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Contrato da Turner do Brasileiro gera dúvida se clubes podem rescindir
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Os contratos da Turner com os clubes para a compra dos direitos do Brasileiro a partir de 2019 preveem que a empresa pode transmitir em outros canais diferentes do Esporte Interativo. Ao mesmo tempo, o acordo não trata da possibilidade do final do canal e tem um contexto de transmissões em um canal esportivo. Será a análise dessas cláusulas que vai determinar o futuro da transmissão dos jogos do Nacional após o encerramento do canal Esporte Interativo.

A Turner tem contratos com 15 clubes para direitos do Brasileiro da Série A na TV fechada, sendo que pouco menos da metade desses está, de fato, na elite. Entre eles, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Ceará.

O anúncio do final do canal do Esporte Interativo na TV a cabo pegou os clubes de surpresa na quinta-feira: nenhum deles tinha sido avisado anteriormente. Depois disso, executivos da Turner ligaram para os clubes para dizer que tinham a intenção de manter o compromisso, e transmitir os jogos no canal Space e TNT como anunciado.

Mas já estava instalado um cenário de desconfiança entre os clubes. O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, fala claramente em partir para a briga e levar o caso para o rompimento. “Não há outro caminho. Já havia problemas na relação por conta da questão da luvas superiores para o Palmeiras”, afirmou o dirigente.

Clubes como Santos e Atlético-PR são mais cautelosos, preferindo esperar uma avaliação do contrato para saber quais os próximos passos. “O jurídico ainda está analisando”, afirmou Marcelo Frazão, diretor de marketing do Santos.

A questão é a leitura do contrato que tem dados que podem levar a conclusões diferentes sobre as consequências com o final do canal. Primeiro, o compromisso é assinado com a Turner que continua a existir, e não com o Esporte Interativo. Segundo, o documento tem um cláusula em que permite que a empresa transmita os jogos em outros canais diferentes do Esporte Interativo.

Mas o problema é que não há nenhuma previsão do final do canal. E, segundo o blog apurou, todo o contrato é feito em um contexto de exibição das partidas em um canal exclusivo de esportes. E também não se especifica nem se é permitido que não se transmita jogos no Esporte Interativo nem o que ocorreria no caso de final do canal.

Neste contexto, os clubes veem um prejuízo porque a exibição de marcas de seus patrocinadores pode ser inferior à prevista. E há a argumentação de que, se não houvesse o Esporte Interativo, a negociação teria sido feita de forma completamente diferente.

Do outro lado, a Turner tem a cláusula a seu favor e pode exigir a execução do contrato. Além disso, houve uma antecipação de R$ 40 milhões para cada um dos clubes, dinheiro que é como um misto de antecipação/luvas. Ou seja, se tentarem romper, os clubes poderiam ter de devolver os recursos e possivelmente ter de pagar indenizações.

Caso os clubes de fato partam para a briga, a questão será decidida por uma corte de arbitragem da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Um grande empecilho é o tempo visto que o caso teria de ser decidido antes do início do Brasileiro-2019.


Clubes e Turner negociam aumento de renda em meio à divergência contratual
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Em meio a discordâncias contratuais, alguns clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba e Santos) e o Esporte Interativo negociam aumentos de valores além do acordo de TV Fechada para o Brasileiro-2019. Mas não falam a mesma língua. Dirigentes de times esperam um incremento no acordo original para compensar o fato de o Palmeiras ter recebido, na sua versão, luvas superiores aos demais. A Turner, que não aceita alterar o contrato, conversa sobre estender parcerias para melhorar rendas das agremiações.

Como pano de fundo, há uma ameaça desses clubes de levar o caso a um tribunal arbitral. Isso não significaria um rompimento, mas, sim, uma forma de dirimir dúvidas sobre o acordo. Um prazo até 10 de junho foi dado para tentar resolver a questão entre a emissora e os times.

O Esporte Interativo assinou com 16 clubes pelos direitos de transmissão de TV Fechada do Brasileiro, de 2019 a 2020. Entre os times, estão Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Atlético-PR e Coritiba. Foi pago um valor de R$ 40 milhões para cada um deles como um sinal, em valor que era igual para todos.

A questão é que, recentemente, dirigentes de alguns desses clubes descobriram um contrato extra com o Palmeiras. Esse acordo é relacionado à exploração da base de dados de sócios-torcedores do clube e de amistoso internacionais, em um total de R$ 60 milhões. Na visão dos clubes, eram luvas disfarçadas.

A reivindicação dos clubes como Coritiba, Bahia, Santos e Atlético-PR é que o valor inicial, que funcionava como uma antecipação, não seja descontado do contrato. Assim, haveria um aumento do montante como compensação que seria de R$ 6,5 milhões por ano para cada clube.

O Esporte Interativo não vai revisar nenhum contrato, já que, na sua versão, estes são claros e estão sendo cumpridos pelas partes. Há, no entanto, um negociação com os clubes para novas parcerias para explorar outras propriedades. Entre elas, estão programas de sócios-torcedores, plataformas digitais, amistosos, o que poderia criar acordos extras como os do Palmeiras.

Assim, a emissora poderia fechar novos acordos com os clubes insatisfeitos desde que entenda que essas propriedades possam gerar mais dinheiro. O esforço é para alavancar as receitas dos clubes até porque é interesse da Turner que esses times com os quais têm contrato fiquem na Série A do Brasileiro, ou seus acordos não terão validade. Bahia e Atlético-PR estão lutando na parte de baixo da tabela. Mesma lógica vale para o Fortaleza, atualmente líder da Série B.

Essas divergências contratuais entre o Esporte Interativo e os clubes parceiros são mais um capítulo da novela do Brasileiro-2019. Há também uma discussão entre Atlético-PR, Bahia e Palmeiras com a Globo relacionada aos contratos de TV Aberta e pay-per-view. Nenhum deles fechou acordo com a emissora.


Sem times da Turner, todos os clubes podem ter queda de renda de TV
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Se os três clubes parceiros do Esporte Interativo (Atlético-PR, Bahia e Palmeiras) não assinarem com a Globo, todos os outros times podem ter perda de receita de televisão pelo Brasileiro em 2019. Explica-se: haverá impacto na venda do pacote do pay-per-view do Nacional e deixa de valer a garantia mínima da emissora de pagamento para os clubes.  Assim, a receita de TV destinada às outras 17 equipes pode cair no próximo ano.

Até agora, a Globo assinou com 17 times para TV Aberta e pay-per-view, mesmo alguns times que já tem contrato com o Esporte Interativo como Santos, Internacional e Coritiba. A questão é que esses aceitaram um acordo com fatores de redução por terem fechado parceria com a Turner. Atlético-PR, Bahia e Palmeiras não aceitam essa queda de valores.

O Esporte Interativo deu uma garantia a esses times de cobrir parte dos valores ganhos com a Globo na TV Aberta. Essa garantia foi prorrogada e os clubes podem estender a negociação até março de 2019.

A questão é esses três times bloqueiam praticamente 30% dos jogos da Série A para o pay-per-view e Aberta caso não assinem. Isso significa que o pacote a ser vendido pela Globo seria de 70% do atual. O assinante do ppv não necessariamente vai aceitar pagar o mesmo valor por um produto que não tem todos os jogos. Isso pode representar uma queda na arrecadação dos valores com o programa.

A Globo deu uma garantia mínima de R$ 750 milhões para os clubes caso as vendas não atinjam o valor esperado. Caso superem as expectativas, os times ficam com 38% do total do pay–per-view, sendo que o restante fica com a Globo. A questão é que, pelo contrato, se não houver adesão plena dos clubes, a garantia mínima não vale mais. A distribuição de receita será feita por fatia da torcida.

Para se ter ideia, clubes como Corinthians e Flamengo devem arrecadar mais de R$ 100 milhões em pay-per-view em 2019, o que representaria quase metade de suas receitas de televisão do Brasileiro. Proporcionalmente, outros clubes que têm forte presença no ppv como Atlético-MG e Cruzeiro também seriam afetados. A participação dos clubes nos ganhos do ppv é um outro questionamento feito pelo Atlético-PR em relação ao contrato: não concorda com a distribuição de receita que é feita por declaração de torcida.

Enquanto negocia com os clubes do Esporte Interativo, a Globo pensa em estratégias para evitar uma queda na receita do ppv no caso de um pacote incompleto. Entre outros pontos, há a possibilidade de se lançar novos produtos por internet para tentar maximizar receitas.

Outro ponto em que a Globo pode ser afetado é na venda de publicidade do seu pacote futebol para 2019. Isso costuma ser feito até o final do terceiro trimestre do ano anterior, mas a emissora agora não sabe o tamanho do que tem a oferecer. Mais um prejuízo lateral é no game Cartola FC, como revelou a “Folha de S. Paulo”. Bahia e Atlético-PR já avisaram que não aceitarão nomes de seus times incluídos no programa se não tiverem assinado contrato.


Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
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A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

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Clubes pedem aumento a Esporte Interativo por contrato extra do Palmeiras
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Os clubes que têm contrato com Esporte Interativo para o Brasileiro-2019 pedem uma revisão do acordo com um aumento do valor. Há uma insatisfação por conta de um contrato à parte do Palmeiras que dá mais dinheiro garantido ao clube alviverde. Ao mesmo tempo, alguns times questionam que as luvas não deveriam ser descontadas do total. A insatisfação de alguns clubes foi revelada pelo jornal paranaense “Gazeta do Povo”.

Em 2016, 16 clubes assinaram com o Esporte Interativo para o Nacional-2019. O acordo envolveria um total de R$ 550 milhões se fossem 20 times na Série A, e seria em torno de R$ 192 milhões com as sete equipes atuais. Entre os times na Série A, estão Atlético-PR, Bahia, Palmeiras, Santos, Internacional, Ceará e Paraná.

O Esporte Interativo pagou luvas de R$ 40 milhões para cada um dos principais clubes como Santos, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, Internacional e Palmeiras. Pelo acordo, esse valor será descontado do total, como uma espécie de antecipação.

Agora, clubes reivindicam que não ocorra mais o desconto das luvas. Isso faria uma diferença de cerca de R$ 6,5 milhões por ano por clube em média, dependendo de medições de audiência e colocação no campeonato. Neste caso, os times receberiam em média R$ 27,5 milhões cada um, em vez de R$ 21 milhões cada.

Uma das alegações dos clubes para pedir a revisão é um contrato desconhecido com pagamento extra para o Palmeiras. Explica-se: todos os clubes assinaram que receberiam luvas iguais de R$ 40 milhões. E o time palmeirense tem um contrato, de luvas, de fato de R$ 40 milhões.

Só que, recentemente, os times descobriram um outro contrato do Palmeiras negociando outros direitos. O blog apurou que tratam de amistosos internacionais e base de dados de sócios. Esse acordo previa outros R$ 60 milhões extras para o Palmeiras.

A diretoria palmeirense, de fato, informou ao COF (Conselho de Orientação Fiscal) que o valor a ser recebido do Esporte Interativo seria de R$ 100 milhões. Não disse como estava divido por contratos e direitos. A todos os clubes, sempre foi informado que o Palmeiras ganharia R$ 40 milhões.

Assim, os outros times alegam que esse acordo extra é uma forma de remunerar por fora o Palmeiras, e assim descumpriria a norma que prevê que todos têm que ter luvas iguais. Argumentam com o Esporte Interativo que, como compensação, deveria se abrir mão da devolução das luvas.

Há ainda dirigentes de clubes que assumiram neste ano seus clubes e não estavam na assinatura do contrato. Esses também argumentam que o combinado de boca seria que as luvas eram um extra e não antecipações. Só que essa versão é contestada por pelo menos dois dirigentes que estavam quando o acordo foi firmado e dizem que o que está no papel foi o negociado.

O Esporte Interativo não fala sobre o assuntos contratuais por conta da confidencialidade.


Após dois anos de Profut, Receita não definiu tamanho da dívida dos clubes
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Após de mais de dois anos da implantação do Profut, a Receita Federal ainda não determinou de fato quanto devem os clubes brasileiros. Boa parte das dívidas fiscais dos times continua pendente de homologação pelo órgão, e os times estão pagando os parcelamentos com base nos seus próprios levantamentos dos débitos. Houve descontos de pendências e multas com base nesses cálculos.

A Lei do Profut foi implementada em agosto de 2015, sendo o decreto que a regulamenta feito em janeiro de 2016. Mas, nos últimos meses de 2015, houve a adesão da maior parte dos clubes brasileiros. Só no Brasileiro da Série A eram 17 times naquela época.

Pelo procedimento, os clubes apresentavam seus levantamentos de dívidas com a Receita, INSS e FGTS para as autoridades fiscais. Os parcelamentos e os descontos de multas foram feitos com base nesses cálculos. Mas o governo federal teria de conferir e homologar esses valores.

O processo, no entanto, tem sido bastante lento. Veja como exemplo o Flamengo que aderiu ao programa em outubro de 2015, pouco depois da implantação. O clube até já tinha um levantamento de suas dívidas pois as tinha regularizado anteriormente e pago um valor à Receita.

Pois bem, após dois anos da adesão, o clube rubro-negro registrou em seu balanço de 2017 que sua dívida fiscal é de R$ 283 milhões. Desse total, apenas R$ 108,2 milhões já foram homologados pela Receita, entre valores de imposto e INSS. Ou seja, falta confirmar R$ 174,8 milhões. Durante o ano de 2017, menos de R$ 10 milhões foram consolidados. O documento registra que o valor pode ser alterado pelos cálculos.

Não é um caso único. A última demonstração financeira do Santos, do terceiro trimestre de 2017, registra uma dívida fiscal de R$ 156,3 milhões. No documento, está escrito que “os tributos citados ainda não foram consolidados pelos órgãos responsáveis e até sua homologação poderá sofrer alterações.”

O site do Botafogo também registra que os débitos fiscais estão em processo de homologação. O clube alvinegro registra R$ 144 milhões em dívidas incluídas no Profut.

Não é possível confirmar a situação dos outros clubes porque ainda não fecharam suas demonstrações contábeis ou não essas estão disponíveis no site (o prazo é final de abril). Mas o blog apurou que a situação é comum a maioria dos times visto que a Receita tem sido lenta na homologação dos cálculos, o que neste caso não é culpa dos times.

Há portanto uma indefinição sobre qual o tamanho do débito real dos times. Dependerá da organização de cada clube para saber o quão preciso foi seu levantamento. Neste caso, a Apfut (órgão fiscalizador) não tem interferência pois é responsável pela fiscalização do cumprimento da lei, não pelo valor das dívidas.

Em relação ao pagamento das parcelas do Profut, há clubes em atraso. A nova diretoria do Vasco admitiu que o ex-presidente Eurico Miranda deixou de pagar alguns meses.

O blog enviou perguntas à Receita Federal na sexta-feira sobre o tema. Após três dias úteis, o órgão fiscal não respondeu as perguntas sobre o atraso nas homologações de dívidas. O Ministério da Previdência informou que era tarefa da Receita fazer os cálculos.

 


Caixa fecha patrocínio com 14 clubes sem reajuste e investirá até R$ 153 mi
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A Caixa Econômica Federal já fechou a renovação de contrato com 14 clubes para 2018 com redução ou sem reajustes. Clubes como Flamengo, Cruzeiro a Atlético-MG acertaram acordos com diminuição de espaço na camisa. O orçamento previsto é de um investimento de até R$ 153 milhões, mas ainda não está fechado. A tendência é ser menos do que em 2017.

São os seguintes os clubes que fecharam com a Caixa em lista enviada ao blog: Atlético Mineiro, Avaí, Criciúma, Atlético Paranaense, Paraná, Londrina, Sampaio Correa, Flamengo, Bahia, Ceará, Fortaleza, Goiás e Paysandu. O Cruzeiro confirmou também já ter acertado a renovação.

“Está previsto no ano de 2018 um investimento máximo em clubes de futebol de R$ 152.900,00”, informou a Caixa. Não ficou claro se isso inclui possíveis bônus por premiações que tiveram reajuste em relação ao ano passado.

Houve modificações nas condições já que o orçamento foi reduzido e as negociações durantes entre as partes. Por exemplo, o Flamengo ficou com o mesmo valor fixo de R$ 25 milhões. Só que foi retirada a marca do X da omoplata. Assim, o clube entendeu que aumentará o valor de sua camisa, embora não tenha reajuste da Caixa.

Negociação similar ocorreu com o Atlético-MG e o Cruzeiro. O valor fixo dos dois clubes mineiros caiu de R$ 11 milhões para R$ 10 milhões. Mas ambos deixam de exibir as marcas do banco nas costas, permanecendo como patrocinador máster na frente.

“Os acordos de Atlético-MG e Cruzeiro são iguais por política da Caixa. A diferença é que a premiação possível do Cruzeiro é maior por estar na Libertadores”, contou o vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antônio Lage. O mesmo aconteceu em favor do Galo no ano passado. O contrato atleticano publicado no Diário Oficial foi de R$ 13,1 milhões, o que inclui as possíveis bonificações.

No caso do Bahia, não houve modificações nas propriedades da camisa do time de Salvador. O valor fixo foi mantido em R$ 6 milhões, com a possibilidade de premiação atingindo R$ 9,3 milhões.

No caso de clubes de menor porte, o Londrina tem como valor máximo R$ 3,1 milhões, o Criciúma, R$ 2,3 milhões, e o Sampaio Corrêa, de R$ 1,3 milhão, em valores já publicados do Diário Oficial. Todos incluem as possíveis premiações.

A Caixa ainda decidiu investir em campeonatos estaduais, como foi revelado pelo blog do Marcel Rizzo.  Entre os campeonatos incluídos, estão o Piauiense, o Paraibano, o Mato Grosso e o Rondoniense. Os valores variam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil.


Atlético-PR reclama por Santos assinar com Globo e descumprir acordo
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A diretoria do Atlético-PR ficou insatisfeita com o Santos por ter assinado com a Globo para a venda de direitos do Brasileiro-2019 a 2024. Isso porque os dois clubes, Coritiba e Bahia tinham um acordo assinado para negociarem em conjunto essas propriedades. Agora, a diretoria atleticana estuda até cobrar penalidades contratuais aos santistas.

Santos, Bahia, Atlético-PR e Coritiba assinaram a venda dos direitos de TV Fechada do Brasileiro para o Esporte Interativo. Depois disso, criaram um grupo chamado G4 que negociaria seus direitos de TV Aberta e pay-per-view. O ex-presidente do Santos Modesto Roma Jr. participara do grupo, mas o novo presidente santista José Carlos Peres assinou com a Globo sem avisar os outros times.

“Parece que a nova direção do Santos não reconhece esse compromisso. Não tinha por que procurá-los porque tinha um documento assinado. Nem me passou pela cabeça que eles fossem negociar direto com a Globo”, contou o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia.

Ele afirmou que chegou a encontrar com um dirigente do Santos em reunião em Brasília para discutir legislação e que este não mencionou nada sobre romper o acordo. Agora, Petraglia pretende conversar com os outros dois clubes, Coritiba e Bahia, para saber qual a atitute tomar.

“Era uma posição assumida pelo clube (Santos) com assinatura de seu presidente (Modesto). No contrato, está previsto punição (para quem romper). Não posso entrar em detalhes porque há confidencialidade, mas com certeza tem multa e outras questões”, explicou Petraglia, que ainda não sabe se vai cobrar as multas do Santos. “Vou analisar.”

Petraglia estranhou o acerto do Santos com a Globo porque não tinha havido nenhuma alteração nas condições de negociação propostas. Na gestão anterior, o clube santista reclamava que 30% da nova cota de TV do Brasileiro será por exibição na Aberta, e tradicionalmente a Globo passa poucos jogos do Santos.

O blog tentou contatos seguidos com dirigentes do Santos e com a assessoria de imprensa do clube, sem obter respostas nos telefones. Ainda houve tentativa de falar com dirigentes do Bahia e Coritiba para saber se concordam com as críticas de Petraglia, mas também não houve respostas.


Ba-Vi escancara a era da intolerância no futebol brasileiro
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Não tem nem dez dias que Vinicius Jr provocou uma desavença (já resolvida) entre Flamengo e Botafogo por causa de uma comemoração provocativa de gol. Neste domingo, o Ba-Vi acabou em soco na cara após um festejo de tento com dança de mais um Vinícius, o do Bahia.

Conclusão: quem faz gol, festa ou piada no futebol brasileiro já corre o risco de apanhar. O resultado de uma era de intolerância que se instalou nos campos nacionais a ponto de qualquer fagulha se transformar em um incêndio. E por que? O que mudou em relação a um futebol que até a década de 90 sabia rir de si mesmo e no qual esse tipo de episódio era mais raro?

Primeiro, nem cabe muito discutir o mérito das provocações. Obviamente que um torcedor ou jogador que é zoado não vai gostar. Mas, no limite, se não houve racismo, preconceito ou ofensa pesada com xingamento, há direito à livre expressão no país, e à brincadeira.

Daí é preciso ter maturidade para entender que um dia você brinca e, no outro, brincam contigo. Como você aprende de criança no play. Se isso já tem que valer na arquibancada, imagine para jogadores profissionais. Mas o que mais falta no futebol nacional é maturidade. Vejamos o caso do Ba-Vi.

Vinícius faz o festejo provocativo e o goleiro Fernando Miguel imediatamente pega no seu cangote. O que queria ali? Poderia ter argumentado, reclamado que seja, meio inútil, mas direito dele. Agora a atitude já é agressiva. Em seguida, o zagueiro Kanu, do Vitória, dá dois socos na cara de Vinícius, mais dois outros atletas do rubro-negro deferem socos nele que está seguro pelo goleiro. Parece covardia  e é.

Após a briga, o técnico Vagner Mancini dá uma instrução a Ramon e, pouco depois, Bruno Bispo força a expulsão com um chute na bola. Em entrevista, Mancini diz não ter passado nenhuma orientação sobre o vermelho, provavelmente achando que todos somos tolos. Mais: culpa Vinícius por ter iniciado a confusão, sem nenhuma repreensão a seus jogadores que deram socos na cara do atleta do Bahia.

As duas cenas são reflexo de uma mesma moeda. Um futebol em que a vitória tem que ser obtida a qualquer custo, sem limite para artimanhas ou para a violência. E, se perder, põe a culpa no juiz, tenta parar o jogo, sai na mão ou vai para a Justiça Desportiva para tentar mudar o resultado independente do mérito da questão.

E a brincadeira? Essa é desnecessária e motivo da briga, como vi alguns comentaristas defenderem. Vale o argumento: “Oh, eu te dei um soco na cara, mas foi você que me provocou.” Ou, então, jogadores e clubes têm que pedir desculpa pela piada como queria a diretoria do Botafogo no meio da semana em relação ao Flamengo.

Por essa lógica, teríamos de fazer uma reunião com os principais clubes para revisar cem anos de provocações mútuas, e todos os dirigentes irão com uma lista imensa: “Aquela do gol de barriga, foi mal viu”, “E aquelas embaixadas do Capetinha, ele não teve intenção”, “Aquela reboladinha do Edmundo foi uma reação de momento, releve”. E por aí vai.

É preciso lembrar que, na década de 90, havia violência na arquibancada, mas os jogadores levavam muito menos a sério as provocações dentro de campo. Sim, houve brigas como no Corinthians e Palmeiras (de Edilson). Mas, no geral, a provocação era aceita desde que não fosse para humilhar o que não foi o caso dessas duas recentes. Atletas como Túlio e Renato Gaúcho passavam a semana inteira tirando sarro e, na maioria dos casos, isso era tolerado.

Estamos transformando um futebol que era motivo de alegria em meio a um país violento em mais um sintoma da intolerância reinante por aqui. Já tinha começado com a torcida única, agora é a repressão às comemorações provocativas, no futuro, teremos bares separados para torcedores de times diferentes.

É preciso que CBF, federações estaduais e Justiça Desportiva prestem atenção a esses sinais e pensem que tipo de futebol querem no país. Por que se um jogador que provoca e outro que lhe dá um soco na cara merecem a mesma punição (o cartão vermelho) há algo de errado aí.


Quase metade dos times da Série A já reclamou da arbitragem da CBF
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Com sete meses do ano, e menos de um turno do Brasileiro, quase metade dos clubes da Série A fez reclamações à arbitragem da CBF. Foram dirigentes de nove times que já fizeram protestos contra supostos erros de árbitros no Nacional ou na Copa do Brasil. A comissão de arbitragem admite a ocorrência de erros graves e tem sofrido com a pressão embora não saiba avaliar se aumentaram os questionamentos.

Levantamento do blog mostra que os seguintes times reclamaram com a entidade por falhas em seus jogos ou por preocupação em 2017: Cruzeiro, Botafogo, Corinthians, Flamengo, Avaí, Bahia, Atlético-PR, Atlético-MG e Fluminense. Foram consideradas apenas reclamações dos dirigentes, e não de técnicos e jogadores que não são necessariamente a voz oficial do clube. O mais recente protesto foi o corintiano sobre o gol anulado com o Flamengo, no domingo.

As reclamações têm surtido pouco efeito na melhora da qualidade da arbitragem. Primeiro, por que não há nenhuma proposta ou pressão pela mudança do sistema. Segundo, a comissão da CBF tem um obstáculo que é não poder usar o árbitro de vídeo. Internamente, membros da arbitragem nacional vêem a tecnologia como a principal solução para afastar os erros graves nos jogos nacionais. Há a certeza de que a situação é insustentável sem o vídeo.

Mas há empecilhos para o projeto andar no Brasil. Primeiro, a CBF não quis investir R$ 15 milhões que seriam necessários para o teste ser executado em 2017, como já aprovado pela Fifa. Além disso, há uma questão sobre o formato da arbitragem de vídeo, a International Board quer cabines e um sistema que é mais caro. No Brasil, a tentativa era baratear e fazer com imagens da Globo que anteciparia os replays.

Neste cenário, ainda não há perspectiva e data certa para o árbitro de vídeo no Brasileiro. Sua implantação também dependerá de uma reunião da International Board em março que decidirá de forma definitiva as regras da nova tecnologia para a Copa-2018. A profissionalização, solução adotada por outras ligas, está descartada na confederação porque o custo é avaliado como elevado.

Como paliativo, a comissão da CBF usa comunicação constante com os árbitros para reforçar instruções, e delegados tentam minimizar a pressão sobre os árbitros. Há um investimento em formação de árbitros novos. De qualquer maneira, não há perspectiva de melhorar de forma significativa sem maior investimento.