Blog do Rodrigo Mattos

Fla analisa troca de estádio para Libertadores após acidente na Ilha
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A diretoria do Flamengo já comunicou a Conmebol sobre o problema da queda de duas torres de iluminação do campo da Ilha do Urubu em tempestade no Rio de Janeiro. Agora, o clube faz uma avaliação técnica para saber se é possível recuperar a arena a tempo ou haverá uma troca do local do jogo contra o River Plate, no dia 28 de fevereiro, pela estreia da Libertadores. Há uma tendência por Volta Redonda em caso de alteração de estádio.

Neste caso, a Conmebol decidiria o lugar por ser uma questão de força maior com indicação do clube. É o que está previsto no regulamento da Libertadores. A entidade tende a indicar um local mais próximo do Rio de Janeiro para reduzir custos dos times.

O Flamengo já jogaria sem torcida por conta de punição da Conmebol por incidentes no Maracanã. Por isso, tinha indicado a Ilha do Urubu que abriga menos de 20 mil pessoas. A Conmebol aprovou de forma condicional porque não haveria público Mas a tempestade de quinta-feira de madrugada derrubou duas torres de iluminação do campo.

A expectativa do Flamengo e da Conmebol é ter uma posição técnica sobre o assunto até o final da tarde. Mas pode ser que isso se prolongue por mais um dia já que engenheiros contratados pelo clube estão no local avaliando a situação.

Caso seja necessária a mudança, pelo regulamento, a confederação sul-americana poderia decidir o local sem aprovação do River Plate por conta de motivo de força maior. Neste caso, a tendência seria por um local mais perto do Rio de Janeiro.

Sem ter o Maracanã e Engenhão disponíveis, o Flamengo teria como opção Volta Redonda, o que atenderia o regulamento de estar a menos de 150km de um aeroporto. A única outra alternativa seria se o Botafogo voltasse atrás de seu veto ao clube rubro-negro de jogar em seu estádio o que é bastante improvável no momento.


Neymar tentará penhorar receitas do Barça na Justiça por bônus
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O atacante Neymar preferiu ação na Justiça comum da Espanha para cobrar valores contratuais do Barcelona por entender que é mais fácil bloquear rendas do clube do que na Fifa. A federação internacional encerrou a ação do jogador justamente porque não pode haver cobrança em dois âmbitos. Agora, o jogador pretende entrar com pedidos para reter receitas do time espanhol.

Após a rescisão do contrato entre as partes, e a transferência para o PSG, Barcelona e Neymar recorreram à Justiça e à Fifa com cobranças contra o outro lado. A discussão girava principalmente em torno de um bônus por renovação a que o jogador teria direito. O clube espanhol avalia que, como ele saiu, não tem porque receber, e ele quer ganhar os valores.

No total, a discussão envolve € 43 milhões em cobranças por parte de Neymar. Inicialmente, ele levou essa demanda à Fifa no ano passado. Como noticiou o UOL Esporte, no final de janeiro, ele entrou com um processo na Justiça Espanhola.

Foi a partir daí que a Fifa decidiu encerrar o processo já que seriam duas cobranças. Os advogados de Neymar sabiam disso. Mas a intenção deles é pedir a penhora de rendas do Barcelona na Justiça da Espanha.

O entendimento do estafe do jogador é de que o time espanhol tem muita liquidez em suas rendas, que têm múltiplas fontes como contratos de TV, patrocínio, etc. Assim, poderiam obter uma retenção de uma parte das receitas para que fosse feito o pagamento do bônus. O Barcelona tinha pago a primeira parcela, mas não a segunda, a qual os advogados acrescentaram a cobrança de juros e multa.

Ao mesmo tempo, o time espanhol cobra a devolução do dinheiro já recebido por Neymar por entender que ele descumpriu os termos do seu bônus ao deixar o clube. Afinal, a premiação era para renovação do acordo e ele saiu em seguida.


CBF ganha R$ 10 milhões por ano do contrato da Globo da Série B
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A CBF ganhará pelo menos R$ 10 milhões do contrato de televisão do Brasileiro da Serie B, assinado com a Globo e SporTV. Esse dinheiro será a título de taxa de administração de um acordo total de R$ 180 milhões. Os clubes devem ficar com cerca de 70%, pois a confederação ainda usará outra fatia para despesas de logística. A entidade não quis comentar os valores.

Na última semana, a diretoria da confederação não quis investir no árbitro de vídeo no Brasileiro da Série A alegando que não ganhava nada no campeonato. Mas, na Série B, quem negocia e assina o contrato pelos clubes é a CBF. Foi assinado um novo contrato válido de 2018 até 2022.

No Conselho Técnico da Segundona, nesta semana, ficou estabelecido que cada clube teria direito a uma cota de televisão no valor de R$ 6 milhões. Serão 18 clubes com esse direito, o que soma R$ 108 milhões. Coritiba e Goiás estão fora porque seus ganhos estão atrelados ao Brasileiro da Série A.

Além disso, os times tinham antecipado o recebimento de R$ 20 milhões. Ou seja, do total do contrato, restavam R$ 160 milhões a serem distribuídos.

Mas a CBF ficou com uma taxa de administração de 6,5%. Não ficou claro se esse percentual incide sobre o total ou sobre o que sobrou após as antecipações. Dessa forma, o ganho da confederação varia entre R$ 10,4 milhões e R$ 11,7 milhões.

A confederação também explicou aos clubes que outros R$ 30 milhões serão usados para despesas de viagens e logística da competição. Isso dá em torno de R$ 80 mil por jogo. Quem costuma fazer as viagens da CBF são as empresas de turismo de Wagner Abrahão, empresário envolvido em esquemas relatados em CPIs e no caso Fifa nos EUA além de já ter feito negócios com o presidente afastado da confederação Marco Polo Del Nero.

O restante do dinheiro seria usado também para itens de logística da competição, inclusive arbitragem. Assim, o dinheiro que a CBF declara em seu balanço investir na Série B é, na verdade, proveniente do contrato de televisão da competição. Restou, portanto, aos clubes essa fatia de menos de três quartos do dinheiro total do contrato feito com a Globo e SporTV.

A CBF não quis se pronunciar sobre os valores contratuais, alegando que os contratos são confidenciais. Veja na posição abaixo.

''Os contratos têm cláusulas de confidencialidade que impedem o repasse destas informações. A divisão das receitas essenciais foi estabelecida pelos clubes em negociação direta com a empresa detentora dos direitos e é integralmente cumprida. Já a divisão das cotas entre os clubes é feita de acordo com a decisão soberana do Conselho Técnico da referida Série. Este ano, os clubes optaram pela divisão igualitária dos valores”.

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Por contrato, Cruzeiro se comprometeu a defender Fred e não discutir multa
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Fred em ação durante jogo do Cruzeiro no Campeonato Mineiro (Thomás Santos/AGIF)

O Cruzeiro se comprometeu a defender o atacante Fred em qualquer ação movida pelo Atlético-MG, e a pagar a multa com o clube rival sem discutir se é válida. É o que está escrito em um contrato assinado entre o clube cruzeirense e o jogador na ocasião de sua contratação a que o blog teve acesso.

O Atlético-MG está exigindo de Fred o pagamento da multa de R$ 10 milhões em ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas, órgão arbitral ligado à CBF. Quer a quitação ou pede a rescisão do contrato entre Cruzeiro e o atacante até seu pagamento. Fred se defende sozinho, enquanto o time da Toca da Raposa entrou com ação na Justiça comum para discutir a questão.

Em documento em 22 de dezembro, época da sua contratação, Fred e Cruzeiro assinaram um ''Termo de Responsabilidade''. Pelo acordo, fica claro que a agremiação que deveria tomar a frente de eventuais cobranças.

Na cláusula 2,3, está dito: ''Na eventualidade de o Atlético iniciar qualquer procedimento, judicial, extrajudicial ou de outra natureza, contra o Atleta ou a Seven Sports, independente da época em que esse procedimento venha a existir, o Cruzeiro tomará todas as providências para que o Atleta e a Seven Sports sejam excluídos procedimentos adotados pelo Atletico, de forma que qualquer discussão ou disputa se dê exclusivamente entre o Atlético e o Cruzeiro.''

Em seguida, é explicado que na impossibilidade de exclusão, o Cruzeiro deve pagar pela defesa feita por Fred, e manterá o jogador sem custos por eventuais resultados.

Mais adiante, na cláusula 2.5, o Cruzeiro garante que não vai questionar a validade da multa: ''O Cruzeiro compromete-se a se abster de questionar, por qualquer razão, o Termo de Responsabilidade Contratual e as repercussões, pagando as quantias solicitadas pelo Atlético.''

Como já revelado pelo UOL Esporte, o Cruzeiro deu em penhora a Fred como garantia as cotas de televisão da Globo. Além disso, o clube assinou R$ 10 milhões em promissórias, garantidas pelo presidente e vice-presidente cruzeirenses.

Nesta semana, a diretoria do Cruzeiro informou que considera incerta a multa a ser paga por Fred, e que ele discutiria esta na Câmara da CBF. Questionada novamente pelo blog, a diretoria cruzeirense informou: ''O Cruzeiro já se pronunciou sobre isso e não vai comentar cláusulas de contratos.''

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CBF cobra por árbitro de vídeo valor maior do que transmissão top da Globo
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Teste de árbitro de vídeo (Divulgação/CBF)

O preço cobrado pelo CBF pelo árbitro de vídeo da Série A é superior à mais cara transmissão da Globo feita com produtores independentes. Não houve concorrência aberta no mercado, mas uma tomada de preço com empresas especializadas.

A confederação ressalta que o projeto inclui diversos custos como adaptações de estádios, importação de equipamentos e operadores. Produtores de televisão que não foram procuradores pela CBF dizem que seria possível fazer bem mais barato.

Durante o Conselho Técnico da Série A, a CBF apresentou uma conta entre R$ 40 mil e R$ 50 mil por jogo pelo árbitro de vídeo. No total, cobrou R$ 500 mil por clube por um turno, valor correspondente aos R$ 50 mil por partida. No total, avaliou por R$ 20 milhões o pacote anual para todos. O custo foi o principal motivo apontado por clubes para recusarem o item.

O chefe de arbitragem da confederação, Marcos Marinho, contou ter feito levantamento com três empresas. Não houve concorrência, como acontecerá na Copa do Brasil. As imagens usadas seriam na maior parte da TV Globo porque têm de ser as imagens da transmissora oficial.

O blog obteve a tabela da Globo para produtores independentes na transmissão de jogos. Sem necessidade de deslocamentos, os preços variam de R$ 22 mil a R$ 42,3 mil por jogo, sem necessidade de áudio (o árbitro de vídeo não precisa). São quatro tipos de pacotes, variando número de câmeras e equipamentos.

No premium, há 13 câmeras de HD, e outros 11 itens de recuperação de slow, caminhão de unidade móvel, etc. Tudo isso seria usado no árbitro de vídeo.

Donos de duas produtoras ouvidos pelo blog, que não quiseram se identificar por medo represálias, disseram que o VAR pode ter especificidades, mas, basicamente, necessita de aparelhos similares aos das TVs. Na avaliação inicial de um dos produtores, seria possível baratear a operação a até pelo menos R$ 25 mil, metade do preço da CBF, sendo necessário analisar os dados.

Nenhum dos dois produtores, que trabalham para a Globo e para o Esporte Interativo em praças no Sudeste, Nordeste e Sul, foi procurado pela CBF. No mercado, a informação é de que apenas a produtora Broadcast TV, que é de fato uma das mais qualificadas do país, foi abordada pela entidade para cotar preços. É também uma das mais caras.

A Globo ainda é no Brasil a emissora conhecida por pagar mais aos produtores independentes. A Esporte Interativo chega a fazer jogos com custo de R$ 20 mil.

A confederação diz ter feito ''uma tomada de preço com empresas especializadas e atuantes do mercado, que realizaram seus orçamentos baseados no escopo completo do projeto, operação e logística para a quantidade de jogos estabelecida, levando em conta especialmente as dimensões continentais do Brasil e as viagens decorrentes!''

Ao explicar o tamanho do projeto, a confederação ressalta que foram avaliadas pelas empresas as ''intervenções necessárias em todos os estádios da Série A, a montagem das estruturas jogo a jogo, a capacidade de investimento em equipamentos próprios, a importação do material, desembaraços e questões aduaneiras, o sistema para recepção das imagens, o valor da mão de obra especializada para operar estes equipamentos, bem como seguros e manutenção.''

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Estadual do Rio é emoção (ou é enrolação)?
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Henrique Dourado comemora gol do Flamengo na semifinal (André Mourão/FotoFC)

Ao se ligar a televisão em canal esportivo, entra a propaganda: ''Estadual é emoção'', seguido de imagens de histórias emblemáticas da competição. A Globo e a SporTV exercem o seu justo direito de promover os eventos pelos quais pagaram caro. Duro é convencer o público carioca de que o atual Estadual é de fato emocionante.

Após 47 jogos, o maior público pagante foi de cerca de 20 mil pessoas em um Flamengo e Vasco. O clássico mais importante desta Taça Guanabara foi disputado em Volta Redonda com um público abaixo de 10 mil pessoas.

A Ferj (Federação do Rio de Janeiro de Futebol) certamente divulgará uma média de público fictícia pois tem uma regra que contabiliza 20% da capacidade do estádio presente não importa quem apareça por lá. A renda é igualmente inchada por cotas de TV para parecer que é significativa.

A parte desses truques, o que se vê no gramado é pobre, paupérrimo. Os grandes clubes nem tiveram um tempo que se possa chamar de pré-temporada. Mal voltaram aos treinos e já estavam em campo para jogar no dia 16. Sim, no meio de janeiro, porque é necessário arrastar o Estadual do Rio por 18 longas datas.

E para quê? A fórmula do campeonato é tão esdrúxula quanto à do ano passado. A vitória na Taça Guanabara que será decidida entre Flamengo e Boavista não vale uma vaga na final, na realidade, não vale quase nada. O time classifica-se para as semifinais do campeonato, assim como no caso da Taça Rio.

Uma equipe garante um lugar na decisão só se ganhar os dois turnos. Ou seja, supera todo mundo, bate a todos e aí… tem que enfrentar outro pelo título. De resto, obtém-se vagas por pontuação geral.

Some-se a isso à crise financeira que enfrentam três dos times grandes, Vasco, Fluminense e Botafogo, e temos um cenário desolador. O Flamengo, que só parou de jogar em 2017 em 13 de dezembro, botou reservas e juniores em boa parte do turno, com absoluta razão.

Aliás, os quatro grandes já começam a encarar o Estadual como deve ser: uma competição de pré-temporada, um título menor. Basta ver que as eliminações de Vasco e Fluminense nem fizeram cosquinha em seus técnicos, mais uma vez, com toda razão para as diretorias dos dois. O Botafogo entrou em crise pela eliminação na Copa do Brasil, e demitiu seu técnico Felipe Conceição mais pela derrota para a Aparecidense do que a para o Flamengo.

A propaganda da Globo, de fato, lembra momentos significativos da história dos clubes nos Estaduais. O problema é que quase todos estão em um passado, distante. A competição nunca mais será o que era.

Necessita-se de uma reformulação urgente (máximo de oito, dez datas, mais racional) para sobreviver um mínimo interesse do torcedor em um torneio de tiro curto que não atrapalhe o que interessa. Do jeito que está, salvo uma final um pouco mais interessante, só serve à Ferj e como fundo de tela da TV após o almoço do final de semana, enquanto as pessoas prestam atenção em outra coisa.

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Vasco tem maior parte de cota da Globo em 2018 já antecipada por Eurico
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A nova diretoria do Vasco terá de lidar com uma situação financeira delicada: a maior parte ou toda a cota da Globo por direitos de transmissão de 2018 foi recebida de forma antecipada pelo ex-presidente Eurico Miranda. Há ainda comprometimento de receitas de TV de 2019 do novo contrato. Esse novo acordo só pode ser obtido com a Globo porque não estava no clube.

A informação sobre a antecipação das cotas de TV do Vasco foi confirmada pelo presidente Alexandre Campello. ''Tem um valor significativo antecipado de TV de 2018 e 2019. Um comprometimento importante. Não dá para precisar quanto porque é dividido por parcelas'', revelou o dirigente.

O contrato de televisão é a principal fonte de renda vascaína, representando cerca de 80% do total ou R$ 165 milhões, segundo o último balanço de 2016. No último documento financeiro do Vasco, o registro de antecipações da Globo era de R$ 14,3 milhões. Mas está claro que esse valor subiu bastante em 2017.

''Sei que tem antecipação. O grosso do dinheiro já foi antecipado. Junto à Globo, soubemos que quase tudo de 2018 já foi recebido. Tem uma nova folga no novo contrato (válido até 2019)'', contou o vice-presidente de Finanças vascaíno, Orlando Marques. ''Queremos validar todos essas dados com documentos para ter confiabilidade. Mas é verídico.''

Há ainda outra questão: o clube ainda tem problemas com as cotas de 2019. ''Pelo que sabemos, já tinha sido assinado (contrato de 2019). Foi assinado. Não temos o contrato ainda. Eurico fazia uma gestão muito individualizada. Estamos buscando.'' Após a publicação do post, a Globo informou já ter entregue ao presidente Campello todos os contratos de TV do clube a partir de 2019.

Isso não significa que o Vasco não vá receber nada da Globo em 2018. Há cotas variáveis como as de Pay-per-view que são pagas só depois das vendas, e por isso, a emissora não costuma antecipar.

Não é a única receita comprometida vascaína. Orlando Marques informou que o clube já recebeu os pagamentos pelas transferências de Mateus Vital e Madson, que giravam em torno de R$ 10 milhões. Segundo o dirigente, a informação é de que o dinheiro foi usado para pagar despesas e dívidas.

Campello ressalta que caberá ao Vasco buscar receitas novas. Acertado por Eurico Miranda, o contrato com a Lasa, empresa do ramo famacêutico, está ainda em análise pela nova diretoria. A intenção é verificar se há condições ou cláusulas que podem prejudicar futuramente o clube. Por isso, o jurídico analisa antes de confirmar o compromisso.

Retificação: o texto informou inicialmente que o Vasco ainda não tinha acesso aos contratos da Globo de 2019, mas posteriormente a Globo informou já ter entregue os documentos que não estavam no clube.


Nova regra da Libertadores pune truques de gandula sumido e grama molhada
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A Conmebol fez modificações no regulamento da Copa Libertadores de 2018 para acabar com truques tradicionais como gandulas para atrasar jogos e gramado com condições fora do padrão. As regras da competição passaram a ter sete vezes o tamanho anterior até 2017: saltou de 30 para mais de 200 artigos. Isso faz parte da série de iniciativas para reformular a competição, seguindo o que é feito na Liga dos Campeões.

Há normas específicas para o campo do jogo. Entre elas, está estabelecido que é obrigatória a presença de 12 gandulas com posicionamento definido no gramado. E foi instituída uma multa para o caso de o gandula retardar o jogo e ser expulso. É comum na Libertadores gandulas sumirem quando o time da casa está ganhando, ou serem instruídos a devolver a bola.

''Para cada gandula que for expulso pelo árbitro durante a partida por retardar a posição de bola, por não estar em sua posição ou por não seguir instruções passadas no início da partida, se aplicará multa de US$ 10 mil'', diz o regulamento. Essa multa é superior à aplicada pela confederação sul-americana até para casos de violência.

Em outro artigo, a Conmebol detalha que a grama natural tem que ser cortada entre 20mm e 25mm, sendo essa a altura máxima. Há ainda um protocolo para irrigar o gramado, uma irrigação mais longa duas horas antes da partida e outra mais rápida 20 minutos antes do início do jogo. O delegado da Conmebol vai supervisionar a irrigação.

''Todas as mudanças no regulamento visam uniformizar procedimentos e melhorar a organização das partidas. A CONMEBOL busca uma constante melhoria na organização dos seus torneios e para isso estamos normatizando os processos cada vez mais'', explicou o diretor de competição da Libertadores, Frederico Nantes, ao blog. Ele assumiu recentemente o cargo.

Ele confirmou que o objetivo é instituir normas para acabar com os truques usados na Libertadores. ''A CONMEBOL prima pelo Fair Play e que todas as partidas sejam disputadas com condições semelhantes de organização, com procedimentos uniformes. Para isso estamos empenhados e por isso estamos cada vez mais detalhando o Regulamento e criamos o Manual de Operações da competição'', completou.

Em outra regra, a Conmebol padronizou a colocação de jornalistas dentro do campo de jogo, e as entrevistas. Agora, essas terão de ser feitas no formato ''flash interview'', com backdrop, como ocorre em eventos da Fifa e da UEFA. Outra regra no campo é a proibição de fumar.

Há ainda outras instruções relacionadas à segurança. Um dos itens deixa mais claro que o clube mandante é o responsável por todas as medidas preventivas para evitar incidentes. Nesse caso, foram mantidas proibições na arquibancada como rolos de papéis, guarda-chuvas, fogos de artifício, etc. No entendimento da Conmebol, esses representam perigo de violência.

''Podem representar sim. Objetos que são facilmente lançados para o campo de jogo e que podem ser utilizados em eventuais brigas entre torcedores, podem representar risco'', explicou Nantes.


Conmebol rejeita pedido da Chape de excluir Nacional por ato de torcedores
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O tribunal da Conmebol rejeitou o pedido da Chapecoense de participar do processo em que o Nacional será julgado pelos atos ofensivos de seus torcedores. Assim, nem será analisada a requisição de exclusão do time uruguaio. Com isso, torna-se bastante improvável que o time catarinense reverta a sua eliminação da fase de pre-Libertadores.

No primeiro jogo desta fase, torcedores do Nacional fizeram gestos de avião caindo em alusão ao acidente que matou a maior parte da delegação da Chapecoense, em 2016. A Conmebol abriu um procedimento em seu tribunal enquadrando no artigo 14 que trata de atos contra a dignidade humana.

O time catarinense tentou entrar com uma recurso na corte para intervir como terceiro, logo depois de ser derrotada em campo na primeira partida. Mas a Conmebol respondeu que não há lugar para solicitação de intervenção de terceiros. Não houve justificativa. A decisão saiu na segunda-feira.

Agora, o Nacional será julgado após apresentar defesa. As penas previstas no Código Disciplinar da Conmebol vão de advertência até a exclusão da competição. Mas essa pena só é aplicada em casos gravíssimos.

Em campo, o time uruguaio venceu os jogos da ida e volta para se classificar à fase seguinte da pre-Libertadores.

 


Galo espera cobrança imediata a Fred na CBF, mas Cruzeiro vê multa incerta
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O Atlético-MG vai insistir em cobrar diretamente de Fred a multa de R$ 10 milhões em ação em corte na CBF e espera uma decisão nas duas próximas semanas. O rival Cruzeiro foi citado na corte só por ter entrado na Justiça o que seria, na visão alvinegra, uma manobra para atrasar o caso. Do lado cruzeirense, há a posição de esperar a discussão da multa que é considerada incerta.

A ação do Galo é de um pedido de tutela de urgência à Câmara Nacional de Resolução de Disputas para pagamento imediato por Fred, que já apresentou defesa. Há a possibilidade de impedi-lo de jogar enquanto a multa não for quitada. A expectativa atleticana é de decisão nas próximas duas semanas.

''Entendemos que é melhor cobrar do Fred. Poderia incluir o clube (Cruzeiro) como solidário, mas o Fred tem condições de arcar com a multa'', contou o vice-presidente do Atlético-MG, Lasaro Cândido, que explicou que o contrato prevê que litígios têm que ser resolvidos na Câmara da CBF.

''Citamos na ação que (Cruzeiro) estão tentando tirar a ação da CNRD. Os dois estão em articulação porque o clube é beneficiário direto da contratação'', defendeu Cândido. ''Isso (ação do Cruzeiro) é uma forma de tergiversar. Não tem nada a ver como o Cruzeiro.''

A ação cível do Cruzeiro contestando a multa resultou em uma decisão judicial de bloquear qualquer valor de multa que venha a ser paga ao Atlético-MG por conta de dívidas antigas. O vice-presidente do Galo afirma que não reconhecerá nenhum pagamento feito por meio judicial.

Por meio de assessoria, o diretor jurídico do Cruzeiro, Fabiano de Oliveira Cosa, informou que aguarda com cautela o desfecho do processo, ''pois o clube tem ciência da cláusula e responsabilizou com o Fred''. Na visão dos cruzeirenses, não é certo que terá de ser feito o pagamento da multa.

''O problema do Cruzeiro não é pagar e sim a quem pagar. Há uma ordem judicial que impede o Cruzeiro de pagar, o Fred fez uma defesa na CNRD e não renunciou ao direito de discutir a cláusula. O Atlético-MG está discutindo por um crédito que não é certo. É uma possibilidade'', analisou Cosa.

Ou seja, segundo a sua posição, Fred discute se tem de pagar a cláusula ao Atlético-MG, apesar de ter assinado um contrato nesse sentido.

Um advogado neutro consultado pelo blog afirmou que qualquer clube tem direito a entrar na Justiça comum, e que pelo fato de o Cruzeiro não estar vinculado à ação na CNRD está livre para recorrer. Ao mesmo tempo, o advogado reconheceu que pode haver um risco para os cruzeirenses se pagarem a multa na Justiça comum. Isso porque poderiam ser cobrado duas vezes pelo débito.