Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Atlético-PR

Clubes e Turner negociam aumento de renda em meio à divergência contratual
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Em meio a discordâncias contratuais, alguns clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba e Santos) e o Esporte Interativo negociam aumentos de valores além do acordo de TV Fechada para o Brasileiro-2019. Mas não falam a mesma língua. Dirigentes de times esperam um incremento no acordo original para compensar o fato de o Palmeiras ter recebido, na sua versão, luvas superiores aos demais. A Turner, que não aceita alterar o contrato, conversa sobre estender parcerias para melhorar rendas das agremiações.

Como pano de fundo, há uma ameaça desses clubes de levar o caso a um tribunal arbitral. Isso não significaria um rompimento, mas, sim, uma forma de dirimir dúvidas sobre o acordo. Um prazo até 10 de junho foi dado para tentar resolver a questão entre a emissora e os times.

O Esporte Interativo assinou com 16 clubes pelos direitos de transmissão de TV Fechada do Brasileiro, de 2019 a 2020. Entre os times, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Coritiba. Foi pago um valor de R$ 40 milhões para cada um deles como um sinal, em valor que era igual para todos.

A questão é que, recentemente, dirigentes de alguns desses clubes descobriram um contrato extra com o Palmeiras. Esse acordo é relacionado à exploração da base de dados de sócios-torcedores do clube e de amistoso internacionais, em um total de R$ 60 milhões. Na visão dos clubes, eram luvas disfarçadas.

A reivindicação dos clubes como Coritiba, Bahia, Santos e Atlético-PR é que o valor inicial, que funcionava como uma antecipação, não seja descontado do contrato. Assim, haveria um aumento do montante como compensação que seria de R$ 6,5 milhões por ano para cada clube.

O Esporte Interativo não vai revisar nenhum contrato, já que, na sua versão, estes são claros e estão sendo cumpridos pelas partes. Há, no entanto, um negociação com os clubes para novas parcerias para explorar outras propriedades. Entre elas, estão programas de sócios-torcedores, plataformas digitais, amistosos, o que poderia criar acordos extras como os do Palmeiras.

Assim, a emissora poderia fechar novos acordos com os clubes insatisfeitos desde que entenda que essas propriedades possam gerar mais dinheiro. O esforço é para alavancar as receitas dos clubes até porque é interesse da Turner que esses times com os quais têm contrato fiquem na Série A do Brasileiro, ou seus acordos não terão validade. Bahia e Atlético-PR estão lutando na parte de baixo da tabela. Mesma lógica vale para o Fortaleza, atualmente líder da Série B.

Essas divergências contratuais entre o Esporte Interativo e os clubes parceiros são mais um capítulo da novela do Brasileiro-2019. Há também uma discussão entre Atlético-PR, Bahia e Palmeiras com a Globo relacionada aos contratos de TV Aberta e pay-per-view. Nenhum deles fechou acordo com a emissora.


Sem times da Turner, todos os clubes podem ter queda de renda de TV
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Se os três clubes parceiros do Esporte Interativo (Atlético-PR, Bahia e Palmeiras) não assinarem com a Globo, todos os outros times podem ter perda de receita de televisão pelo Brasileiro em 2019. Explica-se: haverá impacto na venda do pacote do pay-per-view do Nacional e deixa de valer a garantia mínima da emissora de pagamento para os clubes.  Assim, a receita de TV destinada às outras 17 equipes pode cair no próximo ano.

Até agora, a Globo assinou com 17 times para TV Aberta e pay-per-view, mesmo alguns times que já tem contrato com o Esporte Interativo como Santos, Internacional e Coritiba. A questão é que esses aceitaram um acordo com fatores de redução por terem fechado parceria com a Turner. Atlético-PR, Bahia e Palmeiras não aceitam essa queda de valores.

O Esporte Interativo deu uma garantia a esses times de cobrir parte dos valores ganhos com a Globo na TV Aberta. Essa garantia foi prorrogada e os clubes podem estender a negociação até março de 2019.

A questão é esses três times bloqueiam praticamente 30% dos jogos da Série A para o pay-per-view e Aberta caso não assinem. Isso significa que o pacote a ser vendido pela Globo seria de 70% do atual. O assinante do ppv não necessariamente vai aceitar pagar o mesmo valor por um produto que não tem todos os jogos. Isso pode representar uma queda na arrecadação dos valores com o programa.

A Globo deu uma garantia mínima de R$ 750 milhões para os clubes caso as vendas não atinjam o valor esperado. Caso superem as expectativas, os times ficam com 38% do total do pay–per-view, sendo que o restante fica com a Globo. A questão é que, pelo contrato, se não houver adesão plena dos clubes, a garantia mínima não vale mais. A distribuição de receita será feita por fatia da torcida.

Para se ter ideia, clubes como Corinthians e Flamengo devem arrecadar mais de R$ 100 milhões em pay-per-view em 2019, o que representaria quase metade de suas receitas de televisão do Brasileiro. Proporcionalmente, outros clubes que têm forte presença no ppv como Atlético-MG e Cruzeiro também seriam afetados. A participação dos clubes nos ganhos do ppv é um outro questionamento feito pelo Atlético-PR em relação ao contrato: não concorda com a distribuição de receita que é feita por declaração de torcida.

Enquanto negocia com os clubes do Esporte Interativo, a Globo pensa em estratégias para evitar uma queda na receita do ppv no caso de um pacote incompleto. Entre outros pontos, há a possibilidade de se lançar novos produtos por internet para tentar maximizar receitas.

Outro ponto em que a Globo pode ser afetado é na venda de publicidade do seu pacote futebol para 2019. Isso costuma ser feito até o final do terceiro trimestre do ano anterior, mas a emissora agora não sabe o tamanho do que tem a oferecer. Mais um prejuízo lateral é no game Cartola FC, como revelou a “Folha de S. Paulo”. Bahia e Atlético-PR já avisaram que não aceitarão nomes de seus times incluídos no programa se não tiverem assinado contrato.


Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
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A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

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Clubes pedem aumento a Esporte Interativo por contrato extra do Palmeiras
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Os clubes que têm contrato com Esporte Interativo para o Brasileiro-2019 pedem uma revisão do acordo com um aumento do valor. Há uma insatisfação por conta de um contrato à parte do Palmeiras que dá mais dinheiro garantido ao clube alviverde. Ao mesmo tempo, alguns times questionam que as luvas não deveriam ser descontadas do total. A insatisfação de alguns clubes foi revelada pelo jornal paranaense “Gazeta do Povo”.

Em 2016, 16 clubes assinaram com o Esporte Interativo para o Nacional-2019. O acordo envolveria um total de R$ 550 milhões se fossem 20 times na Série A, e seria em torno de R$ 192 milhões com as sete equipes atuais. Entre os times na Série A, estão Atlético-PR, Bahia, Palmeiras, Santos, Internacional, Ceará e Paraná.

O Esporte Interativo pagou luvas de R$ 40 milhões para cada um dos principais clubes como Santos, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, Internacional e Palmeiras. Pelo acordo, esse valor será descontado do total, como uma espécie de antecipação.

Agora, clubes reivindicam que não ocorra mais o desconto das luvas. Isso faria uma diferença de cerca de R$ 6,5 milhões por ano por clube em média, dependendo de medições de audiência e colocação no campeonato. Neste caso, os times receberiam em média R$ 27,5 milhões cada um, em vez de R$ 21 milhões cada.

Uma das alegações dos clubes para pedir a revisão é um contrato desconhecido com pagamento extra para o Palmeiras. Explica-se: todos os clubes assinaram que receberiam luvas iguais de R$ 40 milhões. E o time palmeirense tem um contrato, de luvas, de fato de R$ 40 milhões.

Só que, recentemente, os times descobriram um outro contrato do Palmeiras negociando outros direitos. O blog apurou que tratam de amistosos internacionais e base de dados de sócios. Esse acordo previa outros R$ 60 milhões extras para o Palmeiras.

A diretoria palmeirense, de fato, informou ao COF (Conselho de Orientação Fiscal) que o valor a ser recebido do Esporte Interativo seria de R$ 100 milhões. Não disse como estava divido por contratos e direitos. A todos os clubes, sempre foi informado que o Palmeiras ganharia R$ 40 milhões.

Assim, os outros times alegam que esse acordo extra é uma forma de remunerar por fora o Palmeiras, e assim descumpriria a norma que prevê que todos têm que ter luvas iguais. Argumentam com o Esporte Interativo que, como compensação, deveria se abrir mão da devolução das luvas.

Há ainda dirigentes de clubes que assumiram neste ano seus clubes e não estavam na assinatura do contrato. Esses também argumentam que o combinado de boca seria que as luvas eram um extra e não antecipações. Só que essa versão é contestada por pelo menos dois dirigentes que estavam quando o acordo foi firmado e dizem que o que está no papel foi o negociado.

O Esporte Interativo não fala sobre o assuntos contratuais por conta da confidencialidade.


Oposição, Atlético-PR vê em Fernando Diniz chance de ser diferente em campo
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Oposição à CBF e crítica da Globo, a diretoria do Atlético-PR vê no técnico Fernando Diniz a chance de ser diferente também em campo, com um estilo de jogo inovador. É o que conta o homem-forte do clube, Mário Celso Petraglia. Ele decidiu contratar o treinador e ao mesmo tempo lhe dar poderes para implantar suas ideias em todas as divisões dos clubes.

“Fernando Diniz trouxe o que nós buscávamos dentro de campo: inovação, excelência. Não podíamos fazer mais do mesmo no futebol. Estamos eternizados como clube que enfrenta esse cartel da Globo, do sistema. Faltava trazer algo de diferente no futebol, que é o coração do clube”, contou Petraglia.

Logo em seus primeiros jogos, o Atlético-PR tem se caracterizado por um sistema moderno de jogo com prioridade para a posse de bola e jogo de triangulações ofensivo. O esquema com três zagueiros que saem com a bola, em geral, no chão, e abre bastante as jogadas com dois alas, além de contar com três atacantes móveis.

Menos importante do que o esquema, é a ideia de ter a bola e dominar o adversário. Isso baseado em um jogo coletivo, não necessariamente em valores individuais extraodinários. “Temos que ser independentes de craques porque não podemos pagar salários de R$ 500 mil”, analisou Petraglia, que vê no tipo de jogo a chance de compensar a desvantagem financeira para times mais ricos.

A questão é que Petraglia não é exatamente um dirigente muito paciente com treinadores. É notório que o Atlético-PR costuma dispensar rápido treinadores por falta de resultados. Desta vez, ele pretende agir diferente.

“Seguimos a cultura (do futebol brasileiro de trocar técnicos). Vai ser diferente nesse caso. Mudamos muito porque outros treinadores não traziam algo. Era sempre mais do mesmo, com exceção da passagem do Paulo (Autuori). A intenção agora é manter. Felizmente, começamos bem”, afirmou.

Animado com o trabalho inicial de Diniz, o dirigente deu a ele poderes para implantar o modelo em todas as divisões de base do clube desde a sub-14. A ideia é ter uma relação entre Fernando Diniz e os outros técnicos, respeitando-se os treinadores da base. Pela segunda vez, tenta-se uma estrutura verticalidade, como foi feito com Autuori.

A diretoria do Atlético-PR vê paralelos entre sua busca por inovação em campo e às reivindicações por mudanças no futebol. Coincidentemente, o clube terá um jogo importante da Copa do Brasil diante do São Paulo após Petraglia se negar a aparecer em eleição do futuro presidente da CBF, Rogério Caboclo. Outros dois opositores foram Flamengo e Corinthians.

Petraglia falou com o dirigente da confederação por telefone para explicar porque não iria, após receber um pedido para comparecer. “Expliquei que a gente não concordou com o que havia sido feito”, disse ele, sobre a manobra de Caboclo e Marco Polo Del Nero por uma chapa única na confederação. O discurso de Caboclo afirmando que estava comprometido “com os que o apoiaram” desagradou o dirigente atleticano.

“Foi um recado que entendi claro. Quem diz que não está comigo está contra mim. Pode não ter sido a intenção, mas dá uma dupla interpretação”, analisou. O dirigente, no entanto, não teme retaliações como em relação à arbitragem, pois entende que isso é uma prática antiga no futebol.


Caixa fecha patrocínio com 14 clubes sem reajuste e investirá até R$ 153 mi
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A Caixa Econômica Federal já fechou a renovação de contrato com 14 clubes para 2018 com redução ou sem reajustes. Clubes como Flamengo, Cruzeiro a Atlético-MG acertaram acordos com diminuição de espaço na camisa. O orçamento previsto é de um investimento de até R$ 153 milhões, mas ainda não está fechado. A tendência é ser menos do que em 2017.

São os seguintes os clubes que fecharam com a Caixa em lista enviada ao blog: Atlético Mineiro, Avaí, Criciúma, Atlético Paranaense, Paraná, Londrina, Sampaio Correa, Flamengo, Bahia, Ceará, Fortaleza, Goiás e Paysandu. O Cruzeiro confirmou também já ter acertado a renovação.

“Está previsto no ano de 2018 um investimento máximo em clubes de futebol de R$ 152.900,00”, informou a Caixa. Não ficou claro se isso inclui possíveis bônus por premiações que tiveram reajuste em relação ao ano passado.

Houve modificações nas condições já que o orçamento foi reduzido e as negociações durantes entre as partes. Por exemplo, o Flamengo ficou com o mesmo valor fixo de R$ 25 milhões. Só que foi retirada a marca do X da omoplata. Assim, o clube entendeu que aumentará o valor de sua camisa, embora não tenha reajuste da Caixa.

Negociação similar ocorreu com o Atlético-MG e o Cruzeiro. O valor fixo dos dois clubes mineiros caiu de R$ 11 milhões para R$ 10 milhões. Mas ambos deixam de exibir as marcas do banco nas costas, permanecendo como patrocinador máster na frente.

“Os acordos de Atlético-MG e Cruzeiro são iguais por política da Caixa. A diferença é que a premiação possível do Cruzeiro é maior por estar na Libertadores”, contou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antônio Lage. O mesmo aconteceu em favor do Galo no ano passado. O contrato atleticano publicado no Diário Oficial foi de R$ 13,1 milhões, o que inclui as possíveis bonificações.

No caso do Bahia, não houve modificações nas propriedades da camisa do time de Salvador. O valor fixo foi mantido em R$ 6 milhões, com a possibilidade de premiação atingindo R$ 9,3 milhões.

No caso de clubes de menor porte, o Londrina tem como valor máximo R$ 3,1 milhões, o Criciúma, R$ 2,3 milhões, e o Sampaio Corrêa, de R$ 1,3 milhão, em valores já publicados do Diário Oficial. Todos incluem as possíveis premiações.

A Caixa ainda decidiu investir em campeonatos estaduais, como foi revelado pelo blog do Marcel Rizzo.  Entre os campeonatos incluídos, estão o Piauiense, o Paraibano, o Mato Grosso e o Rondoniense. Os valores variam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil.


Arena da Baixada identifica torcedor violento e barra entrada de vetados
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É comum ouvir de clubes ser impossível barrar a entrada de torcedores impedidos de frequentar estádios por ato violento ou que integrem torcidas organizadas. Mas isso já vem sido feito pelo Atlético-PR na Arena da Baixada por meio do sistema de biometria. O time ainda identifica torcedores com comportamentos impróprios individualmente e diz que os pune.

O sistema de biometria da Arena da Baixada foi implantado inicialmente no setor de torcidas organizadas em 2014. Expandiu-se para o estádio inteiro em setembro de 2017. Para entrar, o torcedor tem que estar cadastrado com suas impressões digitais registradas. Só assim acessa ao estádio.

“Quando vai comprar o ingressos, o sistema já identifica pelo CPF se há alguma restrição de acesso. Se houver, bloqueia”, contou o gerente de operações do time paranaense, Fernando Volpato. Isso envolve checagem por vetos administrativos do Atlético-PR ou feitos judicialmente por algum ato violento. E o torcedor só pode entrar com o ingresso registrado em seu nome com sua digital e se a biometria identificar os cinco dedos na leitura.

O sistema também serve para identificar quem tenha cometido algum ato impróprio dentro do estádio. Pelas imagens internas, o rosto é verificado e é possível rastreá-la até sua entrada em uma catraca no estádio. A partir daí, a pessoa é identificada e pode sofrer punições como veto à entrada.

“A gente retroage a imagem até a passagem do torcedor. é muito fácil. Já aconteceu com frequência”, explicou Volpato.

Existem entre 15 a 20 pessoas com punições administrativas impedidas de entrar nos jogos da Arena da Baixada. Além disso, há a lista cruzada com os impedimentos da Justiça do Paraná com base no Estatuto do Torcedor.

Uma das armas do sistema justamente é o cruzamento de dados com o sistema do Estado. O Paraná tem oito milhões de digitais cadastradas no seu sistema, o que pode ser acessado pelo Atlético-PR para facilitar o cadastramento. Quando a pessoa entra no site para se cadastrar, sua digital já aparece automaticamente. Volpato admitiu que, sem isso, seria mais difícil implantar o sistema em todo o estádio.

No Brasil, Grêmio e Internacional já instalaram biometrias também em seus estádios nos setores das organizadas. Ainda não estenderam para seus estádios inteiros. No Rio de Janeiro, há ordem da Justiça, suspensa, de se instalar o sistema. Dirigentes de Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Paysandu e Federação de Futebol do Rio de Janeiro já foram conferir o sistema na Arena da Baixada.

Na visão de Volpato, a biometria já alterou o comportamento dos torcedores na Arena da Baixada. “Difícil quantificar (quanto caiu a violência). O que observamos é a mudança de comportamento do torcedor. Ele já chega de uma forma mais respeitosa por se saber vigiada”, contou o gerente.

Na semana passada, em jogo diante do Londrina, houve uma polêmica em relação ao acesso de uma torcedora do time rival que acusou o Atlético-PR de mandá-la tirar a camisa e ficar de top. Isso porque vestia a camisa que formaria o nome de uma organizada. E adereços de uniformizadas estão vetados na Arena da Baixada por um incidente da torcida do Furacão no ano passado.

O gerente da Arena alega que só foi cumprido o protocolo do clube ao se comunicar a proibição. “As imagens mostram que não houve truculência ou constrangimento”, disse. Segundo ele, 600 funcionários trabalham em jogos do Atlético-PR, e a revista é feita por segurança particulares sem participação da PM.

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Petraglia recusa apoio à chapa única da CBF: ‘Sou contra esse sistema’
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O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, foi um dos três dirigentes de clubes que se recusou a assinar o apoio à chapa única na CBF encabeçada por Rogerio Caboclo. Ao justificar sua posição, ele afirmou que sempre foi contra o sistema eleitoral da CBF que exclui os clubes de decisões e que, por isso, não poderia ser incoerente. Além do Atlético-PR, Corinthians, Flamengo e as federações do Rio de Janeiro e de São Paulo não referendaram a candidatura.

A situação na CBF confirmou que obteve 62 assinaturas de apoio para a candidatura única, de um total de 67. A chapa tornou qualquer outra oposição inviável quando reuniu 25 apoios de federações, o que impedia a inscrição de outro candidato já que são necessários os apoios de oito delas. Os clubes só foram procurados depois que o nome de Caboclo estava garantido para ocupar a CBF de 2019 a 2023.

“Acertei com o Andrés que não assinaríamos”, contou Petraglia. “Minha posição sempre foi contra esse sistema. Tenho que ser coerente”, afirmou Petraglia. O presidente corintiano Andrés Sanchez também se manifestou contrário quando foi feita a manobra política pelo presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero, com o objetivo de eleger Caboclo.

Outra que não assinou foi a diretoria do Flamengo. O presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, afirmou que vai procurar outros membros da sua gestão para discutir o assunto, pois seu mandato será até o final do ano. Mas disse que esse debate não interfere na decisão de não assinar no momento.

O blog apurou que há outros clubes insatisfeitos com a chapa única e o sistema da CBF, mas decidiram referendar o apoio a Caboclo porque entendem que não vale a pena brigar com a situação. Isso porque a chapa é único e não haveria nada a fazer, na palavra de cartolas de alguns clubes que assinaram.

Petraglia e Andrés chegaram a tentar articular uma reunião paralela dos clubes para discutir a questão e questionar o sistema da CBF. Mas a decisão da confederação de reunir assinaturas dos clubes em favor de Caboclo bloqueou qualquer iniciativa contrária a sua candidatura. “Sãos os dois maiores clubes em torcida do país, e as duas principais federações, e nós (Atlético-PR)”, resumiu Petraglia.


Atlético-PR reclama por Santos assinar com Globo e descumprir acordo
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A diretoria do Atlético-PR ficou insatisfeita com o Santos por ter assinado com a Globo para a venda de direitos do Brasileiro-2019 a 2024. Isso porque os dois clubes, Coritiba e Bahia tinham um acordo assinado para negociarem em conjunto essas propriedades. Agora, a diretoria atleticana estuda até cobrar penalidades contratuais aos santistas.

Santos, Bahia, Atlético-PR e Coritiba assinaram a venda dos direitos de TV Fechada do Brasileiro para o Esporte Interativo. Depois disso, criaram um grupo chamado G4 que negociaria seus direitos de TV Aberta e pay-per-view. O ex-presidente do Santos Modesto Roma Jr. participara do grupo, mas o novo presidente santista José Carlos Peres assinou com a Globo sem avisar os outros times.

“Parece que a nova direção do Santos não reconhece esse compromisso. Não tinha por que procurá-los porque tinha um documento assinado. Nem me passou pela cabeça que eles fossem negociar direto com a Globo”, contou o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia.

Ele afirmou que chegou a encontrar com um dirigente do Santos em reunião em Brasília para discutir legislação e que este não mencionou nada sobre romper o acordo. Agora, Petraglia pretende conversar com os outros dois clubes, Coritiba e Bahia, para saber qual a atitute tomar.

“Era uma posição assumida pelo clube (Santos) com assinatura de seu presidente (Modesto). No contrato, está previsto punição (para quem romper). Não posso entrar em detalhes porque há confidencialidade, mas com certeza tem multa e outras questões”, explicou Petraglia, que ainda não sabe se vai cobrar as multas do Santos. “Vou analisar.”

Petraglia estranhou o acerto do Santos com a Globo porque não tinha havido nenhuma alteração nas condições de negociação propostas. Na gestão anterior, o clube santista reclamava que 30% da nova cota de TV do Brasileiro será por exibição na Aberta, e tradicionalmente a Globo passa poucos jogos do Santos.

O blog tentou contatos seguidos com dirigentes do Santos e com a assessoria de imprensa do clube, sem obter respostas nos telefones. Ainda houve tentativa de falar com dirigentes do Bahia e Coritiba para saber se concordam com as críticas de Petraglia, mas também não houve respostas.


Chefe da CBF gera mal estar com cartolas ao pedir transparência a clubes
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Durante o Conselho Técnico da Série A, o diretor-executivo da CBF, Rogério Caboclo, pediu transparência e respeito às leis aos clubes gerando mal estar e reação de dirigentes das agremiações. Sua fala foi entendida por cartolas como Andrés Sanchez e Mario Celso Petraglia como se a confederação dissesse que os clubes não têm boas práticas de gestão.

Caboclo é atualmente quem de fato administra a confederação com a suspensão provisória de Marco Polo Del Nero por acusação de corrupção. É também seu candidato preferido em caso de a Fifa banir o presidente da confederação em definitivo.

A discussão ocorreu quando Caboclo tratava da questão do registros de treinadores. Ele explicava aos clubes que teria de haver registro em carteira, e não só em contratos de direito de imagem.

Em seu discurso, o dirigente afirmou que os clubes precisavam ser mais transparentes e moralizar a gestão. Acrescentou que a CBF estava trabalhando neste sentido dentro de sua administração. E cobrou dos clubes a assinatura da carteira porque estava na lei.

O discurso gerou uma reação do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e do homem-forte do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia. Ambos tomaram a palavra para dizer que já tinham práticas de gestão de transparência em seus clubes.

Outros dirigentes de agremiações também descreveram como infeliz a forma como Caboclo colocou as cobranças aos clubes. Alguns cartolas também contaram que a fala do cartola da CBF tinha um tom alterado, às vezes, confuso.

Aliados da diretoria da confederação minimizaram o episódio. Reconheceram que houve um desconforto após o discurso de Caboclo por parte do dirigente. Mas entendem que o fato foi superado e durou pouco tempo. Mas, mesmo os aliados, reconheceram que o chefe da CBF foi inábil.

Caboclo é o braço direito de Del Nero. Com o afastamento do presidente e com o Coronel Nunes como interino, é ele que tem tocado a CBF. O julgamento de Del Nero está em curso no Comitê de Ética da Fifa. Caso seja banido definitivamente, Caboclo é o seu preferido para sucede-lo.

A questão é que o diretor-executivo da CBF já enfrentou questionamentos entre presidentes de federações e de clubes. Um dos motivos é querer cortar gastos da entidade e não atender pleitos.

Na reunião do Conselho Técnico, a confederação apresentou uma conta de R$ 40 mil a R$ 50 mil por jogo para ter a arbitragem de vídeo. Recusou-se a pagar qualquer parte do montante alegando que não tem nenhum ganho financeiro com o Brasileiro. Só para o segundo turno isso daria R$ 500 mil por clube, e R$ 1 milhão no total.

Havia uma reivindicação dos clubes que a entidade bancasse pelo menos parte do montante. Sem isso, os clubes reprovaram a ideia da implantação para o segundo turno, como seria ideia da CBF. Ou seja, o projeto que era considerado prioritário por Del Nero já para 2017 ficou adiado para 2019.