa Sul-Americana.

 


Histórico do Brasileiro indica G4 definido com Palmeiras e Santos
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Além do título praticamente garantido do Corinthians, o Brasileiro tem um G4 dos times classificados para fase de grupo da Libertadores consolidado após a 34a rodada. Pelo menos é o que indica o histórico do Nacional. Assim, Palmeiras, Santos e Grêmio só perderiam as vagas por uma virada inédita.

A vitória palmeirense sobre o Flamengo foi decisiva para esse quadro, assim como a derrota botafoguense para o Atlético-PR no sábado. Com isso, o Santos, quarto colocado, tem cinco pontos à frente do alvinegro carioca, e o time alviverde, seis. Quinto, o Cruzeiro já está na Libertadores pelo título da Copa do Brasil.

Nos pontos corridos, a maioria das edições tem no máximo uma troca de posição no G4 nas quatro rodadas finais. Há uma exceção em 2009 quando houve duas mudanças de colocações: Cruzeiro e Internacional roubaram os lugares de Palmeiras e Atlético-MG.

Na 34a rodada daquele ano, o Inter tinha três pontos menos do que o Atlético-MG, que era o quarto colocado, e o Cruzeiro estava dois pontos atrás. É verdade que o time colorado tinha então cinco pontos a menos do que o Palmeiras, que teve queda vertiginosa no final do Brasileiro-2009. Mas a equipe alviverde era a segunda, não a quarta como o Santos.

Além disso, o time de Elano jogará nesta segunda-feira contra a Chapecoense e pode aumentar a diferença para o sexto Botafogo. Ou seja, os dados indicam que, para aqueles que estão fora e querem uma vaga direta na Libertadores, resta torcer para o título do Grêmio para abrir uma novo posto Assim, equipes como Botafogo, Flamengo e Vasco teriam uma chance. Com quatro lugares, será complicado.

No caso de conquista rubro-negra na Sul-Americana, com gremista na Libertadores, se abriria uma nova vaga e seriam nove brasileiros na principal competição continental. Neste caso, haveria um inédito número de sete equipes nacionais na fase de grupo, e duas na pre-Libertadores, classificando até o nono do campeonato.


Juventus, City, aspirante. Gigantes da internet vão ao futebol por beiradas
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A previsível entrada dos gigantes da internet (Facebook, Netflix, Amazon, etc) na briga de direitos de transmissão de futebol já começa a ocorrer pelas beiradas. Times de futebol já fecham acordos por direitos paralelos como a produção de séries de bastidores, e campeonatos de jovens já são explorados. Dirigentes já os esperam nas próximas disputas pelas competições.

Nesta semana, o Manchester City anunciou um acordo de 10 milhões de libras para a produção de uma série na Amazon. A ideia é explorar os bastidores da campanha. Houve complicada negociação para não interferir nos direitos sobre Premier Legue a Champions League.

Antes, a Juventus fizera acordo similar com o Netflix, também para a exploração dos bastidores de suas campanha. A ideia é repetir o que foi feito com time de futebol urnivesitário, que já está no cardápio da empresa.

Há dois meses, o executivo do Manchester United Ed Woodward previu que a Amazon e o Facebook já devem fazer parte da próxima disputa de direitos pela Premier League. Claro, é uma previsão, sem certeza, mas a cada vez ganha mais chances de se concretizar.

Inicialmente, o Facebook tinha se posicionado de que não investiria em direitos, mas isso tem caído por terra. Tentou, sem sucesso, levar a Liga de Cricket da India. No Brasil, ainda tímido, investiu dinheiro em uma parceria com o Esporte Interativo para passar o Campeonato Brasileiro de aspirantes.

O caminho está traçado independentemente do discurso cauteloso. Os gigantes de internet têm dinheiro, necessidade de conteúdo para inflar seus tráfego e assinaturas (em alguns casos). É juntar a fome com o prato.

Resta saber com que velocidade o processo vai ocorrer, e como serão as relações com as redes de televisão já constituídas que costumam ser parceiras em alguns projetos. Mas é certo que o conteúdo do futebol pode se tornar estratégico para esses gigantes da internet.


Liberação de Cássio para o Corinthians seria justa, mas paliativa
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Com a contusão de Walter, o Corinthians ficou sem seus dois goleiros em jogos importantes do Brasileiro já que Cássio está com a seleção. A CBF negou a liberação do jogador apesar do discurso de que pensa-sempre-nos-clubes. A liberação do goleiro seria justíssima, mas um paliativo porque resolveria um problema pontual sem tocar na questão central.

É cansativo, mas necessário repetir: o problema principal é o calendário da CBF que permite jogos de clubes em datas Fifa exclusivas de seleções. Não dá para tirar o goleiro do líder do campeonato na reta final da competição por três jogos, tivesse ou não Walter se contundido.

Claro, a lesão do goleiro reserva agrava a situação. Mas a liberação de Cássio certamente abriria um precedente para outros clubes pedirem a CBF que devolvesse seus jogadores porque um reserva tomou cartão ou se lesionou. Seriam pedidos igualmente justos.

Mas a confederação não está lá muito preocupada com justiça. Sua prioridade é preparação da seleção de Tite e, na realidade, se importa pouco com os clubes ainda que diga o contrário.

Até quando não pode obrigar os clubes a cederem os atletas, como ocorreu com Vinicius Jr do Flamengo no sub-17, a CBF tenta pressionar os times para priorizem a seleção. Além de pedidos, a comissão técnica da seleção foi a público se lamentar a falta de colaboração rubro-negra, sendo que, além do jogador ter uma lesão, o clube precisava dele no Brasileiro.

Caso se importasse com os clubes nacionais, já teria a tempos achado uma fórmula para reduzir o número dos jogos dos times grandes, a custa dos Estaduais. Assim, sobraria espaço para a seleção. Mas isso impede apoios políticos das federações que elegem Marco Polo Del Nero. De novo, sou aqui repetitivo e chato, mas porque o problema persiste, igualmente repetitivo e chato.

Então, segue o Corinthians sem Cássio, amanhã, será o Flamengo sem Diego, no outro dia, em seguida, o Grêmio sem Arthur. E por aí vai…

 


Na Justiça, CBF ganha posse provisória de marca do Brasileirão
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A CBF conseguiu em ação na Justiça a posse provisória da marca ''Brasileirão'' com referência ao campeonato da Série A. A decisão foi por meio de uma liminar, e é mais um passo da disputa da entidade pela marca. Até agora, administrativamente, seus pedidos de registros tinham sido negados.

A entidade já explora a marca em álbuns de figurinha e alguns itens, mas sua intenção era expandir o licenciamento. Isso ainda não ocorrerá porque a entidade espera ter uma posse definitiva do nome ''Brasileirão''. Por enquanto, conseguiu barrar que outras empresas utilizem o nome.

Em 2010, em meio à onda da Copa-2014, a CBF fez uma série de pedidos de registros de marca no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Entre elas, estavam cinco pedidos de registro do ''Brasileirão'', embora não tivessem nenhuma relação com o Mundial.

Pois bem, o INPI negou todos os pedidos de registro da marca feitos pela CBF para diversos tipos de produtos. Havia vários pedidos porque cada um se refere a um campo de produtos, indo desde calcinhas, calçados e pijamas até serviços de rádio, televisão e transmissão esportiva. A entidade recorreu administrativamente, e perdeu.

Em agosto de 2017, a CBF entrou com uma ação na Justiça contra o INPI. Basicamente, pedia a suspensão das decisões do INPI que lhe negavam o registro do Brasileirão e que reivindicações similares de outras empresas fossem negados. Liminarmente, o juiz Celso Araújo Santos suspendeu as decisões do INPI pelo menos até a conclusão da ação, tornando as sub judice.

Houve dois motivos para essa decisão: 1) a CBF demonstrou já ter feito licenciamentos da marca ''Brasileirão'' 2) a possibilidade de outras empresas registrarem a marca do campeonato.

''No entanto, verifico risco concreto de dano à Autora caso não concedida a tutela requerida. Isso porque, sem uma decisão judicial, os quatro pedidos de registro acima serão definitivamente arquivados pelo INPI, o que trará duas consequências graves e de difícil reversão: a perda dos direitos garantidos ao depositante pelo art. 130 da LPI e a possibilidade de prosseguimento de pedidos de registro de terceiros colidentes com os pedidos da Autora (CBF).'', afirmou o magistrado.

Em outubro, há cerca de um mês, o INPI registrou a decisão judicial que suspende suas ações administrativas. Consultada, a CBF informou que agora usará a liminar para tentar que o INPI registre, em definitivo, a marca do Brasileirão como sua. Mas não mudou a sua estratégia de marketing porque a decisão é provisória.


Processo contra Marin nos EUA deve afetar futuro de Del Nero na Fifa
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O processo contra o ex-dirigente José Maria Marin por corrupção na Justiça dos Estados Unidos deve ter impacto no inquérito que investiga o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, na Fifa. Em caso de absolvição do ex-colega, Del Nero fará uma tentativa para enterrar o procedimento na federação internacional por falta de provas. Mas, se surgirem evidências contundentes contra ele, a Fifa será pressionada a retomar o caso que está parado.

A informação de que o processo de Marin afetará Del Nero foi publicada primeiro no Globo.com, e confirmada pelo blog. Advogados do presidente da CBF estão em Nova York acompanhando o caso apesar dele não ser julgado.

Marin e Del Nero sofrem as mesmas acusações feitas pelo Departamento de Estado dos EUA, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e conspiração. Isso porque supostamente receberam propinas pelos contratos da CBF e da Conmebol. Mas Marin está em prisão domiciliar nos EUA, e Del Nero, no Brasil, solto.

Por isso, o presidente da CBF é citado pela procuradoria norte-americana, mas não pode ser processado por não estar nos EUA. O Departamento de Estado dos EUA, no entanto, conseguiu autorização da Justiça para apresentar provas contra outros acusados que não responderão ao processo.

Assim, se tiverem, procuradores poderão mostrar evidências contra o dirigente da CBF. Até agora, todas as provas que serão exibidas pela procuradoria estão sob sigilo no processo por decisão na juíza Pamela Chen. Só serão apresentadas no momento da acusação. Por enquanto, estão na fase de escolha dos jurados.

Pois bem, advogados de Del Nero já decidiram que, se nada for apresentado de consistente contra seu cliente, vão entrar com um pedido na Fifa para encerrar o procedimento disciplinar contra ele. Esse inquérito se iniciou em 2015, quando o dirigente foi indiciado pelo FBI, e está parado desde então. Motivo: o Departamento de Estado dos EUA se recusa a fornecer provas à Fifa.

Mas, se surgirem depoimentos e comprovantes de pagamentos a Del Nero, aí essas provas se tornariam públicas e poderiam ser utilizadas pela Fifa em seu procedimento disciplinar. Neste caso, sua situação ficaria complicada. Uma retomada desse inquérito com provas robustas poderia até tira-lo do cargo na CBF.

Advogados de Del Nero apostam que nada surgirá contra ele já que sempre alegou inocência e garante que não há evidências que o comprometam. Assim, já se preparam para tirar o que chamam de nuvem da cabeça do dirigente brasileiro.

 


Nova rodovia ameaça inviabilizar projeto de estádio do Flamengo
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O projeto de estádio do Flamengo na Av. Brasil sofre uma séria ameaça por conta de uma nova rodovia que tem previsão de passar em volta do terreno escolhido pelo clube. A diretoria rubro-negra já está consciente que isso deve inviabilizar o projeto e tenta conversar com autoridades, mas já cogita procurar novo local. A concessionária da ponte, Ecoponte, diz que o trajeto é definitivo e aprovado por prefeitura e governo do Rio.

O Flamengo assinou uma opção de compra de um terreno entre a Av. Brasil e a Av. Julio de Moraes Coutinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Tem até o final do ano para decidir se o adquire para realizar seu estádio. Havia otimismo pelo preço do terreno e pelas condições de acesso para a torcida.

Só que, no final de outubro, o governo do Estado e a Ecoponte anunciaram que estava prevista nova via de acesso entre a Linha Vermelha e a Ponte Rio-Niterói que passará justamente em cima da Av. Julio de Moraes. Será uma rodovia federal que, em seguida, entra para dar acesso à Av. Brasil.

A questão é que a ideia inicial do projeto do Flamengo era fazer o acesso da torcida ao estádio justamente pela Av. Julio de Moraes, o que seria inviabilizado por uma rodovia federal em que não pode haver travessia. Do lado da Av. Brasil, a entrada de grandes volumes de pessoas também se tornaria impossível pela alça de acesso à Av. Brasil. Dos outros dois lados, há canais, então, é impossível entrar por lá. Ou seja, o terreno estaria cercado.

Ciente do problema, a diretoria do Flamengo conversou com a Ecopontes, responsável pelo projeto, e com a prefeitura do Rio de Janeiro. A ideia era descobrir se pode haver uma modificação no projeto atual da via. Até porque, esta parte da rodovia, só seria realizada a partir de 2020. Assim, até lá, o clube quer saber se a via pode ser deslocada, para um trajeto diferente.

Mas a Ecoponte informou que o projeto é definitivo e que desconhece o projeto do estádio. Enquanto isso, a prefeitura do Rio diz que a via está em análise e o governo do Estado não respondeu às perguntas.

Por isso, dirigentes do Flamengo têm a consciência de que, se não for resolvido esse problema até o final do ano, não será possível comprar o terreno. Assim, a diretoria rubro-negra já estuda procurar nova área. O Flamengo pode também não comprar o terreno e esperar uma mudança no projeto porque ele já estaria desvalorizado, mas ficaria com projeto pendente.

O trajeto da via de acesso da Linha Vermelha para a Ponte Rio-Niterói era diferente inicialmente, segundo o edital de licitação. Mas, no final de outubro, em um vídeo do jornal ''O Globo'', o superintendente da Ecopontes, Alberto Lodi, anunciava o novo projeto que passa ao lado do terreno escolhido pelo Flamengo, o circundando. Alegava menor impacto a terrenos para serem adquiridos e evitar passar pelo Cemitério do Caju.

Em nova, a Ecoponte informou que as obras ''de alça da Linha Vermelha e Avenida Portuária'' fazem parte da concessão da Ponte.  E acrescentou: ''A concessionária informa que os traçados em questão são definitivos, e aprovados pelo Governo do Estado e Prefeitura do Rio. A concessionária esclarece ainda que desconhece o projeto do estádio.''

Questionada, a Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação informou apenas ''que o projeto ainda está em analise. Por esse motivo ainda é cedo para falar a respeito.'' O governo do Estado do Rio de Janeiro não quis se pronunciar, alegando ser responsabilidade da prefeitura.

Fato é que a prefeitura tinha, antes, dado um ok inicial a ideia do terreno do Flamengo. Mas, agora, a concessionária da Ponte informa ter obtido aprovação do município do Rio de uma rodovia que circunda o terreno e o torna inviável.

 


Cinco desafios que o futuro presidente tem para recuperar o Vasco
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A eleição vascaína marcará o início de um desafio considerável para o futuro presidente, seja ele reeleito (Eurico Miranda) ou um nome da oposição (Julio Brant e Francisco Horta). O clube vive há pelo menos 15 anos um período em que se afastou da elite dos clubes nacionais, seja financeiramente, seja esportivamente. Acumulou três rebaixamentos e apenas um título nacional no período. O blog lista aqui os principais desafios a serem enfrentados pela gestão.

São questões a serem resolvidas em relação às finanças, à credibilidade, à democratização, à infraestrutura, entre outros pontos. Não será tarefa fácil porque, tanto nas gestões de Eurico quanto de Roberto Dinamite, o clube teve enorme dificuldade para atrair investimentos e ser vitorioso nacionalmente.

Finanças

Oficialmente, o Vasco tem um dívida de R$ 457 milhões, mas há números sobre os quais há incertezas porque o balanço do clube não é transparente, segundo especialistas em contas. O valor é alto em relação aos débitos fiscais e haverá aumento das parcelas a serem pagas no Profut, pelas regras do programa. Fora isso, o clube quita pendência com credores como ex-jogadores Romário, Edmundo e Felipe, além de entidades como CBF.

O valor dos débitos é alto para um clube que tem receita de R$ 213 milhões quase toda concentrada na TV Globo, responsável por cerca de 80% do total. Com isso, o clube fica asfixiado e já houve atrasos durante de salários durante o ano. O Vasco pena para fechar o ano de 2017, nenhum balancete foi apresentado até agora. Fora isso, o nível de investimento no time é baixo em contratações, concentrando-se em jogadores veteranos ou jovens.

Credibilidade

Para aumentar as receitas do clube, o novo presidente terá a missão de recuperar a imagem. Por exemplo, o sócio-torcedor só atrai 17.063 pessoas, sendo apenas o 18º em números, atrás do Santo André. Ora, a torcida vascaína costuma aparecer como a quinta do país, segundo a maioria das pesquisas. Isso mostra a falta de apoio da torcida à atual gestão.

Em relação a patrocinadores, o Vasco tem um contrato da Caixa Econômica bem inferior a rivais, e tem dificuldade para atrair outros parceiros. A crise no país, óbvio, atrapalha à obtenção de receitas, mas a agremiação tem sido mais impactada do que outros.

Infraestrutura

O Vasco fez um campo de treinamento e um centro para tratamento de jogadores (Capres) dentro de São Januário. É uma infraestrutura bem inferior a praticamente todos os grandes clubes brasileiros. Todos maiores times de São Paulo, os do Rio Grande do Sul, o de Minas Gerais, do Flamengo e Fluminense têm estruturas separadas de estádios, com melhor nível. O Botafogo já comprou um CT.

Há necessidade ainda de melhorias em São Januário que passou por uma renovação, mas ainda não conta, por exemplo, com assentos na maior parte dos lugares. Para adaptar o estádio às condições modernas, será preciso um investimento maior em todos os setores, tudo isso com o já relatado problema de falta de recursos.

Democratização

As desconfianças sobre a eleição do Vasco, com denúncias de eleitores irregulares, não são novidade e se repetiram em pleitos anteriores, como o que levou Roberto Dinamite à presidência. Além disso, a agremiação é uma das poucas que ainda mantém eleição indireta. Os sócios elegem uma chapa vencedora que fica com 120 vagas no Conselho Deliberativo, e o segundo colocado fica com 30. Ainda há conselheiros natos, que podem chegar a 150, embora os que de fato compareçam as reuniões sejam bem menos.

Outros clubes, além de acabarem com eleições indiretas, também passaram a adotar o modelo de Conselho Administração, com divisão de poderes do presidente. Ex-aliados dizem que Eurico Miranda tinha prometido dividir o poder em sua volta, o que não ocorreu, segundo eles.

Perda de terreno para rivais

Até há 15 anos, o Vasco costumava disputar os principais campeonatos na ponta da tabela, tendo vencido o Brasileiro pela última vez em 2000 na Copa João Havelange. Depois dessa conquista, foram três rebaixamentos. Só no ano de 2011 e em parte de 2012, o Vasco conseguiu repetir disputar na frente, ao vencer a Copa do Brasil, disputar o Brasileiro até o final com o Corinthians e ir até as quartas de final da Libertadores.

Em relação às receitas de cotas da TV Globo, participava de um grupo juntamente com Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo entre os que mais ganharam, patamar do qual caiu no início da atual década. Atualmente, os dois primeiros clubes ganham mais do que os outros. No geral, consideradas todas as fontes, a agremiação rubro-negra tem receita maior do que Fluminense e Vasco juntos.

 


Jogos do Corinthians têm nove erros de árbitros que vídeo corrigiria
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O erro da arbitragem no gol impedido de Romero foi o nono em jogos do Corinthians no Brasileiro que poderia ser corrigido por árbitros de vídeo. São equívocos contra e a favor do time alvinegro, todos apontados pela CBF em seu site (o contra o Palmeiras ainda não entrou na avaliação). O blog fez um levantamento e constatou que são lances que estariam no escopo do juiz por monitor.

Primeiro, ressalte-se que o objetivo deste post não é mostrar que um time é favorecido sobre o outro. O que  indica é que há um excesso de erros crassos na arbitragem em jogos decisivos. No total, foram 44 partidas afetadas por equívocos reconhecidos pela CBF em seu site, de um total de 320. Não significa que estejam todos ali porque a entidade ignora alguns deles.

Desses apontados, a confederação reconheceu oito jogos do Corinthians com erros de juízes até a 30a rodada, o mesmo número de Cruzeiro e Palmeiras – são os times com maior número de falhas. No caso palmeirense, uma partida teve dois equívocos, então, foram nove no total. Some-se a esse o equívoco do clássico.

Pois bem, todos os erros em jogos corintianos poderiam ser corrigidos pelo árbitro de vídeo se a CBF tivesse investido no sistema para esta temporada. A entidade se recusou a botar o dinheiro necessário no final de 2016. Em setembro, após vários erros, decidiu se mexer, mas ainda não conseguiu botar o sistema de monitoramento em prática. Só deve acontecer em 2018. Outros campeonatos como o Italiano e Alemão já usam o vídeo.

No histórico, houve dois pênaltis contra o Corinthians (Cruzeiro – 7a rodada e Chapecoense -1a rodada) que não foram marcados. Foi um puxão de camisa e mão claros, não interpretativos, que seriam assinalados no vídeo. Em seguida, na 8a rodada, o Corinthians teve um gol mal anulado de Jô por impedimento inexistente diante do Coritiba. Seria corrigido e o time venceria.

Na 11a rodada, houve um pênalti a favor do Corinthians diante do Botafogo, marcado em falta fora da área sobre Arana. Seguindo, na 17a rodada, o time alvinegro teve um gol a seu favor mal anulado de Jô contra o Flamengo, em impedimento de 3 metros. De novo, com vídeo, seria validado.

Mais à frente, na 24a rodada, houve o gol de Jô de mão contra o Vasco, também outro lance claro para o árbitro de vídeo que o anularia. E, dois jogos depois, Balbuena teve gol mal anulado diante do Cruzeiro, por impedimento inexistente. Por fim, o Coritiba teve um gol mal anulado por impedimento, contra os corintianos, na 27a rodada.

Até que se chegue no gol de Romero impedido contra o Palmeiras. Assim, são nove equívocos, todos corrigíveis, sendo seis a favor e três contra.

Em relação a outros clubes, há erros interpretativos e outros claros que o vídeo consertaria a decisão do árbitro. O importante aqui é mostra que o vídeo reduziria significativamente o número de falhas dos juízes, independentemente do time. Afinal, o líder do Brasileiro sofreu ou foi favorecido por erros claros de árbitros em quase 30% dos seus jogos. Não dá para ver como normal um campeonato com tanta interferência de juiz.

PS O erro do trio de arbitragem não invalida o fato de que o Corinthians jogou melhor do que o Palmeiras, e mereceu ganhar. Seu primeiro tempo lhe permitia até fazer mais gols, embora tenha sido dominado no segundo tempo.


Globo vai passar duas finais da Libertadores com Grêmio para todo o Brasil
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A Globo decidiu transmitir os dois jogos da final da Libertadores com o Grêmio para todo o Brasil. É uma medida que aumenta a visibilidade dos jogos e da competição, já que são raras partidas fora do eixo Rio-SP que vão para o país inteiro.

A Conmebol fez um calendário que privilegia a final entre Grêmio e Lanús, tirando qualquer coincidência com outras partidas. As semifinais da Sul-Americana foram deslocados para terça-feira e quinta-feira, quando atuará o Flamengo diante do Junior de Barranquilla.

Na última vez em que um brasileiro esteve na final, a Globo transmitiu apenas a derradeira final entre Atlético-MG e Olimpia para todo o país. O primeiro confronto coincidiu com jogos de times cariocas e paulistas, e por isso ficou apenas em parte do Brasil na TV Aberta.

Mas a Globo tem obtido audiências significativas com futebol neste ano. E já tinha exibido Flamengo x Cruzeiro, na final da Copa do Brasil, para todo o país.