Blog do Rodrigo Mattos

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De veto a meião a elenco limitado. O que irrita brasileiros na Libertadores
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(Atualizado após a reunião às 14 horas)

Em reunião nesta quinta-feira, os clubes brasileiros levaram uma série de reclamações e reivindicações à Conmebol relacionadas a Libertadores. Os itens listados pelos cartolas nacionais foram desde proibições de certos tipos de meiões até um pedido formal para mudanças no regulamento na inscrição de jogadores. Além disso, há os já conhecidos questionamentos ao tribunal da confederação e à segurança.

Foi o primeiro encontro da subcomissão de clubes da confederação sul-americana em que os times puderam oficialmente expressar suas opiniões sobre a competição. Participaram os 16 times das oitavas de final da Libertadores, sendo seis deles brasileiros, Botafogo, Santos, Atlético-MG, Palmeiras, Atlético-PR e Grêmio.

Por isso, os dirigentes brasileiros desses times, além de representantes daqueles na Copa Sul-Americana, se reuniram previamente para levar uma pauta de reivindicações. Da pauta, ficou definido um pedido de mudança de regulamento da Libertadores que se transformou em anual em 2017.

“Defendemos que deve aumentar a possibilidade de troca de jogadores inscritos após a primeira fase. Com a janela, o time pode perder jogadores e não tem como repor na lista”, contou o presidente santista, Modesto Roma Jr. Atualmente, são 25 inscritos, e pode-se acrescentar outros cinco a partir das oitavas de final.

Outro ponto importante levantado é a falta de critério da Conmebol ao definir o que pode e o que não pode no campo e no estádio. Com delegados ou árbitros diferentes, são alterados esses parâmetros, sem um padrão. Um exemplo é dado pelo diretor de futebol do Grêmio, André Zanotta, em jogo em Calama, agora em 2017:

“Os jogadores agora têm o hábito de trocar o pé da meia por outro especial para não escorregar. Nosso fabricante entrega para nós costurados. Quando chegamos em Calama, o quarto árbitro disse que não permitiria. Tivemos que comprar meias brancas no local”, descreveu Zanotta. “Pouco antes do jogo, insisti com o árbitro que permitiu.”

Outra observação é que a Conmebol só permite 18 jogadores no banco ao contrário de outras competições. Zanotta procurou o diretor técnico da Conmebol, Hugo Figueredo, para que aumentasse o número de jogadores para o banco pois pode se perder gente pouco antes do jogo.

Mais uma questão levantada é sobre a Conmebol tomar o estádio e cobri-lo todo para os jogos da Libertadores. Marcas e placas têm que ser só de patrocinadores da entidade. O telão de estádios, por exemplo, não pode passar marcas que têm acordos com os clubes.

“Gostaríamos que eles contratasse uma empresa para cuidar da imagem da competição, e da segurança. Deveriam terceirizar essas questões”, contou o vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino.

O padrão usado pela Conmebol é igual da UEFA na Liga dos Campeões, mas os clubes reclamam que a remuneração é muito menor. Portanto, não dá para impor os mesmos padrões.

A reclamação mais recorrente talvez seja em relação ao tribunal da Conmebol e à falta de critério. No caso do Palmeiras, o clube tem um recurso que deve ser julgado semana que vem sobre as punições na confusão contra o Peñarol. No caso da Chapecoense, o time foi eliminado por jogador irregular, mas o problema é que detalhes da decisão só foram enviados no dia do sorteio da Libertadores, 15 dias após o julgamento.

“Neste episódio, nos achamos com toda a razão e vamos continuar com esse encaminhamento até a última instância”, disse o presidente da Chapecoense, Plínio Nês David FilhoA Chapecoense não foi ao sorteio da Sul-Americana.


Clubes brasileiros articulam lista de reclamações sobre Libertadores
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Em Assunção para o sorteio da Libertadores, o dirigentes de clubes brasileiros articulam para fazer uma lista de demandas para a Conmebol em relação. Essas reclamações serão apresentadas no dia 15 em reunião da subcomissão dos clubes com a cúpula da confederação sul-americana.

A Conmebol criou o grupo de clubes para dar opiniões sobre o formato da Libertadores. Quem vai estar incluído neste grupo por um ano são os 16 times classificados às oitavas de final da competição, sendo seis brasileiros Atlético-PR, Botafogo, Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Santos.

“Vamos nos reunir entre nós para alinhar a posição”, explicou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Ele não quis adiantar quais as demandas do seu time.

O presidente do Santos, Modesto Roma Jr, também afirmou que haverá pedidos à Conmebol durante a reunião do dia 15. Em encontro no Rio, ele mesmo já tinha se manifestado ao presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, contrariedade em relação às decisões do tribunal da entidade.

Além dos clubes dentro da Libertadores, dirigentes dos brasileiros na Sul-Americana devem ser chamados para a reunião prévia à comissão da Conmebol, como é o caso do Corinthians e Sport que já têm representantes no local. O Fluminense também virá ao Paraguai.

Entre as prováveis itens de discussão dos clubes, estão a falta de transparência e critérios do tribunal da Conmebol, discussão sobre cotas e condições de segurança nos estádios em outros países.

Já houve várias iniciativas de clubes brasileiros para buscar mudanças nas Libertadores. Até agora, os resultados têm sido tímidos.


Por que favoritos Galo, Palmeiras e Fla capengam no início do Brasileiro
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Antes do início do Brasileiro, a maioria dos analistas apontava Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras como os elencos e times mais capazes de brigar pelo título. Passadas quatro rodadas, os favoritos não conseguiram engrenar no campeonato, seja em resultados, seja no futebol apresentado. Por que isso acontece?

Primeiro, é importante que se diga que há boas chances de os três times se recuperarem e passarem ao alto da tabela no transcorrer do Brasileiro. O campeonato só terá um cenário mais claro a partir da 10a rodada, e só na virada do turno costuma se definir quem disputará o título. Mas desempenho ruim no início impactará suas campanhas.

Feitas as contas, os três times somaram 13 pontos juntos, com uma performance de 36% dos pontos possíveis. Houve dois confrontos entre eles, isto é, seria impossível terem os 36 pontos máximos. De qualquer maneira, é um desempenho decepcionante.

Tanto que o Flamengo é 11o colocado, o Palmeiras, 12o e o Atlético-MG, 17o. Juntos, têm duas vitórias apenas. E o confronto entre o time alviverde e o alvinegro mineiro, neste domingo, mostrou como essas posições refletem o pobre futebol jogado pelas equipes no momento.

Foi um jogo fraco em que o Galo priorizou a defesa à espera de um contra-ataque, e em que o Palmeiras mostrou falta de alternativas para achar espaços contra um adversário fechado. Vamos tentar entender ponto a ponto o motivo da má fase (até agora) dos três favoritos:

Atlético-MG

Não falta talento à linha de frente do Atlético-MG. Só que Roger ainda não encontrou uma forma de juntar todos eles e se manter com um time compacto e confiável. Até brilhou em alguns jogos da Libertadores, mas não no Brasileiro onde não jogou nenhuma partida inteira bem.

Um dos problemas é o fato de a equipe estar muito espaçada quando ataca. Cazares, Otero, Robinho e Fred, quando jogam os quatro juntos, têm dificuldade para se aproximar e recebem bolas às vezes isolados já que o meio-campo está muito recuado. Esse problema é minimizado com Elias em campo, que conecta os setores.

Defensivamente, o time melhorou nos jogos fora (sofreu apenas um gol diante de Fla e Palmeiras) com um volante a mais ao lado de Rafael Carioca. Mas, quando tem que sair como diante do Fluminense em casa, não tem um sistema eficiente para conter os contra-ataques.

Flamengo

O time carioca não tem exibido o futebol consistente que o caracterizou na maior parte do primeiro semestre. Uma das explicações são desfalques importantes como Diego e Everton, entre outros, que agora voltaram ao time. E a queda na Libertadores afetou a confiança do time que passou a errar muito fundamento, principalmente passe. Embora tenha dominado boa parte de seus jogos, o rubro-negro não exibiu um futebol que intimide o rival.

Além da queda na Libertadores e dos desfalques,  o Flamengo tem um dilema em seu jogo. Em 2016 e parte de 2017, exibiu seus melhores momentos com dois ponteiros abertos que voltavam. Só que não tem jogadores no elenco que estejam funcionando nestas funções com Berrío (contundido) e sem eficiência, e Gabriel sem ser incisivo.

Para isso, há duas soluções que se vislumbram no clássico diante do Botafogo. Um é o garoto Vinicius Jr que tem entrado bem e ensaia queimar etapas em sua adaptação. Outra é -com a possibilidade de ter Diego, Conca e talvez Everton Ribeiro – o técnico Zé Ricardo fazer a transição para um jogo mais centrado nos meias, e menos na velocidade.

A defesa também tem falhado excessivamente, Vaz foi barrado e Rever tem cometido mais erros do que de hábito. Muralha melhorou nos últimos jogos, mas ainda está longe de exibir a segurança do ano passado.

Palmeiras

Campeão em 2016, o Palmeiras ainda não sabe a fórmula para repetir o feito. Desde a volta de Cuca o time vem procurando uma nova identidade que pode ter elementos do ano passado, mas terá de buscar novidade. Como bem lembrou o treinador, o time perdeu Moisés (este ainda pode voltar), Gabriel Jesus e Vitor Hugo, sendo os dois primeiros bem difíceis de substituir.

Diante do Atlético-MG, o time alviverde apostou em três atacantes rápidos, Roger Guedes, Keno e Willian, em formato já testado por Eduardo Baptista. Faltava profundidade ao time, o que não se resolveu com a entrada de Borja que continua mal.

Além disso, falta jogo de meio de campo ao Palmeiras, com Guerra armando o time só em velocidade, com um Tchê Tchê apagado. Quando o time precisa rodar a bola para achar espaço, não tem um jogador que coordene essa movimentação.

Aposta-se portanto sempre na jogada veloz pela ponta ou nas bolas paradas, e isso torna o time mais previsível para um adversário fechado. A defesa passa por instabilidade com Edu Dracena em má fase, e até Prass em momento hesitante (quase entregou um gol ao Galo desperdiçado por Rafael Moura).


Brasileiro tem início com frente embolada e sem influência da tabela
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O início do Brasileiro tem um início sem influência da tabela de mando de campos e com a posições na frente bem mais embolada do que nos anos recentes. Nessas três primeiras rodadas, o fator casa teve peso relativo já que boa parte dos times com mais pontos atuaram fora. E há oito times com mais de seis pontos, número acima do normal no campeonato.

Primeiro, é preciso ressaltar que a posição na terceira rodada em geral tem pouco significado para o resultado final do campeonato. Há times campeões que até figuravam nas quatro primeiras colocações neste estágio, mas em geral só se estabilizavam na disputa mais à frente no campeonato.

Para complicar qualquer análise, há oito times com mais de seis pontos ao final da terceira rodada, um cenário só visto em 2011. A Chapecoense ainda pode se somar ao grupo em jogo contra o Avaí, nesta segunda-feira. Em geral, esse número é bem menor prevalecendo empates que deixam equipes emboladas no meio, e não na frente.

Teoricamente, isso poderia levar a conclusão de que a tabela da CBF com dois jogos seguidos em casa para um time ajudou os times a somar mais pontos. Mas as duas equipes que estão na ponta, Corinthians e Cruzeiro, jogaram duas vezes fora. O mesmo ocorreu com Grêmio e Coritiba que têm seis pontos e vêm na sequência da classificação.

Entre os oito que somaram pelo menos seis pontos, São Paulo, Vasco e Botafogo atuaram duas vezes em casa. São cinco times, portanto, que atuaram mais fora.

O início dos favoritos ao Brasileiro é ruim, o que torna o cenário mais nebuloso. O Flamengo até somou cinco pontos em três jogos, sendo dois deles fora. Mas o Atlético-MG tem apenas dois pontos após jogar duas vezes no Independência, e o Palmeiras perdeu as duas como visitante.

O bloco de times que tem capacidade técnica de enfrenta-los – Fluminense, Corinthians, Grêmio, Cruzeiro e o São Paulo – mostra estar próximo no futebol que é capaz de desenvolver. Difícil portanto tirar conclusões sobre esse início do Nacional. Como nos outros anos, um quadro mais claro só será conhecido quando houve um quarto do campeonato disputado. Ainda assim, bem sujeito a reviravoltas.

 


Dívida de clubes com governo sobe no 2º ano do Profut. Veja os devedores
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Depois da implantação do Profut, em 2015, houve uma redução na dívida dos clubes com o governo federal por conta de descontos de multas após a adesão. Mas, no ano passado, esse débito voltou a subir porque os times estão pagando parcelas reduzidas no início, aponta um estudo da BDO Sports Management. A expectativa é que o passivo só passe a cair em dois anos quando houver pagamento de parcelas maiores.

Explica-se: pelas regras do Profut, os clubes pagam 50% da parcela devida nos dois primeiros anos. Em seguida, a parcela passa para 75% por mais dois anos. Depois, atinge um patamar de 90% por mais dois anos. E só atinge 100% após esse período. Quem aderiu no final de 2015 vai ter o primeiro reajuste no final de 2017. A exceção é a dívida de FGTS que tem parcelas fixas.

Enquanto isso, o débito é reajustado pela taxa Selic, que atualmente está em 12,15%. Ou seja, os pagamentos feitos pelos clubes são inferiores ao crescimento do débito tributário consolidado na Receita.

Em 2016, a dívida dos 23 maiores clubes brasileiros com o governo aumentou 9% ou R$ 230 milhões, atingindo o valor de R$ 2,6 bilhões, apontou o relatório da BDO. O estudo da consultoria fala em estagnação do débito fiscal, levando-se em conta os dois anos de Profut e a inflação. Em 2015, o débito fiscal teve queda de R$ 100 milhões.

O reajuste ocorreu no débito fiscal de quase todos os 23 clubes. O maior devedor é o Botafogo, seguido de Atlético-MG, Flamengo e Corinthians (veja valores abaixo). O blog apurou que, quando a parcela representar 75% do total, a tendência é a dívida estagnar e se manter estável. Só passaria a haver queda real do débito fiscal dos clubes a partir de 2020 quando os clubes então pagarem 90% da parcela.

Maior devedor, o Botafogo mostra em seu site a previsão de seus pagamentos dentro do Profut. Em 2016, o clube estimou pagar R$ 5,150 milhões. Esse valor saltaria para R$ 8,6 milhões em 2021 como pagamento integral. Só que esse valor será maior porque a dívida será reajustada pela Selic nos próximos quatro anos.

Será portanto a partir de 2020 que os clubes passarão a ter um real peso de dívidas fiscais sobre seus orçamentos, e assim poderão começar a reduzir o montante que acumularam de débitos durante anos com o governo. Veja quanto cada um deve:

1º Botafogo – R$ 292,7 milhões

2º Atlético-MG – R$ 284,3 milhões

3º Flamengo – R$ 282,3 milhões

4º Corinthians – R$ 232,2 milhões

5º Vasco – R$ 194 milhões

6º Fluminense – R$ 193,4 milhões

7º Cruzeiro – R$ 188,7 milhões

8º Santos – R$ 155,2 milhões

9º Bahia – R$ 111,5 milhões

10º Internacional – R$ 109,4 milhões

11º São Paulo – R$ 104,5 milhões

12º Coritiba – R$ 100,2 milhões

13º Grêmio – R$ 96,1 milhões

14º Palmeiras – R$ 79,1 milhões

15º Sport – R$ 64,6 milhões

 


Após Profut, clubes controlam gastos com futebol e reduzem dívida em 2016
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Após a implantação do Profut, os grandes clubes brasileiros controlaram gastos com futebol e conseguiram uma redução da sua dívida total em 2016. É o que mostra um levantamento da BDO Sports Management. Mas só se poderá ter certeza sobre os efeitos do Profut sobre os times a longo prazo porque houve um crescimento anormal de dinheiro com televisão por luvas neste ano.

As receitas dos 23 clubes de maiores receitas saltaram para R$ 4,462 bilhões em 2016, um aumento de 29%, bem acima da inflação. Pelo padrão do futebol brasileiro, isso representaria uma explosão de gastos no futebol para aproveitar o dinheiro extra. Mas não foi o que ocorreu dessa vez.

Houve, sim, um crescimento de gastos com o futebol de 9,4%, pouco acima da inflação, o que elevou o valor a R$ 2,888 bilhões. Isso significa que as despesas com futebol ficaram em 58% da receita total. “Com o forte crescimento da receita e com a nova lei que vigora no segmento (PROFUT), o indicador Custo do Futebol/Receita Total atingiu seu menor valor no período analisado”, aponta o relatório da BDO.

Para completar, os clubes nacionais apresentaram um superávit de R$ 423,7 milhões. “Apenas 6 dos 23 clubes apresentaram déficit em seus balanços em 2016”, contou a BDO. Esses times que apresentaram déficit foram: Sport, Avaí, Botafogo, Coritiba, Internacional e Cruzeiro. Lembre-se que as regras do Profut estabelecem que os clubes têm de reduzir seus déficits até zerá-los.

Como consequência, houve uma redução discreta do endividamento líquido dos grandes clubes nacionais. Esse caiu para R$ 6,390 bilhões, R$ 63 milhões a menos do que em 2015. Em dois anos, houve 5% de queda no débito dos times. Lembre-se que, considerada a inflação, essa queda foi maior. A redução foi maior em relação a empréstimos: houve queda de 7% com o valor ficando em R$ 1,6 bilhão.

Mas isso não significa que todos os clubes conseguiram reduzir suas dívidas. Líderes do ranking dos devedores, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense tiveram aumentos em seus débitos, além de Cruzeiro e Internacional. O São Paulo até teve um aumento de dívida, mas esse valor já caiu em 2017 com o pagamento de empréstimos e direitos de atletas. “16 dos 23 clubes apresentaram redução em seu endividamento com empréstimos”, apontou o relatório da BDO.

A dívida não é um índice absoluto para saber a situação financeira de um clube. É preciso levar em conta sua receita em relação ao débito, a natureza dos passivos e os gastos do clube. O Botafogo é o maior devedor na lista, mas é preciso lembrar que o Corinthians não incluiu o débito do estádio em seu balanço. Veja abaixo a listas da maiores dívidas de clubes brasileiros:

1o Botafogo – R$ 753,1 milhões

2o Atlético-MG – R$ 518,7 milhões

3o Fluminense – R$ 502 milhões

4o Flamengo ** – R$ 460,6 milhões

5o Vasco – R$ 456,8 milhões

6o Corinthians *- R$ 424,9 milhões

7o Grémio – R$ 397,4 milhões

8o Palmeiras – R$ 394,8 milhões

9o São Paulo – R$ 385,3 milhões

10o Cruzeiro – R$ 363 milhões

110 Santos – R$ 356,6 milhões

12o Internacional – R$ 311,6 milhões

13o Atlético-PR – R$ 264,5 milhões

14o Coritiba – R$ 187,1 milhões

15o Bahia – R$ 166,4 milhões

* O débito do Corinthians em relação a sua arena gira em torno de R$ 1,4 bilhão, mas uma parte desse valor deverá ser abatido por CIDs e ainda está em negociação.

**O Flamengo alega ter uma dívida de R$ 390 milhões porque não considera como débitos adiantamaentos de receitas, ao contrário da BDO.

 


Patrocínio a clubes só cai desde Copa-2014. Palmeiras se salva
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Receitas com patrocínio e publicidade têm sido das que mais crescem no futebol mundial. Não no Brasil. Com o país em crise econômica, as parceiras comerciais em camisas de clubes perderam valor real nos últimos três anos considerada a inflação, segundo estudo da BDO Sports Management sobre as contas de 2016. Só quem se salva com valor significativo na camisa é o Palmeiras com a Crefisa.

O estudo da BDO aponta que os 23 clubes mais ricos do país ganharam R$ 524,1 milhões no ano passado com patrocínios. Houve um crescimento de apenas 4% em relação ao ano anterior sendo que a inflação foi de 6,29%.

Essa perda de valor ocorre, ironicamente, desde o ano da Copa-2014 quando havia a promessa de um boom no futebol nacional. Naquele ano, houve queda de patrocínios aos clubes depois de anos de alta. Do final de 2013 para cá, se o investimento tivesse crescido pelo menos o percentual da inflação (22%), teria chegado a R$ 586,8 milhões. Ou seja, o mercado perdeu em valor real em torno de R$ 60 milhões.

“Se consideramos a inflação, e o investimento da Caixa, o patrocínio voltou ao patamar de 2010”, analisou o consultor da BDO, Pedro Daniel. “Considerando o dólar que era mais baixo em 2010, o valor caiu. Com o câmbio favorável, seria para as multinacionais quererem investir no futebol aqui. Não aconteceu.”

Isso apesar do investimento pesado da Caixa Econômica Federal em uniformes de clubes chegando a atingir patamar de R$ 150 milhões. Na prática, o banco responde por 30% do mercado nacional de patrocínio. Sem esse dinheiro, a queda seria ainda mais acentuada.

Mercados maduros do futebol costumam ter divisão balanceada de receitas. Na Europa, a TV é a principal fonte de renda, mas não fica tão à frente de patrocínios e bilheteria. No Brasil, com a queda dos patrocínios, a televisão já responde por cerca de metade das rendas dos clubes do total.

Em 2016, os 23 clubes mais ricos do país arrecadaram R$ 4,962 bilhões. Desse total, apenas 11% foram de patrocínios aos times. Há sete anos atrás, em 2010, esse percentual chegava a 17%. O mercado de publicidade dos clubes simplesmente regrediu.

No ranking, o que se percebe é que o Palmeiras se salvou dessa queda com a Crefisa. Líder no país no quesito, o clube atingiu R$90,7 milhões em 2016, um crescimento de 30% sobre o ano anterior. Foi seguido pelo seu rival Corinthians com R$ 71,5 milhões e aumento dentro da inflação. Já o Flamengo, que era líder, caiu 22%, atingindo R$ 66,3 milhões – isso aumentou sua dependência da televisão.

Fora do topo, São Paulo (77%), Atlético-MG (94%) e Altético-PR (60%) tiveram evoluções nos seus ganhos de patrocínios significativos percentualmente. Mas, no caso do tricolor, está recuperado o que tinha perdido em 2015. E Galo e Furacão partiram de patamares mais baixos. Veja abaixo o ranking de patrocínios:

1o Palmeiras – R$ 90,7 milhões

2o Corinthians – R$ 71,5 milhões

3o Flamengo – R$ 66,3 milhões

4o Grêmio – R$ 35,5 milhões

5o São Paulo – R$ 35,3 milhões

6o Internacional – R$ 34,2 milhões

7o Atlético-MG – R$ 31,6 milhões

8o Cruzeiro – R$ 26,8 milhões

9o Santos – R$ 22,4 milhões

10o Fluminense – R$ 15,7 milhões

11o Vasco – R$ 13,6 milhões

12o Botafogo – R$ 9,4 milhões

13o Coritiba – R$ 9,4 milhões

14o Sport – R$ 9,3 milhões

15o Bahia – R$ 9 milhões

16o Vitória – R$ 8,8 milhões

17o Chapecoense – R$ 7 milhões

18o  Atlético-PR – 6,8 milhões

19o Figueirense – R$ 6,8 milhões

20o Ponte Preta – R$ 6 milhões


Clubes vão ao Congresso por eleição na CBF, mas paulistas não participam
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Em reunião em São Paulo, seis grandes clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense) decidiram levar a parlamentares no Congresso a discussão da eleição na CBF. Eles querem que seja esclarecida a Lei Profut para determinar se têm direito de participar da aprovação de mudanças no estatuto, o que tornaria ilegal a alteração feita pela confederação. Os clubes paulistas decidiram não participar do encontro apesar de convidados.

A CBF e as federações estaduais votaram por modificação no estatuto da entidade para concentrar mais poder. As entidades estaduais passaram a ter peso três no voto, os clubes da Série A tiveram peso dois, e os da Série B, peso um. Times não foram avisados.

No entendimento dos clubes, a Lei Profut obriga que as agremiações participem da assembleia geral administrativa para aprovar esse tipo de mudança. Por isso, os dirigentes irão falar com deputados.

“Buscamos o melhor caminho. Não queremos confronto com ninguém. Ficou combinado que cada clube vai consultar parlamentares próximos para saber se o espírito da lei acabou não sendo cumprido. Os próprios parlamentares podem esclarecer. É possível um regulamento também para a lei. Vamos conversar”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A ideia é que seja feita uma audiência com os parlamentares para eles determinarem qual a interpretação correta da lei. O relator da lei Profut, Otávio Leite, (PSDB-RJ) já afirmou que entende que a lei foi desrespeitada pela CBF e entrou com ação junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro para anular a eleição. Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) também deve ser procurado pelo grupo pois ele entende o direito dos clubes.

A reunião foi marcada em São Paulo justamente para atrair os grandes clubes paulistas. Mas nenhum deles apareceu no encontro embora tenham tido contato telefônico com os presentes. Alguns tinham problema de agenda como os presidentes do Grêmio e Santos que não estavam no Brasil. Mas não mandaram representantes.

Desde que Marco Polo Del Nero assumiu a presidência da CBF, os clubes paulistas têm se posicionado a favor dele e se recusaram a participar de qualquer movimento para discutir questões da confederações, mesmo quando perdem poder como ocorreu no caso das regras da eleição. Ressalte-se que o presidente santista, Modesto Roma Jr, tem feito críticas pontuais à confederação, inclusive sobre a mudança de regra na eleição. Ele não está no Brasil nesta sexta-feira.


Clubes se encontram em São Paulo para debater mudança na eleição na CBF
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Um grupo de grandes clubes brasileiros se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para discutir se serão tomadas medidas em relação às mudanças de estatuto da CBF que tiraram poder das agremiações. A reunião vem sendo articulada desde a semana passada em sigilo para não causar reações antes de os times saberem exatamente o que querem fazer.

As federações estaduais e a CBF votaram uma alteração no estatuto da entidade para alterar o peso dos votos na eleição para presidente. Com a nova regra, as federações passaram a ter peso três na votação, os clubes da Série A, dois, e os da B, um. Assim, as entidades estaduais têm mais votos (81) do que as agremiações (60). O movimento foi feito sem consulta ou aviso aos clubes.

Dirigentes de times ficaram irritados com a atitude da CBF e reclamaram da perda de poder sem discussão. Ainda mais porque a confederação tinha convocado todos os cartolas para opinar sobre as mudanças de estatuto, mas, no final, decidiu fazer uma versão sozinha só ouvindo federações.

Entre os clubes articulados, estão Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, e provavelmente os grandes de São Paulo (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos), e o Cruzeiro. Não há certeza sobre a presença de todos, nem se haverá mais times no movimento justamente pelo sigilo mantido em relação ao encontro. A sede de um dos times paulistas da capital deve ser usada como local da reunião.

A pauta da reunião não está completamente definida, embora a reunião tenha sido motivada pela irritação com a atitude da CBF em mudar o sistema eleitoral para manter o poder. Dificilmente, no entanto, haverá uma revolta geral com a confederação pelo que o blog ouviu dos dirigentes que vão participar.

Mas há a intenção de tomar alguma medida já que os dirigentes de clubes perceberam que foram vistos como fracos diante da confederação por não reagirem às mudanças no estatuto. Há entre alguns cartolas que vão à reunião uma descrença em relação aos resultados já que as agremiações nunca conseguiram se unir de fato para reivindicar suas demandas. É imprevisível o que sairá da reunião.


Corinthians quer negociar Giovanni Augusto em dívida com Galo por atleta
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A diretoria do Corinthians pretende negociar o meia Giovanni Augusto, mas ainda tem uma dívida com o Atlético-MG pela contratação do jogador. Uma parcela do pagamento ao clube mineiro de R$ 1 milhão venceu em outubro de 2016 e ainda não foi paga. Isso não impede uma transferência do meia.

O Corinthians acertou que pagaria € 3,5 milhões (R$ 16 milhões) por parte dos direitos de Giovanni Augusto no início de 2016. O pagamento seria parcelado. Mas o Corinthians não quitou o valor de R$ 1 milhão que vencia no ano passado, e agora incide multa sobre este valor.

O Galo tem negociado amigavelmente para receber a quantia devida sem ainda ter ido à Justiça. Entende ter boa relação com o Corinthians e que o caso será resolvido. Havia até uma possibilidade de incluir o valor como abatimento na negociação envolvendo Marlone no final do ano. Agora, a ideia mudou para uma troca entre ele e Clayton.

A dívida do Corinthians com o Galo não trava uma possível transferência de Giovanni Augusto para o Internacional. Mas o Atlético-MG tem a prerrogativa de fazer cobrança judicial se entender necessário já que tem um contrato não cumprido.

O blog tentou contato com o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, que não atendeu os telefonemas.