Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Atlético-PR

Quase metade dos times da Série A já reclamou da arbitragem da CBF
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Com sete meses do ano, e menos de um turno do Brasileiro, quase metade dos clubes da Série A fez reclamações à arbitragem da CBF. Foram dirigentes de nove times que já fizeram protestos contra supostos erros de árbitros no Nacional ou na Copa do Brasil. A comissão de arbitragem admite a ocorrência de erros graves e tem sofrido com a pressão embora não saiba avaliar se aumentaram os questionamentos.

Levantamento do blog mostra que os seguintes times reclamaram com a entidade por falhas em seus jogos ou por preocupação em 2017: Cruzeiro, Botafogo, Corinthians, Flamengo, Avaí, Bahia, Atlético-PR, Atlético-MG e Fluminense. Foram consideradas apenas reclamações dos dirigentes, e não de técnicos e jogadores que não são necessariamente a voz oficial do clube. O mais recente protesto foi o corintiano sobre o gol anulado com o Flamengo, no domingo.

As reclamações têm surtido pouco efeito na melhora da qualidade da arbitragem. Primeiro, por que não há nenhuma proposta ou pressão pela mudança do sistema. Segundo, a comissão da CBF tem um obstáculo que é não poder usar o árbitro de vídeo. Internamente, membros da arbitragem nacional vêem a tecnologia como a principal solução para afastar os erros graves nos jogos nacionais. Há a certeza de que a situação é insustentável sem o vídeo.

Mas há empecilhos para o projeto andar no Brasil. Primeiro, a CBF não quis investir R$ 15 milhões que seriam necessários para o teste ser executado em 2017, como já aprovado pela Fifa. Além disso, há uma questão sobre o formato da arbitragem de vídeo, a International Board quer cabines e um sistema que é mais caro. No Brasil, a tentativa era baratear e fazer com imagens da Globo que anteciparia os replays.

Neste cenário, ainda não há perspectiva e data certa para o árbitro de vídeo no Brasileiro. Sua implantação também dependerá de uma reunião da International Board em março que decidirá de forma definitiva as regras da nova tecnologia para a Copa-2018. A profissionalização, solução adotada por outras ligas, está descartada na confederação porque o custo é avaliado como elevado.

Como paliativo, a comissão da CBF usa comunicação constante com os árbitros para reforçar instruções, e delegados tentam minimizar a pressão sobre os árbitros. Há um investimento em formação de árbitros novos. De qualquer maneira, não há perspectiva de melhorar de forma significativa sem maior investimento.


Longe da Globo, grupo de clubes conversa sobre Brasileiro com Youtube
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O grupo de clubes que assinou com o Esporte Interativo – Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia – tem conversado com representantes do Youtube e do Facebook sobre o Brasileiro-2019. São ainda diálogos embrionários para a produção de um modelo para pay-per-view e TV Aberta. Mas esse movimento é um resultado do distanciamento desses times da TV Globo.

Assim como outra dezena de times, os quatro clubes assinaram com a Turner para seus jogos no Nacional em TV Fechada a partir de 2019. É o mesmo caso do Palmeiras que ainda não deixou claro se vai se unir aos outros times. Esses clubes formaram um bloco para negociar com a Globo a TV Aberta e o Pay-per-view.

O problema é que, nas negociações iniciais, revelou-se um distanciamento entre a emissora e os times. A Globo ofereceu exatamente os mesmos termos que fechou com os outros times, isto é, divisão de 40% (igual), 30% (por posição) e 30% (por exibição de jogos). Já o ppv seria calculado por adesão de torcida.

Em conversa em separado, o Santos não gostou do modelo da Globo para TV Aberta: reclamou que não queria que um quarto de sua receita estivesse condicionado às escolhas de grade da emissora. A Globo exibiu pouco o time da Baixada Santista em sua TV Aberta.

Já o Atlético-PR está incomodado com o PPV, embora aceite o modelo de TV Aberta. Para ele, não é aceitável que times como Flamengo e Corinthians tenham percentuais garantidos, e ganhem mais do que os outros.

A Globo argumentou aos dois clubes que essas foram as condições assinadas com os outros clubes e que não tem como alterá-las em novos contratos. O modelo de negociação é individual, mas ocorre por adesão. Além disso, a emissora lembra que já mudou bastante os termos da divisão de cotas, que agora têm parâmetros iguais para todos os times na TV Aberta e Fechada.

Com a dificuldade de acordo, o grupo de clubes começou a buscar alternativas. Uma das possibilidades é criar um próprio produtor de ppv, o que poderia ser feito em parceria com o Youtube. Com quatro times, seria um projeto de apenas 12 jogos do Nacional. A ideia é conversar com o maior número de potenciais parceiros pois ainda falta um ano e meio até 2019. Um problema seria esse produto concorrrer com o Esporte Interativo com quem têm contrato assinado. A princípio, o canal não botou travas.

Outro objetivo é atrair mais clubes como o Palmeiras e até Inter e São Paulo, que ainda não assinaram o contrato de TV Aberta e ppv com a Globo para 2019 e 2020. A questão é que, internamente, Atlético-PR e Coritiba que sempre foram parceiros vivem uma fase de rusgas por conta da disputa em relação ao uso do Couto Pereira no jogo da Libertadores.

O time rubro-negro alegou que tinha contrato que lhe garantia o estádio, mas o rival negou argumentando que havia reparos no gramado. A disputa se desenrola na Justiça. A aposta do Atlético-PR é que isso não afete as negociações de TV.

De qualquer maneira, quatro clubes fora da Globo e do ppv representariam um prejuízo considerável para a emissora. Juntos, os quatro clubes participam de 140 partidas do Nacional, o que representa mais de um terço do total. Ou seja, os pacotes de ppv podem até ser inviabilizados, afetando os outros times.

A emissora vê o caso como um problema que poderia afetar não só a ela, como a todos os clubes. No seu entendimento, poderia se perder o produto que mais cresce para gerar receita para os clubes nacionais. O mínimo dado aos clubes com ppv é R$ 700 milhões. Outros R$ 600 milhões são pagos pela TV Aberta.


De veto a meião a elenco limitado. O que irrita brasileiros na Libertadores
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(Atualizado após a reunião às 14 horas)

Em reunião nesta quinta-feira, os clubes brasileiros levaram uma série de reclamações e reivindicações à Conmebol relacionadas a Libertadores. Os itens listados pelos cartolas nacionais foram desde proibições de certos tipos de meiões até um pedido formal para mudanças no regulamento na inscrição de jogadores. Além disso, há os já conhecidos questionamentos ao tribunal da confederação e à segurança.

Foi o primeiro encontro da subcomissão de clubes da confederação sul-americana em que os times puderam oficialmente expressar suas opiniões sobre a competição. Participaram os 16 times das oitavas de final da Libertadores, sendo seis deles brasileiros, Botafogo, Santos, Atlético-MG, Palmeiras, Atlético-PR e Grêmio.

Por isso, os dirigentes brasileiros desses times, além de representantes daqueles na Copa Sul-Americana, se reuniram previamente para levar uma pauta de reivindicações. Da pauta, ficou definido um pedido de mudança de regulamento da Libertadores que se transformou em anual em 2017.

“Defendemos que deve aumentar a possibilidade de troca de jogadores inscritos após a primeira fase. Com a janela, o time pode perder jogadores e não tem como repor na lista”, contou o presidente santista, Modesto Roma Jr. Atualmente, são 25 inscritos, e pode-se acrescentar outros cinco a partir das oitavas de final.

Outro ponto importante levantado é a falta de critério da Conmebol ao definir o que pode e o que não pode no campo e no estádio. Com delegados ou árbitros diferentes, são alterados esses parâmetros, sem um padrão. Um exemplo é dado pelo diretor de futebol do Grêmio, André Zanotta, em jogo em Calama, agora em 2017:

“Os jogadores agora têm o hábito de trocar o pé da meia por outro especial para não escorregar. Nosso fabricante entrega para nós costurados. Quando chegamos em Calama, o quarto árbitro disse que não permitiria. Tivemos que comprar meias brancas no local”, descreveu Zanotta. “Pouco antes do jogo, insisti com o árbitro que permitiu.”

Outra observação é que a Conmebol só permite 18 jogadores no banco ao contrário de outras competições. Zanotta procurou o diretor técnico da Conmebol, Hugo Figueredo, para que aumentasse o número de jogadores para o banco pois pode se perder gente pouco antes do jogo.

Mais uma questão levantada é sobre a Conmebol tomar o estádio e cobri-lo todo para os jogos da Libertadores. Marcas e placas têm que ser só de patrocinadores da entidade. O telão de estádios, por exemplo, não pode passar marcas que têm acordos com os clubes.

“Gostaríamos que eles contratasse uma empresa para cuidar da imagem da competição, e da segurança. Deveriam terceirizar essas questões”, contou o vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino.

O padrão usado pela Conmebol é igual da UEFA na Liga dos Campeões, mas os clubes reclamam que a remuneração é muito menor. Portanto, não dá para impor os mesmos padrões.

A reclamação mais recorrente talvez seja em relação ao tribunal da Conmebol e à falta de critério. No caso do Palmeiras, o clube tem um recurso que deve ser julgado semana que vem sobre as punições na confusão contra o Peñarol. No caso da Chapecoense, o time foi eliminado por jogador irregular, mas o problema é que detalhes da decisão só foram enviados no dia do sorteio da Libertadores, 15 dias após o julgamento.

“Neste episódio, nos achamos com toda a razão e vamos continuar com esse encaminhamento até a última instância”, disse o presidente da Chapecoense, Plínio Nês David FilhoA Chapecoense não foi ao sorteio da Sul-Americana.


Clubes brasileiros articulam lista de reclamações sobre Libertadores
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Em Assunção para o sorteio da Libertadores, o dirigentes de clubes brasileiros articulam para fazer uma lista de demandas para a Conmebol em relação. Essas reclamações serão apresentadas no dia 15 em reunião da subcomissão dos clubes com a cúpula da confederação sul-americana.

A Conmebol criou o grupo de clubes para dar opiniões sobre o formato da Libertadores. Quem vai estar incluído neste grupo por um ano são os 16 times classificados às oitavas de final da competição, sendo seis brasileiros Atlético-PR, Botafogo, Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Santos.

“Vamos nos reunir entre nós para alinhar a posição”, explicou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Ele não quis adiantar quais as demandas do seu time.

O presidente do Santos, Modesto Roma Jr, também afirmou que haverá pedidos à Conmebol durante a reunião do dia 15. Em encontro no Rio, ele mesmo já tinha se manifestado ao presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, contrariedade em relação às decisões do tribunal da entidade.

Além dos clubes dentro da Libertadores, dirigentes dos brasileiros na Sul-Americana devem ser chamados para a reunião prévia à comissão da Conmebol, como é o caso do Corinthians e Sport que já têm representantes no local. O Fluminense também virá ao Paraguai.

Entre as prováveis itens de discussão dos clubes, estão a falta de transparência e critérios do tribunal da Conmebol, discussão sobre cotas e condições de segurança nos estádios em outros países.

Já houve várias iniciativas de clubes brasileiros para buscar mudanças nas Libertadores. Até agora, os resultados têm sido tímidos.


Atlético-PR ‘tropicaliza’ modelo inglês com Autuori na chefia do futebol
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Contactado pelo Atlético-PR no ano passado, o técnico Paulo Autuori já pensava em assumir um cargo de chefia no futebol e deixar o campo no Brasil. Aceitou ficar um ano armando o time até que fosse implantado o projeto no clube paranaense. E esse projeto se inspira no modelo inglês adaptado para o Brasil.

“Já estava programado quando o Autuori veio. Ele tinha deixado bem claro que não queria mais ser treinador no Brasil. Aceitou ficar esse ano, mas já tínhamos programado para esse período que seria feita a troca”, contou o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mauro Celso Petraglia.

Segundo ele, o modelo adotado no clube paranaense é um inglês “tropicalizado”. Inspirou-se em casos como os clubes Manchester United (Alex Fergunson), Arsenal (Arsene Wenger) e Liverpool. Por lá, eles cuidam de toda a gestão do futebol, mas auxiliares assumem boa parte dos treinos.

No Atlético-PR, Autuori terá maior poder com a possibilidade de escolher e avaliar o técnico de campo, em cojunto com a diretoria do time paranaense. “Ninguém mudará um técnico sem ouvi-lo”, disse Petraglia. A definição de Eduardo Baptista passou pelas mãos de Autuori.

Petraglia faz questão de elogiar o novo técnico do rubro-negro, dizendo que ele caiu no Palmeiras não por conta de seus resultados. “Ele teve 70% de aproveitamento”, analisou.

Ao assumir, Baptista terá total liberdade para escalar seus times e usar seus esquemas. Mas a montagem do elenco passa por Autuori e pela direção do clube, sendo que ele participa do processo. Se houver discordância, o treinador tem a palavra final, segundo Petraglia.

Em compensação, o novo executivo Autori terá prerrogativas sobre todo o departamento de futebol, incluindo a divisão de base e negociações de contratações. Esse poder tem relação com uma afinidade entre o que pensa o ex-técnico e Petraglia. Ambos são contestadores de diversos aspectos da estrutura do futebol nacional.

“Claro que a afinidade conta. Teremos que conviver então tem que ter uma ideologia em comum”, completou Petraglia. Não é à toa que Autuori aceitou esperar um ano como treinador, enquanto o dirigente aceitou eleva-lo de cargo como era seu projeto.


Após Profut, clubes controlam gastos com futebol e reduzem dívida em 2016
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Após a implantação do Profut, os grandes clubes brasileiros controlaram gastos com futebol e conseguiram uma redução da sua dívida total em 2016. É o que mostra um levantamento da BDO Sports Management. Mas só se poderá ter certeza sobre os efeitos do Profut sobre os times a longo prazo porque houve um crescimento anormal de dinheiro com televisão por luvas neste ano.

As receitas dos 23 clubes de maiores receitas saltaram para R$ 4,462 bilhões em 2016, um aumento de 29%, bem acima da inflação. Pelo padrão do futebol brasileiro, isso representaria uma explosão de gastos no futebol para aproveitar o dinheiro extra. Mas não foi o que ocorreu dessa vez.

Houve, sim, um crescimento de gastos com o futebol de 9,4%, pouco acima da inflação, o que elevou o valor a R$ 2,888 bilhões. Isso significa que as despesas com futebol ficaram em 58% da receita total. “Com o forte crescimento da receita e com a nova lei que vigora no segmento (PROFUT), o indicador Custo do Futebol/Receita Total atingiu seu menor valor no período analisado”, aponta o relatório da BDO.

Para completar, os clubes nacionais apresentaram um superávit de R$ 423,7 milhões. “Apenas 6 dos 23 clubes apresentaram déficit em seus balanços em 2016”, contou a BDO. Esses times que apresentaram déficit foram: Sport, Avaí, Botafogo, Coritiba, Internacional e Cruzeiro. Lembre-se que as regras do Profut estabelecem que os clubes têm de reduzir seus déficits até zerá-los.

Como consequência, houve uma redução discreta do endividamento líquido dos grandes clubes nacionais. Esse caiu para R$ 6,390 bilhões, R$ 63 milhões a menos do que em 2015. Em dois anos, houve 5% de queda no débito dos times. Lembre-se que, considerada a inflação, essa queda foi maior. A redução foi maior em relação a empréstimos: houve queda de 7% com o valor ficando em R$ 1,6 bilhão.

Mas isso não significa que todos os clubes conseguiram reduzir suas dívidas. Líderes do ranking dos devedores, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense tiveram aumentos em seus débitos, além de Cruzeiro e Internacional. O São Paulo até teve um aumento de dívida, mas esse valor já caiu em 2017 com o pagamento de empréstimos e direitos de atletas. “16 dos 23 clubes apresentaram redução em seu endividamento com empréstimos”, apontou o relatório da BDO.

A dívida não é um índice absoluto para saber a situação financeira de um clube. É preciso levar em conta sua receita em relação ao débito, a natureza dos passivos e os gastos do clube. O Botafogo é o maior devedor na lista, mas é preciso lembrar que o Corinthians não incluiu o débito do estádio em seu balanço. Veja abaixo a listas da maiores dívidas de clubes brasileiros:

1o Botafogo – R$ 753,1 milhões

2o Atlético-MG – R$ 518,7 milhões

3o Fluminense – R$ 502 milhões

4o Flamengo ** – R$ 460,6 milhões

5o Vasco – R$ 456,8 milhões

6o Corinthians *- R$ 424,9 milhões

7o Grémio – R$ 397,4 milhões

8o Palmeiras – R$ 394,8 milhões

9o São Paulo – R$ 385,3 milhões

10o Cruzeiro – R$ 363 milhões

110 Santos – R$ 356,6 milhões

12o Internacional – R$ 311,6 milhões

13o Atlético-PR – R$ 264,5 milhões

14o Coritiba – R$ 187,1 milhões

15o Bahia – R$ 166,4 milhões

* O débito do Corinthians em relação a sua arena gira em torno de R$ 1,4 bilhão, mas uma parte desse valor deverá ser abatido por CIDs e ainda está em negociação.

**O Flamengo alega ter uma dívida de R$ 390 milhões porque não considera como débitos adiantamaentos de receitas, ao contrário da BDO.

 


Atlético-PR prevê receita de R$ 60 a 70 milhões na Arena da Baixada
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Enquanto desfruta o sucesso desportivo do seu campo, o Atlético-PR desenha o plano final para atingir o modelo de rentabilidade esperado para a Arena da Baixada. O sistema de compõe do sócio-torcedor, de bilheteria, de camarotes, de eventos e de um centro comercial que entrará em operação. A estimativa é de uma receita em torno de R$ 60 milhões e R$ 70 milhões por ano.

Como visto na vitória diante do Flamengo, e a liderança no grupo na Libertadores, a Arena da Baixada já é um dos maiores trunfos para o time do Atlético-PR. Por lá, o time paranaense tem um dos melhores aproveitamentos como mandante no Brasileiro com a grama sintética.

O estádio é superavitário para o clube mesmo com os custos de obras. Ressalte-se que isso ocorre porque a prefeitura de Curitiba e o governo do Estado bancaram dois terços da reforma para Copa por meio de títulos construtivos em um acordo para a cidade ser sede do Mundial. O valor total gasto foi R$ 346 milhões. Há um acordo a ser fechado com a prefeitura.

“Só quem está pagando é o Atlético-PR. Porque o prefeito anterior não cumpriu. Mas agora deve sair acordo porque o Rafael Grecca (novo prefeito) que é do mesmo partido do governador”, contou o presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia. “A nossa prestação não é alta. Dá uns R$ 800 mil, um técnico de futebol.”

O Atlético-PR consegue superar com sobras esse valor graças ao seu programa de sócio-torcedor e à bilheteria. O programa de sócio já dá automaticamente direito ao ingresso e rende R$ 36 milhões ao clube por ano. Em bilheteria, dos ingressos que sobram, são entre R$ 5 e 6 milhões.

Há ainda receitas de eventos como UFC e Circuito Mundial de Vôlei, além de camarotes e publicidade. Mas, para atingir o patamar superior de receita, o Atlético-PR conta coma  inauguração de um espaço comercial de 15 mil metros que só ficou pronto recentemente. A questão é que a crise da economia nacional tem prejudicado a comercialização desses espaços.

“Dará uma renda anual entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões. Quem não tiver estádio próprio no futebol brasileiro vai ficar para trás”, previu Petraglia, apontando para o cenário do complexo da Arena da Baixada em 2018. “A estimativa é muito diferente do que prevíamos (era bem maior). Tivemos que baixar preço de sócio-torcedor, de ingresso por causa da crise. O espetáculo ao vivo não é tão valorizado no Brasil.”

A receita significará em torno de um terço do total da renda anual do Atlético-PR. Em 2016, o clube fechou com R$ 180 milhões, valor similar ao do ano anterior. Desse total, um terço vem da venda de jogadores, forte no clube por conta da revelação de atletas, um terço de televisão e um terço de outras rendas. O estádio, portanto, passará a ter parcela significativa nas contas.

Fora a Arena da Baixada, a outra preocupação de Petraglia é a divisão de cotas de televisão, sua maior briga no cenário nacional. Ele prega que o pay-per-view do Brasileiro tem que ter bolo distribuído igualmente como contratos de televisão fechada e aberta. Por isso, participa de um grupo que negocia para tentar convencer a Globo para o contrato de 2019.

 


Atletiba recusa sondagens de TVs para final por projeto futuro de ppv
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A dupla Atlético-PR e Coritiba recusou sondagens de TVs abertas para poder transmistir a final do Campeonato Paranaense. De imediato, o objetivo é arrecadar com publicidade nos jogos. E há um projeto no futuro de implantação de canal pay-per-view atleticano para os próximos campeonatos.

A iniciativa da dupla Atletiba de ter jogos na internet foi por conta da falta de acerto com a TV Globo que ofereceu apenas R$ 1 milhão para cada clube pelos direitos do campeonato. Acabou fechando com os outros dez times sem as duas principais equipes. E o primeiro clássico, após briga com a federação parananese, foi transmitido na internet com boa audiência.

Para a final, outras redes de televisões procuraram Atlético-PR e Coritiba para tentar fechar a compra dos direitos da final. A decisão de dirigentes dos dois clubes foi nem ouvir as propostas. Isso porque a intenção é explorar a nova plataforma de transmissão no facebook e youtube.

Os dois clubes já negociam com empresas por anúncios durante os jogos. Mas a principal aposta é em canais de pay-per-view para o futuro. A diretoria atleticana já faz o cálculo que, se atrair pelo menos 5% do total do público que assistiu na internet, terá 150 mil assinantes. Com R$ 10,00 por pessoa em dois jogos, poderia levantar R$ 3 milhões nas duas partidas, mais do que a proposta da Globo por todo o campeonato.

Dirigentes do Atlético-PR, no entanto, sabem que é preciso criar o costume de o torcedor pagar pay-per-view pela internet. Por isso, aposta no costume de acompanhar transmissões nos canais do clube. O projeto ainda está no início e o clube monta sua produtora própria de transmissões.

Nesta final, ainda usará equipes de produção independente que devem custa em torno de R$ 100 mil para as duas partidas. A estimativa é de que anúncios possam cobrir esse valor.

 


Grupo de clubes quer liberar jogos fora do Estado no Brasileiro
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Um movimento de alguns clubes tenta derrubar o veto a jogos fora do Estado (cujo objetivo é coibir vendas de mando) e em grama sintética no Brasileiro. A CBF já tem ciência dessa reivindicação de alguns, mas diz que não é nada oficial. Dependeria de os próprios times mudarem sua votação anterior. A informação foi publicada primeiro pelo Globo.com, e confirmada pelo blog.

No Conselho Técnico da CBF, clubes da Série A do Brasileiro votaram pela proibição de que times jogassem fora do Estado para coibir vendas de mandos. Ainda proibiram o gramado sintético para 2018 porque traria prejuízos técnicos.

Os maiores prejudicados foram o Flamengo, no primeiro caso, e o Atlético-PR, no segundo caso. Agora um grupo de clubes que inclui tenta derrubar essas proibições, mas para isso tentam convencer os outros a voltar atrás da medida. No caso dos jogos fora do Estado, ficariam proibidas só situações que configurassem venda de mando.

“Temos ciência de um movimento de alguns clubes neste sentido. Nada ainda aprofundado ou oficial. Caso avance esse movimento, o jurídico poderá nos orientar o que precisa ser feito. Mas reitero que não há nada oficial”, afirmou o diretor de competições da CBF, Manoel Flores.

Na prática, primeiro, a maioria dos clubes precisará concordar em mudar a decisão inicial. Segundo, a CBF terá de analisar se é juridicamente viável uma modificação no regulamento.


Clubes vão ao Congresso por eleição na CBF, mas paulistas não participam
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Em reunião em São Paulo, seis grandes clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense) decidiram levar a parlamentares no Congresso a discussão da eleição na CBF. Eles querem que seja esclarecida a Lei Profut para determinar se têm direito de participar da aprovação de mudanças no estatuto, o que tornaria ilegal a alteração feita pela confederação. Os clubes paulistas decidiram não participar do encontro apesar de convidados.

A CBF e as federações estaduais votaram por modificação no estatuto da entidade para concentrar mais poder. As entidades estaduais passaram a ter peso três no voto, os clubes da Série A tiveram peso dois, e os da Série B, peso um. Times não foram avisados.

No entendimento dos clubes, a Lei Profut obriga que as agremiações participem da assembleia geral administrativa para aprovar esse tipo de mudança. Por isso, os dirigentes irão falar com deputados.

“Buscamos o melhor caminho. Não queremos confronto com ninguém. Ficou combinado que cada clube vai consultar parlamentares próximos para saber se o espírito da lei acabou não sendo cumprido. Os próprios parlamentares podem esclarecer. É possível um regulamento também para a lei. Vamos conversar”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A ideia é que seja feita uma audiência com os parlamentares para eles determinarem qual a interpretação correta da lei. O relator da lei Profut, Otávio Leite, (PSDB-RJ) já afirmou que entende que a lei foi desrespeitada pela CBF e entrou com ação junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro para anular a eleição. Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) também deve ser procurado pelo grupo pois ele entende o direito dos clubes.

A reunião foi marcada em São Paulo justamente para atrair os grandes clubes paulistas. Mas nenhum deles apareceu no encontro embora tenham tido contato telefônico com os presentes. Alguns tinham problema de agenda como os presidentes do Grêmio e Santos que não estavam no Brasil. Mas não mandaram representantes.

Desde que Marco Polo Del Nero assumiu a presidência da CBF, os clubes paulistas têm se posicionado a favor dele e se recusaram a participar de qualquer movimento para discutir questões da confederações, mesmo quando perdem poder como ocorreu no caso das regras da eleição. Ressalte-se que o presidente santista, Modesto Roma Jr, tem feito críticas pontuais à confederação, inclusive sobre a mudança de regra na eleição. Ele não está no Brasil nesta sexta-feira.