Blog do Rodrigo Mattos

Arquivo : Botafogo

Venda de quase R$ 1 bi em jogadores ajuda clubes a conter dívidas
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A negociação de jogadores de um valor próximo de R$ 1 bilhão ajudou as contas dos clubes e manteve estável a dívidas total deles. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Sports Value nos balanços dos 20 times de maior arrecadação no país. Esse movimento não foi uniforme e metade dos times teve superávit e a outra metade, déficit.

Foram R$ 966 milhões em vendas de jogadores executadas pelos maiores times brasileiros. O líder no quesito foi o São Paulo, seguido de perto pelo Flamengo. No total, isso representou a segunda maior receita dos times, atrás apenas da televisão. O percentual é de 19% do total – o último ano em que houve proporção maior foi em 2013.

“Em 2015, o Profut ajudou as contas dos clubes. Em 2016, foram as luvas de televisão. Esse ano foram as vendas de jogador”, explicou Amir Somoggi, consultor da Sports Value.

Com a alta na receita de jogadores, a dívida total dos clubes teve um crescimento abaixo da inflação, na casa de 2%. Em 2016, o número era de R$ 6,63 bilhões. Agora, está em R$ 6,76 bilhões. O aumento de receita foi de 4%. Isso reduziu a relação entre receita anual e dívida para 1,3, o que mostra, teoricamente, contas mais saudáveis dos clubes.

Esse, no entanto, é um quadro geral. Do ponto de vista específico, o Flamengo teve uma redução brutal de sua dívida que caiu para R$ 335 milhões, queda de 27%. Do total de 20 clubes analisados, 11 tiveram redução da dívida ou crescimento no máximo no nível da inflação. Outros nove tiveram aumentos dos débitos líquidos acima da inflação.

Foram seis os clubes, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Atlético-PR, Vitória e Sport que tiveram crescimento de débito acima de 10%. Veja no gráfico da Sports Value a evolução dos débitos de cada um. Botafogo e Internacional estão no topo da lista.

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Após dois anos de Profut, Receita não definiu tamanho da dívida dos clubes
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Após de mais de dois anos da implantação do Profut, a Receita Federal ainda não determinou de fato quanto devem os clubes brasileiros. Boa parte das dívidas fiscais dos times continua pendente de homologação pelo órgão, e os times estão pagando os parcelamentos com base nos seus próprios levantamentos dos débitos. Houve descontos de pendências e multas com base nesses cálculos.

A Lei do Profut foi implementada em agosto de 2015, sendo o decreto que a regulamenta feito em janeiro de 2016. Mas, nos últimos meses de 2015, houve a adesão da maior parte dos clubes brasileiros. Só no Brasileiro da Série A eram 17 times naquela época.

Pelo procedimento, os clubes apresentavam seus levantamentos de dívidas com a Receita, INSS e FGTS para as autoridades fiscais. Os parcelamentos e os descontos de multas foram feitos com base nesses cálculos. Mas o governo federal teria de conferir e homologar esses valores.

O processo, no entanto, tem sido bastante lento. Veja como exemplo o Flamengo que aderiu ao programa em outubro de 2015, pouco depois da implantação. O clube até já tinha um levantamento de suas dívidas pois as tinha regularizado anteriormente e pago um valor à Receita.

Pois bem, após dois anos da adesão, o clube rubro-negro registrou em seu balanço de 2017 que sua dívida fiscal é de R$ 283 milhões. Desse total, apenas R$ 108,2 milhões já foram homologados pela Receita, entre valores de imposto e INSS. Ou seja, falta confirmar R$ 174,8 milhões. Durante o ano de 2017, menos de R$ 10 milhões foram consolidados. O documento registra que o valor pode ser alterado pelos cálculos.

Não é um caso único. A última demonstração financeira do Santos, do terceiro trimestre de 2017, registra uma dívida fiscal de R$ 156,3 milhões. No documento, está escrito que “os tributos citados ainda não foram consolidados pelos órgãos responsáveis e até sua homologação poderá sofrer alterações.”

O site do Botafogo também registra que os débitos fiscais estão em processo de homologação. O clube alvinegro registra R$ 144 milhões em dívidas incluídas no Profut.

Não é possível confirmar a situação dos outros clubes porque ainda não fecharam suas demonstrações contábeis ou não essas estão disponíveis no site (o prazo é final de abril). Mas o blog apurou que a situação é comum a maioria dos times visto que a Receita tem sido lenta na homologação dos cálculos, o que neste caso não é culpa dos times.

Há portanto uma indefinição sobre qual o tamanho do débito real dos times. Dependerá da organização de cada clube para saber o quão preciso foi seu levantamento. Neste caso, a Apfut (órgão fiscalizador) não tem interferência pois é responsável pela fiscalização do cumprimento da lei, não pelo valor das dívidas.

Em relação ao pagamento das parcelas do Profut, há clubes em atraso. A nova diretoria do Vasco admitiu que o ex-presidente Eurico Miranda deixou de pagar alguns meses.

O blog enviou perguntas à Receita Federal na sexta-feira sobre o tema. Após três dias úteis, o órgão fiscal não respondeu as perguntas sobre o atraso nas homologações de dívidas. O Ministério da Previdência informou que era tarefa da Receita fazer os cálculos.

 


Calendário e contrato de TV limitam mudança na fórmula do Estadual do Rio
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Em crise de público, o Estadual do Rio tem restrições no calendário da CBF e no contrato com a Globo para que sejam feitas alterações na fórmula de disputa para o próximo ano. Há dentro da federação discussões sobre mudança no formato, e a própria emissora vê como positiva essa discussão. A questão é que modificações têm que ser feitas mantendo 18 datas sem possibilidade de ficar sem jogos em determinados dias.

O Estadual do Rio-2018 tem enfrentado uma crise de público e de atratividade, com uma média de pagantes em torno de 3 mil pessoas. A Globo já demonstrou preocupação com a baixa presença de torcedores no estádio. E a própria Ferj reconheceu o problema quando questionada pelo blog:

“Obviamente que não (está satisfeita). E já vem se reunindo para melhorar o produto e fazer diferente em 2019. O campeonato carioca desperta interesse. Isso é fato. Não temos os números de 2018. Se todas as partidas do Campeonato Carioca de 2017, sem exceção, fossem jogadas com o Maracanã lotado, não atingiria 1/9 das pessoas que assistiram pela TV.  Porém, nosso desafio é levar o público ao estádio, em conjunto com os clubes, através de ações”, afirmou a Ferj por meio da assessoria.

Há diversos motivos para essa queda na atratividade do Carioca, entre elas, a violência do Rio de Janeiro, o baixo nível técnico dos jogos, problemas enfrentados pelos grandes clubes no início do ano, falta do Maracanã. Entre os questionamentos à Ferj (Federação do Estado do Rio de Janeiro), está a fórmula do Estadual do Rio.

Pelo formato atual, há dois turnos com semifinais e finais que contam pouco para a fase decisiva, de fato, da competição. Triunfos da Taça Rio e da Taça Guanabara só garantem vaga nas semifinais da competição, a não ser que o time vença ambos. O formato é complexo para ser entendido pelo torcedor e deixa vários jogos com pouco valor esportivo.

Para mudar a fórmula, no entanto, a Ferj e os clubes enfrentam restrições por compromissos assinados por eles mesmos. Por pressão das federações, o calendário da CBF estabelece 18 datas para os Estaduais.

Baseado nisso, a Ferj assinou um contrato com a Globo que prevê que todas essas datas têm que ser ocupadas por partidas. Assim, caso a federação optasse por uma redução do número de times e jogos, não poderia fazê-lo a não ser que reduzisse o valor recebido pelo contrato com consequência para as cotas dos clubes. O contrato tem valor de R$ 120 milhões, e se estende até 2024.

Não é possível também usar a antiga fórmula do Carioca que tinha dois turnos e, se um time vencesse os dois, levaria o título sem final. Isso deixaria duas datas em aberto sem jogo do Estadual, o que é vetado pelo contrato.

Não há resistência dentro da Globo a uma redução do número de datas do Estadual em favor do Brasileiro, mas isso implicaria em uma queda do valor. Dentro do calendário proposto, a emissora apoiaria uma mudança de formato desde que dentro das condições contratuais.

Já, na Ferj, há discussões para melhoria do Estadual. Já foi feita uma consulta ao Conselho Nacional do Esporte que referendou que a legislação não impede mudanças na fórmula para o próximo ano. Pode ser proposta nova fórmula que seria votada no arbitral dos clubes.

A federação não respondeu a perguntas sobre o contrato, alegando que respeita a confidencialidade do acordo. Mas disse que há efeito dos horários dos jogos na presença de público, e de aspectos comerciais que têm de ser respeitados. Abaixo a posição:

°A Federação de Futebol do Rio de Janeiro não se opõe ao debate sobre qualquer aspecto que venha a contribuir para o crescimento do Campeonato. Mas fica o registro que, seja qual for o formato ou adequação dele, não há chance de os aspectos comerciais deixarem de ser considerados como fator preponderante. Assim não fosse, bastaria que os clubes abdicassem do contrato de TV, colocassem as partidas nos horários e locais que melhor lhes conviesse cobrassem preço de ingresso bem barato.  A fórmula não é a única variável que  influencia.”

O contrato é válido por oito anos até 2024 para o caso dos três grandes clubes, Fluminense, Vasco e Botafogo, e da Ferj. O Flamengo, que assinou um contrato em separado com a mesma cota, tem compromisso até 2018.


Fla e Bota vão analisar acordo maior por Engenhão por necessidade dos dois
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Após a desavença pela provocação de Vinicius Jr, Botafogo e Flamengo se acertaram para o uso do Estádio Nilton Santos para a estreia da Libertadores por conta das necessidades de ambos. O clube alvinegro tenta resolver uma operação para aumentar receitas do estádio, e o time rubro-negro não tem onde jogar até por conta do problema de queda de torres na Ilha do Urubu.

A reunião entre as partes ocorreu na sexta-feira para um entendimento. Ficou acertado o uso para a partida contra o River Plate, e de uma partida contra o Madureira, pelo Estadual. Mas está reaberta a possibilidade de um acordo mais longo para jogos rubro-negros no estádio.

Do lado do Flamengo, ainda não há uma previsão de quando o clube terá a Ilha do Urubu recuperada após o acidente com chuva na quarta-feira. O Maracanã tem sido usado para shows. Na Libertadores, o clube pode até voltar ao Maracanã, mas em jogos de pequeno e médio porte pode usar o Engenhão se houver acordo.

De qualquer maneira, mesmo com o Maracanã disponível, o time passa a ter uma alternativa às altas taxas cobradas pela Odebrecht. Questionado sobre o assunto, o presidente Eduardo Bandeira de Mello disse: “Acho que é bom para os dois.”

Do lado do Botafogo, o Engenhão teve uma operação deficitária em 2017 e buscava mais receitas para completar o orçamento do clube. Entre essas, estava a procura de naming rights e eventos fora do futebol. E agora pode cobrar aluguéis de Flamengo e Fluminense.

“No orçamento de 2018, há previsão de gerar novas receitas de estádio. O quadro da vice-presidência de Administração de estádio é deficitário”, contou o vice-presidente de Finanças do Botafogo, Luiz Felipe Novis, antes do acordo com o Flamengo.

No documento contábil até outubro de 2017, sem considerar o efeito contábil, o déficit seria de R$ 6,3 milhões na vice-presidência de futebol. Isso não significa que o Engenhão dá prejuízo para o Botafogo. Para analisar todo o quadro, tem que se levar em conta que o clube arrecada bilheteria e sócio-torcedor

“Se for contabilizar bilheteria e programa sócio-torcedor, no total, o estádio é superavitário”, contou Novis. Mas, em 2018, o Botafogo está fora da Copa do Brasil e da Libertadores, que renderam bom dinheiro em 2017.

Pesou na reaproximação a participação de executivos da parte dos dois clubes. Pelo Botafogo, Luis Felipe Santos e, pelo Flamengo, Fred Luz. São eles que vão tentar um acordo comercial para uso futuro do estádio. Isso, óbvio, depende também do comportamento de torcedores rubro-negros no estádio rival, e da relação das duas diretorias.

 


Estadual do Rio é emoção (ou é enrolação)?
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Henrique Dourado comemora gol do Flamengo na semifinal (André Mourão/FotoFC)

Ao se ligar a televisão em canal esportivo, entra a propaganda: “Estadual é emoção”, seguido de imagens de histórias emblemáticas da competição. A Globo e a SporTV exercem o seu justo direito de promover os eventos pelos quais pagaram caro. Duro é convencer o público carioca de que o atual Estadual é de fato emocionante.

Após 47 jogos, o maior público pagante foi de cerca de 20 mil pessoas em um Flamengo e Vasco. O clássico mais importante desta Taça Guanabara foi disputado em Volta Redonda com um público abaixo de 10 mil pessoas.

A Ferj (Federação do Rio de Janeiro de Futebol) certamente divulgará uma média de público fictícia pois tem uma regra que contabiliza 20% da capacidade do estádio presente não importa quem apareça por lá. A renda é igualmente inchada por cotas de TV para parecer que é significativa.

A parte desses truques, o que se vê no gramado é pobre, paupérrimo. Os grandes clubes nem tiveram um tempo que se possa chamar de pré-temporada. Mal voltaram aos treinos e já estavam em campo para jogar no dia 16. Sim, no meio de janeiro, porque é necessário arrastar o Estadual do Rio por 18 longas datas.

E para quê? A fórmula do campeonato é tão esdrúxula quanto à do ano passado. A vitória na Taça Guanabara que será decidida entre Flamengo e Boavista não vale uma vaga na final, na realidade, não vale quase nada. O time classifica-se para as semifinais do campeonato, assim como no caso da Taça Rio.

Uma equipe garante um lugar na decisão só se ganhar os dois turnos. Ou seja, supera todo mundo, bate a todos e aí… tem que enfrentar outro pelo título. De resto, obtém-se vagas por pontuação geral.

Some-se a isso à crise financeira que enfrentam três dos times grandes, Vasco, Fluminense e Botafogo, e temos um cenário desolador. O Flamengo, que só parou de jogar em 2017 em 13 de dezembro, botou reservas e juniores em boa parte do turno, com absoluta razão.

Aliás, os quatro grandes já começam a encarar o Estadual como deve ser: uma competição de pré-temporada, um título menor. Basta ver que as eliminações de Vasco e Fluminense nem fizeram cosquinha em seus técnicos, mais uma vez, com toda razão para as diretorias dos dois. O Botafogo entrou em crise pela eliminação na Copa do Brasil, e demitiu seu técnico Felipe Conceição mais pela derrota para a Aparecidense do que a para o Flamengo.

A propaganda da Globo, de fato, lembra momentos significativos da história dos clubes nos Estaduais. O problema é que quase todos estão em um passado, distante. A competição nunca mais será o que era.

Necessita-se de uma reformulação urgente (máximo de oito, dez datas, mais racional) para sobreviver um mínimo interesse do torcedor em um torneio de tiro curto que não atrapalhe o que interessa. Do jeito que está, salvo uma final um pouco mais interessante, só serve à Ferj e como fundo de tela da TV após o almoço do final de semana, enquanto as pessoas prestam atenção em outra coisa.

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Caixa analisa se reduz pacote futebol enquanto estende exibição em camisas
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A Caixa Econômica Federal analisa seu pacote de investimento no futebol para 2018 enquanto prolonga a exibição em camisas de times. Os contratos entre os times e o banco acabaram em 2017, e a previsão é que as renovações (ou não) sejam acertadas agora em fevereiro com montante total reduzido disponível. Neste meio tempo, mecanismos contratuais estendem a marca da Caixa nos uniformes, ou confiança dos times em acerto.

Todo ano a Caixa analisa qual será seu investimento no futebol no início do ano. A informação no banco é de que o orçamento para marketing e propaganda foi aprovado com redução para 2018. Falta agora definir quanto desse valor total – não divulgado – será destinado para o futebol.

Há a tendência, portanto, de se reduzir o valor total nas camisas dos times que no ano passado girou em torno de R$ 140 milhões. A questão é que os clubes têm expectativa de manutenção ou aumento dos contratos atuais.

Por enquanto, como ocorreu em anos anteriores, a Caixa continua nos uniformes de clubes mesmo com o final dos acordos. Há a previsão no contrato encerrado do Flamengo para que a exibição da marca continue no uniforme até o final das negociações. No Botafogo, foi assinado um aditivo para prolongar o uso do logo alvinegro na camisa. Em outros clubes, há a confiança em que será acertado o contrato.

Maior patrocinado do banco em valor, o Flamengo entende que pode pleitear um aumento para além dos R$ 25 milhões de 2017, segundo apurou o blog. A argumentação é de que, em 2018, o clube tem maior poder de penetração em redes sociais e exibição na mídia do que no ano passado. Além disso, o time carioca ouve outras empresas enquanto negocia com a Caixa.

Há um demanda do Botafogo pela manutenção do patrocínio e a negociação do naming rights do estádio, Nilson Santos. É o que conta o presidente alvinegro, Nelson Mufarrej. “É um pleito do clube. Não sabemos se vai ser aceito, mas temos um estádio maravilhoso. Então, oferecemos para analisar.” Ele afirmou estar confiante em manter o patrocínio.

Também há na diretoria cruzeirense a confiança de que será fechada uma renovação com o uniforme da camisa. O contrato do time mineiro prevê pagamento anual de R$ 12 milhões, mesmo valor do Atlético-MG.

A Caixa é o principal patrocinador do futebol brasileiro, com o maior número de times e valor investido. O único que rivaliza com o banco é a Crefisa que patrocina apenas o Palmeiras, mas com um valor bem superior ao investido por outros patrocinadores.

Colaborou Thiago Fernandes


Antes de gesto do avião, Nacional já tinha sido punido por atos de torcida
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O Nacional virou alvo de ação disciplinar da Conmebol porque seus torcedores fizeram um gesto em alusão ao acidente da Chapecoense durante jogo da Libertadores. Pois o clube já tinha sido punido por atos da sua torcida durante a competição, na edição de 2017. Isso pode eventualmente agravar a situação do time uruguaio.

Na quinta-feira, a Conmebol entrou com abertura de processo em seu tribunal disciplinar contra o Nacional por suposta infração ao artigo 14 do seu código, que trata de ofensas à dignidade humana. Baseou-se em vídeos dentro do “Globo Esporte” que mostravam um torcedor do time uruguaio simulando com as mãos a queda de um avião, durante jogo com a Chapecoense. Era uma menção ao acidente que matou 71 pessoas em 2016, a maioria do time catarinense.

Em nota, o clube uruguaio pediu desculpas e depois expulsou o torcedor de seus quadros. E a Chapecoense entrou com uma ação no tribunal da confederação sul-americana pedindo a exclusão do Nacional pelos atos. Quer atuar como parte interessada no processo.

Não é a primeira vez que torcedores do time uruguaio causam confusão no Brasil. Em 2017, em outubro, torcedores do Nacional protagonizaram uma selvageria no Estádio Nilson Santos, em jogo da Libertadores contra o Botafogo. Eliminados, os uruguaios promoveram um quebra-quebra e jogaram cadeiras no gramado em direção a policiais.

O tribunal da Conmebol puniu o Nacional com uma multa de US$ 10 mil pelo incidente. Na decisão, a confederação sul-americana explicou que o clube estaria sujeito a ser tratado como reincidente caso cometesse uma infração “igual ou similar”. Ou seja, teria uma pena agravada.

A questão é que a confederação mudou seu código disciplinar para 2018, estendendo o e trocando artigos. Normalmente, os incidentes de confusão de torcedores como ofensas racistas são diferentes de atos de violência. Mas ambos levam a punição por meio do artigo do código que prevê que um clube é responsável pelos atos de sua torcida.

Entre as punições possíveis para o Nacional, está desde uma multa de US$ 3 mil, obrigação de portões fechados e até a exclusão da competição. Penas duras, no entanto, não são o padrão da Conmebol para esse tipo de caso. Em um paralelo, até agora o tribunal da confederação não deu nenhuma decisão sobre os atos de racismo de torcedores do Independiente na primeira final da Sul-Americana, enquanto o Flamengo já foi punido pela violência no segundo jogo.


Sem pré-temporada, times grandes têm pior desempenho nos Estaduais em 2018
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Em um ano quase sem pré-temporada, os times grandes tiveram uma piora no seu desempenho no início dos Estaduais em relação a 2017. O levantamento do blog foi feito nas quatro principais competições com 12 clubes grandes. No total, eles somaram 13% a menos de pontos do que no ano passado no mesmo número de jogos, embora, óbvio, existam exceções como o Palmeiras e seus 100% dos pontos.

Por conta da Copa da Rússia, a CBF marcou o início dos Estaduais para o meio de janeiro quando costumavam ocorrer no início de fevereiro. A pré-temporada, portanto, durou menos de 15 dias. Boa parte dos times iniciou os campeonatos com juniores ou reservas para dar tempo de treinamento a titulares.

Diante desse cenário, era previsível a queda de rendimento. Dos 12 times analisados, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Atlético-MG e Grêmio começaram os Estaduais com campanhas inferiores a 2017.

Desses, o time rubro-negro e o gremista foram os que jogaram até mais tarde na temporada, com o Mundial e a Sul-Americana. Usam reservas e juniores. O Flamengo só teve dois pontos a menos do que no ano passado, mas o Grêmio só fez um ponto no Gaúchão.

Outras duas equipes tiveram desempenho similar ao ano passado, sendo elas, Corinthians e Cruzeiro. São justamente equipes que têm utilizado mais titulares nesses jogos iniciais, embora mantenham a rotatividade do elenco no início de temporada.

Quem melhorou em relação ao ano passado foram Botafogo, Internacional, Santos e Palmeiras. O time alviverde, por sinal, é o único que tem 100% de aproveitamento entre os da Série A, como mostrou o blog do PVC. Já o Botafogo tinha poupado jogadores em 2017 por priorizar as fases da pre-Libertadores, o que não faz nesta temporada. A equipe santista foi quase igual ao ano passado, com um ponto a mais.

No total, os 12 times grandes somaram 84 pontos nas quatro primeiras rodadas contra 97 no ano passado. Há clássicos em que se enfrentaram, mas esses se anulam dentro da estatística. Fato é que, na média, diante dos pequenos ou médios, ganharam menos pontos. Com exceção da Ponte Preta, que jogou o Brasileiro até o final, as outras equipes tiveram muito mais tempo de treino já que não disputavam competições até o final do ano.

A queda foi maior no Rio de Janeiro onde apenas o Botafogo melhorou entre os quatro grandes. Em São Paulo, apenas o tricolor do Morumbi teve uma piora no seu desempenho.

A tendência é que, com o transcorrer dos Estaduais, os times grandes tenham crescimento de desempenho e voltem a mostrar superioridade maior sobre os pequenos. Até porque utilizarão mais titulares e terão mais ritmo de jogo.


Santos se vê próximo de Jair Ventura e negocia rescisão com Botafogo
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A diretoria do Santos entende estar próxima de fechar com Jair Ventura para ser técnico na temporada de 2018. Tanto que os santistas já querem abrir conversa com o Botafogo para falar sobre a multa rescisória do treinador.

Oficialmente, a diretoria santista diz que há vários nomes no leque de escolhas de treinadores, entre eles Jair Ventura. Há a admissão de que o preferido é o treinador do Botafogo, mas que outros poderiam ser candidatos.

“Temos que perceber o nome que agrada mais todas as correntes do clube. Tem um leque (de nomes). A gente traça perfis de treinadores e mostra para a diretoria do clube”, afirmou o novo diretor de futebol Gustavo de Oliveira, que não fala em nomes, nem no de Jair. “No mundo ideal, procura-se alguém com o perfil do clube, mas isso pode ser negligenciado em um momento.”

Apesar do discurso cauteloso, a diretoria do Santos entende ter praticamente fechado o acordo com Jair Ventura. Isso é negociado pelo presidente santista, José Carlos Peres, que ouviu o restante de sua diretoria. Faltam detalhes para o acerto na visão da cúpula santista.

Por isso, já se inicia uma negociação com a diretoria do Botafogo em relação à multa de R$ 800 mil. Uma possibilidade seria oferecer um jogador para o time carioca. Mas, no Santos, a multa não é vista como empecilho se for necessário paga-la.


Palmeiras e Fla têm maiores quedas de desempenho no Brasileiro-2017
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Em comparação com o ano passado, Palmeiras e Flamengo foram os times que tiveram a maior queda de pontuação no Brasileiro-2017. São justamente os clubes com maior investimento na temporada. Quem mais evoluiu, logicamente, foi o campeão Corinthians.

Ressalte-se que essa comparação não trata do desempenho da temporada inteira. Irregular nos pontos corridos, o time rubro-negro, por exemplo, chegou a duas finais em mata-matas, Copa do Brasil e Sul-Americana, embora tenha sido eliminado na primeira fase da Libertadores.

Com campanha excepcional no ano passado, o Palmeiras atingiu 80 pontos, 17 a mais do que os 63 obtidos em 2017. Houve uma queda geral da pontuação de elite, o que permitiu que o time acabasse como vice, uma posição abaixo do ano passado. Mas a equipe palmeirense foi a com maior queda em seu desempenho.

Em seguida, está o Flamengo. Em 2016, o time conquistou 71 pontos, contra apenas 56 na atual temporada. Ou seja, foram 15 pontos a menos, caindo de terceiro para sexto no geral. Não houve impacto prático: o time acabou com a classificação à mesma fase de grupos do ano passado. Mas isso graças a títulos de Cruzeiro e Grêmio que alongaram o grupo de classificados.

Mais um com queda significativa foi a Ponte Preta que ganhou 14 pontos a menos em 2017 em relação ao ano passado. Sua piora teve impacto significativo: o time acabou rebaixado à Série B. Santos e Atlético-MG foram outros que tiveram piora de desempenho relevante.

Do outro lado, o Corinthians teve uma melhora do tamanho da queda palmeirenses. Conquistou 17 pontos a mais neste ano do que no Brasileiro-2016. Saltou assim da 7a posição para o título.

Em seguida, outro que teve melhora foi o Grêmio. Apesar de não ter priorizado o Nacional, o time somou nove pontos a mais do que em 2016. Mais um que incrementou seu desempenho foi o Cruzeiro com seis pontos extras em relação ao ano passado.

Há uma faixa de clubes que se manteve quase estável como Chapecoense, São Paulo, Sport, Vitória, Coritiba, Fluminense. Mas a leve queda de desempenho do Coritiba acabou sendo fatal com o seu rebaixamento. Já Botafogo e Atlético-PR tiveram pioras (de seis pontos) e por isso estão fora da Libertadores. Veja na tabela abaixo a comparação entre a temporada 2016 e a 2017.

Corinthians – + 17 pontos

Grêmio – + 9 pontos

Cruzeiro – + 6 pontos

Chapecoense – + 2 pontos

São Paulo – -2 pontos

Sport – -2 pontos

Vitória – – 2 pontos

Coritiba – -3 pontos

Fluminense – -3 pontos

Botafogo – -6 pontos

Atlético-PR – -6 pontos

Santos – -8 pontos

Atlético-MG – -8 pontos

Ponte Preta – -14 pontos

Flamengo  – -15 pontos

Palmeiras – -17 pontos

PS Não foram incluídos no levantamento os times que disputaram a Série B em 2016 porque seria impossível a comparação entre divisões.