Blog do Rodrigo Mattos

Facebook e Esporte Interativo ganham direitos da Champions no Brasil
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O Facebook e o Esporte Interativo ganharam a concorrência dos direitos de televisão da Liga dos Campeões no Brasil a partir de 2018/2019 por mais três anos. O gigante de mídias sociais vai ficar com a TV aberta, substituindo a Globo que não entrou na licitação. Já a Turner mantém os direitos de TV fechada.

O processo ainda não está plenamente concluído com negociações para acertar detalhes. Mas os vencedores já estão definidos e não vão mudar, pelo que apurou o blog. A questão é como será a divisão de jogos das duas plataformas. Há a possibilidade de um acordo entre as partes para dividir os jogos.

A maior surpresa é o fato de a Globo perder os direitos da TV aberta. A competição vinha dando altos índices de audiência, mas a emissora acabou não fazendo proposta para os direitos. A Globo tem investido pesado em outros direitos com o aumento da concorrência: teve que aumentar valores pagos por competição que já tinha como o Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

O Facebook assim dá mais uma passo de crescimento no mercado esportivo. Já tinha obtido o quarto pacote de mídia da Libertadores, que representa todos os jogos na quinta-feira e agora avança. A empresa de mídias sociais também disputou a TV aberta da Libertadores com a Globo, chegando a fazer proposta pelo pacote do Brasil, segundo apurou o blog.

A entrada do Facebook no mercado de futebol brasileiro e da América do Sul é uma mudança na política da empresa no país. Inicialmente, informara que não investiria em direitos esportivos. O gigante de mídias sociais é reconhecido pela grande capacidade de alavancar receitas com publicidade, concorrendo com o Google com plataforma midiática que mais atrai anunciantes mundialmente.

Na concorrência da TV fechada, havia a possibilidade de o SporTV fazer uma proposta juntamente com a ESPN, o que não se concretizou. O blog chegou a publicar que isso estava previsto, mas, de fato, não ocorreu. O canal pago do grupo Globo também não entrou na concorrência.

A Turner fez uma oferta e manteve por mais três anos os direitos da competição. Não está claro se houve concorrência nesta parte para a TV fechada.

Pela divisão, só o pacote principal de TV aberta teria direitos sobre a final da Liga dos Campeões. Mas a negociação entre as partes pode transformar essa realidade. Por isso, é difícil saber neste momento como será a divisão de jogos, e se haverá partidas exclusivas. Nem há data prevista para a divulgação do resultado.

 

 

 

 


Futebol ultraofensivo da Bélgica é um refresco na Copa das retrancas
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Estava sol no Estádio do Spartak, a festa das torcidas belga e tunisiana ao lado de fora era animada, tudo pronto para uma tarde de futebol. Futebol bem jogado, para fazer gols, para encantar. Foi o que a Bélgica apresentou com seu esquema ultraofensivo que destoa na Copa das retrancas.

Não por acaso já que conta com uma linha de ataque composta por Mertens e Hazard nas pontas, com o centroavante Lukaku. Servidos pela classe de De Bruyne, e pelo toque de bola de Witsel. Neste 3-4-3, ainda há um ala esquerdo que mais ataca do que defende em Carrasco.

O ritmo alucinante levou a dois gols em menos de 20min. É certo que atrás o time se expõe bastante, e por isso a Tunísia aproveitava o espaço no meio-campo. Mas dava gosto de ver.

A recuperação de bola era seguida por passes verticais dos meias e corridas alucinantes dos ponteiros Mertens e Hazard, este o melhor do jogo, com sua condução de bola grudada no pé. Com a vantagem, a Bélgica continuava a ter às vezes oito jogadores à frente.

Contra um time de qualidade ofensiva limitada, dava para correr riscos, ainda que tenha tomado dois gols. O dilema belga será quando enfrentar equipes mais fortes como Brasil, Alemanha ou França. Jogadores desses times serão capazes de explorar esse latifúndio no meio-campo. Até porque, ao se defender, forma-se uma linha de cinco (com a volta de Carrasco e Meunier) que está muito atrás, com pouca proteção de De Bruyne e Witsel, lhes falta cacoete de volante típico.

Isso é uma questão para ser respondida mais à frente. De certo, a Bélgica apresentou o futebol mais interessante do Mundial até agora, com seus passes verticais, posse de bola objetiva e qualidade e inteligência nas conclusões das jogadas.

 


Neymar tem atraído antipatia estrangeira pelo excesso de quedas
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A cena ocorreu no centro de mídia do Estádio do Spartak, em Moscou: a queda de Neymar no suposto pênalti contra a Costa Rica causa um grunhido de indignação entre jornalistas neutros de outros países. Quando o árbitro Bjorn Kuipers anulou a marcação, houve alguns aplausos.

Não é um fenômeno isolado. Tem sido comum jornalistas estrangeiros pedirem cartões amarelos ou punições pelas simulações ou reclamações constantes do craque brasileiro. Imagens da partida diante da Costa Rica mostram Neymar caindo, ofendendo o árbitro em mais de uma vez e sendo grosseiro ao pedir que este não o toque.

A irritação de Kuipers é evidente nos lances em que manda o brasileiro se levantar. A mesma irritação é vista em outros jornalistas, especialmente europeus, que veem como desrespeitosa as atitudes do jogador brasileiro.

Como bicho papão de Copas do Mundo, o Brasil não é exatamente querido na mídia estrangeira e entre torcedores de outros países com tradição no Mundial. É um pouco o time a ser batido em determinadas circunstâncias.

Mas jogadores de alto quilate como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar (não, ele não está no mesmo patamar técnicos dos outros) costumam causar admiração pelo que são capazes dentro de campo. O adorador de futebol se ajoelha diante do craque quando ele brilha intensamente. É só ver nossa admiração com o português e o argentino.

No caso de Neymar, no entanto, essa admiração cada vez mais se transforma em repulsa. Porque as atitudes do craque brasileiro são vistas como antidesportivas. Parece que está sempre querendo levar vantagem ao torcer as regras do jogo, ao pressionar por decisões favoráveis.

Essa percepção geral, além de aumentar uma já grande pressão sobre ele, espirra para o campo. O departamento de arbitragem da Fifa costuma marcar jogadores com tendência a se jogar demais, e será mais difícil que estes consigam faltas marcadas, mesmo quando forem. No final, não há nada que Neymar tenha a ganhar com o tipo de comportamento que tem exibido nesta Copa.


‘Intenção é não destruir emoção do futebol’, diz Fifa à CBF sobre VAR
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Em sua carta de reposta à CBF, que reclamou de erros em seu jogo, a Fifa explicou que não tem a intenção de que o árbitro de vídeo atrapalhe a fluidez e a emoção do futebol. É essa expressão que consta do documento ao explicar porque as partidas não são paradas constantemente, com a prioridade para o uso de consultas silenciosas.

Em seu documento, a federação internacional informou que só há paradas no jogo para ''erros claros e óbvios'' e ''sérios incidentes'', segundo dados divulgados pela CBF. Para a confederação, não houve uma avaliação se o árbitro Cesar Ramos acertou ou não suas decisões ao não dar a falta em Miranda, nem um suposto pênalti em Gabriel Jesus.

A frase usada pela Fifa para explicar o procedimento é: ''a intenção é não destruir a emoção e a fluidez do futebol''. A reportagem já tinha explicado que a federação internacional não queria matar o futebol com excesso de paradas e discussões longas sobre cada lance. Só haveria intervenção em lances claros. Por isso, a explicação à CBF.

Em sua resposta, a Fifa ainda informou que o seu comitê de arbitragem (que está acima do departamento) não fez comentários sobre a correção das decisões. O UOL Esporte confirma que o departamento arbitragem considerou corretas as decisões do árbitro no jogo do Brasil.

Ao final do imbróglio, a avaliação da diretoria da CBF é de que o resultado foi positivo. Embora não tenha obtido os áudios e vídeos do VAR, a confederação entende que colocou pressão sobre a arbitragem, e sobre os procedimentos do árbitro de vídeo. Tanto que contou com o apoio da Conmebol em seu questionamento.

 


Resta saber até onde Ronaldo carregará Portugal nas costas
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No confronto entre os dois times, Marrocos teve mais posse de bola, mais conclusões a gol, mais bolas recuperadas do que Portugal. Para além dos números, trabalhou melhor no coletivo. A equipe portuguesa só venceu por um motivo: Cristiano Ronaldo.

Com quatro gols em dois jogos, o atacante tem refletido literalmente a máxima de ''carregar um time nas costas''. Foi preciso apenas quatro minutos para que ele marcasse o seu gol aproveitamento cruzamento na área.

Depois disso, o jogo foi essencialmente marroquino. Triangulações pelos dois lados de campo, chegadas constantes na área portuguesa. Ao final, foram 14 finalizações do time africano contra seis dos portugueses, considerando apenas as que não foram bloqueadas.

Não dá nem para dizer que a defesa portuguesa funcionou como em outras competições como a Euro conquistada. Foi graças a Rui Patrício, em uma belíssima defesa, e à falta de pontaria marroquina que não ocorreu o empate.

No ataque, Ronaldo recebia poucas bolas, muitas delas truncadas, e cercadas. Errou uma conclusão na área que sobrou para ele, e desperdiçou duas cobranças de falta. Mas é fato que a única chance clara que teve converteu. Sem espaço, forçou dribles para sofrer faltas e até pediu um pênalti inexistente após queda na área.

O problema é que não há nenhum resquício de bom futebol em Portugal para além de seu craque. Resta saber até que fase da Copa o melhor jogador do mundo conseguirá levar sua seleção.


Com árbitro de vídeo, Copa tem explosão de pênaltis na primeira rodada
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A Copa da Rússia teve um aumento considerável no número de pênaltis marcados por conta do árbitro de vídeo. Foram marcadas nove penalidades na primeira rodada, composta por 16 jogos. Para efeito de comparação, foram dez pênaltis em toda a primeira fase do Mundial do Brasil-2014.

Do total de nove penais marcados até agora, foram três deles assinalados por meio do árbitro de vídeo. Foi o caso da marcação em favor da Suécia diante Coréia do Sul, para o Peru contra a Dinamarca, e para a França em confronto com a Austrália. Ou seja, sem essas penalidades, seriam apenas seis.

A seguir neste ritmo, a Copa da Rússia vai se tornar a de maior número de pênaltis. Em 2014, no Brasil, foi um total de 13 marcações dentro da área. Na África do Sul, em 2010, foram 15 pênaltis.  Na Alemanha, houve 17, e no Japão/Coréia do Sul-2002, 18 penalidades. Por fim, na França, em 1998, foram 18 pênaltis.

O número podia ser ainda maior se tivesse sido marcados pênaltis reclamados por alguns times. É o caso de dois agarrões no atacante Harry Kane na partida diante da Tunísia. Houve também a reclamação brasileira e argentina em seus jogos, em lances em cima de Gabriel Jesus e Pavón. Esses não foram marcados.

Normalmente, em relatório sobre erros de arbitragem, o maior número de falhas apontado é de pênaltis não marcados. É assim, por exemplo, no caso do Brasileiro em que a CBF faz um levantamento de erros dos árbitros. Assim, o VAR, na realidade, passa a permitir a marcação de penalidades que antes eram ignoradas. Por isso, o aumento.

 

 


Neymar fará bem se entender arbitragem: contorcer-se não expulsará rivais
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Neymar sofreu um número excessivo de faltas por parte do time suíço? Fato, foram 10, um número dos mais altos na história da Copa do Mundo. E qual foi o efeito para o time brasileiro neste caso? Dois cartões amarelos para os jogadores adversários, apenas uma falta perigosa, um desgaste desnecessário sobre o principal atleta nacional.

O excesso de faltas teve relação direta com Neymar segurar muito a bola. Sem toca-la com mais rapidez, ficou exposto a um rodízio dos jogadores suíços. Cada vez um cometia falta sobre ele.

Tite reclamou desse método. Mas, embora sua ponderação tenha sido ouvida na Fifa, o departamento de arbitragem da entidade não entendeu que houve qualquer erro do árbitro Carlos Ramos. Marcou todas as faltas, deu os amarelos. Não entendeu que houve nenhuma falta que merecesse um cartão vermelho. E não houve de fato.

Em diversos lances, Neymar ainda exigiu cartões com gestos, ou se contorceu no chão exagerando o efeito da falta sofrida. Isso não teve nenhum efeito sobre Carlos Ramons, nem impressiona o comando da arbitragem da Fifa. A avaliação final é de que ele foi protegido como deveria pelo árbitro.

Ora, Neymar pode no próximo jogo tentar tudo de novo ao tentar com outro juiz. Mas a realidade é que ficou claro o padrão adotado pela Fifa: não adianta que sofra várias faltas de nível médio para arrumar uma expulsão. Isso só ocorrerá com lances mais duros de fato.

O atacante brasileiro sempre foi um jogador inteligente. Cabe a ele interpretar essa realidade do jogo e se adaptar a ela. Ou seja, soltar mais a bola para evitar pancadas constantes, e deixar de lado as reclamações excessivas. Talvez caso se concentre mais em desenvolver o excepcional jogo de que é capaz em vez de se preocupar com o árbitro.


Fifa vê replay inconveniente no telão que gerou reclamação do Brasil
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A Fifa entendeu que houve um erro no estádio de Rostov ao exibir o replay do lance do gol da suíça em que há uma discussão sobre falta em Miranda. Após o replay, aumentou a pressão de reclamação de jogadores brasileiros. Oficialmente, a federação internacional não fala do assunto.

O gol ocorreu em um cruzamento em que Zuber completou de cabeça após apoiar os braços em Miranda, teoricamente, empurrando. Logo após o lance, o goleiro Alisson reclamou.

Em seguida, o lance apareceu no telão duas vezes. Isso foi um erro porque lances polêmicos não deveriam aparece em replay no telão do estádio. Logo após, a reclamação aumenta e Neymar tenta mostrar ao árbitro Cesar Ramos para ele ver a imagem no telão.

A questão é que não há um funcionário do departamento de arbitragem da Fifa para decidir se o lance vai ou não ao ar. Não é a primeira vez em Copa do Mundo que um replay é exibido de forma inconveniente no telão quando não deveria acontecer, e gera reclamação local.

Neste momento, o árbitro de vídeo já tinha sido consultado de forma silenciosa e tinha dito que não houve nenhuma falta. O entendimento da Fifa é que o jogo não deve ser parado constantemente, e que só lances claros devem ser analisados.

 


Osório dá a sua blitz na Alemanha em Moscou
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Quem tem o controle da bola tem um controle do jogo. É uma frase muitas vezes ouvidas na descrição de jogos de futebol. Não poderia estar mais longe da verdade no caso do confronto México contra a Alemanha. O técnico Juan Carlos Osório armou uma verdadeira blitz em Moscou para surpreender os alemães. E, ao contrário de outras blitze sobre a capital russa, deu certo.

Desde o início, o time mexicano exerceu uma pressão fortíssima sobre a saída de bola e sobre o jogo de passes alemães. Retomava a bola só para tê-la por pouco tempo. Não eram em mais de cinco ou seis toques que o time latino americano chegava na frente do gol de Neuer.

Contribuía para o cenário uma recomposição defensiva frágil da Alemanha que expunha seus zagueiros. E o México cansou de perder gols, parecendo que repetiria fracassos anteriores em Mundiais quando esteve tão perto de vencer e não vencer. Na estreia da Copa, no entanto, o México jogou como nunca… e venceu.

Uma lição de contra-ataque foi armada com a bola retomada na intermediária defensiva. A bola saiu em uma triangulação que acabou nos pés de Lozano para driblar o zagueiro e chutar no canto de Neuer. A Alemanha estava atônita.

Na volta para o segundo tempo, não havia mais pernas no time mexicano para manter o ritmo. Foi a tática de Osório. Atacar no primeiro tempo e poder esperar mais atrás depois do invervalo.

A Alemanha era tão ofensiva que quem cruzava as bolas na áreas era Boateng. Na defesa, estavam expostos ao um contra um. O México podia ter matado o jogo, não matou. Nem os alemães foram capazes de transformar sua pressão em gol.

Ao final, o estádio Luznik ouviu um estrondo como poucas vezes no festejo da torcida mexicana, jogadores se abraçavam, o comentarista de TV Jorge Campos chorava na tribuna de imprensa. E o som do estádio tocou uma música mexicana.

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Copa gera uma dúvida para o árbitro de vídeo: o que é um pênalti claro?
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Os jogos de sábado da Copa do Mundo levantaram uma questão sobre o uso do árbitro de vídeo: o que é um pênalti claro e um interpretativo? Só no primeiro caso o vídeo pode ser usado, enquanto lances duvidosos não devem ser decididos na telinha. A questão é que definir se um possível pênalti é uma interpretação ou claro continua a ser uma decisão subjetiva da cabeça do juiz de plantão.

De manhã, o árbitro Andres Cunha apelou ao vídeo para marcar o pênalti sobre Griezmann em favor da França. Houve quem achasse que não foi, uma minoria diga-se. Mas, sendo assim, não seria um caso de interpretação? Na realidade, Cunha entendeu que era tão claro que apelou ao auxílio tecnológico.

Na sequência, uma atitude bem diferente do árbitro polonês Szymon Marciniak durante a partida de Argentina e Islândia. Ele preferiu não consultar o árbitro de vídeo em nenhuma situação. Seu único pênalti marcado foi no argentino Mezza, sem consulta.

Ora, o argentino Pavón entrou na área quase no final do jogo e se chocou com um defensor islandês. Os argentinos reclamaram de ser uma penalidade clara. O árbitro se recusou a olhar no vídeo. Eu estava na frente do lance na arquibancada e, ao vivo, não pareceu falta. No replay, com câmera lenta, a ideia pode mudar. Pela regra do uso do VAR, a câmera lenta só deveria ser usada para identificar o ponto da falta, não se houve a falta. Certo é que a câmera lenta complica ainda mais as coisas.

E houve outro lance, uma mão de um zagueiro islandês. Estava longe do corpo, mas a bola resvala em seu corpo antes. Assim, não deveria ser pênalti. Mas, de novo, é uma questão de interpretação.

Por fim, na última partida do dia, Peru e Dinamarca, o árbitro Baraky Gassama não apelou imediatamente ao árbitro de vídeo quando Cueva foi derrubado na área. Haverá discussão de uma minoria, mas ali, sim, o lance parece claro para a maioria, uma rasteira. Ele demorou, mas finalmente olhou a televisão… e deu o pênalti. Até na mesma cabeça há duas interpretações.

Assim, o árbitro de vídeo é, sim, um avanço enorme por acabar com erros bizarros no futebol. Não dá para aceitar que falhas inacreditáveis da arbitragem decidam jogos. Isso não acabará, no entanto, com a subjetividade das decisões dos árbitros que continuarão a existir como a Copa já provou.

Tags : Copa-2018