Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Bahia

Quase metade dos times da Série A já reclamou da arbitragem da CBF
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Com sete meses do ano, e menos de um turno do Brasileiro, quase metade dos clubes da Série A fez reclamações à arbitragem da CBF. Foram dirigentes de nove times que já fizeram protestos contra supostos erros de árbitros no Nacional ou na Copa do Brasil. A comissão de arbitragem admite a ocorrência de erros graves e tem sofrido com a pressão embora não saiba avaliar se aumentaram os questionamentos.

Levantamento do blog mostra que os seguintes times reclamaram com a entidade por falhas em seus jogos ou por preocupação em 2017: Cruzeiro, Botafogo, Corinthians, Flamengo, Avaí, Bahia, Atlético-PR, Atlético-MG e Fluminense. Foram consideradas apenas reclamações dos dirigentes, e não de técnicos e jogadores que não são necessariamente a voz oficial do clube. O mais recente protesto foi o corintiano sobre o gol anulado com o Flamengo, no domingo.

As reclamações têm surtido pouco efeito na melhora da qualidade da arbitragem. Primeiro, por que não há nenhuma proposta ou pressão pela mudança do sistema. Segundo, a comissão da CBF tem um obstáculo que é não poder usar o árbitro de vídeo. Internamente, membros da arbitragem nacional vêem a tecnologia como a principal solução para afastar os erros graves nos jogos nacionais. Há a certeza de que a situação é insustentável sem o vídeo.

Mas há empecilhos para o projeto andar no Brasil. Primeiro, a CBF não quis investir R$ 15 milhões que seriam necessários para o teste ser executado em 2017, como já aprovado pela Fifa. Além disso, há uma questão sobre o formato da arbitragem de vídeo, a International Board quer cabines e um sistema que é mais caro. No Brasil, a tentativa era baratear e fazer com imagens da Globo que anteciparia os replays.

Neste cenário, ainda não há perspectiva e data certa para o árbitro de vídeo no Brasileiro. Sua implantação também dependerá de uma reunião da International Board em março que decidirá de forma definitiva as regras da nova tecnologia para a Copa-2018. A profissionalização, solução adotada por outras ligas, está descartada na confederação porque o custo é avaliado como elevado.

Como paliativo, a comissão da CBF usa comunicação constante com os árbitros para reforçar instruções, e delegados tentam minimizar a pressão sobre os árbitros. Há um investimento em formação de árbitros novos. De qualquer maneira, não há perspectiva de melhorar de forma significativa sem maior investimento.


Longe da Globo, grupo de clubes conversa sobre Brasileiro com Youtube
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O grupo de clubes que assinou com o Esporte Interativo – Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia – tem conversado com representantes do Youtube e do Facebook sobre o Brasileiro-2019. São ainda diálogos embrionários para a produção de um modelo para pay-per-view e TV Aberta. Mas esse movimento é um resultado do distanciamento desses times da TV Globo.

Assim como outra dezena de times, os quatro clubes assinaram com a Turner para seus jogos no Nacional em TV Fechada a partir de 2019. É o mesmo caso do Palmeiras que ainda não deixou claro se vai se unir aos outros times. Esses clubes formaram um bloco para negociar com a Globo a TV Aberta e o Pay-per-view.

O problema é que, nas negociações iniciais, revelou-se um distanciamento entre a emissora e os times. A Globo ofereceu exatamente os mesmos termos que fechou com os outros times, isto é, divisão de 40% (igual), 30% (por posição) e 30% (por exibição de jogos). Já o ppv seria calculado por adesão de torcida.

Em conversa em separado, o Santos não gostou do modelo da Globo para TV Aberta: reclamou que não queria que um quarto de sua receita estivesse condicionado às escolhas de grade da emissora. A Globo exibiu pouco o time da Baixada Santista em sua TV Aberta.

Já o Atlético-PR está incomodado com o PPV, embora aceite o modelo de TV Aberta. Para ele, não é aceitável que times como Flamengo e Corinthians tenham percentuais garantidos, e ganhem mais do que os outros.

A Globo argumentou aos dois clubes que essas foram as condições assinadas com os outros clubes e que não tem como alterá-las em novos contratos. O modelo de negociação é individual, mas ocorre por adesão. Além disso, a emissora lembra que já mudou bastante os termos da divisão de cotas, que agora têm parâmetros iguais para todos os times na TV Aberta e Fechada.

Com a dificuldade de acordo, o grupo de clubes começou a buscar alternativas. Uma das possibilidades é criar um próprio produtor de ppv, o que poderia ser feito em parceria com o Youtube. Com quatro times, seria um projeto de apenas 12 jogos do Nacional. A ideia é conversar com o maior número de potenciais parceiros pois ainda falta um ano e meio até 2019. Um problema seria esse produto concorrrer com o Esporte Interativo com quem têm contrato assinado. A princípio, o canal não botou travas.

Outro objetivo é atrair mais clubes como o Palmeiras e até Inter e São Paulo, que ainda não assinaram o contrato de TV Aberta e ppv com a Globo para 2019 e 2020. A questão é que, internamente, Atlético-PR e Coritiba que sempre foram parceiros vivem uma fase de rusgas por conta da disputa em relação ao uso do Couto Pereira no jogo da Libertadores.

O time rubro-negro alegou que tinha contrato que lhe garantia o estádio, mas o rival negou argumentando que havia reparos no gramado. A disputa se desenrola na Justiça. A aposta do Atlético-PR é que isso não afete as negociações de TV.

De qualquer maneira, quatro clubes fora da Globo e do ppv representariam um prejuízo considerável para a emissora. Juntos, os quatro clubes participam de 140 partidas do Nacional, o que representa mais de um terço do total. Ou seja, os pacotes de ppv podem até ser inviabilizados, afetando os outros times.

A emissora vê o caso como um problema que poderia afetar não só a ela, como a todos os clubes. No seu entendimento, poderia se perder o produto que mais cresce para gerar receita para os clubes nacionais. O mínimo dado aos clubes com ppv é R$ 700 milhões. Outros R$ 600 milhões são pagos pela TV Aberta.


Após Profut, clubes controlam gastos com futebol e reduzem dívida em 2016
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Após a implantação do Profut, os grandes clubes brasileiros controlaram gastos com futebol e conseguiram uma redução da sua dívida total em 2016. É o que mostra um levantamento da BDO Sports Management. Mas só se poderá ter certeza sobre os efeitos do Profut sobre os times a longo prazo porque houve um crescimento anormal de dinheiro com televisão por luvas neste ano.

As receitas dos 23 clubes de maiores receitas saltaram para R$ 4,462 bilhões em 2016, um aumento de 29%, bem acima da inflação. Pelo padrão do futebol brasileiro, isso representaria uma explosão de gastos no futebol para aproveitar o dinheiro extra. Mas não foi o que ocorreu dessa vez.

Houve, sim, um crescimento de gastos com o futebol de 9,4%, pouco acima da inflação, o que elevou o valor a R$ 2,888 bilhões. Isso significa que as despesas com futebol ficaram em 58% da receita total. “Com o forte crescimento da receita e com a nova lei que vigora no segmento (PROFUT), o indicador Custo do Futebol/Receita Total atingiu seu menor valor no período analisado”, aponta o relatório da BDO.

Para completar, os clubes nacionais apresentaram um superávit de R$ 423,7 milhões. “Apenas 6 dos 23 clubes apresentaram déficit em seus balanços em 2016”, contou a BDO. Esses times que apresentaram déficit foram: Sport, Avaí, Botafogo, Coritiba, Internacional e Cruzeiro. Lembre-se que as regras do Profut estabelecem que os clubes têm de reduzir seus déficits até zerá-los.

Como consequência, houve uma redução discreta do endividamento líquido dos grandes clubes nacionais. Esse caiu para R$ 6,390 bilhões, R$ 63 milhões a menos do que em 2015. Em dois anos, houve 5% de queda no débito dos times. Lembre-se que, considerada a inflação, essa queda foi maior. A redução foi maior em relação a empréstimos: houve queda de 7% com o valor ficando em R$ 1,6 bilhão.

Mas isso não significa que todos os clubes conseguiram reduzir suas dívidas. Líderes do ranking dos devedores, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense tiveram aumentos em seus débitos, além de Cruzeiro e Internacional. O São Paulo até teve um aumento de dívida, mas esse valor já caiu em 2017 com o pagamento de empréstimos e direitos de atletas. “16 dos 23 clubes apresentaram redução em seu endividamento com empréstimos”, apontou o relatório da BDO.

A dívida não é um índice absoluto para saber a situação financeira de um clube. É preciso levar em conta sua receita em relação ao débito, a natureza dos passivos e os gastos do clube. O Botafogo é o maior devedor na lista, mas é preciso lembrar que o Corinthians não incluiu o débito do estádio em seu balanço. Veja abaixo a listas da maiores dívidas de clubes brasileiros:

1o Botafogo – R$ 753,1 milhões

2o Atlético-MG – R$ 518,7 milhões

3o Fluminense – R$ 502 milhões

4o Flamengo ** – R$ 460,6 milhões

5o Vasco – R$ 456,8 milhões

6o Corinthians *- R$ 424,9 milhões

7o Grémio – R$ 397,4 milhões

8o Palmeiras – R$ 394,8 milhões

9o São Paulo – R$ 385,3 milhões

10o Cruzeiro – R$ 363 milhões

110 Santos – R$ 356,6 milhões

12o Internacional – R$ 311,6 milhões

13o Atlético-PR – R$ 264,5 milhões

14o Coritiba – R$ 187,1 milhões

15o Bahia – R$ 166,4 milhões

* O débito do Corinthians em relação a sua arena gira em torno de R$ 1,4 bilhão, mas uma parte desse valor deverá ser abatido por CIDs e ainda está em negociação.

**O Flamengo alega ter uma dívida de R$ 390 milhões porque não considera como débitos adiantamaentos de receitas, ao contrário da BDO.

 


Clubes vão ao Congresso por eleição na CBF, mas paulistas não participam
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Em reunião em São Paulo, seis grandes clubes (Bahia, Atlético-PR, Coritiba, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense) decidiram levar a parlamentares no Congresso a discussão da eleição na CBF. Eles querem que seja esclarecida a Lei Profut para determinar se têm direito de participar da aprovação de mudanças no estatuto, o que tornaria ilegal a alteração feita pela confederação. Os clubes paulistas decidiram não participar do encontro apesar de convidados.

A CBF e as federações estaduais votaram por modificação no estatuto da entidade para concentrar mais poder. As entidades estaduais passaram a ter peso três no voto, os clubes da Série A tiveram peso dois, e os da Série B, peso um. Times não foram avisados.

No entendimento dos clubes, a Lei Profut obriga que as agremiações participem da assembleia geral administrativa para aprovar esse tipo de mudança. Por isso, os dirigentes irão falar com deputados.

“Buscamos o melhor caminho. Não queremos confronto com ninguém. Ficou combinado que cada clube vai consultar parlamentares próximos para saber se o espírito da lei acabou não sendo cumprido. Os próprios parlamentares podem esclarecer. É possível um regulamento também para a lei. Vamos conversar”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A ideia é que seja feita uma audiência com os parlamentares para eles determinarem qual a interpretação correta da lei. O relator da lei Profut, Otávio Leite, (PSDB-RJ) já afirmou que entende que a lei foi desrespeitada pela CBF e entrou com ação junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro para anular a eleição. Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) também deve ser procurado pelo grupo pois ele entende o direito dos clubes.

A reunião foi marcada em São Paulo justamente para atrair os grandes clubes paulistas. Mas nenhum deles apareceu no encontro embora tenham tido contato telefônico com os presentes. Alguns tinham problema de agenda como os presidentes do Grêmio e Santos que não estavam no Brasil. Mas não mandaram representantes.

Desde que Marco Polo Del Nero assumiu a presidência da CBF, os clubes paulistas têm se posicionado a favor dele e se recusaram a participar de qualquer movimento para discutir questões da confederações, mesmo quando perdem poder como ocorreu no caso das regras da eleição. Ressalte-se que o presidente santista, Modesto Roma Jr, tem feito críticas pontuais à confederação, inclusive sobre a mudança de regra na eleição. Ele não está no Brasil nesta sexta-feira.


Clubes se encontram em São Paulo para debater mudança na eleição na CBF
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Um grupo de grandes clubes brasileiros se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para discutir se serão tomadas medidas em relação às mudanças de estatuto da CBF que tiraram poder das agremiações. A reunião vem sendo articulada desde a semana passada em sigilo para não causar reações antes de os times saberem exatamente o que querem fazer.

As federações estaduais e a CBF votaram uma alteração no estatuto da entidade para alterar o peso dos votos na eleição para presidente. Com a nova regra, as federações passaram a ter peso três na votação, os clubes da Série A, dois, e os da B, um. Assim, as entidades estaduais têm mais votos (81) do que as agremiações (60). O movimento foi feito sem consulta ou aviso aos clubes.

Dirigentes de times ficaram irritados com a atitude da CBF e reclamaram da perda de poder sem discussão. Ainda mais porque a confederação tinha convocado todos os cartolas para opinar sobre as mudanças de estatuto, mas, no final, decidiu fazer uma versão sozinha só ouvindo federações.

Entre os clubes articulados, estão Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, e provavelmente os grandes de São Paulo (Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos), e o Cruzeiro. Não há certeza sobre a presença de todos, nem se haverá mais times no movimento justamente pelo sigilo mantido em relação ao encontro. A sede de um dos times paulistas da capital deve ser usada como local da reunião.

A pauta da reunião não está completamente definida, embora a reunião tenha sido motivada pela irritação com a atitude da CBF em mudar o sistema eleitoral para manter o poder. Dificilmente, no entanto, haverá uma revolta geral com a confederação pelo que o blog ouviu dos dirigentes que vão participar.

Mas há a intenção de tomar alguma medida já que os dirigentes de clubes perceberam que foram vistos como fracos diante da confederação por não reagirem às mudanças no estatuto. Há entre alguns cartolas que vão à reunião uma descrença em relação aos resultados já que as agremiações nunca conseguiram se unir de fato para reivindicar suas demandas. É imprevisível o que sairá da reunião.


Como o Atlético-PR se tornou o maior obstáculo nos planos da Globo
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Após fechar contratos com mais de vinte clubes para o Brasileiro-2019, a Globo tem como desafio acertar acordos de TV Aberta e de pay-per-view com os times que estão com o Esporte Interativo. E, nesta negociação, o Atlético-PR tornou-se o maior obstáculo para a emissora, pois articulou para que os times atuem em grupo e tem questionado o sistema de pay-per-view. Se o grupo não assinar o ppv, pode tornar o pacote pouco atrativo para a Globo e seus assinantes.

No ano passado, a emissora global acertou contrato com mais de vinte clubes para a TV fechada do Brasileiro da Série A, além da TV aberta e ppv. Já  o Esporte Interativo assinou com outras 15 agremiações só para o canal a cabo – eles poderiam negociar as outras plataformas com a Globo.

Na TV aberta, Atlético-PR, Coritiba, Santos, Bahia e provavelmente o Palmeiras (o alviverde ainda não confirmou), que formam o novo grupo, devem ter uma negociação mais fácil, já que as cotas são divididas com critérios iguais para todos. A questão é o ppv, onde há discordância forte.

A Globo determinou que a divisão é pelo número de assinantes que declaram torcer para cada clube em um critério de pesquisa. Mas garantiu um mínimo para o Flamengo de 18,5% do total a ser distribuído, e cota similar para o Corinthians, mesmo que eles não atinjam esse percentual (há outra versão de que a garantia é em número absoluto de dinheiro correspondente a esse percentual, mas é fato que ela existe). Os dirigentes do Atlético-PR fizeram a conta e viram que o clube carioca ganharia R$ 6,4 milhões, contra R$ 300 mil do Furacão por jogo, e consideram a vantagem exagerada.

A posição radical dos paranaenses é de que, com esse modelo, não assina até porque sua perda financeira não será grande e pode criar um canal de streaming. O Atlético-PR entende que a Globo tem que usar o percentual que ela tem direito para melhorar a oferta para os clubes do Esporte Interativo. Isso porque a emissora fica com 62% do total arrecadado com o ppv, e os clubes ficam com 38%. Os times têm um mínimo garantido que será de R$ 700 milhões em 2019, ano do início do novo contrato.

A Globo argumenta que já mudou a distribuição das outras cotas para tornar tudo mais igual. E que o critério do ppv tem que ser mantido porque é justo por ser medido de acordo com a participação de cada torcida. Além disso, alega que não dá para ter um salto radical do modelo antigo para o modelo inglês que é com critério igual para todos. Além disso, por lá não há ppv.

Outro argumento do Atlético-PR é de que o custo da Globo para operar o ppv é bem baixo, isto é, não se justifica ela ficar com pouco menos de dois terços da renda do ppv, o que chegará a R$ 1,1 bilhão só com o canal pago. A emissora, em contrapartida, alega que a despesa operacional é alta, sim, com pagamento a operadoras, em material jornalístico para o canal e na produção das transmissões.

O grupo de clubes tem a intenção de contratar uma empresa ou um executivo somente para discutir os contratos com a Globo. A emissora estava um pouco confusa porque esses times, inicialmente, estavam conversando em separado e juntos ao mesmo tempo. E, por exemplo, clubes como o Bahia teriam bem maior perda financeira sem o ppv já que tem maior participação de torcedores. Agora, o clubes unificaram o grupo e devem falar em uma voz.

Já é a segunda vez que o Atlético-PR adota posição forte e atrapalha os planos da Globo. A emissora ofereceu uma cota de R$ 1 milhão para o clube e para o Coritiba pelo Estadual, o que foi recusado. Deste episódio resultou na tramissão online do clássico que gerou uma adiamento de jogo e uma grande discussão sobre o assunto. Apesar das divergências, as duas partes continuam conversando para tentar chegar um acordo.


Caixa prioriza Libertadores e já investe R$ 100 mi em times em 2017
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A Caixa Econômica Federal priorizou clubes que estão na Libertadores e previu bônus consideráveis pela conquista do torneio e pelo Mundial. O investimento do banco em times já ultrapassa R$ 100 milhões em contratos fechados para este ano. E há negociações em andamento que podem elevar em até 50% esse montante, chegando a cerca de R$ 150 milhões.

Um levantamento do blog no Diário Oficial mostra que já foram feitos pelo menos 14 renovações ou novos contratos da Caixa no ano de 2017. A esses acordos, soma-se o patrocínio fechado com o Santos e ainda não oficializado.

No total, a previsão de investimento nos 14 contratos é de até R$ 116 milhões por conta das premiações. Excluídos os bônus, os valores fixos ficam em torno de R$ 90 milhões. Com o contrato do Santos, de R$ 16 milhões, isso se eleva a pouco mais de R$ 100 milhões.

Há ainda negociações em aberto com o Vasco (estimativa -R$ 10 milhões), Botafogo (R$ 10 milhões), Corinthians (R$ 30 milhões) e a Chapecoense (sem valor definido). O acordo com a diretoria vascaína está encaminhado após reunião na última sexta-feira, segundo o clube. Se fechar com todos esses times, a Caixa ultrapassará o valor previsto de R$ 132 milhões. O Vitória tinha anunciado renovação, mas o blog não encontrou seu contrato no Diário Oficial.

A  Caixa priorizou clubes que estavam na Libertadores, fora acordos de renovação. No ano passado, a Caixa tinha apenas dois times na competição. Agora, já conta com quatro (Atlético-MG, Atlético-PR, Santos e Flamengo). E pode chegar a seis no total.

Para esses clubes, o banco estabeleceu bônus e premiações maiores do que para os outros pela importância do torneio. A conquista do campeonato sul-americano dá R$ 1,5 milhão, e do Mundial R$ 2 milhões.

Assim, os contratos de Flamengo, Atlético-MG e Atlético-PR têm previsão de empenho de R$ 5 milhões a mais do que o valor fixo. Isso explica a discrepância de R$ 3,5 milhões entre os montantes dos contratos entre os dois grandes paranaenses, e os dois grandes mineiros.

Não houve reajuste para nenhum clube, apenas a inclusão de bônus. A provável expansão do valor total investido pela Caixa resultará em maior número de times caros no cartel.

O Botafogo, por exemplo, já exibe o logo do banco sem ter contrato. “Estamos em fase negocial. Na há pendência. Não posso te garantir que fomos beneficiados pela Libertadores porque não fechamos”, contou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. Mas sua negociação é no patamar do Vasco que, normalmente, obtinha valores maiores por sua camisa.

O blog mandou perguntas para a assessoria da Caixa sobre os patrocínios aos times, mas não recebeu resposta. Além da Libertadores e Mundial, há prêmio de R$ 1 milhão para o Brasileiro, R$ 500 mil pela Copa do Brasil, e R$ 500 mil pela Série B, e R$ 300 mil pela Copa Nordeste. Há uma tabela padrão. Veja o valor fechado com cada clube já no diário oficial (com especificação de quanto é em premiação):

Flamengo – até R$ 30 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Atlético-MG – até R$ 16 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Cruzeiro – até R$ 12,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Atlético-PR – até R$ 11 milhões (R$ 5 milhões em premiações)

Bahia – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Sport – até R$ 7,8 milhões (R$ 1,8 milhão em premiações)

Coritiba – até R$ 7,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Avaí – R$ 5,5 milhões (R$ 1,5 milhão em premiações)

Náutico – R$ 3,7 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Figueirense – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Ceará – R$ 3,4 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

Paysandu – R$ 3,2 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

América – até R$ 3 milhões (R$ 1 milhão em premiação)

CRB – até R$ 1,5 milhão (R$ 500 mil em premiação)

 


Globo negocia Brasileiro com times da Turner, mas pay-per-view é entrave
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Um grupo de clubes que tem contrato com o Esporte Interativo (Turner) para o Brasileiro-2019 já negocia com a TV Globo um acordo para a TV Aberta e pay-per-view. O maior empecilho para um acordo, no entanto, é a divisão de cotas pelos jogos pagos. Isso porque os times consideram a distribuição do dinheiro pouco igualitária.

Após fechar com a Turner para a TV Fechada, Atlético-PR, Coritiba, Santos e Bahia decidiram se unir para negociar em conjunto as outras mídias com a Globo. Ambos os lados confirmam que já existe negociação em andamento. O Palmeiras, que acertou com o EI posteriormente, será convidado ao grupo, mas ainda não sentou à mesa.

Nas primeiras conversas, os clubes mostraram insatisfação com o critério de divisão de pay-per-view que é por tamanho de torcida entre assinantes. Há questionamentos sobre a forma de medição e o peso para cada clube. O objetivo é conseguir uma distribuição mais parecida com a da TV Aberta, onde a Globo colocou 40% igual, 30% por posição e 30% por audiência.

O Flamengo, por exemplo, tem a garantia de 18% do total do ppv mesmo se sua torcida não atingir o patamar. Clubes do grupo dizem desconhecer essa garantia, mas querem evitar que um time ganhe muito mais neste item. Outra questão é que a Globo retém um volume bem alto do total gerado pelo ppv.

Em relação à TV Aberta, o acordo parece menos complicado já que a Globo estabeleceu uma divisão parecida com a da Turner, com pequena diferença de percentuais. A emissora já fechou a TV Aberta e ppv com um dos times da Turner: a Ponte Preta. Já o Internacional fechou com a Globo para os Brasileiros de 2020 a 2024, mas suas mídias de ppv e para os dois anos anteriores ainda estão em aberto.


Com surpresas, Estaduais têm queda acentuada no público nas finais
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Com as classificações de surpresas, as finais dos Estaduais tiveram uma redução de um terço no público presente nas arquibancadas em relação ao ano passado. Foram comparados cinco regionais, Paulista, Carioca, Mineiro, Paranaense e Baiano, com os primeiros jogos decisivos de 2015. Os estádios menores pesaram nesta diminuição.

No total, foram 103.015 pagantes nas cinco partidas do final de semana, sendo a maior presença verificada em Botafogo e Vasco, 37.027. Assim, a média de público foi de 20.603.

No ano passado, foram 154.816 pagantes, sendo que um terço deles no jogo do Atlético-MG diante da Caldense. no Mineirão.  A média de público foi de 30.963.

Contribuíram para essa queda as classificações de Audax, no Paulista, e América-MG, em Minas. Os dois jogos em seus estádios tiveram público de 12.269 e 7.188, respectivamente. Lembre-se que, em 2015, a primeira final do Paulista teve um Allianz Parque cheio. Mas até o clássico carioca, disputado pelos mesmos times no Maracanã, teve uma queda de público de oito mil pessoas.

No Paraná e na Bahia, houve aumento da presença da torcida justamente porque não houve zebras ao contrário de 2015 quanto times menores jogaram a final. Ainda assim, o Ba-Vi e o Atletiba não ultrapassaram a marca dos 30 mil presentes, público inferior, por exemplo, ao do Atlético-PR na Primeira Liga.

Na segunda rodada de decisões, o público certamente crescerá, como de hábito, principalmente no jogo do Galo no Mineirão. Mas é provável que as decisões deste ano acabem com uma média inferior a do ano passado.

PS Não foi possível obter o público da final do Gaúchão entre Inter e Juventude, e por isso o Estado não entrou na comparação.

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Globo não muda Pay-per-view, e Fla e Corinthians terão mais dinheiro
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Na briga pela disputa dos direitos do Brasileiro-2019, a Globo mudou a postura e aceitou uma divisão mais igualitária de cotas de televisão para TV Aberta e TV Fechada para novos contratos. Mas não houve nenhuma alteração nas propostas para o pay-per-view que continuará a ser distribuído por pesquisa de audiência, o que dá significativa vantagem a Flamengo e Corinthians. A maior beneficiada, no entanto, é a própria a Globo que fica com o grosso do dinheiro.

Com o novo contrato a partir de 2016, o Pay-Per-View distribuirá 38% do valor arrecadado aos times, sendo que o restante fica com a emissora carioca. A cota mínima para todos os clubes é R$ 500 milhões que, em geral, fica próximo dos 38%. A distribuição desse montante é por meio de pesquisa Ibope e Datafolha.

Nos últimos anos, o Flamengo tem ficado com um percentual em torno de 16%, e o Corinthians com 13% da parte dos clubes. Ou seja, juntos, abocanham cerca de 30%, o que representaria R$ 150 milhões. Assim, só o Fla teria direito a quase R$ 80 milhões.

O clube rubro-negro já arrecada mais com pay-per-view do que com o contrato de televisão aberta, como pode se verificar nos balancetes de 2015. Por isso, dirigentes do time carioca não estão tão preocupados com a nova divisão de cotas na Aberta e Fechada. Segundo eles, o contrato de TV Aberta já tinha uma diferença menor do Flamengo para os outros clubes.

O fato de a Globo ficar com a maior parte do ppv e de o restante ser distribuído com grande diferença levou o Atlético-PR a oficializar acordo com o Esporte Interativo. “Não concordamos com esse percentual de 62% para a Globo e 38% para os clubes. E, além disso, a Globo não estendeu as condições de 40% (igual), 30% (premiação) e 30% (audiência) para o pay-per-view. Um clube pode ganhar mais que outro, mas não com essa disparidade”, explicou o presidente do Conselho do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia.

Uma posição parecida foi adotada pelo Bahia cujo Conselho Deliberativo também aprovou a proposta do Esporte Interativo a partir de 2019. A Globo chegou a igualar a proposta de televisão fechada em relação à Turner, mas o clube não viu evolução na Aberta, nem no pay-per-view.

“O sistema é equivocado. O dinheiro é distribuído através de uma pesquisa cuja metodologia a maioria dos clubes não concorda. Há discordâncias, mas a maioria acha que tem de mudar. E o percentual dos clubes deveria ser ampliado. Isso ajudaria a mudar uma distorção de que um clube ganha R$ 75 milhões, e outro R$ 6 milhões”, contou o presidente do Bahia, Marcelo Sant’ana.

Tanto o Atlético-PR quando o Bahia, no entanto, aceitarão negociar com a Globo contratos de TV Aberta e pay-per-view do Brasileiro no futuro.