Blog do Rodrigo Mattos

Retorno de Copa Intercontinental avança, e Mundial da Fifa vive incerteza
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A Conmebol e a UEFA avançam na discussão da volta da Copa Intercontinetal, conhecida como Mundial interclubes. Ao mesmo tempo, o Mundial de clubes da Fifa está em questionamento e a tendência é que ou mude bastante seu formato ou acabe. Isso vai se definir nos próximos dois anos.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, entende que o modelo atual para o Mundial de clubes não é bem-sucedido. Sua intenção é fazer uma modificação. Mas há contrato até 2018 para a realização da competição nos Emirados Árabes. Depois, é um incógnita.

Em paralelo, a Conmebol e a Uefa avançam na discussão da volta da Copa Intercontinental em jogo entre os campeões dos dois continentes. Seria o mesmo formato da competição disputada por 43 edições que terminou em 2004.

É importante lembrar que o Intercontinental sempre foi organizado pela UEFA e pela Conmebol, sem participação da Fifa o que já gerou disputas políticas. Foi de fato o Mundial de clubes por mais de quatro décadas até as duas entidades fazerem um acordo para substitui-lo pelo Mundial da Fifa.

As duas competições só foram disputadas simultâneas em 2000. Por isso, há uma discussão se a volta da Intercontinental implicará no final do Mundial de Clubes. Não é certo qual será o formato final, mas é certeza de que o destino de uma competição está atrelado ao outro. E o futuro será definido nos próximos dois anos.


Final da Libertadores em jogo único ganha força na Conmebol
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O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, aumentou a pressão por uma final única para a Libertadores a partir de 2018 e agora conta com o apoio de boa parte dos clubes. O Rio de Janeiro com o Maracanã já apresentou candidatura para sediar a partida, outro postulante seria Lima, no Peru.

Desde o ano passado, Dominguez tem defendido a final em um jogo, repetindo o que faz a Liga dos Campeões. Mas há resistências dentro da Conmebol e, no primeiro ano, isso não ocorreu. Mas ele não desistiu da ideia.

''É o meu desejo e a maioria dos clubes aprovou'', afirmou o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, logo após deixar a reunião da subcomissão de clubes. Ele admitiu, no entanto, que houve uma parte dos times que não apoiaram a ideia. O projeto seria para 2018 ou poderia ser adiado para 2019, mas a Conmebol faz estudos para ter certeza da viabilidade econômica deste jogo único.

Entre os candidatos, está o Rio de Janeiro e Lima para 2018. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, apresentou uma candidatura à final por meio do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que esteve na Conmebol neste primeiro semestre. Na ocasião, Dominguez demonstrou simpatia à ideia de realizar a primeira final em jogo único no icônico Maracanã.

Há uma necessidade, no entanto, de o restante do Conselho da Conmebol e a subcomissão de clubes aprovarem em maioria a ideia da cúpula da entidade. Essa decisão só vai ocorrer em definitivo no final deste ano para se definir a fórmula da Libertadores-2018. E a ideia seria que a sede da final já fosse decidida no início da competição.


De veto a meião a elenco limitado. O que irrita brasileiros na Libertadores
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(Atualizado após a reunião às 14 horas)

Em reunião nesta quinta-feira, os clubes brasileiros levaram uma série de reclamações e reivindicações à Conmebol relacionadas a Libertadores. Os itens listados pelos cartolas nacionais foram desde proibições de certos tipos de meiões até um pedido formal para mudanças no regulamento na inscrição de jogadores. Além disso, há os já conhecidos questionamentos ao tribunal da confederação e à segurança.

Foi o primeiro encontro da subcomissão de clubes da confederação sul-americana em que os times puderam oficialmente expressar suas opiniões sobre a competição. Participaram os 16 times das oitavas de final da Libertadores, sendo seis deles brasileiros, Botafogo, Santos, Atlético-MG, Palmeiras, Atlético-PR e Grêmio.

Por isso, os dirigentes brasileiros desses times, além de representantes daqueles na Copa Sul-Americana, se reuniram previamente para levar uma pauta de reivindicações. Da pauta, ficou definido um pedido de mudança de regulamento da Libertadores que se transformou em anual em 2017.

''Defendemos que deve aumentar a possibilidade de troca de jogadores inscritos após a primeira fase. Com a janela, o time pode perder jogadores e não tem como repor na lista'', contou o presidente santista, Modesto Roma Jr. Atualmente, são 25 inscritos, e pode-se acrescentar outros cinco a partir das oitavas de final.

Outro ponto importante levantado é a falta de critério da Conmebol ao definir o que pode e o que não pode no campo e no estádio. Com delegados ou árbitros diferentes, são alterados esses parâmetros, sem um padrão. Um exemplo é dado pelo diretor de futebol do Grêmio, André Zanotta, em jogo em Calama, agora em 2017:

''Os jogadores agora têm o hábito de trocar o pé da meia por outro especial para não escorregar. Nosso fabricante entrega para nós costurados. Quando chegamos em Calama, o quarto árbitro disse que não permitiria. Tivemos que comprar meias brancas no local'', descreveu Zanotta. ''Pouco antes do jogo, insisti com o árbitro que permitiu.''

Outra observação é que a Conmebol só permite 18 jogadores no banco ao contrário de outras competições. Zanotta procurou o diretor técnico da Conmebol, Hugo Figueredo, para que aumentasse o número de jogadores para o banco pois pode se perder gente pouco antes do jogo.

Mais uma questão levantada é sobre a Conmebol tomar o estádio e cobri-lo todo para os jogos da Libertadores. Marcas e placas têm que ser só de patrocinadores da entidade. O telão de estádios, por exemplo, não pode passar marcas que têm acordos com os clubes.

''Gostaríamos que eles contratasse uma empresa para cuidar da imagem da competição, e da segurança. Deveriam terceirizar essas questões'', contou o vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino.

O padrão usado pela Conmebol é igual da UEFA na Liga dos Campeões, mas os clubes reclamam que a remuneração é muito menor. Portanto, não dá para impor os mesmos padrões.

A reclamação mais recorrente talvez seja em relação ao tribunal da Conmebol e à falta de critério. No caso do Palmeiras, o clube tem um recurso que deve ser julgado semana que vem sobre as punições na confusão contra o Peñarol. No caso da Chapecoense, o time foi eliminado por jogador irregular, mas o problema é que detalhes da decisão só foram enviados no dia do sorteio da Libertadores, 15 dias após o julgamento.

''Neste episódio, nos achamos com toda a razão e vamos continuar com esse encaminhamento até a última instância'', disse o presidente da Chapecoense, Plínio Nês David FilhoA Chapecoense não foi ao sorteio da Sul-Americana.


Palmeiras fala com Flu e insiste por Richarlison, mas tricolor rechaça
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Durante o sorteio da Libertadores, houve contato diplomático entre dirigentes do Palmeiras e Fluminense após a tentativa de contratação Richarlison. Mas os dois lados continuam com discurso diferentes: palmeirenses veem possibilidade de negócio e os tricolores descartam completamente.

No voo para Assunção, o vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino, conversou com o vice-presidente do Fluminense, Cacá Cardoso. Houve da parte palmeirense a iniciativa de deixar claro que não havia uma intenção de passar por cima da diretoria do time carioca.

No encontro, o palmeirense reiterou que poderia haver jogadores envolvidos na negociação. Antes disso, o técnico alviverde Cuca já tinha ligado para o treinador do Fluminense, Abel Braga, para dizer que não o ''deixaria nu'', isto é, ofereceria uma atleta em troca.

A diretoria palmeirense ainda demonstra que a intenção é chegar a uma acordo sem forçar a saída de Richarlison. Por isso, a proposta é de € 11 milhões pelas compras dos direitos do jogador. O clube diretoria alviverde entende que o negócio ainda está aberto e em evolução para o futuro, vendo disposição dos cartolas tricolores de negociar.

Mas o vice tricolor, Cacá Cardoso foi enfático em rechaçar qualquer negócio com o Palmeiras: ''A negociação está encerrada, o jogador está escalado.'' E afirmou que não haveria conversa sobre o assunto. os dirigentes estiveram juntos à tarde para falar de outros assuntos.


Clubes brasileiros articulam lista de reclamações sobre Libertadores
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Em Assunção para o sorteio da Libertadores, o dirigentes de clubes brasileiros articulam para fazer uma lista de demandas para a Conmebol em relação. Essas reclamações serão apresentadas no dia 15 em reunião da subcomissão dos clubes com a cúpula da confederação sul-americana.

A Conmebol criou o grupo de clubes para dar opiniões sobre o formato da Libertadores. Quem vai estar incluído neste grupo por um ano são os 16 times classificados às oitavas de final da competição, sendo seis brasileiros Atlético-PR, Botafogo, Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Santos.

''Vamos nos reunir entre nós para alinhar a posição'', explicou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Ele não quis adiantar quais as demandas do seu time.

O presidente do Santos, Modesto Roma Jr, também afirmou que haverá pedidos à Conmebol durante a reunião do dia 15. Em encontro no Rio, ele mesmo já tinha se manifestado ao presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, contrariedade em relação às decisões do tribunal da entidade.

Além dos clubes dentro da Libertadores, dirigentes dos brasileiros na Sul-Americana devem ser chamados para a reunião prévia à comissão da Conmebol, como é o caso do Corinthians e Sport que já têm representantes no local. O Fluminense também virá ao Paraguai.

Entre as prováveis itens de discussão dos clubes, estão a falta de transparência e critérios do tribunal da Conmebol, discussão sobre cotas e condições de segurança nos estádios em outros países.

Já houve várias iniciativas de clubes brasileiros para buscar mudanças nas Libertadores. Até agora, os resultados têm sido tímidos.


Fla foi avisado por Santos sobre barreira a Geuvânio, mas seguiu transação
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A diretoria do Santos avisou o Flamengo sobre o contrato de exclusividade que tinha para volta de Geuvânio, mas o clube rubro-negro preferiu continuar a tentar a contratação. O contato se deu entre os presidentes dos times paulista e carioca. Apesar da disputa pelo jogador, não há clima de animosidade entre as partes que têm boa relação mesmo com a ameaça santista de ir à Fifa.

A diretoria rubro-negra já está negociando com o Tianjin Quajian há algum tempo para ter o atacante Geuvânio. Para isso, vinha em contato constante com os dirigentes chineses e estafe do jogador.

Houve até um dia em que dirigentes santistas estiveram com o procurador do atacante em hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Mais tarde, houve encontro do empresário com dirigentes rubro-negros no mesmo local que anteriormente era usado como concentração pelo clube.

Sabendo da negociação do Flamengo, o presidente santista, Modesto Roma Jr. ligou para o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, há cerca de 20 dias. No diálogo, avisou ao colega que tinha um contrato com cláusula de exclusividade com o Tianjin para a volta de Geuvânio ao Brasil. O dirigente do Flamengo informou que insistiria na transação.

A diretoria do time carioca tem um parecer de advogados de que a cláusula do contrato do Santos com os chineses não terá validade na Fifa. Por isso, aposta que poderá concluir a negociação.

Já a diretoria do Santos decidiu que irá à Fifa caso a negociação com o Flamengo seja confirmada. A intenção será barrar o negócio pela cláusula de exclusividade (não é prioridade, mas exclusividade). O objetivo santista não é exigir reparação financeira dos chineses, mas contar com Geuvânio. Por isso, o Tianjin foi notificado pelo clube do litoral paulista.

Não há clima de briga entre o Flamengo e Santos. Dirigentes dos dois lados dizem que há uma boa relação. No entendimento santista, quem está descumprindo o contrato são os chineses, e o time carioca faz um negócio como ocorre normalmente no mundo do futebol. Já os dirigentes rubro-negros evitam comentar sobre a negociação neste momento.


Com exclusividade, Santos irá à Fifa se preciso para barrar Geuvânio no Fla
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A diretoria do Santos já decidiu que irá até a Fifa se necessário para barrar uma transferência de Geuvânio para o Flamengo. Os dirigentes santistas se baseiam na cláusula de exclusividade que têm com o Tianjin Quanjian em contrato assinado na saída do jogador do time paulista.

O blog teve acesso à cláusula que fala em exclusividade para o Santos em caso de volta do jogador para o Brasil, medida já mencionada pelo presidente santista, Modesto Roma Jr.. Não há uma preferência na redação: é exclusividade na negociação. Isso se referente a times do Brasil em caso de empréstimo.

Ao saber da negociação entre Flamengo e Geuvânio, o Santos notificou o clube chinês de que teria interesse em ter o jogador. Acompanhou as negociações entre o rubro-negro e o jogador sem interferir, mas espera uma resposta dos chineses. O contrato é válido até 2020.

Caso não receba nenhuma informação, ou o time carioca conclua a negociação, o Santos vai à Fifa para apresentar o contrato e pedir que a transferência seja impedida. Assim, tentaria bloquear o registro de Geuvânio pelo Flamengo.

A diretoria santista não acredita que a cláusula impeça o direito de trabalho de Geuvânio, como alegam advogados. No entendimento do Santos, o jogador pode atuar no Santos ou em qualquer clube do mundo que não seja brasileiro. A cláusula foi uma pré-condição santista para fechar a negociação.

O interesse santista em contar com Geuvânio é tão forte que não pretende negociar qualquer contrapartida com o Flamengo. Quer o jogador.

O Flamengo, por outro lado, segue confiante na contratação. O clube se baseia na análise de seu departamento jurídico, que considera o efeito da cláusula como ''nulo''. Na visão dos advogados rubro-negros, o fato do Santos ter vendido 100% dos direitos econômicos de Geuvânio tira qualquer direito do clube. No máximo, na visão deles, o clube da Vila Belmiro poderia entrar com uma ação cível contra Geuvânio e os chineses, pedindo algum tipo de multa.

*Colaborou Vinicius Castro, do Rio de Janeiro


Richarlison forçou ida para o Flu e agora tenta repetir com o Palmeiras
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Richarlison em treino do Fluminense (Crédito: Lucas Merçon/Fluminense F.C.)

Com Danilo Lavieri

A diretoria do Fluminense classificou como incorreta a atuação do Palmeiras e de empresários de Richarlison na tentativa de negociação para ele deixar o clube. Mas a saída do jogador do América-MG para o clube carioca (que tinha outro presidente na época) teve uma situação bem parecida. O time mineiro não queria vender o atacante naquele momento, mas Richarlison forçou a negociação seduzido pelo tricolor carioca.

A diretoria do Palmeiras procurou dirigentes do Fluminense e o staff do jogador na semana em que os times se enfrentavam. O jogador ficou seduzido pela proposta salarial e pela perspectiva da Libertadores: pediu para não jogar e tenta ser negociado. Publicou até um texto dizendo que estava ''balançado'' pela proposta. A cúpula tricolor descarta a negociação dele ao alviverde contrariada.

No final de 2015, o Fluminense tinha interesse na contratação de Richarlison. A diretoria do América-MG tinha a intenção de manter o jogador por mais um ano para varoliza-lo. Na diretoria da equipe mineira, há a certeza de que a sedução tricolor foi determinante para sua saída.

No meio da negociação, o empresário de Richarlison Renato Velasco levou o jogador para o Rio de Janeiro para conhecer as praias. Ao mesmo tempo, foi apresentada a proposta de R$ 10 milhões por 50% dos direitos do jogador.

O atacante foi conversar com dirigentes do América-MG e pediu para ser negociado. Houve uma conversa, o clube ainda tentou segurar, mas diante da insistência do jogador teve que ceder. A tese dentro da diretoria americana é que não tinha como segurar pela posição do atleta. Essa versão é confirmada por duas pessoas que participaram da negociação. Uma diferença é que o América-MG nunca reclamou publicamente do caso, tendo, no final, se declarado satisfeito com o que recebeu do time carioca.

Questionado sobre a transação, a assessoria do Fluminense afirmou: ''A atual diretoria desconhece o episódio. A nova gestão trabalha dentro dos princípios éticos e morais em qualquer negociação que esteja envolvida.''

O presidente do Fluminense, Pedro Abad, foi eleito com o apoio do ex-presidente Peter Simensen. Mas, em seus primeiros meses de gestão, fez críticas ao estado das contas do clube.


Avaí diz que pedirá para narrador da Globo depor e depois desiste
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O Avaí toma medidas para verificar se houve interferência no recuo da marcação do pênalti contra o Flamengo, no jogo na Ressacada. Para isso, seu advogado Oswaldo Sesteiro afirmou que o primeiro passo será interpelar na Justiça Desportiva o narrador da Globo Luis Roberto sobre sobre sua fala após a penalidade em que diz que o árbitro iria consultar a emissora. Depois, o clube soltou nota dizendo que nunca cogitou a medida. O blog tem cópia do diálogo com Sestario em que ele afirma que chamaria o locutor.

O árbitro Paulo Scheleich Vollkopf (MS) inicialmente marcou pênalti de Everton em Diego Tavares quando há um contato entre os braços. Depois, consultou seus assistentes do fundo e do lado do campo e voltou atrás. Houve insinuações de pessoas do Avaí de que poderia ter havido uma dica externa ao árbitro de alguém que viu o lance na TV.

Logo após o lance, o narrador Luis Roberto diz: ''Ih rapaz. Vai consultar a gente de novo. Vai consultar a gente de novo.''

Questionado pelo blog, o advogado Oswaldo Sestario, que representa o Avaí no STJD, afirmou: ''Vamos fazer uma interpelação. Para explicar o que diz a narração.'' O diálogo está gravado no what's up.

Em seguida, o Avaí afirmou por nota: ''O Avaí também esclarece que não vai convocar jornalista para depor no STJD como foi mencionado em várias reportagens ao longo desta segunda-feira. O jurídico do clube sequer cogitou esta possibilidade.'' Além do blog, Sestario também afirmou ao Lance que interpelaria o narrador.

Sestario era advogado da Portuguesa na confusão que permitiu que Heverton fosse escalado irregularmente no Brasileiro-2013. Chegou a ser acusado de prejudicar a Lusa, mas foi inocentado pelo Ministério Público de São Paulo.

Procurada sobre o assunto, a Globo ficou de responder sobre as declarações de Luis Roberto.

Dentro da CBF, há a certeza de que não houve interferência externa na decisão do árbitro. A posição da comissão de arbitragem se baseia no fato de delegados, assistentes e os árbitros serem proibidos de portarem celulares ou se comunicarem com quem está fora de campo.

Membros da cúpula da arbitragem da confederação ainda avaliam que o árbitro Vollkopf demorou pouco para voltar atrás e, portanto, não teria tido tempo de consultar quem viu a televisão. Ou seja, seria ao contrário do que ocorreu no Fla-Flu quando o árbitro Sandro Meira Ricci demorou 13 minutos para tomar uma decisão, o que levou o Fluminense a entrar com uma ação.


Brasil deve temer a Argentina, mas times ainda têm boa diferença
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O placar do amistoso entre Brasil e Argentina não refletiu o que foi o jogo, nem de longe significa que os times estão próximos. Ainda há uma diferença considerável entre os dois times. Mas a tendência é que, com mais jogos de Jorge Sampaoli, a equipe argentina cresça e se torne um adversário temível para a seleção na Copa-2018.

O jogo na Austrália não serve de parâmetro entre os times porque o Brasil estava muito desfalcado sem até sete titulares. Todo o sistema defensivo e Neymar não estavam em campo, deixando a formação muito diferente daquela que passeou sobre a Argentina nas eliminatórias.

Mesmo assim, o time brasileiro criou chances e poderia até ter feito o gol com Gabriel Jesus no segundo tempo, em boas triangulações com Philippe Coutinho e William. Pode-se dizer que o confronto foi equilibrado.

E isso, sim, revela uma evolução da Argentina. Não há mais aquela zona da época de Edgardo Bauza que deixa o time com vários espaços, sem fechar buracos na defesa, nem atacar em bloco na frente.

Com Sampaoli, a Argentina atuou com cinco jogadores de qualidade, Banega, Di Maria, Messi, Dybala e Higuaín. Ainda assim, não era uma equipe exposta. Marcava na saída de bola do Brasil em certos momentos, e sabia se fechar quando era necessário. Um esboço do que costumam fazer os times de Sampaoli como o Chile que atacava e defendia em bloco, com zagueiros bem avançados e a busca incessante pela bola em qualquer setor do campo.

Até a Copa, o técnico argentino tem um ano para acertar seu time. É mais tempo do que Tite demorou para arrumar o Brasil que já estava em boa forma no final de 2016. Sampaoli, no entanto, tem uma desvantagem, menos jogos de eliminatórias do que o treinador rival.

Analisando-se os potenciais dos dois times para a Rússia-2018, caso os argentinos garantam a classificação, a seleção ainda parece com vantagem. Tem vantagem de ter iniciado o trabalho um ano antes. Na linha de frente, os dois times se igualam em talento, talvez com vantagem de Messi sobre Neymar como figura mais importante do time.

Mas, no setor de defesa, o Brasil tem jogadores mais fortes. Os laterais brasileiros Daniel Alves e Marcelo são os melhores do mundo, e há boa variedade de opção de zagueiros. Na Argentina, já rodaram jogadores atrás sem se achar titulares firmes. A vantagem brasileira, portanto, permanece, mas seu rival deixou de ser uma carta fora do baralho.